Notas iniciais
Cap novo gente. Espero que gostem. Bjinhos.

Bocejei enquanto tentava prender o cabelo em um coque. Eu e Elena tínhamos ficado quase a madrugada toda empacotando nossas coisas, que notamos tristemente serem bem poucas. Quase todos os móveis pertenciam a Sam, que foi uma das motivações para alugar. Elena chegou na porta do meu quarto.

― Vou tirar a manhã de folga para arrumar nossas coisas.

Virei me para ela sorriso que ela. Elena tinha compridos cabelos castanhos, rosto pequeno, era um pouco mais baixa e mais magra que eu, vestia apenas um short jeans e uma camiseta branca. Fui até ela e abracei pela cintura.

― Já disse que amo você?

Ela riu e fomos a cozinha beber um pouco de café enquanto esperávamos o caminhão vir buscar nossas coisas.

― Você acha que vai ser um lugar muito longe?

Ela sentou na cadeira em minha frente.

― Não sei. Nunca vi nenhuma informação de prédios de aluguel dele.

― E por falar nele... Como estão as coisas entre vocês?

Eu nunca tive segredos com Elena, mas estava tão confusa a respeito dele que falava bem pouco de qualquer coisa. Diferente de meu namoro com Tyler, que eu contava cada detalhe do que aconteceu e ficávamos suspirando até tarde pensando sobre nossos namorados e nossos planos para o futuro, que tiveram um fim abrupto e triste. Tyler me dispensou para ficar com a vadia da Aymé Bradley, e Elena descobriu que não amava Matt no fim das contas.

― Tudo bem eu acho. Trocamos farpas poucas vezes ao dia agora, é um progresso.

― E vocês nunca se pegaram pelos corredores da empresa?

― Claro que não! Ele é meu chefe pelo amor de Deus!

Ela deu um sorriso irônico para mim, e duas batidas na porta nos interromperam. Levantamos ao mesmo tempo e fomos atender.

Um cara alto e moreno estava na porta. Os cabelos pretos caiam pela testa, seus olhos eram azuis, ele sorria para nós.

― Bom dia meninas. Sou Damon Salvatore, vim buscar a mudança de vocês.

Demos espaço para ele entrar, notei que ele olhou com mais atenção para Elena, que mexeu nos cabelos e sorriu de lado. Quase dei uma cotovelada nela. Ela estava flertando com ele.

― Eu sou Caroline, e essa é Elena.

Ele me cumprimentou depois estendeu a mão para ela. Demorando mais que o necessário.

― É um prazer.

Ele falou para ela que respondeu com um sorrisinho. Outros dois homens surgiram na porta com um uniforme marrom de transportadora.

Deixei Elena na sala e fui mostrar aos homens o que deveriam carregar.

No fim das contas, três viagens foram o suficiente para levar tudo ao caminhão. Trancamos a porta, olhei uma última vez pelo corredor e descemos. Mesmo sendo pequeno e desconfortável, ali tinha sido nossa casa por um bom tempo, guardava boas e más lembranças.

Entreguei em chave ao porteiro para que entregasse a Sam e fomos em direção ao caminhão.

― Não, não. Vocês vêm comigo.

Damon nos chamou e apontou para seu carro estacionado um pouco depois. Sentei no banco de trás, e Elena foi feliz da vida na frente com ele.

Conversamos algumas banalidades no caminho até o prédio. Não estava prestando muita atenção no caminho até ele estacionar. Olhei para cima e meus olhos se arregalaram.

O prédio devia ter mais de vinte andares, a fachada era imponente e moderna, olhei em volta e notei que todos os outros prédios eram no mesmo estilo.

― Têm certeza que estamos no lugar certo?

― Claro que tenho.

Damon respondeu a Elena e desceu do carro. Nos descemos també meio embasbacadas e acompanhamos eles.

― Vocês têm duas vagas na garagem, se precisarem e o acesso é por lá.

Ele apontou a direção para nós e nos guiou para dentro, fazendo uma rápida apresentação ao porteiro. Depois nós subimos até o oitavo andar. O prédio inteiro era luxuoso, desde o piso até as pinturas, vi Elena se encolher um pouco. Nossas roupas pareciam tão inapropriadas para esse lugar, entramos em um apartamento e Damon entregou uma cópia da chave a cada.

Assim que entramos na sala senti minha boca se abrir. A sala era mobiliada de forma moderna e elegante, a cozinha era equipada com tudo que há de mais moderno, desde fogão até os armários. Elena me olhava encantada e chocada ao mesmo tempo.

Ele nos guiou pelos quartos, tinham três quartos no apartamento, todos eram suítes e quase tão grandes e bem mobiliados quando a sala. Depois do tour por todo lugar voltamos a sala de estar, eu Elena nos entreolhávamos sem saber o que dizer. Damon nos chamou a mesa de jantar e pois um contrato na nossa frente. Elena me olhou nervosa, limpei a garganta.

― Eu acho que deve ter algum engano Damon.

― Não gostaram?

― É incrível. Mas não temos como pagar por isso, acho que você nos trouxe ao prédio errado.

Elena pegou o contrato e começou a ler.

― Dois anos? E onde está o valor?

Ela olhou para mim, depois para Damon.

― Klaus me disse que o valor do aluguel ia ser acertado diretamente com ele, e para sua informação, todos os prédios dele são iguais a este. Então vocês só têm que assinar.

Eu hesitei olhando o documento.

― Tem certeza que você falou para ele o valor certo Caroline?

Damon nos olhava com curiosidade.

― Olha só, porque vocês não assinam o contrato e depois você... Conversa com o Klaus.

Eu e Elena demos de ombros e assinamos o contrato.

― Tenho que ir trabalhar agora.

Levantei depressa. Resolvi pegar um táxi, até me acostumar com o caminho.

Notei que só se passaram 15 minutos do prédio até a Originals. Entrei pensando no que eu tinha me metido.

Ele não tinha chegado ainda ao escritório. Sentei em minha mesa pensando no que diria quando ele chegasse.

Ele não demorou muito. Chegou e entrou na sala murmurando um bom dia por sobre o ombro. Bate na sua porta minutos depois, e ele não respondeu como sempre.

Caminhei até sua mesa e olhei para meus pés.

― Precisa de alguma coisa Srta. Forbes?

Olhei para ele sem graça.

― Acho que deve ter tido algum engano com o apartamento Sr. Mikaelson.

― Que tipo de engano?

― O lugar que fomos é... Não podemos pagar o aluguel.

Ele franziu a testa parecendo irritado.

― Diga-me Srta. Forbes, a quem pertence aquele prédio?

― Ao senhor.

Minha voz estava baixa, e eu estava lutando contra a irritação que estava se formando em mim.

― E já que pertence a mim, quem você acha que deve julgar o quanto ele vale?

― Eu sei que vale mais do...

― Responda a pergunta Srta. Forbes.

Tive que morder a língua para não berrar a plenos pulmões o filho da puta que ela estava sendo agora.

― O senhor .

Ele deu um sorriso de lado.

― Questão resolvida então. Agora me traga um café.

E com isso ele me ignorou. Saí da sala pisando duro. Como ele podia ser tão babaca mesmo quando estava tentando me ajudar?

Passei o resto do dia sem tocar mais no assunto. Ele passava por mim sem olhar nos meus olhos e tudo que me disse durante todo o dia foi “Ligue para fulano” ou “ me traga mais um café” e a mais freqüente de todas “Que coisa, parece que esse café foi feito numa meia”.

Voltei a pé para o apartamento fim do dia. Iria precisar de um exercício no fim das contas agora que não precisa mais subir aquelas escadas todo dia.

Elena já tinha arrumado as coisas quando cheguei e estava preparando o jantar.

― E então, falou com ele?

Sentei na mesa e suspirei.

― Falei, e ele me disse basicamente que o apartamento era dele, e ele iria alugar por quanto quisesse.

Ela ergueu a sobrancelha e sorriu.

― Se ele disse, quem somos nós para discordar?

Dei de ombros.

― Tem razão eu acho. E mudando de assunto, que clima todo foi aquele entre você e o Damon?

Ela pôs a comida na mesa.

― Não sei do que você está falando.

― Elena Gilbert, você gostou dele não foi?

Ela sentou em minha frente e sorria de lado.

― Gostei. O que quer dizer que ele provavelmente é o cara errado.

― Sem julgar antes de conhecer nem nada...

― Vamos cair na real Caroline, quando foi que eu realmente gostei de um cara legal? Eu sempre gosto dos caras mais errados possíveis.

― Você gostava do Matt, e ela era um fofo.

― Era mesmo um fofo, e eu gostava dele, até ele dizer que me amava e eu surtar.

― Casa nova, vida nova. Tente conhecer ele primeiro.

― E você?

― O que têm?

― E o Klaus? Como vocês dois estão?

― Para começar, não existe nós dois. E como já disse várias vezes, ele é meu chefe. Imagina só quem vai se dar mal no final?

Aquele pensamento rondava minha cabeça quase que o tempo todo. Por mais que eu quisesse evitar, não tinha como fingir que não me sentia atraída por ele. Só que eu não podia me permitir sentir isso, não podia deixar crescer ou isso iria acabar me consumindo.

Terminamos de jantar e ficamos curtindo o apartamento um pouco, depois Elena foi dormir e eu tomei um banho. Mas quando vi o chuveiro fenomenal que tinha no meu banheiro, levei quase 40 minutos no banho. E só me forcei a sair porque os dedos da minha mão já estavam enrugando.

Me enrolei em um roupão, e saí do banheiro. Estaquei na porta quando vi que tinha alguém sentado confortavelmente na minha cama.

― Sr. Mikaelson?

Perguntei incrédula, dando um passo para dentro do quarto.

― Não sabe como foi difícil ficar aqui imaginando o que você estava fazendo para demorar tanto no banho.

― Como entrou aqui?

― No meu prédio?

Sacudi a cabeça tentando processar o fato de que o mesmo homem que disse hoje de manhã que meu café tinha sido coado em uma meia, agora estava sorrindo alegremente para mim, sentado na minha cama.

― Como sabia que esse era meu quarto?

― Eu tenho minhas fontes.

Ele se levantou devagar e caminhou até mim e meu coração se acelerou, corri os olhos por seu corpo. Ele estava vestido de calça jeans e uma camisa de manga cumprida, ressaltando toda a masculinidade do seu corpo esguio.

Ele parou tão próximo que podia sentir seu cheiro, um aroma leve de loção pós barba, e o cheiro próprio do seu corpo, inalei profundamente sentindo meu corpo inteiro se arrepiar. Ele passou seus longos dedos pelo meu rosto e acompanhou o desenho dos meus lábios lentamente.

Com a outra mão ele desamarrou meu roupão e afastou os dois lados, depois empurrou dos meus ombros, deixando cair sobre meus pés. Ele respirou pesadamente enquanto olhava meu corpo nu.

― Você é linda demais.

Murmurou ele, depois passou os dedos no meu pescoço e ombros de forma torturante, entreabri os lábios para respirar e ele voltou a olhar meu rosto.

― Se você não quiser, basta dizer e eu irei embora.

Sua voz estava clara e suave, e no fundo eu sabia que era o certo, que o melhor para mim era ficar bem longe dele, mas eu não queria isso, queria sentir seus lábios sobre os meus, e me perder nele.

― Quero que você fique.

Na mesma hora ele me pega pela cintura e me beijou, devagar no começou, saboreando meus lábios, eu abracei seus ombros e passei a mão por seus cabelos macios, seu beijo ficava cada vez mais exigente e faminto, sua língua procurava a minha de forma feroz e eu queria cada vez mais. Seu beijo tinha gosto de cerveja e maçãs e algo intangível que era próprio dele. Excitação, sexo, conforto… ele era meu vício, aquela coisa que você precisa consumir de vez em quando, sem culpa, sabendo que vai te acalmar, mesmo não sendo muito bom para você.

Ele me levantou pela cintura e me deitou na cama, tirando a camisa. Beijou meu pesco e deixou uma trilha de beijo nos meus ombros, descendo até meus seios e mordiscou de leve, minhas costas se arquearam e um gemido escapou por meus lábios. Mas ele continuou descendo os beijos por minha barriga, depois afastou minhas pernas eu ofeguei em antecipação.

No instante que seu lábios me tocarem, eu senti como se fosse explodir, meu coração batia rápido no peito e o desejo corria desenfreado. Mas ele me provocava lentamente, dando pequenas mordidas, parecia que queria prolongar aquilo o máximo possível. Eu queria mais, queria mais rápido, mas também queria continuar aproveitando o máximo seus lábios.

― Sempre que você esta torturando o teclado no escritório, e olho para seu rosto concentrado, tudo que eu penso é em seu rosto quando esta gozando...

Contraí minhas pernas. Ouvir ele falando essas coisas era estranhamente erótico.

― E toda vez que você me trás aquele café horrível, eu fico me lembrando do seu gosto doce, e como você fica deliciosa quando esta excitada...

Me contorci embaixo dele.

― Klaus... Eu vou...

Ele deu uma mordia do meu clitóris e penetrou um dedo em mim, senti meu corpo se perder, meu orgasmo me atingiu implacável, e ele provocou mais um pouco querendo prolongar aquilo. Depois se afastou em mim se livrando da calça e tirando uma camisinha do bolso. Tive que sorrir com isso.

― Você é muito seguro de si não é?

Ele colocou a camisinha me olhando divertido.

― E perder a oportunidade de finalmente transar em uma cama?

Ele moveu para trás, levou a mão entre nós e deslizou para dentro com um gemido grave. Devagar, muito devagar, ele foi me preenchendo. E então cobriu meu corpo com o seu, beijou subindo por meu pescoço e pressionou os lábios nos meus.

― Eu estava ficando louco de vontade de fazer isso...

Ele continuou a me beijar se mexendo devagar dentro de mim, me permitindo sentir cada centímetro. Meu corpo se incendiou com seu toque, cada beijou, cada toque, fazia com que eu chegasse cada vez mais perto.

― Caroline...

Ele murmurou no meu ouvido e deu uma mordida no lóbulo, enterrei as unhas em suas costas, e me estiquei embaixo dele trazendo para mais perto e encarando seus olhos verdes.

― Klaus...

Seu nome escapou por meus lábios e ele gemeu aumentando o ritmo, fazendo com que eu me perdesse num orgasmo violento e explosivo que fez meu corpo quase convulsionar contra ele, que me penetrou mais alguns vezes rápido e profundamente antes de desabar em cima de mim gozando com força.

Quando nossas respirações se acalmaram ele me beijou lentamente e me virou de lado me abraçando.

― E então o que acha, limusine ou cama?

Eu sorri um pouco, sentindo-me confortável e segura em seus braços. O cansaço do dia me pegou e senti minhas pálpebras pesadas.

― Acho que preciso experimentar mais algumas vezes antes de decidir...

Ele riu e beijou meu cabelo.

― Com certeza vamos experimentar muitas e muitas vezes.

A última coisa que notei foi sua voz em meu ouvido antes de adormecer.

***

Senti um súbito frio e acordei sobressaltada olhando em volta. Estava sozinha. Ainda podia sentir seu cheiro em mim. Toquei meus lábios e fechei os olhos, tentando ignorar o vazio que apertou meu estomago ao pensar que Klaus tinha ido embora.