Sexy Fire - Klaroline
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Minha cabeça estava um caos. Eu sabia que não podia querer estar com ele, que não era bom para mim por muitas razões. Mas quando estávamos juntos, qualquer pensamento racional escapava por meus dedos sem que eu nem mesmo percebesse, e eu me entregava sem reservas e pudores ao momento.
No dia seguinte a quando ele esteve no meu apartamento, ele me tratou tão friamente que me senti exposta e frágil. E o pior era sentir o quanto meu corpo respondia ao dele. Eu entendia porque aqui no escritório tinha de ser assim, afinal de contas se nos permitíssemos um pouco mais de cordialidade, provavelmente acabaríamos sem roupas no meio da sala.
Estava checando meus emails quando notei alguém se aproximar.
― Hey!
Max sorria radiante para mim com uma pasta nas mãos.
― Oi.
― Você parece meio tensa.
Observou ele com as sobrancelhas arqueadas. Suspirei e passei a mão nos cabelos.
― Um pouco.
― Mais um motivo para ir com a gente amanhã tomar um drinque.
Sua voz soou despreocupada, mas eu podia ver que tinha um interesse diferente no fim.
― Eu vou. Preciso conhecer mais o pessoal. A última vez que alguém veio aqui me ver quase saiu correndo quando ele chegou.
Ele riu baixo e apontou para a porta.
― O poderoso chefão aqui, é bem malvado quando quer...
― Klaus é assim as vezes mas...
Parei no meio da frase quando notei ele olhar para mim surpreso.
― O que foi?
― Você acabou de chamar ele de Klaus?
Idiota! Me xinguei mentalmente. Ele não permitia que nenhum funcionário o chamasse pelo primeiro nome, e muito menos pelo apelido.
― Escapou, eu acho.
Tentei parecer culpada, como se nunca tivesse falado isso antes. E sentindo minhas bochechas esquentarem quando lembrei exatamente qual foi a situação em que o chamei pelo nome.
― Ok. Só não deixe ele te ouvir falando assim.
Quase pude ouvir sua voz rouca sussurrando em meu ouvido para chamá-lo pelo nome. Se ele soubesse... Concordei com a cabeça e mexi nervosamente as mãos no colo.
― Até amanhã então.
Ele acenou para mim e saiu. A vida provavelmente não ia muito com a minha cara. Eu não poderia simplesmente, sair com Max, me divertir. E acabar namorando um cara legal e bem menos complicado?
Suspirei e continuei fazendo meu trabalho, antes que o homem de gelo saísse da sala dele e me enchesse por alguma razão fútil e sem sentido.
Quando cheguei em casa no fim do dia, me senti mais relaxada. Por mais estranho que pareça, mesmo em tão pouco tempo, já sentia que aquela casa era um lar para nós.
― Chegou cedo.
Elena entrou na sala e sentou no sofá, me sentei a seu lado.
― Pois é, ele saiu mais cedo hoje e tive um tempo livre.
― Por “ele” você quer dizer o chefe gostosão?
Não tinha contando a Elena sobre minha visita de ontem a noite. E depois de receber um gelo dele o dia inteiro, a última coisa que eu queria era falar disso.
― Pensei que já tinha dito para não chamar meu chefe de gostosão.
Ela sorriu de lado para mim e bateu o cotovelo em mim.
― Como é trabalhar com um cara com quem você já transou?
― Elena!
Levantei e joguei uma almofada nela.
― Vou tomar banho.
Tomei uma ducha quente e rápida. Enquanto me secava Elena entrou com o telefone na mão.
― Seu celular está tocando.
Peguei o telefone com o coração um pouco acelerado, não reconheci o número.
― Alô?
― Caroline?
Senti minha boca secar. Eu reconheceria aquela voz em qualquer lugar na face da terra. Limpei a garganta algumas vezes antes de conseguir falar alguma coisa. Elena estava parada no meio do quarto olhando para mim.
― Tyler.
Consegui murmurar no fim das contas.
― Oi. Jeremy me deu seu número... Eu só queria... Tudo bem com você?
Quase ri com essa pergunta. Ele tinha me abandonado, acabado com meus sonhos bobos e açucarados de adolescente, e agora queria saber se eu estava bem? Sério?
― Você me ligou para perguntar se eu estou bem?
Ele fez uma pausa do outro lado e respirou fundo. Parecia nervoso. Quase podia ver seu maxilar se contrair, e me odiei por lembrar desses detalhes.
― Eu só queria falar com você um pouco.
E eu pensando que já tinha visto pessoas caras de pau o suficiente.
― Estou ótima. Se é só isso...
― Espera Caroline. Nós... Eu fui um imbecil, e sei que sou a última pessoa com a qual você quer falar. Mas temos uma história juntos. Não quero perder você.
Podia sentir a raiva me dominando.
― Eu não sou sua para você me perder. E se me lembro bem, você quis terminar comigo.
― Eu sei Care. Sei que você nunca vai me querer de volta, só achei que pudéssemos... Sei lá, ser amigos?
Respirei fundo várias vezes.
― Tchau Tyler.
Desliguei o telefone e me joguei na cama.
― O que o babaca queria?
― Queria que fossemos “amigos”.
Ela se sentou ao meu lado.
― Depois de um ano?
― Da para acreditar?
― E você?
Levantei de uma vez e a encarei.
― Eu? Não quero nada que tenha a ver com ele!
― Isso eu ouvi. Quero saber como você está se sentindo com isso?
A verdade é que me sentia confusa. Por mais que eu tivesse raiva dele pelo que ele me fez, no fundo senti meu coração se apertar com todas as lembranças de tudo que vivemos, cada momento juntos, cada beijo... Só que cada lembrança deixava um gosto amargo na boca. Olhei para Elena e tentei sorrir falhando miseravelmente. Ela sempre foi compreensiva e se preocupava de verdade comigo. Elena era a pessoa mais altruísta que já conheci. Mesmo ela tendo uma montanha de problemas para resolver, ainda encontrava um jeito se preocupar com os meus e cuidar de mim.
Senti lágrimas queimarem em meus olhos e a abracei.
― Obrigada.
Ela me abraçou de volta.
― Obrigada pelo quê?
Me afastei dela sorrindo por entre as lágrimas.
― Por ser você e por estar aqui comigo.
Ela pareceu desconcertada e se levantou me puxando junto.
― Por nada. Vamos comer alguma coisa.
Jantamos e conversamos sobre vários assuntos, exceto sobre Tyler ou Klaus. Ela me conhecia bem o suficiente para saber que eu estava confusa sobre isso, e não queria conversar.
Fui deitar bem mais cedo que o de costume essa noite. Coloquei meus fones de ouvido no volume máximo, tentando silenciar os pensamentos caóticos que se agitavam em minha cabeça.
***
Meu celular deu um toque. Peguei distraidamente enquanto terminava de atualizar a agenda do Sr. Mikaelson. O relógio marcava seis horas.
“Estamos te esperando no bar. Xo xo. Max.
Tive que sorrir um pouco, digitei a resposta rapidamente.
“Como conseguiu meu número?”
A resposta chegou igualmente rápido.
“Digamos que eu conheço um cara que conhece um cara que trabalha no RH. ;)”
“Desço em um minuto”
Terminei de organizar a agenda e coloquei para sincronizar coma dele, depois peguei minha bolsa e bati na porta dele. Entrei sem esperar permissão. Ele estava ao telefone e fez sinal para que eu esperasse.
― Demita ele e se certifique que o único emprego que vai encontrar é limpador de para brisa, entendeu?
Ele estava com a boca contraída e segurava o telefone com tanta força que suas juntas já estavam brancas.
― Ótimo. Me ligue.
Ele desligou e jogou o telefone na mesa, olhando para mim.
― Já preparei sua agenda da semana Sr. Mikaelson, e agora vou...
― Desfaça.
Ele me interrompeu e o encarei sem entender, depois passou a mão pelos cabelos. Um gesto de impaciência.
― Vamos fazer uma viagem na segunda de manhã. E provavelmente teremos que ficar uns três dias por lá.
Ele se levantou na cadeira e andou de um lado para outro. Demorei alguns minutos para processar o que ele estava falando.
― Como assim nós vamos viajar?
Ele parou na minha frente e me encarou como se eu fosse uma criança de cinco anos e ele estivesse me explicando pela décima vez uma coisa. Fiquei muito irritada com seu olhar. Não entendia bem como esse homem podia despertar meus piores e melhores instintos.
― Pensei que já tivesse deixado bem claro, que você me acompanharia em viagens de negócios.
Eu me lembrava disso. Cada celula do meu corpo queria dizer várias verdades naquela cara arrogante. Principalmente sobre o que houve no meu apartamento e como ele me tratou depois. Mas ele era meu chefe, tinha que me lembrar disso.
Ele me encarava divertido, como se soubesse o que se passava em minha cabeça. Depois ele se recostou na mesa e cruzou os braços.
― Olhar para você agora é quase como ver um vulcão entrar em erupção sabia.
Meu peito subia e descia enquanto eu dava respirações rápidas. Depois travei o maxilar.
― Vou fazer as alterações na agenda e depois terei que ir embora.
Seu sorriso sumiu do rosto e ele deu alguns passos parando a centímetros de mim.
― Eu pensei que já tivesse deixado claro também que seu horário é baseado no meu. Portanto vai ter que esperar até eu sair.
― E o Senhor já não está saindo?
― Bem longe disso, tem algumas coisas que tenho que fazer antes.
― Qual seu problema com a sexta feira?
Tão logo as palavras passaram por meus lábios eu desejei fazê-las voltar. Não era nada inteligente da minha parte brigar com ele. Primeiro que ele podia me demitir, e segundo que eu achava estranhamente sexy quando estava bravo.
― E o que você tem de tão especial para fazer na sexta?
― Pode parecer estranho para você, mas algumas pessoas tem uma vida fora daqui.
― Eu também tenho uma vida fora daqui. Só que eu acho que seu súbito interesse por sair mais cedo, é para encontrar o Daniels, estou certo?
― O nome dele é Max. E além disso eu não vou encontrar com ele. Vou encontrar vários colegas de trabalho.
Ele estava tão perto que podia sentir seu hálito fazer cócegas no meu rosto enquanto ele falava.
― Pelo que sei, não foram esses tais “colegas” de trabalho que vieram aqui convidar você.
Franzi a testa, ele não tinha visto quando Max esteve aqui.
― Como você sabe que ele esteve aqui?
― Eu sei de tudo que acontece aqui dentro Caroline. Ainda mais que ele demonstrou ter interesse por você.
― Ele não tem interesse por mim. É só um amigo.
Não sei bem porque estava me justificando para ele, mas senti a necessidade de deixar tudo bem claro.
― Eu sou um homem. E sei o que é interesse quando vejo.
Ele deu um passo para mais perto de mim, e passou o dedo por meu maxilar. Enviando arrepios por meu corpo.
― A pergunta é... Você está interessada nele.
Quase neguei. Eu realmente não tinha interesse no Max. Mas ele parecia tão cretino agora, que senti um desejo quase incontrolável de provocá-lo.
― Isso não é da sua conta Sr. Mikaelson.
Dei ênfase no nome dele, e tive o prazer de ver seu rosto se contrair. Ele puxou o dedo do meu rosto e fechou as mãos.
― Vou atualizar a agenda e envio para o Senhor.
Sai da sala dele sem dizer mais nada e passei quase uma hora reorganizando a agenda. Vi meu celular tocar e olhei desanimada.
“Cadê você?? L”
Era Max. Droga.
“Presa ainda aqui no trabalho. Só mais um minuto”
Levantei e fui até a sala dele de novo. Ele estava no telefone. Mal me olhou quando eu entrei. Mostrei a agenda e ele acenou a mão para mim. Depois afastou o fone da boca.
― Pode ir embora.
E simples assim voltou a falar. Como se estivesse espantando um mosquito que o incomodava. Fiquei puta da vida com isso. E ele iria me pagar e bem rápido. Coloquei o agenda em cima da mesa e a contornei ficando de frente para ele. Ele girou a cadeira e me olhou impassível, sem interromper a ligação.
Me ajoelhei na sua frente e coloquei a mão em seu membro por cima da calça. Senti enrijecer quase instantaneamente. Ele ofegou e interrompeu o que estava falando. Desabotoei e abri o zíper. Ele limpou a garganta várias vezes mas não me impediu.
― Desculpe Andrew... Está tudo bem. Vou te ligar depois...
Fechei minha mão em seu membro e ele agarrou o braço da cadeira com força. A pessoa continuou falando do outro lado da linha, mais alto dessa vez.
― Pode falar então. Mas seja breve, tenho que... resolver um... problema.
Ele me olhava fixamente. Problema é?
Beijei toda sua extensão e o senti estremecer. Sentia certo prazer em saber que ele nem ao menos podia gemer por causa da ligação.
― Sim... Quero todos os relatórios...
Ele quase engasgou quando passei meus lábios por ele sentindo quase tocar o fundo da garganta. Passei a língua em volta dele e senti ele estremecer contra mim. Depois puxou o ar com força entre os dentes.
― Estou ouvindo. Continue.
Ele murmurou para a pessoa no telefone. Sua voz estava grossa e carregada de desejo.
Aumentei o ritmo, passando a língua desde a base até a ponta. Ele me encarava fixamente. Podia ver seu rosto ficar vermelho com a força que fazia para não gemer. Podia sentir ele se contraindo, chupei com muito mais força. Ele afastou um pouco o fone da boca e respirava profundamente. Sorri internamente e passei os dentes em volta dele. Ele travou os dentes e se derramou em mim com força. Podia ouvir alguns sons abafados saindo de sua garganta. Beijei mais algumas vezes para prolongar seu prazer depois me levantei.
Ele desligou o telefone sem aviso e o jogou em cima da mesa, depois me puxou para seus braços me esmagando contra ele.
Aproximei os lábios de seu ouvido e deu uma mordida de leve, depois sussurrei.
― Espero que enquanto você gozava na minha boca, tenha se esquecido do grande cretino que você é.
Depois me desvencilhei de seus braços e sai pela porta quase correndo. Quando as portas do elevador se fecharam quase dei um soco no ar de felicidade.
Caroline 1, Klaus 0.
Arrumei minhas roupas e fui até o bar. Eles faziam o maior barulho e bebiam muito. Max abriu um sorriso enorme quando me viu e veio até mim.
― Você veio!
― Eu vim!
Respondi feito uma boba. Ele me apresentou ao resto do pessoal e ficamos conversando e bebendo por quase meia hora. Depois eles decidiram encerrar a noite.
― Posso te dar uma carona?
Falou Max com os braços em volta do meu ombro.
― Claro.
Ele me guiou até o carro, e me levou até o prédio. Quando estacionamos ele olhou para a fachada e assobiou.
― Puxa vida! Você mora mesmo aqui?
Sorri sem graça, mas não entrei em detalhes, senão teria que explicar muita coisa que eu não deveria, então apenas dei de ombros.
― Pois é. Melhor eu entrar então.
― Gostei muito de você ter aparecido hoje.
Ele sorriu para mim e colocou uma mexa de cabelo atrás da orelha.
― Também gostei. Até a próxima então.
Ele se inclinou e deu um beijo na minha bochecha.
― Até a próxima.
Subi até o apartamento, e ouvi risadas quando entrei. Fui para cozinha e parei quando vi Damon e Elena jantando e conversando animados.
― Oi.
Elena falou sem graça e Damon simplesmente acenou para mim. Fui para o quarto e joguei a bolsa na cama. Sentindo meu celular vibrar. Peguei e vi que era uma mensagem dele.
“Espero que esteja prepara para passar três dias a sós comigo. O cretino”
Puta merda! Ele com certeza ia querer empatar o jogo. E um arrepio de medo e antecipação correu por meu corpo.
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