Notas iniciais
Hey pessoal, cap novo!! Um pouco menos tenso que os outros e tal, mas enfim, espero que gosto. PS. Os personagens não são exatamente iguais aos da série, houveram mudanças para se adaptar a realidade deles que na história são humanos, e imagino que no caso do Klaus por exemplo, que teve mil anos na série para se acertar com os irmãos e o relacionamento deles fluir melhor. No caso da fic o Klaus não teve esse tempo todo e ainda está se ajustando com que que aconteceu em sua vida. ;)

Minha cabeça estava um caos. Desde que Klaus saiu da minha casa hoje de manhã me prometendo que tudo ficaria bem, eu não consigo pensar em mais nada além do que esse “tudo” queria dizer. Eu queria ajudar, queria poder fazer alguma coisa, mas ele não me contou o que aconteceu, nem porque e muito menos quem fez isso. Eu me sentia de mãos atadas.

Suspirei e olhei a tela do computador na minha frente. Eu já estava lendo o mesmo texto a quase meia hora e nada conseguia entrar em minha cabeça. Passei quase o dia todo nessa confusão interna, e ainda não tinha ideia do que fazer.

Olhei ao redor para minha sala e me recostei na cadeira, finalmente desistindo de ler. Apesar de ter pouco tempo trabalhando aqui, eu já me sentia totalmente confortável, trouxe algumas fotos e um jarro de flores horrível que Elena praticamente me obrigou a colocar aqui.

O estúdio ainda era pequeno, e estávamos conquistando nosso lugar no mercado aos poucos, mas cada dia ali era um aprendizado e tão diferente do dia anterior que eu nunca me senti enfadada ou qualquer coisa parecida. Todos os funcionários estavam empenhados assim como eu em fazer o seu melhor. Eu amava meu trabalho, por isso me senti muito culpada por não estar conseguindo produzir quase nada hoje.

O telefone em minha mesa tocou, e eu o peguei lentamente.

― Alô?

― Caroline? Tem uma mulher aqui na recepção que quer falar com você?

― Uma mulher?

― Sim, ela disse que é sua amiga.

― Tudo bem, pode mandar subir.

A única amiga que sabia onde eu trabalhava era a Elena, então tentei recompor minha aparência um pouco. Ela tinha ficado bem preocupada quando me viu de manhã, mas eu disse que conversaríamos a noite, só que ela provavelmente não quis esperar.

A porta se abriu e entrou na minha sala a última pessoa que eu esperava ver.

― Esther?

― Olá Caroline, como vai?

Ela vestia um vestido azul, de corte impecável, e aparentava a mesma frieza e calma da última vez, só que agora seu sorriso parecia um pouco mais amigável. Mas eu não acreditei em nada disso.

― O que você está fazendo aqui? E como sabia onde eu trabalho?

― Eu vim aqui falar com você, e tenho meus meios de descobrir várias coisas.

Me levantei da cadeira e fiquei de pé, tentando mostrar a ela que eu não estava assustada e que essa conversa teria que ser breve.

― Eu acho que você já foi bem clara aquele dia, eu não tenho a mínima intensão de ouvir desaforos seus no meu local de trabalho, então é melhor você ir embora.

Fui em direção a porta e a segurei aberta. Ela pareceu resignada, mas não saiu do lugar.

― Eu não vim aqui para brigar, vim para fazer as pazes.

Não pude evitar dar risada com isso, da última vez ela me pegou de guarda baixa e só de calcinha na sala do filho dela, mas agora eu ia mostrar que não era uma garotinha assustada.

― Sério?

― Sim, nós começamos com o pé esquerdo, mas não é minha intensão ser sua inimiga, afinal você é a namorada do meu filho e imagino que queira vê-lo feliz tanto quanto eu.

Levantei uma sobrancelha incrédula, e cruzei os braços na frente do peito.

― Me desculpe se estou meio cética em relação a isso, mas se me lembro bem, da última vez que nos vimos você disse que era uma golpista e que ia me separar dele, porque você mudou de ideia tão repentinamente?

Ela pareceu ponderar minhas palavras, até que finalmente balançou a cabeça e respirou profundamente.

― Meu relacionamento com meu filho é um pouco... complicado. Eu não quero que isso se transforme em mais um motivo para ele se afastar ainda mais de nós.

Os alarmes soaram imediatamente em minha cabeça, ela não estava olhando diretamente para mim, como se não quisesse realmente falar, e eu podia imaginar que tinha muito mais coisas sobre ele que ela não estava contando.

― Bom... e o que você imagina que eu deva fazer?

― Eu queria convidar vocês dois para jantarem conosco no sábado, para que possamos nos conhecer melhor, tenho certeza que será ótimo.

Eu conhecia pessoas falsas o suficiente para reconhecer quando alguém estava tentando fingir que estava animado com algo, era exatamente essa expressão que eu via no rosto de Esther agora. Ela não me queria lá, nem me conhecer, mas parecia estar se esforçando por causa de Klaus. O que me levava a seguinte pergunta: o que será que acontecia entre eles para existir essa animosidade tão grande entre ele e a família?

― Eu sinceramente não acho que Klaus vá querer ir nesse jantar.

― Eu sei que não, mas você pode convencê-lo.

― E porque eu iria fazer isso?

― Porque nós somos a família dele, e por mais que ele nos queira longe nós o amamos e só queremos o bem dele. Eu não sei se você tem filhos ou não Caroline, mas talvez um dia você tenha e eu não desejaria que você descobrisse o quanto dói ver seu filho tão longe de você que nada do que você faça pode trazê-lo de volta.

E pela primeira vez desde que eu a vi ela parecia estar expressando uma emoção real. Mas ela recompôs a expressão e voltou a frieza habitual. E por mais que eu quisesse mandar ela se ferrar, eu não podia negar que isso me afetava. Minha mãe tinha morrido, eu tive muita sorte de encontrar alguém para cuidar de mim, mas a mãe de Elena também morreu, e eu sabia o quanto doía e o quanto eu faria de tudo para tê-las de volta.

― Olha, eu realmente não quero te conhecer melhor, e sei que você também não quer me conhecer... Mas assim como você, eu vou fazer isso pelo Klaus.

Ela deu um sorrisinho frio, e juntou as mãos na frente do corpo.

― Ótimo! Nos vemos no sábado então.

Ela já ia saindo quando eu dei um passo e fiquei bem na sua frente, nossos olhos estavam no mesmo nível, e eu a encarei com firmeza.

― E não importa o porquê de estarmos lá, se você me chamar de vadia de novo pode ter certeza que eu não vou ficar para ouvindo está bem?

― Ok.

Ela disse com os lábios apertados numa linha fina e saiu. Eu bati a porta e voltei a sentar na minha mesa.

Isso foi realmente estranho, mas eu precisava fazer isso. Talvez conhecer a família dele fosse o único jeito de entendê-lo melhor, e fosse uma pista para descobrir o que estava acontecendo.

Depois que Esther saiu, eu finalmente consegui trabalhar pelo resto da tarde.

***

Pouco antes das seis meu celular tocou, eu o peguei e vi a foto de Elena.

― Hey Care, onde você está?

― No estúdio, por quê?

― Porque Jeremy e Damon estão acabando comigo na sinuca e eu preciso de reforços!

― Onde vocês estão?

Ela me falou o lugar e eu fiquei de encontra-las assim que saísse. Então terminei de arrumar minhas coisas, peguei a bolsa e desci. Várias pessoas já tinha ido embora, só restavam uma ou outra ainda arrumando suas mesas.

Já tinha algum tempo que eu e Elena não saímos assim e seria uma distração mais que bem vinda depois de tudo que estava acontecendo.

Assim que cheguei na calçada eu vi Elijah, ele estava com algumas sacolas na mão e a expressão estava entre aborrecida e divertida. O cumprimentei meio sem graça, eu não tinha a menor ideia se ele já sabia do que estava acontecendo entre mim e Klaus, e também não queria pensar no que Esther podia ter dito a ele.

Uma garota loira vinha bem atrás dele, ela era um pouco mais alta que eu, e parecia ter no máximo 20 ou 22 anos. Ele nos apresentou e se possível fiquei ainda mais sem graça, ela era a irmã deles.

Ela parecia aborrecida por ele querer ir para casa e assim que eu disse que estava indo encontrar alguns amigos, ela quase pulou no lugar de alegria e veio comigo.

― Então, você é namorada do Elijah?

Ela perguntou enquanto caminhávamos. Direto e sem rodeios, eu realmente poderia gostar dessa garota.

― Não.

― E de onde vocês se conhecem?

― Eu trabalhava na Originals, era secretária do Klaus.

― Então você deve conhecer a tal garota que ele está namorando não é?

E se o destino gosta de ironias, quem sou eu para não gostar não é?

― Conheço, quase como se fosse eu mesma.

Sorri de lado para ela que não demorou nada a entender, e sorriu de volta.

― Você é a namorada dele! Até que enfim ele parou de sair com aquelas piranhas sem graça.

― Obrigada... eu acho.

Nós duas demos de ombro e sorrimos já chegando ao lugar que Elena tinha me dito. Assim que entrei não demorei muito a vê-los, mas Rebekah parou no lugar e ficou olhando para frente, seu rosto expressava felicidade e melancolia ao mesmo tempo. Segui seu olhar e vi Stefan se preparando para dar uma tacada na mesa de sinuca, mas parou no segundo que viu Rebekah. Depois de alguns segundos olhando para ela, ele largou o taco na mesa e veio até nós.

Rebekah deu alguns passos incertos até ele, mas seus braços já estavam prontos para o abraço de urso que recebeu. Fiquei olhando para os dois abraçados e pude ver que eles se gostavam, e muito. Passei por eles batendo no ombro de Stefan, e fui até onde Elena estava sentada vendo os garotos jogarem.

Ela me abraçou assim que cheguei. Coloquei a bolsa em cima da mesa e pedi uma bebida.

― Quem é ela? ― Perguntou-me Elena depois de um tempo.

― A irmã do Klaus, Rebekah.

Elena parecia meio incrédula, depois seus olhos ficaram preocupados e voltaram-se para Damon, que parecia ter perdido totalmente atenção no jogo. Ele olhou para Elena como quem se desculpa e tirou o celular do bolso se dirigindo para um canto.

Elena deu um suspiro resignado e pude ver uma ruga de preocupação se formar em sua testa.

― O que foi? ― Perguntei a ela, que pareceu pensar um pouco antes de responder.

― O Klaus não vai gostar nada de saber que o Stefan e a Rebekah... Para onde eles foram?

Olhei em volta, mas eles não estavam mais lá. Eu achava que tinha ido rápido com o Klaus, mas isso conseguia bater meu recorde, e era realmente uma droga que eu conseguisse perder a irmã do Klaus em menos de vinte minutos.

― Será que eles saíram?

― Eles devem estar no banheiro, pelo jeito que se abraçaram...

― No banheiro de um bar? Sério?

Elena ergueu uma sobrancelha cética para mim que parecia dizer “Conte-me mais sobre escapadas com um cara bonitão...” Não pude conter a risada e ela também riu apesar de parecer ainda preocupada.

― Eu vou atrás dela, e que história é essa de que o Klaus não vai gostar?

― A Rebekah e o Stefan eram namorados, mas se separam por causa do Klaus.

― Por causa do Klaus? E o que o Klaus poderia ter contra o Stefan?

― Não sei Caroline, o namorado é seu. E além do mais ele logo, logo vai estar aqui, então pergunta para ele.

Decidi não discutir com ela nesse momento e ir logo atrás da Rebekah. Mas algo que me dizia que Elena sabia coisas sobre o Klaus que não estava querendo me contar.

Quando cheguei perto do banheiro, pude ouvir os gemidos antes mesmo de abrir a porta. Girei a maçaneta e ela se abriu facilmente, será que eles sequer pensaram em trancar?

Eles estavam colados em uma parede, e poderiam se resumir apenas num emaranhado de beijos e mãos por toda parte.

― Dá um tempo gente! Num banheiro?

Eles mal pareceram me ouvir e eu tive que praticamente me enfiar no meio deles para poder separá-los, e mesmo assim eles continuaram se olhando com uma intensidade de tirar o folego.

― Olha só, eu não tenho ideia do que esta rolando aqui, mas eu não trouxe você aqui para ficar se agarrando num banheiro.

― Somos adultos Caroline, sabemos nos cuidar. ― Respondeu Stefan.

Mas eu já tinha pegado no braço de Rebekah e a arrastado para fora.

― Não nos vemos a um tempão, dá um tempo para gente!

Resmungou Rebekah enquanto eu a escoltava para fora com Stefan no nosso encalço.

― Isso não é dar um tempo a vocês, não é nem higiênico na verdade. Então vamos nos comportar e sentar na mesa para beber e nos divertir, completamente vestidos está bem?

Ambos ficaram me olhando como se eu fosse uma tirana, mas me seguiram. Assim que chegamos a mesa, Jeremy e Damon já estavam sentados, eu me sentei ao lado de Elena e Stefan e Rebekah sentaram tão próximo quanto a cadeira permitia. O humor de Damon parecia péssimo, e o de Elena não estava muito melhor, mas resolvi ignorá-los, afinal a senhorita Gilbert teria muitas explicações a dar mais tarde.

Ficamos conversando e bebendo por um tempo, até que eu finalmente consegui arrastar Stefan e Elena para a mesa de sinuca. Nenhum dos dois parecia nada feliz em vir comigo, mas de jeito nenhum eu iria deixar Stefan lá com Rebekah, eles sumiriam em um piscar de olhos.

Estava inclinada sobre a mesa para dar uma tacada quando senti um corpo colar em mim, meu primeiro instinto foi me afastar, mas senti mãos familiares rodearem minha cintura e seu cheiro tão característico e delicioso que me derreti inteira e errei a tacada. Depois me virei em seus braços, e abracei o pescoço de Klaus beijando sua boca.

― Oi.

― Oi. ― Ele não sorria, sua expressão estava dura e tensa, ele ergueu os olhos para Stefan depois para mesa.

― Como me achou aqui?

Ele demorou um pouco a me responder, mas finalmente me olhou de novo e seus olhos pereciam um pouco mais calorosos agora.

― Eu já disse que sempre posso te achar não foi?

E o beijei de novo e depois sai de seus braços para voltar ao jogo. Mas se Elena e Stefan pareciam aborrecidos antes, agora estavam visivelmente furiosos.

― Eu não quero mais jogar.

Declarou Elena e voltou a mesa. Eu pensei que ela já tinha superado a coisa toda com o Klaus, mas parecia que não.

― Bom, então o Klaus fica no lugar da Elena.

Ele pegou o taco e começou a passar giz na ponta. Quando terminou ele olhou para Stefan.

― Pronto para ser derrotado por mim de novo?

― Acho que você deve ter sérios problemas de amnésia...

Eles sorriram um para o outro, mas eu não conseguia parar de pensar que parecia um pouco forçado o modo como interagiam.

Jogamos por quase meia hora, Klaus e Stefan acabaram comigo, e cada um deles ganhou uma partida, então resolvemos voltar a mesa.

O humor de todo mundo mudou visivelmente quando chegamos, todos eles olhavam para qualquer direção, menos para Klaus, só Jeremy que olhava entre nós meio que sem saber o que dizer. Então depois de meia hora de um silencio constrangedor, meia dúzia de conversas que começavam e paravam rapidamente, resolvemos ir embora.

― Eu posso te dar uma carona se quiser Rebekah.

Stefan falou quando chegamos do lado de fora, mas Klaus passou imediatamente os braços por seu ombro.

― Não precisa se preocupar Stefan, eu mesmo levo minha irmã.

Rebekah tentou sair de seu abraço, mas ele a segurou com mais firmeza.

― Você não vai levar a Caroline Nik? Eu vou com o Stefan, e você não precisa...

― Você vai comigo Rebekah.

O tom dele foi cortante dessa vez, e Rebekah foi batendo o pé em direção ao carro. Acompanhei-os até o carro, Rebekah entrou no banco de trás e bateu a porta com bem mais força que o necessário, Klaus abriu a porta para mim, mas evitou meu olhar. Qual era o problema de todo mundo hoje?

Ficamos em silencio no começo da viagem e Klaus olhava o tempo inteiro pelo retrovisor.

― Você não é meu pai sabia?

Rebekah disse depois de alguns minutos.

― Eu sei disso, mas sou seu irmão e tenho que cuidar de você.

― Eu não preciso que você cuide de mim! Já sou adulta!

― Você se comporta como uma criança e acha que já sabe se cuidar sozinha? É isso mesmo?

― E você se comporta como um idiota e acha que pode mandar na minha vida!

― Você é uma garotinha romântica que se apaixona por qualquer um que dê o mínimo de atenção Rebekah, você acha que todos os homens do mundo são príncipes encantados e estão só esperando você?

Eu os encarava sem saber se deveria dizer alguma coisa, mas eles pareciam ter se esquecido da minha presença ali e se encaravam pelo retrovisor.

― O Stefan é um cara legal, você sabe disso, qual é o grande problema afinal que você tanto vê nele?

― O problema Rebekah é ter encontrado minha irmã mais nova na cama com meu melhor amigo! Ele te trata como uma qualquer e você acha isso legal?

― Não seja hipócrita Nik! Você acha que eu sou uma garotinha virgem e que o Stefan está tentando roubar minha virtude?

― Ele não merece você.

― Para você ninguém nunca mereceu! E como você sabe quem eu sou se nunca se preocupou em olhar em volta? Você nunca saiu do seu mundinho para ficar perto dos seus próprios irmãos e agora acha que tem algum tipo de direito sobre mim, pois tenho novidades: Você não tem direito de me dizer o que fazer!

Rebekah berrou para ele e se jogou no banco, eu podia ouvir seus soluços, soltei o cinto e me inclinei para trás tocando seu braço. Ela não disse nada e eu também não sabia o que dizer, eu não tinha irmãos. E se eu achava o Klaus um grande cretino como chefe, como irmão era pior ainda.

Ele estacionou o carro e ela saltou antes mesmo que ele parasse completamente. Ele fez menção de ir atrás dela, mas eu segurei seu braço.

― Deixa ela ir, você já foi babaca o suficiente com ela por hoje.

Ele voltou a sentar e pôs o carro em movimento.

― Não estou sendo babaca, só estou tentando cuidar dela.

― Ela já é bem grandinha para poder cuidar de si mesma Klaus, e além disso ela está certa, o Stefan é realmente um cara legal.

― É um cara legal que só quer se divertir com ela, eu conheço o Stefan Caroline, a prioridade é a carreira, ele não quer arrumar uma namorada nem nada do tipo, ela só iria sair magoada no final.

― Já passou pela sua cabeça que talvez ela também não queira nada sério?

― Eu conheço a minha irmã bem melhor que você, ela não é do tipo que não quer nada sério, ela se joga de cabeça nesses romances tolos, se apaixona, e no fim acaba magoada e sozinha.

― Você não deu nem a chance deles descobrirem o que sentiam um pelo outro.

― Eu não vou deixar ninguém usar minha irmã para se divertir!

― Você é tão hipócrita! Você não quer que façam com sua irmã exatamente o que você fez comigo?

― Era diferente comigo, desde o começo, você sabe disso.

― Talvez seja diferente para o Stefan também, você não pode impedir sua irmã de viver porque tem medo que ela sofra.

Ele segurava o volante com força, e seus ombros estavam rígidos e tensos.

― Tudo bem... Talvez eu tenha exagerado um pouco.

― Talvez?

― Eu exagerei.

― Eu sei disso. E mais importante, você sabe disso e sabe também que deve desculpas a Rebekah.

Ele suspirou profundamente e olhou de lado para mim.

― Sim, eu devo desculpas a Rebekah. Satisfeita?

― Muito. E eu tenho a oportunidade perfeita.

― E que oportunidade seria essa?

― Sábado vamos jantar com seus pais. ― Falei a ele sorrindo.

― O QUÊ?!

Notas finais
E então o que acharam? Como será que vai ser esse tal jantar na casa dos Mikaelson? ;)