Notas iniciais
Hey gente, uma fanfic Klaroline para nós! Espero que gostem, Bjinhos.

Virei a vodca barata de uma só vez. Tentando fazer meu cérebro calar a boca e esquecer que eu não deveria gastar aquele dinheiro. Morava em Nova Yorque a menos de um ano, e cada dia minha vida estava mais complicada. Trabalhava como garçonete em um restaurante, mas saí de lá a dois meses, só de lembrar daquele lugar sentia náuseas. Acontece que só consegui empregos temporários nesse meio tempo, minha colega de apartamento Elena, estava segurando as pontas o quanto podia, mas ela não poderia pagar nossas contas por muito tempo. Já tínhamos gastado todas as nossas economias e eu dependia demais da entrevista que eu faria amanhã. Mas com base no porte da empresa, uma ex-garçonete sem experiência, tinha poucas chances.

Droga! Eu não queria de jeito nenhum pedir ajuda a meu pai, mas percebia que estava perigosamente perto disso. Ele nos abandonou quando eu tinha 8 anos. Dois anos depois mamãe morreu durante um assalto e tudo que ele disse foi que estava “emocionalmente abalado” para comparecer ao enterro. Alguém pode ser mais babaca que isso? Ele vivia sua vidinha perfeita com seu novo marido em Memphis, e eu era só uma estranha para ele.

Só que a situação era meio desesperadora, e eu não tinha a quem mais recorrer, tinha que conseguir um emprego bem rápido. Fiz as contas mentalmente e percebi que poderia tomar ainda dois drinks.

Notei alguém sentando ao meu lado, nem me virei, já tinha lidado com homens assim o suficiente para saber que atenção só iria fazê-los se atirar mais ainda.

― A próxima é por minha conta.

Sua voz era grave e meio rouca, com um leve sotaque britânico, me virei para ele e fiquei sem ar por um instante. Ele era alto, com ombros não muito largos, seu corpo era esguio e forte ao mesmo tempo, os olhos eram verdes como esmeraldas, sua boca tinha um tom deliciosamente vermelho e estava curvada em um meio sorriso. Cada pedaço daquele homem parecia gritar “Cuidado! Altamente inflamável!”.

Ele fez um sinal para o garçom e pediu as bebidas, me virei no banco ficando de frente para ele.

― Eu não disse que aceitava.

Seu sorriso aumentou e ele se sentou totalmente de frente para mim com uma perna de cada lado da minha, a situação era meio íntima, mas eu não conseguia encontrar em mim mesma vontade para me afastar. Respirei profundamente e senti seu cheiro, uma mistura de loção pós-barba e um toque inegavelmente masculino que se desprendia de sua pele e ligava todas as terminações nervosas do meu corpo.

― Também não disse que não aceitava.

― Sempre soube que os ingleses eram arrogantes.

― E eu sempre soube que os americanos eram calorosos.

Um lado meu queria dizer que enfiasse sua bebida num certo lugar, mas meu outro lado queria ver até onde aquele inglês bonitão chegaria se eu permitisse. E eu com certeza queria permitir. Desde que me mudei para cá, tive dois ou três encontros sem graças, e nenhum deles me fez querer de novo. Parte disso era porque eu namorei o mesmo cara desde o primeiro ano do colégio, e eu estava meio enferrujada com outros homens. Eu não passava bons momentos com alguém a mais tempo do que eu gostaria de admitir, então ia simplesmente deixar rolar.

― Então Sr. Arrogante, ouvi dizer que a personalidade dos ingleses é quase tão gelada quanto um picolé.

Ele riu e passou a mão entre os cabelos, pareciam muito macios e minhas mãos coçaram para acariciá-los lentamente.

― Você já conheceu algum inglês, querida?

Nossa! Porque ouvi-lo me chamar de querida parecia tão sexy?

― Não, mas estou aberta a novas experiências.

Não pretendia que minha frase soasse tão carregada de duplo sentido, mas ele me olhava de forma tão quente que despertava meu lado mais selvagem.

Seus olhos brilhavam com minhas palavras, e um sorriso safado brincou em seus lábios.

― O que uma loira tão linda faz bebendo vodca num bar a essa hora?

― Dia ruim... ou melhor mês ruim. Mas estou aqui para esquecer isso, não lembrar.

― Outro assunto então. Você sempre morou aqui?

― Não. Vim de uma cidade bem menor, mas já moro aqui a um ano. E você?

― Minha casa é na Inglaterra.

Hum... Isso ficava cada vez melhor. Ele morava na Inglaterra, quer dizer que a probabilidade de nos encontrarmos de novo depois disso era praticamente inexistente.

― Londres parece incrível pelas fotos.

― E é muito mais incrível pessoalmente, aposto que você iria gostar.

― Você nem me conhece! Como sabe do que eu iria ou não gostar?

― Uma bela cidade para uma bela mulher... É claro que você ia gostar.

Ele deu uma piscadinha para mim e nossas bebidas chegaram e ficamos em silêncio um pouco, enquanto saboreávamos os drinques. A bebida estava deliciosa, e me aquecia por dentro como uma chama, queimando qualquer vergonha que ainda tinha ficado depois da vodca. Poucas vezes durante minha vida eu tentei ser sexy de propósito, mas ali diante daquele olhar que esbanjava sensualidade e um mundo de promessas bem quentes, eu teria que aprender bem rápido. Cruzei as pernas fazendo meu vestido subir um pouco expondo mais da minha coxa, seus olhos se fixaram em minhas pernas depois voltaram para meus olhos.

Eu não podia desviar os olhos, tal era a intensidade que ele me encarava, um calor subiu por minha coluna e eu quase suspirei quando senti seus dedos tocarem minha perna. Ele fazia movimentos circulares com os dedos e mandando vibrações de calor por meu corpo. Dei outro gole na bebida e olhei em volta.

Jogamos um pouco de conversa fora por um tempo, embora eu não conseguisse pensar direito com seus dedos tocando minha pele, aquilo só podia ser uma resposta a tanto tempo sozinha, aquele homem conseguia fazer coisas com meu corpo só som um olhar, que muitos outros não conseguiram tentando muito.

― Qual é o seu nome?

Os alertas soarem imediatamente em minha cabeça. Eu queria me divertir, só que nada pessoal demais, eu já tinha um prato cheio nas mãos sem precisar de mais umas colheradas desse estranho.

― Nomes realmente importam?

Ele não me respondeu e continuou acariciando devagar minha pele. Eu queria muito que ele me tocasse mais, queria sentir seus lábios tão lindos, para ver se eram tão macios quanto parecia. Me inclinei um pouco em sua direção e mandei a cautela para o espaço.

― Que tal você me dar uma carona para casa.

― Só uma carona?

Ergui uma sobrancelha para ele e senti sua mão apertar minha coxa com força. Levantei da cadeira e ele fez o mesmo jogando algumas notas no balcão para pagar as bebidas.

Quando chegamos do lado de fora ele me conduziu a um carro incrível, era preto e as janelas eram tão escuras que não dava para ver nada dentro. Perfeito.

Ele abriu a porta do carona para mim e eu entrei meio sem graça, não estava acostumada a esse tipo de cavalheirismo e algo me dizia que ele não era tão cavalheiro quanto queria aparentar. Ele entrou também, dei as instruções de como chegar a minha casa e ele começou a dirigir.

Observar ele dirigindo era uma das coisas mais sexys que eu já vi, seus dedos esguios seguravam o volante com tanta segurança e força, que só pude imaginar o que aqueles mesmos dedos fariam no meu corpo.

― Algum problema?

Só sacudi a cabeça e sorri. A viagem passou rápido e logo ele estacionou em frente ao meu prédio, a rua estava totalmente deserta, até o porteiro parecia estar dormindo . Ele olhou para cima cético, depois me olhou de novo.

― Você mora aqui?

― Nunca ouviu dizer que não deve julgar um livro pela capa?

― Já sim. Por isso mesmo que prefiro abrir... o livro.

A media que ele falava seus olhos percorreram lentamente meu corpo, deois senti seus dedos em minha perna de novo, olhei em seus olhos, e me inclinei para frente beijando sua boca. Seus lábios estavam macios nos meus e com um leve gosto de Whisky, passei a língua por seu lábio inferior e mordi de leve, ele gemeu contra minha boca e entreabriu os lábios entrelaçando a língua com a minha. Sua mão subiu por minha coxa, meu corpo inteiro se aqueceu e agarrei seus cabelos trazendo seus lábios para mais perto.

Senti seus dedos alcançarem minha calcinha e soltei um suspiro entrecortado contra seus lábios, podia sentir seu peito subir e descer contra mim, ele me puxou pela cintura e me colocou em seu colo. Senti sua ereção me pressionar contra o tecido da calça, me apertei mais contra ele, que suspendeu meu vestido até a altura da cintura.

Ele deslizou um dedo para dentro de mim , meu corpo estremeceu violentamente e gemi.

― Nossa! ― Sua voz estava ainda mais rouca e sua respiração passava com dificuldade por entre seus lábios ― Você está tão molhada!

Seu dedo brincava dentro de mim e me sentia como se estivesse perto de um abismo e mal pudesse esperar para me jogar com tudo nele. Levei a mão a seu cinto e o desabotoei desastradamente, depois baixei sua calça e sua cueca deixando seu membro livre, segurei com força e friccionei para cima e para baixo, ele gemeu contra minha boca e aumentou o ritmo dos seus dedos dentro de mim. Arqueei as costas e beijei-o com mais violência, meu corpo inteiro estava pronto para ele, todos os pensamentos racionais fugiram da minha mente.

― Eu quero você dentro de mim...

Murmurei para ele, e ele começou a tatear pelos bolsos, senti que ele hesitou e me afastei de seus lábios.

― Me diz que você tem camisinha, por favor!

Ele se inclinou para frente e abriu o porta luvas tirando um pacote de dentro, depois abriu e colocou em seu membro, só agora pude observar atentamente, ele era grande e pulsava como se quiser me mostrar o quanto estava excitado.

Ele notou melhor olhar se sorriu de lado, depois voltei a me beijar e eu me entreguei a sensação deliciosa de tê-lo assim, suas mãos foram para minha calcinha de novo e a puxaram bruscamente rasgando-a.

― Ei!

Ele me calou invadindo minha boca com sua língua e acariciando devagar. Ele me posicionou em cima dele e me desceu devagar, senti seu membro ganhado espaço dentro de mim, me alargando devagar, mas eu estava com tesão demais para esperar então desci meu corpo de uma vez, um arrepio de prazer tomou conta do meu corpo e até uma pontada de dor pela profundidade que ele chegou dentro de mim, apoiei a cabeça em seu ombro e mordi por cima da camisa, ele agarrou minha cintura com tanta força que provavelmente deixaria marcas, mas não me importei, até gostei dessa ideia, como se precisasse de provas físicas de que isso estava mesmo acontecendo, tudo que eu podia sentir era o prazer intenso que se espalhava por meu corpo. Seu maxilar estava travado e ele soltava gemidos graves que ressoavam no fundo da sua garganta.

― Você é muito gostosa... Mas temos que ir devagar, não quero machucar você.

―Não vai me machucar, eu preciso g...

Mordi a língua quando ele me levantou devagar e depois me preencheu de novo.

― Preciso que eu faça você gozar?

Ele começou a sair e entrar em mim devagar, como se quisesse me provocar.

― S-sim...

Murmurei com uma voz que eu mal reconhecia como minha tal era a intensidade do meu desejo. Meu corpo parecia prestes a explodir, eu precisava tanto dele que chegava a doer.

― Mais forte...

Praticamente implorei, ele gemeu alto e aumentou o ritmo, meu corpo praticamente entrou em frenesi, ele mordeu meu lábio e puxou e eu gozei com força, um calor se espalhou por minhas costas, ao redor dos quadris e entre as pernas, me jogando de volta contra ele. Ele me penetrou algumas vezes e gozou também, senti seu corpo inteiro estremecer, enquanto ele me beijava violentamente. Suas mãos percorriam minhas costas e barriga fazendo meu desejo se reacender.

Ele inclinou o banco quase completamente e se virou me deixando por baixo.

― Preciso sentir seu gosto...

Murmurou ele com aquele sotaque sexy. Eu tinha uma resposta espertinha para dar, mas esqueci completamente quando seus lábios tocaram minha intimidade, minhas costas se arquearam e eu gemi, meu corpo estava super sensível e suas carícias tinham o dobro da força.

― Tão doce... Poderia saborear você por horas, sabia?

Ele murmurou contra mim e continuou me provocando com a língua, ele penetrou um dedo em mim e precisei morder o lábio para não gritar. Ele murmurava coisas pra mim que me enchiam ainda mais de excitação. Senti que estava prestes a explodir, ele também sentiu isso, porque diminui o ritmo, parecia querer prolongar ainda mais aquela situação. Seu dedo fazia pequenos círculos dentro de mim alcançando pontos tão sensíveis que sentia um tremor cada vez que ele tocava, e quando o senti morder meu clitóris, gozei com toda força de novo, depois desabei no banco arfando para recuperar o fôlego.

Quando as ondas de prazer foram se dissipando, a consciência de onde eu estava me bateu com força e me sentei ajeitando o vestido. Ele sentou no banco do passageiro e tirou a camisinha colocando-a no porta luvas e fechando a calça.

Eu acabei de transar com um completo estranho, na frente do meu prédio e dentro de um carro! Senti cada milímetro do meu corpo corar de vergonha, tentei arrumar meu cabelo para não parecer que tinha acabado de... Oh meu Deus!

― Então, eu tenho... que entrar...

― Tudo bem.

Ele respondeu simplesmente e me olhou um pouco, ele não parecia envergonhado como eu, e tentei me reconfortar com o fato de que nunca mais o veria na minha vida. Peguei minha bolsa e abri a porta.

― Boa noite, e boa viagem de volta a Inglaterra.

Pensei ter visto um pequeno sorriso em seus lábios antes de fechar a porta e entrar no prédio.

Subi as escadas até meu apartamento (isso mesmo, escadas, nada de elevador). Assim que fechei a porta, cada segundo do que houve no carro voltou a minha cabeça e eu sorri involuntariamente, o melhor sexo que já fiz em toda minha vida, tinha sido com um total estranho que eu nunca mais veria. Olhei em volta para meu apartamento simplesmente decorado e suspirei, tinha que voltar a realidade e me concentrar na entrevista que eu faria, e guardar essa noite no fundo da memória.

Notas finais
E então, o que acharam? Continuo? Bjinhos.