Notas iniciais
Hey gente, Saudades? Cap novoooo Tcharam!!! kkkkkkk. Boa leitura e tem uma enquete para vocês no final tá? Bjinhos.

Tentei dormir um pouco durante a tarde, mas o sono nunca vinha. E o motivo disso é que estava com tanta tensão sexual reprimida que quase podia sentir meu corpo vibrar. Sentei na cama e soquei o travesseiro várias vezes.

Ele tinha sido um cretino. Mas eu tinha deixado, e mais que isso, tinha pedido, com a voz toda melosa e ofegante “por favor”. Toda vez que me lembrava disso um calor subia por minhas faces e tinha vontade de esganar ele.

Olhei para o relógio e vi que faltava pouco menos de uma hora para o jantar com os gerentes da filial de Boston. Me arrastei para o banheiro e tomei um banho demorado.

Eu tinha que tentar me controlar quando ele chegasse perto, o problema é que eu só conseguia pensar isso quando estávamos a seguros 500 metros de distancia e sem contato visual. Eu tinha provocado ele, e ele respondeu a altura. Só que nossa brincadeira podia ficar perigosa num segundo. Quando estávamos juntos, o desejo dominava cada poro do meu corpo. Mas hoje eu percebi que não era só isso. Fechei os olhos e encostei a cabeça na parede. Quando eu tocava sua pele, eu queria sentir seu calor e seu cheiro, mas também queria sentir a maciez do seu corpo contra mim, queria sentir como seria seus braços me envolvendo por uma noite inteira...

Desliguei o chuveiro e me enrolei em uma toalha. Tinha que parar isso antes que fosse tarde, antes que ele estivesse tão enraizado em mim que eu não conseguiria mais tirar.

Abri a mala e peguei um vestido cor de ameixa que ia até meus joelhos. A frente era quase completamente fechada. Em compensação o decote nas costas parava bem em cima da minha bunda. Prendi os cabelos num coque e fiz uma maquiagem escura que deixava meus olhos azuis mais marcantes. Completei com um pouco de brilho labial e desci para o restaurante.

Tive o prazer de ver ele parar de falar no instante em que entrei no salão. Caminhei lentamente até a mesa dando a oportunidade dele analisar cada detalhe do meu corpo.

― Boa noite Senhores.

Ele levantou quando cheguei e puxou a cadeira para eu me sentar. Ele podia ser muito educado quando queria.

― Está é minha assistente pessoal Caroline Forbes. Tudo que temos a falar pode ser discutido na frente dela.

Senti um pouco de orgulho por dentro quando ele disse isso. Depois de tanto esforço e tantos insultos trocados, sua confiança era um presente bem vindo. Três homens estavam sentados à mesa com ele. Todos vestidos com ternos e expressões severas. Me cumprimentaram formalmente e retomaram a conversa.

O jantar foi servido pouco depois. Comemos e conversamos amenidades, e eu não pude deixar de notar certa tensão entre eles. Pareciam cuidadosos quase como se estivesse com medo de falar algo. Olhei de lado para Klaus e notei que ele estava com o maxilar apertado e encarava os homens a nossa frente. Ele falava pouco.

Quando a sobremesa foi posta na mesa ele recusou e pós os braços na mesa apoiando o queixo.

― Quero saber cada detalhe do que aconteceu.

As expressões deles se fecharam e empurraram a sobremesa de lado. Um deles começou a falar, ele era um pouco mais baixo que os outros e parecia mais velho também.

― Notamos a algumas semanas Sr. Mikaelson que as contas não estavam batendo, mas não tínhamos certeza do porque. Então começamos a investigar e descobrimos que ele estava tirando dinheiro da conta e camuflando as contas para parecer que aquele desfalque era para compras.

Olhei para eles e depois para Klaus. Não sabia de quem eles estavam falando mas quem quer que seja era importante para Klaus, pois uma veia pulsava em sua têmpora.

― Quanto ele tirou?

A pergunta foi feita em tom gélido e baixo. Os homens a nossa frente se encolherem e olharam uns para os outros com medo de responder. Klaus continuou a encara-los esperando uma resposta. Finalmente uma deles limpou a garganta e murmurou.

― Quase quinhentos mil dólares.

Klaus bateu a mão na mesa com raiva e respirou com força várias vezes.

― Ele sabe que estou aqui?

Eles sacudiram negativamente a cabeça.

― Quero uma reunião com ele amanhã as oito. Isso não deve sair daqui até que eu converse com ele.

― Sim senhor.

Eles responderam e nos cumprimentaram ao levantar. Klaus permaneceu sentando por um tempo, e sua expressão demonstrava tanta raiva que tinha até medo de perguntar o que estava acontecendo.

Depois de um tempo ele me olhou demoradamente, a raiva tinha diminuído e ele parecia um pouco triste.

― Pode subir. Não preciso mais de nada por hoje.

Eu murmurei um “boa noite” e corri para o quarto.

Coloquei uma camiseta que provavelmente cabiam três de mim e me enrolei entre os lençóis com um livro.

Só que não consegui ler. As palavras não se fixavam em minha em minha mente e quando eu me peguei lendo o mesmo parágrafo pela quinta vez desisti e o pus na cabeceira. Klaus normalmente era irredutível com seus funcionários, não existia uma segunda chance. E pelo que eu entendi, esse homem, quem quer que seja ele, fez algo bem grave. Klaus queria conversar com ele. E aquela tristeza em seus olhos não saia da minha cabeça.

Ouvi leves batidas na porta algum tempo depois. Levantei e abri me deparando com Klaus. Ele entrou sem esperar convite e se jogou na minha cama só então olhando para mim.

Puxei a camisa para baixo constrangida. Porque eu não vesti um pijama de seda sexy?

Ele deu uma gargalha bem alta enquanto tirava os sapatos. Aquilo me irritou e notei que seus olhos não estavam mais tristes, e sim com o mesmo sarcasmo e ironia de sempre. Cruzei os braços sobre o peito e franzi a sobrancelha irritada.

― Se você sequer pensar em tocar em mim, eu vou arrancar suas bolas e servir numa bandeja.

Ele riu um pouco e pegou o livro da cabeceira da cama.

― Não é nada divertido quando é conosco não é?

Fui até ele e puxei o livro das suas mãos sentando na outra ponta da cama.

― Eu já disse que você é um imbecil pretensioso?

― Hoje ainda não.

Estiquei as pernas a seu lado. Ele não fez menção de chegar perto, tentei fingir que aquilo não me aborreceu.

― E então, deixe-me adivinhar a história desse livro. O multimilionário que se apaixona por uma garota de 25 anos virgem e que curte sexo sado masoquista, além é claro de ser mentalmente perturbado. Acertei?

― Idiota. Nem todos os romances são assim sabia?

Ele riu e pegou o livro de volta para ler o resumo do fundo.

― Para com isso.

Tentei puxar de suas mãos, mas foi inútil, ele leu até o final e depois olhou para mim divertido.

― Errei então. O milionário não gosta de sadomasoquismo mas quer a ajuda da mocinha para exorcizar seus demônios, então.

― É um bom livro.

Escondi ele embaixo do travesseiro e o encarei.

― Aposto que tem pelo menos milhões de livros que têm histórias mais interessantes.

Suspirei e fechei os olhos.

― Você também não.

― Eu também não o quê?

― Fazer as piadinhas de que sou uma loira burra porque nunca leu guerra e paz e detestei orgulho e preconceito.

Me virei de costas para ele. Ele me puxou de volta e segurou meu queixo.

― Eu acho que generalização sim que é burrice. A cor dos seus cabelos não têm influência nenhuma sobre gostar ou não de um livro.

Dei um pequeno sorriso e ele sorriu de volta.

― E isso é mais uma influência dos livros. Que as mulheres têm que ser apaixonada pelos clássicos.

― Eu não gosto. Acho que não li nenhuma até agora que não me fizesse dormir.

― Você não gosta muito de homens que desnudam as almas de forma intensa e deprimente por capítulos e capítulos a fil. Ou garotas inseguras e dependentes que pensam que o mundo gira em torno do moncinho.

Ele parecia tão seguro dessas palavras. Me fez pensar que ele pensou muito sobre isso.

― O que aconteceu com você?

Seus olhos escureceram um pouco e o sorriso sumiu dos seus lábios.

― O que você quer dizer?

― Quem foi a mulher que te fez ficar assim? Porque seu comportamento só pode ser o fruto de uma vida amorosa conturbada.

Ele riu.

― Eu tive uma vida amorosa perfeitamente normal. Se é que pode se chamar assim.

Apoiei a cabeça nas mão e o encarei, fervendo de curiosidade.

― Vamos analisar isso então. Como foi seu primeiro beijo.

Ele se virou pra mim e apoiei a cabeça nas mãos também.

― Uma vizinha da nossa família vinha até minha casa brincar com minha irmã. Um dia estávamos brincando de pique esconde e ela me beijou.

― Sério? E você meio que se apaixonou por ela?

Ele revirou os olhos.

― Contei para meus irmãos, e todos resolveram brincar de pique esconde também. E em uma semana ela já tinha beijado todos nós.

Arregalei os olhos para ele.

― Quantos irmãos você tem?

― Quatro. Fin, Elijah e os gêmeos Rebekah e Kol.

― E ela beijou todos eles?

― Ela não beijou a Rebekah.

Nós dois rimos.

― E como você se sentiu?

― Me senti... Com muita vontade de chegar a minha vez e beijar ela de novo.

― Meu Deus do céu! Você e seus irmãos dividiram a mesma garota?

― Não dividimos propriamente dito por que ela não namorava com nenhum de nós. E de qualquer forma ela se mudou pouco depois.

― E como foi sua primeira vez?

― Bom... Ela se deitou abriu as...

Cobri meus ouvidos com a mão e dei um tapa em seu peito.

― Não com esses detalhes!

Ele puxou minha mão dos ouvidos e deu um beijo da palma.

― No primeiro ano da faculdade. Fui convidado para uma festa de fraternidade, as garotas estavam muito bêbadas e desfilavam de sutiã e calcinha por todo lado. Então uma delas me puxou para um canto me beijou e começou a tirar minha roupa. Cambaleamos até um quarto vazio e pronto. No dia seguinte ela nem se lembrava do que tinha acontecido e eu fiquei mais do que feliz em fingir que nem a conhecia.

― Porquê?

― Porque eu era virgem. Fiz uma ou duas besteira, estava ansioso, a garota tinha cheiro de cerveja barata, então... Eu podia simplesmente me gabar depois que tinha sido incrível já que a única pessoa que podia dizer o contrário não se lembrava.

― Que horror!

― Viu só? Sem traumas. Uma vida amorosa perfeitamente normal.

― E quando foi que você se apaixonou pela primeira vez?

Ele me olhou por alguns minutos como se não tivesse ideia do que eu estava falando.

― A vamos lá. Todo mundo se apaixona pelo menos uma vez.

Ele olhou para o teto um pouco, depois voltou a me olhar.

― Quando você se envolve demais com uma pessoa, seja lá quem for, só vai facilitar para você sair ferido no final.

Suas palavras viam carregadas de significado. Mas se não tinha sido uma mulher, quem teria machucado ele a ponto de não querer deixar que mais ninguém se aproximasse demais?

― Me diga você. Seu primeiro beijo? Primeira vez? Primeira paixão?

― Minha história é bem menos empolgante porque foram todos com a mesma pessoa. Eu namorei com ele por 3 anos mas ele não era homem o suficiente para enfrentar os pais por mim.

Tentei não soar amarga ao dizer isso. Mas aquilo ainda doía um pouco, por mais que eu já não o amasse, as cicatrizes ainda estavam bem vividas no meu coração.

― Viu só? Você deixou se envolver por alguém e sofreu no final. Nenhuma lembrança boa que você tiver dele vai ser capaz de apagar a dor que ficou.

― Como você sabe sobre isso? Quem magoou você?

Ele passou a mão por meu rosto e lábios depois falou baixinho.

― Os livros têm razão no final. Todos nós temos demônios a exorcizar.

Ele me olhou por um instante depois se virou de costas e apagou a luz do abajur. Fiquei sem entender nada por um tempo, depois me debrucei sobre ele.

― O que você esta fazendo?

― Tentando dormir.

― Dormir?

Minha voz saiu decepcionada e ele deu uma risadinha irônica.

― Você disse que se eu tocasse em você iria arrancar minhas bolas, e eu gosto bastante delas, então se não se importa...

Soltei um grunhido de frustração e rolei para o canto mais distante na cama.

― Boa noite Caroline.

Rangi os dentes e ele deu uma risada.

***

Me sentia confortável e quentinha ao acordar. Tentei me mexer, mas senti braços ao meu redor. Abri os olhos e tentei me localizar. Estava abraçada com Klaus. De tal forma que nossos braços e pernas estavam totalmente entrelaçados. Não me lembro de ter feito isso, mas meu corpo deve ter procurado o dele durante a noite.

Fechei os olhos e inspirei profundamente seu cheiro. Como seria bom acordar todas as manhãs assim...

Abri os olhos assim que pensei isso. O Deus por favor, que eu não esteja me apaixonando por ele!

Notas finais
E ae? O que será que o Klaus esconde? E quem será que roubou o dinheiro da firma? Continua no próximo episodio... KKK. Mas enfim, a fic vai seguir vários rumos daqui para frente e quero a opinião de vocês sobre o que fazer. Que casais vocês querem: Bamon e Stelena OU Delena e Stebekah. Escolham amores, quem tiver mais votos é o que vou fazer. ;)