Notas iniciais
Hey gente, cap novo!!!! Então, no começo vai ter um flash back do dia em que o Elijah conhceu a Katherine, espero que gostem e boa leitura!!

Flash Back On

Se qualquer pessoa me perguntasse eu realmente não saberia explicar porque eu gostava tanto daquele café. Todos os dias no fim da tarde eu dirigia quase vinte minutos do trabalho para ir aquele lugar apertado, quente, mal iluminado, mas que, no entanto tinha o melhor café com creme que eu já tinha tomado em toda minha vida.

E lá estava eu na fila, esperando pacientemente a minha vez, sentindo o suor já começar a descer por meu rosto por estar de terno num lugar tão quente. A maioria das pessoas me olhava, mas outras já estavam acostumadas, ou simplesmente achavam que cada um tinha direito a ter suas esquisitices.

Vi alguém chegar atrás de mim na fila, mas não me preocupei em olhar quem era. Digamos que não sou muito adepto a conversar calorosamente com desconhecidas em uma fila, e a maioria das pessoas também não falava comigo, acho que minhas roupas e a expressão sempre séria as intimidavam.

Ouvi a pessoa atrás de mim respirar profundamente.

― Existe algo no mundo melhor que esse café?

Era uma garota. Me virei para ela pensando em dar uma resposta genérica qualquer mas parei quando vi seu rosto. Ela era linda, suas feições eram delicadas e quase angelicais, e um sorriso tão claro e aberto que me deixou sem folego.

― Acho que não. ― Respondi a ela sorrindo.

― Sério, acho que vale a pena viajar até aqui só para experimentar esse café.

Ela olhou em volta e jogou os cabelos para trás, depois abanou a mão na frente do rosto.

― Ou talvez não... Será que eles não sabem o que quer dizer ar condicionar? ― resmungou ela, e depois seus lindos olhos castanhos se fixaram em mim

― Acho que não. ― Falei de novo, dessa vez me senti um pouco constrangido por repetir a mesma resposta como um adolescente nervoso.

― Você sabe falar outra coisa? Sr. Estou de terno em uma sauna.

― Experimente obter outras respostas, e meu nome é Elijah, posso saber qual é o seu?

Sorri e estendi a mão para ela, que pousou delicadamente na minha. Aproximei meus lábios e dei um beijo em sua mão. Ela me deu um sorriso um pouco mais sarcástico e demos um passo a frente, pois a fila já estava andando.

― Bom Elijah, é preciso bem mais que um sorriso bonito e o clássico charme inglês para descobrir meu nome.

― Uma garota difícil então?

Ela deu uma piscadinha para mim e sorriu de novo, um pouco mais maldoso dessa vez, mas mesmo assim eu adorei.

― Nem tão difícil assim... Mas você precisa fazer bem melhor que isso.

Ela deixou aquela frase no ar e voltamos a andar junto com a fila, tinham apenas mais três pessoas na minha frente, e eu tinha que dar um jeito de convencê-la rapidamente a me dar seu nome, ou o telefone, ou qualquer coisa, tudo que eu sabia era que não poderia deixa-la ir assim.

― Hum... E o que seria preciso para você dar seu nome a um simples mortal?

Falei para ela me inclinando um pouco em sua direção, sentindo seu perfume quente e cítrico, inspirei profundamente.

― Simples? Você pode ser muitas coisas, mas aposto que não é simples.

― E o que eu pareço então?

Mais uma pessoa saiu da fila e eu dei um passo frente, a essa altura eu já estava gostando muito mais dessa conversa do que estava interessado em café.

― Parece aquele tipo de cara, calmo, paciente, educado... Que faz você se sentir uma princesa.

― E você não gosta de ser tratada como uma princesa?

Só restava mais uma pessoa a minha frente na fila, logo, logo estaríamos nos despedindo, mas ela apenas sorria de modo enigmático para mim. Depois de alguns segundos sorriu e se inclinou para frente, para que só eu escutasse o que ela ia dizer.

― Gosto de ser tratada como uma mulher, e mulheres fazem coisas bem mais malvadas que princesas.

Seus lábios estavam tão perto de mim que fiquei hipnotizando. Um desejo quase doloroso de tocá-la correu veloz por minhas veias. Ela tinha a aparecia simples e inocente, mas eu tinha certeza que por dentro, ela era muito mais do que isso, estiquei os dedos com a intenção de tocar seu rosto.

― O que o senhor vai querer?

A voz da atendente me trouxe de volta a realidade e eu baixei o braço, a garota se afastou um pouco de mim e continuou sorrindo como se nada estivesse acontecendo.

― O que o senhor vai querer?

Repetiu a atendente, um pouco mais alto e eu finalmente me concentrei nela.

― Expresso com creme e sem açúcar.

Respondi automaticamente, pois era o que eu pedia todas as vezes que vinha aqui. Me virei de novo para a garota.

― Você não vai mesmo me dizer seu nome?

Ela parecia estar se divertindo muito com aquele joguinho, eu queria muito saber, mas ao mesmo tempo estava enfeitiçado pelo modo que ela agia.

― Aqui está senhor.

Me virei para o balcão e peguei o café, indo para o lado.

― Eu quero expresso com chantili e canela, bem doce por favor.

Peguei uma nota de vinte dólares e paguei, pelo meu café e o dela.

Ela pegou seu expresso, e saiu da fila se virando para mim.

― Obrigado Elijah, dá próxima vez, tente tirar o terno.

Ela começou a se virar, mas eu segurei seu braço.

― Espere! Me dê seu telefone, por favor.

Ela tomou um gole do café e deu de ombros.

― Se já é difícil conseguir meu nome, meu telefone então... é muito mais.

― Vamos lá, eu quero te ver de novo.

― Nós nos encontramos hoje não foi? Aposto que vamos nos encontrar de novo.

― Eu venho aqui quase todos os dias, e nunca te vi.

Ela apenas me olhou e depois sorriu de novo.

― Aposto que depois de hoje, eu vou passar a gostar ainda mais de café.

E com essa frase, ela se virou e foi embora. Fiquei ali parado com um sorriso pateta no rosto, observando-a até que ela se perdeu em meio aos pedestres que passavam.

Eu não sabia quem ela era, ou onde morava, nem mesmo sabia seu nome, só sabia que eu teria que vê-la de novo de qualquer jeito.

Flash Back Off

No dia seguinte quando acordei, eu não tive vontade de malhar. E isso era uma mudança e tanto já que nos últimos quatro anos eu corria duas horas todas as manhãs. Mas hoje, eu não sabia bem como agir. Não queria parecer ansioso ou sufoca-la demais, mas eu estava louca para vê-las.

Levantei da cama, tomei banho depois fui preparar o café. Elas deviam estar com bastante fome, então fiz panquecas, ovos e bacon. Elas ainda não tinham levantado, sentei-me à mesa para esperar.

Eu sempre fazia meu café da manhã, minha empregada só chegaria as dez, e eu preferia assim. Normalmente eu só tomava café puro antes de sair para trabalhar, mas hoje era um dia especial.

Quando já tinha passado quase meia hora eu resolvi, ir até o quarto. Bati na porta algumas vezes, mas ninguém respondeu. Esperei alguns minutos e bati de novo, e mais uma vez o silêncio foi minha resposta. Girei a maçaneta e entrei, só para encontrar o quarto vazio, a cama estava perfeitamente arrumada, e não havia sinal de que alguém tinha estado ali, só um pedaço de papel deixado em cima da mesa de cabeceira.

Fui até lá e peguei o papel, sentindo um aperto no fundo do peito.

“Obrigada Elijah, mas como eu disse, nada mudou. Katherine”

Amassei o papel em minha mão sentindo a frustação crescer em mim de forma desenfreada. Voltei para meu quarto e comecei a me vestir para o trabalho ignorando o café na mesa. Eu não sentia vontade de comer nada. Depois peguei minha pasta e sai, olhei para o quarto de hospedes enquanto passava, como era possível que um lugar que tinha ficado vazio por tanto tempo pudesse me lembrar dela?

Fui para a Orginals Inc. Chegando lá bem antes de todo mundo, e me afundei no trabalho, que era algo que eu fazia quase automaticamente e felizmente ocupou boa parte do dia.

No meio da tarde fui falar com Klaus e levar alguns documentos que precisavam da sua assinatura. Encontrei sua nova secretária enfiada em quase duas pilhas de papeis, quando me viu ela apenas acenou e mostrou a porta. Balancei a cabeça negativamente e entrei.

Klaus estava sentado em sua cadeira com o queixo apoiado nas mãos, seu rosto estava tenso e tinha olheiras embaixo dos olhos, como se não tivesse dormido muito bem.

Estiquei o envelope para ele, que o pegou sem dizer uma palavra. Ele estava de péssimo humor, o que era quase rotina para mim, mas ainda sim me entristecia o fato de ver meu irmão desse jeito.

Ele me deu os papeis assinados e olhei para ele por alguns segundos.

― Está tudo bem?

Perguntei a ele, mas já praticamente sabendo qual seria sua resposta.

― Está.

E como esperado ele não me decepcionou. Suspirei, e fiz menção de me levantar, mas ele fechou os olhos por alguns instantes, e quando os reabriu parecia tão angustiado que fiquei em choque. Ele nunca demostrava o que estava sentindo, para mim ou qualquer pessoa.

― Não, não está tudo bem.

Ele disse por fim e eu me sentei de novo.

― O que houve?

― Você sabe que eu rompi meu noivado com Hayley não sabe?

― Não que você tenha me dito, mas sim, eu sei.

― E também sabe que nossos... pais vieram para cá por causa disso, não sabe?

Esse era um assunto muito delicado. Principalmente para mim, que perdi a mulher que eu amava por causa do que nossos pais queriam. Eu sempre soube que eles fariam o mesmo com Niklaus, mas ele parecia estar levando bem, pelo menos até agora.

― Sei, provavelmente te dizer o erro que você está cometendo, e a Hayley o que pensa sobre isso?

― Hayley não tem mais nada a ver com isso... o problema é outro.

Fiquei esperando que ele concluísse, mas ele parecia não saber muito bem como externar o que estava sentindo comigo.

― O que está acontecendo irmão?

― Eu estou com a Caroline Elijah, e nossa mãe disse coisas a ela, e eu... Não sei o que fazer, não sei como vou manter Esther longe dela.

― Espera um pouco... Você está com Caroline? Caroline, sua secretária?

― Ela não é mais minha secretária.

― Não é mais... Mas você estava tendo um caso com sua secretária?

― Ela não é só um caso, ela é minha... Eu não devia ter tocado nesse assunto, esquece.

― Não Irmão, me desculpe, eu só queria ter certeza do que você está tentando me dizer.

― Eu a amo Elijah. Se eu pudesse não deixaria ninguém chegar perto dela, mas você conhece a determinação deles, e sabe o quanto isso pode afetar um relacionamento.

― Sim eu sei. Mas acho que não sou a melhor pessoa para te ajudar com isso irmão, afinal eu deixei eles tirarem a Katherine de mim não foi?

Não pude evitar o tom de amargura na minha voz quando eu disse isso.

― Tudo que posso te dizer é que você precisa mostrar a ela que a ama e que é isso que importa para você, e não deixa nada nem ninguém se intrometer na sua vida.

Era o que eu devia ter feito por Katherine. Mas deixei minha mãe ficar entre nós, e encher minha cabeça com todas as bobagens que ela quisesse falar. Ficamos em silencio por alguns segundos, até que vi sua expressão relaxar um pouco.

― Eu posso fazer isso por ela... Obrigada Elijah.

Ele parecia quase sem graça de dividir esse momento comenta.

― Não precisa agradecer irmão, sempre que precisar, eu estarei aqui.

Olhamos um para outro e notei uma cumplicidade entre nós, aquela parceria entre irmão que eu nunca tinha dividido com ele. Então acenei para ele e sai da sala. Parecia que finalmente meu relacionamento com ele estava mudando, como se só agora nos estivéssemos descobrindo como ser irmãos.

Senti meu celular vibrar dentro do bolso, e o peguei. Vi a foto de Rebekah no visor e sorri.

― Hey Elijah, onde você está?

― Trabalhando irmã.

― Eu preciso de você, agora.

― Aconteceu alguma coisa?

― Aconteceu! Kol sumiu, Mamãe está uma pilha de nervos por causa do Klaus e eu preciso urgentemente sair de casa!

― Rebekah... ― Falei com uma indulgência quase paternal na voz ― Eu estou trabalhando querida.

― Elijah, por favor, eu preciso de você...

― Mas são quatro da tarde!

― Por favor, Elijah...

Eu quase podia ver ela fazendo aquele biquinho, que nos convencia de qualquer coisa. Rebekah era a única menina no meio de quatro irmãos, então ela era nossa princesinha e a mimávamos sempre que possível. Eu sabia que era uma batalha perdida.

― Tudo bem, onde você está?

Ela riu feliz do outro lado da linha e combinamos de nos encontrar no shopping.

Minha cabeça estava cheia, Katherine, Amy, Niklaus... Pelo menos isso me faria pensar em outras coisas.

***

― Rebekah eu não vou entrar em outra loja! Eu me recuso!

Estávamos na calçada e ela analisava qual loja parecia mais promissora. Já eram quase seis horas, e já tínhamos entrado em tantas lojas que eu perdi as contas a quase uma hora.

― Mas só compramos 3 vestidos!

― Mas entramos em mais de 30 lojas, estou exausto!

Eu não estava verdadeiramente aborrecida por estar fazendo comprar com ela, já fizera isso várias vezes antes. O que me aborrecia era que ficar olhando aquelas roupas de mulher me fazia lembrar de Katherine. Toda loja, todo lugar, me vinham a mente coisas do tipo “Aposto que ela ficaria linda nesse” ou “Ela iria odiar aquele” e às vezes até “Aquele parece com um vestido que ela tinha”. Minha cabeça já estava doendo, ficar ali definitivamente não estava ajudando.

Comecei a andar e ela me seguiu. Tinha dado apenas alguns passos quando vi Caroline, ela estava saindo de um prédio e me viu também.

― Oi Caroline, tudo bem?

Perguntoi e ela me cumprimentou, parecia bastante sem graça, depois olhou para Rebekah.

― Caroline essa é Rebekah minha irmã, Rebekah esta é Caroline...

Fiquei sem saber como terminar a apresentação, não sabia até onde Rebekah sabia sobre Caroline, e também não queria deixa-la ainda mais constrangida. Elas se cumprimentaram, depois Caroline olhou para os pacotes em minha mão.

― Fazendo compras?

― Já terminamos. ― Respondi a ela, e Rebekah puxou meu braço.

― Elijah!

― Rebekah, eu já disse que não vou mais a loja nenhuma.

― Mas eu não quero ir para casa ainda!

Depois soltou meu braço e bateu o pé no chão como uma criança mimada, depois de alguns segundos ela se lembrou de Caroline e voltou-se para ela sorrindo.

― Por favor, me diga que você pode ir comigo?

― Na verdade eu estava indo encontrar uns amigos aqui perto...

― Perfeito! Vou com você!

Caroline me olhou sem saber o que responder, depois concordou e ambas saíram. Bom, se Rebekah não sabia sobre Caroline, logo iria descobrir.

Fui até meu carro e o pus em movimento. Como sempre acontecia, no fim do dia eu não queria ir para casa, e antes que me desse conta meus pensamentos voltaram para Katherine. Onde ela estaria agora? O que estaria fazendo?

Para o meu próprio bem eu nem devia estar pensando nela, mas era tão forte que daria no mesmo tentar parar de respirar. Eu não iria conseguir parar de pensar nela, então simplesmente aceitei, e me deixei levar por todos os sentimentos e lembranças de compartilhávamos.

E quando eu me dei conta estava estacionando o carro em frente a sua casa. Eu não sabia o que diria, nem sequer sabia o que eu estava fazendo aqui, mas também não conseguia ir embora.

Fiquei quase meia hora dentro do carro decidindo o que fazer, por fim desci e bati na sua porta. Demorou um pouco para ela atender, e quando o fez estava sorrindo, que se dez na hora em que me viu.

― O que você está fazendo aqui?

Ela perguntou rispidamente e não saiu da lugar, para deixar bem claro que eu não deveria entrar.

― Você sumiu da minha casa hoje de manhã, e esperava que eu não te procurasse?

― Sim esperava. E eu não sumi, te disse ontem a noite que iriamos embora hoje bem cedo.

― É? Só esqueceu de mencionar que iria sair de fininho e me deixar plantado esperando você na mesa do café.

― Eu nunca disse que era para você me esperar!

― Mas eu esperei!

Eu falei as palavras alto e assim que saíram da boca eu sabia que não era só do café que eu estava falando, e ela também sabia disso.

― Elijah, não podemos fazer isso, você sabe disso.

― Não estamos fazendo nada, eu só queria ver como vocês estavam.

― Estamos bem.

Ela respondeu e sua expressão tão distante, me encheu de tristeza, eu pensei que já tivesse superado isso, mas ainda doía muito tela perdido.

― Como está Amy?

Perguntei tentando desfazer o nó que se formou na garganta.

― Bem. A febre não voltou mais.

― Isso é ótimo.

― É sim.

Fiquei ali, parado na porta, por mais alguns minutos até que a situação ficou bem estranha.

― Tudo bem então, boa noite.

Me virei para sair, me sentindo totalmente sozinho e frio. Quando já estava quase na calçada ouvi-a me chamar.

― Elijah!

Me virei para ela e voltei alguns passo.

― Sim?

― Você quer entrar?

Ela perguntou quase hesitante, e eu sentia uma alegria tão grande no peito que ameaçava me partir ao meio.

― Seria ótimo.

Notas finais
E então, o que acharam? O que cham de ter alguns flash backs nos próximos, mostrando o relacionamento deles antes do término? Comentem para eu saber o que estão achando viu? Bjinhos.