Sexo e Outras Drogas

6 Sobre ser Provocado


Notas iniciais
Obrigada por todos os reviews, eu fiquei encantada com todos eles e por vocês não terem me abandonado mesmo depois de eu ter passado 2 meses sem postar. Yay! Sem muitos falatórios, esse capítulo é dedicado para a Lara e a Annie que me ameaçaram a semana inteira para postar.

POV Freddie.

Existem muitas palavras que podem definir um momento. Palavras do tipo “viva”, “uau”, “que bom” e palavras do tipo “que péssimo”. Mas, só havia uma palavra que poderia definir esse momento:

Quando eu me virei para olhar Sam, ela tinha o mesmo pensamento que eu. Como eu sabia? Eu não sei como eu sei, só sei que eu tenho certeza de que ela também tá pensando nisso.

Sam molhou os lábios e talvez ela não soubesse, mas ela sempre fazia isso quando estava nervosa. Juro que não sei o motivo de ter reparado nisso quando Carly está no banco de trás perguntando se eu acabei de dizer que a Sam implorou pra eu foder ela.

– E então? – Perguntou atrás de nós e, puta merda, eu podia sentir o nó se formar na minha garganta.

Mais uma vez, eu olhei para Sam e não tinha outra saída. Era isso ou a morte porque, mesmo que a Carly guardasse segredo, ela é puritana demais para conseguir aceitar isso. Fora que ela é amiga de Missy e provavelmente nossa madrinha de casamento.

Então Sam começou a sorrir e logo depois começou a gargalhar e, cara, eu senti uma vontade de dar uns tapas nela pra ver se ela acorda. Aí eu entendi o que ela queria fazer e comecei a gargalhar junto, forçando uma risada que fazia minha barriga e minhas bochechas doerem, enquanto Sam se contorcia ao meu lado e me deixava em duvida se ela realmente estava fingindo uma risada.

Nós dois estávamos rindo pelo que pareceram dois minutos quando Sam se interrompeu limpou uma lágrima inexistente, se virando para uma Carly bastante confusa no banco de trás.

– Você... – Ela arfava – Acha que... Eu e ele...? Eu e esse nerd sem graça...? – E voltou a gargalhar como se aquela fosse a piada mais engraçada do mundo.

Ok, isso me ofendeu, Puckett.

Por isso, eu gargalhei ainda mais alto e sabia que parecia que eu estava tendo um ataque epilético, porque Carly pareceu ainda mais assustada com aqueles grandes olhos negros.

– Você acha que... Eu trairia a Missy com... Com essa daí? – Perguntei e forcei uma gargalhada algumas oitavas mais altas.

– E você acha que eu iria chupar esse babaca que nem deve saber pra que o brinquedinho serve? – Sam perguntou como se estivesse realmente ofendida por Carly ter insinuado que nós dois transamos.

Lancei um olhar a Sam enquanto eu “ria” e ela ficou um pouco constrangida. Meu olhar deveria ser algo como “você mais do que ninguém sabe que eu sei usar meu brinquedinho”.

Então Carly começou a rir junto e eu realmente me senti ofendido. Eu preferia mil vezes que ela descobrisse que eu e a Sam já transamos do que ela achar que eu sou um “nerd” broxa.

Dei partida no carro enquanto as duas gargalhavam e eu nunca tive tanta vontade de agarrar a Sam como agora. Parece algo doentio e selvagem da minha parte, mas meu ego estava suficiente abalado para que eu ficasse repassando na minha cabeça jeitos de punir a Sam. E adivinhem: todos os jeitos eram na cama. Ou no banco de trás do carro. Ou no banco da frente mesmo. Ou no sofá. Ou no-

Tá Freddie, chega disso ou você vai ficar com o amigo animado e vai parecer ainda mais patético para elas.

– Mas, eai, o Griffin beija bem? – Perguntou Sam e eu ergui minhas sobrancelhas pra ela. Qual interesse ela tinha em saber disso?

– Sam! – Carly disse olhando para mim como se eu não pudesse saber disso.

– Ah, qual é, Carly – Sam revirou os olhos – O pateta não vai sair por aí contando se você gostou ou não.

– É, eu não vou – Disse para Carly com um sorriso, até perceber que eu tinha concordado com o apelido de Sam e ela ria disso.

– Ei! Eu não sou patet-

– Cala a boca, nerd – Mandou Sam com um tom autoritário e eu ia revidar. Mas, ela ficou sexy demais com esse tom mandão.

Ouvi Carly respirando fundo e alguns segundos depois, quando eu parei no semáforo – mesmo que fosse de madrugada –, consegui ver que ela sorria de um jeito estranho.

– Ah, ele beija muito bem – Disse ela toda bobinha – E ele é um fofo comigo, sabe? Disse que eu sou a garota mais bonita com quem ele já ficou e ele disse que eu mereço ser tratada como uma princesa, aí ele me chamou pra ir no cinema quarta-feira – Quando ela terminou de dizer, seu tom de voz tinha aumentado e seus olhos brilhavam.

Muito cedo para dizer que Carly estava completamente na do Griffin.

E Sam percebeu isso, porque não pareceu tão excitada quanto Carly estava e eu sabia que a Sam gostava da ideia de Carly e Griffin ficarem juntos.

– Isso é muito foda – Disse Sam com um sorriso, olhando para Carly por entre os bancos da frente – Mas, você aceitou?

– É claro que eu aceitei, Sam! – Sorriu Carly como se aquilo fosse óbvio.

Sam pareceu um pouco mais cautelosa do que estivera durante todo o tempo em que eu já passei ao seu lado (eu sei que tinha sido só uma semana, mas isso já é tempo considerável para você conhecer um pouco da personalidade de Sam Puckett).

Seu sorriso vacilou e ela ficou em silencio durante um tempo em que Carly cantarolava alguma música daquela cantora de cabelo azul ou rosa que tocava na rádio e eu voltava a conduzir o carro pelas ruas de Seattle.

Eu sabia que tinha alguma coisa que estava deixando a Sam inquieta, porque toda hora ela batia seus dedos um nos outros e tinha o olhar bem pensativo e sério. Eu sabia que era alguma coisa relacionada a Carly e Griffin e já tinha até um palpite, mas eu não vou abrir a boca porque eu quero ver o que a Sam vai fazer.

Nessa última semana eu enxerguei Carly com o mais próximo de uma tutora da Sam do que qualquer outra coisa e agora Sam parecia preocupada com alguma coisa que estava incomodando-a.

Foi só quando eu virei o carro duas quadras antes da UCA que Sam voltou a se virar para Carly.

– Você tem certeza de que quer sair com ele? – Perguntou com a voz lenta e um sorriso amarelo.

– Por quê? – Carly franziu o cenho e não parecia mais tão feliz quanto antes.

Foi aí que eu entendi a cautela de Sam. Ela sabia que Carly se magoava fácil e tinha medo de fazê-lo com palavras.

Até essa cautela da Sam era excitante.

– Porque, bem... – Sam disse e mesmo que eu estivesse dirigindo, eu lancei um rápido olhar ao lado para vê-la mordendo o lábio e lançando um olhar demasiado preocupado a Carly – Ah, eu vou ser sincera. Eu conheço bem os tipos de Griffin e mesmo que eu goste desse cara pra caralho, ele provavelmente é mais um conquistador barato que gosta de meninas indefesas como você.

Sem que eu conseguisse evitar, meu queixo caiu uns centímetros com a sinceridade de Sam. Tanta cautela pra quê se no final ela ia falar tudo de qualquer jeito?

Ela estava certa – Griffin adorava garotinhas indefesas e principalmente as doces e boazinhas como a Carly. Mas, daí dizer isso pra Carly que tá começando a sair com ele, é demais.

– Você tá me chamando de inocente? – Perguntou Carly com o tom subindo uma oitava.

– Você sabe que você é – Sam disse tranquilamente.

– Ei! – Carly disse bastante ofendida – Eu sei me cuidar! Eu já tenho quase vinte anos e...

– E até agora nunca transou com alguém! Você tem cara de virgem, Carls, e esses caras só querem te pegar e-

– Sam! – Carly a interrompeu quase gritando.

Eu tenho certeza de que meu queixo ainda estava caído porque, primeiro, Sam era bastante sincera e protetora e, segundo, Carly era virgem. Eu realmente poderia morrer sem saber disso.

Acho que ela é a única garota de vinte anos virgem da faculdade. Ou, provavelmente, a única dos Estados Unidos.

Sam pareceu ter caído em si do que estava falando e se acomodou no banco, respirando fundo e eu senti que era hora de me pronunciar porque, afinal, eu ainda estou aqui.

– Hum, Carls, acho que a Sam tá meio certa – Eu comecei e logo senti o olhar das duas em mim – O Griffin nunca ficou sério com alguém, sabe? Acho que a Sam só quer que você só faça as coisas se tiver certeza de que não vai se arrepender depois.

Ok, acho que eu disse a coisa certa, porque logo a Carly suspirou e eu tive certeza de que ela se encostou no banco, presa nos próprios pensamentos.

Acabei de reter uma virgem a dar para o primeiro cara com quem sai desde que nos conhecemos. É, Freddie, você já tá pronto para ter uma filha e guardar a pureza dela.

Que porra de pensamento é esse?

Eu tinha um sorriso no rosto enquanto entregava meu cartão de estudante para o segurança do estacionamento da UCA.

– Desculpa se eu falei demais, Carly – Disse Sam depois de um bom tempo em silêncio, uma voz calma e mansa – Eu só quero te proteger... Das coisas, sabe?

Eu olhei pelo retrovisor e Carly tinha um sorriso doce no rosto, olhando ternamente para Sam como se entendesse perfeitamente e quisesse demonstrar que não tinham motivos para se preocupar.

Quando eu parei o carro na frente do prédio da Carly, pensei que Sam fosse descer e dormir lá, porque era isso que todas as garotas fazem depois de uma festa: dormem uma na casa da outra pra ficar fofocando a noite inteira.

Mas, então, Carly abriu a porta e saiu do carro. Veio até a porta da Sam e a abriu, abaixando-se para abraçá-la e eu me senti um pouco desconfortável e ao mesmo tempo lisonjeado de presenciar um gesto tão bonito entre elas.

– Eu sei que você só não quer que aconteça comigo o que aconteceu com você – Carly sussurrou como se só Sam pudesse ouvir, mas eu também estava lá e também ouvi – Eu agradeço todos os dias por ter você, mas eu já posso tomar as minhas próprias decisões. Obrigada por tudo, irmã.

Ok, agora eu realmente estava confuso e constrangido. Carly parecia muito sincera nas coisas que ela tinha dito.

Sam terminou o abraço rindo um pouco.

– Ok, Carls, mas se aquele babaca fizer alguma coisa, eu vou socar tanto a cara dele que-

– Eu entendi, Sam – Disse Carly revirando os olhos e fechando a porta dela novamente.

Carly acenou uma última vez para nós antes e eu esperei até que ela entrasse no prédio para voltar a conduzir o carro pelo condomínio de pequenos prédios.

Eu ia deixar Sam no prédio dela e ir dormir. Isso que eu faria. Eu não iria deixar que esses pensamentos de “eu estou sozinho com ela, indo pro prédio dela, onde ela não divide o quarto” me dominassem.

Porque eu tinha terminado nosso “lance” e porque...

Quando eu vi que ela estava tirando a jaqueta, qualquer outro motivo fugiu da minha cabeça com tanta facilidade que eu me surpreendi.

Sam parecia inocente naquilo que estava fazendo, parecia não perceber o efeito que tinha sobre mim quando ela colocava o tronco para frente para tirar a jaqueta.

Ela estava me provocando.

Ela estava só com um top preto, deixando todo seu abdômen a mostra e seu decote era bastante avantajado. O cabelo loiro dela tinha cachos perfeitos – diferente dos cabelos escorridos da maioria das pessoas da faculdade – e caiam emoldurando seu rosto e contornando o volume que tinha no seu sutiã.

Voltei a olhar para frente.

Foco, Freddie.

Quando eu cheguei na frente do prédio dela, eu parei o carro e ela não se moveu. Na minha cabeça eu só conseguia imaginar tudo o que eu poderia fazer com ela, mas por algum motivo, meu ego ainda estava ferido o suficiente por ela ter dito aquilo pra Carly.

Olhei pra ela e ela tinha um olhar perdido, talvez nem tenha reparado que eu já estava parado na porta do seu prédio.

Ela tinha os olhos azuis um pouco mais escuros e o maxilar travado, junto com os lábios apertados e aquela posição desleixada no banco do passageiro. Sexy pra caralho. Como ela poderia parecer tão boazinha quando era um verdadeiro demônio? Eu não entendia. E como eu podia desejá-la tanto, mesmo depois dela ter falado aquilo de eu não saber transar direito?

O meu ego ferido se transformou em algo grandioso, em uma necessidade de me provar pra ela. É coisa de homem primata, eu sei, mas cara, eu sei que eu sou bom. Por que ela tinha que ser do contra?

Sam então se virou pra mim e percebeu que eu estava observando-a. Um sorriso diabólico se espalhou pelos seus lábios e toda aquela imagem angelical se esvaiu. O animal dentro de mim gritava para que eu a atacasse, mas a minha parte consciente ainda falava mais alto.

Sam então se curvou e colocou a mão no meu rosto.

– Você não sabe usar seu brinquedinho, nerd? – Perguntou ela com um meio sorriso e um sussurro baixo, depois ela mordiscou meu lábio inferior.

Meu pau ficou duro na hora.

Antes que eu pudesse tomar os lábios dela nos meus pra acabar com aquela vontade que eu tinha de saboreá-la mais uma vez, Sam se afastou subitamente e sorriu.

Ela estava me provocando mais uma vez.

– Sabe o que é? – Ela disse enquanto tirava o cinto de segurança e depois começou a tirar seu sapato. Ela ficou de joelhos no banco do passageiro e depois foi para o banco de trás – Eu acho que deixei meus brincos caírem aqui...

Então Sam ficou de um jeito que eu conseguia perfeitamente olhar para o seu corpo pelo retrovisor. A bunda empinada e o corpo esticado, ela de quatro no banco de trás e com a cabeça baixa, como se estivesse fuçando em baixo do banco.

O detalhe mais importante de tudo é que hoje ela não estava usando brincos.

Samantha Puckett estava me provocando.

Quando Sam levantou-se do banco e se sentou, seu cabelo voou para o lado e os cachos caíram com sutileza por cima de um ombro. Ela tinha um olhar divertido e um sorriso ainda mais perverso do que estivera quando ela estava no banco da frente.

O animal dentro de mim acabou com qualquer vestígio de consciência e antes que eu entendesse o que estava acontecendo, eu já tinha ido para o banco de trás de um jeito que nem se eu quisesse eu conseguiria explicar.

Sam arregalou os olhos e parecia realmente surpresa com a minha atitude. Eu a puxei pela cintura e coloquei minha cabeça no seu pescoço, sentindo aquele cheiro incrível que emanava dela.

– O que... Que você tá fazendo, nerd? – Murmurou ela e urrou quando eu passei meus dentes pela sua jugular.

– Você me provocou quando ficou com o Chaz... – Comecei e minha voz saiu mais rouca do que eu queria. Sam ia protestar, mas eu beijei a parte abaixo da sua orelha e ela amoleceu nos meus braços – Me provocou quando disse aquilo pra Carly e tá me provocando desde que ficamos a sós nesse carro. Eu simplesmente vou mostrar pra você que eu sei muito bem usar as minhas “ferramentas”.

Sam pareceu cair em si e tentou sair dos meus braços, mas eu apertei minhas mãos em sua cintura e mordi entre o seu pescoço e ombro com um pouco mais de força que antes. Ela ficaria marcada e seria a minha marca.

Eu não entendia como eu podia desejar tanto aquela mulher. Era algo inevitável e era como se o calor do corpo dela emanasse na minha direção, era como se o corpo dela tivesse um imã me atraindo a cada toque.

– Você terminou comigo – Disse ela e sua voz tinha um ódio contido.

Foi aí que eu entendi.

Ela tinha deixado meu ego ferido hoje – ficando com o Chaz e dizendo aquelas coisas –, porque eu a rejeitei.

Porque eu deixei o ego dela ferido antes.

Ah, Sam Puckett é uma garota diabólica e engenhosa. Ela não gostava de perder, mas hoje ela iria se arrepender de ter feito tudo isso. Ela iria implorar.

– Você é um nerd que não faz direito mesmo, eu tive que falar – Ela sussurrou provocativa e com um tom mais sombrio do que antes, como se ela quisesse me abalar com as palavras.

Mas, eu já tinha entendido o seu jogo. Ela queria me provocar?

Ótimo. Então ela seria provocada.

Segurei Sam pelo rosto, usando só uma mão, e a beijei com fúria. Eu não sabia que tinha tanta necessidade de beijá-la até ter sentido o gosto dela novamente em minha boca.

Ela não demorou a corresponder e eu não sei quem tomou a iniciativa, mas logo nossas línguas estavam se misturando e competindo por espaço e tentando provar quem ali era o melhor. Mas, eu não iria facilitar pra ela dessa vez.

Ela iria implorar pelo nerd.

Segurei o rosto de Sam com mais força do que antes e ela notou, porque tentou se afastar, mas eu mordi seu lábio inferior a puxando de forma dolorosa e excitante. Sam gemeu entre o beijo e, mais uma vez, amoleceu nas minhas mãos.

Enquanto segurava seu rosto com uma mão, a outra eu coloquei na parte superior do seu decote e a puxei pra baixo. Foi excitante ouvir o barulho do tecido se rasgando e Sam não pareceu notar.

Com a parte rasgada, eu logo apertei um dos seus seios com força e ela gemeu um pouco mais alto nos meus lábios, usando suas mãos para tentar tirar a minha camisa.

Eu quebrei o beijo em silêncio e me afastei dela, não deixando-a tirar a minha camisa e nem me tocar muito. Ela ainda não tinha percebido meu jogo.

Me ajoelhei no banco e abri os botões da calça dela sem qualquer cuidado, deixando meus instintos mais desesperados agirem por mim. Meu corpo estava sob controle, mas eu sabia que eu estava desesperado para tocá-la tanto quanto ela estava para me tocar.

Eu queria sentir o corpo dela, eu não queria muitas preliminares porque eu tinha passado uma semana sem tocá-la. Eu queria sentir meu corpo afundando sobre ela, eu queria estar dentro dela o mais rápido possível.

Mas, eu sabia me controlar e Sam ainda vai pagar por tudo o que fez.

Sam tirou a calça e ela usava uma calcinha azul com duas tiras de cada lado, parecia conjunto com o sutiã. Senti meu pau latejar dentro da calça só por observá-la tão sexy em uma lingerie.

Eu arfei e só então Sam percebeu o que eu tinha feito com a sua blusa.

– Olha o que você fez... – Começou ela, mas eu levei minha mão até a sua boca e a calei.

Sam arregalou os olhos.

Cala a boca – Ordenei com o meu melhor tom, ainda segurando Sam calada.

Levei a minha mão até a sua intimidade e a senti completamente encharcada, mesmo que minha mão estivesse por cima daquele tecido fino que ela usava.

– Você parece excitada até demais pra alguém que não consegue te satisfazer, né? – Perguntei com um certo tom de deboche e Sam arfou.

Seu peito subia e descia e ela parecia estar descobrindo tudo aquilo. Meu corpo estava quente e eu podia sentir ele todo superventilando. Era excitante pra caralho ter Samantha Puckett na sua frente só de lingerie, completamente molhada pra você.

Eu tirei minha mão da sua boca e tirei a blusa rasgada dela, passando seus braços pelas mangas como se estivesse tirando a roupa de uma boneca.

– O que você acha que tá fazendo, nerd? – Perguntou Sam.

Ela definitivamente ainda não tinha entendido como as coisas funcionariam hoje. Eu subi em cima dela, com cada perna ao lado do seu corpo.

– Hoje, Sam... – Comecei e peguei seus braços, unindo-os na minha frente. Eu não entendia exatamente o que eu estava fazendo porque nunca tinha feito nada parecido antes. Mas, Sam precisava ser domada e eu simplesmente deixava que meus instintos respondessem por mim. Peguei o trapo que um dia foi sua blusa e comecei a passá-lo envolta dos pulsos unidos de Sam, me lembrando dos nós que tinha aprendido quando era escoteiro – Você vai ficar caladinha... – Terminei de amarrar seus pulsos e sai de cima dela e olhei para o seu rosto. Sam estava com o cabelo um pouco bagunçado e com o olhar surpreso e de um tom escuro. Ela estava arfante – E se você falar alguma coisa sem eu deixar, vai ser punida. Está entendendo?

– Você só pode estar ficando louco. Solta isso daqui antes que eu-AWN – Ela foi interrompida pelo próprio gemido quando eu toquei sua vagina com mais força, por cima da calcinha.

Seu primeiro instinto foi fechar as pernas, mas eu as abri com certa brutalidade. Ouvir Sam gemendo era a coisa mais excitante do mundo.

Eu puxei suas pernas e a deixei sentada no banco de lado. Entrei por entre suas pernas e fui até o seu ouvido, mordiscando o lóbulo e sentindo ela arfar em baixo de mim quando meu membro roçou na pele desnuda da sua coxa.

– Quando eu mando você ficar quieta, é pra você obedecer – Eu sussurrei no ouvido dela e beijei seu pescoço.

Comecei com leves lambidas e rocei meus lábios de leve. Ela se mexeu em baixo de mim, procurando ter mais contato com o meu corpo e eu mordi seu pescoço com mais força, logo depois abocanhei aquela região e chupei.

Sam gemeu baixo e entrecortado. Minha mão foi até a sua perna e eu passei a acariciá-la e apertá-la, como se meus dedos precisassem decorar cada parte dali.

Meus beijos desceram até o vale dos seus seios e eu fiz com o seu sutiã a mesma coisa que fiz com a sua blusa, porque eu não ia ter paciência pra brigar com o seu sutiã agora. Era uma lingerie bonita, mas Sam ficava ainda mais bonita sem ela.

– De novo? Você acha que pode ficar rasgando minhas roupas assim e sair ileso? – Perguntou ela.

Ah, Sam, você fez uma péssima escolha.

Sem qualquer aviso, eu desci meus lábios e terminei de arrancar seu sutiã, abocanhando um dos seus seios e ela mordeu o lábio inferior, tentando conter um gemido. Eu segurei o seio e passei meus dentes pelo mamilo enrijecido, o apertando com força e logo depois chupando toda a sua extensão, arrancando, assim, um gemido de Sam alto o suficiente para ser ouvido pelo campus inteiro.

Eu realmente não ligava pra isso.

Passei a língua pelo mamilo e segurei o outro seio, apertando-o com força e logo depois com sutileza, fazendo-a gemer em baixo de mim e se contorcer quando eu mordisquei seu outro seio.

Minha mão desceu até a sua virilha e eu fiquei dedilhando aquela região, deixando-a ansiosa por antecipação.

Sam estava completamente molhada e eu estava adorando isso. Minha vontade era tirar a minha calça e penetrá-la sem qualquer sutileza ou provocação: mas, ela não merecia que as coisas fossem tão fáceis. Sam era uma garota malvada e merecia ser punida.

Beijei seus seios e desci em direção a seu abdômen, passando minha língua por toda aquela extensão e pulei o seu sexo, colando meus lábios na sua virilha e beijando a região com demasiada demora.

Sam estava frustrada e isso quase me fez rir.

Sua pele era suave e tinha um gosto doce. Era naturalmente quente e excitante, eu sentia meu membro pulsar de ansiedade para tê-la.

Mas, tudo tem o seu tempo.

Puxei a sua calcinha para baixo e passei meu dedo levemente por entre seus grandes lábios e Sam respirou fundo com o gesto, revirando os olhos quando toquei seu clitóris. Fiz novamente o gesto de passar meu dedo por toda sua extensão e demorei um pouco mais na sua entrada.

Sam mordeu a parte interna da bochecha e parecia se controlar para não falar algo. Ela não podia falar, mas ela teria que implorar para ter o que quisesse.

Separei ainda mais as suas pernas e usei meus dedos para separar seus grandes lábios, passando minha língua de baixo para cima, até chegar ao clitóris e fechar meus lábios em torno dele.

Sem movimentou seu quadril e gemeu alto, apertando as mãos ainda amarradas e jogando a cabeça para trás quando eu usei um dedo para penetrá-la e comecei a lamber seu sexo com lentidão e cuidado, procurando guardar cada diferença de gosto que existia nela. Passei minha língua novamente por toda extensão da sua vagina e Sam ardeu por mim quando eu intensifiquei a velocidade dos movimentos do meu dedo dentro dela.

Chupei o seu clitóris e dei leves lambidas ao redor dele. Sam estava gemendo como nunca gemeu antes, ela parecia descontrolada e completamente fascinada.

Isso era excitante demais. Minha mão foi até meu membro e eu o toquei por cima da calça, porque eu não podia acelerar as coisas.

Sam tinha que implorar.

Sutilmente eu passei meus dentes pela sua vagina e ela quase gritou.

– Isso... Isso... – Arfou ela com a voz vacilante e completamente ofegante.

Eu introduzi outro dedo dentro dela e os movimentos de vai e vem continuaram enquanto eu a chupava, pouco me importando com qualquer sutileza que eu deveria ter.

Sam apertou meus dedos e ela segurava suas pernas abertas quando seu corpo queria fechá-las e mesmo que ela estivesse gozando nos meus dedos, eu não parei com os movimentos e nem com a língua, procurando prolongar a sensação de prazer dela.

– Freddie eu... Eu ... – Sam estava ofegante depois de eu ter retirado meus dedos de dentro dela. Sam procurava as palavras enquanto eu tirava a minha camiseta e o meu tênis. Eu tirei a minha calça e levei a cueca junto.

Sam estava com os olhos fechados e a cabeça encostada na porta, procurando recuperar a respiração e controlá-la.

Eu não ia deixá-la ter o controle da situação. Não mesmo.

Fui até Sam e tomei seus lábios, puxando o seu lábio inferior para que ela sentisse o próprio gosto. Porra, ela era muito excitante e eu perto dela era um animal descontrolado.

Sam procurou aprofundar o beijo, mas eu não deixei e me afastei dela, tentando manter o controle. A puxei pelo quadril e a virei de costas.

– De quatro..

– Mas, eu to amarrada e...

– De quatro – Repeti e segurei seu quadril com força. Sam com dificuldade se ergueu sobre os joelhos e apoiou as mãos amarradas no banco.

Sam estava de quatro para mim e ela me olhou por cima do ombro, jogando seus graciosos cabelos nas costas e com o olhar tão escuro e ansioso como nunca antes.

Eu poderia morrer a qualquer momento que não iria me importar – eu tive a melhor visão da minha vida.

Dei um tapa estalado e forte na sua nádega direita e Sam arfou, se controlando para aguentar o próprio peso com as mãos amarradas. Então eu fui até o local onde eu tinha batido e passei a minha língua, Sam arfou.

Subi meus beijos até as suas costas e mordi com força o centro da sua coluna, fazendo Sam gritar. Eu vi que tinha ficado marcado, então eu passei a minha língua no local e beijei, como se fosse amenizar qualquer vestígio de dor.

Mas, ela gostava. Ela estava novamente excitada.

Eu subi meus beijos até a sua nuca e mordisquei, sentindo que não aguentaria por muito tempo as provocações.

– Anda, Freddie... – Gemeu ela quando eu mordi sua orelha.

– O que você quer, Sam? – Perguntei no seu ouvido e dei outro tapa estalado nela.

Sam gemeu profundamente.

– Você sabe o que eu quero – Ela era orgulhosa o suficiente para, mesmo que completamente molhada, não admitir que me queria dentro dela.

Sorri de lado.

– É claro que eu sei, Sam – Sussurrei em resposta – Mas, eu só vou fazer se você disser.

– Você não ousaria... – Ela tentou usar um tom de deboche, mas sai mais como se ela estivesse implorando.

– Você vai querer pagar para ver? – Perguntei e posicionei meu membro na sua vagina, mas não fiz mais nada, apenas o esfreguei e ela quase gritou de excitação – Vamos, Sam... Eu preciso que você diga... Eu quero saber o que você quer que eu faça...

– Eu quero, Freddie... – Ela disse entrecortada e muito baixo, num fio febril de voz.

– O quê, Sam? – Perguntei e novamente passei meu membro, só que desça vez eu forcei levemente sua entrada.

Sam arfou.

– Porra Freddie. Eu quero você. Agora. Me fode.

Foi isso que bastou para que minha consciência realmente fosse embora. Eu passei os dedos na nuca da Sam e puxei seu cabelo com força.

Sam gritou alto quando eu a penetrei subitamente e com força, enterrando o meu membro dentro dela. Sam era quente, úmida e apertada e parecia ter sido feita sob medida.

Eu gemi alto quando me movimentei.

Era muito errado – talvez a coisa mais errada que eu já tenha feito em toda a minha vida, mas Sam era como um veneno e quando mais eu provava mais eu sucumbia.

Comecei com movimentos rápidos e intensos, porque eu também não aguentava mais ficar sem estar dentro dela. Minhas estocadas eram rápidas e fundas e eu segurava o cabelo dela com força, puxando-o para trás.

Sam gemia ainda mais alto quando eu o fazia. Ela normalmente dominava os outros, mas ela gostava quando alguém a dominava e isso foi revigorante pro meu ego.

O que eu sentia por ela era algo que eu nunca tinha sentido em toda a minha vida. Ela era excitante e quente, era irresistível e ela tinha alguma coisa que me fazia ficar perto dela.

Como um instinto natural.

Eu estoquei com mais força dentro dela e então notei que ela tinha se soltado do nó, não me importei.

– Isso... Freddie... – Ela gemeu e eu dei um tapa na sua outra nádega que logo ficou avermelhada.

– Você queria isso, não queria? – Eu perguntei e a puxei para mim pelos braços, colocando-os nas suas costas e apertando seu corpo contra o meu – Hein, Sam?

– Queria e... AH FREDDIE – Ela gemeu quando eu intensifiquei meus movimentos e apertei um dos seus seios – Isso... Me fode...

Porra. Ouvir Sam pedindo pra eu fodê-la era um teste de resistência e eu não sei se era capaz de sair ileso. Eu desci a minha mão que estava em seu seio e massageei seu clitóris, enquanto me movimentava num vai e vem rápido e intenso. Sam gemia alto e ela tinha os olhos fechados.

Movimentei meu dedo em seu clitóris e mordi seu ombro, sentindo meu orgasmo perto.

– Goza pra mim, Sam – Pedi no seu ouvido – Goza pro seu nerd, não é isso que eu sou?

Sam não respondeu, ela apenas mordeu o lábio inferior e afundou suas unhas na própria palma. Ela revirou os olhos e soltou um grito abafado enquanto suas paredes vaginais apertavam o meu membro com força.

Sam perdeu as forças e eu a soltei, deixando-a de costas novamente, desfrutando do segundo orgasmo naquela noite. Eu continuei entocando dentro dela com força, sem conseguir mais controlar meus gemidos que eram mais altos.

Essa garota era a perdição e segundos depois, eu me afundei dentro dela e explodi, sentindo o orgasmo se espalhar pelo meu corpo com uma intensidade como nunca tinha acontecido e eu apertava sua nádega, ainda dentro dela, com os olhos fechados e gemendo alto.

Era eufórico, excitante, quente, delicioso. Sam causava isso.

Eu estava ofegante quando saí de dentro da Sam e me sentei no banco do carro. Os vidros estavam embaçados e meu rosto estava suado, assim como todo o meu corpo.

Olhei para Sam e ela estava sentada com os olhos pouco cerrados e a respiração ofegante, suas bochechas estavam vermelhas e seu cabelo grudado no pescoço. Seus olhos estavam mais azuis e seus lábios inchados e vermelhos.

Eu me aproximei dela e, dessa vez, com sutileza, a beijei. Acariciei minha língua com a sua e eu não sabia exatamente o motivo de estar fazendo aquilo, afinal, você só beija alguém quando gosta desse alguém.

E... Eu acho que estou gostando de Sam Puckett.

Notas finais
Desculpa se ficou ruim - é o primeiro capítulo no ponto de vista do Freddie que eu escrevo. Espero que tenham gostado e como eu já disse, a primeira parte da fic terão muitos hots, mas são todos necessários (e vocês mesmos pediram para que eu detalhasse-os). Ah, ps: vocês notaram que o Freddie não pensou em uma certa pessoa durante todo o capítulo? ;)