Sexo e Outras Drogas
7 Sobre Contratos Casuais
Notas iniciais
Eu podia sentir todo o meu corpo se movimentar junto com o de Freddie, que estava atrás de mim, dentro daquele mínimo espaço no banco de trás do carro.
Meus olhos estavam apertados e meu corpo inteiro em chamas, eu sentia cada parte do meu corpo se contorcendo de prazer cada vez que sentia o membro dele entrar e sair dentro de mim. Eu sentia algo que eu não conseguia definir: era além do prazer. Era um prazer surreal e incontrolável. Em toda a minha vida e em todas as transas que eu tive, eu nunca senti isso. Nem quando fazia sexo com “amor”. Não tinha nada disso... Era uma coisa a mais. Inexplicável.
Eu senti meu orgasmo bem perto e eu não sei o quão louco é isso, já que é o segundo em menos de vinte minutos.
Meus lábios se apertaram quando ele movimentou o seu dedo no meu clitóris e eu senti ele mordendo meu ombro com certa força, mas eu não senti dor: eu gostava disso. Ah, não, eu nunca tinha sido dominada na cama como fui hoje. Eu não curtia esses lances de tapas ou implorar pra ter prazer.
Mas, isso tudo era excitante. Com Freddie, qualquer coisa se tornava excitante.
– Goza pra mim, Sam – Pediu ele com a voz baixa e em estado febril, enquanto intensificava seus movimentos dentro de mim. Ouvir sua voz tão rouca no meu ouvido me fez parar de resistir, eu sentia, estava tão próximo... – Goza pro seu nerd, não é isso que eu sou?
“Seu nerd”.
Ouvir ele rouco dizendo que é meu me causou sensações diferentes, me deixando em êxtase por segundos e logo depois me fazendo praticamente explodir em um prazer imensurável.
Eu não aguentei e deitei meu tronco no banco do carro enquanto ele chegava ao próprio prazer. Meu corpo era tomado pela sensação de fogos de artifício por ele todo, da ponta dos meus dedos até a parte de trás da minha nuca.
Freddie apertou minha bunda enquanto desfrutava do próprio orgasmo e isso só deixou as sensações no meu corpo mais intensas e incomparavelmente únicas.
Eu senti quando ele saiu de dentro de mim e, ainda tremula, eu me sentei no banco do carro, completamente suada e com todos os cantos do meu corpo tentando se recuperar o segundo orgasmo.
Era inacreditável. Eu não pretendia ter qualquer outro tipo de relação com ele – já que ele me deu um fora – e eu só queria provocá-lo pra ele sentir na pele o que é querer e não ter. E eu não faço ideia do motivo de tê-lo provocado, afinal, existiam quantos homens no mundo? Muitos. E por que eu queria justo ele?
Justo ele que era um nerd, estudante de ciências da computação e noivo?
Ah, isso é uma daquelas questões que não podem ser respondidas.
Eu tentava controlar a minha respiração – eu estava completamente arfante – e focar meus olhos em alguma coisa, ignorando completamente o fato de que eu estava nua dentro de um carro no campus, dentro da faculdade.
Olhei para o lado, procurando por Freddie para questionar o “seu nerd”, mas tudo o que eu consegui fazer foi ficar sem palavras quando ele segurou o meu rosto com as duas mãos e me olhou com... Ternura.
Um olhar de ternura que era único, assim como ele.
Sutilmente, Freddie amassou seus lábios contra os meus e lentamente posicionou sua mão na minha nuca, procurando nos aproximar o suficiente para que eu sentisse tudo o que aquele beijo queria mostrar.
Eu só não conseguia entender o que aquele beijo significava.
Sua língua acariciou a minha com devoção e eu automaticamente retribui, como um instinto natural, minhas mãos acariciaram o rosto de Freddie e meus dedos tocaram da sua sobrancelha até seu queixo. Meu corpo precisava estar em contato com o dele e minha mente precisava gravar tudo o que meus dedos alcançavam.
E, novamente, eu não entendo o que tudo isso quer dizer.
Eu só sabia que estava perdida entre os lábios dele que, agora, não demonstravam toda aquela fúria e necessidade carnal de antes; pelo contrário, estavam calmos e sutis, como se ele estivesse desfrutando de mim pela primeira vez.
Meu corpo estava agindo pro si só e eu tentei devolver para ele tudo aquilo que eu estava sentido, afinal, era só um beijo, né?
No fundo, eu sabia que não era só um beijo.
Porque meu intimo gritava para que eu acreditasse que ele era o meu nerd e, porra!, por que eu queria tanto isso?
Freddie terminou o beijo quando o ar ficou escasso, mas segundos depois me roubou um selinho e depois outro. Ele estava de olhos fechados enquanto me roubava selinhos, mas eu observava seu rosto.
As sobrancelhas dele eram um pouco grossas e eu realmente gostava quando ela acompanhava as expressões dele de dúvida, surpresa, tesão ou felicidade. As maçãs do seu rosto estavam rosadas e seus lábios estavam vermelhos alguns tons a mais do que o normal. Ele estava... Eu deveria pensar que ele estava sexy, delicioso, um tesão... Mas, ok, ele estava adorável e encantador. Freddie poderia ficar assim para sempre que eu para sempre ia admirá-lo.
Então, ele se afastou de mim um pouco e abriu seus olhos lentamente. A visão que eu tive a seguir foi do seu rosto ainda adorável, só que com um par de olhos castanhos me fitando com devoção. O castanho não estava mais tão escuro.
Um sabor um pouco diferente ficou nos meus lábios. Era o mesmo sabor que eu senti na primeira vez em que eu o beijei. Um sabor doce e ao mesmo tempo ardente, que parecia grudar dentro da minha boca e atiçar todos os meus músculos a beijá-lo novamente.
Ficamos em silêncio por um tempo, apenas nos olhando e isso era estranhamente diferente porque o silencio entre nós nunca aconteceu: não quando estávamos mais ocupados em arrancar a roupa um do outro. Mas, eu gostava. Os olhos dele pareciam me fitar profundamente, como se enxergasse em mim coisas que nem eu era capaz de ver.
Ok, Sam, isso tá muito estranho.
Meu nerd – uma voz no fundo da minha cabeça sussurrou.
Então a realidade caiu em mim com um baque ensurdecedor. Ele não é o meu nerd, ele é o homem de outra.
Subitamente, me afastei dele e procurei as minhas roupas pelo chão do carro. Droga, droga, droga, droga.
De novo, Sam, mais uma vez você transou com Freddie Benson, o garoto que é noivo de uma russa babaca. Parabéns, Samantha, continue assim e continue desonrando tudo o que seu pai te ensinou.
– Onde você vai? – Ouvi a voz de Freddie diferente do que esteve durante todo o momento em que estivemos dentro do carro.
– Você não espera que eu passe a minha vida aqui dentro, né? – Retruquei enquanto tentava acalmar todos os meus nervos ao me lembrar que o meu sutiã e a minha blusa estavam rasgados.
Freddie não respondeu, talvez tenha percebido finalmente que estávamos dentro do campus e começou a se vestir rapidamente.
Vesti minha jaqueta sem a blusa ou o sutiã, fechando o zíper e sentindo certo desconforto quando meus mamilos entraram em contato com o couro. Agradeci mentalmente a parte racional de Freddie que não rasgou minha calcinha e a vesti, logo depois coloquei minha calça e fechei o zíper.
Pulei pro banco da frente e segundos depois destravei a porta, saindo do carro e a batendo com força. Eu tinha que sair de perto de Freddie o mais rápido possível.
– O que foi?! – Ouvi Freddie atrás de mim, logo depois de ter ouvido o barulho da porta do carro batendo novamente. Eu acelerei meus passos e agradeci aos céus o fato da minha chave não ter caído do bolso da jeans, logo a tirando de lá e enfiando no miolo da porta – Sam, dá pra você me explicar o que tá acontecendo?!
Eu ignorei e quando ele tinha finalmente se aproximado de mim, eu consegui entrar no meu prédio e fechei a porta na cara dele, trancando-a numa velocidade recorde. Ignorei as batidas na porta e como uma adolescente depois do seu primeiro beijo, eu sai correndo em direção às escadas, ignorando completamente o elevador.
Ah, eu estava agindo como uma criançona fugindo de uma humilhação. Mas, minha humilhação não era em relação à Freddie: era em relação ao o que eu tinha feito com ele. Em relação a trair meus próprios princípios.
Se seria mais fácil encará-lo e dizer que não podemos mais sair por aí fodendo em tudo quanto é canto? Não, porque eu provavelmente ia acabar fodendo com ele de novo no mínimo toque.
Subi os últimos degraus e entrei no meu apartamento com muita pressa, como se ele ainda estivesse atrás de mim. Eu estava fugindo dele porque simplesmente não tinha coragem de dizer que não iria mais transar com ele.
Legal, Sam. Você é uma bela de uma covarde.
______
O sol estava nascendo, eu já tinha enjoado de todas as músicas existentes no meu celular e já tinha deitado em mais de 32 posições diferentes na minha cama. Se eu dormi? Não.
Eu fechava os olhos e a imagem que voltava nitidamente a minha mente era a de Freddie me fitando no carro, depois de me beijar. Eu conseguia sentir o gosto doce e ardente na minha boca, como se estivesse impregnado. Meu corpo tinha pequenas sensações como se ele estivesse me tocando e eu conseguia ouvir no pé do meu ouvido, a voz rouca dele dizendo “seu nerd”... É exatamente por isso que eu não fechei meus olhos desde às 5h da manhã.
Acho que era a quarta vez em que eu revirava na cama quando senti meu celular interromper a música pra tocar o alerta de mensagem.
Nerd:
Ainda ta acordada?
Maldito nerd filho de uma puta. Além de não sair da minha cabeça quando eu to de olhos fechados, ainda vem me perturbar via sms?
Ah, espera. Ele também tá acordado. Responder ou não responder, eis a questão. Se eu responder, ele vai saber que eu também to acordada e isso pode levar ele a imaginar coisas que ele não deveria imaginar, como por exemplo, imaginar que eu só fiquei acordada até agora porque não consigo me esquecer dele dizendo que é meu nerd e me fitando daquele jeito tão doce.
Claro que meu corpo não obedeceu meu raciocínio e lá estava eu digitando uma sms pra ele.
Não. O q vc quer?
Isso, Sam, curta e grossa. Quem sabe assim ele não desiste de te enviar uma resposta? Bom, não foi exatamente isso o que aconteceu.
Engraçada. Vc pode me encontrar no prédio 88 daqui a uns 5m?
Eu descobri recentemente que o prédio 88 era o prédio em construção, aquele onde Freddie me “salvou” do trote nos calouros e onde quase nos beijamos. Se eu fosse, ele poderia achar que eu quero trepar de novo ou que sou como uma cachorrinha atrás dele no primeiro comando. Mas, eu realmente não ligo para o que as pessoas pensam e muito menos para o que ele pensa. Eu poderia muito bem ir lá e dizer cara a cara que não iria mais transar com ele, já que ele era noivo e blablabla.
É isso.que eu vou fazer. Mandei uma mensagem pra ele avisando que eu estava indo e que era bom ele não se atrasar e minutos depois eu já tinha pulado da cama e vestido uma jeans pro cima do samba canção e um moletom por cima da regata. Calcei meu chinelo dedo e não me importei muito no que eu iria aparentar usando aquelas roupas, afinal, eu não queria agradar e isso ia ser jogo rápido.
Depois de uns dez minutos andando, eu descobri que essa merda de prédio não era tão perto como eu achava que era. É claro, da última vez em que eu fui lá, eu estava correndo só de pijama de três caras que queriam me zoar.
Quando cheguei, notei que o carro dele não tava estacionado na porta e talvez ele nem tenha chegado ainda. Odeio nerd e, sobretudo, odeio nerds atrasados. Eu sei que já fumei uns dois cigarros depois de ter fugido do nub, mas eu deveria ter trazido outro. Só pra passar o tempo, sei lá.
Entrei naquele prédio e estava tudo escuro, a não ser pelas luzes dos postes que entrava pelos buracos onde deveriam ter janelas.
Subi as escadas e olhei em direção à saída de incêndio. Uma pequena parte de mim sorriu quando eu notei que, sim, Freddie estava lá.
Ok, não foi exatamente uma pequena parte. Foi uma grande parte.
Sem sorrisos Sam, você veio aqui pra terminar qualquer tipo de rolo e não pra sorrir.
Eu me aproximei da saída de incêndio e pulei a janela. O meu baque não assustou Freddie e ele não se moveu, mas ele sabia que eu estava lá.
Freddie usava uma blusa de algum time de baseball e as mangas estavam dobradas até seu cotovelo. Ele usava uma calça xadrez, provavelmente conjunto de algum pijama.
Talvez... Ele tenha tentado dormir, assim como eu. Mas, por algum motivo, não conseguiu. Ok, provavelmente ele não dormiu porque a consciência dele também pesou e ele me chamou aqui para terminarmos tudo. Terminarmos, nossa, até parece que temos alguma coisa. Ah, vocês, partes da minha consciência, entenderam o que eu quis dizer.
– Eu pensei que você não vinha – Riu Freddie e se virou pra mim, com os braços cruzados e um sorriso de lado.
Malditamente sexy.
Tão sexy como estava na primeira vez que nos vimos. E na segunda. E daquela vez em que estávamos almoçando todos juntos e nossos olhares se cruzaram, e logo depois eu me imaginei transando com ele em cima daquela mesa.
Sem pensamentos pervertidos, Sam.
– Olha, eu sei o motivo de você ter me chamado aqui – Eu comecei e ele ergueu uma das sobrancelhas. Droga, pro inferno que esse nerd não é um puta de um gostoso. Foco, Sam – Nós estamos fazendo uma coisa que não deveríamos e temos que acabar com tudo isso – Ele continuou com a sobrancelha erguida e com o sorriso de lado malditamente sexy e pela primeira vez na minha vida, eu estava nervosa e comecei a falar estupidamente rápido – Olha, eu sei que você não quer fazer de novo... Ou quer... Enfim, eu sei que você sabe que não podemos fazer isso de novo porque você é noivo e, sabe, transar é bom, mas não quando você é comprometido ou quando eu tenho uma ficha criminal talvez tão grande quanto o seu pênis-
– Espera, o quê? – Freddie perguntou me interrompendo.
Eu demorei alguns segundos para associar as coisas e perceber o que eu tinha falado. Antes da minha ficha cair completamente, minhas bochechas já estavam escarlate.
– Você entendeu o que eu quis dizer! – Disse, tentando mascarar todo o meu constrangimento.
Sam Puckett quer terminar com um cara e ela acaba comparando sua ficha criminal com o pênis dele. Muito bom.
O sorriso de lado dele aumentou, transformando-se num sorriso malditamente sexy e cínico.
– Você sabia que você morde o lábio quando está nervosa? – Perguntou ele em um tom doce e eu percebi que eu estava mordendo meu lábio, agora. O soltei e ele riu – Sam, presta atenção – Ele suspirou depois de um tempo em que ficou só me olhando – Durante toda a minha vida, mesmo morando com a minha mãe, eu fui pressionado a fazer coisas certas e direitas. A dar orgulho pro meu pai, mesmo que eu não o considere muito com um pai – A voz dele agora tinha atingido um tom que eu nunca tinha visto antes, não vindo dele – Eu sempre o ouvi dizendo que eu nunca vou sofrer e ser glorioso como ele foi quando serviu o exército e de como eu deveria me casar com a Missy porque ela é de boa família, russa e bem educada – Freddie se aproximou há dois perigosos passos de mim, parando bem na minha frente – Eu só... Quero fazer isso. Pela primeira vez, eu realmente quero fazer alguma coisa, entende isso?
Eu sei que foi uma pergunta retórica, mas eu movi minha cabeça positivamente. Primeiro, eu ouço “seu nerd” e agora eu ouço “eu quero fazer isso”. Muitas cartadas pra uma madrugada só.
– Eu sei que é errado – Continuou ele – Mas, porra, eu to viciado nisso. É a primeira vez que eu traio a Missy, porque eu nunca tinha sentido vontade de fazer isso antes – Esclareceu ele e eu sabia que era verdade. Eu não entendi exatamente o motivo daquilo ter me deixado feliz – Então, você pode, por favor, fazer as coisas funcionarem?
– Como assim, tipo num relacionamento? – Exaltei com os olhos arregalados e ele arregalou os dele também.
Sem relacionamentos, sem nerd apaixonado. Não, não, não.
– Não! – Ele disse e ficamos em silencio por um tempo – Por que, você só quer fazer isso se for num relacionamento...? – Indagou ele.
– Não! – Foi a minha vez de negar e as coisas estavam rodando na minha cabeça.
Eu não queria namorar ou alguma coisa assim com o Freddie, eu só queria transar com ele. Mas, ele era noivo. Só que ele não liga exatamente pra isso, porque ele também quer continuar transando comigo.
Se ele não liga, por que eu vou ligar?
Esse pensamento não é nada bom, mas eu quero tanto continuar transando com ele. O fato dele ser noivo e de ter que ser tudo escondido deixa as coisas ainda mais excitantes.
– Então, sem relacionamentos? – Perguntei.
Freddie me olhou esperançoso.
– Sem relacionamentos – Esclareceu ele – Só transa casual.
– Quando sentirmos vontade.
– E quando pudermos...
– Você continua noivo e eu continuo solteira – Disse e minha voz saiu um pouco mais alegre do que eu queria.
Eu pareço uma ninfomaníaca.
E eu devo ser mesmo, afinal de contas.
– Sem amor, sem se apaixonar. Só sexo – Disse ele.
– Só sexo! – Repeti sorrindo.
Súbita e inesperadamente, Freddie se aproximou de mim e me puxou pela cintura, tomando meus lábios mais uma vez naquela noite e me surpreendendo.
Nosso beijo foi como a assinatura em um contrato. Um contrato de sexo casual, onde as cláusulas eram mínimas.
A mão dele desceu por minha costela, causando alguns arrepios involuntários e eu puxei seu lábio inferior com os meus dentes. Minhas mãos passaram a acariciar sua nuca e eu senti que ele se arrepiou.
Sorri entre o beijo como forma de provocá-lo e a mão dele foram até a minha bunda, apertando levemente e só agora eu percebi que eu estava um pouco dolorida por causa dos tapas. Perceber isso foi estranhamente sexy.
– Acho que podemos começar com o nosso acordo agora – Eu disse quebrando o beijo e ele riu.
– Isso parece bom pra mim – Disse ele.
– Acho que podemos fazer isso no meu apartamento... – Eu disse depois que ele me roubou mais um selinho.
Freddie riu mais uma vez e me fitou com os olhos castanhos mais intensos que eu já tive o prazer de ver. Olhos castanhos, como chocolate, com pequenos cílios a sua volta. Seus olhos eram pequenos, mas me mostravam tantas coisas.
Eu sabia que ele estava arriscando muito mais do que eu naquele perigoso jogo que estávamos iniciado, mas, cada um tem aquilo que merece. Se ele está fazendo isso, ele sabe das consequências que pode ter.
Mas, por algum motivo, ele queria arriscar mesmo assim. Ele me queria, porque ele era meu nerd, não é? Eu sei que isso é mentira, mas acho que posso me iludir um pouco, só por hoje. Seus olhos eram... Incríveis. E eles me fitavam como nunca alguém tinha me fitado antes.
Isso causava sensações diferentes. Isso fazia o meu estômago tremer e minhas pernas ficarem bambas. Fazia também uma coisa estranha com a minha pulsão: eu podia sentir meu coração batendo aceleradamente dentro de mim.
Deve ser só tesão.
Talvez Freddie tenha percebido que estava me fitando por tempo demais e balançou a cabeça negativamente de modo inconsciente, provavelmente espantando algum pensamento.
Quando olhou pra mim novamente, tinha um olhar sacana e um sorriso divertido nos lábios.
– Antes de começarmos, posso te fazer só mais uma pergunta?
Franzi o cenho.
– Claro.
O sorriso de Freddie aumentou.
– Você considera sua ficha criminal grande?
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