Sexandrugs
23 Capítulo Vinte e Três.
Notas iniciais

Thalia.
Eu tenho afilhados, que bonitinho. Eu serei a madrinha de Kay e Percy o padrinho. Annabeth e Luke serão de Marvel. Okay, eu confesso, eu odiei os nomes deles mas isso são detalhes. Logo depois que os bebês nasceram eu fui ver eles e todo aquele bla bla de como são lindos. Para mim, continuam com cara de joelho mas achei melhor não comentar. Era tanto parente que surgiu do nada que fui obrigada a me retirar de la e ir pra cafeteria do hospital. Logo Annabeth surgiu do meu lado.
– Café ruim, não acha? — perguntou-me Annabeth.
– Demais, que droga eles colocam aqui? Sal em vez de açucar? 50 colheres de café em uma mini xícara? Deus. — desabafei dando mais um gole no café.
– Sim, eles colocam maconha ou alguma outra coisa porque mesmo ruim, nossa, é viciante. — explicou Annabeth fazendo uns gestos com a mão.
Eu ri de Annabeth logo sendo acompanhada pela mesma. Dei mais um gole no café quando ela retomou a conversa.
– Pensou no que eu falei para você hoje? — disse ela erguendo a sombrancelha dando um sorrisinho irônico.
– Vai se fuder, Annabeth. — disse rolando os olhos.
– Pensou ou não?
– Pensei.
– E então?
– Não, eu não vou terminar com o Dakota para ficar com o Luke, pode esquecer. — reclamei.
– Mas você o ama. — argumentou a loira.
– Tanto faz, não, eu não vou terminar com ele.
Quando eu ia argumentar e arranjar desculpas que não colariam com Annabeth o meu celular tocou. O número era privado. Atendi a ligação.
– Alô?
– Thals, é o Dakota, preciso de você aqui comigo, onde você esta? — disse Dakota do outro lado da linha com a voz meio embriagada.
– Dakota, você bebeu?
– Uma vodca, qual foi, seu ex fazia mais que isso. Fala, onde você esta? — perguntou-me o moreno novamente.
– No hospital, os filhos de Nico e Bianca nasceram.
– Ok, eu estou com um camaro conversível amarelo hoje, vem sozinha, eu odeio quando me vem chorando. Em 15 minutos eu chego aí.
– Tudo ok, até mais. — confirmei desligando o telefone.
Bufei irritada. Ele era gostoso? Demais da conta, perdia por pouco para Luke. Dakota era chato, infinitamente chato. Ele só falava sobre basquete e hockey. Eu tentava ver algo de bom além da beleza nele. Gosto musical? Só curtia John Mayer e Justin Timberlake. Legal é, mas não faz o meu gosto musical, prefiro Green Day. Livros? Sem chances nenhuma. Ele fala sobre a vida dos outros, interessante no minímo. Talvez Annabeth esteja certa, talvez eu só namore com ele por que ele é gostoso. -
Quem era? — perguntou Annabeth me tirando dos meus pensamentos.
– Dakota.
– E o que ele queria? — perguntou Annabeth curiosa. Revirei os olhos.
– E interessa? — perguntei.
– Sim. — Ele esta mal e bebeu um pouquinho, em 15 minutos ele chega aqui com mais um de seus carrões. — expliquei para Annabeth.
– Ah qual é, esse cara tem fixação por carros de luxo né? Sexta passada eu vi ele com uma BMW Conversível Cinza, terça ele estava com um Fisker Karma 2012 preto, qual é o de hoje? — perguntou ela como se sempre soubesse tudo sobre carros.
– Um Camaro Conversível amarelo. — eu disse.
Annabeth assoviou em tom de surpresa.
– Nem um pouco chamativo. — ironizou ela.
– Como se você entendesse tudo de carro. — agora foi a minha vez de ironizar.
– Eu vou muito na casa de Percy, Nico mora la, convivência Thals, convivência. — explicou a loira.
Eu apenas assenti. Terminamos o café que já estava meio frio. Meu estômago estava completamente embrulhado. Logo passou 13 minutos e me despedi de Annabeth e fui indo em direção à saída do hospital. Quando eu sai pela porta logo avistei Dakota no seu carro. Entrei e ele saiu em alta velocidade do estacionamento do hospital.
– Uau, o que houve com você? — perguntei.
Dakota estava com as mãos apertando o volante com mais força que o necessário. Uma veia de seu pescoço estava saltada. Dakota usava apenas uma calça jeans preta, um ray-ban preto e seus pés estavam em um converse preto e sujo. Depois de uns cinco minutos da minha pergunta ele finalmente respondeu.
– Raiva Thalia, raiva dessa merda de vida. — ele disse com a voz um tanto embriagada.
– Da pra sentir o cheiro de vodca e vinho daqui, Dakota, e raiva de que? Você tem tudo. — perguntei já ficando com medo.
– Tudo? Eu sempre achei que tinha mesmo. Pais perfeitos, tempo o suficiente para mim, liberais, sempre tive tudo o que eu quis sem ser um rico mimado e esnobe, sempre fui popular, sempre tive todas as garotas, sempre agradei os meu pais, sempre fui perfeito mas eu conheci você. Conheci a maldita Thalia Grace, eu percebi que no começo você estava apenas brincando comigo, eu não me importei, eu sabia que era um boy-toy, sempre soube mas eu queria algo mais, mas você nunca deu. — disse ele deixando lágrimas rolarem pelo seu rosto.
Se eram de tristeza ou raiva eu não sabia mas qualquer opção não rea boa. Trovões ecoavam no céu.
– O que eu não dei? Eu transei com você, os garotos sempre querem isso.
– E eu não era diferente, nem um pouco Thalia mas eu gosto de você, eu realmente gosto de você. Gosto de cada detalhe seu, eu gosto de você falar dormindo e falar enquanto sonha, falar achando que é uma heroína perseguida por gigantes de um olho só. Eu gosto do seu gosto inexplicável por Green Day e pela sua admiração por cantores de hoje em dia com uma história triste como Demi Lovato, eu gosto do fato que você nunca coloca a sua pulseira dessa coisa pontuda que se chama spikes no pulso esquerdo por incomodar você, eu gosto do seu cabelo repicado e sei que ele é na verdade loiro. Eu nunca falei pra ninguém mas eu amo você Thals. — ele disse abrindo um sorriso bobo.
– Eu, eu meio que agradeço por isso Dakota mas eu não amo você. — eu disse me desculpando.
– Eu sei disso, você ama aquele loiro nojento, aquele drogado de merda do Castellan mas ele não vai estar com você quando você precisar, ele vai estar em festas e bares. Ele não ama você. — disse Dakota quase gritando.
– Ele ama sim, cale essa merda da sua boca Dakota, ele errou demais, sim, errou, pessoas erram mas ele me ama, eu sei que sim. Pare essa droga de carro agora. — eu falei já gritando com raiva.
O vento batia com força no meu rosto e logo começou a chover. Ótimo, além de sequestrada vou pegar um resfriado? Dakota já tinha saído da cidade , ele estava em uma estradinha que continha poucos carros e andava à uma velocidade de 125km/h.
– Não, se você não me ama, não irá amar mais ninguém. — disse Dakota com raiva.
Eu revirei os olhos.
– Okay, eu deveria ficar com medo agora né? Sério isso? Porra Dakota, estamos quase batendo, eu estou com raiva, não podia ser menos clichê? — perguntei indignada.
– Ah cale a boca Thalia. — disse Dakota antes de morrer.
Luke.
Parece que Nico e Hades se entederam. Logo depois de ver aquela fofura que eram Kay e Marvel, eu e Nico conversamos bastantes. Percy ainda continuava por la. Annabeth tinha voltado da cafeteria há uns dois minutos. Logo quando o assunto com Nico acabou fui falar com Annabeth.
– Onde está a Thalia? — perguntei.
– Ela saiu com o Dakota, ele estava triste.
– Que viadinho, bom, obrigado Annie. — eu disse e ela apenas assentiu.
Saí dali em direção ao estacionamento para pegar meu Audi A6 e voltar para casa. Caía uma chuva forte já e vários trovões ecoavam no céu. Resolvi dar uma passadinha no Starbucks e peguei um expresso com chantilly para levar. Quando saía do café vi uma garota bem conhecida por mim já. Reyna usava uma calça jeans clara e rasgada, uma bota de cano curto e um suéter roxo completamente ensopado pela chuva, seus cabelos estavam solto com a franja presa para trás (imaginem assim). Ela trazia na mão um copo igual o meu me impossibilitando de ver o café que ela bebia.
– Precisa de uma carona? — gritei para ela ainda na chuva. Reyna rapidamente olhou para trás e viu que eu estava de carro.
Logo ela correu em direção a porta do acompanhante do motorista. Corri para a porta do motorista e entrei no carro. Batemos a porta ao mesmo tempo.
– Chuvinha chata, não? — perguntei ligando o carro e em seguida o aquecedor.
– Demais, valeu pela carona. Seu cinto, Luke. — avisou a morena apontando para o meu cinto de segurança e em seguida colocou o dela.
– Ok senhorita responsável. — zombei e coloquei o cinto de segurança.
Ela me mostrou a língua.
– O que é o seu? — perguntou ela apontando em direção ao meu copo e logo em seguida bebendo o café dela.
– Um espresso de chantilly e o seu? — perguntei também bebendo do meu.
– Baunilha Latte.
Assenti com a cabeça.
– Sua casa? — perguntei.
– Sim.
– Ok. Reyna, posso fazer uma pergunta para você? — perguntei.
– Acabou de fazer. — disse ela dando uma risadinha.
– Vai se fuder. Porque você nunca ficou comigo? Não é querer me zombar mas pô, eu sou gato e tudo mais.
– Não magina Sr. Luke modesto Castellan, não é se gabar. Eu sou lésbica, Luke.
Freei o carro bruscamente.
– O quê? Sério? Como? Por que? — perguntei surpreso.
– Ah qual é Luke, eu já senti quedas por algum caras e você é o meu tipo mas Luke, eu estou meio que "ficando" com uma garota, seria errado ficar com um garoto. — ela disse mordendo o lábio inferior em sinal de nervosismo.
– Então você é bi? — perguntei.
– Sim.
– Vocês não topam um ménage?
Reyna riu, logo a acompanhei também.
– Luke, deixa de ser babaca, é sério. Mas não, não topamos. — ela disse me dando um tapa no braço.
– Ta tudo bem Rey, quem é ela? — perguntei curioso.
– Ártemis Grace.
– Sério? A irmã de Thalia? Mas e a tal de Zöe? — perguntei surpreso.
– Sim, sei la dessa Zöe, pelo que eu soube ela era um tanto louquinha e louca por liberdade. Ela fugiu com um casal de hippies para Bora Bora, ou era Maldivas? Tanto faz. — disse ela dando de ombros.
Reyna começou a mexer no meu porta-luvas e logo achou um pequeno saco de cocaína
– Bora Bora e Maldivas, sério? Onde é isso? — perguntei rindo. — E não mexe nisso.
– Bora Bora é no Tahiti, eu fiquei com inveja, sério, o lugar é sensacional. E Maldivas é estranho mas é bonito também, fica na República das Maldivas. — ela disse maravilhada. — Porquê eu não posso? — perguntou ela fazendo um bico.
– É cocaína. — eu expliquei.
Ela murmurou algo como "hmm" e abriu o saquinho. Reyna engoliu toda a cocaína.
– Reyna, você ta louca? — gritei assustado.
– Eu te dou o dinheiro Luke. — ela disse meio que rindo. — Por que meu lábio ta inchando?
– Foda-se o dinheiro, cocaína se cheira, não se come. — eu expliquei.
– E o que acontece se comer? — perguntou ela erguendo uma sobrancelha.
– Eu nunca senti porque nunca fiz isso mas, sei la, não faz mal, só te faz ficar mais doidão pelo que eu já vi. — disse abrindo um sorrindo minimo.
– Ah, então ta tudo numa boa. — ela disse tranquila.
Eu apenas sorri e liguei o carro novamente. Levei ela até em casa e ela se despediu de mim com um beijo no rosto. Foi estranho isso, pela primeira vez eu não tentei virar o rosto. Logo o meu celular tocou. Bufei. Era Thalia. Abri um sorriso de canto.
– Fala aí, cansou do namoradinho gay? — perguntei rindo.
– Luke, é sério, eu preciso de ajudar. — implorou Thalia desesperada na ligação.
Logo desmanchei meu sorriso.
– O que houve, o que esse babaca fez com você? — perguntei começando a ficar com raiva.
– Ele deu um surto la, disse que me amava e fez o clichê de se que eu não fosse dele, ninguém mais me teria e bla bla. Ele queria me matar, sei la, ele tava bêbado e um caminhão bateu no carro. Atingiu mais Dakota, eu acho que ele morreu mas eu to muito machucada, eu nunca vi tanto sangue Luke. — ela disse chorando na ligação e fazendo várias pausas para recuperar o fôlego.
– Thals, calma, tudo vai ficar bem, me diz onde você está.
– Nós estavámos saindo da cidade, é naquela estradinha calma que vai para Corona del Mar. — ela explicou soluçando. — Eu to com medo Luke, e se eu morrer?
– Não vai Thals, calma, eu to indo ok? Eu preciso desligar pra chegar mais rápido, se seu medo aumentar você me liga novamente ok?
– Ok, Luke, vem rápido. — implorou ela e logo desligou o telefone. Acelerei o carro com raiva.
Foda-se o sinal vermelho, foda-se que tem duas viaturas atrás de mim, foda-se que pode vir algum carro e bater no meu. Quando estava chegando perto o trânsito começou a ficar mais lento que o normal. Alguns motoristas estavam buzinando. Deve ser o acidente, claro que é, trancou tudo. Eu saí correndo do meu carro. Os policiais que estavam me perseguindo saíram correndo atrás de mim. Foda — se. Eu vi um caminhão batido, logo avistei um conversível amarelo. Claro que é o carro deles, tipico de Dakota.
– "Foram identificados os dois adolescentes que estavam no carro conversível amarelo. São Dakota Thompson Paxton, 21 anos, trilionário, filho de Alicia Thompson Paxton e Julian Paxton e Thalia Grace, 17 anos, filha de Zeus e Hera Grace. O garoto já esta a morto mas a garota esta desacordada. Pelo que temos de informação aqui, o garoto estava alcoolizado e um caminhão bateu com tudo neles. Quem chamou a emergência foi Thalia mas logo desmaiou no meio da ligação." — falou a repórter mais ao longe.

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