Sex In The Heights
1 I can't be tamed, baby!
Notas iniciais
Essa obviamente é a primeira e não vai demorar pra ter a segunda, garantimos.
Esperamos que gostem, não esqueçam dos comentários. Os comentários são realmente muito importantes.
Beijos, Bea e Ingrid.
Capítulo 1: I can’t be tamed, baby.
É, Nova York.
Estou indo pra Nova York depois de 16 anos no Dallas. Eu não tenho o que reclamar, Dallas era uma merda e eu não vou sentir falta de ninguém, com certeza.
Nova York será meu recomeço. Não só o meu, o da minha família também já que meu pai foi transferido no emprego.
Ao sairmos da nossa antiga casa, fizemos o seguinte pacto: VAMOS RECOMEÇAR!
Bom é Nova York, me sinto livre. Sinto-me independente. Com certeza vou começar com o pé direito.
Hmm, garotos? AH GAROTOS. Parece que Nova York tem sua própria genética, não é normal todos serem tão lindos. Mas além de lindos, suas bundas: SUAS BUNDAS, tão redondinhas, gostosinhas, me dá vontade de apertar. Eu sei, é estranho eu pensar assim, porque não é apropriado pra uma menina ficar reparando na bunda dos meninos. Mas eu reparo mesmo e foda-se.
A caminho da nova casa foi realmente entediante. Creio eu que o caminho não estava incluído no “recomeço” porque, sério, foi muito chata a viagem. Meu irmão, Dan, e eu nunca fomos muito chegados. Mas nessa viagem estávamos chegados demais. Ele me abraçava, dividia o fone comigo e ficava pedindo pra deitar no meu colo. Qual é Dan, sou sua irmã não suas amiguinhas, sai pra lá. Mas até que eu tava curtindo aquele momento em família.
Sempre senti coisas estranhas. Não sei se toda menina tem isso, mas as vezes sinto atração pelo meu irmão. Ok, eu sei, é inapropriado, mas quem não sentiria excitada com um irmão de 18 anos deitado no seu colo com a mão na sua coxa? Ok, nem todo mundo, mas eu sinto essas coisas estranhas. Já senti isso pelo meu irmão, alguns primos e confesso que tios. Ah, meu Deus! Será que isso é pecado? Não importa. Eu sou o próprio pecado.
A paisagem do caminho era realmente muito bonita. Era raro eu admirar paisagens, mas com o iPod descarregado e um irmão gostoso no seu colo dormindo o que me restou foi olhar a paisagem, dar dedo pras crianças dos outros carros, era realmente divertido. Foi quando, eu olhei uma placa e gritei:
- PAAAAAAAAAAAAAAAI, PARE O CARRO AGORA!
Meu pai freou o carro, todos muito assustados, meu irmão deu um pulo de susto, minha mãe me olhava preocupada.
- FILHA O QUE HOUVE? VOCÊ TÁ BEM?- Meu pai me olhava com olhos arregalados e com a respiração falhada.
-Vamos Dan, desce do carro já, já. – Sai do carro no meio da pista puxando o Dan. Dei meu iPhone na mão dele. – FOTO PRO INSTAGRAM!
- É sério isso?- Ele pegou o celular da minha mão e tirou a foto.
Era a placa de rodovia: Bem vindos à Nova York.
Sério eu precisava entrar naquela cidade no salto. No estilo, sabe? Instagram, única rede social na qual eu tinha a humilde oportunidade de esfregar na cara daquele povinho ralé do Dallas que eu subi de nível. Nova York, baby.
Dan entrou e eu fiquei parada por uns segundos observando a foto.
- Rachel, entra nesse carro agora. – Minha mãe fechou os olhos e respirou fundo.
Hm, fechar os olhos e respirar fundo. Sabia que ela podia explodir e fui direto pro carro. Todos me olhavam com um ar de riso.
- Ué, que foi?- Falei inocentemente.
-Pai, vamos logo. –Disse Dan com a cara amassada de sono querendo apressar a viagem.
Dan optou por dormir sentado. Hm, o que foi hein, gatinho sexy, meu colo não esta mais confortável? Como eu posso ser tão escrota?
Seguimos com a viagem.
Quem olha realmente deve pensar que eu e minha família temos um bom relacionamento. Só que não. Eles são extremamente insuportáveis e desprezíveis, a começar pela minha mãe: essa mulher tem um espírito de velha insuportável. Odeio o fato de ter saído dela, mas obrigada mãe, aqui estou eu linda e fabulosa te dando trabalho e ainda te dei estrias e celulites. Vadia. Ela sempre se achou dona de mim. Bom, em partes ela é minha dona, mas ela tem uma implicância obsessiva por mim. Acho que quando ela resolveu trepar com meu pai, ela pensou “ vou engravidar de uma menina, o nome dela vai ser Rachel e eu vou arruinar a vida dela. “. Bom, se esse era o plano dela, me desculpe o fracasso, ele foi por água abaixo.
Meu pai. Ah meu pai, um capacho idiota da minha mãe. Sei que muitas vezes ele quis ficar do meu lado, mas a minha mãe parece ter certo poder sobre ele. Porra, ele é o homem da casa, ele que deveria mandar em tudo. Bom, mas como meu pai é um trouxa, não podemos ter uma boa relação. E também não faço questão. Eles são tudo farinha do mesmo saco.
Meu irmão, eu já disse: é lindo, gostoso e eu daria fácil, fácil pra ele. Mas como nem tudo é perfeito, infelizmente, ele me atormentava até dizer “ chega”. Esse garoto é filho do capeta, só pode. Pegava meu telefone e colocava pra despertar às 3 da manhã. Falava pros amigos feios dele que eu tava apaixonada por eles.
Anotem: eu ainda vou cortar o pau dele enquanto ele estiver dormindo.
Mas enfim, mesmo minha família sendo a mais filha da puta desse mundo, eu nunca fui de sentimentos. Então, toda palavra de desprezo foram ignoradas com sucesso. Tenho espírito de força muito elevado. Meu ego está nas alturas e o meu amor próprio vale muito.
Eu só digo uma coisa: Eu não posso ser domada. Eu sou dona de mim mesma.
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