Sex In The Heights

2 I can't be tamed, baby! Part II


- Rachel, acorda. — Senti beijos ao redor do meu rosto. Era o Dan.

É sério, se continuar assim, não sei se poderei manter o meu papel de irmã inocente.

- Ah, oi. – Abri os olhos um pouco assustada. Olhei para um lado, depois para o outro. Olhei pro Dan e deitei minha cabeça sobre o banco de novo. Pensei em fechar os olhos de novo, mas os mantive aberto. Foi quando eu levantei rápido e sai do carro.

- CHEGAMOS? – Disse empolgada.

- Não, Rachel. Fomos traficados por cafetões, vamos nos prostituir aqui e em troca ganharemos arroz esporrado. Nossos pais já estão cumprindo o horário deles. – Ele disse em um tom sério sarcástico.

- Babaca. Fala logo onde é a casa. – Disse o apressando.

- É aquela ali. – ele apontou para a casa.

Ok, eu pensei em surtar, ter um ataque epilético, sair correndo pela vizinhança gritando, mas me mantive. A casa era realmente linda. Enorme, com a pintura clara. Muito sofisticada. Me senti uma estrela de Hollywood entrando em uma mansão. Será que eu virei uma super famosa enquanto dormia? Cadê meu namorado famoso e gostoso? Ok, sem gato famoso. Voltando pra realidade. Fui andando em direção à porta e a abri. De cara me deparei com uma escada. De um lado um corredor que dava para a cozinha, e do outro lado uma sala de estar. Era tudo muito bonito e sofisticado. As paredes tão claras, mas tão clara que eu queria pegar canetinhas e desenhar em tudo.

- Beatriz, suba. Venha conhecer seu novo quarto. – Ouvi minha mãe gritar lá de cima e subi ate lá. Fui andando em passos largos pelo corredor enorme que vi pela frente. Eram muitas portas e eu realmente queria entrar em todas elas e saber o que tinha dentro, saber se o meu namorado famoso e gostoso estava lá, porque sim, com uma casa tão grande e bonita eu só posso ter a ideia de que eu sou famosa. Minha imaginação fértil foi destruída assim que minha mãe apareceu na porta do fim do corredor (ela já é expert em destruir algumas coisas na minha vida.).

- É aqui. – Ela disse com um sorriso no rosto. Ela não é de sorrir pra mim. Eu realmente estava com medo de entrar no quarto. Mas entrei assim mesmo.

- WOLLLLLLLLL! – Surtei de felicidade.

Meu quarto. Minha privacidade finalmente do jeito que eu sonhava. Paredes escuras, porque cores escuras me dão sensação de liberdade. Meu closet. Ah, enfim eu tenho um closet. E enorme. Eu só tinha desejado um closet na minha vida, e me dão um closet enorme que eu já posso prever que terá mais espaços do que roupas.

- Se arrume, pois as 11: 00 você já tem que estar a caminho da nova escola. – Minha mãe disse saindo do quarto.

Pronto, minha felicidade foi destruída com apenas uma palavra: Escola.

-ESCOLA? Quando ela arrumou tempo pra me matricular numa escola em Nova York? E porque meu primeiro dia de aula tinha que ser justo no meu primeiro dia em Nova York? Mas que porra essa mulher tem na cabeça? E cadê o papo do recomeço? O que recomeçar tem a ver com a escola?- Eu disse resmungando de raiva, inconformada com o que tinha ouvido.

Respirei.

- DRO-GA! DROGA, DROGA! E DROGA! MAIS UMA VEZ: DROGA — Essas são as únicas palavras que eu conseguia dizer. Batia os pés, cerrava os punhos. Respirava. – DROGA!

Bom, já que ir a escola vai ser meu programa inicial em Nova York, eu tinha que ir me arrumar, não podia chegar ao meu primeiro dia igual a uma judia errante. Não mesmo. Queria dar uma boa impressão. Mas não uma “boa impressão” de aluna exemplar ou nerd. Não, por favor, isso está longe de mim. Mas quero dar uma boa impressão de mim. Então optei por uma saia preta não muito curta, uma camiseta branca, meu salto preto e pra finalizar minha bolsa preta. E pronto. Bom, falta uma coisa. Foto pro instagram.

Dei uma última olhada no meu cabelo e desci até a cozinha. Peguei uma maçã e meu pai já veio me apressando pra escola.

No carro coloquei o fone nos ouvidos, porque ninguém merece ouvir as músicas country do meu pai. O caminho não era tão longo, sabe.

- Chegamos. – Meu pai se dirigiu a mim, desligando o carro e logo em seguida apontado em direção à escola. – Já estou atrasado pro meu primeiro dia no trabalho, então se apresse.

- Nossa, pai! Bom dia no trabalho pra você também. – Sai do carro e bati a porta. Ele com certeza deve ter ficado muito puto, ele odeia quando maltratam o carro dele. Porque ele não casa com esse carro e vai pra Nárnia. Lá tem um atalho muito pequeno pra puta que pariu. É uma boa sugestão de viagem nas férias.

Avistei a escola. Um movimento bem grande. Pessoas de vários estilos. Me deparei com a entrada bem lá no fundo e fui até lá. Muitas pessoas olhavam pra mim, e eu já comecei a pensar se tinha algo na minha cara.

Entrei no interior da escola, e fui até a direção saber em que turma eu estudaria, saber qual era meu armário, coisas inúteis desse tipo.

Falei com uma secretária e ela me deu um papel.

Sala 3010 – Prédio B. Armário : 17BAA

Fui me informando com alguns zumbis que eu via pelo caminho e eles foram muito prestativos. Eu já estava no prédio B, e procurava pela minha sala até que eu senti que alguém esbarrando em mim. Eu olhei, era um garoto. Permita-me descrevê-lo: Pele branca, cabelo enrolado, usava uma camisa longa xadrez sobre uma camisa branca, calça azul escura e um óculos de grau estilo Ray Ban. Muito bonito, por sinal. Já imaginava loucuras com esse garoto. Destruí meus pensamentos perversos, isso parecia idiota pra mim. Juro que queria reparar nos olhos dele, mas não queria parecer inconveniente. Notei que ele estava juntando do chão alguns papéis que obviamente ele teria deixado cair quando nos esbarramos e me juntei a ele e o ajudei.

- Muito obrigada. – Ele disse um pouco tímido.

- Da próxima vez, faça o favor de olhar por onde anda. – Eu disse sem dar muita confiança, não queria me misturar, sabe.

- Meu nome é Nicholas, sou da turma 3010. – Ele disse sem jeito, um pouco nervoso e falhando entre a fala.

- E o meu nome é “preste atenção por onde anda da próxima vez”. — sai andando.

Quando já estava a certa distância dele, olhei pra trás e disse:

- E a propósito, você terá a honra de estudar comigo. — Disse soltando um riso.

Continuei andando, e me deparei com a minha sala. Minha não, da escola. Eu não faço questão nenhuma de que aquele lugar fosse meu. Apenas entrei e pedi licença ao professor.

- Bonjour, mon Cher. – Meu professor me cumprimentou com as mãos, me direcionando a uma carteira.

- Oi ?- Eu disse um pouco confusa, ele provavelmente lencionava francês.

- Queridos alunos, nossa querida aluna não sabe como cumprimentar alguém em francês, por favor, vamos ajudar a nossa nova colega de classe.

Ouvi risos e comentários, e antes que alguém falasse alguma coisa, revidei :

-Bonjour mon cher professeur. Je suis désolé de ne pas interagir avec un non-sens, j'espère qu'il n'a pas offensé. (Bom dia meu caro professor. Me desculpe por não interagir com idiotices, espero que não o tenha ofendido. )

Senti seus olhos cerrando os meus com bravura. Enquanto os outros alunos,inúteis, ficavam se perguntando o que eu tinha dito.

-O que ela disse, professor ?- Ouvi uma voz feminina vindo de trás.

-Ah sim, ela disse que será um prazer estudar conosco. – Ele disse atrapalhado. Espero que eu não tenho o ofendido, realmente.

Ele começou sua aula, e era muito entediante. Abaixava, levantava a cabeça, batia o lápis sobre a mesa, entrelaçava meus dedos nos meus cabelos constantemente mostrando meu real interesse em Francês.

-Oi, você está bem ? – Ouvi uma voz atrás de mim sussurando.

-très bien – Ri baixinho debochando. – Porque o interesse ?- Arqueei uma somnbracelha e me virei pra ela.

-Parece nervosa. – Ela disse olhando pra mim.- Olha, não liga pro professor, ele é assim mesmo.- Ela disse, docemente, na tentativa de acalmar meu ‘’ nervosismo ‘’.- Meu nome, é Celine, me chama de Celi.- Ela ergueeu as mãos na direção da minha, esperando um aperto de mãos. Eu pensei em deixar ela no vácuo. Não queria que ela pensasse na possiblidade de sermos amigas. Mas optei por ser educada.

- Meu nome é Rachel, mas me chama de Rachel mesmo. – sorri pra ela. Logo tocou o sinal e todos levantaram desesperados pra sair da sala.

- Bom, então te vejo amanhã. Foi um prazer conhecer você, Rachel.- Ela disse andando, dando tchau com as mãos.

Como eu tinha chegado muito atrasada na escola, não assisti as outras aulas. Era o que me tranquilizava.

Ajeitei minhas coisas na bolsa e fui saindo da sala. Na porta, avistei 3 garotos, gatos, vindo na minha direção.

Eae, gatinha.- Um deles se dirijiu a mim dando uma piscadinha, me oferecendo um palnfleto.

O, ‘’eae, gatinha’’ não é uma boa forma de começar uma conversar, acho isso escroto e idiota.

-Oi. – disse seca, não mostrando muito interesse.

-Então, vai ter uma festa hoje a noite aqui na escola. Esperamos pela sua vinda. – Disse o outro.

Bom, uma festa no meu primeiro dia em Nova York não era uma má idéia. Poderia pensar na possibilidade de ir. Se o Dan viesse comigo, é claro, não ficaria igual a uma idiota sozinha na festa né.

-Ok. – falei.

- Meu nome é Henri, prazer.- Disse o primeiro que falou comigo.

Em seguida o outro se apresentou.

-Prazer, Liam.- O segundo se apresentou se atirando. Me cumprimentou com um beijo no rosto, que eu fiz questão de limpar na frente dele.

- O coleguinha ai do lado tem nome ?- Perguntei aos meninos me referindo ao terceiro garoto. Ele realmente me chamou atenção, todo na dele e charmoso. Moreno claro, cabelo baixo, estilo entre jogado e arrumadinho. Realmente curti.

- Cara, fala alguma coisa.- Liam cutucou o amigo que logo despertou e guiou sua mão até a minha.

-Ah, oi. Foi mal, ai. Sou o Nathan.- Me cumprimentou um pouco desajeitado. — Você é nova aqui ? Nunca te vi por aqui antes.

- Sim, acabei de mudar do Dallas.- Falei, colocando uma mexa do meu cabelo atrás da orelha. Logo percebi que Liam e Henri se dirijiram a outras meninas, provavelmente pra divulgar a festa também.

- Bom, seja bem vinda. Se precisar de alguma coisa, estou aqui.

-Obrigada,... Me desculpe, qual seu nome mesmo ?- Fingi não lembrar o nome dele só pra não dar muita pista de que achei ele um gato.

-Nathan.- Ele disse. – Nathan.- Repetiu.

-Então, Nathan, muito obrigada.- Agradeci e fui andando até a saída.

Fui caminhando pela escola observando os detalhes, os estilos, pensando se iria ou não a essa tal festa. Poderia ser legal, ou simplesmente entediante.

Já estava do lado de fora da escola, e avistei o carro do meu pai. Fui me aproximando e vi que Dan estava dirijindo. Entrei no carro, nem dei boa tarde ou sequer um ‘’oi’’ pra ele. Fui logo ao assunto.

-Dantemumafestanaescolahojeporfavorvenhacomigo.- Metralhei as palavras quase implorando pra ele ir a festa comigo.

-Festa? Isso quer dizer que vai ter garotas lá?- ele arqueou a sombracelha. Como ele consegue estragar o charme dele sendo tão escroto ?

-Sim, mas a única garota no qual você vai ficar do lado, sou eu. Qual é, eu não quero ficar sozinha. Vamos ou não ?- Falei abaixando meu entusiasmo.

-Ta. Pode ser legal ir a uma festa com você. Ou não. – Ele riu.

Na minha cabeça eu estava um pouco empolgada. Não sei o porque, mas Nathan tinha ficado na minha cabeça. Ficaria com ele numa boa. Daria mole e muito mais pra ele. Minha mente podre voltou a tona.

Queria chegar logo em casa e ficar linda pra essa festa. Queria encher a cara e dar meu primeiro beijo em Nova York em qualquer garoto que eu não soubesse o nome.

Chegamos em casa, e subi direto pro meu quarto. Meus pais ajeitavam algumas coisas pela casa. Precisava arrumar uma roupa legal. Um vestido. Um vestido que não chamasse muita atenção.

Proucurando dentro das malas, achei um vestido que eu comprei numa viagem à Los Angeles.

Ele é azul escuro, quase petróleo, envolvia no pescoço, era um pouco acima do joelho. Resolvi colocar um cinto vermelho pra marcar a cintura e um sapato de salto alto.

Fui tomar meu banho para relaxar um pouco antes da festa e demorei quase 2 horas na banheira. Saí da banheira, fui me vestir. Coloquei a roupa que escolhi e fui dá um jeito no meu cabelo e logo depois me maquiar. Não coloquei nada estravagante, mas ficou tudo perfeito.

- Rachel, eu já estou pronto, seja mais rápida aí, se não eu vou sem você. – Dan falou me fazendo revirar os olhos. Idiota.

- Já vou ! – Avisei

Odeio que me apressem. Odeio. Principalmente o Dan. Só dou desconto por ele ser gato. Apenas. Abri a porta do quarto e dei de cara com Dan usando uma regata branca que ressaltava seus músculos e uma calça jeans escura que ressaltava a bunda gostosa dele. Ele me olhou de cima a baixo e sorriu malicioso. Hmm, meu irmão pensava perversividades sobre mim também, é ? Bom saber.

-Vamos? – Ele disse ainda com o sorriso malicioso no rosto

-Claro!- Devolvi o sorriso

Descemos a escada e Daniel foi direto na mesinha da sala para pegar a chave do carro e minha mãe veio da cozinha com uma cara escrota. A cara dela mesmo.

-Posso saber onde vocês vão ? – Ela perguntou olhando pra mim .

-Não, se fosse da sua conta eu te avisaria.- Respondi e ouvi a risada de Dan.

-O que, Rachel ? Repete.- Ela arqueou as sombracelhas e cruzou os braçou. Antes que eu pagasse de filha rebelde e a respondesse, Dan foi me puxando.

-Vamos logo. – Dan sussurrou no meu ouvido.

Entramos no carro e seguimos em direção a escola. Cruzei minhas pernas e reparei no olhar de Dan sobre elas disfarçadamente . Mas não aconteceu mais nada de ‘’ ó, eu vou me pegar com meu irmão ‘’ durante o trajeto. Chegamos no estacionamento da escola e ele já estava cheio e até tinha alguns jovens bêbados e se pegando por ali. Mas a festa era no ginásio e era para lá que eu estava indo.

-Quero beber, pegar alguém, se importa se eu te deixar sozinha aqui ?- Dan perguntou assim que chegamos no ginásio.

-Não, eu também vou arrumar alguém e algo para beber. Achou mesmo que eu ia ficar aqui só com você ? – Fiz cara de óbvio.

Dan riu e me agarrou, deu uma mordidinha na minha orelha e assim que me largou deu uma piscadela.

Peguei uma bebida para mim e ouvi alguém dizer ‘’oi Rachel’’. Vi que era a menina que falou comigo na sala, cujo o nome já tinha desaparecido da minha memória.

-Oi....- Sorri debochada e saí de perto

Começou a tocar uma música que eu adorava (I found you – The Wanted) e fui para a pista de dança com o meu terceiro copo de cerveja na mão. Eu dançava sem ligar pra quem estava perto de mim. Quando dei por mim estava dançando com um garoto qualquer. Ele era pegável. Mas a minha a necessidade de tomar uma tequila antes de sair com ele, era grande.

Eu já estava limite do álcool e me esfregando em outro garoto ou no mesmo. Não sei. Começou a tocar uma música romântica e o garoto veio me puxar para dançar. Música romântica ? Ah não. Empurrei ele e saí da pista com a minha garrafa já na metade. Sentei em uma cadeira enquanto bebia mais. Vi Nathan alguns metros dali. Ele olhou em minha direção e seus lábios formaram um sorriso malicioso. Ele veio em minha direção e sentou a minha frente.

-Rachel, certo ? – Afirmei com cabeça. – Quer dançar ? – Perguntou e olhou meu corpo.

-Claro !- Exclamei e Nathan logo pegou minha mão.

Estava tocando Alive do Krewella. Começamos a dançar e Nathan me virou de costas e me agarrou. Menino de atitude. Ficamos assim por um bom tempo e ele beijava meu pescoço. Senti suas mãos alisando minha cintura e eu estava amando tudo aquilo. Ele me virou de frente pra ele e me beijou. Um beijo calmo que logo foi aprofundado assim que permiti. Ficamos nessa de beijos e mãos perversas até o fim da música.

-Vamos para outro lugar ? — Ele perguntou ofegante

- Com certeza. – Falei do mesmo jeito.

Ele em puxou pela mão e caminhou até o corredor da escola, onde ele me jogou contra um armário e me beijou de forma agresiva.

O beijo era quente, eu podia ouvir a respiração ofegante dele. Senti sua mãos deslizando pelo meu corpo, por baixo de meu vestido, me alisando até a bunda onde ele fez questão de apertar. Ele me pegou no colo e caminhou ate uma sala. Assim que entramos, ele me pôs sentada em cima de uma mesa, e eu abri minhas pernas pra que ele ficasse mais perto e envolvi meus braços sobre seu pescoço. Me beijou novamente enquanto suas mão ficavam indecisas entre minhas pernas ou minha bunda. Quando o ar faltou, Nathan direcionou seus lábios ao meu pescoço. Ele desabotou a própria blusa e puxou meu vestido até a altura da minha cintura, deixando minha calcinha de renda preta a mostra. Ele voltou a beijar meus lábios e suas mão, por baixo do vestido, foram em direção aos meus seios, mas eu não deixei. Empurrei Nathan até ele ficar em pé. Ele ficou meio confuso com minha atitude.

-Qual é ? Tá com medo ? – Perguntou debochado.

-N-n-não ! – Falei, meio nervosa.

- Acho que está sim ! – Ele respondeu e veio pra cima de mim de novo.

Segurou meus pulsos e me beijou a força. Ele abriu minhas pernas e ficou entre elas. Eu lutava pra me livrar dele e não deixava aprofundar o beijo. Empurrei-o com os pés e levantei, saí em direção a porta, mas ele me puxou pelo braço fazendo-me olhá-lo. Sua expressão era raivosa e aquilo me assutou um pouco.

-Você não vai me deixar aqui e muito menos desse jeito! – Disse apertando meus pulsos.

-Me solta, seu idiota ! – Dei alguns tapas em seu peito, os quais pareciam nem fazer diferença. –

- Ah coitadinha ! Isso são atitudes de virgens ! Você é virgem, Rachel ? – Perguntou, me deixando mais nervosa ainda.

-Não é da sua conta ! – Empurrei-o de novo, conseguindo me soltar e saí correndo para fora da sala.

Eu estava assustada. Ninguém nunca me forçou a nada. Fiquei com raiva dele e mais raiva ainda de mim por ter fugido que nem uma babaca.

Voltei para o ginásio em busca de Dan. Encontrei ele com duas meninas, uma em seu colo e a outra em seu lado o beijando explicitamente. Duas vadias.

-Me leva pra casa ! – Falei olhando para cara de bocó dele.

- Não ! – Respondeu e voltou a beijar a vadia que estava com ele.

Puxei o cabelo da garota, separando-os novamente.

-Eu quero ir agora ! – Falei ainda segurando o cabelo da garota.

- Mas eu não e solta ela. – Falou de forma autoritária

Soltei ela e saí da ali, já estava estressada o suficiente. Fiquei em pé no canto do ginásio. Fiquei olhando os alunos e não alunos dançando freneticamente, até que senti um puxão no meu braço esquerdo o que me fez virar e dar de cara com Nathan. Ele ainda estava com a blusa aberta e com os cabelos bagunçados.

-O que você quer, garoto ? – Perguntei olhando pra ele, tentando não demonstrar o quanto eu estava assustada.

Ele não respondeu nada e me levou para fora da escola, eu não queria gritar. Odiava escândalo.

Nathan me beijou de novo de forma calma, aproveitei e estapeei seu rosto fazendo-o olhar pra mim com raiva e eu corri de novo. Ele veio atrás, mas eu encontrei Dan no meio do caminho, o qual eu agarrei e beijei ali mesmo, ele devolveu o beijo. Mas logo parei e vi que Nathan tinha sumido.

-Agora vamos embora ! – Falei e saí andando em direção ao estacionamento da escola sem olhar pro Dan e sem ao menos explicar o beijo.

-O que foi aquilo, Rachel ? – Daniel perguntou meio abestado.

Eu ri e falei :

-Eu só queria me livrar daquele garoto e você foi o primeiro que apareceu !

-Não sabia que irmão servia pra isso. – disse meio divertido.

-Mas você serve. – sorri debochada.

Fomos pro carro falando sobre qualquer baboseira e ele ainda estava se divertindo pelo fato de eu ter agarrado ele.. No fundo ele gostou.

Chegamos em casa, tirei meus sapatos assim que subias escadas e antes de entrar no meu quarto Dan me puxou e chupou meu pescoço.

-O que foi isso ?- Falei sussurando tentando não gritar.

-Irmãos são pra essas coisa, não é ?- Ele disse arqueando a sombracelha com uma cara perversa.

Rimos. Fui direto pro banho e assim que saí fui pra cama. Amanhã eu teria uma grande ressaca.

Notas finais
Bom, aqui está a segunda parte do primeiro capítulo.
Esperamos que vocês tenham gostado.
Ficamos muito animadas com os reviews, obrigada.
Até o próximo capítulo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.