Seven Devils
13 They can't take you away from me.
Notas iniciais
– Rachel! – Santana chacoalhava sua amiga, enquanto a mesma estava caída no chão. – Rachel, vamos lá. Acorde! – A latina dava tapas de leves no rosto da morena que parecia estar desmaiada por horas.
– Mmm... Me parece que ela não vai acordar tão cedo. – Shelby comentava sentada em sua enorme poltrona, observando sua filha caída no chão.
– Rachel! – Santana agora dava um tapa mais forte em sua amiga que no mesmo instante, abriu seus olhos, confusa, encontrando o olhar preocupada da latina. – Rae.
– Santana? – Rachel sussurrava, pousando sua mão sobre sua testa. – E-eu tive um sonho horrível no qual minha mãe era a... –
– Oh, querida... – Shelby a interrompia, fazendo-a arregalar seus olhos. – Isso não foi um sonho. – Rachel começava a se levantar devagar, sem tirar os olhos de sua mãe.
– Como? – Rachel perguntava confusa. – Você tinha morrido...
– Exatamente. Tinha. – Shelby respondia. – Mas por alguma razão, precisavam de mim. Me trouxeram de volta a vida fazendo com que eu tivesse o triste destino em me tornar uma vampira e perder tudo o que tinha. – Shelby falava calmamente, deixando Santana e Rachel ainda mais confusas.
– Mas como? – Agora era a vez de Santana questioná-la. – Então você se tornou a famosa Queen V? E a propósito, esse nome é tão cafona, Shelby. Você deveria ter pensando em algo melhor. – A latina falava ironicamente, fazendo a vampira rir.
– Oh, Santana, querida. Você continua engraçada. – Shelby balançava sua cabeça. – Acredite, esse foi um dos nomes que me deram. Tenho vários nomes por onde passo.
– Por que você nunca nos procurou? – Rachel perguntava furiosa, ignorando a conversa entre sua mãe e Santana. – Por que você nunca me procurou para dizer que estava viva? – A morena perguntava e podia ver o olhar frio nos olhos de sua mãe.
– Quando me tiraram dos estrondos no qual me deixaram, Phillipe, foi quem me encontrou, me trazendo de volta a vida. – Assim que Shelby citou o nome do vampiro mais poderoso já existente, Santana e Rachel arregalaram os olhos. Phillipe Powell era um dos mais antigos e poderosos vampiros da história. Apenas os antigos caçadores de sombras tiveram o prazer – ou desprazer – de enfrenta-lo há séculos atrás. A Clave o procura há anos, mas o mesmo sabe como se esconder. – Ele me trouxe para morar com ele e me transformou dizendo que me faria uma das vampiras mais poderosas do que um dia já fui sendo uma nephilim. Quando voltei à vida, estava confusa e desesperada por não saber o que tinha acontecido com você, Rachel. Eu queria ir atrás de você e te dizer que estava viva, mas... – Shelby respirava fundo. – Depois que Phillipe me transformou, ele me mostrou que eu não poderia ter mais nada da minha antiga vida, inclusive minha própria filha. Eu teria que te abandonar se quisesse realmente me tornar uma vampira poderosa. – Rachel podia sentir seus olhos encherem de lágrimas e Santana se aproximava, segurando na mão da mesma. – Eu precisei escolher. Foi a decisão mais difícil que já tomei, mas se eu escolhesse ir atrás de você, Phillipe me mataria. Confesso que quando me tornei vampira, depois de um mês aprendi a controlar meus sentimentos, minhas emoções e já não senti sua falta. Você simplesmente deixou de ser minha filha no momento em que decidi que minha vida seria melhor sem ninguém para atrapalhar meu caminho. – Naquele momento, Shelby soava tão friamente, que até mesmo Santana podia sentir por Rachel o quanto aquelas últimas palavras a machucaram. – Ser poderosa requer sacrifícios, Rachel. Hoje sou a vampira mais poderosa depois de Phillipe. Por onde passos vampiros e demônios se curvam aos meus pés e é exatamente isso que me faz feliz. – Shelby soltava uma risada malévola, porém delicada.
Rachel não sabia o que estava sentindo naquele momento. Seu coração despedaçava em milhões de pedaços. Seu peito apertava e sua respiração ficava falhada. Sua mãe escolheu o lado dos malvados ao invés de ficar ao seu lado. Ao lado da filha que por anos sofreu com a morte da mãe. Por anos achou que sua mãe estava morta. Rachel se sentia sozinha, mas Shelby sempre esteve ali. Sempre esteve, mas o que mais a machucava, era que apesar de viva, Shelby nunca mais a quis.
Santana estava furiosa por ver o que Shelby estava fazendo com Rachel, e seu chicote começava a deslizar sobre seu braço. Apesar de estar confusa com toda essa situação, a latina queria matar Shelby. Ela queria arrancar a cabeça da vampira com suas próprias mãos, mas antes que pudesse tomar alguma atitude, Rachel que ainda segurava sua mão, a apertou mostrando que precisava saber mais.
– Você me deixou sozinha! – Rachel dava um passo à frente, olhando furiosa para sua mãe. – Você me fez achar que estava morta. Que nunca mais a veria novamente. Faz ideia do quanto isso é dolorido? Do quanto foi difícil crescer sabendo que sua mãe estava morta e que você estava sozinha? – Rachel agora gritava, mas Shelby mantinha sua posição. Sua cabeça estava erguida e seu olhar continuava frio. – Como você pôde?
– Sozinha? Soube que os Berry logo em seguida te adotaram, querida. Tenho certeza que não foi tão difícil assim viver sem mim. Afinal, você ganhou uma família novamente. – Shelby revirava os olhos.
Enquanto Rachel e Shelby discutiam, Santana se perguntava do porque tinham tantos demônios naquele lugar. Ela já sabia que Shelby era uma vampira poderosa, mas não entendia como era possível vampiros e demônios estarem juntos.
– Você não passa de uma vadia fria. – Santana as interrompiam, fazendo Shelby olhá-la. – Parabéns, Shelby. Espero que esteja feliz com sua nova vida. Sem filha alguma para criar ou ninguém para entrar no seu caminho. – A latina gesticulava furiosa. – Agora uma coisa que não entendo. Como é possível vampiros e demônios estarem assim tão amiguinhos? Porque eu sei que foi você que os mandou atrás de nós. – Santana gritava, mas Shelby continuava fria.
– Às vezes me pergunto como você, Santana Lopez pode ser considerada a nephilim mais inteligente desse século. – Shelby ironizava. – Você é surda ou o que? Não me ouviu dizer que Phillipe é o mentor por trás de todos nós? Vampiros e demônios? Ele pode controlar quem e o que quiser trazendo diretamente do inferno para esse mundinho medíocre que chamamos de terra. – Santana franzia o cenho, sem entender o que Shelby se referia. – Ele tem algo no qual os caçadores de sombras procuram a muitos, muitos anos. A espada de Javier, tolinha. – Agora Santana e Rachel paralisavam. Elas sabiam da espada de Javier, mas nunca imaginou que estivesse nas mãos de Phillipe. A espada que pode unir o inferno com a terra. Que faz com que a quem possua, tenha controle do submundo e todas as criaturas malignas do mesmo.
– Como ele...?
– Conseguiu? Oh, essa é uma longa história, na qual eu não estou com humor para conta-la nesse momento.
– Impossível. Essa espada estava escondida...
– Mas não tão escondida como vocês imaginavam. – Shelby respondia, deixando as duas caçadores de sombras pensativas a sua frente.
– E para que você mantinha Frannie viva? – Santana perguntava, se lembrando de algo que começava a lhe perturbar. – Ela é uma simples mundana e...
– Quanto a isso... – Shelby a interrompia. – Meus vampiros são uns idiotas. O acordo era que me trouxessem Quinn, mas me trouxeram a garota a errada. – Assim que Shelby citou o nome de Quinn, Santana sentiu seu estomago revirar de imaginar do porque eles a queriam. – Ela é especial. Não queria que ela fosse transformada em vampira dessa maneira. Nós a criaríamos como nossa e depois eu mesma faria questão de transformá-la quando estivesse pronta. – Shelby comentava, mas Santana ficava ainda mais furiosa e confusa.
– O que raios você está falando? – A latina dava um passo para frente, mas Shelby levantou seu dedo, pedindo que ela parasse. – Russel Fabray, me prometeu Quinn há anos atrás. Ele fez uma promessa no qual nos daria a garota quando a mesma completasse dezoito anos. Eu e Phillipe a criaríamos como nossa e mostraríamos o quão especial e poderosa ela é. Acredite, Santana, Quinn nasceu com um dom especial. Ela foi uma criança especial no qual desde quando nasceu e abriu seus olhos pela primeira vez, podia ver criaturas e pessoas do submundo. – Santana estava tão surpresa com o que estava ouvindo, que sequer conseguia se mexer. – Russel descobriu isso quando a pegou brincando com uma pequena fada em seu quintal que pulava entre as flores. Imediatamente ele a levou para um feiticeiro que a cada dois anos, apagava toda sua memória não a deixando se lembrar do que conseguia ou podia ver. Oh, e a proposito, o feiticeiro era pai de um dos seus amigos, Mike. – Santana arregalava os olhos, ainda mais surpresa. Se Russel sabia que Quinn podia ver as criaturas do submundo, então ele era diferente.
– Russel era mundano. Como ele saberia se Quinn estava ou não brincando com uma fada ou vendo criaturas do submundo? Isso é ridículo. – Rachel protestava.
– Oh não, querida. Russel não era um homem qualquer. Quando jovem, também foi um de nós. Para segurança da sua própria família, Russel se casou com uma mundana que lhe deu uma filha normal como primogênita, mas a segunda? Bom, Quinn Fabray nasceu para se tornar especial. Ela tinha o dom para ser uma criatura do submundo, uma caçadora de sombras ou então...
– Uma vampira. – Santana sussurrava.
– Ela poderia escolher quando completasse dezoito anos. – Shelby continuava. – Phillipe os encontrou tentando fugir da França enquanto Quinn ainda era criança, mas logo fez Russel criar um pacto no qual lhe daria sua caçula para que a mesma se tornasse uma vampira poderosa. Lucy é metade mundana, metade nephilim, mas ela tinha dentro de si o poder único de decidir para qual lutaria. Seu sangue é puro. Ela se tornou uma vampira completa. Só preciso que vocês me entreguem a para que junto de Phillipe possamos cria-la e transformá-la na vampira que ela está destinada a ser. – Shelby pela primeira vez abria um sorriso, mas Santana e Rachel estavam em choque para dizer ou fazer algo.
A cabeça de Santana girava sem parar. Como ela nunca ouviu falar de Russel Fabray antes? A Clave nunca lhes contou nada sobre o mesmo e aquilo tera novo demais para processar de uma vez só. Quinn poderia ter se tornado uma caçadora de sombras como Santana. Se ela é tão especial como Shelby diz, Quinn sem dúvidas teria sido uma ótima caçadora de sombras, mas os vampiros tiraram essa oportunidade a transformando em algo escuro... Não, Santana. Você viu a sinceridade e a inocência nos olhos de Quinn. Ela jamais se tornaria alguém como Shelby, Camille ou Phillipe. Quinn tem um bom coração. Ela é diferente, e não vou deixar que esses vampiros se aproximem dela. Santana pensou sentindo seu coração disparando. Ela não podia e não iria perder Quinn para essas sanguessugas. Santana faria o possível para protegê-la, mesmo sabendo que enfrentar Phillipe, causaria uma guerra entre seus mundos.
– Bom, Shelby, sinto em lhe informar, mas você ou Phillipe, ou qualquer um da sua trupe de vampiros, nunca vão colocar a mão em Quinn. – Santana respirava fundo, deixando seu chicote bater contra o chão. – Quinn está longe de ser igual a você. Ela é generosa, inteligente, linda, cuidadosa, sincera e aqueles olhos... Falam muito mais do que você imagina. Eles mostram o quão inocente e bondosa Quinn Fabray é, e não vou deixar que nenhum de vocês se aproximem dela. – Santana falava autoritária e Shelby apenas a olhava.
– Ora, ora, parece que alguém aqui está apaixonada por uma vampira. – Shelby sorria, provocando Santana, mas a mesma a ignorava. – É cansativa lidar com jovens caçadores de sombras, então para nos poupar tempo, sugiro que vocês nos entregue a Quinn, e ninguém morre. – Shelby continuava sorrindo, mas agora quem ria alto, era Santana.
– Não Shelby. É cansativo lidar com vampiras estupidas que acham que podem passar facilmente por nós. Fique sabendo que não te entregarei Quinn Fabray, e se você se aproximar dela, eu juro que te mato. Arranco a cabeça de qualquer vampiro ou demônio que ousar se aproximar dela. – Santana falava firme, fazendo seu chicote brilhar e naquele momento, todos sabiam onde o mesmo seria lançado.
– Se quer ir pelo caminho mais difícil, a escolha é sua. – Foi à última coisa em que Shelby disse antes de desaparecer, deixando o chicote de Santana acertar sua poltrona.
– Argh! – Santana gritava frustrada, batendo seu chicote no chão.
– Wow... Então a Quinn é muito mais poderosa do que imaginamos. – Rachel comentava suavemente.
– Pois é. E tenho certeza que nem ela ou Frannie sabem sobre isso. Nós precisamos mantê-las a salvo, Rachel. Shelby e Phillipe não podem se aproximar de Quinn. – Santana deixava seu chicote enrolar novamente em seu braço, enquanto Rachel pegava suas coisas do chão. – Nós precisamos contar a elas e aos outros.
– A clave também precisa saber disso. – Agora as duas saíam rapidamente de dentro do túnel, seguindo para a passagem de onde vieram. – Eu sei que você talvez não acha uma boa ideia, mas Shelby e Phillipe podem começar uma guerra. Não estamos preparados para isso.
– Eu sei. – Santana respirava fundo. Ela odiava envolver a Clave em suas coisas, mas sabia que Rachel tinha razão. Phillipe poderia começar uma guerra para alcançar Quinn, e todos eles precisavam de ajuda. – Nós vamos avisá-los. – A latina sussurrou e agora, as duas corriam para voltarem à mansão.
Santana tinha tantas perguntas para Quinn e Mike. Até mesmo para si mesmo. Ela estava tão confusa e mesmo não querendo, precisaria conversar com os presidentes da Clave assim que descobrisse exatamente o que acontecia com os Fabray. Afinal, a Clave aparentemente eram os únicos que tinham conhecimento sobre a vida de Russel e sua família. Céus, Santana estava tão confusa e com medo. Ela não podia deixar que Shelby e Phillipe aproximassem de Quinn. Santana não podia perder Quinn.
Xxxx
– Noah? – Santana abria a porta da biblioteca, andando as pressas até sua sala. – Quinn? – A latina encontrava Puck, Jake, Marley, Quinn e Frannie sentados no sofá rindo. Quinn estava segurando na mão de sua irmã, mas assim que viu Santana, a mesma se levantou rapidamente, soltando Frannie, e passando seus braços em volta do pescoço da latina, lhe abraçando com força, enquanto Santana correspondia, com seus braços em volta da cintura de Quinn.
– San! – Quinn sussurrava.
– Céus, Quinn, fico tão aliviada em saber que você está bem. – Santana abraçava Quinn com força, levando suas mãos para o cabelo da loira, se afastando para olhá-la. – Tiveram algum problema para passar no portal? Chegaram bem? – A latina perguntava, olhando nos olhos de Quinn.
– Mhm, nós conseguimos chegar sem sofrermos nenhum arranhão ou nos mandarem para outro lugar. – Quinn sorria suavemente, e Santana sentia seu peito relaxar.
– Santana? – Frannie, a irmã de Quinn, se levantava do sofá, se aproximando da latina.
– Frannie? – Santana se colocava ao lado de Quinn. – Como você?
– Mike. – Noah respondia. – Mike nos ajudou. – Santana assentiu, voltando sua atenção para Frannie.
– É um prazer conhece-la. Quinn estava falando de você. – Frannie sorria. – Eu... Mmm, queria agradecer por ter ajudado minha irmã a me encontrar. Obrigada a todos vocês por tudo o que fizeram. Serei eternamente grata. Obrigada também por terem cuidado da minha irmã.
– Você não precisa agradecer. – Santana sorria e por um momento, se perguntou se Frannie já sabia o que sua irmã tinha se tornado.
– Noah me contou quem são vocês e o que fazem no nosso mundo e... Ele também me contou o que aconteceu com Quinn. – Frannie sussurrava a última frase, e Quinn desviava seu olhar para o chão.
– Mmm... Não deve ser fácil descobrir que sua irmã caçula acaba de virar uma vampira, huh? – Santana tentava brincar, mas Frannie apenas assentiu. – Não se preocupe, nós vamos cuidar de vocês. Inclusive. – Santana agora olhava para seus amigos. – Precisamos conversar. Puck, preciso que você chame Mike de volta. Você não faz ideia de quem encontramos lá embaixo. – Santana balançou a cabeça, se aproximando de seus amigos.
– O que aconteceu? – Marley perguntava.
– Nós... – Rachel falava suavemente. – Nós encontramos a famosa Queen V. Descobrimos que ela se tornou uma das vampiras mais poderosas depois de Phillipe.
– Phillipe? – Jake e Puck falavam juntos.
– Pois é. E você não vai acreditar quem ela é. – Santana se aproximava do mini bar em sua sala, colocando para si um copo com whisky.
– Quem? – Puck perguntava confuso, e Quinn e Frannie estavam próximas dos outros, ouvindo atentas tudo o que falavam.
– Shelby. – Rachel respondia, desviando seu olhar para o chão. – Shelby Corcoran.
– O que? – Noah, Jake e Marley praticamente gritavam.
– Oh! – Marley sussurrava.
– Rach... – Jake falava carinhoso.
– Puta que pariu! Shelby? Sua mãe? – Puck falava em choque. – Wow... Como isso aconteceu? Ela estava morta...
– Mas Phillipe a encontrou e a trouxe de volta a vida como uma vampira. – Santana respondia. – Mas essa é uma história para depois. Agora nós temos um assunto muito, mas muito importante para falarmos. – A latina olhava intensamente na direção de Quinn, fazendo a loira olhá-la confusa.
– O que houve, Tana? – Quinn perguntava.
– É melhor vocês sentarem. – Santana apontava em direção ao sofá, pedindo que todos se sentassem enquanto ficava entre os dois sofás.
– Santana, o que houve? – Jake perguntava.
Santana e Rachel se olharam, e agora a latina começava a contar tudo o que tinha acontecido quando encontraram Shelby. Rachel contou sobre o porque sua mãe nunca a procurou e logo Santana começava a entrar o assunto sobre a família de Quinn.
Enquanto ouvia tudo o que Santana lhe falava, Quinn e Frannie estavam em choque. Ambas pareciam estar tão surpresas quanto Santana e Rachel quando souberam da verdade. Quinn sentia como se não conhecesse seus pais. Como se tudo o que viveu com ambos fosse tudo mentira, já que seu pai era um antigo – aposentado – caçador de sombras e que a mesma tinha grandes chances de ter se tornado uma.
Quinn não conseguia acreditar em tudo aquilo. Tantas coisas passavam por sua cabeça, que ela sequer conseguia processar o que ouvia. Pensar que podia ter se tornado uma caçadora como Santana fazia seu peito acelerar. Imaginar que talvez, ambas poderiam ter se conhecido de uma forma diferente, no qual não seria tão complicado o relacionamento delas. Mas Fabray sentia raiva. Raiva por Shelby ter chegado na frente e a transformado em uma vampira. Em uma criatura da noite.
Isso tudo era perturbador e ao ouvir sobre os planos de Shelby e Phillipe para consigo, Quinn podia sentir a mão de Frannie apertando a sua, enquanto sentia medo ao se imaginar nas mãos de Phillipe. Imaginar do que os dois fariam com ela, caso a pegassem. Tudo era tão novo, confuso e assustador que Quinn pareceu ter entrado em choque com toda a história.
Assim que Santana terminou, Mike estava parado próximo a pilastra na sala, enquanto Quinn sentia seus olhos encherem de lágrimas, encarando suas próprias mãos. Jake, Marley e Puck, ainda processavam o que tinham acabado de ouvir e estavam em silêncio. Frannie foi à única quem resolveu se pronunciar.
– E se esse Phillipe se aproximar da Quinn? – Frannie perguntava preocupada.
– Não se preocupe. Phillipe, Shelby ou nenhum desses vampiros irão se aproximar de Quinn. – Santana respondia, tentando soar sincera. – Nós vamos protege-las.
– Wow... – Puck saia de seu transe, olhando para Quinn. – San, você sabe do que Phillipe é capaz, não sabe?
– Sei. E é exatamente por isso que vou comunicar a Clave. – Santana olhava para seus amigos. – Ele está com a espada de Javier, Puck. Phillipe pode ter ajuda de qualquer criatura das trevas que ele quiser. Até mesmo do demônio mais poderoso.
– Mercedes precisa saber disso. – Marley comentava. – Nós precisamos avisar todos os lobos da região para lhes ajudar. Acho que vocês vão precisar de muita ajuda, San.
– Obrigada, Marley. – A latina respondia. – Por favor, avise Mercedes e peça para ela pedir ajuda. Preciso que ela e todos os alfas estejam aqui no momento em que a Clave chegar. Precisamos mostra-los que não estamos sozinhos e que se Phillipe criar uma guerra estaremos preparados. – Marley assentia.
– Está bem. Nós vamos até lá e peço que ela mesma entre em contato com você. – Marley se levantava, segurando na mão de Jake.
– Obrigada. – E assim os dois lobos saíram rapidamente a procura de Mercedes.
– Ora, ora... – Mike pela primeira vez, faziam todos perceberem que ela estava lá. – Então vocês finalmente descobriram o segredo dos Fabray? Achei que demoraria mais alguns meses talvez.
– Por que você nunca nos contou? – Rachel perguntava irritada.
– E o que eu ganharia com isso? E também, eu sabia que Santana descobriria tudo. – Mike gesticulava se sentando no sofá ao lado de Puck.
– Foi o seu pai quem enfeitiçava minha irmã? – Frannie perguntava, enquanto Quinn ainda continuava em choque, olhando apenas para Mike.
– Sim. Seu pai e meu pai eram grandes amigos. – Mike respondia dando de ombros.
– Cara... Isso é... Phew... A Clave vai ficar louca com essa notícia. – Puck passava a mão por sua testa, preocupado.
– A Clave não vai deixar de ajuda-los. – Mike comentava.
– Espero que sim. – Santana respondia e olhava preocupada para Quinn. A loira parecia estar em choque e a latina não sabia o que fazer. – Quinn? – Santana falava suavemente. – Hey... – Quinn olhava em direção a Santana, ficando em silêncio por mais alguns segundos, antes de falar.
– San, e-eu... O que pode acontecer se Phillipe não conseguir o que tanto quer? – A loira perguntava suavemente.
– Ele sem dúvidas começaria uma guerra. – Santana respondia. – Quinn, pelo o que eu entendi, você é muito mais poderosa do que imaginávamos. É por isso que precisamos da ajuda da Clave. Eles vão nos ajudar e saberemos o que fazer. – Fabray assentia cuidadosamente, mas sua mente continuava girando. Ela ainda não acreditava que pudesse ser tão poderosa, afinal, ela sequer sabe usar seus poderes, impossível ela ser tão poderosa como falam.
– Uma guerra? San, isso poderia matar vocês. Matar seus amigos... – Quinn falava rapidamente. – E-eu não posso deixar isso acontecer. É melhor talvez se eu me encontrar com esse Phillipe e. –
– Quinn! – Santana a interrompia furiosa, se aproximando da loira e se sentando ao seu lado. – Olha pra mim. – A latina pousava uma de suas mãos sobre o rosto de Quinn, e agora uma olhava intensamente nos olhos da outra. – Você não faz ideia do que Phillipe é capaz. Se ele e Shelby colocarem as mãos em você, vão te transformar em uma pessoa terrível. Todos sentiriam medo de você, Quinn. Eles te transformariam na pessoa mais obscura da face da terra. Você sentiria ódio de tudo e todos. Seu prazer seria apenas matar. Você mataria sua irmã sem sentir remorso algum. – Santana falava cuidadosamente e Quinn começava a chorar. – Eu não posso deixar que eles a transforme em algo que você não é, Q. – A latina acariciava sua bochecha, secando suas lágrimas. – Você é cuidadosa, linda, inteligente, apaixonada por sua família, é adorável, inocente. Não vou deixar que Phillipe ou Shelby tire o que você realmente é. Não vou deixar que nada te aconteça. – Santana se aproximava depositando um beijo contra a testa de Quinn.
– Eu estou com medo, San. – Quinn sussurrava.
– Vou cuidar de você. Ninguém vai te tirar daqui, Quinn. Ninguém. – Santana passava seus polegares pelas bochechas de Quinn, tentando secar suas lágrimas, enquanto a vampira olhava intensamente em seus olhos. – Vou cuidar de você. – A latina sussurrou novamente, depositando outro beijo contra a testa de Quinn.
– Nós vamos cuidar de você também, Frannie. – Puck se intrometia ao ver o quão tensa a irmã de Quinn estava. O rapaz era carinhoso e sorria simpático, tentando acalmá-la. – Não vamos deixar que ninguém se aproxime de você novamente.
– Obrigada, Noah. – Frannie assentia e como Quinn, sua cabeça girava com a história de que seu pai um dia foi um caçador de sombras.
Mike não sabia da história completa da amizade de seu pai com Russel Fabray, mas tudo o que sabia contou para os caçadores de sombra e para Quinn e Frannie. As duas ficavam cada vez mais surpresas em saber que sua mãe Judy, também já foi vitima de um blackout na memória quando Quinn lhe contou sobre a fada que lhe visitava todas as noites.
O feiticeiro perguntou se Quinn queria suas memórias de volta, mas a vampira hesitou. Ela não estava pronta para aquilo ainda. Seu cérebro ainda processava tudo o que tinha descoberto sobre sua família e doía por saber que seu pai tinha lhes escondido algo desse porte. Algo que mudaria sua vida para sempre. Quinn estava tão cansada mentalmente, que preferiu deixar que suas memórias voltassem no momento certo. Agora, naquele momento, ela se sentia exausta emocionalmente e precisava descansar.
Quinn se levantou alegando que precisava de um banho para relaxar e saiu da sala deixando sua irmã e os três caçadores de sombras com Mike. Não demorou para que o feiticeiro desaparecesse, fazendo Rachel revirar os olhos.
– Isso é tão complicado e difícil. – Rachel se levantava. – E-eu realmente preciso de um tempo sozinha, Ainda não tive meu momento para processar tudo o que aconteceu hoje.
– Hey Rach... – Santana a chamava. – Se você precisar vou estar bem aqui.
– Eu sei. Obrigada, San, mas realmente preciso ficar sozinha. – A morena sorriu suavemente, antes de subir as escadas para seu quarto.
– Frannie, você pode ficar no quarto com a Quinn, ou então... No quarto ao lado do de Puck. – Santana falava suavemente. – Tem algumas das suas roupas com Quinn. Ela as trouxe quando fomos até sua casa. Fique a vontade se quiser comer ou tomar banho.
– Obrigada, Santana. – Frannie respondia. – Sério, obrigada por tudo. Não sei se eu estaria viva se não fosse por vocês.
– Você não precisa agradecer, Frannie. – Puck respondia. – Nós estamos aqui para protegê-las, e depois do que descobrimos, não vamos mais deixa-las sozinhas. – Enquanto Puck falava, Santana percebia o modo como seu amigo olhava para Frannie. Ela conhecia aquele olhar e sabia que sem dúvidas alguma coisa sairia daqueles dois.
– Amanhã falaremos com a Clave. Preciso de um banho e descansar. Sei que a notícia de hoje não foi uma das melhores, mas é bom você descansar também, Frannie. Boa noite. – Santana se levantava, despedindo dos dois que ficavam sozinhos na sala.
Enquanto andava em direção ao seu quarto, Santana não conseguia parar de pensar em Quinn. A latina estava preocupada e faria o que estivesse em seu alcance para deixar Phillipe e Shelby longes de Quinn.
Xxxx
Após tomar banho, Santana estava com seu lingerie vermelho, passando a toalha sobre seu pescoço soltando seu cabelo. A latina estava exausta e sabia o quanto precisava dormir, mas assim que levou sua toalha de volta para seu banheiro, a porta de seu quarto se abria suavemente. O relógio marcava quase uma hora da manhã e Santana imaginava que talvez todos já estivessem em seus devidos quartos. Talvez fosse Rachel precisando dela. Puck jamais entraria em seu quarto sem bater, mas para sua surpresa, assim que Santana voltou para seu quarto, Quinn estava parada encostada em sua porta fechada.
A vampira estava com seus olhos vermelhos e inchados, mas continuava linda. Quinn estava usando um curto short branco de lycra, com uma blusinha cinza caída em um dos seus ombros o deixando a mostra. Assim que viu Santana apenas de lingerie, seu coração parou. Quinn podia sentir as borboletas agitadas em seu estômago a fazendo prender sua respiração. O perfume doce e sexy de Santana a fazia se perder completamente naquele momento.
– Quinn? – Santana falava carinhosa, se aproximando da loira, sem se preocupar sequer em se vestir. Seus olhos percorriam o corpo de Quinn, fazendo-a se perder por alguns segundos, antes de ficar a poucos centímetros de distancia de Fabray.
– San, por favor, não o deixe chegar perto de mim. – Quinn falava sussurrando, começando a chorar e logo Santana pousava suas mãos sobre o rosto da mesma, se aproximando ainda mais. – Por favor.
– Ninguém vai te tirar daqui. – Santana sussurrava. – Ninguém vai chegar perto de você, Q. – A latina falava carinhosa, fazendo Quinn olhá-la. – Ninguém vai te tirar de mim, está bem? Eu prometo. – Santana passava a ponta dos seus dedos sobre o rosto de Quinn, e naquele momento, seus olhos se encontravam. As duas se olhavam intensamente, enquanto Quinn sentia seu peito disparando com o toque quente da latina sobre sua pele. Seu coração parecia que saltaria a qualquer momento de seu peito e antes que pudessem dizer qualquer coisa, os lábios de Santana pressionavam contra os seus.
A latina levou uma de suas mãos para a nuca de Quinn, prendendo algumas mechas da loira entre seus dedos, enquanto seus lábios estavam pressionados aos da mesma sentindo o gosto delicioso a fazendo querer mais.
Santana abria sua boca lentamente, percebendo que Quinn fazia o mesmo lhe dando permissão para continuar. A latina inclinava sua cabeça para o lado oposto, deixando que sua língua fosse de encontro ao da vampira iniciando um beijo suave, porém carinhoso e ao mesmo tempo ambas podiam sentir o quanto pediam por aquilo.
Quinn passou seus braços por debaixo dos de Santana, deslizando seus dedos sobre as costas da latina, fazendo o corpo da mesma pressionar contra o seu, lhe deixando pressionada ainda mais contra a porta. A vampira podia sentir o quão faminta estava por Santana, aumentando assim a intensidade do beijo.
Santana deslizava suas mãos pela lateral do corpo de Quinn, apertando com força seus dedos sobre o quadril da mesma e com um simples impulso, Santana levantou Fabray, fazendo-a passar suas pernas automaticamente em volta da cintura da latina, e Santana caminhava devagar até a cama, onde deitou o corpo de Quinn lentamente sobre seu colchão, sem deixar que seu corpo saísse da posição em que estava ao se deitar por cima de Quinn. Santana passou seus dedos sobre a testa da vampira carinhosamente, olhando nos olhos da mesma por alguns segundos para ter certeza que era exatamente isso o que Quinn estava querendo.
– Quinn... – Santana sussurrava, deslizando sua mão pelo pescoço de Quinn.
– Eu quero você, Santana. – Quinn falava baixo aproximando seus lábios novamente aos da latina. – Por favor, eu quero você, San. – A vampira deslizava suas mãos pelas costas da latina, enquanto sentia seu corpo se arrepiando com cada toque e palavra de Quinn.
Sem dizer nada, Santana iniciava novamente um beijo intenso, continuando a deslizar sua mão pelo corpo da mesma até encaixar por dentro de sua blusa, dedilhando seus dedos pela pele macia da vampira alcançando um de seus seios e ouvindo um gemido de Quinn entre o beijo lhe incentivando para o seu próximo movimento.
Quinn sentia seu corpo esquentando de desejo por Santana. Suas unhas passam fortemente pela pele da latina fazendo-a soltar um grunhido entre os dentes com a dor gostosa que começava a sentir.
Santana deslizava seus lábios pelo queixo de Quinn, até o pescoço da mesma, onde começava a chupá-lo suavemente, intercalando com beijos suaves, fazendo a vampira fechar seus olhos quando Santana atinge seu ponto lhe deixando mais excitada. Seu corpo parecia não responder por si só e Quinn fechava seus olhos com força, sentindo suas presas começarem a sair e o cheiro forte do sangue doce da latina invadia todo seu corpo.
– Mmm... Santana! – Quinn deslizava sua mão para o sutiã de Santana, o soltando e o tirando lentamente com a ponta de seus dedos e assim que Santana se afastou para ajuda-la, a latina a olhou intensamente, encontrando agora os olhos de Quinn com uma cor intensa e forte do que seu castanho-esverdeado.
– Quinn... – Santana sussurrava, sorrindo suavemente. – Seus olhos...
– Seu perfume. – Quinn mordia o canto do seu lábio inferior e sem tirar os olhos de Santana, puxava sua blusa para cima, a jogando para fora da cama.
Santana olhava, admirando a beleza de Quinn. Desde seu rosto angelical, até seu corpo delicado e irresistível. A latina observava os seios de Quinn delicadamente, pousando sua mão entre os mesmo, começando a deslizar a ponta de seus dedos carinhosamente sobre a pele fria e macia da vampira, se inclinando, depositando beijos suaves por onde sua mão passava, até chegar ao short em que Quinn usava, começando a tirá-lo e jogá-lo para seu lado. A caçadora de sombra levava seus lábios para uma das coxas de Quinn, mordendo suavemente, enquanto a vampira fechava seus olhos, sentindo o calor entre suas pernas de desejo por Santana.
Quinn deslizava sua mão por sua barriga, apertando seus dedos contra sua pele, enquanto empinava seu quadril praticamente implorando que Santana fosse mais a fundo. Seus desejos estavam incontroláveis e Quinn sabia que precisava manter a calma, ou então, ela acabaria causando um desastre.
A mão de Santana arranhava suas coxas a fazendo soltar um gemido baixo, no qual incentivava a latina ir para seu próximo passo.
Santana encaixou seus dedos na lateral da calcinha de Quinn, puxando a mesma para baixo, enquanto seus olhos observavam a vampira. Santana nunca tinha se sentindo daquela forma antes e mesmo que aquilo fosse errado, naquele momento tudo soava certo. Seu coração a fazia reagir daquela forma e ela nunca imaginou que seu desejo por Quinn era tão intenso.
Logo Quinn estava completamente nua deitada na cama de Santana. A vampira abria seus olhos, encontrando Santana ajoelhada entre suas pernas, dedilhando seus dedos sobre suas coxas carinhosamente. O olhar que Santana tinha sobre seu corpo, o modo como ela a tocava, era como se a mesma estivesse lhe idolatrando.
Com um impulso, Quinn se sentou na cama, sem sair da posição em que estava, pousando suas mãos sobre a calcinha da latina e conforme a tirava, trazia Santana para se deitar novamente por cima de seu corpo. A sensação era diferente de todas que já sentiu. Quinn sabia o quanto seu corpo não era mais tão quente, e podia sentir como se corpo da caçadora de sombras estivesse em chamas. A vampira podia ouvir seu coração e sabia que Santana também estava à espera daquilo.
– Você é tão linda, San... – Quinn sussurrava, levando uma de suas mãos para o rosto da latina, colocando uma mecha de seu cabelo escuro para trás da orelha.
– Seus olhos... – Santana sussurrava, deslizando sua mão para os lábios de Quinn. – Eles estão... Intensos. – A latina acariciava o lábio inferior da mesma com seu polegar.
– Eu quero você. – Quinn aproximava seus lábios aos de Santana. – Eu preciso de você, Santana. – Seu pé começava a roçar pelo o de Santana, e agora, ambas começavam a se beijar enquanto a mão da latina deslizava pela lateral do corpo de Quinn, pressionando seu quadril sobre o da mesma o movimentando suavemente.
Ambas gemiam uma contra o lábio da outra, fazendo Santana se excitar ainda mais. Sua mão alcançava a coxa de Quinn novamente, arranhando com força contra a pele da vampira, e levantando a mesma, antes de deslizar sua mão para o centro de Quinn, e assim que os dedos de Santana encontraram seu clitóris, Quinn levantou seu quadril, mordendo o lábio inferior da latina.
– Mmmm... – Quinn depositava selinhos seguidos contra os lábios de Santana, pousando uma de suas mãos na nuca da mesma, deixando que suas testas se encostassem. – Por favor, San... – A vampira estava com seu corpo contraído esperando os próximos movimentos da latina.
Santana estava adorando aquilo. Ver Quinn implorando por seu toque lhe excitava. Seus dedos podiam sentir o quão molhada a vampira já estava a sua espera. Apesar de tudo estar gostoso, Santana tentava não se preocupar com tudo o que aconteceu naquela noite, deixando que sua mente e seu corpo apenas vivesse o momento em que estava com Quinn. Afinal, isso era algo prazeroso, que fazia seu corpo reagir como nunca reagiu antes.
Seus dedos começavam a massagear o clitóris de Quinn lentamente, deslizando para cima e para baixo, antes de circular em um único ponto próximo a entrada da vampira. A mesma soltava gemidos baixo, apertando seus dedos contra a nuca da latina, enquanto movimentava seu quadril contra a mão de Santana pedindo por mais.
A vampira sentia não só o prazer com os movimentos de Santana, como também podia sentir seu corpo descontrolar. Sua boca começava a ficar seca e o cheiro de sangue que sentia a fazia se excitar ainda mais. O sangue de Santana tinha um cheiro doce e delicioso que descia por sua garganta. Quinn passava sua língua por suas presas e podia ouvir a veia da latina pulsando em seu pescoço. Seus olhos estavam fixos aos da caçadora de sombras e seus gemidos aumentavam enquanto os dedos da latina intensificava o ritmo encaixando um dos, dentro de Quinn, a fazendo abrir suas pernas ainda mais.
– Céus Quinn, você está tão apertada. – Santana comentava com sua voz rouca e sexy, fazendo Quinn gemer ainda mais com o dedo da latina estocando dentro dela.
– Santana... – Quinn falava entre seus gemidos.
O modo como Quinn se contraia por baixo de seu corpo e os seus gemidos sexys faziam Santana se excitar ainda mais. O calor entre suas pernas era evidente e Santana não só queria senti-la como também prova-la.
Sem tirar os olhos de Quinn, Santana começou a deslizar para baixo, passando sua língua em volta de um dos mamilos da vampira, começando a chupá-lo com força, sentindo a mão da mesma sobre o seu cabelo e os gemidos de Quinn pareciam aumentar. Santana continuava deslizando até chegar onde queria. A latina sorriu maliciosa para a loira que assentia rapidamente lhe dando permissão. Santana tirou seu dedo de dentro de Quinn, levando seus lábios para o clitóris da mesma e loira inclinava sua cabeça para trás, deixando seu corpo empinar contra o colchão.
Sua língua começava a descer e subir pelo clitóris de Quinn sentindo o gosto delicioso da mesma. Santana adorava provocar e sua língua passava pela entrada da mesma começando a chupá-la lentamente enquanto os gemidos de Quinn a deixava mais louca.
– Mmm... Santana! – Quinn fechava seus olhos, apertando seus dedos contra o cabelo da latina e sua outra mão cravava com força sobre o lençol. – Céus... M-mais. – A vampira pedia, enquanto seu corpo começava a tremer. Suas presas pareciam queimar e seus olhos ardiam com o calor que sentia.
Não demorou para a língua de Santana começar a estocar dentro da vampira causando na mesma um enorme frisson que a fazia arquear seu quadril a pedir por mais. A língua da Santana parecia fazer mágica dentro de Quinn, e a mesma não sabia quanto tempo aguentaria. Suas emoções estavam ao dobro e ela sentia como se fosse atingir seu orgasmo a qualquer momento.
Santana a chupava com força, agora substituindo sua língua por seus dedos novamente, encaixando dois deles dentro de Quinn que movimentava seu quadril e Santana estocava seus dedos rapidamente, sentindo as paredes da vampira se contraindo.
– Oh céus, San! – Quinn gritava entre seus gemidos. – E-eu estou quase lá. – A latina continuava no mesmo ritmo, passando sua língua no ponto de Quinn, o chupando com força, enquanto a vampira sentia todo seu corpo tenso, suas pernas se contraiam e não demorou para que Quinn atingisse o melhor orgasmo que já teve em toda sua vida. – Santana! – A vampira inclinava sua cabeça para trás, apertando seus dedos contra o lençol com força, sentindo seu corpo tremendo.
A caçadora de sombras tirava seu dedo de dentro de Quinn, passando sua língua por todo o centro da mesma, sentindo o gosto delicioso contra sua língua.
– Você é tão gostosa, Quinn. – Santana pousava suas mãos na cama ao lado do corpo de Quinn, subindo seu corpo encontrando os lábios da mesma, depositando um selinho demorado.
– Céus, não sei se tenho condições para me mexer agora. – Quinn falava ofegante, pousando suas duas mãos contra as bochechas da latina, a fazendo rir baixo.
As duas se olhavam por alguns segundos e ambas podiam ver que sentiam a mesma coisa. Santana estava criando um sentimento por Quinn, no qual não sabia explicar ao certo se era amor ou apenas afeição. Talvez Shelby estivesse certa, Santana poderia estar apaixonada por Quinn. Apaixonada por uma vampira no qual a Clave nunca aceitaria. Já Quinn, podia sentir seu coração apertando. Todo esse tempo com os cuidados e carinho de Santana, a vampira se apaixonou. Seus sentimentos e emoções poderiam estar lhe confundindo, mas depois do que tinha acabado de acontecer, Quinn tinha certeza que estava apaixonada por uma nephilim. Ambas sabiam que não seria fácil, mas Santana protegeria Quinn. Nem que para isso, precisasse criar uma guerra contra Phillipe.
– Você é linda, Quinn. Não vou deixar que ninguém a tire de mim. – Santana falava carinhosa, olhando nos olhos da vampira, antes de beijá-la novamente.
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