Notas iniciais
Oieeeeee, falei que logo atualizaria essa fanfic e aqui estou. Espero que gostem do novo capítulo. Aproveitem xxx

Santana estava com sua cabeça apoiada em sua mão, enquanto observava a figura angelical dormindo ao seu lado.

Depois da noite em que tiveram, Santana sabia que tudo ficaria ainda mais complicado do que já estava. Ela sentia o quanto se importava com Quinn. O quanto aquela noite – apesar de errada, pareceu tão certa. A caçadora de sombras sabia que seus sentimentos pela vampira estava crescendo, mas depois da noite passada, Santana não podia negar o quanto estava se apaixonanda por Quinn.

Um caçador de sombras e uma vampira nunca seria aceito diante da clave, e isso era o que complicava. Assim que a Clave soubesse de tudo o que estava acontecendo entre elas, sem dúvidas Santana teria sérios problemas com seus superiores. Seria difícil mostrar a clave o quão puro é o coração de Quinn para que a mesma fosse aceita entre eles. Santana sabia o quanto teria que lutar se quisesse realmente ficar com Quinn. Mas apesar de saber das dificuldades, enquanto admirava a beleza de Quinn, Santana sabia que tudo valeria a pena.

– Você está me encarando e isso é assustador. – A voz rouca de Quinn quebrava o silêncio naquela manhã, fazendo Santana sorrir.

– Eu não estava encarando. ­– Santana sussurrava, enquanto Quinn abria seus olhos, encontrando o olhar da latina. – Estava admirando o quão linda você é. – A latina sorriu tirando uma mecha do cabelo loiro de Quinn da testa da mesma e ambas ficavam em silêncio apenas trocando olhares.

– Bom dia. – Quinn sorria se aproximando e depositando um selinho demorado contra os lábios de Santana.

– Bom dia. – A latina sorria. – Dormiu bem?

– Pela primeira vez desde que me tornei uma vampira. – Quinn respondia, se encolhendo contra o corpo da latina.

– Está com fome? – Santana perguntava, abraçando o corpo de Quinn.

– Faminta. A noite de ontem foi... Intensa e gostosa. – Quinn sussurrava, levando uma de suas mãos para o rosto da latina, sem tirar seus olhos da mesma. – Você é tão carinhosa. Cada dia passo a te conhecer mais e... Me encanto ainda mais pelo o que você é. – A vampira falava carinhosa, fazendo o coração da latina, acelerar.

Você é especial, Quinn Fabray. – Santana sorria, depositando outro selinho contra seus lábios. – O que acha de tomarmos um banho e depois preparo um delicioso e reformado café da manhã?

– Mmm... Banho? No caso você toma banho e eu te faço companhia? – A vampira pergunta, fazendo um bico adorável.

– Exato! – Santana sorria, dando um leve tapa contra o bumbum de Quinn e se levantando da cama. – Estou te esperando. – A latina se levantou andando até seu banheiro deixando Quinn ter uma ótima visão do seu quadril nu enquanto rebolava.

Antes de seguir Santana, Quinn sabia o quanto seus sentimentos estavam intensos naquele momento e se sentia feliz pela primeira vez desde quando acordou naquele dia sem sua irmã, naquele porão como uma vampira. Fabray tinha achado que aquele sem dúvidas era o começo do fim de sua vida, mas depois de conhecer Santana como na noite passada, Quinn sentia como se estivesse viva novamente. Quinn Fabray estava apaixonada e não tinha dúvidas, já que seu coração palpitava freneticamente.

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Após tomarem banho, Santana e Quinn estavam juntas na cozinha preparando um delicioso café da manhã, não só para elas, mas também para os outros que ainda dormiam.

– San... – Quinn falava rindo, por Santana ter roubado o bacon de seu prato. – Eu tinha feito esse só pra mim. – A loira fazia um bico adorável, que recebia um selinho da latina.

– E estava delicioso. – Santana falava contra seus lábios.

– Não é justo. – Quinn protestava, mas correspondia os selinhos de Santana, e ambas voltavam sua atenção para o que cozinhavam.

– Você está feliz? – A latina perguntava, levando o café até a mesa. — Digo, sei que não é fácil ser uma vampira e provavelmente. –

– Estou. – Quinn a interrompia, tirando os ovos da frigideira. – Pela primeira vez desde quando acordei naquele porão, estou feliz, San. E é tudo graças a você.

– Eu?

– Mhm. San, se você não me tivesse trago para cá, provavelmente eu estaria perdida sem a minha irmã e desesperada. – Quinn falava suavemente. – Numa altura dessas Phillipe já teria me encontrando e... – A vampira pausava, respirando fundo. Pensar na possibilidade de estar com Phillipe e Shelby ao invés de estar com Santana fazia o estômago da loira, revirar. – Se tenho minha irmã de volta, é graças a você. Se estou protegida e segura agora, é tudo graças a você, Santana. Então sim, eu estou feliz. – Quinn sorria carinhosa e Santana apenas sorria.

– Bom dia. – A voz de Frannie ecoava na cozinha, as fazendo sair da bolha em que estavam.

– Frannie! – Quinn se afastava do fogão, se aproximando de sua irmã e passando seus braços em volta do pescoço da mesma. – Acho que nunca vou cansar de te abraçar. – A vampira comentava, fazendo sua irmã rir.

– Não se preocupe, Lucy. Não vou mais há lugar algum. – Frannie correspondia ao abraço, depositando um beijo contra a cabeça da irmã.

– Dormiu bem, Fannie? – Santana perguntava, terminando de arrumar a mesa.

– Sim. Obrigada novamente, Santana. – Frannie se afastava do abraço da irmã, indo se sentar em uma das cadeiras.

– Não precisa agradecer. – Santana agora ajudava Quinn com os pratos de ovos e bacons, os colocando sobre a mesa. – Infelizmente, não podemos mais voltar para a sua antiga casa. Provavelmente alguém estaria lhe esperando por lá, então se precisar de alguma roupa nós podemos compra-la.

– Imagina. Quinn me trouxe algumas coisas.

– Sim, Santana. No dia em que buscamos minhas roupas, eu sabia que conseguiríamos achar minha irmã e a trouxe algumas de suas roupas. – Quinn sorria se sentando ao lado de Frannie.

– Ótimo. – A latina respondeu e logo Puck e Rachel apareciam na cozinha lhes dando bom dia.

Para surpresa de Santana, Puck se sentou de frente para Frannie e enquanto tomavam café, era nítido ver a forma como um olhava para o outro, e a latina revirava os olhos ao ver o quão bobos ambos estavam agindo. Mas sua preocupação não era Puck, e sim Rachel. A morena tomou seu café em silêncio e só falava quando falavam com ela. O que era totalmente estranho, já que Rachel falava todas as manhãs sem parar. Era a única da casa que parecia acordar de bom humor todos os dias, mas naquela manhã, Santana podia ver o quão desligada sua melhor amiga estava.

Assim que Rachel se levantou para voltar ao seu quarto, Santana fez o mesmo, seguindo sua amiga. A latina sabia que a morena não estava bem e não a deixaria sozinha.

– Hey... – Santana entrava no quarto de Rachel, logo atrás da mesma. – Como você está, Rach?

– Cansada? Magoada? Com raiva? – Rachel respondia se sentando na cama. – É difícil dizer.

– Shelby sempre foi como uma tia divertida para nós. – Santana falava suavemente ao se sentar do lado de Rachel. – Foi difícil para todos nós quando ela morreu, mas vê-la novamente, daquela forma... Não me fez sentir nenhum pouco de alegria em saber que ela estava viva.

– Por tanto tempo achei que nunca mais veria minha mãe. – Rachel olhava para Santana. – Quando soube que ela morreu foi o momento mais difícil da minha vida, San. Achei que nunca conseguiria mais ser quem sempre fui. Ela era tudo pra mim. Ela era minha melhor amiga, minha companheira. Éramos nós duas contra o mundo. – Rachel sorria suavemente. – Quando soube que ela tinha morrido, meu mundo inteiro desabou. Minha vida tinha acabado, e você sabe o quanto sofri com a perda dela. O quanto sofri por anos achando que Shelby estava morta. Se não fosse pelos meus pais adotivos e por vocês, talvez eu não estaria aqui hoje. – Rachel pousava sua mão sobre a de Santana, que estava com sua atenção toda para sua melhor amiga. – Sempre quis que a morte dela tivesse sido uma grande mentira, e que ela aparecia no meu quarto, para me dar boa noite e dizer que tudo foi apenas um sonho. Eu sempre a amei e sempre desejei que ela voltasse, mas... – A garota pausava. – Quando a vi ali. Parada na minha frente, com aquele olhar frio... Tudo o que senti foi raiva e ódio, e meu coração se quebrou em milhões de pedaços. – Seus olhos começavam a se encher de lágrimas, e Santana acariciava sua mão. – Shelby não é mais a mesma, San. Ela desistiu de mim para se tornar o que é hoje, e por mais difícil que seja, preciso esquecer que aquela Shelby, está longe de ser a minha mãe. – Rachel soltava seu primeiro soluço começando a chorar.

Sem dizer nada, Santana passou seus braços em volta de sua amiga, lhe abraçando com força, enquanto a mesma deitava sua cabeça contra o peito da latina chorando sem parar.

Santana não fazia ideia do quanto Rachel estava sofrendo e confusa naquele momento, mas sabia que sua amiga precisava dela. Sabia que sem dúvidas aquilo a machucou mais do que ambas esperavam. A latina não sabia como, mas faria o que fosse preciso para ajudar Rachel, e avisaria a clave sobre Shelby e Phillipe.

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Após passar quase uma hora com Rachel chorando em seus braços, Santana saia do quarto da mesma encontrando Noah no corredor saindo do quarto de Frannie.

– Hey, o que você estava fazendo aí? – A latina perguntava, semicerrando os olhos.

– Mm? – Puck pousava sua mão na nuca, coçando a mesma. – Oh, aqui? Nada. Só vim ajudar Frannie a arrumar umas coisas. – Santana arqueava suas sobrancelhas, sem acreditar no seu amigo. – Mas, mmm... Como está Rachel? – Noah mudava de assunto, na tentativa de fazer Santana esquecer o tópico anterior.

– Machucada, mas acredito que vá ficar bem. – Santana respondia. – Precisamos avisar a clave das intenções de Shelby, eles precisam saber quais os planos de Phillipe.

– Você acha que... A clave vai fazer algo contra Quinn? – Puck perguntava, olhando para Santana. – Acha que a suprema fará algo?

– Talvez. Mas seja o que for não vou deixar que encostem nela.

– Santana, você sabe que não podemos lutar contra a clave, e muito menos contra seus... –

– Eu sei, Puckerman. – Santana rebatia.

– Talvez, se você conversar com a suprema... – Noah olhava cuidadosamente para sua amiga. Ele sabia o quanto os supremos, aqueles dados como presidentes superiores da clave são exigentes, mas são cuidadosos com Santana.

– Não acho que isso resolva, se o nosso querido supremo se envolver. – A latina falava ironicamente, fazendo Noah revirar os olhos.

– Pelo amor de Deus, Santana, não é cansativo trata-los dessa forma? Supremo e Suprema... E. –

Essa é a única maneira que tenho de trata-los, afinal, eles são nossos superiores.

– Sim, mas eles também são seus... –

– San? – A voz de Quinn ecoava na beira da escada, fazendo os dois amigos parassem de discutir.

– Hey... – Santana sorria, se aproximando de Quinn.

– Está tudo bem? – A vampira olhava de Puck para a latina, percebendo o clima estranho entre os dois.

– Claro. Eu estava indo agora mesmo te encontrar. – Santana estendia sua mão, segurando na de Quinn. – Quero te mostrar uma coisa. – A latina sorria carinhosa, de repente esquecendo de que Puck as olhava com a sobrancelha arqueada.

– O que é? – Quinn perguntava ansiosa, sentindo seu coração acelerar.

– É surpresa. – Santana depositou um beijo na bochecha de Quinn, e agora as duas desciam as escadas deixando um confuso Puck para trás.

Não demorou para que ambas estivessem andando de mãos dadas até o fundo da mansão, onde Quinn nunca teve estado antes.

Era um lindo e grande jardim, com gramas esverdeadas e flores espalhadas pelo mesmo. Tinham violetas, margaridas, lírios, gardênias. Parecia que todas as flores existentes do mundo estavam naquele lindo jardim, deixando Quinn ainda mais encantada e surpresa com aquele lugar.

O perfume das flores era intoxicante e a fazia se sentir mais calma, e enquanto andavam, logo a frente tinha uma enorme estufa de vidro, onde era possível ver uma enorme árvore no centro da mesma, rodeada com flores para todos os lados.

– Santana... – Quinn sussurrava, e sem dizer nada, Santana abriu a porta da estufa, trazendo a vampira para dentro junto de si, e foi só quando Quinn entrou que podia perceber que não era uma simples estufa de flores e sim um ambiente onde borboletas coloridas voavam por todo o lugar. – San...

– Eu adoro esse lugar. – Santana soltava da mão de Quinn se colocando no centro da estufa, ao lado da árvore onde tinham borboletas azuis pousadas sobre a mesma. — Essa mansão é dos meus pais nesse mundo. – A latina falava suavemente, sorrindo ao ver os olhos brilhosos de Quinn. – Meu abuelo viveu aqui por anos e junto de minha abuela construíram esse lugar. Quando éramos crianças e minha... – A latina pausava. – E a suprema nos mandava para o seu mundo, eu adorava vir aqui e pensar. Me livrar de todo o peso que tinha no submundo. Nenhuma criança deveria viver com tanta pressão como nós caçadores vivemos. – A latina se afastava da árvore se aproximando de uma linda rosa branca, e a tirando da terra. – Meu abuelo me ensinou tudo sobre esse lugar. Sobre as flores e sobre as borboletas. Elas são bem amigáveis. – Santana sorria, se aproximando de Quinn e lhe entregando a rosa carinhosamente. – Quiseram destruir esse lugar antes de nos mandar para cá, mas prometi que o manteria vivo enquanto eu pudesse. – Santana agora olhava nos olhos de Quinn, que estava encantada com tudo o que seus olhos viam.

– Esse lugar é lindo, San. – Quinn sorria e uma linda borboleta de asas amarelas e brancas pousava na sua rosa.

– Elas são livres para irem embora. – Santana levantava sua cabeça, olhando para o teto aberto da estufa e Quinn seguiu seu olhar, percebendo o quanto aquela árvore era grande e seus galhos folhados tomavam todo o telhado. – Mas elas nunca vão.

Quinn ficou em silêncio por alguns segundos, sorrindo impressionada começando a caminhar pela estufa. Seus olhos estavam tão encantados com o que via que era difícil não sentir a calmaria daquele lugar. As borboletas voavam em sua volta, e outras estavam pousadas nos vidros, flores e até mesmo sobre as mesas. A vampira nunca tinha visto nada tão encantador e não conseguia conter o sorriso por onde passava.

– Como você arruma tempo para cuidar de todas essas flores? – Quinn perguntava, sem tirar os olhos por onde passava.

– Ernesto. – Santana respondia. – Ele é o florista e jardineiro quem cuida de tudo isso pela manhã, e as visito sempre antes de dormir. Elas são ótimas ouvintes também. – A latina ria baixo, olhando para o topo da árvore. – Quero que você conheça a Star. – Santana sussurrava, fazendo Quinn olhá-la confusa e ao perceber para onde a latina olhava, seus olhos se arregalaram.

Uma borboleta de asas azuis descia voando do topo da árvore, mas ela não era uma simples borboleta. Suas asas brilhavam como uma estrela e conforme batiam, rastros de luz ficavam para trás.

Santana estendeu sua mão a abrindo e logo Star pousava sobre sua palma, e a latina se aproximava de Quinn.

– Q, conheça Star. – Santana sorria. – Star, essa é a Quinn. Ela é linda, não é? Exatamente como te falei. – A latina conversava com a borboleta e Quinn ainda estava hipnotizada com aquilo.

– Como?

– Minha abuela a trouxe do submundo da última vez em que esteve lá. Há uns 100 anos atrás, e Star tinha acabado de ganhar suas preciosas asas. – Santana olhava para a borboleta, passando seus dedos delicadamente sobre as asas da mesma. – A primeira vez que nos encontramos foi amor à primeira vista. – A latina brincava. – Eu tinha apenas cinco anos quando entrei aqui e Star foi à primeira borboleta a pousar na minha mão. Eu queria pegá-las e corria atrás delas sem parar, mas Star foi à única quem veio até a mim. Desde aquele dia, nos tornamos grandes amigas. – Santana tirava seus olhos da borboleta encontrando uma sorridente e encantada Quinn.

– Ela é tão linda. – Quinn sussurrava e logo a borboleta saia da mão de Santana voando para a direção da vampira. Santana pegou na mão da mesma deixando que Star pousasse na mão de Quinn, batendo suas asas delicadamente. – O que ela está fazendo? – A vampira perguntava, observando o quanto a borboleta se mexia em sua mão.

– Ela está querendo ter certeza se você é pura de coração. – Santana sussurrava e Quinn a olhava, confusa. De repente a borboleta parou de bater suas asas, as fechando-as e ficando parada na mão de Quinn. – Isso é para você aprender a não duvidar de mim, Star. – Santana falava com a borboleta. – Já tinha dito a ela o quanto você era especial e diferente dos outros vampiros. Que seu coração era puro e inocente. Vocês são iguais. São de corações puros e são lindas. – A latina falava com Quinn, e a mesma sentia borboletas em seu estômago.

Quinn estava extremamente encantada com tudo aquilo. Enquanto olhava nos olhos de Santana podia ver o quão inocente a mesma era, e o quanto tinha paixão por tudo aquilo a sua volta. Ver esse lado da caçadora de sombras a fazia se apaixonar ainda mais. Santana era protetora, carinhosa e inocente. Era nítido ver a criança apaixonada por borboletas em que era. Santana a cada dia surpreendia Quinn ainda mais, e depois daquilo tudo, a vampira já não sabia mais como evitar esse sentimento forte em seu peito.

Sem dizer nada, Santana pousou sua mão sobre a bochecha de Quinn, acariciando a pele macia da mesma com seu polegar. Sem tirar seus olhos da vampira, começou a se aproximar, e em fração de segundos, seus lábios estavam contra os de Quinn, fazendo seu coração disparar.

A borboleta na mão da vampira bateu suas asas, voando por cima das duas, enquanto iniciavam um beijo apaixonada e carinhosa. As mãos de Quinn pousavam sobre a cintura de Santana, puxando o corpo da mesma para mais perto do seu, deixando seus dedos acariciarem a lateral do corpo da latina.

O beijo era carinhoso, e Santana sentia como se precisasse de mais. Naquele momento sua cabeça girava apenas em torno de Quinn. Estar em seu lugar favorito, com a garota por quem estava se apaixonando a fazia se esquecer do mundo lá fora. Santana se esqueci dos planos de Shelby e Phillipe. Se esqueci da clave, e do quanto se relacionar com Quinn lhe traria problemas. Santana se esqueci de que fora dali, existia um mundo real. Um mundo no qual teria que lutar se fosse preciso para manter Quinn ao seu lado.

– Santana! – A porta da estufa se abriu rapidamente, fazendo as duas pularem de susto se separando.

– Céus, Puckerman! Quer nos matar do coração? – Santana perguntava irritada, mas ao ver o quão aflito Puck estava, começou a se preocupar. – O que houve?

– Ela está aqui. – Puck falava preocupado, olhando de Santana para Quinn.

– Quem? – A vampira perguntava.

– A suprema. – Puckerman falava calmamente e Santana arregalava os olhos, sentindo seu coração acelerar.

– O que ela está fazendo aqui? – O tom da voz da latina agora era frio.

– Ela está aqui porque precisa falar com você. – Puck respondia e na mesma hora, Santana sabia exatamente o que a suprema estava fazendo ali. Sem dúvidas a clave inteira já deve estar sabendo sobre Quinn.

– Ela sabe de alguma coisa? – Que pergunta idiota, Santana. Claro que ela sabe, ou então ela não estaria aqui. Santana pensava consigo mesma.

– E-eu não sei, mas ela parece estar... Calma. O que é estranho. – Puck franzia o cenho.

– Quem é essa suprema? – Quinn perguntava, segurando na mão de Santana, se colocando ao lado da mesma.

– Quinn, — Santana se virava para a vampira, pousando uma de suas mãos no rosto da mesma. – Não importa o que ela disser, não vou deixar que ninguém te leve daqui. – A latina encostou sua testa na de Quinn, depositando um selinho demorado contra seus lábios, fazendo Puck arregalar os olhos surpreso. – Não sai do meu lado, está bem? – Santana agora virava-se para Noah. – Onde está Frannie?

– Ela está com a Rachel, mas não se preocupe. Cuidarei delas, San. Você realmente precisa ir até lá. – Puckerman falava carinhoso e Santana assentiu, respirando fundo, antes de sair junto com seu amigo para finalmente descobrir do porque a famosa suprema estava lá.

Enquanto caminhavam de volta para a mansão, Santana sentia seu estômago revirar. Ela estava com medo de que fossem fazer algo contra Quinn, e se isso acontecesse, a latina faria o possível para mostrar o quão pura a vampira era. Santana nunca foi muito boa em lidar com a suprema e supremo da clave, eles a intimidavam. Sempre exigiam mais dela do que ela tinha a oferecer. Claro que graças a eles, hoje ela é uma das melhores caçadores de sombras, e esperava que tudo corresse bem.

Assim que passaram pela porta, Santana segurou forte na mão de Quinn, que não sabia o que esperar e parecia cada vez mais confusa e assustada. Foi então que ao chegarem à sala de estar, Quinn avistou aquela mulher parada em frente à lareira, em uma posição perfeita. Seus cabelos escuros caiam sobre seus ombros, e a mesma usava um lindo vestido preto cumprido, com uma capa sobre o mesmo cinza e detalhes dourados. O bico de seu scarpin preto era visível na barra do vestido. A mulher era linda e perfeita. Sem nenhum defeito. Seus olhos escuros olhavam na direção de Santana intensamente, e foi então que Quinn notou a semelhança entre aquela mulher e Santana. O mesmo desenho do rosto, as bochechas, a perfeição do nariz e principalmente a intensidade no olhar. Quinn franzia seu cenho ficando ainda mais confusa.

Como a suprema – seja ela quem for – pode ser tão parecida com Santana? Quinn pensava, sem saber que no minuto seguinte, sua pergunta seria respondida.

– Santana... – A voz angelical e rouca da mulher soava no silêncio da sala, e Quinn podia sentir o corpo da latina ficar tenso.

– Como vai, mama? – Quinn arregalava seus olhos e temia que algo de ruim acontecesse naquele momento.

Notas finais
Gostaram? Espero que sim. Review? xxxxx