Seven Devils

15 Please, don't leave me


Notas iniciais
Oiiie folks. Um capítulo novo para vocês e espero que gostem!!! Não está tão grande como de costume, mas aproveitem xxxxx

– Minha querida filha. – Maribel falava suavemente, dando um sorriso simpático, e Santana segurava na mão de Quinn com um pouco mais de força.

– O que a senhora está fazendo aqui? – Santana perguntava.

– Precisamos conversar. – Maribel olhava de Santana para Quinn, fixando seus olhos na vampira, como se estivesse enxergando sua alma. A vampira podia sentir seu corpo se arrepiando e se colocou um pouco mais atrás de Santana. – Noah, Rachel e Santana. Por favor. – A suprema falava suavemente, caminhando até a biblioteca da mansão, enquanto os três caçadores de sombras se olhavam confusos.

Puck e Rachel foram os primeiros a seguir Maribel, enquanto Santana depositava um beijo carinhoso contra a testa de Quinn, antes de segui-los.

– E então, o que devo sua visita? Oh querida suprema. – Santana falava ironicamente, fechando a grande porta dupla da biblioteca.

– Eu gostaria de saber como aquilo aconteceu. – Maribel se mantinha em pé no centro da biblioteca, enquanto os três caçadores se colocavam sua frente. Seu tom de voz continuava calmo e paciente. – Como Lucy Quinn Fabray se tornou uma vampira. Ela deveria se tornar uma de nós. – Maribel comentava, fazendo Santana franzir o cenho,

– Espera. C-como você sabe que... –

– Ora, Santana. Para uma Lopez você deveria ser mais inteligente. Acha que não sei que Russel Fabray teve duas filhas com uma mundana? Acha que eu e seu pai não sabíamos do poder que a filha caçula de Russel teria? – Maribel perguntava calmamente. – Acha que a Clave não sabia que Lucy tinha se tornado uma vampira? O que quero saber é como aquilo aconteceu, Santana, porque vocês três não estão aqui para brincar de caçadores de sombras. Eu os escolhi por uma razão.

– Perdão? – Rachel perguntava confusa.

– Eu escolhi vocês três, porque sabia que seriam capazes de cuidar das filhas de Russel. Não os mandei para Nova York por acaso. – Maribel gesticulava. – Agora vamos, me digam como Quinn se tornou uma vampira?

– N-nós estávamos em uma... – Noah começava a falar suavemente. – Em uma casa noturna. – Maribel agora os olhava com uma de suas sobrancelhas arqueadas e Noah ficava em silêncio sem saber como continuar.

– Certo. Estou ouvindo. – Maribel falava calmamente, esperando que continuasse, mas os três pareciam crianças assustadas.

– Argh! – Santana revirava os olhos. Ela nunca se sentiu intimidade por sua mãe, e aquilo não mudaria agora. – Nós fomos nos divertir, está bem? Sempre vamos para o Pandemoniun quando queremos nos divertir. É uma boate de criaturas do submundo. Nunca imaginaríamos que mundanos frequentaria. – A latina respirava fundo. – Quinn e Frannie estavam lá. Alguns da trupe de Camille também.

– Certo. – Maribel assentia.

– Bom, o que aconteceu foi que quando Frannie e Quinn foram embora, Sam e alguns dos outros vampiros a seguiram e as pegaram em um dos becos próximo dali. – Santana falava rapidamente. – E foi assim que Lucy Quinn se tornou uma vampira. – A latina sorria ironicamente. Óbvio que não contaria do porque não estava por perto quando as irmãs Fabrays foram atacadas. Isso seria uma situação na qual ela omitiria.

– Wow... E foi simples assim? – Maribel começava a caminha na frente dos três. – Nenhum de vocês estava por perto quando isso aconteceu? Porque vocês deveriam impedir situações assim.

– Nós não vimos quando elas foram embora. – Rachel abria sua boca pela primeira vez. Ao contrário de Noah, a morena também não se sentia intimidade por Maribel. – Nós não sabíamos que tinham mundanos lá dentro. Eles nunca aparecem por lá, nós só descobrimos quando saímos da boate e ouvimos alguns gritos.

– Sim. Quando chegamos no beco onde estavam, Frannie estava desmaiada e Quinn sendo sugada por aquela criatura nojenta. – Santana entortava sua boca.

– Nós matamos quase todos.

– Quase todos? – Maribel perguntava.

– Sim. Enquanto lutávamos para salvar Quinn, Sam e outros vampiros conseguiram fugir levando Frannie. – Rachel falava suavemente.

– Mmm, a história é mais cumprida do que imaginei. – Maribel agora se sentava em uma enorme poltrona próxima ao sofá, cruzando suas pernas suavemente e apontando para que os três a sua frente se sentasse no sofá. – Por favor, sente-se. Nós temos muito que conversar. – Sem hesitar, os três caçadores se sentaram, e, começavam a contar tudo o que tinha acontecido.

Xxxx

Uma hora se passou e Maribel ficou em silêncio enquanto Santana, Rachel e Puck terminavam de contar sobre o resgate de Frannie e tudo o que as duas garotas tinham descoberto através de Shelby. Maribel podia ver nos olhos da filha o quanto estava com medo de Phillipe se aproximar de Quinn, e temia que Santana estivesse se apaixonando pela vampira.

Santana não sabia quais as intenções de sua mãe, mas não queria que a Clave fizesse algum mal para Quinn. A latina apenas queria que eles a ajudassem. Queria que a Clave parasse Phillipe e Shelby para que os mesmos não se aproximassem da vampira. Santana participaria de qualquer plano que fosse para proteger Quinn.

– Quinn não está segura aqui. – Maribel se levantava, continuando com o seu tom calmo.

– Nós sabemos disso, mas estamos aqui para protegê-las. – Santana respondia, se levantando atrás de sua mãe.

– Ela vai comigo para o submundo. – Maribel comentava.

– O que? – Santana perguntava em choque. – N-não. Mama, e-ela não pode ir com você para o submundo. A Clave não vai aceitar uma vampira, e –

– Santana! – Maribel a interrompia. – Assim como seu pai, e os outros membros da Clave, irão entender a situação da Quinn. Aliás, todos eles conhecem a história de Lucy, e sei que ela estará mais segura conosco. Assim o caminho ficará mais fácil para tomarmos uma providência sobre Phillipe.

– Não! – Santana franzia o cenho, e agora seus dois amigos se levantavam ficando ao seu lado. – Mama... E-eu posso cuidar dela.

– San... – Rachel sussurrava tentando controlar a amiga.

– Santana Maria Lopez, você faz ideia do que pode acontecer com Lucy se Phillipe ou Shelby a pegaram? – Pela primeira vez desde quando chegou, a voz de Maribel agora era autoritária. – Você quer que ela se torne um monstro? Um monstro que vai se esquecer dos pais maravilhosos que teve. Ela vai se tornar um monstro no qual não terá piedade algum em te matar, Santana. Em matar a própria irmã. – Maribel se aproximava e podia ver nos olhos da filha o quão assustada a mesma estava. Os olhos tão parecidos com os seus, tinham suaves lágrimas se formando sobre os mesmos, fazendo Maribel se acalmar. Ela odiava fazer sua filha sofrer. – Mijá... – A suprema respirava fundo, se aproximando de Santana, pousando suas duas mãos sobre a bochecha da mesma. – Mi amor, entendo o quanto você está preocupada, mas é um enorme risco em deixarmos Quinn aqui. No submundo Phillipe não poderá encontra-la. E prometo que eu e seu pai tomaremos conta dela.

– Mama... – Santana sussurrava. – E-eu não quero que ela se torne um monstro. Quinn é adorável demais para ser um monstro. – A latina respondia e Maribel olhava atentamente nos olhos da filha.

– Você está apaixonada por ela, não está? – Maribel perguntava cuidadosamente e Santana arregalava os olhos. – Santana? – A latina sabia que não conseguiria mentir para sua mãe, afinal, a mesma a olhava intensamente a ponto de não deixar espaço sequer para mentiras.

– Si, mami. – Santana respondia suavemente, fazendo Puck e Rachel a olharem surpresos. – E-eu me apaixonei pela Quinn.

– Está tudo bem. Não é algo que vamos discutir agora. – Maribel sorria, depositando um beijo contra a cabeça da filha. – Agora, por favor, avise Quinn que ela viajará comigo em algumas horas.

– Mama, — Óbvio que Santana não queria que Quinn se tornasse um monstro, mas pensar na possibilidade de estar longe da mesma e não protegê-la lhe dava medo.

– Santana, por favor, Quinn não nasceu para ser um monstro. Apesar de ter se tornado uma vampira. O destino dela não é ser um monstro. – Maribel falava autoritária pela segunda vez, deixando sua filha em silêncio.

Santana sabia que lutar contra a decisão de sua mãe, a suprema, seria errado. Pelo visto, Maribel já tinha tomado sua decisão e não voltaria atrás. Santana teria que deixar Quinn partir para o submundo. Ela também sabia que sua mãe tinha razão, Quinn não ficaria a salvo ali. A mesma precisava ser levada para longe de Phillipe e Santana sem dúvidas não seria poderosa o suficiente para protegê-la. Phillipe e Shelby poderiam matar todos eles e ainda levar Quinn. Santana sem dúvidas não poderia deixar isso acontecer. Para impedir Phillipe, a latina precisaria de toda a ajuda possível da Clave e talvez de alguns de seus amigos.

Sem dizer nada, Santana apenas assentiu, sentindo uma lágrima escorrer por sua bochecha. A mesma passou a mão rapidamente em seu rosto, secando o molhado, antes de dar as costas para sua mãe e sair da biblioteca para dar a notícia para Quinn.

– Santana? – Quinn se levantou do sofá assim que encontrou Santana se aproximando da sala. – O que houve? – A vampira perguntava confusa ao ver a expressão de tristeza no rosto da latina. Logo Maribel junto com Noah e Rachel apareciam atrás da latina.

– Quinn... – Santana se aproximava, ficando de frente para Quinn e segurando uma de suas mãos, enquanto levava umas mechas do cabelo da loira para trás de sua orelha. – Q. Eu e minha mãe conversamos... Sobre sua situação. Sobre Phillipe e Shelby estarem atrás de você, e... – Santana pausava, percebendo o olhar confuso de Quinn em sua direção. – Quinn, minha mãe acha melhor se você for com ela para o submundo.

– O que? – Quinn arregalava os olhos. – Santana, para o submundo?

– Você ficará a salvo conosco, Quinn – Maribel falava suavemente. – Nós conhecíamos seus pais e conhecemos sua história. Não se preocupe, Phillipe não te achará se você estiver conosco. – A mãe de Santana terminava de falar, e Quinn olhava aflita para a latina a sua frente.

– San...

– E-eu sei. – Santana levava uma de suas mãos para o rosto da vampira, tentando acalmá-la. – Eu também estou com medo, Q, mas ninguém vai se aproximar de você enquanto estiver no submundo. Aqui não é um lugar seguro. Por mais que eu queira te proteger, não sou páreo para lutar com Phillipe. E, não quero que ele te transforme em um monstro. Você é muito adorável para se tornar um monstro assassino, está bem? – Santana sentia uma lágrima de Quinn cair sobre seu dedo no rosto da mesma. – Hey, vai ficar tudo bem. Eu prometo que você vai ficar bem.

– San, e-eu não me sinto segura longe de você. – Quinn abaixava a cabeça, começando a chorar em silêncio. – Você prometeu que não me deixaria. – As palavras de Quinn, faziam o coração de Santana despedaçarem.

– Quinn, olha pra mim. – A latina pousava sua mão no queixo da mesma, fazendo-a olhá-la. – Não estou te deixando, está bem? Posso entrar e sair do submundo quando eu quiser. E prometo que vou te visitar sempre que puder. Não vou te deixar sozinha, Q. – Santana passava seus braços em volta do corpo da vampira, lhe abraçando com força, enquanto a mesma deitava sua cabeça em seu ombro, escondendo o rosto contra seu pescoço.

– M-mas e minha irmã? – Quinn perguntava suavemente, e Santana olhava para sua mãe que assentia. – Frannie pode ir com você. – A latina olhava para Frannie que sorria agradecendo. – Quinn, a Clave vai cuidar de vocês. Meus pais não vão deixar que nada aconteça. Eu prometo que assim que conseguirmos parar Phillipe, te trago de volta para a mansão, está bem? — Santana acariciava as costas da vampira que assentia.

– Nós precisamos ir. – Maribel as interrompia. – Por favor, Lucy e Francesca subam e peguem o necessário. Não temos muito tempo. – A mãe de Santana comentava e com muita dificuldade, Quinn se separava de Santana, subindo as escadas com sua irmã para fazerem suas malas. – Mijá... – Maribel se aproximava de Santana, sorrindo suavemente. – Ela ficará bem. – Santana não disse nada, apenas assentiu.

Alguns minutos se passaram e Quinn descia as escadas com Frannie logo atrás e ambas carregando consigo uma pequena mala preta com seus pertences. Santana e Puck rapidamente se aproximarem das irmãs, e para a surpresa de Maribel e de todos, Frannie abraçou Puck carinhosa e os dois começavam a conversar em particular.

– Sabia que algo estava acontecendo ali. – Santana comentava, apontando para Frannie e Puck, fazendo Quinn rir baixo. – Vai ficar tudo bem. – A latina depositava um beijo na testa de Quinn.

– Você tem certeza que não vai haver problema se eu for para o submundo?

– Q, minha mãe, Maribel Lopez, é a suprema do submundo. – Santana respondia, sorrindo suavemente. – Em outra língua, minha mãe é a chefona do submundo, ela e meu pai mandam naquele lugar. Nada entra e nada sai sem que eles sejam informados. E foi ela, a suprema quem exigiu que você fosse para lá. Acredite, eles vão cuidar muito bem de vocês. Meu pai, Carlos Lopez, quando você o encontrar, diga que eu pedi que ele cuide de vocês. Ele tem cara de bravo, é um latino charmoso, alto, mas acredite, por dentro é carinhoso e um ótimo pai. – Santana sorria, acariciando o rosto de Quinn. – Ele não vai deixar que nada aconteça com você. Prometo que te visito em breve.

– Mhm, tudo bem. – Quinn sentia seus olhos encherem de lágrimas e passou seus braços em volta da latina. – Por favor, não me abandona, San.

– Jamais faria isso, Q. Eu prometo que vou continuar cuidando de você, está bem? – Santana fechava seus olhos, sentindo seu coração apertando.

– Nós precisamos ir. – Maribel comentava, fazendo-as se separarem.

– Eu vou te visitar, está bem? – Santana falava carinhosa e Quinn assentia. – Prometo que não vou te deixar sozinha. – Sem dizer nada, a latina pousou suas mãos sobre o rosto de Quinn, depositando um selinho demorado sobre seus lábios. – Vai ficar tudo bem.

– Lucy? Francesca? – Maribel as chamavam, e ambas agora se afastavam de Noah e Santana, abraçando Rachel antes de seguirem Maribel.

– Mama, não deixe que nada aconteça com elas. – Santana falava novamente, enquanto seu coração apertava assustado e entristecido por se separar de Quinn.

– Não se preocupe, mijá. – E assim, Maribel levou Quinn e Frannie para a biblioteca onde em menos de um segundo, atravessavam o portal para o submundo.

– Elas vão ficar bem, San. – Rachel falava por trás de Santana. – Sua mãe tinha razão.

– Eu sei. – Santana respondia suavemente, sorrindo para sua amiga.

Sem dizer mais nada, a latina saiu de dentro de sua casa, voltando para seu lindo jardim onde passou seu último momento com Quinn. Seus olhos começavam a se encher de lágrimas e Santana odiava o fato de sua mãe ter razão. Ela não queria que Quinn virasse um monstro, claro que não, e faria qualquer coisa para protegê-la, mas não queria se afastar da mesma. Santana queria poder manter Quinn ao seu lado. Cuidar da loira sem deixar que Phillipe ou qualquer outro vampiro se aproximasse da mesma. A latina queria poder ter Quinn por perto. Seu coração se apertava por saber que não era forte o suficiente para poder manter a vampira ao seu lado, mesmo sabendo que estava fazendo a coisa certa. Quinn sem dúvidas ficaria mais protegida ao lado da Clave. Eles são fortes e poderosos o suficiente para protegê-la das forças terríveis que a procuram.

Enquanto sua cabeça girava, Star, sua borboleta azul, pousava em sua mão, a fazendo olhá-la, quando uma lágrima caia suavemente sobre sua bochecha.

– Eu sei, Star. Minha mãe tem razão, Quinn ficará mais segura com ela. – Santana falava com a borboleta que mexia suas asas delicadamente, como se estivesse lhe dizendo algo. – Eu sei... – A latina respondia. – Não imaginei que ficar longe dela me causaria esse vazio. – Santana comentava e Star parecia se virar em sua mão, como se estivesse a olhando. – Sim, Star, você tem razão. Estou completamente apaixonada pela Quinn. – A latina respirou fundo, sabendo o quanto isso tudo era confuso. A mesma fechou seus olhos e a linda borboleta azul, batia asas voando por cima de Santana, enquanto subia para o topo da árvore.

Santana finalmente conseguia admitir para si mesma que estava apaixonada por Quinn, e naquele momento sabia que não hesitaria e faria o possível para trazer sua Quinn de volta. Santana acharia Phillipe antes que o mesmo achasse sua Quinn.

Notas finais
Gostaram? Não quis colocar muita coisa nesse capítulo, porque quero deixar toda a ação para o próximo! Review? xxx