Notas iniciais
Oieeeeeeee, pessoas!!! Graças a minha semana de folga (não tão boas, porque estava doente), aproveitei para escrever Seven Devils. Passei a semana suuuper doente, mas no momento em que me senti melhor, escrevi. Espero que gostem desse capítulo e novamente, desculpa por demorar nas minhas atualizações. Aproveitem xxxx

– Você vai para Idris essa manhã? – O relógio marcava seis horas da manhã, e Santana estava na cozinha tomando seu delicioso café puro, pronta para ir à Idris.

Já se passaram cinco dias desde quando Maribel levou Quinn e Frannie para o submundo e até então, Santana e Puck não puderam visitá-las, já que a suprema ordenou que os três caçadores com ajuda de outros, procurassem por Camille. Imaginando que talvez a vampira teria alguma informação sobre Shelby e Phillipe.

– Sim, Rae. Já estou indo. – A latina deixava sua xícara dentro do lava louças, ajeitando sua estela em seu cinto. – O que você vai fazer hoje?

– Mmm... Pensei de talvez ir com você? – Rachel falava suavemente, fazendo Santana olhá-la surpresa. – Pensei em visitar meus pais. Faz tempo que não os vejo e bom, não quero ficar aqui sozinha. Noah também está indo atrás de Frannie e acho justo que eu aproveite para vê-los. – A morena sorria suavemente.

– Claro, Rachel. É uma ótima ideia. Eles vão ficar loucos quando souberem que você também está indo. – Santana sorria, e antes que pudesse dizer algo, Puck descia as escadas correndo, ajeitando sua jaqueta de couro preta.

– E então, podemos ir?

– Rachel também está indo. – Santana comentava. – Precisa pegar alguma coisa?

– Não, já estou com tudo pronto.

– Ótimo, então vamos, porque eu sei que Santana está doida de saudades da barbie vamp. – Puck brincava, fazendo Santana revirar os olhos.

– Puckerman! Já falei mil vezes para não chamá-la assim. – A latina tentava mostrar irritação, mas era difícil já que Puck estava certo.

Cinco dias longe de Quinn parecia eternidade para Santana. Ela sentia falta da companhia ao seu lado na cama. Dos beijos macios dos lábios da vampira. Sentia falta de ouvir a voz suave que faz seu coração acelerar. Sentia saudades dos olhos tão inocentes que a fazia se perder. A latina sentia falta de Quinn e não via a hora de reencontrá-la.

Os três se posicionaram em frente ao portal e sem pensarem demais, atravessaram e ao chegarem em Idris, Rachel foi direto para casa dos pais. Santana e Puck saíram na grande mansão dos Lopez, onde os pais de Santana viviam.

Diferente da casa onde moram em NYC. A mansão era clara, com algumas paredes de tijolos antigos e vidros reforçados que clareava o ambiente o deixando cada vez mais lindo. A mansão sempre foi dos antepassados de Santana e uma grande sala tinha quadros como fotos antigas de seus relativos de séculos passados.

A latina imaginava que talvez Quinn pudesse estar em seu antigo quarto, mas logo que se virou em direção as escadas, pela grande porta de vidro, conseguia ver Quinn e Frannie no colorido jardim da mansão, rindo com as borboletas que pousavam sobre elas.

Os dois caçadores de sombras se aproximaram da porta, observando de longe o quão lindas as irmãs eram. O sorriso era inocente e sequer parecia que Quinn tinha se tornado uma vampira. Se Santana não soubesse de seu destino, diria que Fabray teria se tornado a mais linda e encantadora fada do submundo.

Seu coração acelerava e o sorriso apaixonado em seus lábios era incontrolável. Ela não conseguia esconder o quanto estava apaixonada por Quinn, e vê-la depois de cinco dias, lhe dava uma diferente sensação de ansiedade no qual borboletas em sua barriga batiam asas sem parar gritando por um simples contato que fosse com a vampira.

Sem dizer nada, Noah foi o primeiro a se aproximar recebendo um delicioso e alegre abraço de Frannie no qual o mesmo a levantou em seus braços lhe dando um beijo carinhoso. Se Santana não estivesse tão perdida na vampira surpresa a sua frente, reviraria os olhos para o casal apaixonado a centímetros de distância.

Quinn não só estava surpresa em ver Noah, como também sequer tinha reparado que Santana também estava lá. A loira sentia seu peito apertando por imaginar que por ver apenas Noah, algo de ruim tivesse acontecido com Santana. A vampira estava com seus sentimentos cada dia mais aflorado e a saudades era incontrolável. Quinn tentava passar o dia ocupado tentando acalmar a intensidade de seus sentimentos, mas era difícil ignorar o quanto a ausência de Santana lhe fazia sentia vazia. Antes que pudesse entrar em pânico e bombardear Puck com milhões de perguntas, a voz que ela tanto sentia falta soava pela primeira vez como líricos ao seu ouvido.

– Quinn! – A latina a chamou, dando passos suaves em sua direção, enquanto passava por algumas flores. A vampira virou sua cabeça com tanta rapidez que ao ver Santana, seus olhos se arregalaram e em frações de segundos, estava frente a frente com a latina, mordendo o canto de seus lábios, ao encarar aqueles olhos escuros que tanto sentia falta. – Hey. – A voz de Santana saia como um sussurro e sem dizer nada, os braços de Quinn estavam em volta do pescoço da mesma, e seus lábios pressionados um sobre o outro.

Santana passou seus braços em volta da cintura de Quinn, fechando seus olhos deixando seus lábios e seu coração matar saudades daquilo que estava ausente por tanto tempo. O beijo era suave, carinho e apaixonado, porém, demonstrava o quanto sentia falta uma da outra.

– Hey! – Quinn sussurrava, ao parar o beijo, mas com seus lábios ainda próximos aos da caçadora de sombras. – É tão bom te ver aqui. E-eu sinto muito sua falta. – A vampira depositava um selinho nos lábios de Santana, fazendo-a sorrir.

– Eu também sinto sua falta, dork. – A latina brincava, franzindo o cenho, levando uma de suas mãos para o rosto de Quinn e acariciando sua bochecha. – Todos os dias.

– Quando vi apenas o Puck, achei que tinha acontecido alguma coisa com você e entrei em desespero. – Quinn fazia um bico adorável, encaixando mais seu quadril ao de Santana.

Nada vai acontecer comigo, Q. Eu prometi que viria te ver todas as vezes que pudesse.

– Ugh! E sinto como se estivéssemos separadas por meses. – Quinn sussurrava, sem quebrar o contato que seus olhos faziam com os de Santana. – O que eu sinto é sempre tão... Intenso, que não sei como me controlar.

– Eu sei. Também me senti dessa forma, mas estou aqui agora. – A latina falava carinhosa, depositando outro selinho nos lábios de Quinn. – Você vai aprender a controlar tudo isso.

– Santana! – A voz de Frannie tirava as duas de sua bolha, fazendo-as se separar. – Como é bom ver vocês. – A irmã de Quinn se aproximava da latina lhe dando um abraço, enquanto a vampira fazia o mesmo com Puck.

– É bom vê-la também, Frannie. – Santana sorria e novamente Quinn já estava ao seu lado, com a cabeça deitada ao seu ombro, lhe abraçando. – Estão gostando daqui? – A latina perguntava, enquanto uma borboleta rosa pousava no ombro de Puck.

– Oh, aqui é lindo. Nunca imaginei que pudesse existir um lugar como esse. – Frannie respondia. – E sem contar que o dia está lindo. Ainda não sei se me apaixonei mais pela noite ou pelo dia. As estrelas aqui são perfeitas.

– Sem contar nas flores que são apaixonantes. – Quinn falava suavemente, passando a mão nas flores ao redor deles.

– E a suprema as deixam sair da mansão? – Puck perguntava.

– Deixa, mas só se Dani ou Alec nos acompanhar.

– Alec? – Santana franzia o cenho.

Alec e Dani eram caçadores de sombras que ainda viviam em Idris. Ambos vinham de família de nephilins e eram irmãos. Apesar de Alec ter idade de Santana, os dois não se davam muito bem e o mesmo vivia para servir Idris e só saiam se fosse preciso.

– Vocês o conhecem? – Quinn perguntava, fazendo a latina olhá-la.

– Conhecemos. Alec e eu crescemos juntos, mas nunca nos demos muito bem. – Santana franzia o cenho, passando os dedos sobre a testa de Quinn. – Mas é bom saber que vocês duas não ficam sozinhas.

– Sim, Alec e Dani estão sempre por aqui. Inclusive, Tana, ele me ensina muita coisa sobre minhas habilidades. – Quinn comentava, e por alguma razão, aquilo fazia o estômago de Santana revirar.

– E ele te ensina a praticá-las? – Puck perguntava.

– Ensina. Não estamos em um nível muito avançado. Ainda é bem difícil controlar meus sentimentos e minhas saudades. – Quinn pausava, depositando um beijo contra a bochecha de Santana. – Mas acredito que em breve terei controle.

– Claro que terá. – A latina falava empolgada.

– Bom, se vocês me derem licença, eu e Frannie vamos dar uma volta. – Puck sorria, passando seu braço em volta da cintura da irmã de Quinn.

– Oh, claro. Fiquem a vontade.

– Comportem-se. – Quinn brincava e logo os dois voltavam para dentro da mansão deixando as duas a sós. Antes que pudessem aproveitar o momento, uma voz fazia Santana ser surpreendida.

– Santana? – Carlos Lopez, estava parado na porta usando um lindo terno preto o deixando ainda mais charmoso com seus cabelos grisalhos. O sorriso em seus lábios em ver sua filha mostrava o quão feliz e surpreso estava.

– Papa? – A latina abria seu maior sorriso, se afastando de Quinn e rapidamente seus braços estavam em volta de seu pai, com sua cabeça deitada em seu peito lhe abraçando com força.

– Oh mijá... Que saudades. – Carlos abraçava sua caçula com força, depositando um beijo contra o topo de sua cabeça. – Me deixe te ver. – O mesmo pousava suas mãos em seus ombros, se afastando para ver o quão crescida Santana estava. – Wow... Você está linda, mijá. Se tornou uma linda mulher. Estou orgulhoso de você.

– Gracias, papi. – Santana respondia. – Eu tive a quem puxar, não é mesmo? Nós Lopez somos lindos.

– E convencidos. – Quinn brincava ao se aproximar dos dois.

– Eu? Jamais. – Carlos revirava os olhos, fazendo as duas rirem. – É ótimo te ver aqui, mijá. E apesar de no começo não ter conseguido entender o que estava acontecendo, depois que conheci a adorável Quinn entendi o porque você estava protegendo-a tanto. – Carlos falava suavemente, e as duas se olhavam apaixonadas. – Russel foi um grande amigo na adolescência e jamais deixaria que suas filhas passassem pelo o que passou.

– Gracias, papi. Não sabe o quanto é bom ouvir isso. Não acho que a suprema tenha gostado da ideia sobre eu e Quinn. Sobre tudo o que está acontecendo em geral, mas eu só concordei em deixa-la vir, porque sabia que você estaria aqui. – Santana sorria, e seu pai a olhava carinhoso.

– Agradeço a confiança, mijá. – O mesmo apenas assentia em agradecimento e Santana fazia o mesmo. – Bom, mas acredito que você não está aqui para me ver, não é. Então vou deixá-las a sós. – Carlos brincava, fazendo Santana revirar os olhos. – Seja bem-vinda de volta, mijá e leve o tempo que precisar para voltar. Você sabe que precisa passar um tempo com o seu pai, não sabe?

– Si, papi, eu sei. E prometo que antes de ir embora vamos passar um tempo juntos. – Santana falava carinhosa e Quinn podia perceber a diferença entre a relação da Santana com a mãe e com pai. A latina sem dúvidas era mais apegada ao pai e o tratava como seu melhor amigo. Ao contrário de Maribel que Santana a tratava como... Uma superiora e não sua mãe.

– Está bem. Divirtam-se. – Carlos se aproximou depositando um beijo na cabeça da filha e em seguida na de Quinn antes de finalmente deixá-las a sós.

– E então, mmm... – Quinn segurava na mão de Santana, começando a balançar suavemente. – Já que estamos a sós, o que acha de matarmos a saudades? – A vampira olhava intensamente para os olhos de Santana, mordendo o canto de seus lábios e sem dizer nada, a latina passou seus braços em volta da cintura de Quinn, atracando seus lábios aos da mesma antes de subirem para seu antigo quarto.

Xxxx

– Suas runas são perfeitas. – Quinn falava suavemente, enquanto seus dedos deslizavam pelas costas de Santana. Ambas estavam nuas deitadas na cama apenas com um lençol as cobrindo.

– Sou ótima no que faço. – Santana falava maliciosa, com seus olhos fechados. A mesma estava com a barriga para baixo, o lençol cobria apenas de sua cintura para baixo, já que a própria Quinn quis admirá-la.

– E tem cicatrizes. – Quinn deslizava a ponto de seus dedos pelas pequenas e quase invisíveis cicatrizes de Santana, até alcançar uma maior e mais visível. – Posso te perguntar uma coisa? – A vampira falava suavemente, e Santana sorria sabendo qual seria a pergunta.

– Você quer saber como ganhei essa cicatriz. – A latina sussurrava abrindo seus olhos e encontrando os intensos avelãs lhe encarando e assentindo. – Quando tinha dezesseis anos, um demônio maior do que aquele na sua casa me atacou. Eles aparecem em várias formas e esse parecia uma mistura de homem com escorpião. – A vampira franzia o cenho. – Confuso, eu sei, mas ele era assustador e enorme. O mesmo não precisava de armas para lutar, porque em seu rabo, tinha uma lança afiada. E bom, resumindo, na tentativa de proteger um dos nossos, a lança dele praticamente me rasgou ao meio. – Santana falava suave, e Quinn arregalava os olhos. – Essa cicatriz não é nem a metade do caos que ele me deixou. Graças ao Mike, esse foi o que me restou.

– Wow... San... – Quinn respirava fundo, e era difícil imaginar o modo como Santana tinha ficado. – Fico feliz que você tenha conseguido, ou então nos nunca teríamos nos conhecido. – A loira se aproximava, depositando um beijo suave sobre a bochecha da latina, deslizando para a orelha da mesma. – E essa cicatriz é sexy. – Quinn sussurrava, voltando a beijá-la carinhosamente por todo o rosto, a fazendo rir.

– É bom saber disso. – Santana se virava, ficando de frente para Quinn, passando um de seus braços na cintura da mesma e encaixando seu corpo ao dela.

– Posso te fazer outra pergunta? – Quinn fazia um bico suave, pousando sua mão sobre a bochecha da latina, que começava a rir.

– Pode, princesa. – Santana usava seu sotaque, fazendo Quinn morder o canto de seus lábios.

– Mm... Por que com seu pai você é tão carinhosa e com a sua mãe você a trata como sua chefe? – A loira não sabia se tinha ultrapassado algum limite na sua relação com Santana, mas já que ambas estavam naquele momento romântico e de sinceridade, a mesma achou que talvez, essa seria uma ótima oportunidade para conhecer sua amada.

– Mmm... – Santana pressionava seus lábios, respirando fundo e logo Quinn entrava em desespero, com medo de ter ido longe demais.

– San, me desculpe. Você não precisa me contar se não quiser. – Quinn sorria suavemente, depositando um selinho carinhoso nos lábios da latina.

– Está tudo bem. – Santana sorria, franzindo o nariz deixando seu rosto próximo ao de Quinn. – Minha relação com minha mãe nunca foi boa após a morte da minha irmã. Claro que Maribel é uma ótima mãe, mas não é o tipo de mãe que abraça, beija ou canta uma canção antes de dormir. – A latina arqueava sua sobrancelha. – Ela sempre foi a suprema e desde quando nasci, ela fazia questão de nos lembrar isso. Maribel sempre foi protetora, não posso negar, mas nunca tive afeto de mãe. Sempre foi meu pai. Ele é o mais divertido e ao contrário da minha mãe, depois da morte de Sierra, eu e meu pai ficamos ainda mais próximos. Quando comecei meu treinamento para se tornar uma caçadora de sombras, era ela quem me cobrava desempenho, já meu pai, apenas dizia que eu precisava aproveitar e me divertir nos treinos. Mas não posso negar que se hoje sou boa no que faço, foi graças a ela. Ela não tinha piedade alguma quando me machucava ao usar uma arma errado. Já tive muitos cortes no rosto, graças ao meu chicote. – A latina ria baixo, sentindo seu bracelete andar pelo seu braço. – Ela faz questão que eu a trate como a suprema, afinal, era isso que ela sempre me dizia: “Eu sou a suprema, Santana. Você precisa me respeitar.”. Começou sendo assim fora de casa, até o momento em que nos dizia isso dentro de casa. Meu pai sempre foi o supremo, mas ele deixava claro que a cima de tudo, era meu pai e melhor amigo. Se ela quer ser tratada como suprema pela própria filha, então será. – Santana não parecia desconfortável e seu tom de voz continuava o mesmo.

Talvez Santana já tenha se acostumado com isso.

Quinn pensou, sorrindo e roçando seu nariz sobre o da latina, depositando outro selinho em seus lábios, assentindo.

– É difícil imaginar uma mãe assim. – Quinn sussurrava. – Porque minha mãe era tão carinhosa e fazia questão de nos colocar na cama e abraçar, e beijar sempre que acordávamos ou quando íamos ficar longe uma da outra. Ela tinha medo que alguma coisa acontecesse. Sempre dizia que nos amava o tempo todo. – A loira sorria, deslizando seus dedos sobre a bochecha da latina. – Sempre tive essa imagem sobre qualquer mãe. Na minha cabeça, todas eram exatamente como senhora Judy. – Quinn ria baixo, fazendo Santana rir.

– Acredite, se não fosse pela minha abuela, eu jamais saberia o que era amor materno. – Santana revirava os olhos, encaixando uma de suas pernas entre as de Quinn. – Eu e minha irmã estávamos acostumadas. Mesmo Sierra recebendo melhor tratamento materno do que eu. As vezes penso que fui um erro para Maribel, e, ela provavelmente me odeia, mas aprendi a não me importar. Tenho um pai e avós que são os melhores. – A latina dava de ombros.

– E sua irmã? Vocês eram próximas? – Quinn deitava sua cabeça no mesmo travesseiro de Santana, passando seu braço por baixo do da mesma e lhe abraçando.

– Muito. Sierra era a típica irmã mais velha que pegava no meu pé, mas sem dúvidas teríamos sido uma ótima dupla de caçadora de sombras. – Santana sorria, acariciando o quadril de Quinn. – Acredito que hoje ela seria uma versão melhorada de Puck. – Quinn soltava uma risada suave, depositando beijos no pescoço da latina.

– Isso é bom. Ela seria uma versão melhorada.

– Ela teria me ajudo. – Santana agora sussurrava e Quinn percebia a mudança em seu tom de voz. – Sierra teria me ajudado a cuidar de você, e estaríamos feito loucas a procura de Phillipe e Shelby. Ela sempre foi mais inteligente do que e se estivesse viva, estaria nesse exato momento me irritando por eu estar tão boba por você. – A latina brincava e agora as duas riam.

– E você está? – Quinn sussurrava.

– Estou o que?

– Boba por eu estar com você?

– Eu não estou boba, Q. – Santana sussurrava, afastando seu rosto, encontrando os olhos de Quinn.

– Ah não?

– Não... – Santana aproximava seus lábios aos da loira, roçando suavemente um sobre o outro. – Eu gosto muito de você, Quinn. – A latina sussurrava, fechando seus olhos e Quinn fazia o mesmo, sentindo a respiração quente de Santana contra seus lábios.

– Eu também gosto muito de você, San. – A vampira sussurrava de volta e seu coração parecia que explodiria. Ela sabia que gostar não era a palavra certa para tudo aquilo que sentia, mas não queria assustar Santana dizendo algo que estragasse o momento. Quinn não tinha certeza se a caçadora de sombra estava na mesma página, até porque, os sentimentos da vampira eram mais intensos e tinha medo de apressar algo que estava tão bem.

As mãos da latina deslizavam pelo quadril de Quinn, passando por uma de suas coxas e a puxando na altura de sua cintura, sentindo o centro da mesma sobre sua própria perna. Santana arranhava a pele macia de Quinn com força, fazendo a mesma soltar um gemido abafado contra seus lábios, apertando a ponta dos dedos contra suas runas.

– Estava sentindo tanta sua falta, San. – Quinn sussurrava durante o beijo, deslizando sua mão para a bunda da latina e apertando com força, encaixando seu quadril ao da mesma.

– Prometo que assim que matarmos Phillipe e Shelby, você e sua irmã voltam para a mansão. – Santana interrompia o beijo, mas começava a movimentar seu quadril, deixando sua coxa roçar contra o centro de Quinn lentamente.

– San...- Quinn gemia suavemente e sem dizer nada, seus lábios estavam novamente contra os de Santana.

Xxxx

– Mmmm... – Santana e Quinn gemiam alto ao atingirem o orgasmo, juntas pela terceira vez naquele dia.

A loira estava por cima de Santana com seu centro pressionado sobre o da mesma e podia sentir seu corpo cansado pelo o dia que passaram na cama. Quinn se deitou nos pés da latina, sentindo seu centro ainda pulsando e ambas ainda estavam tentando se acalmar.

– Não quero que vá embora. – Quinn sussurrava, tirando uma de suas pernas debaixo da latina e colocando seu corpo para cima da mesma. – Não me deixa aqui sozinha de novo, San. – A vampira deitava sua cabeça no peito de Santana, se encolhendo contra os braços que agora lhe abraçavam carinhosamente.

– Eu adoraria poder ficar ao seu lado, princesa, mas preciso te proteger. Não vou te deixar sair daqui enquanto não achar Phillipe e Shelby. – Santana depositava um beijo contra a cabeça da loira, passando sua mão sobre o cabelo da mesma.

– A única coisa que me faz sentir segura, é essa cama. Esse quarto, porque sei que é o seu quarto. – Quinn sussurrava, cansada.

– Logo tudo voltará ao normal, Q.

– Por que as coisas precisam ser dessa forma? – Quinn respirava fundo, e agora, com seu queixo apoiado no peito da latina, e com os olhos cheios de lágrimas olhava para Santana.

– Hey... Quinn, vai ficar tudo bem. Eu prometi que cuidaria de você e é exatamente o que estou fazendo. Não vou deixar que nada de ruim te aconteça. As coisas vão melhorar, eu prometo. – Santana falava carinhosa, depositando um beijo na testa da loira. – Não me perdoaria se algo acontecesse com você, Q. Preciso ter a certeza de que estará segura.

– Você sabe o que dizer para me deixar bem. – Quinn mordia o canto de seus lábios. – Desculpa por parecer uma garota carente e mimada, mas sinto como se não conseguisse mais ficar longe de você, San. Meus sentimentos são difíceis de controlar e meu coração... Céus, parece que vai explodir quando sinto saudades. – As duas se olhavam com tanta intensidade que por alguns segundos, Santana se perdia nos olhos de Quinn. Seu coração acelerava com as palavras da mesma e com a ponta de seus dedos, acariciava o rosto perfeito da vampira a sua frente.

– Nunca imaginei que sentiria tanta falta de alguém sem estar enfeitiçada. – Santana sorria, acariciando o cabelo de Quinn. – Acredite, você é especial, Quinn Fabray, e apesar de ser péssima em me expressar, e-eu também sinto o mesmo. Sinto como se uma parte de mim estivesse faltando. – Santana pausava, olhando carinhosa nos olhos de Quinn. – E eu sei que essa parte vai ser sempre você. – A latina sussurrava a última palavra, depositando um selinho nos lábios de Quinn.

– É exatamente assim que me sinto! – Quinn comentava. – Tenho minha irmã, e agora Dani e Alec, mas nada substitui a vontade que tenho de ter você. – Assim que a vampira tocou no nome de Alec, Santana respirou fundo, segurando a urgência em revirar os olhos.

– Você, Alec e Dani parecem ter se aproximado bastante. – Santana comentava.

– Ah sim, eles estão sempre por perto, a mando de sua mãe. E Alec me ensina muito sobre as flores do jardim. São flores lindas que nunca tinha visto em NYC antes. – Quinn sorria empolgada. – E eles são muito simpáticos. Sem contar que Alec me ensina muito sobre as crianças noturnas.

– Mmm... – Santana murmurava, fazendo um bico suave. A caçadora de sombras não conseguir negar que a aproximação de Alec e Quinn não lhe agradava nem um pouco.

– O que?

– Nada. – Santana sorria, franzindo o nariz.

– San... – Quinn semicerrava os olhos. – Posso ouvir seu coração acelerando e seus olhos mostram que alguma coisa está te incomodando. Eu disse algo errado? – A loira perguntava suavemente.

– Não, não, princesa. – A latina sorria, passando a ponta dos dedos na testa da loira, tirando sua franja do caminho. – Você não disse nada errado. Só me preocupo. Eu e Alec não temos um bom relacionamento e não confio nele.

– Mmmm... Isso é ciúmes? – Quinn provocava, fazendo Santana rir. – Porque você não precisa se preocupar com isso. Não tenho interesse algum em outra pessoa que não seja você.

– É bom ouvir isso, mas não, dork... – A latina passava seu dedo sobre o nariz de Quinn. – Não estou com ciúmes, só não confio nele, Q. Por alguma razão, minha mãe é cega quando se trata de Alec, mas eu e meu pai sabemos que existe algo de errado com ele. Então se qualquer coisa... Se você notar qualquer coisa estranha vindo dele, por favor, promete que vai avisar meu pai, Quinn.

– San... – Quinn sussurrava confusa.

– Me prometa, princesa. – Quinn podia notar o tom de preocupação na voz da latina e assentia, sentindo seu coração apertar e em segundos, o modo como pensava de Alec mudou. – No dia em que minha irmã morreu, ele estava com ela. Alec diz que fez o que pode para salvá-la, mas nunca acreditei em uma palavra do que ele disse. Nem mesmo meu pai. Algo na história dele estava vago e apenas minha mãe que estava cega por perder uma filha, foi capaz de acreditar e confiar nele. Acho que nem mesmo a irmã dele, Dani, confia no próprio irmão, então, por favor, não hesite em procurar meu pai.

– Claro. Tudo bem, San, e-eu farei isso.

– E avise sua irmã. Vocês duas precisam ficar atentas nele, está bem?

– Tudo bem. – Quinn sorria novamente, mas não podia negar que se sentia apreensiva em relação ao Alec naquele momento.

– Eu me importo muito com você, Q. – Santana sussurrava.

E eu amo você.

Quinn pensava, sentindo seu coração apertando. A mesma escondeu seu rosto no pescoço da latina, lhe abraçando com força.

– Eu também me importo muito com você, Tana. – Quinn depositava um beijo no pescoço da latina. – A que horas você precisa voltar?

– Eu preciso voltar. –

– Santana! – Antes que a latina pudesse responder, um estrondo abria a porta do quarto e com rapidez, Quinn puxou o lençol da cama cobrindo ambas.

– Céus, Puckerman! Mas que porra é essa? Você quer nos matar do coração? – Santana falava furiosa, enquanto Puck e Frannie pareciam nervosos. – O que aconteceu?

– Nós precisamos ir agora! – Puck comentava. – Rachel está a caminho e Eleanor e Marcus estão com ela. Mercedes e Luke estão a nossa espera. Nós precisamos ir agora, Santana!

– Puckerman, o que aconteceu? – Santana perguntava novamente, ainda mais furiosa pelo mistério de Puck.

– Um navio. Em Manhattan. – Puck comentava, fazendo Santana arquear sua sobrancelha confusa.

– E...?

– Um navio de cargas, Santana. Com mais de 100 metros.

– Puckerman, fala de uma vez! – A latina grunhia levantando da cama a procura de sua lingerie, enquanto Puck estava nervoso demais para reparar em seu corpo.

– Um navio de carga preto, com mais de 100 metros de cumprimento e abandonado está parado em Manhattan, Santana. E nós dois sabemos que isso não é normal. Sem contar que nenhum mundano foi capaz de enxerga-lo. – Puck falava rápido, e ao completar sua última frase, Santana o olhou com o cenho franzido.

– Oh merda!

– Tana? O que está acontecendo? – A voz suave de Quinn ecoava no quarto, fazendo a latina se aproximar, após abotoar seu jeans.

– Um navio provavelmente lotado de demônios está parado no lugar mais popular de Manhattan e tem grandes chances de ser da pessoa que estamos procurando.

– Phillipe?

– Isso! E se tivermos a sorte de encontrá-lo lá. Mataremos dois coelhos com uma cajadada só. – Puck falava animado e Santana voltava a se vestir.

– A suprema está sabendo disso? – Santana perguntava, fechando o zíper de suas botas, sem reparar que Quinn também levantava da cama começando a se vestir rapidamente.

– O que você acha? – Puck a olhava ironicamente, sem precisar sequer dar uma resposta.

– Vocês não podem invadir aquele navio sem um plano. – Frannie falava assustada, olhando de Santana para Puck.

– Oh baby, acredite, Santana tem um plano desde o momento em descobriu tudo isso. – Puck arqueava uma de suas sobrancelhas, olhando orgulhoso para a latina que terminava de se arrumar, prendendo seu cabelo em um rabo de cavalo.

– Não! – Quinn sentia seu peito apertar com a simples ideia de perder Santana. A vampira rapidamente se aproximou da caçadora de sombras, pousando suas mãos no rosto da mesma, fazendo-a olhar em seus olhos. – Você precisa me prometer que também vai tomar cuidado. San, por favor, não faça nada sem pensar. E-eu preciso de você.

– Quinn... – Santana sussurrava, pousando sua mão por cima da de Quinn e depositando um beijo suave. – Nada vai acontecer comigo. Prometo que vou estar de volta assim que acabarmos com aquele navio e tudo o que estiver dentro dele.

– Oh, isso é verdade. Não vamos sair de lá enquanto não fizermos aquele navio inteiro virar pó. – Puck falava suavemente.

– San...

– Vai ficar tudo bem. Meu pai vai estar aqui para te dar notícias, está bem? – Santana depositava um beijo nos lábios de Quinn, na tentativa de acalmá-la e no mesmo instante, com seu coração acelerado, a vampira apenas assentiu, depositando outro selinho na latina. — Nós precisamos ir. Não se esqueça do que te falei sobre Alec, está bem? Prometo que volto.

– Mhm. E-eu vou me lembrar e vou tomar cuidado. – Quinn sorria sentindo seu coração apertar.

– Nós precisamos ir! – Puck começava a se despedir de Frannie e agora os quatro desciam as escadas onde Rachel estava lhes esperando com Marcus e Eleanor.

– Wow Eleanor... – Santana arqueava uma de suas sobrancelhas, falando com a antiga melhor amiga de sua irmã. – Você está ótima. – A latina comentava.

Eleanor era uma mulher de cabelos pretos como a noite, e olhos azuis como as estrelas. Sua pele era branca seus lábios de um rosado com contornos perfeitos. Ela tinha a mesma altura de Rachel, mas vestia-se como Santana.

– É sempre bom te ver também, kiddo. – Eleanor provocava, fazendo Santana mostrar a língua.

– Nós precisamos ir antes que o navio desapareça. – Rachel falava as pressas sem sequer cumprimentar Quinn.

– Espera! Antes eu preciso de um brinquedinho novo. – Santana sorria maliciosa se afastando de Quinn, se aproximando da enorme lareira no centro da sala e assim que tocou um dos tijolos, a lareira de tijolos brancos começava a se partir ao meio, mostrando um enorme armário de armas preparadas para nephilim, apenas.

– Puta que pariu! – Puck falava empolgado e em choque. – O armário de armas do supremo.

– Wow... – Quinn arregalava os olhos ao ver a quantidade e variedade de armas, espadas e outros pendurados naquele enorme armário.

– Santana, se você quer um chicote ou uma espada nova, por favor, pegue qualquer uma. – Rachel falava impaciente, mas Santana andava lentamente a procura de uma arma em especial.

– Rachel, não troco Nerfetite por nenhum outro chicote.

– Nerfetite? – Quinn sussurrava olhando para Puck que colocou a mão em seu próprio pulso indicando o bracelete em forma de serpente no pulso da latina.

– E a arma que estou procurando... – Santana olhava para as prateleiras de cima e foi então que seus olhos brilharam. Um conjunto de espingarda prata calibre 12 estavam logo a sua frente. A mesma deixou seu chicote deslizar sobre sua mão, e assim que o mesmo ficou maior, lançou para as duas espingardas a trazendo direto para suas mãos, enquanto seu chicote se enrolava novamente em seu pulso.

– Oh, não! – Puck arregalava os olhos ao ver as armas da latina.

– Santana! – Eleanor falava em choque. – V-você não pode usar essas armas. Elas são do supremo e. –

– São do meu pai, Eleanor. Eu sei. – Santana olhava apaixonada para as espingardas. – Mas agora vão ser minhas. – A latina virou-se novamente para o armário, colocando um colete para prender as duas armas em suas costas e em seguida fechou a parede e todos a olhavam de olhos arregalados.

Apesar de parecer simples espingardas, as armas eram poderosas. Suas balas não eram simples como de uma arma qualquer, apenas em sua aparência. As armas eram carregadas com balas parecidas com as comuns, mas quando saíam, se abriam formando uma lança afiada de três pontas que causa um enorme estrago em qualquer criatura sombria. Era a arma perfeita para Santana Lopez.

– Phew... Seu pai vai surtar. – Puck brincava, mas Santana já estava decidi que aqueles seriam seus novos brinquedos.

– Nós precisamos ir. – Marcus anunciava ao abrir o portal na enorme sala da mansão.

Rapidamente, Santana e Quinn se despediram prometendo novamente se veriam em breve. Era difícil para a latina deixar a vampira para trás, mas ela sabia que era necessário ou então, ficaria louca tentando protegê-la. Sua preocupação com Alec fazia seu coração apertar, mas Santana apenas lembrou Quinn sobre o mesmo, tentando confiar na vampira.

– Prometo que voltarei assim que aquele navio virar cinzas. – Santana sussurrava próxima aos lábios de Quinn.

– Tudo o que sinto está enlouquecendo, Tana. E-eu estou com tanto medo em te deixar ir, mas sem dúvidas você sabe o que está fazendo. – Quinn falava aflita. – Mas, por favor, tome cuidado, está bem? Por mim? – A loira falava carinhosa e a preocupação e medo pela caçadora de sombras estava estampada em seus olhos.

– Vou me cuidar... Por você. – A latina sorria, e Quinn fechava seus olhos ao receber o último selinho demorado em seus lábios.

Após se afastarem, seu coração gritava de medo. Ela podia ver Puck e Frannie se despediram novamente, e em frações de segundos, os caçadores de sombras desapareciam juntos pelo portal prontos para novamente caçarem Shelby e Phillipe naquele navio. A vampira fechava seus olhos sentindo a mão de sua irmã sobre a sua e as palavras presas em seu coração saiam como sussurro sem que pudesse pensar duas vezes.

– Eu te amo, Santana.

Notas finais
E então? Gostaram? Adoro terminar os capítulos dessa história com um gosto de "quero mais." Review? xxxx