Seven Devils

17 It's not the time


Notas iniciais
Oie gente, peço desculpas pela demora para atualizar essa fanfic, mas tive um bloqueio para desenvolver o capítulo e demorei... Isso acontece, mas aqui está o capítulo novo e espero que gostem!!! xxx

– Cara, como eu adoro minha vida! – Puckerman falava animado, enquanto via a caminhonete que Mike enfeitiçava para que os caçadores de sombras pudessem alcançar o navio atravessando o grande rio de Manhattan.

O grande navio parecia abandonado, mas os caçadores de sombras sabiam que ali dentro podiam encontrar qualquer coisa, porém, esperavam encontrar as pessoas que mais procuravam. Phillipe e Shelby.

– Certo. Nós vamos todos juntos e entraremos juntos. Não sei ainda o que encontraremos lá, mas é bom ficarmos juntos. – Santana falava suavemente, virando-se para Mike. – Você vai ficar aqui?

– Está brincando? E perder mais um massacre de demônios? – O feiticeiro falava irônico, fazendo as caçadoras revirarem os olhos.

– Podemos ir? – Eleanor perguntava impaciente. A garota tinha muito em comum com Santana e talvez era exatamente por isso que se davam tão bem.

– Podemos. – A latina respondia, e todos entravam na caminhonete com Santana no banco da frente e Mike guiando o automóvel em direção ao navio.

Enquanto a caminhonete flutuava pelo rio, em direção ao navio, Eleanor e Puck ajeitavam suas espadas enquanto Santana verificava se suas armas estavam carregadas. Além de ter pegado emprestado às armas de seu pai, Santana também tinha em volta de sua cintura – como um cinto -, as munições para seus brinquedinhos. Claro que seu chicote estava em seu pulso e ela também o usaria se fosse preciso, afinal, o chicote era sua arma preferida.

– Chegamos. – Mike levava a caminhonete, estacionando-a no deck do navio que também estava abandonado. Se não fosse pela luz do sol aquele lugar seria mais assustador do que já estava.

Santana foi a primeira descer, ajeitando sua jaqueta preta, e passando a mão em seu perfeito rabo de cavalo, tendo a certeza que continuava linda e perfeita para aquela luta. Nenhum deles sabia o que exatamente encontrariam dentro daquele navio, mas uma coisa Santana tinha certeza, se encontrasse Shelby ou Phillipe, não hesitaria em mata-los.

– É melhor entrarmos por aqui. – Rachel comentava, mostrando uma porta como um tampa de porão presa no chão, logo ao seu lado.

– Não, Rachel... – Puck balançava a cabeça, rodando a espada em uma de suas mãos. – O melhor é entrarmos pelo deck da frente. Não chamaremos atenção e acredito que teremos mais chances em achar seja lá o que estiver lá dentro.

– Por que apenas não descemos essa escada? – Eleanor apontava sua estala para a escada a frente, fazendo-os assentirem.

– Puck e eu vamos na frente. – Santana comentava. – Eleanor e Rachel atrás e Marcus nos dará cobertura junto de Mike. – A latina os olhava esperando uma confirmação e todos assentiam, concordando.

Santana e Puck foram os primeiros a se posicionarem em frente à escada, com suas armas em mãos, olhando atentos para cada degrau que pisavam a sua frente. Eleanor e Rachel estavam logo atrás fazendo o mesmo, enquanto Mike atrás delas estava com suas mãos preparadas para atacar e Marcus descia lentamente olhando para trás e para os lados.

Assim que seus pés tocaram o chão, Santana e Puck se posicionaram para a frente um ao lado do outro, enquanto Rachel e Eleanor olhavam para os lados, e Marcus para trás. Santana posicionava uma de suas armas para frente, mas não podiam ver nada. O lugar onde desceram parecia um grande salão onde a iluminação falhava e alguns cantos estavam escuros. O silêncio era arrepiante e o cheiro de enxofre, fazia com o que seus narizes ardessem.

– Ugh! Odeio lugares assim. – Eleanor fazia careta, revirando os olhos, enquanto todos tiravam da cintura uma pequena lanterna, direcionando a sua frente.

– Não tem nada aqui. – Mike sussurrava.

– Esse lugar parece um salão de festa. – Puck falava confuso.

– Como pode ser um salão de festa, se esse navio é de cargas, Puckerman? – Eleanor perguntava confusa.

– Talvez, não fosse exatamente um navio de cargas. – Rachel comentava, suavemente, enquanto todos examinavam o local onde apenas algumas cadeiras abandonadas e quebradas estavam espalhadas pelo chão. – Se esse navio realmente for para transportes de criaturas do submundo, talvez eles possam fazer do interior, algo diferente.

– Mas por que então nenhum Nova Yorkino consegue enxergá-lo? – Mike perguntava.

– Talvez porque Phillipe sabia que se descobríssemos sobre esse navio, viríamos atrás. – Santana respondia, e todos terminavam de examinar o lugar onde estavam.

– Esse cheiro de enxofre só mostra que vamos ter muito trabalho aqui dentro. – Marcus virava-se apontando sua lanterna para uma porta dupla de vidro, e todos acompanhava seu olhar. – Vamos.

– Precisamos ir devagar. Não quero trombar com nenhum demônio de surpresa. – Eleanor revirava os olhos, fazendo Santana rir.

– Não se preocupe, E. Nós vamos ir com cautela.

Ao trocarem de posição, Puck estava a frente com Rachel, enquanto Santana andava logo atrás com Eleanor e Marcus que olhavam para todos os cantos que passavam.

Assim que abriram a porta, podiam avistar um longo e estreito corredor a frente no qual estava escuro. Não tinha uma iluminação qualquer, e apesar de estreito, era o suficiente para caber três pessoas lado a lado.

Marcus, Puck e Mike andavam a frente, enquanto as três garotas estavam logo atrás. Eleanor agora dava cobertura atrás, enquanto Santana e Rachel vigiavam a frente e olhavam Eleanor. Era difícil dizer onde estavam indo, já que cada passo que davam pareciam estar literalmente entrando no inferno. O silêncio continuava e a escuridão fazia Mike se arrepiar.

As lanternas que os caçadores tinham em mãos não eram grandes e iluminava apenas alguns metros a frente dos mesmos. O fato de não saberem o que encontrariam, faziam todos ficarem nervosos e aflitos. Santana odiava esse tipo de situação e sua vontade era sair correndo a frente até encontrar uma luz que fosse.

– Esse corredor é tipo... O corredor da morte? – Marcus brincava, fazendo Eleanor e Rachel rirem suavemente.

– É o que parece. – Mike comentava.

– Parece não ter fim. – Puck continuava olhando atento para a escuridão a frente.

– Esse cheiro nojento de enxofre está me dando náusea. – Rachel sussurrava, sem soltar seu arco e flecha, que os seguravam com firmeza caso precisasse usar de imediato.

– Hey... – Puck falava surpreso, fazendo todos eles pararem.

– O que foi? – Santana perguntava.

– Tem alguma coisa aqui. – O caçador de sombra apontava a lanterna para frente, olhando para a escuridão a frente, enquanto todos faziam o mesmo. Era difícil ver se realmente tinha algo ali, ou se Puck apenas estava confuso com todo aquele silêncio.

– Não vejo nada, Puck. – Mike semicerrava os olhos, olhando à frente.

– A escuridão não nos deixa ver direito. – Marcus respondia.

– Mike, você é um feiticeiro. Faça alguma coisa. Nos dê uma luz aqui. – Santana falava irritada e Mike revirava os olhos, movimentando seus dedos suavemente. No momento em que seus dedos estralaram, uma bola de luz salto pelo seu dedo, subindo e no momento em que atingiu o teto, a mesma explodiu, fazendo com que todo o corredor se iluminasse.

– Oh merda... – Eleanor sussurrava, e logo todos voltavam a olhar para frente.

No total, trinta demônios estavam parados a frente em formatos de mundanos, no qual usavam roupas pretas, com capuz cobrindo o rosto. Todos eles estavam parados com as mãos dentro da jaqueta em que usavam e em uma organizada fileira no qual os mantinham juntos, ombro a ombro.

Nenhum deles se mexia, mas assim que a luz os iluminou, todos grunhiam como cachorros ao mesmo tempo. O grunhindo era alto e estrondoso, fazendo os caçadores de sombras quererem tampar seus ouvidos.

– Eles são muitos. – Puck comentava, sem tirarem os olhos do que estava a frente.

– Santana, nós não podemos nos exaustar agora. Não sabemos o que ainda tem dentro desse navio, e se esperamos encontrar Phillipe e Shelby, precisamos estar fortes o suficiente para lutarmos. – Eleanor falava para latina.

– Eleanor tem razão, San. – Rachel se aproximava da latina. – Nós não podemos nos desgastar.

– Não podemos, mas não temos outra saída. – Marcus falava, sem se virar para olhá-las.

– Marcus tem razão, estamos presos nesse corredor e se quisermos continuar, vamos precisar tirá-los da nossa frente. – Puck concordava com o amigo.

Santana sabia que Puck e Marcus tinham razão. Se quisessem sair dali, teriam que passar por aqueles demônios que grunhiam como cachorros. Ela sabia que seria fácil e com a arma que usava mataria todos em milésimos de segundos. Mas, Santana também sabia que suas amigas também tinham razão. Ela não poderia se cansar e deixá-los cansados. O grupo não sabia o que encontraria à frente, e, na esperança de encontrar Shelby e Phillipe, eles precisavam de forças o suficiente para enfrentá-los.

Enquanto pensava, os demônios começavam a dar passos na direção dos caçadores. Seus passos eram lentos e caminhavam como uma coreografia perfeitamente ensaiada.

– Santana! – Eleanor se posicionava, segurando sua arma em mãos, chamando pela latina que parecia ter viajado.

– Nós precisamos mata-los. – Foi a única coisa que disse, antes de tirar sua segunda arma das costas e com ambas, atirar na direção de duas fileiras de demônios, onde a bala atravessou rapidamente a cabeça de seis deles, três de cada fileira. – Agora entendo o porque meu pai ama tanto essas duas belezinhas. – Santana sorria, e agora os caçadores de sombras atacavam, enquanto demônios avançavam furiosos e grunhindo ainda mais alto.

– Whoa... – Eleanor gritava, rodando sua espada, dividindo demônios e mais demônios ao meio, os fazendo virar pó.

Todos eles lutavam sem hesitar, tanto achar espaço suficiente naquele corredor para se espalharem. Os demônios viam de frente, pulando e se jogando na direção dos caçadores de sombras. Rachel usava seu arco e flecha. Puck suas duas espadas, que manejava suavemente nas mãos. Marcus e Eleanor também tinham espadas, Santana era a única quem tinha suas duas armas e seu chicote.

– Santana! – Marcus gritava em meio aos demônios. – Pare de usar suas armas, ou então, ficará sem munição. – O rapaz partir mais um demônio ao meio.

– Aww... Só porque eu estava amando usá-las. – A latina fazia um bico suave, guardando rapidamente as armas para trás em suas costas, e no mesmo instante seu chicote brilhava no chão, e ao rodá-lo acertando mais três demônios e os fazendo virar pó.

– Esses demônios são... Adolescentes? – Rachel comentava, enquanto soltava sua flecha no demônio que pulava na direção de Eleanor.

– E inexperientes. – Puck gritava do outro lado.

Apesar de terem um exercito de demônios para derrotar, os caçadores de sombras e Mike, parecia derrotá-los com facilidade, já que as criaturas apenas se jogavam para cima dos mesmos ao invés de realmente atacá-los.

– Eles só estão aqui para nos atrasar. – Santana comentava.

– Então vamos acabar com eles de uma vez. – Mike sorria malicioso, abrindo suas mãos e as juntando. O feiticeiro encarava os demônios a frente sendo massacrados e ao juntar suas mãos, uma bola verde surgia entre elas ficando exatamente do tamanho de uma bola de futebol. O mesmo levantou as mãos à cima de sua cabeça, olhando para seus amigos, caçadores de sombras. – Se afastem! – O feiticeiro gritou, chamando atenção dos mesmos que ao olharem, arregalaram os olhos recuando para trás de Mike. Sem hesitar, usando suas mãos, Mike lançou a bola na direção do grupo de demônios que ainda restou e em segundos, todos viravam pó de uma vez, causando uma grande fumaça de areia a frente dos caçadores de sombras.

– Mas que porra, Mike! – Santana gritava, virando para Mike. – Você podia ter feito isso antes mesmo de começarmos a lutar. – A latina falava irritada, fazendo Eleanor se aproximar, apoiando uma de suas mãos sobre o braço de Santana.

– San... – Eleanor falava calmamente, fazendo Santana olhá-la. – Não é hora para brigarmos entre nós. Precisamos sair daqui antes que apareça algo pior. – Santana olhava nos olhos de Eleanor e começava a se acalmar, assentindo.

Sem dizer nada e voltando para as mesmas posições, o grupo voltava a caminhar pelo corredor do navio, e em menos de um minuto, avistavam uma grande porta preta a frente. Puck e Marcus se posicionavam ao lado da porta, enquanto as três mulheres se posicionavam a frente da porta com Mike logo atrás, com suas mãos já formando um de seus feitiços.

– No três... – Marcus olhava para Santana que assentia. – Um, dois... Três. – Puck abriu a porta e se depararam com um grande salão também abandonado. O mesmo parecia um grande bar, no qual apenas balcões abandonados ainda estavam sobre os cantos do salão. Os caçadores entraram com cautela, com suas respectivas armas em mãos. Ao contrário do corredor, o bar abandonado tinha iluminação e podia mostrar claramente para onde era a próxima saída.

Uma grande e larga escada dourada estava logo ao centro do salão, mas logo a cima tudo voltava a estar escuro. Os caçadores se olharam e ao assentirem, começavam a subir as escadas lentamente, mas tudo estava silencioso. O lugar parecia vazio, e nenhum sinal de demônios ou qualquer outra criatura.

– Juro que às vezes detesto entrar em lugares assim. – Rachel comentava.

– Nós estamos próximos. – Mike sussurrava, sem tirar os olhos do topo da escada.

– Como assim, estamos próximos? – Santana perguntava.

– Consigo sentir uma força, muito forte vindo de lá. – O feiticeiro apontava para o topo da escada. – Não sei exatamente de onde estava vindo, mas é na parte superior, e é como se estivesse me chamando... Nós chamando. É algo que nunca senti antes. – Mike falava suavemente, e Santana o olhava preocupada. Ela não sabia o que aquilo significava, mas seus instintos de caçadora de sombras, diziam que não era algo bom.

– Espera. – Mike os paravam, antes mesmo de passaram pelo último degrau. – Não vou poder passar. – O feiticeiro olhava para frente, movimentando suas mãos no ar, como se estivesse tocando em uma parede invisível.

– Mike, não estamos entendendo. – Rachel comentava.

– O feitiço que colocaram aqui... É como se soubesse que estávamos vindo. Que eu estava vindo, e não me deixam passar. Nenhum outro feiticeiro pode passar por aqui, apenas caçadores de sombras. – Mike olhava para Santana, que subiu o último degrau, passando por Mike e no mesmo instante, as luzes começavam a se acender uma por uma, fazendo todos eles se colocarem em posição.

Puck, Rachel e Eleanor, estavam em volta de Santana, enquanto Marcus olhava para baixo, no começo da escada, verificando se ainda estavam sozinhos.

– É por ali. – Mike apontava para direta, onde tinham duas portas vermelhas.

– Como sabe que é por ali? – Eleanor perguntava.

– A força nesse corredor é muito grande, e ela está vindo daquele lado, só não sei dizer ao certo qual porta é. – Mike se posicionava no centro da escada. – Vão, e seja lá o que estiver lá dentro, descubram. Vou ficar aqui esperando por vocês. – O feiticeiro formou uma enorme bola vermelha nas mãos, jogando na escada, fazendo Marcus pular para perto de seus amigos, e todos viam Mike – e as escadas –, desaparecerem.

– Como ele...? Quer saber, deixa pra lá. O importante é que sabemos para onde ir. – Eleanor falava suavemente, virando na direção das duas portas vermelhas.

– Puck, Marcus... Vocês nos dão cobertura, enquanto eu e Eleanor entramos. – Santana comentava, olhando para Rachel. – Não saia de trás de mim. – A morena assentia, pegando uma de suas espadas em mãos e guardando seu arco e flecha.

Os caçadores começavam a andar lentamente em direção a porta, e conforme se aproximavam, um barulho – nunca ouvido antes – soava estrondoso de uma das portas, fazendo todos eles pularem de susto. Santana olhou para Eleanor.

– Isso não é nada bom. – Marcus sussurrava, enquanto andavam suavemente até a porta.

Assim que ficaram frente a frente com a porta, Santana olhou para seus amigos, pegando suas duas armas e as segurando na direção da porta. A mesma deu sinal para que Puck abrisse e no instante em que a porta se abriu, uma luz branca atingia os olhos dos caçadores de sombras, os fazendo se virar e esconder os olhos.

– Ora, ora, ora... – Uma voz suave ecoava de dentro da sala, fazendo Santana e Rachel ficarem tensas e paralisarem. Uma olhou para a outra e todos viravam suavemente para finalmente encontrar a pessoa que mais procuravam.

– Shelby. – Eleanor sussurrava.

– Oh, Eleanor, Puck e Marcus... – Shelby falava animada, sentada em uma cadeira estofada atrás de uma mesa, no qual onde o ambiente, mostrava ser um pequeno escritório, junto de uma sala no canto do cômodo. – É um prazer revê-los. Confesso que nunca imaginei que veria Eleanor novamente após a morte de Sierra. – Ao mencionar o nome de sua melhor amiga, Eleanor passou rapidamente pela porta, sendo seguida pelos seus amigos.

– Eleanor, se acalme. – Marcus se aproximava, falando suavemente em seu ouvido.

– Tinha certeza que vocês duas... – Shelby apontava para Santana e Rachel. – Apareceriam aqui no momento em que o navio chegasse a Nova York. Mas acredito que não devem estar a minha procura, não é mesmo?

– Na verdade, você faz parte do que estamos procurando. – Santana respondia, carregando uma de suas armas, e apontando na direção de Shelby. – Depois que te matarmos, Phillipe será o próximo. – Assim que Santana terminou de falar, a gargalhada de Shelby invadia o ambiente.

– Oh, por favor, você não conseguiria me matar nem se quisesse.

– Não duvide, Shelby. – Santana continuava apontando a arma na direção de Shelby.

– Você acha mesmo que eu estaria aqui sozinha? – Shelby começava a se levantar, e todos apontavam suas armas em sua direção. – Acha mesmo que eu estaria nesse navio enorme sozinha? Oh, minha querida, você não faz ideia do que tem dentro desse navio. – Shelby arqueava uma de suas sobrancelhas e de repente um estrondo do lado de fora, os faziam se virar na direção da porta em que entraram.

– Só pode ser brincadeira. Outro exercito de demônios? – Puck falava irônico. – Não está cansada de manda-los para uma batalha suicida, Shelby?

– Não, querido... – Shelby começava a rir. – Esse definitivamente não é um exercito de demônio. – Outro estrondo se aproximava de onde estavam e Santana franzia o cenho, olhando para Shelby. Se não era um exercito, então o que poderia ser?

Antes que um deles pudesse questioná-la, a porta – junto da parede -, voaram na direção dos caçadores, os fazendo se abaixarem, ouvindo um enorme grunhido, os fazendo colocar as mãos no ouvido. Ao se levantarem, um enorme demônio de dois metros e meio, com grandes músculos, e dentes afiados estava parado na porta. Sua estrutura era de um homem, mas abaixo de sua cintura, uma forma de escorpião no qual balançava seu rabo com sua enorme lança.

Os olhos de Santana se arregalaram com a lembrança de seu passado. Aquele demônio a sua frente, não se comparava a nada ao que quase lhe matou, mas sem dúvidas, esse era uma amostra do que provavelmente estava por vir.

Sem dizer nada, Eleanor olhou para trás preocupada com Santana. Todos eles sabiam o efeito que esse demônio causa todas as vezes que a latina via um desses a sua frente. Apesar de ser corajosa, as lembranças do dia em que quase morreu é algo que a faz paralisar sempre que encontra um desses. É por esse motivo que a Clave sempre caçou e matou deixando Eris extinto. Mas claro que Shelby e Phillipe traria esse espécie para a superfície.

– Santana! – Com o grito de Rachel, Santana saia de seu transe, encontrando Eris, vindo em sua direção. Arregalando seus olhos, antes que pudesse apontar sua arma na direção daquele monstro, seu forte braço a acertou na altura de sua cintura, a jogando contra a parede com força, batendo todo seu corpo e soltando um grito de dor.

Puck e Marcus avançavam para cima de Eris com suas espadas, na tentativa de lhe arrancar o rabo que balança tentando atingir um deles. Eleanor e Rachel atacavam seus grandes braços, enquanto Santana continuava desacordada no chão.

Eleanor estava preocupada com a latina. Todos eles lutavam sem descanso e o rabo de Eris tentava atingi-los. Puck rodava sua espada fincando com força contra a cintura do demônio que soltou um grunhido alto de dor, trazendo seu rabo na direção de Puck e o acertando, jogando o corpo do mesmo contra a mesa no canto da sala.

Rachel arregalou seus olhos, mirando uma flecha no pescoço de Eris e ao lança-la, acertou o mesmo, o fazendo virar em sua direção, mas antes que a atacasse, Marcus, por trás do demônio, correu pela sala, pegando um grande impulso contra o braço do sofá na tentativa de pular e alcançar também o pescoço de Eris que ao ser acertado com outra espada, gritou, jogando sua cabeça para trás, balançando seus braços tentando tirar Marcus de seu ombro.

– Santana! – Eleanor gritava tentando acordar a latina, mas Santana parecia estar desmaiada. Seu corpo estava caído no chão e mesmo que quisesse usar suas armas, nenhum deles conseguiam se aproximar para pegá-la, já que Eris estava a sua frente, impedindo que os caçadores de sombras passassem por ele. Era como se o demônio estivesse a cercando para que ninguém a tirasse dali. Para que ela ficasse somente para ele. — Vou matar esse desgraçado! – Eleanor gritava furiosa, correndo como Marcus e ao pular, sua espada entrava no peito de Eris, próximo ao seu coração, o fazendo gritar novamente.

O demônio estava visivelmente irritado e pulava para todos os lados tentando atingir e matar os caçadores daquela sala. Eris estava furioso por ter sido atingido e sua raiva junto de sua força crescia ainda mais o fazendo gritar e jogando seu rabo na direção de Rachel, a caçadora que estava logo a sua frente.

– Rachel! – Puck gritou, mas o rabo de Eris a acertou, cortando sua coxa, a fazendo gritar de dor, caindo no chão, com o sangue que escorria por sua calça. – Rae! – Noah arregalava os olhos e, antes que pudesse tomar alguma atitude, ouviu o demônio gritar com Marcus e Eleanor cravando a espada em seu rabo, a única arma que Eris carregava.

– Ele parece não se cansar. – Eleanor gritava, falando com seus amigos.

– Nossas armas não parecem o suficiente. – Marcus gritava do outro lado, próximo de Rachel, levanto a mesma, que chorava de dor. – Aguenta, Rach. Aguenta! – O caçador de sombra falava preocupado.

Enquanto se preocupavam em como mataria Eris, um barulho os fazia arregalar os olhos, os pegando de surpresa.

Santana estava em pé atrás do demônio, com sua boca machucada e sangrando, sua perna estava machucada e seu abdômen parecia ter se rasgado de tanta dor que sentia. A latina estava com suas duas armas apontadas na direção de Eris e atirava sem parar em sua cabeça, podendo-o ouvir gritar e grunhir de dor, tentando se mover na direção de Santana, mas era em vão, seu corpo já não respondia e seu rabo parecia se arrastar no chão. O demônio perdia a consciência e com a força dos tiros, dava passos para trás até se ver preso contra a parede recebendo tiros agora em seu peito.

Os caçadores de sombras podiam ver o ódio estampado nos olhos da latina enquanto a mesma atirava em Eris. Santana estava com raiva e parecia descontar tudo o que sentiu por anos naquele demônio que não tinha chances de reagir.

No momento em que Eris caiu no chão inconsciente, Santana continuou atirando em sua cabeça, até atingir seus olhos e foi então que soltou um último grunhido, a latina finalmente conseguia matar o demônio que tentava matar seus amigos.

Sua respiração estava acelerada. Seu coração disparava e com as armas em mãos, Santana continuava encarando o demônio morto a sua frente, com sangue espalhado por todo seu corpo. Seus braços doíam e podia sentir o gosto de sangue em sua boca a fazendo limpar seus lábios com sua mão e ao olhar para seus amigos, Eleanor correu em sua direção a abraçando com força.

– Outch! – Santana gemia de dor, fazendo a amiga soltá-la.

– Oh, desculpa... Ah meu Deus, Santana! Nós achávamos que... Estou tão feliz que está viva! – Eleanor pousava suas duas mãos no rosto da latina a olhando.

– Estou bem. Só estou dolorida... – Santana comentava. – Minha perna está doendo e não sei se consigo mexe-la.

– Está tudo bem, San... Nós vamos tirar você e Rachel daqui. – Noah falava, suavemente, enquanto Marcus estava com Rachel no colo.

– Você está bem, Rach? – A latina perguntava preocupada.

– Está doendo, San... – Rachel chorava, apertando sua coxa.

– Leva a para Mike... Eris pode tê-la envenenado a, nos precisamos levá-la para o Mike.

– Mas e você, Santana? – Eleanor perguntava.

– Vou atrás de Shelby e... –

– Whoa... – A voz de Shelby interrompia a latina, a fazendo olhar em sua direção. – Oh, lá se foi meu bichinho de estimação. – A vampira falava irônica, fazendo um bico suave. – Mas tudo bem, de onde esse veio tem muitos.

– Você! – Santana carregava suas armas, apontando-as em direção a Shelby. – Me diga, Shelby, como você se sente sabendo que não tem para onde correr? Porque pela cara de surpresa que está fazendo, acredito que imaginou talvez que seu bichinho de estimação nos mataria e que não teria que lidar com nenhum de nós agora. – A latina falava furiosa, parecendo ter adivinhando os planos da vampira.

– Confesso que dessa vez vocês me pegaram. – Shelby ainda usava seu tom irônico, fazendo Santana sorrir.

– Mas sabe, estava pensando, talvez fosse melhor deixá-la sofrer. O que acha? Acha que seria divertido em te deixar presa e fazê-la sofrer? Porque tenho certeza que já deve ter feito isso com muitos mundanos por aí. – Santana continuava com sua arma apontada na direção do coração de Shelby.

– Você acha mesmo que vai me matar com essa arma?

– Oh, você não faz ideia do tipo de bala que carrego aqui dentro. – Santana respondia, novamente, surpreendendo Shelby que não esperava por nada disso, mas como uma vampira preparada, a mesma sabia que ali não era sua hora de morrer.

Antes que pudesse dizer algo, novamente um estrondo, como uma explosão fazia o navio de 100 metros tremer, pegando todos de surpresa. Um sorriso de “vitória” estava estampado nos lábios de Shelby que ao ver o olhar confuso dos caçadores de sombras começava a rir.

– Ora, ora, acharam mesmo que eu estaria sozinha? – Shelby comentava e, novamente, uma explosão mais perto de onde estavam, faziam todos eles abaixarem, tampando seus ouvidos.

Com sua velocidade, Shelby correu para saída, sem dar tempo para que Santana ou qualquer outro caçador de sombras pudesse reagir já que as explosões os faziam tampas os ouvidos por serem altas demais.

Santana tentou atirar, mas com o barulho, largou suas armas no chão, tampando seus ouvidos ao ver Shelby novamente fugir.

– Nós precisamos sair daqui. – Noah gritava entre o barulho, ainda com os ouvidos tampados. – Santana!

– O navio está afundando. – Agora Mike aparecia na porta, olhando surpreso para seus amigos se contorcendo com o barulho. O mesmo se aproximou de Marcus, ajudando o mesmo a levar Rachel, enquanto Santana recolhia suas armas, sendo erguida por Puck que junto de Eleanor, corriam para a saída a procura do carro que os levaram até lá.

Puck levava Santana, enquanto Marcus carregava Rachel. Eleanor e Mike corriam a frente deles matando os demônios que ainda insistiam em tentar atacá-los. O navio balançava sem parar como se estivessem empurrando o mesmo para um lado e para o outro com força. Santana usava um de seus braços para tentar atirar contra alguns dos demônios, mas Puck não a deixava, já que a mesma ainda estava com o braço machucado.

– É por aqui! – Mike gritava, direcionando-os para uma saída mais fácil na qual, os fariam despistar todos os demônios que ainda os seguiam.

Não demorou para que finalmente chegassem ao deck do navio, avistando o carro ainda no lugar. Mike fez as portas se abrirem juntas, deixando que todos entrassem de uma vez e ao fecharem as portas, podiam ouvir grunhidos dos demônios que ainda tentavam alcança-los.

– Sobe! Sobe, Mike! – Santana gritava e o carro começava a flutuar, recebendo um pequeno impacto de dois demônios que se jogaram contra o veículo, mas não rápido o suficiente para fazê-los parar. – Droga! Droga! – Santana falava irritada. – Não acredito que ela fugiu.

– Se acalme, Santana. Tenho certeza que teremos outra oportunidade. – Eleanor comentava, enquanto ajudava Mike com a ferida de Rachel.

– Juro que na próxima vez que a ver, vou atirar direto na cabeça... Ah! – Santana abraçava seu abdômen, sentindo sua cicatriz queimar. – Oh, Mike! – A latina se contorcia no colo de Puck que a segurava. – Porra, está doendo!

– Calma, Santana. Você e Rachel ficarão bem. – Mike terminava de cuidar de Rachel, amarrando um pedaço de tecido em volta de sua coxa, dando atenção agora para a latina.

– Meu abdômen está doendo e... Ah! Minhas costas. – Santana deitava a cabeça no peito de Puck e logo Mike levantava a blusa da mesma, percebendo o quão vermelha sua cicatriz estava.

– E-eu nunca vi isso antes. Sua cicatriz está vermelha, como se... – Mike pausava, passando seus dedos sobre a cicatriz.

– Como se o que? – Puck perguntava.

– Como se o ferimento nunca tivesse saído daqui. – O feiticeiro falava suavemente, sem entender o que tinha acontecido. – É engraçado. Só o fato de Santana ter sido atingida por um Eris, causou esse frisson em sua cicatriz. Como se Eris tivesse algum poder relacionado a isso. – Mike deixava sua mágica atingir a cicatriz e Santana podia sentir o alívio em seu corpo.

– Isso é ridículo. Esse demônio mal me tocou, Mike.

– É, talvez seja só impressão. A cicatriz está assim porque você foi atingida exatamente no local onde ela está. – Mike não tinha certeza do que falava, mas procuraria descobrir o que estava acontecendo com a latina.

O carro flutuava de volta para a mansão e, de longe, podiam ver o navio explodindo e supostamente virando cinzas. Rachel estava dormindo no colo de Marcus, enquanto Eleanor olhava carinhosa para Santana.

– O que foi? – A latina perguntava.

– Nada, só estou aliviada em te ver viva. – Eleanor sorria e, ao ver as lágrimas nos olhos da mesma, Santana sorria, sabendo exatamente o que a amiga estava querendo dizer.

– Nada vai acontecer comigo, El. Vou ficar bem.

– Vou estar aqui do seu lado, está bem? Vou fazer o possível para estar sempre aqui. – Eleanor estendia sua mão, segurando na de Santana.

A latina sabia que Eleanor estava preocupada e com medo de perde-la, afinal, Eleanor era a melhor amiga de Sierra e, desde pequenas, as três eram como irmãs. Eleanor não deixaria que nada acontecesse com Santana, e faria o que fosse preciso para estar ao lado da latina e não perder mais nenhuma de suas “irmãs”.

Notas finais
E então, gostaram? Espero que sim xxxx Review??