Seven Devils
6 Shadowhunters.
Notas iniciais
Quinn se revirava na cama e sua cabeça não tinha outra imagem a não ser o momento em que Rachel beijou Santana. Todas as vezes que essa cena pulava na mente de Quinn, a mesma sentia como se seu coração fosse quebrar de tanto que apertava. Ela não entendia o porque se sentia dessa forma, até porque Fabray não sentia absolutamente nada por Santana, certo? As duas se conheciam a poucos dias, era impossível Quinn já estar sentindo algo por Santana.
Enquanto ela se mexia de um lado para o outro sem conseguir dormir, a mesma resolveu se levantar indo a procura de um café talvez, ou a trás de uma bolsa de sangue.
O relógio marcava duas horas da manhã e enquanto ela descia as escadas, a casa estava silenciosa já que todos estavam dormindo e ela não queria que ninguém acordasse, principalmente Santana que precisava descansar.
Assim que Quinn chegou na cozinha percebeu que a luz estava acesa e logo encontrou Puck sentado na cadeira próximo a mesa, tomando um café quente.
– Oh hey. – Quinn disse suavemente fazendo o caçador de sombras sair de seu transe percebendo que a mesma estava próximo dele.
– Hey Quinn, o que está fazendo aqui? – Noah perguntou educado dando um sorriso.
– Não consigo dormir e vim ver se tinha algo para tomar. – A loira deu de ombros pegando uma xícara e colocando café.
– É, eu também estou sem sono. – Noah dava um gole em sua xícara. – O dia hoje foi muito tenso. Claro que já tive dias piores do que hoje, mas sempre me assusto quando algo acontece com uma das garotas. – Puck olhava para sua xícara e Quinn pode perceber que o mesmo estava realmente preocupado com Santana.
– Vai ficar tudo bem, Noah. – Quinn sorriu. – E além do mais Santana tem você e Rachel para cuidarem dela. Tenho certeza que ela vai ficar bem rápido. – A loira deu um gole em seu café e por um momento se sentiu desconfortável em citar o nome de Rachel.
– Falando em Rachel ela surpreendeu, não? – Puck dava uma risada baixa, mas Quinn apenas sorriu.
– Realmente. – A loira respondeu tomando seu café. Ela sempre quis saber o porque de Rachel a odiar tanto. Fabray sabia que o fato dela ser uma vampira ajudava nisso, mas ela queria saber exatamente o porque Rachel fazia questão de chutá-la o tempo todo. – Eu não sabia que Rachel e Santana namoravam, pra mim elas eram só grandes amigas. – Puck arqueou sua sobrancelha enquanto ouvia Quinn falar. – Deve ser por isso que Rachel me odeia tanto.
– Ok. – Puck apoiava o cotovelo na mesa, colocando sua xícara na mesma e olhando para Quinn. – Primeiro de tudo. Rachel e Santana não namoram. – Noah deu uma pausa e Quinn podia sentir e ouvir seu coração disparando. Talvez ela tenha ficado feliz com essa notícia? Talvez. – E segundo, Rachel não te odeia por isso... É, talvez isso influência, até porque o jeito que a Santana olha pra você. – Noah brincava, mas com um tom de verdade, fazendo a loira olhá-lo surpresa. – O que? Vai dizer que nunca percebeu?
– Eu não sei do que você está falando, Puckerman. – Quinn desviou seu olhar do rapaz, tomando um gole do seu café.
– Ah Quinn, qual é, o jeito que Santana te olha... Ela nunca olhou para ninguém dessa forma e provavelmente Rachel já notou isso também e não está nada feliz. – Noah gesticulava.
– Sim, porque Rachel gosta da Santana e eu sou uma intrusa na vida de vocês três. Ela me odeia. – A loira fez uma careta voltando sua atenção para Noah.
– Rachel odeia todas as crianças noturnas, Quinnie. – Quinn arqueou sua sobrancelha com o apelido que Noah lhe dava. — Quando Rachel era pequena, aliás, quando todos nós éramos pequenos, Shelby a mãe de Rachel, minha família e os Lopez, foram atacados por crianças noturnas. Nós tínhamos doze anos de idade e nossos pais sempre foram grandes amigos. Todos caçadores de sombras. – Puck contava concentrado e Quinn prestava atenção. – Eles eram ótimos, acredite. Todos eles eram, inclusive nós três, mas eram muitos deles, muitos vampiros e não estávamos preparados, deveríamos estar, mas pela primeira vez, estávamos aproveitando uma noite sem se preocupar com o nosso “trabalho”. – Puck gesticulou com os dedos, fazendo aspas. – E enquanto eu e elas estávamos na parte de cima da casa, ouvimos um barulho muito alto e um grunhido muito forte vindo da cozinha, nós sabíamos o que era e Santana queria descer para ajudar seus pais, mas eu as forcei a se esconderem comigo. – Quinn podia sentir que Noah parecia estar vivendo o momento novamente em sua cabeça enquanto contava. – Eu as escondi comigo numa passagem que tinha atrás do meu guarda-roupa que meus pais fizeram para esse tipo de situação e ficamos lá por horas, Rachel não parava de chorar e Santana há consolava o tempo todo. Eu só sentia que precisava protegê-las e que nossos pais viriam nos buscar quando vencessem tudo aquilo.
– Noah...- Quinn sussurrou, mas Puck continuou.
– Não sei quanto tempo ficamos lá, mas só saímos, porque meus pais foram nos buscar e quando vimos a casa estava de cabeça para baixo. Completamente destruída. Nossos pais tinham sangue para todo o canto em seus rostos, braços, em suas armas, eles venceram os vampiros, mas como eu disse, eram muitos deles e infelizmente Shelby não conseguiu. – Quinn sentiu seu estomago revirar. – Minha mãe disse que os vampiros a mataram e ela nunca mais foi achada no meio do fogo e da guerra entre eles dentro daquela casa.
– Então... – Fabray sussurrou novamente, mas foi interrompida.
– Rachel odeia os vampiros porque eles mataram a mãe dela e ela foi adotada por um casal de amigos dos nossos pais. Os Berry. Conforme ela foi crescendo, Rachel mesmo optou por mudar seu nome e eu e Santana sempre cuidamos dela, mas hoje em dia ela é mais forte de todos nós. – Puck agora olhava Quinn nos olhos. – Ela te odeia porque ela acha que todos os vampiros são iguais, mas não são. Eu sei que temos o dever de matá-los quando eles quebram a lei, mas eu já conheci uma vampira que era a pessoa mais dócil que já conheci todos esses anos e só Santana sabia disso, porque se Rachel ficasse sabendo ela provavelmente mataria essa garota.
– E como ela.... –
– Ela não te matou porque Santana não deixou. – Puck respondeu a pergunta que passava pela cabeça de Quinn. – E Rachel percebeu que desde o primeiro momento em que Santana colocou os olhos em você, ela ia te proteger e ia querer cuidar de você e isso deixou Rachel irritada. Não só pelo fato de Santana querer cuidar de uma vampira, mas pela forma como ela te olhou. Rachel sempre teve um amor pela Lezbro, mas sempre soube também que não era recíproco e nunca seria, até porque Santana a vê como uma irmã e só. – Noah olhava atento para Quinn e percebia que a mesma respirava fundo e ele sorriu. – Não se preocupe, Rachel e Santana não estão namorando e minha Lezbro está disponível pra você. – Puck riu baixo e Quinn mordeu o canto de seus lábios sem perceber tanto não comentar a última parte.
– Isso deve ter sido horrível pra ela. – Quinn agora se lembrava de como foi para ela e sua irmã quando perderam seus pais. – Quando meus pais morreram eu fiquei completamente perdida e se não fosse por Frannie, eu não sei o que seria de mim hoje em dia.
– Foi muito difícil, ela praticamente se isolou e não falava com ninguém. Rachel apenas treinava todos os dias, muito mais do que nós e dizia que os treinos a faziam esquecer da dor de não ter mais Shelby por perto. – Puck sorria de canto e Quinn assentiu.
– Ela tem sorte por ter você e Santana como amigos dela. Depois que meus pais morreram, era apenas eu e minha irmã. Meus amigos se afastaram e só ficamos nós duas. – Quinn respirava fundo ao se lembrar de sua irmã. — E é exatamente por isso que eu preciso encontrá-la. Ela sempre foi tudo na minha vida e sempre fomos só nós duas. Eu não sei o que pode acontecer comigo se algo acontecer com ela.
– Quinn, nós vamos encontrá-la. – Puck agora falava firme. – Acredite, Santana não vai desistir e quando aquela lezbro faz uma promessa ela cumpre. – Quinn sorriu agradecendo Puck pelo olhar.
– Falando em Santana, não seria bom darmos uma olhada só pra saber se ela está bem? – Quinn entortava sua boca e Puck começava a rir.
– Pode ir lá, Quinn, você não precisa pedir permissão pra isso. – Noah brincou e Quinn sorriu se levantando de sua cadeira, colocando sua xícara de café na pia e antes de subir, virou-se para Puck. – Obrigada, Noah. – Ele a olhou confuso. Até porque Puck não fez nada para que ela pudesse agradecer e Quinn percebeu. – Por me ajudar a procurar minha irmã.
– De nada, Quinnie. – Ele sorriu e Quinn desapareceu da cozinha, subindo as escadas e indo em direção ao quarto da latina.
Assim que Quinn abriu a porta do quarto, imaginava que Santana estaria dormindo já que tomou vários remédios e precisava descansar, mas ao contrário disso, a latina estava acordada encarando o teto e logo quando ouviu sua porta abrir, seus olhos foram direto para a loira que entrava lentamente.
– Hey, você não deveria estar dormindo? – A latina perguntou sorrindo enquanto Quinn se aproximava da cama correspondendo o sorriso.
– Que engraçado, eu estava pensando em te perguntar a mesma coisa. – A loira sorriu se sentando no pé da cama do lado oposto da latina. – Você está sentindo alguma coisa? Precisa de algo? – Antes de Santana responder, seus olhos encontraram aos de Quinn e as duas ficaram em um silêncio confortável por alguns segundos.
– Preciso. – Santana respondeu sem desviar seu olhar e podia sentir seu coração disparando. – Você. – A latina respondeu se pensar e logo saiu do seu transe respondendo rapidamente. – Digo, de companhia. Eu preciso de companhia porque estou aqui acordada há horas e sem sono algum. – Santana desviou seu olhar de Quinn e a loira podia sentir sua bochecha esquentando ao ficar corada.
– Mm, claro, eu te faço companhia. – Quinn sorriu se ajeitando na cama e quando ela parou se de mexer, tudo o que ela ouvia era o coração disparado da latina. A loira queria sorrir, mas respirou fundo, se virando para olhar Santana que a encarava. – O que foi?
– Eu não mordo, Quinn, você pode deitar aqui do meu lado. – A latina sorriu batendo a ponta dos seus dedos sobre a coberta ao seu lado. – Até porque a única que morde aqui é você. – Santana riu baixo, fazendo Quinn revirar os olhos.
– Há há, muito engraçado, Santana. – Quinn fez careta. – Mas eu não acho que seja uma boa ideia, eu não quero te machucar e. –
– Fabray! – Santana a interrompeu. – Você não vai me machucar e se vai ficar aqui conversando comigo ao menos quero que se sinta confortável. – A latina bateu seus dedos novamente e Quinn se colocou ao seu lado, se deitando no travesseiro e colocando seu corpo embaixo da coberta.
– Você tem certeza que não precisa de nada? Eu não me importo de ir buscar. – Quinn perguntou novamente e Santana sorriu balançando a cabeça dizendo que não.
As duas ficaram em silêncio por alguns segundos e Santana podia sentir o perfume de Quinn. Era um perfume doce como um cheiro bom de baunilha, mas não muito forte. O suficiente para chamar atenção da latina e fazer seu coração disparar todas as vezes que Quinn se aproximava dela. Santana não sabia o porque estava se sentindo dessa forma. Ela mal conhecia Quinn e bom, Fabray era uma vampira, impossível Santana se sentir atraída por uma vampira. Certo?
– Posso te perguntar uma coisa? – Quinn respirava fundo, deitada de lado, com as mãos entre o travesseiro e sua bochecha enquanto olhava para Santana.
– Mhm, claro. – Santana respondeu olhando para Quinn.
– O que vocês são? Todas essas tatuagens, armas que brilham, você tem praticamente uma capela dentro da sua casa no porão ao lado do quarto onde eu estava. – Quinn falava suavemente. – Eu nunca vi ninguém como vocês antes e vocês lutaram com um demônio gigantesco que apareceu na minha casa e quase te matou. – A loira mordia o canto de seus lábios com medo de estar sendo muito invasiva, mas logo que Santana sorriu, Quinn pode sentir seu corpo relaxando. – Eu sei que vocês se predominam caçadores de sombras, mas o que é isso exatamente?
– Bom — Santana respirava fundo antes de começar a falar. — Nós às vezes somos chamados de Nephilim — Santana disse. — Na Bíblia eram os descendentes dos seres humanos e dos anjos. A lenda da origem dos Caçadores de Sombras é que eles foram criados há mais de mil anos atrás, quando os seres humanos estavam sendo superados pelas invasões dos demônios e de outros mundos. Um bruxo convocou o Anjo Raziel, que misturou seu próprio sangue com o sangue dos homens, em uma taça, e deu aos homens para beber. Aqueles que beberam do sangue do anjo tornava-se um Caçador de Sombras, como fizeram a seus filhos e aos filhos de seus filhos. – A latina olhava atenta para Quinn para ver se a mesma estava entendendo.
– Certo, então vocês são... Anjos? – A loira perguntou franzindo sua testa. – Todos vocês?
– Mhm. – A latina falava suavemente. – Somos filhos de nephilim.
– Certo e de onde vocês vieram? – Quinn perguntava. – Se são anjos provavelmente devem ter vindo do... –
– Não, nós não viemos do céu. – Santana a interrompeu. – Nós somos de Idris. Uma cidade escondida dos mundanos que apenas pessoas como nós vivem lá.
– E como vocês chegaram até Nova York?
– Existem passagens em vários lugares da cidade que nós trás até aqui. – Santana respondia. – Na minha biblioteca, por exemplo, nós temos uma, mas não é apropriado irmos e voltarmos de lá o tempo todo.
– E onde fica exatamente esse lugar? Escondido embaixo da terra? – A loira sorriu simpática.
– Hmm, é localizada no centro da Europa, entre Alemanha, França e Suiça. Não é muito seguro para mundanos ultrapassarem essa barreira, porque eles são imediatamente transportados para o outro lado de Idris, um lado que eu não aconselharia ninguém a ir. – A latina semicerrava os olhos. – E existem outras passagens também e a maioria é encontrada em lagos e igrejas.
– E além de vampiros, lobisomens e demônios o que mais existem? – Quinn perguntava.
– Fadas. – Santana olhou para Quinn. – E você tem o estilo de uma fada e não de uma vampira. – A latina disse suavemente.
– Por que?
– Apesar de vampiras criarem uma beleza absurda como Mike mesmo já lhe disse, fadas tem uma beleza natural. – Santana falava enquanto agora trocava olhares com Quinn. – Elas são lindas naturalmente e não precisam de veneno de vampiro ou de demônio para ficarem lindas. – Quinn sentia como se borboletas começassem a voar em seu estomago naquele momento. Santana estava dizendo que ela era linda? – E eu tenho certeza que sua beleza mundana impressionava muitas pessoas. Eu te vi na boate aquela noite e você sendo vampira ou não, era muito linda, confesso que achei que você era uma fada quando te vi pela primeira vez, mas fadas raramente saem de seus mundos então... – A latina deu de ombros dando um sorriso suave.
As duas ficarem em silêncio por alguns segundos e Quinn não conseguia tirar seus olhos dos da latina. Era como se ambas estivessem se comunicando com o olhar e as duas ao mesmo tempo sentiam um frio na barriga, como se borboletas estivessem batendo asas sem parar. Quinn podia ainda ouvir o coração disparado de Santana e ao mesmo tempo, podia ouvir o seu própria. Era engraçado como o coração de uma vampira batia com tanta força. Quinn sempre imaginou que vampiros – na fixação – quando eram mordidos, viraram praticamente mortos vivos. O coração parava e inclusive, paravam até de respirar. Pelo menos era isso que acontecia em Twilight, mas Fabray sabia que isso não era um filme ou uma série sobre vampiros, isso era sua vida. Era real e ela se descobria cada dia mais e sentia como suas emoções e sentimentos ficavam cada dia mais fortes.
– Acho que ser uma fada me daria menos trabalho. – Quinn cortou o silêncio entre elas, falando suavemente fazendo Santana rir.
– Com certeza.
– E o que são essas tatuagens? – A loira perguntou levando sua mão suavemente para o braço exposto da latina, onde seus dedos passavam por uma das tatuagens de Santana, fazendo a mesma se arrepiar, ficando muda por alguns instantes.
– Mmmm, são marcas. Símbolos que nos concede poderes sobrenaturais. – A latina ainda podia sentir os dedos de Quinn subirem pelo o seu braço e tentava controlar sua respiração. – São chamadas de runas e são angélicas, mas também demoníacas. Elas são queimadas em nossas peles por nossas estelas que é a nossa ferramenta mais comum na luta contra demônios. – Fabray agora olhava atentamente para Santana enquanto a mesma a falava. — Cada runa que é acessível a Caçadores de Sombras está registrado no Livro da Aliança, e também foram copiados para o livro Gray, que é um livro especialmente criado com cada runa colocados em suas páginas.
– E elas queimam quando vocês fazem? – A loira perguntou e sem perceber sua mão ainda estava pousada sobre o braço da latina.
– Para legítimos caçadores de sombras como nós, não, mas para outros seres do submundo sim. – A latina continuava falar. – Quando começamos nossos treinamentos, recebemos nossa primeira marca em uma cerimônia com os irmãos do silencio.
– Irmãos do silêncio? – Quinn perguntou.
– Sim, eles são bem assustadores. – Santana assentiu. — Os Irmãos do Silêncio são um poderoso grupo de Caçadores de Sombras do sexo masculino que servem como arquivistas e médicos do Nephilim. Eles estão entre os Caçadores de Sombras mais temidos e perigosos. Eles residem na cidade silenciosa, longe do resto de sua espécie.
– E por que eles são assustadores?
– Eles não têm olhos. – Santana fez uma careta brincando com Quinn. — os Irmãos do Silêncio possuem runas originais, alguns dos quais mutilam sua aparência, como as várias linhas de marcas de pontos ou fecham os olhos e boca. Outros ainda simplesmente removem de seu rosto, deixando espaços em branco onde há carne, ou seja. – A latina pausou arqueando suas sobrancelhas. – É como se eles não tivesse nada além do nariz.
– Você tá falando sério? – Quinn perguntava arregalando os olhos e Santana apenas assentiu. – Eu espero nunca encontrar com nenhum deles.
– Mas por incrível que pareça, eles são... Mm, até que bem gentis. – A latina falava e depois soltou uma risada baixa. – Não, eles não são nada gentis, são bem assustadores, mas não posso negar que já ajudaram muito.
– Argh! Só de imaginá-los já me da arrepios. – Quinn fez careta e Santana riu novamente de ver o quão adorável a mesma estava sendo. – E essa marcas lhe dão algum poder? – Fabray voltava a perguntar das runas no braço da latina tentando esquecer a imagem dos irmãos do silêncio que passavam sem parar em sua cabeça.
– Sim, eles nos dão agilidade, força, nos faz ser silenciosos, nos traz lembranças. – Santana dava de ombros. – Existem várias e cada uma tem um significado, mas não usamos todas e algumas delas são possíveis de serem feitas em objetos dando mais habilidade. Nas nossas armas, por exemplo, temos várias. – Santana voltava a olhar para Quinn. – Como eu disse, temos um livro especifico para isso. – Quinn assentiu indicando que estava entendendo.
– Isso é tão estranho. – Quinn agora se ajeitava na cama, ficando de barriga para cima. – Eu nunca ouvi falar sobre nada disso e muito menos imaginava que existia tudo isso. É como se todas as histórias de conto de fadas, twilight e the vampire diaries estivessem juntas no mundo de verdade. – Santana começava a rir ao ver o modo como Quinn usava o filme e a série como referência.
– Você é tão nerd. – Santana brincava. – E eu já te avisei Fabray, pare de comparar o meu mundo com essas coisas, apesar de não me dar bem com vampiros e lobisomens, eu não posso deixar você falar mal do mundo onde eu vivo e das criaturas que vivem nele, até porque se um deles te ouvirem nesse momento, mmmm... Eles iam te matar. – A latina começava a rir e Quinn apenas se virou mostrando a língua.
– Não vale, isso é tudo novo pra mim e até hoje eu sempre imaginei que essas coisas só existem em filmes, séries e livros, não me culpe por eu comparar vocês com eles. – A vampira bateu de leve no braço de Santana que ainda continuava rindo. – Santana! – Quinn se virou semicerrando seus olhos.
– Desculpa Q, mas você é fofa. – Assim que Santana percebeu o que falou, a mesma fechou seus olhos, olhando para o outro lado, mordendo o canto de seus lábios. Argh, eu não acredito que falei isso em voz alta.
Quinn sentiu suas bochechas esquentarem e ela sabia que estava ficando vermelha e novamente ela podia ouvir o coração da latina batendo sem parar.
As duas ficaram em silêncio novamente, mas dessa vez não era nada confortável e Santana sentia como se quisesse se esconder e não olhar para Quinn novamente.
– Mmm. – Quinn murmurou suavemente, se virando devagar para a posição que estava antes. Ficando de lado e de frente para Santana que continuava sem olhá-la. – Eu... Mmm, eu... – Quinn pausou. – Seu coração. – A vampira falava sussurrando. – Eu posso te ouvir. – Fabray olhou para sua mão em cima do edredom e percebeu que estava a centímetros de distancia da de Santana, sem pensar, a vampira deslizou sua mão lentamente até seus dedos encontrarem aos da caçadora de sombras.
Santana no mesmo instante sentiu sua respiração falhar. Aliás, ela parou de respirar assim que os dedos macios de Quinn tocaram sua mão e seus dedos se entrelaçaram.
– Você deveria dormir, está tarde. – A latina sussurrou sentindo o polegar de Quinn passando por sua mão. Aquilo tudo estava tão bom, que ela não sabia se queria mesmo que Fabray fosse dormir, até porque se ela fosse, Santana não teria mais a mão da mesma sobre a dela e ela não queria que Quinn a soltasse agora.
– Você também. – Quinn respondeu suavemente e ela estava adorando ver o efeito que causava na latina, já que podia ouvir o coração da mesma claramente batendo forte e rápido com o toque entre as duas e assim como Santana, Quinn também não queria ir para o seu quarto.
Santana percebeu que Quinn não se mexia e parecia não sair do lugar. A latina virou seu rosto e encontrou os olhos de Quinn e a mesma sorria apertando seus dedos contra a mão de Santana e fechando seus olhos.
– Se você precisar de alguma coisa, eu estarei bem aqui. – Quinn sussurrou e Santana apenas sorriu mordendo o canto de seus lábios, fechando seus olhos.
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