Seven Devils

7 Let's do something.


Notas iniciais
Oieee gente lindaaa! Finalmente um novo capítulo, espero que gostem!!! Obrigada por serem tão pacientes comigo. x

Já tinha se passado exatamente uma semana desde o acidente com Santana, e Quinn não saia do lado da latina. Rachel obviamente não estava gostando nada da aproximação das duas e sempre tentava expulsar a vampira do quarto de Santana, mas a mesma ignorava dizendo que ficaria para ajudar porque se sentia culpada pelo o que tinha acontecido.

Santana gostava da companhia das duas, mas o fato de ter Quinn tão carinhosa e cuidadosa daquela forma mexia com a latina fazendo o coração da mesma disparasse a todo mundo que via a loira entrando em seu quarto. A proximidade das duas estava intensa e só quem estava de fora podia perceber pelo o modo como agora se olhavam ou como falavam carinhosamente uma com a outra.

Quinn sentia seu coração apertar todas as vezes que via Rachel tão intima de Santana, desejando muitas vezes ser ela no lugar da morena e ter tamanha intimidade com a latina. Ela ainda tinha dúvidas do que estava sentindo, até porque, tudo ficava cada vez mais intenso e seu coração a fazia sentir tudo em dobro. Fabray não conseguia mais dormir em sua própria cama. Ela não conseguia mais dormir sem segurar a mão de Santana ou até mesmo conversar coisas aleatórias com a latina, porque elas faziam isso todas as noites.

A vampira esperava Rachel sair do quarto e rapidamente ia para lá tomar o seu lado ao na cama de Santana, que particularmente não reclamava, pelo contrário, ela fazia questão de ter Quinn ao seu lado alegando que precisava de seu Teddy bear todas as noites. Sim. Santana apelidou a vampira de Teddy Bear, pela forma como ela e Quinn acordavam próximas uma da outra, ou uma dormindo sobre o peito da outra.

Estava ficando difícil para Santana negar o que estava começando a crescer em seu peito. O sentimento que há muito tempo ela não sentia desde sua última namorada. Um sentimento que Santana perguntava para si mesma se isso realmente era certo e se poderia acontecer, até porque, era um sentimento intenso que crescia em seu peito e estava ficando cada dia mais difícil ficar longe de Quinn. Ao contrário da vampira, Santana sabia o que estava sentindo, mas não sabia se era recíproco, mesmo vendo o quanto a vampira correspondia a todos os carinhos e afeto que uma demonstrava pela outra.

– Você já está melhor, Santana. – Mike comentava enquanto olhava Santana pela última vez antes de liberá-la para voltar à ativa. – Agora só precisamos tirar essa faixa e você vai poder voltar à ativa. Usaremos sua estela para a runa da cura. – Mike indicava para que Rachel se aproximasse e ajudasse a latina tirar a faixa.

– Ótimo. – Santana sentava para que sua amiga se aproximasse. – Eu não aguento mais ficar deitada nessa cama como uma invalida. – A latina resmungou fazendo Rachel revirar os olhos.

– Você finalmente vai poder sair de casa. – Quinn comentava suavemente encontrando o olhar da latina onde sempre se perdia.

– Vamos tirar essa faixa. – Rachel se aproximou deslizando a ponta de seus dedos pelo ombro de Santana, colocando o cabelo da latina para o lado e ao ver o modo como Berry tocava Santana fazia Quinn querer tirá-la de lá e ela mesma tirar a faixa da latina. Aquilo fazia o estomago da vampira revirar de ciúmes, porque desde o começo Rachel vem provocando-a e ela não aguentava mais. A vampira sabia que Rachel queria mostrar que ela e Santana tinham algo, sendo que a loira sabia que isso não era verdade.

– Rachel, anda logo com isso, porque preciso de um banho quente na minha banheira ao invés de tomar banho sentada em uma cadeira parecendo uma inválida. – A latina resmungou e rapidamente Rachel parou de provocar Quinn e voltou sua atenção só para a faixa, tirando do corpo da latina e antes de dar a última volta, Mike lhe jogou seu roupão para que a mesma pudesse se cobrir.

– Pronta, San, você quer que eu te ajude a se levantar e arrumar a banheira para você? – Rachel perguntou se levantando da cama, jogando a faixa em cima da bacia de água, fazendo Quinn revirar os olhos.

– Mm, não precisa, Rach. – Antes de Santana colocar seu roupão, Quinn pode ter uma ótima vista das costas morena da latina onde tinham algumas cicatrizes, mas nada que a fizesse ser menos... Sexy. Quinn pensou, mordendo o canto de seus lábios assim que a latina vestiu seu roupão. – Quinn, você me ajuda? – A loira rapidamente saiu de seu transe olhando para Rachel, encontrando um olhar de ódio e raiva vindo da pequena e logo se virou para Santana.

– Mm?

– Perguntei se você me ajudar. – Santana pausou sorrindo.

– Mm... Claro, San. – Quinn sorriu. – Eu te ajudo. – A loira estendeu sua mão para que Santana a pegasse e a latina não hesitou em segurar a mão de Quinn para que ambas pudessem ir até o banheiro devagar.

Ao ver aquilo os olhos de Rachel estavam queimando de raiva. Ela não sabia se corria para fora do quarto ou se matava Quinn de uma vez.

– O seu ódio está transparecendo. – Mike que estava de costas para Rachel comentou, enquanto limpava o quarto de Santana retirando o que tinha usado com a latina. – É incrível como você ainda insistir em achar que é a certa para ela. Você sabe que seu destino não é ao lado de Santana Lopez e nunca foi, Rachel. – O feiticeiro agora se virava, encontrando o olhar de Rachel. – Você precisa se conformar ou vai acabar sozinha e cheia de magoas. – Mike agora saia do quarto deixando Rachel sozinha.

A caçadora olhou em direção a porta do banheiro onde ouvia o barulho da água da banheira. Seu coração começou a disparar e ela fechou seus olhos por alguns segundos e tudo o que sentia era ódio. Ódio por Santana estar se colocando nessa situação ridícula e perigosa em troca de que? De uma vampira? Uma vampira que é igual a todas as outras crianças da noite. Não tem sentimento. Não tem remorso. Matam com tanta frieza que sequer pensar no que estão fazendo. Como Santana pode ser tão estúpida? Era tudo o que a morena pensava enquanto saia do quarto, sentindo apenas ódio e raiva por Quinn estar lhe separando de sua melhor amiga. Do amor da sua vida.

Quinn estava próxima à banheira verificando se a água estava no ponto certo. Ela não sabia o que estava acontecendo, mas a urgência de cuidar da latina era enorme em seu peito e tudo o que ela queria era manter Santana a salvo.

– A água está ótima. – Quinn sorriu sentindo o aroma do sás que tinha jogado para Santana relaxar.

Santana não disse nada, apenas começou a desamarrar seu roupão, fazendo Quinn virar praticamente uma estatua no lugar onde estava. A latina tirava o roupão devagar, deixando o mesmo cair sobre os seus ombros e ao deixar seus seios à mostra, Quinn sentiu seu estomago revirando. Era como se a vampira fosse desmaiar a qualquer momento com o que sentia. Apesar de algumas cicatrizes, Santana tinha o corpo perfeito e a cor caramelo de sua pele era linda na qual Quinn não conseguia tirar seus olhos.

Fabray sentia sua garganta seca, seu coração provavelmente tinha parado e sua respiração... Bom, ela com certeza já não estava respirando e tinha perdido todos os sentidos naquela hora desejando apenas atracar os lábios da latina e beijá-la com desejo, paixão de uma forma como a mesma nunca foi beijada antes. Quinn sentia a urgência de tocar cada parte do corpo da latina naquele momento.

Santana sabia que Quinn estava lhe encarando e um sorriso malicioso apareceu em seus lábios, mas a caçadora preferiu não constranger a loira e apenas jogou seu roupão para o lado, entrando na banheira e finalmente tirando Quinn de seu transe.

– Mmm, Q? – Santana falava suavemente e Quinn finalmente soltou o ar que ela mal sabia que estava segurando naquele momento.

– Mm? – Ela murmurou ainda sem se virar, ficando de costas para a latina.

– Você pode por favor... – Santana começava a falar, mas Quinn não a ouvia. Ela sentia apenas seu coração disparando com aquele sentimento forte novamente. A vampira fechou seus olhos com força com medo de não controlar seus instintos e balançou a cabeça negativamente.

– Mm... San, e-eu... Mmm... Eu preciso... E-eu já volto. – Quinn saiu toda atrapalhada do banheiro batendo a porta atrás de si, deixando Santana que sorria maliciosamente para trás na banheira. Merda, merda, merda, merda. Se controla, Quinn. Se controla. Quinn pensou mordendo o canto de seus lábios, sentindo um calor subindo entre suas pernas que a fez sair do quarto imediatamente a procura de sangue para tentar se recuperar do que tinha acabado de ver.

Xxxx

Depois de alguns minutos, Santana saia de seu quarto, descendo as escadas, usando uma calça legging preta, com uma bota de salto onde o cano ia até sua canela e uma blusinha regata preta, chamando atenção não só de Rachel, mas também de Quinn.

– Você só usa preto? – Quinn perguntou franzindo o cenho assim que viu a latina na sala.

– Caçadores de sombras ficam melhores em preto. – A latina respondendo piscando para Quinn que sorriu em resposta. – Enfim, vocês estão prontos? – Santana perguntou olhando para Puck e Rachel que a olhavam confusos.

– Prontos? – Puck perguntou arqueando a sobrancelha.

– Sim, prontos, nós vamos sair. – Santana ajeitava seu bracelete, enquanto se aproximava do canto da sala, onde estava sua estela. – Nós vamos atrás da Camille. – No mesmo instante, Puck, Rachel e Quinn a olharam de olhos arregalados.

– O que? – Rachel se levantou. – Não, nem pensar. Você acabou de ser liberada depois de ter passado dias na cama com veneno de demônio no sangue. Santana, você provavelmente está fraca, precisa de repouso e não vou deixar você entrar em um lugar cheio de vampiros. – A morena falava irritada e Santana apenas a olhou.

– San, eu acho que você não está em condições pra isso e. – Quinn começava a falar, mas logo foi interrompida.

– Eu já estou bem e não vou ficar dentro de casa enquanto uma mundana está em perigo. – Santana agora andava até a escada para irem até a pequena capela no andar de baixo. – Vocês vão ficar parados aí ou vão pegar outras armas?

– Santana. – Rachel começava, mas Puck a interrompeu.

– Rachel, não vai adiantar. Você a conhece sabe que se Santana quer, ela consegue. – Ele disse suavemente enquanto Rachel agora olhava para Quinn que ia logo atrás da latina.

– Isso é suicido, Noah e a custo de que? De uma vampira? Por que não a matamos logo e acabamos com isso? – Puck podia sentir o ódio na voz da amiga e revirou os olhos. Ele já estava cansado dos ciúmes de Rachel e cansado de ver sua amiga se machucando.

– Rachel chega! – Puck pegava nos braços da amiga. – Você precisa parar de se machucar sozinha. Você sabe que Santana te vê como uma irmã e só. Ela tem a liberdade de fazer o que quiser, quando quiser e quando achar que deve. Para de querer ser a namorada chata, porque você não é namorada dela e sim uma simples irmã, melhor amiga que ela vai sempre proteger e só. Não vai passar disso, então para. Para de se machucar sozinha. – Quando Puck terminou de falar, Rachel o olhava surpresa e com os olhos cheios de lágrimas. – Olha, me desculpa, está bem? – Noah agora falava suavemente, enquanto Rachel continuava imobilizada. – Eu me preocupo com você, Rach e não quero mais te ver se machucando o tempo todo. – A morena continuava encarando Noah e sem dizer nada, passou por ele, indo atrás de Santana, tentando ignorar. Puck apenas balançou a cabeça se virando e indo até a capela.

– San, eu não vou te deixar entrar lá sozinha. – Quinn falava ajoelhada ao lado de Santana, enquanto a latina abria o enorme baú embaixo da grande estátua do anjo Gabriel na frente da capela.

– Quinn, você vai ficar aqui e esperar por nós! – Santana falava novamente, mas Quinn revirou os olhos e agora Rachel aparecia ao lado da latina.

– Não, Santana, eu vou com você. – Quinn protestava.

– Pra que? – Rachel falava irritada. – Você só vai nos atrapalhar e nos atrasar ainda mais, então é melhor ficar aqui. – A morena comentava enquanto ajeitava seu arco e flecha nas costas.

Quinn respirou fundo semicerrando os olhos olhando para Rachel. A vampira preferiu ignorar e não responder, até porque, ela não queria começar uma discussão desnecessária com alguém que sem dúvidas não valia a pena. A loira se aproximou de Santana, colocando a mão no rosto da latina, fazendo-a se virar e olhar em seus olhos.

– Me deixa ir com você? – Quinn falava suavemente enquanto uma olhava nos olhos da outra. – Eu prometo que ficarei bem atrás de vocês e não vai acontecer nada comigo. – A vampira sussurrava e Santana podia sentir seu coração disparando com aquilo. Era tão sedutor que ela precisou se concentrar para não beijar aqueles lábios convidativos. – Eu não vou ficar tranquila sabendo que você está no meio dos leões enquanto fico aqui dentro trancada. — Quinn deslizou seu dedo por impulso sobre a bochecha de Santana e pode perceber que a latina suspirava.

– Está bem, mas você não saia de perto de mim. – Santana respondeu, sorrindo de canto e Quinn assentiu.

Para o desgosto de Rachel, ela teria que mais uma vez aguentar Quinn atrás delas. Estava cada vez mais difícil suportar a ideia de que a vampira realmente ficaria com eles até encontrarem Frannie. A morena queria se livrar logo de Quinn e por um momento de raiva a ficha caiu. É óbvio. Não ia adiantar ficar com raiva de fazer o que Santana queria. A latina estava fazendo tudo isso para acharem Frannie e assim que isso acontecesse, os três finalmente ficariam livres de Quinn. Porque é isso o que Quinn apenas quer deles, certo? Que os três caçadores de sombras a ajudem achar Frannie e quando isso acontecer, a vampira vai embora e tudo voltaria ao normal. Pelo menos era isso o que Rachel achava e agora ela ajudaria Santana a achar Frannie para que tudo voltasse ao normal.

Não demorou muito para todos eles pegarem suas respectivas armas. Santana estava usando seu chicote em forma de bracelete, e uma arma onde a qual atirava estacas e era perfeita para esse tipo de invasão. Puck pegou suas duas espadas. Rachel estava com seu arco e flecha. A latina entregou uma arma para Quinn onde a mesma também atirava estacas, mas tinha a forma de uma arma normal, pequena. Santana avisou que para usar essa arma, Quinn teria que mirar do lado do coração. Mesmo a loira não fazendo ideia de como mirar, ela assentiu confiante sem demonstrar que aquilo em sua mão era algo desconhecido para ela.

Santana, Puck e Rachel colocaram seus casacos, enquanto Puck também puxava a toca para cima. Quinn apenas colocou um sweater bege no qual Santana achou adorável.

Os quatro entraram no carro e foram direto para o hotel Bones, onde supostamente todos os vampiros ficavam. Santana não tinha certeza se encontraria Camille por lá, mas seria um risco no qual correria, até porque, ela precisava achar Frannie e estava fazendo isso por Quinn. No começo tudo era um simples sentimento de culpa. Uma culpa que a fazia querer manter Quinn viva e trazer de volta a irmã que foi tirada dela, por um simples relaxo da latina. Hoje. Bom, hoje Santana já não sabia mais se ainda era sentimento de culpa, porque todas as vezes que se aproximava de Quinn, seu coração disparava e ela sabia que a culpa, tinha se transformado em algo que não deveria. Em um sentimento que ela deveria ter evitado. Talvez ainda dê tempo, certo? Talvez ela ainda consiga impedir que isso dentro dela se desenvolva para algo que a faça perder o controle.

Depois de exatamente trinta minutos, Puck estacionava em frente ao hotel aparentemente abandonado, onde luzes alguma iluminavam o local. Todas as janelas dos quatro andares tinham madeiras pregadas do lado de fora impedindo qualquer tipo de luz que entrasse por ali. A porta escura tinha uma aparência sombria, na qual expulsava qualquer tipo de curioso. Os quatro obviamente não entrariam pela porta da frente e sim pela de trás onde ninguém conhecia é exceto os caçadores de sombras.

– Nós vamos entrar todos juntos. – Puck começava a falar antes de descerem do carro. – Eu vou na frente, Santana logo atrás, depois Quinn e Rachel nos da cobertura seguindo por trás. – O caçador explicava e as três garotas assentiram. – Tana, você tem certeza que quer fazer isso? Você está se sentindo bem pra isso? – Puck perguntava e no mesmo instante a latina encontrou os olhos de Quinn e não pensou duas vezes antes de assentir.

– Tenho. — Santana respirou fundo. Eu preciso fazer isso. A latina pensou abrindo a porta do carro carregando sua arma, enquanto os outros andavam ao seu lado.

Puck apenas assentiu e os quatro foram em direção à porta dos fundos. Noah usou seus ótimos truques para arrombar a porta sem chamar atenção e logo entraram nas posições em que Puck sugeriu. Rachel já estava com seu arco na mão, enquanto Quinn segurava sua arma firmemente e podia sentir o quão próxima de Santana a mesma estava. Enquanto andavam, Quinn não podia negar o quão nervosa estava. Seu coração batia praticamente em sua boca e ela não sabia o que esperar.

Será que ia acontecer algo ruim? Quantos vampiros moram aqui? E se não forem pareôs para todos eles? É óbvio que Quinn Fabray, vampira estava com medo. Ela estava com muito medo e não tinha como negar nisso. A loira estava com medo por si mesma, por Santana, Puck e até mesmo por Rachel. Por mais que elas não fossem amigas, ela não queria que nada acontecesse com nenhum deles por culpa dela. Enquanto sua cabeça pensava nas piores situações para aquele momento, sua mão encostou a da latina e rapidamente Santana fez questão de segurar. Elas não sabiam por que raios tinham dado as mãos, mas a vontade, o instinto falou mais alto e agora Santana segurava a mão de Quinn como se sua vida dependesse disso demonstrando em um simples gesto que estava ali e não deixaria nada acontecer com a vampira.

– Está tudo silencioso demais. – Puck comentava olhando para os lados.

– Estão dormindo? – Quinn comentou fazendo Santana olhar para trás e rir baixo.

– Nem todos dormiriam agora, Q. – Santana sussurrou e Quinn sorriu com o apelido.

Rachel revirava os olhos percebendo que Santana e Quinn estavam de mãos dadas. Ela tentava ignorar, mas era difícil e ela agia muitas vezes sem pensar.

– Acho que deveríamos subir. – A morena sugeriu apontando para a escada.

– Ora, ora, ora. – De repente uma voz fez com que os quatro virassem para olhar em direção à outra escada atrás de Rachel.

– Raphael. – Santana apertava suavemente a mão de Quinn puxando a loira para próximo dela.

– Que visita mais ilustre. – Raphael falava ironicamente, enquanto as luzes do térreo do hotel se acendiam e mais de dez vampiros desciam as escadas se colocando atrás de Raphael.

– Pois é, veja só, estávamos todos sentados no sofá e de repente tive a grande ideia de vir até aqui para te fazer uma visita e agradecer por ter levado um ravener gigantesco para nos atacar e quase me matar. – Santana sorria ironicamente, trazendo Quinn para trás dela.

– E pelo visto aquele demônio não foi suficiente para você, certo Lopez? – O vampiro descia as escadas lentamente, seguido por seus súditos. – E será que devo agradecer pela visita?

– Bom, seria muito mal educado da sua parte caso não agradecesse. – Santana respondia. – Porque sai praticamente do centro de Nova York para vir até aqui, Raphael, no máximo eu merecia um pouco de... Hospitalidade? – A latina brincou e pode sentir Quinn apertando sua mão indicando que ela ficasse quieta. A vampira não queria que tudo isso virasse um problema, mesmo sabendo que já estavam todos em perigo.

– Hospitalidade, huh? – Raphael olhava para os três caçadores de sombras, até encontrar Quinn. — Se é o que tanto deseja, Lopez. – Assim que o vampiro terminou de falar, os outros que estavam atrás dele começavam a andar em direção aos quatro formando um círculo no qual os deixavam no meio.

Rachel estava com seu arco posicionado, enquanto uma flecha já estava carregada. Puck estava com suas duas espadas na mão e Santana estava com seu chicote brilhando até o chão enquanto colocava Quinn logo atrás dela e posicionava sua arma em seu peito.

Antes que alguns deles pudessem pensar em como escapar, a primeira fileira de vampiros pularam para cima deles. Santana lançou seu chicote pegando o primeiro que pulou em cima dela. Rachel lançava suas flechas enquanto corria e Puck passava partindo muitos dos vampiros ao meio. Quinn apenas se colocava atrás de Santana fechando seus olhos todas as vezes que algum vampiro virava cinza.

A loira pensava em usar sua arma ou até mesmo suas habilidades, mas não sabia como fazer isso. Ela era um deles. Ela podia fazer tudo o que aqueles outros vampiros estavam fazendo. Correr rápido. Pular alto. Jogar alguém a kilometros de distância porque ela também era forte e se alimentava o suficiente para poder fortalecer suas habilidades.

Quinn olhou para o lado vendo dois vampiros vindo em sua direção. Ela arregalou os olhos e viu que Santana estava muito ocupada para fazer algo, então, ela mesma teria que agir. A loira olhou para seus dois lados procurando um espaço em que pudesse correr e antes que os vampiros a alcançasse, ela correu para sua direita, onde encontrou um grande balcão se colocando por trás dele, esperando mentalmente que ninguém tenha visto-a se esconder ali. Ah, ótimo esconderijo, Fabray e ótimo lugar para se esconder.

Logo que Santana percebeu que Quinn já não estava mais atrás dela, começou a olhar para todos os lados a procura da vampira, enquanto continuava lutando com os vampiros que se aproximavam.

Rachel agora largava seu arco e flecha se colocando ao lado de Santana e tirando a arma da mão da latina, começando a atirar sem parar. Santana correu para perto de Puck enquanto Rachel lhe dava cobertura.

– Puck, cadê a Quinn? – Santana perguntou e antes de Puck lhe responder, um grito muito alto veio da direção do balcão onde Quinn estava e ao olhar, Santana viu três vampiros cercando a loira. Seu coração agora disparava e ela literalmente imaginou que o mesmo saltaria por sua boca. O medo percorreu seu corpo, mas não era um medo comum, até porque ela estava com a runa que não lhe deixava ter medo. Esse medo não era da alma, do corpo, era muito mais intenso. Era o medo de perder. O medo de perder uma pessoa importante que Santana definitivamente não poderia permitir.

A latina olhou para cima se deparando com um enorme lustre no teto do térreo. Ela olhou de volta pra Quinn, vendo que um dos vampiros agora segurava a loira pelo pescoço, claramente a sufocando. O desespero bateu ainda mais forte em Santana, fazendo a latina lançar seu chicote para cima com força. O mesmo se enrolou no lustre e Santana o puxou com força, trazendo o lustre para baixo, fazendo seu chicote brilhar. Ela empurrou Puck para o lado, jogando o amigo para o chão, enquanto o lustre caia em cima de alguns vampiros e chamando atenção de outros deixando a sala com poucas luzes acesas.

– Quinn! – Santana gritou correndo até a vampira que estava caída no balcão e ao ouvir a voz da latina, seus olhos se abriram encontrando uma caçadora preocupada do seu lado, a pegando no colo começando a andar para longe de todos aqueles vampiros. – Quinn? Quinn, você está bem? Olha pra mim. – Santana falava desesperada segurando o rosto da vampira que parecia tonta. – Q? Por favor, abre os olhos. Olha pra mim. – A latina dava alguns tapas no rosto de Fabray que aos poucos voltava ao normal.

– Santana? – Quinn sussurrou olhando para a direção onde Puck e Rachel ainda lutavam contra alguns vampiros. – Nós... Nós precisamos ajudá-los. V-você precisa voltar e ajudá-los. – Fabray deitava sua cabeça no ombro da latina falando zonza.

– Argh! O que eles fizeram com você? – Santana perguntou colocando a mão de Quinn em volta de seu ombro, enquanto sua mão a segurava pela cintura e a outra segurava seu chicote. Ela sabia que não podia deixar seus amigos sozinhos e muito menos Quinn. A latina já passou por coisas piores e cuidaria dos três.

Santana respirou fundo, começando a andar com Quinn, lançou seu chicote no primeiro vampiro que tentou pular a sua frente e foi surpreendida com um vampiro virando cinzas ao seu lado sendo atingido por uma estaca. Ao olhar para a direção de onde a estaca veio, encontrou Rachel sorrindo simpática se virando para ajudar Puck.

Enquanto lutavam, Raphael se gloriava ao ver os três caçadores de sombras prestes a serem destruídos. Rachel e Puck estavam machucados, assim como Santana que Raphael sabia do estado da latina após dias de recuperação. Sabia que ela não estava pronta para aquele tipo de dificuldade e tinha chamado seus melhores vampiros para acabar com todos eles, até porque o que ele mais queria era Quinn. Raphael precisava da loira e faria o que fosse preciso para pegá-la. Ele tinha ordens e Raphael não desobedecia a ordens.

– Já chega! – Uma voz suave, porém alta, fez todos os vampiros, inclusive os caçadores de sombras pararem e olharem para a direção da escada onde uma vampira linda estava parada.

Ela tinha os cabelos loiros que brilhavam como ouro. Sua pele branca mostrava nitidamente o quão macia era sem ao menos precisar tocá-la. Seus olhos azuis olhavam para todos como se nada estivesse acontecido. Transpareciam nada mais do que calma, tranquilidade e serenidade. Seu vestido bege era justo, onde marcava seu belo corpo e era cumprido até seu joelho a deixava elegante. Realmente ela era a mais linda de todas as vampiras.

A vampira desceu dois degraus olhando para a latina e a loira no meio do saguão arqueando sua sobrancelha sorrindo. Santana sentiu seu estomago revirar e tudo o que ela sentia era nojo por ver aquela figura pela segunda vez a sua frente.

– Santana Lopez. – A vampira falou suavemente dando um sorriso simpático, deixando a latina em silêncio por alguns segundos antes de finalmente abrir a boca deixando sair todo o ódio que sentia ao dizer um simples nome.

– Lady Camille Belcourt.

Notas finais
O que acharam? Review? xxx