Notas iniciais
Oieeeeeeeeee!!! Desculpem a demora para atualizar essa fanfic, mas agora de férias, estou atualizando todas por dia e prometo não abandonar essa. Aproveitem o novo capítulo!!

Quinn estava em seu quarto se olhando no espelho pela última vez antes de encontrar os três caçadores de sombras. Depois de muita insistência, Fabray conseguiu finalmente fazer Santana concordar em deixá-la ir com eles para o submundo, passando assim pelo portal. Mesmo com medo de realmente morrer, Quinn não se importava com nada disso. Ela pensava positiva, tendo como seu propósito encontrar sua irmã. Frannie era a única que lhe importava naquele momento.

Puck sugeriu que Quinn usasse uma roupa na qual fosse confortável. Obviamente, nada de vestidos como sempre usou. A vampira usava uma calça jeans azul, com um all star preto, já que Puck a fez ficar com medo de usar saltos ou qualquer outro sapato. A mesma vestia uma blusa de manga ¾ bege e por cima, uma jaqueta preta na qual sua irmã lhe emprestou há meses atrás. Seu cabelo na altura de seu ombro estava solto e após se checar novamente no espelho, a vampira respirou fundo, pronta para sair do quarto.

Enquanto Quinn descia as escadas, os três caçadores de sombras estavam na pequena capela da mansão, carregando suas armas e Santana terminava de criar a última runa em seu braço direito. Todos já estavam prontos, mas Santana ainda não estava 100% feliz com a ideia de Quinn passar pelo portal. A latina sabia todos os riscos e não queria que a vampira sofresse nenhum efeito colateral, ou pior, que morresse enquanto passava.

Santana sabia o quão perigoso era o portal. Ele os leva para lugares nunca visto ou imaginado antes. Um simples erro pode causar um dano no qual não pode ser revertido.

Seu chicote estava sobre seu pulso, enquanto em suas costas estava sua espada e sua estela como sempre, em seu cinto na cintura. A latina usava seu mesmo estilo de roupa de sempre. Uma calça skinny preta, com sua bota se salto, com o cano até sua canela, preto. Uma blusinha de manga regata azul escuro e uma jaqueta de couro preta por cima. Seu cabelo estava amarrado em um rabo de cavalo perfeito e sua maquiagem simplesmente impecável. Era como se a caçadora de sombras estivesse acabado de sair de uma capa de revista.

– Wow... – Quinn aparecia na porta da capela, encontrando Santana ajeitando seu cinto. – Vocês estão... Wow. – A vampira repetia sorrindo suavemente, assim que Santana encontrou seu olhar.

– Acostume-se, Fabray. – A voz rouca de Santana ecoava suavemente dentro da capela. – Caçadores de sombras ficam melhores de preto. E eu, Santana Lopez, fico ótima e gostosa de preto. – A latina piscava maliciosa para vampira a fazendo desviar seu olhar timidamente.

– Isso é verdade. – Puck concordava, fechando o grande baú de armas no chão, enquanto o altar se movia para cima do mesmo, o escondendo. – E wow, Quinn, você também está ótima. Gostei do tênis, te deixou diferente. – Noah apertava o cinto em volta da sua barriga, que segurava suas duas espadas atrás de suas costas. – Podemos ir?

– Não. – Rachel aparecia de trás do altar, ajeitando seu colar. – Jake avisou que Mercedes está a caminho. Temos que esperar. – A morena respondia e todos assentiram, saindo juntos da grande capela, indo direto para a biblioteca onde escondiam o portal.

– Quinn? – Santana chamava a vampira para um canto isolado da biblioteca, enquanto Rachel e Puck folhavam o livro em cima da mesa principal.

– O que houve, San? – Quinn perguntava confusa, ficando de frente para latina.

– Sei que já falamos sobre isso, mas... – Santana olhava carinhosa nos olhos de Quinn, respirando fundo. – Se fosse por mim, você não passaria por aquele portal.

– Santana... – Quinn sussurrava, mas logo a latina continuou.

– É difícil, Q. É difícil saber que algo pode acontecer com você. – A latina estava visivelmente aflita e no mesmo instante, Quinn pousou sua mão suavemente contra a bochecha de Santana, começando a acariciá-la carinhosa, se aproximando. – Se alguma coisa acontecer com você, eu não vou me perdoar e. –

Nada vai acontecer comigo, San. – Quinn sussurrava novamente. – Vou estar com a mente limpa e tranquila quando passarmos por lá. Exatamente como você me ensinou. Não deixar que nenhum medo bloqueie minha mente. – A vampira repetia tudo o que Santana tinha lhe dito ao ensinar como Quinn deveria passar pelo portal. – Vai ficar tudo bem. – Quinn depositou um beijo contra a bochecha de Santana.

– Ew. – Mercedes entrava na biblioteca, fazendo os quatro da mansão virar-se para olhá-la. – Garota, essa casa realmente não está com um cheiro muito agradável.

– Mercedes. – Santana falava calmamente. – É um prazer em vê-la também. – A latina revirava os olhos, se colocando no centro da biblioteca. – Jake, Marley. – A caçadora sorria para os dois amigos atrás de Mercedes.

– Sem blá, blá, blá. – Mercedes agora se aproximava dos caçadores de sombras. – Bom você terá todos nós para lhes ajudar. Estão apenas esperando a direção para que possamos todos passar juntos pelo nosso portal. – A alfa dos lobos ia direto ao ponto. – Espero que você tenha certeza do que está fazendo, Lopez. Não estou colocando a minha família em risco para morrerem. – Santana revirava os olhos.

– Não se preocupe. Acredito que na nossa antiga aldeia não more ninguém. Teremos sorte se realmente encontrarmos essa Queen bitch se escondendo lá com Frannie.

– Só espero que a Clave não descubra ou vamos todos ter um sério problema. – Puck comentava.

– Com a Clave eu me entendo. – Santana respondia sem tirar sua atenção de Mercedes. – Noah, entregue o local exato para eles. Vamos partir todos daqui vinte minutos e caso cheguem primeiro, esperem por nós. Não façam nenhuma idiotice e controle seus lobos. – A latina usava seu tom de voz autoritário, no qual Quinn nunca tinha visto.

– Tanto faz. – Mercedes revirava os olhos. – Vamos. Precisamos informar os outros. – A alfa apenas olhou para os quatro a sua frente, se virando, esperando Jake e Marley se despedir e logo os três lobos desapareciam da casa de Santana.

Xxxx

– Tudo pronto. Jake avisou que estão prontos. – Puck guardava seu celular dentro do bolso, se posicionando ao lado de Rachel, Santana e Quinn a frente do portal.

– Respira fundo e não pense em nada. – Santana falava suavemente com Quinn pela última vez. – Você não pode pensar em um lugar ou em algum medo, senão vamos para outra direção. – A latina a lembrava novamente e Quinn assentia, acariciando a mão da mesma.

– Vamos. – Rachel falava pela última vez.

Todos respiraram fundo, segurando uma na mão do outro, dando dois passos, entrando pelo portal. A sensação que Quinn sentiu foi algo diferente, estranho. Era como se aquela mágica em que ela estava, fazia seu coração acalmar ao mesmo tempo em que lhe trazia um medo incondicional. Seu coração acelerava e a vampira fazia o possível para manter sua mente limpa, deixando que apenas Santana e os caçadores de sombra a guiasse. Era como se eles estivessem parados dentro daquela grande e mágica bola azul da biblioteca e que ainda estivesse na mansão, mas assim que Quinn abriu seus olhos, a mesma soltava a mão de Santana, caindo de joelhos em um asfalto, no meio de uma rua deserta, com prédios e casas aos lados, no meio da noite.

– Oh, não. – Puck tirava Quinn de seu transe, se levantando do chão, olhando para os lados.

– Argh! Alguém nos bloqueou, San. – Rachel batia as mãos em seus joelhos, os limpando ao levantar.

Porra! – Santana murmurava, rapidamente se virando para Quinn. A latina se aproximou da mesma, pousando suas mãos no rosto da vampira, procurando por algum sinal de anomalia, mas tudo parecia perfeito. Em seguida deslizou para os braços, as mãos, contando todos os dedos de Quinn. Depois, para as pernas, pisando nos pés da vampira suavemente.

– Outch! Santana! – Quinn dava um passo para trás, olhando para latina. – Eu estou bem, e estou inteira. Todos meus membros no lugar. – A vampira sorria suavemente.

– Graças a Deus! – Santana fechava os olhos, aliviada respirando fundo. – Eu fiquei com tanto medo de que algo desse errado. – Ao ver a interação e preocupação da latina com Quinn, Rachel revirava os olhos, furiosa por perceber o quanto as duas estavam próximas.

– Tana? – Uma voz de criança, fazia os quatro virar-se para frente na rua, encontrando uma menina com um sorriso adorável. – Tana! – A garotinha balançava seu vestidinho branco para os lados ao colocar suas mãos para trás, olhando adoravelmente para Santana e os outros.

– Sierra. – Santana arqueava sua sobrancelha, olhando para a garota.

– Oi Noah, Oi Rachel. – A garotinha tinha a voz tão angelical, que Quinn não conseguia conter o sorriso que aparecia em seus lábios. – E quem é essa? Eu nunca tinha a visto antes. – Sierra falava simpática, mas nenhum dos caçadores de sombras a respondia. Todos a olhavam da mesma maneira.

– Eu sou a Quinn. – A vampira era a única que parecia responder Sierra, fazendo a menina sorrir ainda mais. Enquanto Quinn observava a criança a sua frente, percebia o quão linda a mesma era. Seus cabelos cacheados eram pretos, do cumprimento um pouco abaixo de seus ombros. Seus olhos um marrom escuro, que clareava conforme a luz refletia. Sua pele era um tom moreno como o de Santana... E o sorriso... Quinn parou de examinar a garota por alguns segundos se perguntando quem ela realmente era. Até porque, ela tinha uma leve semelhança com a latina.

– É um nome bonito e você é linda. Mais parecida com um anjo do que uma vampira. – A garotinha falava delicada, fazendo Quinn franzir o cenho.

– Como você sabe que sou vampira? – Quinn perguntava.

– Ora bobinha, eu sei de tudo. – Sierra agora passava suas mãozinhas para frente, entrelaçando-as voltando sua atenção para Santana. – Ela é linda, não é Tana? Você gosta dela, não é? – A garotinha falava com tanta certeza e Quinn percebia a maneira como Santana e os outros a olhavam. Era com tanta indiferença que a vampira sentia dó pela garota. – Tana? Você não vai falar comigo? – Sierra perguntava, mudando o tom de sua voz.

– Santana? – Quinn perguntava próximo à latina, sem entender o que acontecia.

– Tana. – Sierra agora começava a chorar em silêncio, fazendo um bico adorável. Noah e Rachel reviravam os olhos, enquanto Quinn sentia seu peito apertando por ver Santana tão indiferente com aquela garotinha adorável. A loira respirou fundo, se irritando com a atitude dos caçadores de sombras e antes que pudesse dar um passo em direção a Sierra, Santana colocou o braço a sua frente, olhando em seus olhos,

– Não. – A latina falava séria.

Quinn olhou nos olhos de Santana, procurando alguma resposta para tudo aquilo, mas não conseguia encontrar nenhuma. A vampira olhou novamente para Sierra, que ainda chorava por estar sem atenção de Santana.

– E então? – Puck perguntava impaciente, como se estivesse esperando por alguma coisa.

Santana respirou fundo, tirando seu braço lentamente da frente de Quinn, enquanto seu chicote começava a deslizar de seu braço brilhando ao cair no asfalto. Seu bracelete parecia maior, e ao ver aquilo Quinn arregalou os olhos, sabendo exatamente o que iria acontecer.

– Santana, o que você está fazendo? – A vampira perguntava confusa e apavorada por Sierra.

– Tana, não! – Sierra balança sua cabeça ao ver o chicote da latina brilhando no chão. – Tana, por favor, não! – A garotinha colocava as mãozinhas para frente pedindo que Santana parasse.

– Santana? – Quinn praticamente gritou ao lado da latina, sentindo seu peito apertando ao ver o medo estampado nos olhos da criança a sua frente.

– É sempre a mesma coisa. – Puck agora se colocava ao lado de Quinn, fazendo a vampira olhá-la ainda mais confusa.

– Céus, isso é tão cansativo. – Rachel revirava os olhos.

– Por favor, Tana! – Sierra soluçava.

Sem dizer nada, Santana dava passos suaves na direção de Sierra, respirando fundo, a cada passo. Seu coração apertava ao ver o rosto daquela criança, mas não porque a mesma chorava, mas sim, porque aquele rosto a fazia se lembrar de algum que um dia foi importante na sua vida.

– Tana, não! Não, por favor. – Sierra agora gritava, soluçando, colocando suas mãozinhas em seus olhos, dando um passo para trás.

– Santana, não faz isso! – Quinn sussurrava, arregalando seus olhos ao ver que agora, Santana estava de frente para Sierra.

– Você não vai me matar, vai Tana? – No mesmo instante, Sierra parava de chorar, abrindo um sorriso malicioso, olhando diretamente nos olhos da latina a sua frente.

Sem dizer nada, Santana balançou seu chicote rapidamente o prendendo na cintura da garotinha. – Vai para o inferno! – A latina rebateu, puxando o chicote com força, fazendo Sierra virar pó. A garotinha tão adorável virou pó.

– Q-quem era ela? – Quinn perguntava assustada e aterrorizada com o que tinha acabado de ver.

– Minha irmã. – Santana voltava na direção de seus amigos, enquanto seu chicote enrolava novamente para seu pulso.

– Sua irmã? Você matou sua irmã? – Quinn gritava confusa.

– Minha irmã morreu há vinte anos atrás. – Santana respondia calmamente. – E essa garota que você acabou de ver. Era apenas um demônio idiota o suficiente para achar que eu não o mataria por ele simplesmente estar com a fisionomia da minha irmã. – A latina respirava fundo e no mesmo instante, Quinn se sentia péssima por estar com raiva de Santana pelo o que tinha acontecido. Ela não sabia que Santana também tinha uma irmã e agora tudo em sua cabeça fazia sentido. A latina estava lhe ajudando porque também já tinha perdido sua irmã mais velha uma vez.

– Santana, eu... – Quinn olhava para o chão. – Eu sinto muito.

– Tudo bem. – Santana sorria. – Agora o que me deixa furiosa, é não saber quem foi o filho da puta que nos bloqueou, nos fazendo vir para cá.

– Eu juro que não pensei em nada e. –

– Não foi você. – Rachel interrompia Quinn. – Foi alguém daqui de dentro que sabíamos que estaríamos aqui. – A caçadora respondia.

– Mas quem? – Puck franzia o cenho.

– Onde nós estamos afinal? – Santana perguntava olhando para os lados. – Eu nunca vi esse lugar antes.

– Acho que conhecemos esse lugar. – Rachel que olhava para uma das travessas na avenida, respirava fundo e logo todos estavam ao seu lado olhando na mesma direção.

Rachel... – Santana sussurrou, segurando na mão de sua amiga.

– É a minha casa. – Rachel falava entre suspiros, sentindo seu peito explodindo por estar em frente à casa onde morou com sua mãe antes da mesma ter morrido e desaparecido.

Sem dizer nada, Rachel soltou da mão de Santana, caminhando até sua casa, sendo seguida pelos três que andavam logo atrás dela. A morena abriu o pequeno portão, respirando fundo, antes de chegar até o deck, subindo as escadas suavemente, olhando paralisada para a maçaneta.

A caçadora de sombra abriu à porta, empurrando a mesma e enquanto entrava, Puck tirava suas espadas de suas costas, enquanto Santana já estava com seu chicote brilhando no chão. A iluminação vinha do lado de fora da luz da lua que passava entre as janelas. Puck acendia as luzes e para surpresa de todos a casa inteira se iluminou assim que o mesmo ligou a caixa de força.

– Nossas coisas ainda estão aqui. – Rachel respondia, passando sua mão por cima do porta retrato em cima da lareira, no qual a imagem era ela pequena no colo de sua mãe. A casa estava em perfeitas condições. A mobília. Os papéis de parede. As cortinas. Era como se alguém estivesse vivendo ali. De repente, algo fez Santana sair de seu transe.

– Isso não é real. – A latina falava autoritária, se aproximando de Quinn e se colocando a sua frente.

– Como assim? – Quinn perguntava.

– A mesma pessoa que nos bloqueou, está colocando antiga casa de Rachel no nosso caminho. – Santana olhava para Puck. – Isso não é real. – A mesma repetia novamente, fazendo Noah ficar alerto, enquanto Rachel parecia desligada, olhando as fotos de sua mãe pela sala. – Rachel, nós precisamos ir. – Santana chamava pela amiga, mas parecia em vão, já que a mesma sorria ao ver a foto de Shelby.

– Rachel! – Puck a gritou. – Nós precisamos sair daqui. Agora! – O garoto segurou uma de suas espadas, andando as pressas para perto de Rachel, segurando em seu braço e antes de todos alcançarem a saída, três grandes demônios ravener entrava pela porta, fazendo Quinn arregalar seus olhos e Rachel sair de seu transe.

– Corre! – Santana gritou, segurando na mão de Quinn, enquanto eles começavam a se espalhar pela casa. O barulho do demônio destruindo por onde passava era estrondoso, fazendo Quinn querer tampar seus ouvidos assustada.

Cada demônio perseguia um deles, soltando um grande ruído quando se aproximavam. Puck subiu para o andar de cima da casa e antes de entrar no quarto, um dos demônios atravessou o chão, fazendo o cair, mas antes que ravener o atacasse, Puck enfiou sua espada pela garganta do mesmo o fazendo virar cinzas.

Rachel correu para a sala enquanto o demônio a acertava com seu enorme rabo a jogando contra a parede antes mesmo de a mesma tirar sua estela da cintura.

– Rachel! — Puck gritou entrou na sala, se colocando na frente da garota e assim que o demônio se aproximou, sua estela atravessa a garganta do mesmo o fazendo desaparecer no ar. – Rachel. – O garoto se virar para ajudar sua amiga. – Você está bem? – Noah passava seus braços em volta da morena, a tirando do chão.

– Sim. Eu estou bem. Obrigada, Noah. – Rachel sorriu e no mesmo instante, ambos ouviram um grande barulho para fora da casa, se lembrando de que outro demônio ainda perseguia Santana e Quinn.

A porta de acesso ao quintal dos fundos tinha sido destruída assim que ravener a atravessou perseguindo Santana e Quinn. A latina puxou a vampira para trás de si, colocando seu chicote em posição a espera do Ravener que ia furioso em sua direção.

Quinn arregalava seus olhos olhando para o demônio, com medo de que o mesmo fosse machucar ela e Santana. A mesma queria correr dali, mas sabia que não podia deixar a latina para trás, mas antes que ravener se aproximasse, o mesmo virou cinzas no ar, fazendo Quinn e Santana fecharem os olhos.

– Vocês estão bem? – Rachel perguntava, segurando seu arco.

– Estamos. – Santana se virava para ver se Quinn realmente estava bem, antes de responder novamente. – Estamos bem. Obrigada Rae. – A latina sorriu para sua amiga, segurando na mão de Quinn. – Nós precisamos sair daqui agora! Esse lugar está infestado de demônios.

– O que nós vamos fazer? – Quinn perguntava sem soltar a mão de Santana, enquanto todos saiam às pressas da casa, voltando para onde estavam.

– Nós precisamos achar uma saída. – Puck respondia, olhando para a cima dos prédios.

– E onde vamos encontrar uma saída? – A vampira perguntava novamente.

– Precisamos achar um novo portal. – Santana olhava em volta a procura de algo diferente, sem soltar a mão de Quinn.

– E como faremos isso? – Quinn respirava fundo.

– Primeiro precisamos achar uma igreja. – Rachel respondia.

– Ou talvez não. – Puck agora as olhavam sorrindo, apontando para um dos prédios a frente e no mesmo instante, todas seguiram sua linha de visão, encontrando uma luz parecida com o portal na mansão.

– Ah! Você é um gênio, Puckerman. – Santana bateu no braço do amigo e todos corriam na direção do portal.

– Mas quem garante que não vamos ser bloqueados novamente? – Quinn perguntava assustada, com sua voz baixa e Santana podia sentir o quão tensa a mesma estava.

– Porque a pessoa que nos bloqueou, provavelmente achou que fossemos idiotas o suficiente para não acharmos outro portal. – Rachel respondia.

– Ele ou ela apenas queria nos distrair ao nos tirar do nosso caminho. – Santana parava na frente do prédio, olhando para Quinn. – Vai dar tudo certo dessa vez. Eu prometo. – A latina falou calmamente, levando sua mão até a bochecha de Quinn, acariciando carinhosa.

Logo todos começavam a subir as escadas de incêndio, não demorando a alcançarem o telhado se deparando com um portal os deixando aliviados.

– Vamos todos juntos novamente. – Rachel estendia sua mão, segurando as de seus amigos. – Santana, você nos guia. – A latina assentiu, acariciando a mão de Quinn.

– Pronta? – Santana perguntou para a vampira.

– Pronta.

– Certo. Relaxa, está bem? – Santana falava novamente e enquanto Quinn respirava, os quatro atravessavam o portal, fazendo a vampira sentir a mesma sensação da primeira vez, e antes que desse por si, todos caiam novamente de joelhos e dessa vez, eles finalmente estavam onde queriam.

O chão era uma grama judiada, nítida que estava abandona. Logo a frente uma grande casa amarela, cercada pelas árvores grandes de lindas folhagens verdes. O cheiro de terra molhada invadia o nariz dos quatro e logo algo chamou atenção de Santana.

– Mercedes está logo ali. – A latina apontava para trás de uma grande árvore.

– Bom, e todos os outros também. – Puck olhava em volta percebendo que todos os lobos se escondiam entre as árvores.

– Ótimo. – Santana olhava diretamente para Mercedes indicando que eles entrariam primeiro e os lobos os dariam cobertura. – Certo, nós vamos entrar. – A latina olhava para seus amigos e assim que avistou Quinn ao seu lado, percebia que a mesma olhava fixamente para a casa com medo. – Hey... – A caçadora de sombras se colocava na frente de Quinn, fazendo-a olhar em seus olhos ao pousar suas mãos em suas bochechas. – Vai ficar tudo bem. Você não precisa entrar lá se não quiser.

– E-eu quero. – Quinn tirava seus olhos da casa, olhando para Santana. – Eu quero ir com vocês, San. E-eu preciso ver se minha irmã está lá dentro. – A loira pousava uma de suas mãos sobre a de Santana, acariciando com seu polegar suavemente.

– Está bem. Fique perto de mim. – Santana colocou uma mecha do cabelo de Quinn para trás da orelha, antes de se afastar. – Estamos todos prontos. – O chicote de Santana deslizava sobre o seu braço, batendo no chão, enquanto a mesma tirava sua espada de suas costas, e seus amigos também se preparavam com suas armas. A latina olhou para Quinn que assentiu e agora todos caminhavam atentos em direção a casa.

Os lobos os seguiam entre as árvores, sem deixar que fossem vistos. Mercedes e Jake estavam logo à frente, enquanto Marley estava do outro lado seguindo com o restante. Todos devidamente postos para qualquer situação.

A casa não estava longe e logo os caçadores de sombras subiam os três degraus na frente da casa em silêncio. Quinn podia sentir seu coração acelerado com a ideia de finalmente encontrar sua irmã. Ela estava tão ansiosa para entrar naquela casa que mal conseguia se controlar.

Puck se colocou na frente delas, abrindo a porta suavemente, enquanto os outros lhe davam cobertura. O caçador de sombra colocou a cabeça lentamente para dentro da casa, percebendo que o cômodo estava vazio dando um passo para dentro, com as outras atrás.

Quinn estava atrás de Santana praticamente grudando na cintura da mesma, com medo de ficar para trás. Claro que Fabray também era poderosa, até porque, ela era mais forte do que todos eles ali e suas habilidades eram de uma intensidade estrondosa, porém, Quinn nunca praticou ou aprendeu como usá-las. A única coisa que sabia fazer era correr. Ela nunca lutou na vida. Nunca precisou bater em ninguém e não fazia a menor ideia de como fazer isso. Então naquele momento, ela se sentia a salvo por estar perto de Santana.

– Esse lugar está vazio. – Rachel sussurrava, enquanto andavam em direção aos fundos da casa.

– Bom, aqui não, mas pelo visto temos outro lugar para procurar. – Puck olhava para os fundos da casa onde um grande galpão preto era escondido pela casa.

– Wow... – Santana observava as portas do galpão a sua frente. – Está trancada.

– E como vamos abri-la?- Quinn perguntava, olhando para os três caçadores de sombras.

Sem dizer nada, Santana tirou sua estela de seu cinto, ajeitando a mesma em sua mão e se aproximando da porta. Quinn se colocou ao lado da latina, curiosa com o que a mesma estava fazendo.

A estela começou a brilhar e Santana começava a desenhar uma runa perfeita na porta. Não demorou para que o desenho terminasse e após ouvirem um “click”, Puck empurrou a porta, revelando um cumprido galpão, no qual seguia para baixo onde podiam ver uma escada.

– Isso é muito fundo. – Quinn arregalava os olhos.

– Nós precisamos avisar Mercedes. – Rachel saiu rapidamente para fora do galpão, encontrando Mercedes e outros lobos já apostos no quintal. – Nós vamos descer. Sinta-se livre para nos acompanhar ou para voltarem. – A morena os avisou e logo alguns lobos assentiam, entrando na casa enquanto Rachel voltava para o galpão.

– Vamos só nós quatro? – Quinn perguntava.

– Não. – Quatro rapazes, incluindo Jake, apareciam dentro do galpão. – Nós também vamos.

– Ótimo. Puck, Jake, vocês vão na frente. – Santana liderava. – Rachel, Quinn e eu vamos logo atrás. E vocês. – Santana apontava para os garotos. – Vão atrás de nós. – Os quatro lobos assentiram e logo todos começavam a descer.

As estelas dos caçadores de sombras iluminavam o caminho escuro, enquanto desciam devagar. A escada parecia infinita e ninguém sabia onde aquilo iria dar.

– Ugh! – Santana reclamava. – Aqui está muito quente.

– Acho que estamos chegando. – Puck avisava e logo alcançava o chão, descendo o último degrau da escada.

– Que calor. – Santana começava a tirar sua jaqueta, jogando a mesma no chão e todos faziam o mesmo, inclusive Quinn.

– Nós precisamos seguir em frente. – Jake olhava para um grande túnel a frente deles.

– Sério, isso está parecendo um filme ridículo e barato de terror. – A latina revirava os olhos, olhando para o seu lado, se certificando de que Quinn continuava bem. – Puck e Jake, vão na frente.

– Esse túnel parece menor. – Rachel comentava enquanto começavam a andar. – Tem uma luz logo à frente.

– Ah, a famosa luz no fim do túnel. – Santana falava sarcástica, fazendo Quinn rir baixo.

Enquanto se aproximavam da luz, era nítido ver que outra porta estava à frente deles. Puckerman se aproximava cuidadosamente, olhando para dentro do cômodo, percebendo que o mesmo encontrava-se vazio, mas assim que seus olhos passavam pelo canto do quarto, algo lhe chamou atenção.

O garoto arregalou os olhos, abrindo a porta rapidamente, fazendo todos os outros confusos entrarem atrás dele. Assim como Puck, todos arregalaram os olhos com o que viam.

Quinn sentia seu peito apertando. Sua respiração parou e suas mãos começavam a tremer. Seus olhos estavam arregalados e lágrimas rapidamente começavam a deslizar por suas bochechas. A vampira se afastava de Santana se aproximando da pessoa que flutuava a um metro à cima de uma cama de pedra, usando um vestido cumprido até os pés da cor branca. O cabelo estava caindo para baixo, conforme o corpo flutuava. A vampira deixou seu primeiro soluço sair, sussurrando pela primeira vez saindo de seu transe.

Frannie.

Notas finais
E então, o que acharam? Espero que tenham gostado!!!! Para quem não sabe, resolvi também fazer uma ask.fm, além do twitter. Quem quiser me seguir o link está no meu profile!!! Review? xxxxxx