Seven Devils
12 Are you kidding me?
Notas iniciais
–– Frannie.
Quinn sentia lágrimas escorrerem por suas bochechas, enquanto olhava para sua irmã. A mesma estava desacordada. Ela queria tirar sua irmã dali, mas não sabia o que fazer. Seu coração estava acelerado e o medo de sua irmã estar morta lhe causava pânico.
– E-e ela está... – Quinn começava a falar virando-se para Santana.
– Não. Ela não está morta. – A latina se aproximava de Frannie, junto de Rachel.
– Isso é um feitiço. – Rachel olhava atenta para o espaço entre o corpo de Frannie e a cama de pedra. – Ela está sobe efeito de alguma mágica.
– E como vamos tirá-la daí? – Quinn perguntava aflita.
– Bom, nós podemos tirá-la daqui agora, mas só vamos conseguir fazê-la acordar se a tiramos do feitiço em que está. – Puck respondia se aproximando de Frannie junto de Jake.
Santana observava atentamente o quarto em que estavam. Como sempre, alguma coisa não se encaixava naquele momento. Frannie flutuando daquela forma. O quarto em que a mesma estava. Era como se tudo isso fosse bom demais para ser verdade.
– Tem mais alguma coisa aqui. – Santana sussurrava.
– Como assim? – Jake começava a olhar pelos cantos do quarto acompanhando Santana.
– Vocês... Estão sentindo esse cheiro? – Um dos lobos perguntava, olhando em direção a porta do quarto.
– Qual cheiro? – Jake respirava fundo e de repente, o cheiro ardido de enxofre atingia sem nariz. – Ugh! Tem alguma coisa queimando. – O garoto tampava seu nariz.
– Queimando? – Rachel arqueava suas sobrancelhas olhando para seus amigos e de repente, começavam a ouvir um estrondo vindo do lado de fora, como se uma multidão estivesse começando a correr.
– Oh... Fudeu. – Puckerman segurava sua espada e os três caçadores de sombras se posicionavam.
– O que está acontecendo? – Quinn perguntava confusa e Santana se colocou a sua frente.
– Demônios. – A latina olhava fixamente para a porta. – E muito deles.
– Alguém precisa avisar Mercedes.
– Não temos tempo. Eles estão se aproximando. – Rachel posicionava seu arco e flecha para a porta.
– Eles são muitos. – Santana sussurrava. – Eu posso senti-los. Eles são muitos. – A latina olhava preocupada para Quinn, respirando fundo. Ela sabia que provavelmente um exercito de demônios se aproximava e Santana não podia deixar que seus amigos se machucassem. Quinn tinha acabado de encontrar sua irmã e a latina não correria o risco de perdê-la. Nenhuma das duas. Santana não deixaria Quinn perder sua irmã. Ela precisava tomar alguma atitude. Santana precisava fazer alguma coisa.
Os passos começavam a se aproximar e todos se posicionaram. Os lobos já tinham se transformado e Quinn se escondida atrás de Santana preocupada com o que poderia acontecer.
A latina sabia que precisava tomar uma atitude. Ela não podia deixar que seus amigos se machucassem. De repente tudo ficou em silêncio. O barulho desapareceu, deixando todos confusos, mas Santana sabia exatamente o que isso significava. Sem dizer nada, a latina tirou a estela de sua cintura, começando a fazer uma nova runa em sua mão. Ela não sabia exatamente o que fazia, mas ela confiava em seus instintos.
– Santana? O que você está fazendo? – Rachel perguntava confusa e preocupada ao ver a nova runa que Santana desenhava em sua mão. – Santana, para! Você não pode fazer isso. – A morena olhou para Puck e assim que a latina terminou sua runa, a parede do quarto explodiu e antes que demônios começassem a entrar, Santana apontou sua mão na direção dos mesmo que paralisaram virando estatuas. – O que você fez? – Rachel olhava para Santana com os olhos arregalados. – Santana!
– E-eu não sei. – A latina respirava fundo, olhando o exercito de demônios paralisados a sua frente. – E-eu não sei. Comecei a me preocupar e eu ouvi uma voz me dizendo que precisava fazer algo para proteger vocês.
– E foi isso que a voz lhe mandou fazer? – Puck segurava no pulso da latina a mostrando a runa nunca vista antes desenhada em sua mão. – Santana, v-você criou uma runa?
– E-eu acho que sim. – A latina respirava fundo. Isso era uma surpresa até mesmo para ela.
– Wow... Eu nunca ouvi falar disso antes. – Puck falava calmamente. – Mas você nos salvou e quando voltarmos para casa, vamos descobrir o que foi que acabou de acontecer.
– Nós precisamos ir. – Rachel comentava, olhando para os demônios paralisados. – Não sabemos quanto tempo o efeito da runa de Santana vai durar. Nós precisamos sair daqui.
– Ou, nós podemos aproveitar que estão todos assim e matá-los. – Puck sorria e antes que Rachel pudesse responder, Santana lançou seu chicote na direção de um dos demônios o fazendo virar pó. – É, vamos matá-los. – Todos começavam a destruir os demônios paralisados até não sobrar um sequer.
– Nós precisamos tirar Frannie daqui. – Santana jogava uma pedra embaixo de Frannie, verificando se era seguro se aproximar. – Jake, será que vocês conseguem levá-la? – A latina falava com o lobo a sua frente que apenas assentiu.
Puckerman, Santana e Quinn se aproximaram de Frannie a tirando lentamente de onde estava. A garota sequer se mexia e Quinn se sentia aliviada por vê-la respirando.
– Eu a levo e vocês me dão cobertura. – Puck olhava para seu irmão e os outros lobos.
– Santana, nós precisamos sair daqui. – Rachel se aproximava da latina.
– Não. Ela está aqui, Rachel. Eu sinto que ela está aqui. – Santana respirava fundo, determinada que iria procurar pela Vampira Rainha.
– Santana, nós temos que ir. – Puck tentava, mas Santana apenas o olhou.
– Quinn, você vai com a Rachel e os outros. – A latina falava com Quinn, mas antes da loira responder, Rachel interferiu.
– Não. Eu não vou deixar você sozinha, Santana.
– Santana... – Quinn sussurrava, mas a latina a interrompeu.
– Não, Quinn. Você precisa sair daqui, está bem? Puck e os outros vão cuidar de você e Frannie. – Santana depositava um beijo na testa de Quinn, virando-se para Puck. – Noah, levem-nas de volta para a mansão e chame o Mike.
– Está bem. Vamos Quinn. Nós precisamos sair daqui. – Noah chamava por Quinn, mas a loira não conseguia tirar seus olhos da latina.
– Hey... Eu vou ficar bem. Agora você precisa ir e cuidar da sua irmã. – Santana sorriu carinhosa, sendo surpreendida com os lábios de Quinn sobre os dela.
– Obrigada. – Quinn depositou outro selinho em Santana, antes de se virar e ir embora com Puck.
Assim que Puck saiu com os outros, Rachel se sentia desconfortável ao ver a interação de Quinn e Santana, mas tentou se manter firme. Ela não queria demonstrar isso, até porque, Santana tinha deixado claro que ambas seriam apenas amigas.
– Você tem certeza que quer fazer isso? – Rachel perguntava suavemente.
– Tenho. Ela está aqui, Rach. Ela está aqui em algum lugar e eu juro que se eu colocar minhas mãos nela, eu vou matá-la! – Santana falava furiosa.
– Você está fazendo isso por nós ou...
– Por tudo, Rachel. – Santana começava a andar pelos estrondos seguindo pelo túnel de onde vieram. – Nós somos caçadores de sombras e estamos aqui para proteger os mundanos, certo? Por que raios essa Malévola fez isso com Frannie? Você não acha que é tudo muito suspeito? Ela manteve Frannie viva, Rachel. Isso não faz sentido. – Santana tinha razão. Por que raios uma vampira manteria um mundano vivo? Frannie não aparentava estar machucada ou com qualquer mordida que indicasse que estava infectada. – E outra coisa que não entendo. Por que raios têm demônios aqui? Ela é uma vampira. Todo mundo sabe que Vampiros e Demônios se odeiam. – Rachel não tinha pensado nisso. Apesar de ser considerada a mais inteligente do grupo, ela não tinha parado para pensar em tudo isso e sem dúvidas, tinha alguma coisa errada.
– Precisamos avisar a Clave, Santana. – Rachel comentava, enquanto andava ao lado de Santana.
– Eu sei, mas primeiro eu quero botar minhas mãos nessa Malévola. – Santana respirava fundo e Rachel apenas assentiu seguindo a latina.
Enquanto andavam, o túnel clareava mais. Santana e Rachel podiam ver que na parede do mesmo tinham grandes desenhos assustadores como se um antigo homem das cavernas perturbado tivesse deixado sua história aqui. Mas ambas sabiam exatamente o que aquilo significava. Demônios. Claro, eles estavam em todos os lugares e apesar de não conhecerem o Rei das trevas – até porque, ele é chamado por muitos nomes e a Clave o perdeu há séculos atrás quando o mesmo foi declarado morto, mas nunca foi achado. -, elas não sabiam quem podia estar atrás de tudo isso. Santana não entendia do porque a rainha vampira quis manter Frannie viva e isso ela sem dúvidas descobriria.
– Isso é tão assustador. – Rachel comentava olhando para as paredes.
– Parece que uma criança muito, mas muito perturbado passou por aqui.
– Talvez tenha sido Sierra. – Rachel comentava e pode ouvir Santana rindo.
– A verdadeira Sierra, teria feito dessas paredes sua obra de arte. – A latina brincava.
– Bom, pelo menos teria ficado mais bonito. – Rachel brincou e novamente, ouviu sua melhor amiga rindo.
– Esse túnel parece não ter fim. – Santana resmungava. – Fizeram um ótimo trabalho nesse lugar.
– Sério, Santana? – Rachel revirava os olhos.
– O que? Eu achei a estrutura muito boa. – A latina brincava.
– Céus, às vezes me esqueço do quanto você é idiota. – Rachel balançava a cabeça e a risada de Santana era como música para seus ouvidos.
– Bom, eu não gosto de deixar tudo muito sério demais e sei que você adora.
– Não... Não adoro nada. – As duas conversavam enquanto andavam já que o túnel parecia não ter fim, até o momento em que avistaram uma enorme porta vermelha a poucos passos a frente delas. — Acha que ela pode estar aí dentro? – Rachel tirava seu arco e sua flecha das costas os colocando sobre seu ombro.
– Vamos ter que entrar para descobrir. – O chicote da latina deslizou pelo seu pulso, atingindo o chão. – Fica atrás de mim. – Santana andava cuidadosamente para frente da porta, colocando sua mão sobre a mesma e a empurrando suavemente, olhando o que era e o que tinha dentro daquele lugar.
Santana podia ver que não tinha ninguém e empurrou a porta por completo dando uma vista melhor do lugar a sua frente. Era uma grande sala com paredes douradas, como a de um castelo. Sofás espalhados pelos cantos com grandes almofadas coloridas sobre o mesmo. Um grande espelho no teto com uma grande espada desenha fazia o lugar parecer maior do que já era. Logo à frente, grandes pilastras fazia o caminho até um pequeno “trono” no qual cinco degraus de escada levavam para uma poltrona grande vermelha.
As luzes até a metade do caminho estavam acesas, mas próximo ao trono, tudo estava apagado, porém claro o suficiente para avistar a grande cadeira. As duas começavam a andar atentas pela sala, olhando para todos os lados. O chicote de Santana brilhava fazendo um barulho enquanto arrastava no chão. Rachel estava com seu arco e a flecha posicionados contra seu peito e olhava atenta por onde andava. Assim que se aproximaram do trono, as luzes se acenderem e as caçadoras de sombras perceberem que não estavam sozinhas.
Uma figura estava sentada na poltrona, com um grande e enorme casaco preto onde um capuz cobria todo seu rosto. Elas não sabiam se era homem ou mulher. Vampiro ou um mais um demônio.
As duas se posicionaram esperando que aquela figura as atacasse, mas o mesmo nada fez. Continuou parado com suas pernas cruzadas e ambos os braços apoiados na cadeira.
Santana e Rachel se olharam e a morena estava prestes a tomar uma providência, quando a figura se levantou, levando suas mãos até seu capuz, tirando-o lentamente deixando Rachel e Santana paralisaram. Elas não acreditavam no que estavam vendo. Rachel estava tão assustada que suas armas caíram no chão a deixando em choque. Santana arregalou os olhos, olhando para Rachel preocupada. A latina estava com o seu coração disparado e não acreditava no que seus olhos estavam vendo. Já Rachel, sentia seu peito explodindo e sua respiração estava presa em sua garganta.
– Ora, Ora... Santana Lopez e... – A voz da mulher parada a frente delas olhava cuidadosamente para Rachel. – E Rachel Corcoran... ou devo dizer Rachel Berry? — A mulher sorria com sua sobrancelha arqueada.
– Shelby?
– M-mãe? – Foi tudo o que Rachel conseguia sussurrar antes de tudo escurecer.
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