Seven Devils

9 It's not a Fairytale.


Notas iniciais
Oieeeeeee gente!!! Bom, quem segue todas as minhas histórias podem perceber que eu estou tentando atualizá-las todo fim de semana. Espero que vocês continuem comigo e não me abandone! Fiz um capítulo novo pra vocês e espero que gostem xxxxx. Gente, eu tenho twitter e para quem quiser me seguir, fique a vontade, porque agora eu vou postar o andamento dos capítulos e das histórias por lá. Coisas do tipo se to escrevendo algo, quando vou postar e etc... o link do twitter está no meu perfil quem quiser seguir para saber o andamento das histórias, fique a vontade. :) xxxx

Quinn estava em seu quarto trocando suas roupas para seu pijama quando uma batida em sua porta à fez pular de susto.

– Pode entrar. Está aberta. – A vampira falava suavemente. Logo a porta se abriu e Puck entrava no quarto, sorrindo simpático. – Hey Noah! – Quinn sorria prendendo seu cabelo.

– Hey, mmm... Preparada para amanhã? – Puck encostava-se na porta olhando Quinn.

– Mhm, estou. – A vampira agora se sentava na cama. – Afinal, são só fadas e acredito que devem ser mais calmas do que os vampiros. – Quinn sorriu e Puck rapidamente arqueou sua sobrancelha.

– Desculpa estragar seu conto de fadas, hot stuff, mas elas não são como nas histórias. – Puck ria baixo e Quinn franzia o cenho. – As fadas podem ser muito mais perigosas do que os vampiros, então eu aconselho você não sair de perto de mim ou da Santana, está bem?

– Mas, elas podem realmente ser tão más assim? – Quinn fazia um bico suave.

– Muito más. – Puck se aproximava se sentando na cama ao lado de Quinn. – Olha, quando tínhamos dezoito anos, conhecemos um grupo de fadas no central park. No começo tudo parecia normal. Uma delas até se aproximou de Santana e as duas se conectaram tão rápido que todos nós nos preocupamos que algo ruim pudesse acontecer. – Quinn olhava com atenção para Puck enquanto o mesmo contava mais uma história que a vampira adorava ouvir. – Essa fada inclusive também era loira. Acho que Santana tem algum fetiche por loiras. – Puck sussurrou consigo mesmo. – Enfim, o nome dela era Brittany Pierce. Acredite, até eu me encantei por ela, mas desde o começo era nítido que a fada tinha se interessado por Santana e para o desgosto de Rachel, Santana também tinha se interessado por ela e foi estranho porque foi tudo de repente, sabe? – Quinn assentia. – Bom, Santana era cega por Brittany. Como mundanos sempre dizem: Santana se colocaria na frente de uma bala por Brittany. – Puck revirava os olhos. – Tana era obsecada pela fada. Vivia mais no mundo das fadas e quase não a víamos. A clave não gostou nada em saber disso e mandaram eu e Rachel descobrir do porque tamanha obsessão. Com a ajuda de Mike, descobrimos que Brittany tinha feito Santana tomar uma de suas poções na qual a fazia amá-la intensamente e até a morte. Na verdade, aquele amor que Santana sentia a mataria antes mesmo de completar 25 anos. – Quinn sentia seu peito apertando ao pensar em toda essa situação acontecendo com a latina.

– E o que você fizeram para trazê-la de volta? – Quinn perguntava.

– Mike. – Puck sorria. – Nós a buscamos o mundo das fadas e a trouxemos de volta, fazendo-a tomar uma das poções de Mike que a fez ficar adormecida, digo... Em coma por algumas semanas. Foi difícil trazê-la de volta. – Agora Puck respirava fundo e Quinn podia perceber a mudança no olhar do garoto. – Ela... Mm, ela lutou bastante contra nós, inclusive um dos nossos amigos, Joe, morreu. Não porque ela o matou, mas as fadas são ótimas hipnotizadoras, elas têm uma ótima dança com uma melodia que te faz acompanhá-las e quando você da o seu primeiro passo não volta mais. – Puck entortava sua boca ficando em silêncio por alguns segundo e Quinn podia sentir a tristeza no tom de voz de Noah. – Brittany fez algumas fadas lutarem ao lado dela, mas no final conseguimos tirar San de lá e quando ela acordou... – Puck agora ria balançando a cabeça. – Você precisa ver, ela queria arrancar a cabeça de Brittany fora. Ela só não foi, porque a Clave não deixou e quando a Clave diz não, é não, especialmente para Santana que...- Noah rapidamente percebeu o que estava falando e se recompôs.

– Céus, essas fadas não são nada legais. E eu aqui achando que eram boas iguais as fadas da Bela Adormecida. – Quinn fazia careta e Puck começava a rir. – Não gostei dessa Brittany e não sei se estou pronta para ir até lá.

– Não se preocupe, hot stuff. – Puck sorria. – Você tem eu, Santana e Rachel para te proteger e acredite, Santana não deixaria nenhuma daquelas fadas se aproximar de você. – Quinn sorria ao imaginar Santana lhe proteger. Ela não podia negar que o modo como se sentia perto da latina era intenso e a fazia sentir borboletas em seu estomago todas as vezes que as duas se tocavam. – Vai ficar tudo bem, só não olhe para elas. – Puck se levantou. – É melhor você descansar porque nunca se sabe o que pode acontecer naquele mundo. É a primeira vez que voltamos lá desde que buscar Santana.

– Noah, se Santana odeia tanto as fadas, por que ela pediria ajuda a elas? – Quinn perguntava confusa e Noah começava a rir.

– Você ainda não percebeu? – Puck perguntava e Quinn balançava a cabeça ainda confusa. – Porque ela faria qualquer coisa por você. – Noah saiu rindo baixo deixando Quinn ainda mais confusa.

A vampira começava a sentir seu coração saltando em seu peito, seu estomago revirava e enquanto respirava fundo, o cheiro de sangue lhe dava sede, fazendo-a fechar seus olhos ao pensar em Santana.

Seus olhos escuros que lhe deixavam sem ar todas as vezes que Santana a olhava. Seu sorriso que a fazia prender a respiração. Seus lábios que eram tão beijáveis e Quinn precisava se segurar com todo aquele sentimento e vontades que aguçam todas as vezes que estão perto uma da outra.

Quinn fechou seus olhos, mordendo o canto de seus lábios, imaginando como seria beijar Santana. Como seria sentir seu gosto pela primeira vez.

O que Noah quis dizer com isso? “Porque ela faria qualquer coisa por você.” É claro que ela faria qualquer coisa. Santana prometeu que me ajudaria e é por isso que ela faria qualquer coisa, certo? Quinn pensava enquanto mantinha seus olhos fechados. Só pode ser.

Xxxx

Na manhã seguinte todos eles estavam em seus respectivos quartos se preparando para irem até o submundo. Santana como sempre usava uma calça estilo couro preta, com uma bota de salto, uma blusa de alça preta e uma jaqueta vinho escuro também de couro. Prendeu seu cabelo em um rabo de cavalo. Pegou sua estela guardando-a em seu bolso, ajeitou seu bracelete e se certificou de ter em seu corpo todas as unas necessárias para qualquer imprevisto. Afinal um caçador de sombra nunca sai sem suas unas para protegê-los.

Próximo ao seu quarto, Quinn não sabia o que esperar no mundo das fadas e optou por uma de suas raras calças jeans azul escura, com uma blusinha amarela de manga ¾, uma sapatilha cor neutra, já que Quinn nunca foi fã de roupas escuras. A loira deixou seu cabelo solto e enquanto se olhava no espelho, sentia seu estomago revirar de ansiedade. A vampira torcia para que as fadas realmente pudesse lhes ajudar.

Logo uma batia em sua porta a fez voltar de seu transe e ao se virar, A cabeça de Puck aparecia dentro de seu quarto.

– Pronta? Santana está nos esperando lá embaixo. – Puck sorria e Quinn assentiu se olhando pela ultima vez no espelho antes de segui-lo para fora de seu quarto.

– Rachel! – Santana chamava atenção de sua amiga. – Para de falar. Vai ficar tudo bem. Eu sei me controlar e não arrancarei a cabeça de nenhuma fada. – A latina brincou fazendo Rachel revirar os olhos.

– Estamos prontos. – Puck comentava e Santana direcionou seu olhar para eles encontrando os de Quinn.

Céus, só ela consegue ficar tão linda e sexy em roupas como essas. Pretas e... Colados, marcando seu corpo. Quinn pensava enquanto seus olhos agora desciam pelo corpo da latina, fazendo Santana sorria maliciosa levemente, limpando sua garganta ao chamar atenção de Quinn.

– O que? – Quinn perguntava confusa, percebendo o sorriso nos lábios da latina.

– Podemos ir? – Santana repetiu sua pergunta e todos assentiram.

Xxxx

Puck estacionava o carro em frente ao central park e todos eles desciam do carro. Quinn não sabia para onde estavam indo, mas imaginou que a entrada para o mundo das fadas seriam em uma gigante árvore no centro do park.

Eles andaram praticamente o park inteiro e que para Quinn pareceu uma eternidade até pararem em frente a um pequeno lago fazendo-a franzia o cenho sem entender.

– Puck, você vai primeiro. Depois Rachel, Quinn e eu. – Santana tirava sua estela da cintura, se abaixando próximo ao lago e ao encostá-la na água um pequeno circulo iluminou no lago fazendo Quinn arregalar os olhos surpresa.

– Como? – Quinn olhava para Santana encontrando uma latina maliciosa para ela e se aproximando enquanto Puck era o primeiro a pular mergulhando dentro do círculo, seguido por Rachel.

– Não precisa ter medo. Puck e Rachel vão estar te esperando do outro lado. – Santana falava suavemente, tirando uma mecha do cabelo de Quinn de seus olhos visivelmente assustados. – Confia em mim. Eu vou estar logo atrás de Você. – Quinn a olhou por alguns segundos antes de assentir.

A vampira olhou para o lago, respirou fundo e mergulhou fechando seus olhos, sentindo a água gelada em seu rosto e logo que abriu seus pés tocavam o chão e Puck a segurava para que ela não caísse. Não demorou para que Santana também aparecesse ao seu lado, mas ao contrário de Quinn, a latina não precisou de ninguém para segurá-la.

– Você está bem? – Santana perguntava olhando para vampira que assentia se olhando. – Não se preocupe, logo vai estar seca.

– Qualquer música que ouvir daqui em diante, não se deixe levar ou se encantar com nada aqui dentro. – Rachel falava séria com Quinn. – Uma vez que você começa a dançar nunca mais sai. – Quinn sentiu sua garganta seca com a última frase de Rachel e encontrou os olhos de Santana.

– Fique do meu lado, Quinn. – Puck sorria se colocando ao lado de Quinn, enquanto agora Santana e Rachel começavam a andar a sua frente.

Enquanto começavam a entrar no mundo das fadas, Quinn começava a se encantar. O caminho era feito de árvores grandes, com flores lindas. Borboletas coloridas voavam para todo o lado, passando por eles e Quinn não podia deixar de sorrir ao ver algo tão lindo.

– Não encoste a mão em nada. – Puck sussurrava próximo a orelha de Quinn que continuava encantada com o lugar. Logo a frente a vampira percebia movimentos e percebia que algumas fadas começavam a aparecer entre as árvores para saberem quem eram os visitantes.

As fadas eram lindas, com peles como uma boneca de porcelana com olhos azuis como céu, outras verdes como as folhas das árvores e outras com os olhos violeta como as flores. Por mais clichê que parecesse, todas usavam vestidos brilhosos da cor de seus respectivos olhos. Quinn podia notar o quão lindas e delicadas todas elas aparentavam ser. Suas asas eram grandes e brancas, mas não como de um anjo, mas como delicadas borboletas e Quinn se perguntava como algo tão lindo pudesse ser tão perigoso.

Uma borboleta azul se aproximava da vampira e Quinn automaticamente levantava sua mão para que a mesma pudesse pousar em seu dedo, mas antes disso acontecer Puck lhe deu um tapa em sua mão, fazendo-a baixar.

– Eu disse não encoste em nada. – Puck falava autoritário como se estivesse falando com uma criança.

– Sanny! – Logo os quatro pararam no meio do caminho quando uma voz angelical soava logo a frente deles. Quinn olhava para aquela fada com os cabelos louros, olhos azuis e asas grandes se aproximando de Santana. A loira tinha um sorriso tão delicado e lindo que contagiava Fabray a fazendo sorrir com tamanha beleza.

– Brittany. – Santana olhava para a fada a sua frente se segurando para não machucá-la. Sua raiva após descobrir que foi enfeitiçada era incontrolável. Santana queria arrancar a cabeça de Brittany e tacá-la no fogo exatamente como fazem com vampiros. A latina desejava que a fada morresse. Todo esse tempo, Santana sentia ódio de Brittany e juro que nunca mais ia vê-la, mas depois de encontrá-la pela primeira vez a sua frente depois de tudo. Todo o ódio que a latina sentia desapareceu. O sorriso sincero de Brittany a fez lembrar a amizade que tinham antes de ser enfeitiçada e que tudo era real.

– Sanny! – Brittany passou seus braços em volta do pescoço da latina, lhe abraçando com força, enquanto Santana não a correspondia. – Eu senti tanta sua falta. Achei que você nunca mais voltaria.

– Ela está aqui, mas não voltou por você. – Rachel respondia irritada, encarando a cena a sua frente.

– Não? – Brittany franzia o cenho se separando de Santana.

– Não. – A latina respondeu suavemente e enquanto todos ficavam em silêncio por alguns segundos, Quinn respirava fundo sentindo seu sangue esquentando de ódio por aquela fada. Seus dentes roçavam um sobre o outro e o ciúmes fazia seu coração apertar e por um momento, tudo ficou quieto e pela primeira vez, Quinn conseguia ouvia a música suave como de uma harpa e piano sendo tocadas no fundo do enorme jardim. A loira virava sua cabeça suavemente na direção da música e toda sua raiva começava a se acalmar, fazendo-a sentir a música.

– Quinn? – Uma voz a chamava, começando a chacoalhá-la. – Quinn? QUINN? – Santana gritou a fazendo voltar de seu transe, encontrando os olhos preocupados da latina. – Você não pode dar ouvido a essa música. Você precisa prestar atenção e continuar comigo. – A latina falava suavemente e Quinn assentia. – Brittany, eu preciso falar com sua mãe. – Santana virava-se para a fada que a olhava por alguns segundos antes de assentir.

– Claro. Por aqui. – Brittany sorriu suave e começou a andar na direção de uma grande mansão branca onde a rainha das fadas estava.

– Odeio essa fada. – Rachel resmungava perto de Quinn. – Se ela pensa que vai ter a Santana de volta está muito enganada. – A vampira podia sentir o tom de possessiva na voz de Rachel, ouvindo também o coração da morena acelerando de raiva. Quinn já tinha ouvido de Puck que Rachel gostava de Santana e imaginava do porque a baixinha estar tão furiosa perto de Brittany.

Não demorou para que entrassem dentro da mansão e para surpresa de Quinn, o interior do local era tão lindo quanto a parte inferior. A casa era decorada com flores e cores vivas como verde na maioria das paredes. Pilastras amarelas e borboletas que voavam para todos os lados.

Logo se aproximaram de uma grande porta vermelha e ao se abrir, entraram em um grande cômodo, iluminado por suas cumpridas janelas e no centro uma grande cadeira como um trono no qual uma fada de cabelos loiros e olhos azuis estava sentada sorrindo para os quatro visitantes.

– Ora, ora, Santana Lopez! – A fada demonstrava felicidade ao reencontrar Santana. – Que prazer revê-la. Oh! E vejo que trouxe visitas. – Mrs. Pierce direcionava seu olhar para os outros. – Rachel. Puck e você. – A fada apontava para Quinn. – Deixe me adivinhar. Lucy Quinn Fabray? – A vampira olhou para Santana sem entender de onde a fada a conhecida e sua cara de dúvida não passou despercebido. – Oh querida. Eu conheço todos na cidade de Nova York, mas você... É uma garota especial para o submundo. Especialmente para as crianças da noite.

– Me desculpe. Eu não estou entendendo. – Quinn falava educada e logo a fada soltou uma risada que soava como uma melodia.

– Em breve você entendera. – A fada sorriu virando-se novamente para Santana. – Mas o que devo a honra de tamanha visita, senhorita Lopez? – Santana que estava atenta na interação da fada e de Quinn saia de seu transe olhando para mãe de Brittany.

– Nós precisamos de sua ajuda. – Santana se colocava na frente de todos e Juliet Pierce gesticulou para que ela continuasse. – Na noite em que Quinn foi transformada, ela estava com sua irmã mais velha, Frannie e a mesma foi levada por um grupo de crianças noturnas e não sabemos onde a levaram. – A latina percebia que tinha toda a atenção de Juliet e resolveu continuar. – Fomos até o hotel em que vivem, mas Camille nos informou que Frannie já e não estava mais lá e sim nas mãos da Rainha. Não sabemos onde ela está e achamos que talvez Frannie ainda esteja viva. – A latina pausou olhando para Quinn, encontrando os olhos da vampira e respirando fundo enquanto seu coração pulava em seu peito. – Nós precisamos achá-la. Frannie é a única família de Quinn e além do mais, ela é uma mundana e estamos aqui para protegê-los de criaturas escuras.

– E você veio até aqui me pedir ajuda? Para salvar a irmã de uma vampira? – Juliet falava calmamente estudando cuidadosa as intenções de Santana e o modo como a caçadora da noite se comportava perto de Quinn.

– Sim, Juliet. – Santana assentia. – Creio que a rainha não está no submundo ou então saberíamos. Mundanos não podem entrar em nosso mundo sem a permissão de um nephilim, então acredito que ela esteja em algum outro lugar. Suas fadas estão em todo o canto, talvez uma delas tenha ouvido ou visto a rainha em algum lugar. Nós não a conhecemos, mas creio que você sim. – Enquanto Santana falava, Juliet olhava para Quinn observando que a todo o momento a vampira não tirava os olhos da latina e o quanto Santana suspirava todas as vezes que se olhavam. Eram detalhes que somente uma pessoa detalhista como a fada rainha perceberia.

– Bom, — Juliet falava depois de alguns minutos em silêncio. – Não é fácil encontrá-la e infelizmente nenhuma das minhas fadas a viu. Mas eu sinto como se te devesse um favor, por todo o tempo em que ficou ao lado da minha querida filha Brittany e a protegeu. – Santana olhou Brittany pelo canto de seus olhos e a fada continuou. – Deixarei minhas fadas atentas e pedirei que se informem se a virem em algum lugar. – Juliet sorria sincera e Santana agradecia mentalmente por não ter causado nenhum dano naquele lugar.

– Obrigada, Juliet. – Santana sorria, reverenciando a rainha.

– A Clave sabe sobre isso? – Juliet perguntava apontando para Quinn.

– Mmm... E-eu acredito que sim, até porque as fofocas correm rápido. – A latina deu de ombros.

– Não disso.­­­ — Juliet apontava novamente para Quinn e percebia o rosto confuso de Santana e a vampira. – Me perdoem, me deixem reformar a minha pergunta. Santana, a clave sabe que você, uma caçadora de sombras está apaixonada por uma vampira? – Assim que Juliet perguntou, Santana e Quinn arregalaram os olhos. A latina sentia seu peito explodindo enquanto Quinn começava a ficar vermelha se concentrando para não ouvir o coração de Santana. Rachel sentiu seu estomago revirando com a declaração da fada e se segurou para não arrancar a cabeça de ninguém ali.

– E-eu...- Santana respirava fundo se recompondo ao olhar pra Juliet. – Não estou apaixonada por ela, senhorita Pierce.

– Oh! É mesmo? – Juliet apoiava o rosto em sua mão sobre o braço de sua grande cadeira sorrindo para Santana. – Espero que a Clave acredite na sua mentira, querida, porque senão você sabe o que pode acontecer com vocês duas. – Na mesma hora Santana queria que um enorme buraco se abrisse no chão para que ela pudesse se enfiar dentro do mesmo.

É claro que ela sabia o que a Clave faria, mas ela não estava apaixonada por Quinn. Suas emoções são de culpa. Culpa por ter deixando Fabray se tornar uma criança noturna e tudo o que ela está fazendo é para ajudá-la e quanto tudo isso acabar elas nunca mais vão se ver.

– Obrigada por sua ajuda, senhorita Pierce. – Rachel falava irritada se colocando ao lado de Santana. – Estaremos esperando o seu contato caso encontre a rainha. Agora nós precisamos ir. – A morena segurou na mão da latina e ao se virarem, Juliet estralou seus dedos e algumas fadas bloqueavam a saída e Pierce ria suavemente.

– Vocês acharam mesmo que entrariam aqui, pediriam minha ajuda e depois saíram com essa facilidade? – Juliet falava suavemente e logo Puck se colocou ao lado de Quinn para protegê-la. – Não tem como vocês saírem daqui.

– Como não? – Rachel falava furiosa. – Nós ainda temos o nosso portal e podemos voltar por onde viemos.

– Não. – Juliet ria novamente. – Seu portal foi bloqueado e vocês não tem como sair daqui... – Os quatros se olharam e Santana podia ver o quanto Quinn parecia estar em pânico e assustada. – A não ser que... – A fada arqueava sua sobrancelha olhando para Santana e Quinn.

– O que? – Puck se pronunciava pela primeira vez. O garoto odiava fadas e estava odiando aquele lugar e toda aquela situação.

– Tem algo que pode fazê-los voltar para casa. – Juliet comentava.

– E o que? – Rachel perguntava e fada sorria.

– Se Santana ganhar o beijo da pessoa que ela mais deseja, eu os deixarei ir. – Juliet falava suavemente, fazendo Santana ficar furiosa.

– Isso é ridículo. – A latina protestava e no mesmo instante, Puck, Rachel, Quinn e Brittany a olharam.

– Uh mhm... – Juliet se pronunciava balançando seu dedo. – O beijo é o único que os deixará livres. Não se preocupe Santana, a pessoa que você deseja, também a quer. – A fada sorria novamente e Santana fechava seus olhos desesperada sentindo seu coração pulando em seu peito, sua mão começava a soar frio e a mesma começava a contar até dez.

Enquanto todos olhavam para latina, Rachel abria um leve sorriso no canto dos lábios que passaria despercebido para mundanos, mas não para Juliet. A fada olhava intensamente para morena e antes mesmo de Rachel dar seu primeiro passo, a fada quebrava o silêncio.

– Oh não, Rachel, querida. – Juliet falava carinhosa como se estivesse falando com uma criança. – Infelizmente, essa pessoa não é você. Eu sinto muito, mas o coração de Santana está nas mãos de outra pessoa. – Juliet olhou para Quinn enquanto a vampira sem perceber olhava para Brittany imaginando que talvez, fosse a fada. – Santana. – A fada chamava atenção da latina a fazendo abrir os olhos. – Querem ir para casa ou não? – Santana encarou a fada por alguns segundos, sentindo seus olhos queimarem de raiva por tudo isso estar acontecendo. A latina olhou para Rachel ao seu lado percebendo o quão machucada sua amiga estava. Em seguida olhou para Brittany que parecia não se afetar com nada daquilo. A loira continuava sorrindo e apoiada na poltrona de sua mão. Depois virou-se para Puck que ao encontrar os olhos da amiga, parecia poder ouvi-la pedindo por ajuda.

O caçador de sombras a entendeu e logo assentiu apenas uma vez lhe encorajando. Santana respirou fundo e finalmente olhou para Quinn. A vampira estava com um olhar confuso, com medo e assustada sem saber o que aconteceria. Ela estava visivelmente perdida com toda aquela situação, mas Santana sabia que precisava tirá-los de lá ou sabe Deus o que lhes aconteceriam. A latina respirou fundo encontrando o olhar de Quinn e por um estalo, ambas sentiram uma grande eletricidade passar por seus corpos fazendo-as prender a respiração e o desejo aumentar uma pela outra. Sem pensar Santana se virou para Juliet e encontrou a fada sorrindo orgulhosa.

Santana se aproximou de Quinn, encontrando os olhos da vampira e se perdendo novamente nos mesmo. A latina sentia seu coração batendo rápido e Quinn desviava seu olhar muitas vezes para os lábios de Santana, fazendo a latina perceber o quão Juliet tinha razão. Ambas tinham um grande desejo uma pela outra e isso ficava nítido cada vez mais naquele momento. Santana levou sua mão na nuca de Quinn, enquanto seus lábios agora atracavam os da vampira.

Quinn fechou seus olhos sentindo os lábios macios de Santana contra os seus. A vampira pousou uma de suas mãos também na nuca da latina, demonstrando o quanto queria mais. Santana abriu sua boca, levando sua língua para dentro da boca de Quinn, iniciando um beijo suave, lento e para surpresa de ambas apaixonado.

O mundo pareceu parar em volta delas e ambas sentia novamente uma grande eletricidade passando por seus lábios enquanto se beijavam. Quinn podia ouvir o coração da latina e percebia que batia no mesmo ritmo que o seu. Sua respiração parecia se acalmar e todo o medo que sentia parecia desaparecer.

O beijo parecia durar horas e ao ouviram alguém limpando a garganta, Quinn e Santana paravam o beijo devagar, abrindo os olhos e percebendo que já não estavam mais no mundo das fadas e sim na mansão da latina. Santana se afastava lentamente, sem tirar os olhos de Quinn, mordendo o canto de seus lábios. A vampira continuava com sua mão pousada na nuca da latina e ambas perceberam o quanto estavam querendo aquilo, mas lutavam contra si mesmas para evitar essa situação.

Santana se afastou de Quinn, se virando encontrando Puck e Rachel que as olhavam diferente. Puck sorria com a sobrancelha arqueada enquanto nos olhos de Rachel só se viam lágrimas e Santana podia perceber o quão machucada sua amiga ainda estava. A morena fechou seus olhos se virando furiosa, subindo as escadas correndo para o seu quarto como uma adolescente. Já Puck, continuava as olhando.

– Wow, isso foi... super sexy! – O caçador comentava fazendo Santana revirar os olhos se preocupando com Rachel. A latina sabia que sua amiga sentia algo a mais por ela e não queria lhe machucar, mas antes que pudesse ir atrás da mesma, Puck a segurou. – Não. Tana, deixa. Ela precisa de um tempo sozinha, depois vocês conversam, está bem?

– Mas Puck...

– Não Tana, você a conhece. Ela precisa ficar sozinha. – Puck soltava a latina e depositava um beijo em sua testa. – Eu vou subir e descansar, porque pelo visto, ficamos no submundo o dia todo. Boa noite, Tana. Boa noite Quinn.

– Boa noite, Puck. – Santana respondeu e ao se virar para Quinn, encontrou a vampira lhe encarando carinhosa, com seus dedos em seus lábios ainda sentindo o gosto da latina.

Uma encarava a outra e antes que Santana pudesse dizer qualquer coisa, os lábios de Quinn estavam novamente atracando-se com os dela e os braços da mesma em volta de sua nuca. Santana não esperava por aqui e demorou para começar a corresponder novamente o beijo de Quinn, mas logo sua língua estava na boca da vampira, massageando uma sobre a outra.

As mãos de Santana pousavam na cintura de Quinn, trazendo o corpo da vampira pressionando ao dela, apertando seus dedos sobre a mesma. O beijo era intenso e ambas lutavam para dominar o mesmo e quando Quinn ganhou, Santana soltava um gemido baixo contra os lábios da vampira que encaixava seu quadril contra o da latina.

Santana sentia o quão intenso tudo aquilo estava e precisava se controlar para não jogar Quinn no sofá e arrancar a roupa da mesma naquele momento, mas antes que pudesse se descontrolar mais, a latina diminuía o ritmo do beijo, dando uma mordida no lábio inferior da vampira, fazendo-a sorrir, encostando sua testa sobre a da latina.

– Eu queria ter feito isso há muito tempo. – Quinn sussurrava, passando seu polegar sobre o lábio de Santana. – Mas eu nunca tinha sentido nada disso por outra garota antes e achei que talvez estivesse imaginando coisas. – A vampira agora encontra os olhos de Santana que sorria suavemente.

– Bom, você não era a única. – Santana sorriu, acariciando a cintura de Quinn. – É melhor você ir descansar. Pode ter passado rápido no mundo das fadas, mas aqui a hora voou e estamos exaustos. – A latina depositou um beijo na testa de Quinn e a vampira assentiu.

– Boa noite, San. – Quinn depositou um beijo na bochecha da latina e outro selinho rápido antes de subir as escadas correndo para seu quarto.

Santana respirou fundo, passando a mão nos seus lábios antes de subir para seu quarto. Enquanto andava em direção ao mesmo, a latina respirava fundo passando pelo quarto de Quinn, sentindo o cheiro doce do perfume da mesma. Ela não acreditava que aquilo tinha acontecido e pensava se Juliet tinha razão. Se ela realmente estava apaixonada por Quinn. Tudo aconteceu tão rápido que ela mal teve tempo para pensar nisso. Seu estomago embrulhava e o medo voltava para o seu peito. Ela sabia o que a Clave faria se soubesse dessa situação e Santana não sabia se queria colocar a vida de Quinn em risco. Ela protegeria a loira a qualquer custo e não deixaria ninguém levá-la de lá.

A latina estava tão perdida em seus pensamentos ao entrar no quarto que logo ao abrir a porta e acendeu a luz, pulou de susto ao ver quem estava sentada no pé da sua cama a esperando. Os olhos da garota lhe preocupavam e lhe diziam coisas no qual ela não conseguia ler e por um segundo se sentia assustada e preocupada.

– Rachel? O que você está fazendo aqui?

Notas finais
Review? xxxxx