Seven Devils

10 It's a fuckin mess.


Notas iniciais
Oiee gente, desculpem pela demora, espero que vocês ainda estejam aqui comigo, haha. Fiz um capítulo novo e espero que gostem! xxxxx

– Rachel? O que você está fazendo aqui?

Sem dizer nada Rachel se levantou rapidamente se aproximando de Santana, pousando suas mãos no rosto da mesma e seus lábios atracavam apaixonadamente os lábios da latina a deixando em choque.

Santana sentia os lábios de Rachel se mover contra os dela, mas estava parada surpresa com o que estava acontecendo. A latina não esperava por nada disso e não sabia o que fazer. Os lábios de Rachel eram macios contra os seus, enquanto os dedos da mesma acariciavam carinhosamente seu rosto.

Para a surpresa de Rachel, não demorou para que Santana percebesse o que estava acontecendo e sem resistir começava lentamente a corresponder o beijo da morena, deixando que suas línguas se encontrassem para dentro da boca da latina.

Santana pousava sua mão firmemente na cintura de sua amiga, apertando seus dedos contra a mesma, pressionando seus corpos um sobre o outro enquanto encostava contra a porta deixando que Rachel encaixasse uma de suas pernas entre as dela.

Rachel inclinava sua cabeça para o lado oposto da de Santana, soltou um gemido baixo com a intensidade do beijo, deslizando sua mão pelo braço da latina até a cintura da mesma onde começava a encaixar sua mão por dentro da blusinha de Santana, subindo as unhas ferozmente pela barriga da latina até alcançar o seio da mesma.

A latina estava aproveitando o momento que tudo parecia ter desligado. O beijo de Rachel era tão viciante e gostoso que ela mal estava sabendo se controle ou sabendo o que estava fazendo. Santana sempre evitou qualquer contato com Rachel, porque sabia o quanto sua amiga a amava e não queria lhe dar esperanças. Não queria que Rachel se iludisse e o que estava acontecendo naquele momento era tudo o que ela sempre quis evitar.

Santana soltou um gemido suave contra os lábios de Rachel assim que o polegar da mesma agora tocava seu mamilo. Ela pressionava seus dedos contra a cintura de Rachel, pressionando ainda mais seus quadris um no outro sentindo seu corpo se arrepiar com o movimento em que a morena fazia em seu mamilo. Santana começava a sentir um calor subindo entre suas pernas, dando uma mordida forte contra os lábios de sua amiga. Rachel a beijava com tanta paixão que Santana parecia não estar ligada no que realmente acontecia.

A morena agora deslizava seus lábios pelo pescoço de Santana, começando a chupar um dos pontos no qual fazia a latina gemer entre os dentes, deitando a cabeça para o lado dando mais espaço para que Rachel continuasse. A latina continuava de olhos fechados sentindo as mordidas deliciosas da morena contra sua pele e no mesmo instante que abriu os olhos, Santana pareceu sair de seu transe percebendo o que estava fazendo, sentindo o remorso batendo na sua porta.

A latina sabia que isso não podia estar acontecendo e podia ver o quanto Rachel a desejava. Santana sabia que precisava parar, mas o efeito das mordidas e chupadas de Rachel em sua pele eram tão gostosos que ela não sabia se realmente queria parar.

Não Santana, você precisa parar ou as coisas vão ficar piores do que já estão. A latina pensava consigo mesma, respirando fundo soltando outro gemido.

– Rachel... – Santana sussurrava fechando seus olhos, apertando seus dedos contra a cintura da morena. – Rae... – A latina tentava novamente, mas Rachel parecia estar em outro mundo enquanto continuava massageando o mamilo de Santana. – Mmm, R-Rachel, para. – Santana podia sentir suas pernas moles com o efeito que sua amiga estava lhe causando e sabia que se não parasse agora não seria capaz de parar depois. – Rachel! – Santana colocou a mão no ombro de sua amiga a tirando de perto de seu corpo, encontrando o olhar machucado da baixinha pela primeira vez. – Rae...

– O que? – Rachel rebatia. – E-eu não sou o suficiente para você, Santana? – A morena forçava em voltar a beijar o pescoço de Santana que por um segundo fechou seus olhos antes de realizar novamente o que estava voltando a acontecer.

– Rachel, para! – A latina falou autoritária se afastando de Rachel. – Você sabe que não podemos fazer isso.

– E por que não? – Rachel rebatia furiosa e com ciúmes do que tinha acontecido há horas atrás no mundo das fadas. – Somos solteiras, Santana. Nós podemos fazer isso e muito mais.

– Não, Rachel. Nós não podemos. – Santana tentava se acalmar ao ver o quão machucada sua melhor amiga estava.

– E por causa dela não é? – Rachel perguntava. – E-ela é uma vampira, Santana. VAMPIRA! – A baixinha gritava e dessa vez seus olhos começavam a se encher de lágrimas ao ver que o amor da sua vida estava lhe rejeitando. – Vocês nunca vão ter um futuro juntas, porque você sabe que a Clave não vai permitir, mas nós... Nós podemos ficar juntas, San, e eu posso cuidar de você e... –

– Rachel! – Santana interrompia a garota surpresa com o que estava ouvindo. – Não é por causa da Quinn. Isso não pode acontecer, porque... Rachel, eu te amo. Eu te amo muito, mas o meu amor por você é de irmã e nada mais. Amor de melhor amiga e não vai passar disso, Rach. Você precisa entender que eu te amo e eu preciso de você, porque você é minha irmã, Rae, e eu não vivo sem você, está bem? – A latina falava suavemente. – Me desculpa, Rachel, mas não vamos ter nada além de amizade e você precisa entender isso, por favor, Rachel, entenda que vai ser só isso entre nós.

– Realmente é tudo por causa dela. – Rachel começava a chorar, passando a mão em sua bochecha. – Eu sempre te amei, Santana. Sempre.

– Eu sei, Rachel... – A latina falava carinhosa se aproximando de sua amiga lentamente. – Eu também te amo, mas não da mesma forma. Você é tudo pra mim e eu preciso de você. Preciso ter você na minha vida, porque sem você minha vida é incompleta. – Santana levava sua mão para o rosto da garota fazendo-a olhá-la. – Eu não posso te perder e se dormirmos juntas você sabe que isso pode acontecer. Eu te amo muito pra te iludir dessa forma, Rae. Eu não posso te perder, está bem? Um dia você vai encontrar a pessoa certa, mas essa pessoa não sou. Você acha que é, porque crescemos juntas e sempre tivemos uma à outra, mas eu não sou. A pessoa certa pra você está para chegar e quando ela chegar vou fazer questão de deixar claro o quanto ela vai precisar cuidar de você. – Santana sorria, depositando um beijo na testa da morena. – Você vai encontrar alguém te ame da forma como você merece. – A latina percebia o quanto Rachel estava chorando e passou seus braços em volta da amiga se sentindo mal por ser a culpada disso tudo.

Rachel sentia seu coração se partindo em mil pedaços ao ouvir as palavras de Santana. Tudo o que ela queria era que a latina a amasse de volta o suficiente para poder ser felizes juntas. O suficiente para que Rachel fosse a garota responsável pelo beijo que Santana tanto deseja. Rachel sentia seu peito doendo, sua respiração falhava lhe sufocando. De repente todo aquele lugar parecia apertado demais. O abraço de Santana era sufocante demais. Rachel precisava de ar. Ela precisava sair. Sem dizer nada a morena saiu do abraço da latina, correndo abrindo a porta e saindo do quarto.

Santana pensou em segui-la, mas seu coração dizia que Rachel precisava de um tempo sozinha e a mesma respeitaria isso. A latina sentia seu coração doer por ver sua melhor amiga daquela forma. Sentia seu peito doendo por saber que estava sendo a responsável por tudo isso e se pudesse tornaria tudo mais fácil para ambas, mas infelizmente ela não podia fazer nada além de esperar que sua melhor amiga voltasse para ela e que elas não se afastassem, até porque, Santana foi sincera em dizer que não podia viver sem Rachel.

Xxxx

Quinn estava deitada em sua cama se sentindo exausta por tudo o que tinha acontecido naquela tarde, mas sua cabeça pela primeira vez não girava em torno de sua irmã e sim no beijo em que deu em Santana.

A vampira sorria suavemente, passando seus dedos sobre seus lábios, sentindo os lábios macios de Santana contra os dela, fazendo-a fechar seus olhos enquanto se deixava se lembrar de cada detalhe do beijo. A língua macia da latina massageando carinhosamente sobre a dela. O modo como Santana foi cuidadosa e atenciosa enquanto se beijavam. Tudo fazia Quinn querer ainda mais, sentindo seu corpo se arrepiando com o desejo que sentia por Santana.

Algumas horas já tinham se passado e Quinn podia ouvir que todos na mansão já estavam dormindo. Ela se segurava para não ir até o quarto de Santana, até porque, não queria assustar a caçadora de sombras e ela não sabia exatamente o que estava acontecendo e preferia deixar como estava.

A loira não sabia exatamente que horas era, mas estava se sentindo com sede e precisava se levantar para tomar um pouco de sangue já que sua garganta estava seca. Quinn se levantou da cama pegando seu celular na intenção de iluminar o lado de fora, abrindo a porta de seu quarto lentamente, percebendo o quão escuro o corredor estava e começava andar praticamente nas pontas dos pés se aproximando da escada e fazendo seu caminho até o andar de baixo para finalmente acender a luz.

Quinn foi direto para um dos freezers no qual estavam as bolsas de sangue, abrindo uma delas fechando seus olhos que mudavam de cor ao sentir o cheiro delicioso de sua comida. A vampira se sentou em cima do freezer começando a tomar o sangue saboreando cada segundo que o liquido deslizava por sua garganta. A mesma olhou pela primeira vez para o seu celular, percebendo que as horas já marcavam três da manhã e até agora Quinn não estava conseguindo dormir já que suas emoções não a deixavam.

Enquanto terminava sua primeira bolsa de sangue, Quinn jogou a mesma no lixo, limpando sua boca com sua mão, começando a se deslocar até a cozinha para fazer seu caminho de volta ao seu quarto. Assim que Fabray apagou a luz de onde estava e se virou, seus olhos se arregalaram ao ver o que estava no meio da sala a sua espera.

Dois grandes werewolves em quatro patas estavam lhe encarando, mostrando seus dentes para ela. Um deles tinha o pelo preto, enquanto o outro tinha grandes pelos brancos com manchas pretas espalhadas pela barriga. Os dois estavam com uma das patas para frente em posição de ataque grunhido ferozmente em sua direção.

A loira nunca tinha visto lobos tão grandes como aqueles e continuava com os olhos arregalados assustada com o que via. Ela podia sentir seu coração pulando de medo e sua primeira reação foi correr. Quinn saiu correndo rapidamente desviando de um dos lobos, desesperada para chegar até a escada e pedir ajuda para Santana. Ela sabia que a latina ia lhe proteger e que faria esses lobos irem embora, mas antes que Quinn pudesse se aproximar da escada, o lobo de pelos brancos se colocou rapidamente na sua frente batendo sua grande pata contra sua barriga a fazendo voar contra a parede, soltando um grito de dor.

Enquanto o corpo de Quinn voava o lobo maior de pelo preto corria em sua direção abrindo sua boca pronto para morder o braço de Quinn, quando a loira se levantou correndo para o lado oposto em direção a cozinha, começando a gritar por ajuda. Ela sabia que com essa barulheira alguém iria acordar e Quinn esperava que esse alguém fosse Santana.

A vampira tentava desviar de um dos lobos, enquanto podia se ouvir cadeiras se quebrando por onde os três passavam. Um dos lobos conseguiu alcançá-la jogando seu grande corpo para cima dela, a fazendo cair no chão sem ter como se levantar. Os dois caminhavam em sua direção, começando a abrir e fechar a boca furiosamente, fazendo um barulho estrondoso como latidos e antes que um deles pudesse abocanhar Fabray, o barulho do chicote brilhoso de Santana bateu no chão, fazendo os três se virarem encontrando os três caçadores de sombras correndo até Quinn.

– Para! – Santana gritou se colocando na frente de Quinn encarando os dois lobos. – Vocês vão machucá-la. – A latina falava furiosa e Quinn franzia o cenho ao ver que Santana sequer lançava seu chicote para acertar os dos lobos.

– Jake! – Puck gritava atrás do lobo que se virava. – Jake, para, não faz isso! – O caçador se aproximava e Quinn ficava ainda mais confusa. Jake? A loira pensava se levantando devagar, enquanto os lobos ainda a olhavam furiosos.

– Marley... Jake. – Santana tentava novamente. – E-ela não vai machucar vocês, eu prometo. Deixem ela paz. – A latina falava suavemente, tentando acalmá-los. – Ela está comigo, está bem? Se acalmem. – Todos ficavam em silêncio e os dois lobos continuavam encarando Quinn.

Depois de alguns segundos, Quinn podia perceber que os dois lobos começavam a se transformar em humanos e logo que se transformaram por completo, ambos estavam nus e Rachel jogou duas mantas para que os dois pudessem se cobrir.

– Obrigada. – Santana falava suavemente se virando para olhar a vampira. – Q? Hey... Você está bem? – A latina perguntava sussurrando, tirando uma mecha de cabelo loiro de Quinn do rosto da mesma.

– Então vocês estão criando uma vampira? – Jake perguntava se aproximando de seu irmão que agora lhe jogava suas roupas.

– Não estamos criando nada, Jake. – Puck revirava os olhos.

– Foi muito estranho quando nos aproximamos da mansão e sentimos o cheiro dela. – Marley fazia careta e Quinn se colocava atrás de Santana. – O cheiro dela está por todo o canto, Santana. – A garota comentava.

– Meu cheiro? – Quinn perguntava olhando para latina.

– Sim, vocês crianças noturnas tem um cheiro sem graça... Geralmente arde nossas narinas. – Marley respondia.

– Oh... – Quinn levava sua mão até seu nariz, cheirando a si mesma.

– Nunca mais façam isso ou eu juro que corto fora a cabeça de vocês dois. – Santana respondia e agora seu chicote voltava a se enrolar sozinho sobre seu pulso. – Ela está comigo... Quero dizer, com a gente e não a machuquem.

– Por que raios vocês estão mantendo uma vampira dentro da mansão? – Jake perguntava surpreso.

Santana revirou os olhos e Puck sugeriu que todos se acalmassem e se sentasse para que ele pudesse explicar ao seu irmão do porque Quinn estava com eles.

– Wow... Sinto muito pela sua irmã, Quinn. – Jake comentava.

– Minha irmã não está morta e ainda vou encontrá-la. – Quinn falava firmemente fazendo Santana sorrir suavemente pelo canto dos lábios.

– Nós precisamos de ajuda para encontrar Frannie, Jake. – Puck explicava. – Fomos até o mundo das fadas essa manhã, mas infelizmente ninguém as viu. Não sabemos onde essa tal Queen V está e não fazemos nem ideia por onde começar a procurar.

– Talvez nós podemos ajudá-los. – Marley falava suave. – Tenho certeza que se contarmos a história de Quinn para Mercedes ela vai fazer questão em ajudá-los. – A garota sorria olhando para Quinn. — Mercedes é a loba alfa e apesar de odiar crianças noturnas, tenho certeza que ela vai te ajudar, Quinn. – Marley concluía.

– Você acha mesmo que ela pode nos ajudar? – Santana perguntava.

– Tenho. – Marley sorriu.

– Santana. – Jake olhava atento para a latina. – Vocês comentaram que já foram até o antigo hotel no qual eles vivem e até mesmo no mundo das fadas. Já pensarem que talvez elas pudessem estar escondidas em algum lugar do submundo?

– Não. – Santana logo respondia se levantando do sofá onde estavam. – Ela não pode entrar lá sem que algum nephilim a deixe passar, Jake.

– Eu sei, mas antigamente suas tataravós viviam em uma vila isolada onde existia a primeira passagem do submundo para cá. Faz anos que essa vila está abandonada... Talvez ela possa estar lá. – No mesmo instante Santana franzia o cenho olhando para Jake se perguntando como ele sabia sobre a vila dos primeiros nephilims já mandados para cá.

– Como você sabe dessa vila? – Santana perguntava.

– Mmmm... Minha mãe me contou sobre ela uma vez. – O garoto respondeu abaixando a cabeça.

– Bom, ela não deveria saber disso. – Santana rebatia.

Jake Puckerman era meio-irmão de Noah. A mãe do garoto era uma mundana no qual teve uma noite com Robert Puckerman em sua passagem por Nova York. O homem era casado com uma nephilim e se deixou levar pelo cansaço e a saudade de casa por uma mundana. Quando Jake nasceu não sabia quem era seu pai até completar seus treze anos de idade e descobrir sobre tudo o que sua mãe descobriu sobre o homem que lhe engravidou. Lisa, mãe de Jake, conheceu logo depois um werewolf no qual lhe contou sobre toda a vida no submundo inclusive sobre o verdadeiro pai de Jake e os primeiros Nephilim enviados para fora do submundo no intuito de proteger de perto os mundanos.

– O fato é que Jake pode estar certo, Santana. – Puck agora se levantava se colocando na frente de sua amiga. – Aquela vila está abandonada há séculos, talvez ela possa ter fugido pra lá. – Santana olhava pensativa para seu amigo, encontrando o olhar esperançoso de Quinn.

Talvez... Talvez, Puck e Jake tenham razão. A vila em que os nephilims moravam é localizada em Londres no local mais isolado já existente no mundo. Antes de se misturarem com os mundanos e fingirem ser como um deles, os nephilims precisavam se esconder e viver próximos uns dos outros. Depois de anos e anos se escondendo, acharam que seria melhor se vivessem perto daqueles que precisavam proteger e com o passar dos anos a vila foi sendo isolada e hoje ela se encontra vazia sem sequer lembrarem que ela existe.

– Podemos ir todos juntos até lá. – Marley voltava a falar. – Viajar daqui até Londres é arriscado, mas todos têm seus devidos portais e. –

– Não. – Santana interrompia Marley fazendo Quinn olhá-la confusa.

– Como não? San, se essa for uma chance de encontrar minha irmã eu quero ir até lá. – Quinn rebatia. – Marley disse que podem ajudar. Não sei quantos lobos existem em Nova York, mas agradeceria toda a ajuda possível para acharmos minha irmã.

– Você não entende. – Santana rebatia. – Nosso portal não é para qualquer um, Quinn. Não sei o que pode acontecer com você se te deixarmos passar por ele. – A latina falava nervosa e no mesmo instante Quinn se recompôs encontrando o olhar assustado de Santana. – E-eu não posso deixar você se arriscar, Quinn. – A latina agora respirava fundo. – Me desculpe, mas não vou deixar que você passe por aquele portal.

– E por que não? – Rachel que esteve calada o tempo todo perguntava irritada ao ver Santana tão preocupada com Quinn. – Nos sequer sabemos o que acontece se uma vampira passar por nosso portal. Já passou até werewolf e chegaram inteiros do outro lado, por que com Quinn teria que ser diferente? – A morena perguntava fazendo Santana arquear sua sobrancelha.

– Nos não sabemos o que pode acontecer, Rachel.

– Mas eu quero ir. – Quinn se colocava no meio da conversa. – Eu quero ir, Santana. Eu preciso achar minha irmã e você me prometeu que ajudaria. – Fabray sentia seus olhos encherem de lágrimas com o seu coração esperançoso de que talvez estivessem perto de encontrar Frannie e era desesperador ver que Santana se recusar em deixá-la ajudar achar sua irmã. – Você prometeu. – A loira sussurrava desviando seu olhar da latina.

– Quinn... – Santana respirava fundo olhando furiosa para Rachel, mas antes que pudesse dizer alguma coisa, Quinn já não estava mais entre eles e podia apenas ouvir a porta do quarto da mesma batendo com força.

Todos eles ficaram em silêncio sem saber o que dizer. Santana realmente estava com medo de que algo acontecesse com Quinn. Ela sabia que o portal em que tinham era apenas para nephilims e que se outros passassem algo ruim aconteceria. Vampiros já tentaram passar e morreram antes mesmo de chegarem do outro lado. Santana se preocupava com a vampira e não queria que nada de ruim acontecesse com a mesma, só de pensar na possibilidade seu coração apertava com medo de... Perdê-la? Seu coração doía de imaginar o que podia acontecer com Quinn. A latina estava disposta a ir até Londres e pensou em aceitar a oferta de Marley.

– Marley, Jake, falem com Mercedes e diga que precisamos de ajuda. – Santana falava. – Precisamos de toda ajuda possível para acharmos essa vampira e não vou descansar enquanto não trouxer Frannie de volta para Quinn. – A latina parecia determinada e os dois werewolves assentiram. – Digam a ela que preciso vê-la e que ela me encontre amanhã de manhã. Estarei esperando por ela aqui.

– Está bem, falaremos com ela essa noite. – Jake se levantou segurando na mão de Marley. – Nos vemos depois. – O garoto se despediu de seu irmão prometendo que os ajudaria no que fosse antes de irem embora.

– Estou com você, Santana. – Puck se virava para latina. – Tenho certeza que Jake e Marley vão conseguir ajuda necessária da Mercedes.

– Isso é ridículo. – Rachel murmurava. – Você agora está colocando a vida de varias pessoas inocente em risco por causa dela. – A morena falava furiosa fazendo Santana semicerrar os olhos.

– Não estou obrigando ninguém a me ajudar, Rachel. – A latina falava irritada. – Eu estou pedindo ajuda, dando opções. Você sabe que não precisa me ajudar, até porque, não estou te obrigando a nada.

– Como se fosse fácil te deixar ir sozinha. – Rachel balançava a cabeça visivelmente irritada, subindo as escadas de volta para seu quarto, deixando Santana falando sozinha.

– Não liga pra ela, San... Ela vai ficar bem. – Puck comentava tentando acalmar sua amiga.

– Tanto faz. Ela continua reclamando como se eu estivesse lhe obrigando a fazer tudo isso, Puckerman. – Santana revirava os olhos. – Eu vou falar com a Quinn. – A latina prendia seu cabelo em um suave rabo de cabelo subindo as escadas em direção ao quarto da vampira.

Assim que se colocou na frente da porta, Santana respirou fundo, batendo suavemente, abrindo a porta encontrando Quinn deitada na cama abraçada com o travesseiro chorando.

– Quinn. – Santana fechava a porta atrás de si, falando suavemente sentindo seu coração apertando ao ver a vampira daquela forma.

– O que você quer, Santana? – A vampira perguntava irritada sem olhar em direção da caçadora de sombras.

– Quinn, você precisa entender que... –

– Que o que, Santana? – Quinn agora levantava seu olhar para encontrar o da latina. – Que você não quer me deixar ir? Que vai quebrar sua promessa de que ia me ajudar a encontrar Frannie? – A vampira soluçava. – Você sabe que ela é tudo o que eu tenho, e não vou desistir até encontrá-la. Nem que eu precise fazer tudo isso sozinha. – Quinn abraçava seu travesseiro com força e Santana fechava seus olhos por alguns segundos sentindo seu coração se partindo em pedaços ao ver Quinn daquela forma.

Sem dizer nada a latina começou a se aproximar da cama, se sentando cuidadosamente ao lado de Quinn, se deitando de frente para a mesma com uma das mãos entre sua bochecha e o travesseiro. A latina olhava fixa para o rosto angelical da vampira sentindo seu coração acelerando sentindo uma vontade enorme de beijá-la e colocá-la em seus braços e dizer que tudo ficaria bem, mas Santana não tinha certeza se tudo ficaria bem e o máximo que ela pode fazer naquele momento, foi se deitar ao lado da vampira e levar sua mão para o rosto da mesma, deslizando a ponta dos seus dedos sobre a bochecha macia – e gelada – de Quinn, tirando o cabelo da mesma sobre o rosto e o colocando para trás de sua orelha.

– Quinn... – Santana sussurrava. – Olha pra mim. — A vampira lentamente levantava sua cabeça encontrando os olhos de Santana. – Eu estou com medo. – A latina começava a falar carinhosa, enquanto acariciava o rosto da mesma. – E-eu estou com medo de que alguma coisa aconteça com você caso passe por aquele portal, Quinn. Estou com medo de que você chegue do outro lado sem alguma parte do seu corpo ou até mesmo... – Santana respirava fundo. – Você não entende, e-eu não... – A latina pausava sem saber se deveria ou não completar sua frase. – Quinn, eu não me perdoaria se alguma coisa acontecesse com você. – A latina podia sentir seus olhos encherem de lágrimas e não sabia exatamente do porque, mas seu coração pulava em seu peito. – Eu não vou quebrar minha promessa, Q. Eu vou te ajudar a achar sua irmã e farei o possível para que isso aconteça, mas... Você precisa entender que eu. – A latina pausava novamente e dessa vez Quinn já não soluçava mais e prestava atenção em cada palavra de Santana. – Quinn, eu não posso te perder, está bem? Se alguma coisa acontecer com você, eu. – Antes que Santana pudesse completar sua frase, os lábios de Quinn a interrompiam lhe dando um selinho demorado a pegando de surpresa.

A latina prendeu a respiração percebendo que Quinn fechava seus olhos, começando a inclinar sua cabeça para o lado oposto da mesma, e agora iniciavam um beijo lento que fazia o coração de ambas saltarem freneticamente. Enquanto Quinn ouvia as palavras de Santana sentia seu corpo gritando pela latina. Seu coração com o dobro de sentimento gritava pelos lábios da latina, porque Quinn nunca imaginou que Santana cuidaria dela dessa forma. Quinn nunca se sentiu tão protegia por apenas ouvir simples palavras como as de Santana. Quinn nunca sentiu seu coração batendo dessa força por ninguém antes de Santana.

A vampira parou o beijo, afastando seus lábios dos de Santana, mas o suficiente para que uma ainda pudesse sentir a respiração quente da outra em seus lábios. Quinn abria os olhos devagar, pousando sua mão sobre a bochecha de Santana e encostando sua testa sobre a da mesma, depositando outro selinho rápido sem se afastar.

– Nada vai acontecer comigo, San. – Quinn sussurrava e agora Santana abria os olhos encontrando os olhos castanho-esverdeados da loira. – Eu sei que você vai cuidar de mim. – A vampira depositava outro selinho nos lábios da latina. – E não quero te deixar ir sozinha, porque você também precisa entender que não posso te perder, San. – A vampira falava tão adorável que Santana tinha dificuldades para respirar. – Eu confio em você. – Quinn abria um meio sorriso pelo canto dos lábios.

– Você tem razão. – Santana acariciava a bochecha de Quinn com seu polegar. — Não vou deixar que nada aconteça com você. – A latina passou seu braço por baixo de Quinn, fazendo a loira se aproximar, escondendo o rosto em seu pescoço lhe abraçando, passando uma de suas pernas entre as de Santana, se sentindo segura nos braços da latina.

Santana sabia que não teria como impedir Quinn de ir com eles, mas também não tinha como impedir de que seu coração ficasse com medo de que algo acontecesse com a vampira. A latina tinha sido sincera ao dizer que não podia ficar sem Quinn. Santana realmente não podia e se eles realmente fossem para Londres, ela faria o possível e o impossível para que nada acontecesse com Quinn.

Notas finais
Review??? xxxxxxx