Seven Devils
5 Demons and Vampires.
Notas iniciais
O relógio marcava oito horas da manhã quando Santana tentava se mexer na cama, mas percebia que era difícil, já que sentia um peso em cima de seu peito e de seu braço. A latina resmungou algumas palavras em espanhol, mexendo apenas suas pernas e nesse exato momento, seu pé encostou-se em algo que a fez parar. Santana estava meio acordada, mas ainda tonta de seu sono. A latina respirou fundo e mil coisas se passaram em sua cabeça em menos de dois segundos, até que a mesma se lembrou onde estava. Santana no mesmo instante prendeu sua respiração, abrindo seus olhos lentamente mordendo o canto de seus lábios ao se deparar com os cabelos loiros de Quinn logo a sua frente. Claro que isso aconteceria e Santana sabia disso, aliás, era o que ela mais temia.
Quinn estava deitada em seu peito, com o corpo contra o da latina, encolhida. Santana mal conseguia mexer seu braço ou muito menos virar-se para o lado, porque o corpo de Quinn a impedia. Santana fechou seus olhos novamente, soltando sua respiração devagar. Porra, onde foi que eu me meti? A latina pensou e ao respirar fundo novamente, um perfume diferente a fez arrepiar. Era um perfume doce que preenchia seu corpo e ela sabia de onde aquele cheiro estava vindo. Os cabelos de Quinn estavam na altura suficiente para que seu perfume chegasse até a latina.
Santana mordia o canto de seus lábios novamente, abrindo seus olhos tentando não se mexer. Até porque se ela se mexesse acordaria Quinn e a mesma parecia tão... Fora de seu drama enquanto dormia. Parecia dormir tão tranquila, como se não tivesse chorado tanto na noite passada. A latina continuou encarando Fabray, e qualquer movimento que ela fizesse sua mão ou sua cabeça alcançaria a cabeça da loira. Uma vontade de deslizar seus dedos pelos cabelos de Quinn começava a percorrer pelo seu corpo. O seu sentimento protetor a fazia querer cuidar ainda mais daquela garota tão vulnerável deitada contra seu peito. O modo como Quinn chorou na noite passada, fez o coração de Santana partir em dois. Ela se sentia tão responsável por aquela garota ao seu lado, que mal conseguia pensar em outra coisa. Era como se ela estivesse atraída por Quinn, mas isso não podia acontecer. Caçadores de sombras não se relacionam com criaturas noturnas.
– Você está me encarando. – A voz sonolenta de Quinn ecoava no silêncio do quarto, fazendo Santana se assustar. – Eu posso sentir seus olhos em mim e. – Quinn pausou levantando sua cabeça, para poder encontrar os olhos de Santana. – Posso ouvir seu coração acelerado. – A loira mordeu o canto de seus lábios, saindo de cima da latina devagar, deitando sua cabeça no travesseiro, mas ainda encarando a garota a sua frente.
Santana congelou. Era como se Quinn tivesse descoberto seu maior segredo e falado em voz alto. Obviamente ela não reparou no quanto seu coração estava acelerado desde a hora em que acordou com a loira em cima dela. Santana sentia seu coração saltar frenético em seu peito, como se o mesmo fosse sair por sua boca. Mas por que raios ela estava tão... Ansiosa? Com medo? Santana Lopez não tem medo. A latina soltou a respiração que por sinal, também não sabia que segurava por tanto tempo. Ela se virou lentamente para o mesmo lado de Quinn e olhos marrons encontraram olhos castanho-esverdeados e ambas sem dizer nada, respiraram fundo ao sentir seus corpos se arrepiando.
– Hey. – Santana finalmente falava algo enquanto sorria, tentando controlar a batida – intensa e desconhecida – de seu coração.
– Eu ainda posso te ouvir. – Quinn sussurrou mordendo o canto de seus lábios, sem tirar os olhos de Santana. A latina congelou novamente se sentindo exposta ao lado de Quinn. – Não se preocupe, o meu também está batendo no mesmo ritmo. – A loira sussurrou fazendo a latina ficar em silêncio por alguns segundos, mas obviamente, sabia como sair desse momento em que não deveriam estar.
– Está me ouvindo, huh? – Santana semicerrou seus olhos. – Isso é comum e vai acontecer mais vezes. – A latina sorriu. – É só mais uma das suas habilidades. – Santana respirou fundo. – Acho melhor levantarmos, ainda temos muita coisa pra fazer hoje e uma delas é ir buscar algumas roupas pra você na sua casa. – Santana se levantava da cama, passando a mão pelo seu cabelo. – Eu vou tomar um banho e nos encontramos lá embaixo, está bem?
– Mhm, está bem. – Quinn ficou deitada na cama, observando a latina que usava apenas um top deixando suas costas expostas e a loira pode perceber não só as tatuagens, mas também como algumas cicatrizes que percorriam suas costas a deixando ainda mais curiosa para saber da vida da latina.
Xxxx
Santana tomava seu banho, deixando a água cair sobre o seu corpo, enquanto tentava esquecer os olhos de Quinn que tanto a prendiam. Era difícil se concentrar ou pensar direito quando seus olhos encontravam aqueles grandes olhos esverdeados, mas não era isso que a deixava perturbada e sim o fato de Mike ter dito que era difícil ler através dos olhos de Quinn. Como pode ser difícil se ela conseguia o tempo todo? Talvez Mike não fosse um feiticeiro tão poderoso assim, certo? Errado. Era impossível usar essa tese como desculpas, porque todos sabem que Mike Chang era o feiticeiro mais poderoso desse século, então Santana sabia que tinha sim algo diferente entre elas, mas era difícil de dizer exatamente o que era.
A latina sabia que se preocupava mais do que devia e sentia seu lado protetor aflorar quando o assunto era a vampira, mas não era só isso. Santana também sentia seu coração acelerar incontrolável quando Quinn a tocava. Era como se sua pele se arrepiasse todas às vezes e ela não entendia o porque. E o que a loira quis dizer ao falar que seu coração também estava batendo no mesmo ritmo que o da latina? Porque Santana sabia que aquilo não era normal. Ela sabia que seu coração estava descontrolado pelo simples fato de estar perto de Quinn. Será que a loira estava se sentindo do mesmo jeito? Santana tinha muitas perguntas para si, que ela mesma tentava entender.
Logo que saiu do banho, Santana tentou esquecer tudo o que estava em sua cabeça focando apenas nos planos para hoje. Ela pretendia buscar os pertences de Quinn e depois conversar com Mike e Rachel para arrumarem um jeito de entrarem no hotel sem que sejam percebidos e o quanto antes eles planejassem isso, mais rápido chegariam até Frannie.
Santana vestiu seu lingerie de cor azul escura, colocando uma calça vinho de couro, não tão justa como as outras de suas calças costumam ser, mas marcava bem seu quadril, deixando seu bumbum arrebitado – como sempre. Colocou uma blusinha preta regata, deixando seu cabelo solto, caindo sobre seu ombro e calçou um sapato de salto alto.
Colocou seu bracelete, pegando sua estela e a colocando sobre sua cintura antes de fazer seu caminho até a cozinha.
– Obrigada. – Quinn sorria para Puck que lhe entregava uma xícara de café. – Hey. – A loira sorriu assim que Santana entrou na cozinha.
– Hey Tana. – Puck que segurava sua xícara de café, foi surpreendido quando Santana passou por ele, roubado seu café e se sentando no balcão do centro da cozinha. – Hey! – Noah protestou, mas a latina já estava tomando seu café.
– Cadê a Rachel? – Santana perguntou cruzando suas pernas enquanto Quinn que estava sentada na cadeira perto da mesa, observando a latina com seus olhos percorrendo todo o seu corpo.
– Ela está na biblioteca. – Puck respondeu indo se sentar ao lado de Quinn e percebendo os olhos da loira em cima da latina.
– Mm. – Santana murmurou se levantando do balcão saindo da cozinha e Puck sem tirar os olhos de Quinn, começou a sorrir ao ver que a loira seguiu com os olhos a latina até que a mesma saísse da cozinha.
– Entãooo... – Puckerman tirava Quinn de seu transe, enquanto ria baixo. – Você disfarça muito bem. – Noah comentou rindo tomando seu café.
– Mm? – Quinn arqueou sua sobrancelha encarando o caçador de sombras. – Eu não sei do que você está falando. – A loira comentou apoiando seus cotovelos sobre a mesa.
– Mhm. – Puck apenas deu de ombros rindo baixo, olhando para a geladeira a sua frente.
Xxxx
– Rach? – Santana entrava na biblioteca de sua casa, encontrando a morena sentada no sofá em silêncio, segurando um livro grande em suas mãos.
– Hey. – Rachel levantou a cabeça sorrindo encontrando o olhar da latina que se sentava ao seu lado.
– O que você está fazendo? – Santana olhou para o livro nas mãos de Rachel e percebeu que na verdade, era um grande álbum de fotografias que ela mantinha em sua biblioteca. As fotos eram um tanto antigas e eram apenas de seus pais, dos pais de Rachel e fotos dos três caçadores de sombras quando pequenos com suas estelas.
– Nada demais. – Rachel respondeu apoiando o álbum em suas pernas, virando sua atenção para Santana. – Só vendo algumas fotos da minha mãe e dos meus pais. – A morena deu de ombros. – Sinto falta deles, às vezes tenho vontade de ir visitá-los em Idris, mas ando com medo do que posso encontrar se caso voltar. – A morena deu um sorriso irônico fazendo Santana se questionar por alguns segundos do porque Rachel ficaria com medo, mas resolveu ignorar.
– Mmm, bom, você sabe que pode ir quando quiser, mas sabe também do quanto eu preciso de você aqui. – Santana sorriu simpática se aproximando de Rachel. – E eu preciso de você hoje. – A latina semicerrou os olhos e Rachel revirou os dela.
– Pra que? – A morena perguntou fechando o álbum e o colocando ao seu lado no sofá.
– Mm, eu estava pensando em irmos até a casa de Quinn para pegamos alguns de seus pertences e trazer pra cá. – Santana falava suavemente para não deixar Berry irritada. Ela sabia o quanto Rachel era contra toda essa história em manter Quinn solta pela casa, mas sabia também que Berry não resistia quando ela usava sua voz suave e seus olhos de cachorrinho abandonado. – E então?
– Não. – Rachel respondeu seria, tirando seu olhar da latina e se distraindo com suas unhas.
– Aw, Rachel. – Santana fazia bico, aproximando seu rosto da bochecha de Rachel e depositando um beijo na mesma. – Por favor? Sim? – A voz da latina era suave e brincalhona fazendo Rachel revirar os olhos. Berry odiava o fato de nunca resistir aos pedidos de Santana... Pior, ela odiava não resistir a Santana.
– Santana. – Rachel balançava a cabeça negativamente.
– Por favor, Rach!!! – Santana implorava falando carinhosamente depositando outro beijo em Berry. – Sim? – A latina sorriu fazendo Rachel olhá-la.
– Argh! – Berry resmungou. – Eu odeio quando você faz isso. – Santana ria baixo ao ver sua amiga tão fraca aos seus charmes.
– Isso é um sim? – Santana perguntou e Rachel apenas assentiu. – Argh! Te amo. – Santana passou seus braços em volta dos ombros de Rachel, depositando dois beijos seguidos na bochecha da morena que no mesmo instante, sentiu seu coração disparar em seu peito. – Agora vamos, nós temos que ir, porque eu ainda quero encontrar um jeito de chegarmos até Camille. – Santana segurou na mão de Rachel, trazendo a pequena junto com ela, para que pudessem sair juntas da biblioteca.
–... Não, Quinn, eu só acho que. –
– Puckerman, pare de incomodar a garota. – Santana entrava na cozinha e os olhos de Quinn no mesmo instante foram diretos para a mão da latina que estava entrelaçada com as de Rachel. – Vamos, nós precisamos buscar as coisas de Quinn. – Quinn sem tirar os olhos das duas, se levantou suavemente, ajeitando sua roupa, enquanto Puck ajeitava sua estela em seu cinto e sua espada, pendurada em suas costas.
– Espera. – Quinn fez todos eles pararem para olhá-la. – E-mmm... Se... Bom, vampira. – Ela apontou para si mesma. – Sol... – A loira entortava sua boca. Ainda era estranho referir-se a si mesma como uma vampira. Quinn ainda não estava acostumada com isso.
– Oh! – Puck comentou. – Pode crer tá de dia e tá maior calor, você não pode sair no sol. – Noah olhou para Santana que soltava a mão de Rachel.
– Talvez eu tenha me esquecido desse pequeno detalhe. – Santana mordeu o canto de seus lábios, mas logo se lembrou de quem poderia ajudá-los. – Mike. – A latina sorriu deixando Quinn confusa. Ela tinha se assustado com Mike e não sabia se queria vê-lo de novo naquele momento.
Santana tirou seu celular do bolso, discando o número de Mike e rapidamente o feiticeiro atendeu. A latina sem muitos rodeios explicou do que ela precisava e pergunto o Mike poderia fazer para ajudá-los. Obviamente o feiticeiro podia ajudá-los e explicou o que ele poderia fazer. Mike avisou que mandaria um pequeno anel para que Quinn usasse em seu dedo e isso a deixaria imune a luz do dia.
– Ok gênio e como eu vou. –
– Na biblioteca. – Mike interrompeu Santana. – Você sabe exatamente por onde e como mandarei esse anel sem que eu precise ver a cara de vocês.
– Oh que sutil. – Santana rebateu dando um sorriso falso pelo telefone.
– Enfim, em cinco minutos. –
– Nós não temos cinco minutos. – A latina quem interrompia Mike dessa vez. – Eu preciso disso pra ontem. – Santana falava irritada e percebia os olhares em cima dela de seus amigos.
– Mm. – Mike murmurou. – O que eu não faço por Santana Lopez? – O feiticeiro disse ironicamente. – Na biblioteca. – Mike falou desligando o telefone.
Santana murmurou algo em espanhol desligando seu telefone e o colocando em seu bolso, enquanto andava para a biblioteca deixando seus amigos sem entender. A latina entrou na biblioteca indo direto para perto de um armário no canto da do cômodo, o abrindo a porta encarando o vazio do armário que era coberto com uma grande parede azul. Especificamente, uma passagem que aos olhos de um mundano, diria que aquilo, era água que cobria dentro do armário, mas para criaturas do submundo, aquilo era sua passagem para casa ou para qualquer outro lugar que desejasse ir.
A latina fechou seus olhos respirando fundo, colocando sua mão devagar dentro da passagem a sua frente e quando posicionou sua mão, sentiu algo caindo sobre sua palma como um pingo de água. Santana sorriu fechando seus dedos, trazendo sua mão devagar para fora da passagem, sorrindo assim que sentiu entre seus dedos o anel que Mike tinha lhe mandado. Ele realmente era muito bom no que fazia.
Santana voltou para a sala estendendo sua mão entregando o anel para Quinn que a olhava sem entender.
– Coloca isso e você vai poder vir com a gente. – Quinn encarou a mão da latina por alguns segundos reparando em um pequeno anel prateado em sua mão.
– Mm, o que é isso? – Quinn perguntou pegando o anel da mão de Santana.
– Um anel? – Santana voltou a pergunta, reparando Quinn morder o canto de seus lábios desconfortável. – Mike quem mandou isso e vai te ajudar a sair no sol. – A latina comentou e Quinn assentiu colocando o anel em seu dedo.
– Sabe, isso é tão... – Quinn respirava fundo olhando para Santana. – The vampire diaries. – A loira fez uma careta e os três caçadores de sombra a olharam. – O que? – Quinn perguntou se sentindo ainda mais desconfortável.
– Primeiro você compara o submundo como algo a ver com twilight e agora você vem falar de vampira diaries? – Santana perguntou revirando os olhos. – Sério Q, eu não gosto de vampiros, lobisomens ou qualquer demônio ou criatura da noite, mas, por favor, não me ofenda comparando o meu mundo com esse tipo de coisa. – A latina balançou a cabeça negativamente e Quinn começou a rir junto com Puck.
Os quatro fizeram seu caminho até o carro de Santana, onde Puck se sentou no banco do carona, enquanto Rachel e Quinn iam ao banco de trás e a loira se sentia um tanto desconfortável ao estar ao lado da morena que tanto demonstra odiá-la.
Quinn deu a direção até sua casa e não era tão longe da casa de Santana. Em trinta minutos a latina já estava estacionando seu carro em frente a casa de Quinn e sua irmã.
Ao desceram do carro, os três caçadores de sombra andavam atrás de Quinn. Santana olhava atentamente para dentro da casa, observando se tinha algo de diferente enquanto Quinn se aproximava da porta procurando sua chave extra que ela e sua irmã deixavam escondidas dentro do vaso de flores ao lado da porta. Santana esperava pacientemente Quinn procurar sua chave quando viu pelo canto de seus olhos, uma sombra passando pela janela da casa da mesma.
– Não. – Santana comentou. – Espera. – A latina olhou para os seus dois amigos, sinalizando com a cabeça para dentro da casa. – Tem alguém aí dentro. – Puck no mesmo instante pegou no braço de Quinn, puxando a loira para trás dele, e se colocou na frente da porta.
– O que? – Quinn virou para Santana. – Como assim tem alguém dentro da casa? É impossível só mora eu e minha irmã e não tem como alguém saber onde eu moro, tem? – A loira perguntou franzindo o cenho, percebendo que Rachel revirava os olhos.
– Você acha que estão atrás dela? – Rachel perguntou ignorando Quinn.
– É provável. – Santana respondia enquanto seu bracelete descia pelo seu braço. – Vamos descobrir o que estão fazendo aqui. – A latina sorriu satisfeita dando sinal para Puck arrombar a porta assim que seu bracelete se transformou em seu chicote arrastando no chão.
Puck chutou a porta com força, fazendo a se abrir bruscamente. Quinn estava logo atrás de Santana, enquanto Puck entrava primeiro, seguido por Rachel ao seu lado e Santana logo atrás, mas não tinha nada ali. Puck olhou para Rachel e os três caçadores de sombras estavam preparados.
– Ele está aqui. – Rachel comentou.
– Ele? Ele quem? – Quinn perguntou colocando a mão no braço da Santana e antes que a morena pudesse responder um barulho veio da cozinha fazendo a loira pular de susto.
– Ora, ora, ora. – Uma voz grossa se aproximava dos quatro. – Santana Lopez, Rachel Berry e Noah Puckerman.
– Raphael. – Puck respondeu de volta e não só Raphael, mas mais cinco rapazes apareceram atrás do mesmo.
– Q-quem é você? – Quinn perguntou assustada ao ver seis rapazes parados a sua frente. Na sua casa. – C-como vocês entraram aqui?
– Wow. – Um dos rapazes comentou. – Os boatos não eram falsos. Ela é realmente mais linda do que Lady Camille e ela vai pirar quando descobrir disso. – Um vampiro de cabelos escuros comentava sorrindo.
– O que você está fazendo aqui Raphael? – Santana perguntou irritada com seu chicote prateado em mãos e o mesmo brilhava de tão prateado que era.
– Nós viemos atrás dela. – Raphael apontou para Quinn. – Lady S. pediu que viéssemos buscá-la. Ouvi alguns boatos que ela estaria com você, mas seria impossível, certo? – O vampiro falava ironicamente. – Uma caçadora de sombras com uma vampira? A clave não ficaria muito feliz com isso.
– O que você sabe sobre a clave afinal? – Santana retrucou. – Você sequer os conhece.
– Ah, perdão senhorita Lopez. – Raphael continuava provocando. – Esqueci que eles são apenas conhecidos por você. E muito bem conhecidos devo acrescenta. – O vampiro respirou fundo. – Agora se me der licença, nós precisamos levá-la para Lady S. – O vampiro sinalizou com a cabeça para que seus cinco capangas fossem em direção a Quinn.
– Oh não mesmo. – Santana se colocou na frente da loira que estava com os olhos arregalados. – Ela não vai a lugar algum com vocês.
– Santana, você não vai querer fazer isso do jeito difícil, vai? – Raphael perguntou e a única resposta que teve, foi o sorriso irônico da latina indicando que sim. Ela queria fazer isso da maneira mais difícil e ninguém levaria Quinn para lugar algum.
– Santana! – Rachel chamou atenção da amiga.
– Não Rachel. – Santana falava sem tirar os olhos de Raphael. – Ninguém vai levá-la par alugar algum. – Assim que Santana terminou de falar, os cincos vampiros avançaram para cima dos quatro no intuito de levarem Quinn embora.
Puck tirou sua espada de suas costas, indo de encontro a alguns dos capangas de Raphael, enquanto Rachel fazia o mesmo usando sua estela ao invés do seu arco e flecha. Santana lançou seu chicote em um dos vampiros dando um sorriso irônico, assim que sua arma envolveu em volta da cintura do vampiro e ela puxou de volta, fazendo o mesmo virar cinzas.
Quinn olhava toda a briga em choque. Ela não sabia o que fazer. Tudo o que ela sentia era medo. Ela sentia medo pelos três caçadores de sombra, por Santana. Com medo de que conseguissem levá-la embora. A loira se colocou para trás, encostando-se na parede imóvel com os olhos assustados enquanto via alguns dos vampiros atacando os três caçadores e algumas crianças noturnas virando cinzas.
Santana estava no meio dos cinco vampiros, enquanto um deles lhe acertava pelas costas, jogando seu corpo contra a parede. Rachel e Puck estavam um de costas para o outro fazendo alguns dos vampiros virar cinza. O único que não se mexia era Raphael. Ele estava no mesmo lugar observando Quinn a distância e percebendo que a loira estava paralisada no mesmo lugar.
O vampiro olhou para os três caçadores percebendo que estavam realmente distraídos e começou a dar volta entre eles devagar se aproximando de Quinn que ao perceber que Raphael se aproximava, começou a tremer assustada sem saber o que fazer. Ela não sabia como usar suas habilidades ou o que era preciso para conseguir usá-las e não conseguia sair do lugar.
Seus olhos seguiam Raphael enquanto o mesmo sorria se aproximando lentamente. Ao chegar perto de Quinn, o vampiro a olhou nos olhos, colocando a mão no pescoço dela, e a empurrando contra a parede com força enquanto a sufocava.
– Lady S vai ficar muito feliz em lhe ver. – Raphael comentou sorrindo. – Acho que já podemos ir. – O vampiro apertou com mais força o pescoço de Quinn a tirando do chão ainda encostada na parede, podendo ver o desespero nos olhos da loira que começava a chorar sem saber o que fazer ou sem ao menos conseguir gritar. – Mm, pelo visto você ainda não sabe como usar suas habilidades. – O vampiro comentou. – Ótimo, assim é melhor, você não ia gostar de usá-las contra. -
– Solta ela! – Uma grande pancada nas costas de Raphael o fez ser interrompido e ao se virar percebeu que Puck tinha o acertado com uma das flechas de Rachel.
– Sabe Puckerman, eu sempre achei que você seria um pouco mais esperto. – Raphael comentou levantando sua outra mão para segurar no pescoço de Puck. – Sua mãe nunca lhe ensinou a respeitar os mais velhos? – O vampiro perguntou. – Porque se você não sabe, eu sou trezentos anos mais velhos do que você. – Raphael falou irritando jogando Puckerman contra a parede do outro lado da sala.
Assim que Raphael jogou Puck, o mesmo estralou seus dedos e um barulho ainda mais estrondoso veio da cozinha, indicando que todos os armários do cômodo tinham caído. Os três caçadores de sombras olharam para a mesma direção, enquanto ainda tentavam se defender dos vampiros e em alguns minutos, um grande demônio de com uma calda gigantesca aparecia na porta da cozinha e a sala fazendo Quinn arregalar ainda mais seus olhos.
O demônio era grotesco e tinha uma aparência de dragão e lagarto. O mesmo tinha uma grande calda onde ele se apoiava para se colocar de pé. Ele tinha seis braços onde tinha seis garras aparentemente afiadas. Sua cabeça lembrava um dragão, mas o mesmo não possuía olhos, mas sua boca era cumprida e seus dentes eram afiados.
– Você só pode estar de brincadeira. – Rachel gritou para Puck e ao olharem para Santana, a latina fazia mais um dos vampiros virar cinza ao tentar se aproximar de Quinn desesperada. Rachel olhava Santana se aproximando de Raphael e Quinn, e ao voltar seu olhar para o demônio parado na porta, Berry sabia que aquele ravener ia direto para Santana se ela se aproximasse de Quinn. – Santana, não! – Rachel gritou, mas no mesmo instante, o demônio passou por cima de todos eles rodando sua gigantesca calda para se levantar indo em direção a Quinn.
Santana tirou sua estela da cintura no intuito de acertar Raphael. A latina rodou seu chicote, mas sua arma foi parada antes mesmo de acertar o vampiro. Raphael colocou sua mão desocupada para frente, segurando na porta do chicote de Santana e puxando a latina com força para perto dele esperando que ravener a acertasse.
– Santana! – Quinn gritou começando a se debater para se soltar de Raphael tentando usar sua força, mas o vampiro era mais forte que ela. Santana olhou para cima e antes que pudesse correr, ravener já estava parado em cima dela com sua calda afiada pronta para acertá-la e no mesmo instante, o demônio foi acertado por duas flechas seguidas em sua calda que o fez soltar um barulho alto por sua boca, como se estivesse gritando.
Santana se abaixou e Raphael foi acertado por uma das flechas de Rachel que o fez soltar Quinn. O vampiro olhou para o demônio agonizando ainda pendurado no teto e depois para os três caçadores de sombras que já tinham feito todos os outros vampiros virarem cinzas. O mesmo pensou em lutar contra os três, mas sabia que não seria pariu para eles, mesmo sendo um vampiro poderoso e conhecido por sua força, ele não queria arriscar e precisava voltar não só para Lady Camille, como também para Lady S. a famosa Queen V.
Raphael olhou para os quatro, demonstrando estar irritado por não ter conseguido pegar Quinn e o mesmo saiu como um foguete pela porta da frente desaparecendo e deixando os quatro para lidar com um demônio aparentemente muito estressado ainda pendurado no teto.
O que os três caçadores de sombras ainda não entendiam. Era o que um vampiro como Raphael estava aliado a um demônio como um ravener. Esse tipo de demônio não é do tipo que faz o que um vampiro manda, pelo contrário, ele apenas obedece a ordens de outros demônios maiores. Com certeza alguém ainda estava por trás disso tudo.
Santana se colocou na frente de Quinn, lançando seu chicote para cima, envolvendo o mesmo no meio do demônio enquanto Rachel lançava suas flechas sobre o mesmo. A latina puxou seu chicote com força e ao contrário de vampiros. Ravener não virou cinzas naquele momento. O corpo do demônio desgrudou do teto enquanto o mesmo continuava gritando e ao perceber que ia cair em cima de Santana, Quinn se afastou por instinto e o demônio caiu em cima de Santana, fazendo seus dois amigos gritarem seu nome e correrem para perto dela, mas antes que pudessem fazer algo, o ravener virou cinzas e ao desaparecer, Santana estava caída no chão desacordada.
– Santana! – Rachel gritou, se abaixando perto da amiga, levantando a cabeça da mesma. – Santana acorda. – Berry dava tapas de leve na bochecha da latina. – Puck? – Rachel olhou para Noah que estava logo ao lado delas.
– Rachel, leva ela pra casa e liga pede para Mike ir até lá. – Puck tentava falar calmamente para não deixar Rachel ainda mais nervosa. – Eu e Quinn vamos logo atrás. – Rachel assentiu rapidamente e Puck pegou Santana no colo a colocando dentro do carro para que Rachel pudesse levá-la.
Após uma hora, Quinn e Puck voltaram para casa com os pertences da mesma, enquanto Rachel estava com Santana e Mike no quarto da latina.
Puck tirou todos os rastros de vampiros e demônios da casa de Quinn para que não tivessem problemas com mundanos. Quinn enquanto arrumava suas coisas, não conseguia parar de pensar em Santana. Ela se sentia culpada pelo o que aconteceu com a latina e sentia seu peito apertado com medo que algo grave tivesse acontecido.
Ao entrarem em casa, Puck subiu as escadas com Quinn seguindo logo atrás carregando suas coisas. Antes de ir para o quarto de Santana, Quinn respirou fundo entrando em seu quarto e deixando as suas malas próxima a sua cama. Ela podia ouvir Puck e Rachel conversando no corredor e ela não podia negar que estava com medo de que Rachel fizesse alguma coisa contra ela.
Quinn respirou fundo tentando conter o que sentia antes de sair do quarto e encontrando os dois caçadores de sombras no corredor.
– Mmm, como ela está? – Quinn perguntou enquanto se aproximava e Rachel a olhou.
– Isso é tudo culpa sua! – Rachel gritou e antes que pudesse ir para cima de Quinn, Puck a segurou pelo braço colocando-a perto dele.
– Rachel, se acalma. Isso não é culpa de ninguém. – Puck falava firme. – Você sabe que Santana faria isso por qualquer um de nós. Ela teria ido a sua frente se fosse você no lugar da Quinn. – Noah comentou tentando acalmar sua amiga enquanto Quinn se segurava para não chorar.
– Bom. – Mike saia do quarto antes que um deles pudesse dizer qualquer coisa. – Quando o ravener caiu em cima dela, ele a machucou e ela foi afetada pelo veneno do demônio. – O feiticeiro comentava olhando para os três e Quinn sem perceber tinha lágrimas escorrendo pelas suas bochechas. – Ela vai ficar bem, Quinn. – Mike olhou para a vampira sorrindo. – Não precisa se preocupar, porque ela vai ficar bem, mas ela precisa tomar algumas medicações que farei e eu espero que vocês a façam tomar ou então ela. –
– Já entendemos. – Rachel o interrompeu. Ela sentia seu coração apertar com a ideia de que Santana poderia morrer por causa disso. – Você pode, por favor, começar a preparar essas suas medicações? Quanto mais cedo ela tomar melhor. – Rachel falava um tanto irritada.
– Claro. – Mike respondeu suavemente. – Com licença. – O feiticeiro passou por Quinn sorrindo ao reparar no quanto a vampira estava realmente preocupada com Santana. – Você pode vê-la se quiser. – Mike comentou próximo de Quinn antes de desaparecer para o andar de baixo.
– Você não ouse entrar nesse quarto ou eu. –
– Rachel! – Puck cortou sua amiga que falava irritada com Quinn. – Para de ser chata. Todos nós vamos entrar e ver Santana quando e a hora que quisermos. – Noah falou firme fazendo Rachel olhá-lo brava. Ela não queria que Quinn se aproximasse de Santana.
Quinn não dizia nada, ela apenas ouvia os dois discutindo e se mantinha parada em seu lugar para não irritar Rachel. Tudo o que ela queria fazer era entrar no quarto de Santana e poder cuidar dela. Até porque ela se sentia culpada por tudo o que tinha acontecido com a latina.
– Você pode entrar se quiser, Quinn. – Puck comentou segurando o braço de Rachel que começava a protestar. – Nós vamos ver o que Mike está fazendo. – Noah sorriu para Quinn, ainda segurando o braço de Rachel e descendo com a mesma enquanto ela continuava reclamando.
Quinn entrou no quarto encontrando Santana deitada em sua cama, com seu edredom a cobrindo até a barriga, enquanto a mesma usava uma faixa branca em volta de seu peito, cobrindo o mesmo. Os olhos de Quinn rapidamente passaram sobre os ombros a mostra da latina, descendo para os braços até pararem por cima da faixa. Quinn podia sentir seu corpo ficando quente, enquanto sua garganta ficava seca e ela rapidamente desviou o olhar, voltando-o para o rosto – perfeito – da latina.
A vampira não sabia o que fazer. Não sabia se deveria se aproximar ou se deveria sair do quarto e deixar que Santana descansasse. Quinn não sabia o que fazer, mas sentia que não queria sair dali e deixar a latina sozinha. Enquanto ela observava Santana, Quinn percebia o quão a latina era linda. O contorno de seu rosto era um oval perfeito, e a cor de sua pele era linda e de um tom único. As tatuagens que estavam no braço e no peito de Santana eram diferentes e Quinn tinha curiosidade em saber sobre o que tudo aquilo significava.
– Sabe, não é legal ficar encarando as pessoas. – A voz de Santana fez Quinn sair de seu transe encontrando agora o olhar da latina que sorria suavemente.
– Hey. – Quinn respirava fundo, sentindo seus olhos encherem de lágrimas. – C-como você está se sentindo? – Quinn se aproximou da cama, mordendo o canto dos seus lábios.
– Mm, eu estou bem. – Santana respondeu soltando um gemido entre os dentes e ao olhar nos olhos de Quinn, percebeu que a mesma estava com lágrimas escorrendo pelas suas bochechas. – Hey. – A latina falava suavemente. – Está tudo bem, Q. Eu sei o que você está pensando e não, não foi culpa sua, está bem? – Santana tentava confortar Quinn, mas a vampira abaixou a cabeça se sentando no pé da cama.
– Me desculpa, Santana. – Quinn falava baixo. – Se eu soubesse que isso ia acontecer eu teria ido embora com o Raphael sem que aquela... – Quinn pausou. – Coisa aparecesse e te acertasse. – A loira começava a chorar. – Eu não queria que nada disso tivesse acontecido porque agora Rachel me odeia mais ainda e eu. –
– Quinn, para! – Santana interrompeu Fabray que começava a falar sem parar. – Não foi culpa e eu não te deixaria ir embora com Raphael. – A latina agora tinha seus olhos fixados aos de Quinn. – Ninguém vai te levar para lugar algum, Quinn. Eu disse e repito. Prometi que cuidaria de você e eu vou. Isso significa que ninguém vai te levar pra lugar algum, estamos entendidas? – Santana arqueou sua sobrancelha fazendo Quinn sorrir pelo seu tom de voz.
– Sim, mãe. – Quinn respondeu fazendo Santana rir, mas logo soltou um gemido de dor. – San, você está bem? – Fabray se moveu da cama para mais perto da latina, segurando a mão da mesma por impulso.
Santana olhou para sua mão com a de Quinn e sorriu apertando seus dedos suavemente contra a pele da mesma.
– Sim, está tudo bem. – Santana sorriu olhando nos olhos de Quinn e as duas se perderam uma no olhar da outra por alguns segundos, antes de Mike entrar no quarto junto dos outros, fazendo Quinn pular soltando a mão de Santana.
– Oh, você acordou. – Mike sorria segurando um copo com um dos seus remédios. – Tome isso daqui. – O feiticeiro se aproximou, enquanto Quinn saia de onde estava dando espaço para que o mesmo fizesse seu trabalho.
– Você já pode ir. – Rachel falava irritada atrás de Quinn, fazendo-a se virar. – Não precisa ficar aqui. Já pode voltar para o seu quarto e se alimentar.
– Rachel! – Agora era Santana quem comentava.
– Santana, é tudo culpa dela. – Rachel agora se aproximava da latina que acabava de tomar seu remédio. – Se não fosse por ela nada disso estaria acontecendo. Nós não teríamos encontrado Raphael ou aquele ravener gigantesco que te deixou desse jeito. – A baixinha falava alto e Santana a olhava com a sobrancelha arqueada. – Se não fosse por ela aqui, você não teria quase morrido.
– Rachel! – Santana a chamou novamente. – Nada disso é culpa de ninguém. Quantas vezes nós já nos envolvemos em coisas piores e não é a primeira vez que Mike precisa cuidar de mim ou de nenhum de nós. – A latina usava o mesmo tom de voz de Rachel, percebendo que Quinn praticamente se escondia atrás de Puck com uma cara adorável observando as duas. – Para de querer arrumar um culpado onde não tem. – Rachel abriu a boca para dizer algo, mas Santana a parou. – Chega! – A morena cruzou os braços respirando fundo. – Vem aqui. – Santana estendeu a mão para que Rachel a pegasse, mas a morena hesitou por alguns segundos antes de se aproximar. – Eu entendo o seu medo, e eu ainda ‘to aqui. – A latina pousou suas duas mãos no rosto de Rachel que se aproximou com os olhos cheios de lágrimas.
– Eu sei, San, é só que
– Não Rachel. – Santana a interrompeu. – Não existe culpado por tudo o que aconteceu e eu estou bem, você não vai me perder mesmo que um dia você queira. – A latina sorriu depositando um beijo na testa de Rachel que franzia o cenho sorrindo. – Eu te amo, short stuff e vou estar sempre do seu lado. – Rachel deu sorriso e Santana depositou um beijo na ponta do nariz da morena que suavemente deitou sua cabeça no peito da latina, enquanto seu coração pulava em seu peito com o gesto carinho de Santana.
– Eu também te amo, San. – Rachel fechou seus olhos enquanto Santana a abraçava. – Me desculpa, ok? Eu odeio a ideia de perder, isso machuca e. – Rachel respirou fundo, tirando sua cabeça do ombro da latina e encontrando os olhos da mesma. – Eu não posso ficar sem você, sabe? – Berry deu de ombros.
– Eu sei. – Santana sorriu suavemente. – Eu também não posso ficar sem você, short stuff. – A latina sorriu, enquanto todos ficam em silêncio e apenas as duas se olhavam.
Por um momento de impulso, Rachel rapidamente depositou um selinho nos lábios de Santana, fazendo a mesma olha-la surpresa. Mike revirou os olhos achando Rachel completamente boba, até porque ela sabia que Rachel não era a pessoa certa para Santana. Puck arqueou sua sobrancelha fazendo um bico disfarçando. Já Quinn, desde o momento em que Santana chamou Rachel para perto dela, Fabray sentiu seu estomago revirando. Seu peito apertou fazendo-a sentir raiva por ver as duas daquela forma. Ela não entendia o porque, mas o que ela estava sentindo era tão forte que ela mal conseguia se concentrar em outra coisa.
No momento em que Rachel beijou Santana, os olhos de Quinn se fecharam e ela sentiu como se fosse vomitar. Seu coração apertando com tanta força que ela soltou um grunhido entre os dentes. Sem dizer nada Quinn saiu do quarto indo direto para o dela e fechando a porta. A vampira se encostou contra a porta sentindo seu peito apertar ainda mais. Ela não podia estar com ciúmes daquilo, podia? Ela nem sequer conhecia Santana direito, por que raios ela estava daquela forma? Por que ela estava com tanto ciúmes? Ela não sentia nada pela latina para estar sentindo tanto ciúmes, certo? Ou será que sentia?
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