Seven Devils

2 Children of the Night


Notas iniciais
Oieeee, novo capítulo pra quem começou a acompanhar!!! xxx

– Onde vamos colocar a vampirinha? – Puck perguntava carregando Quinn, enquanto entrava atrás de Santana na casa da mesma.

– Que tal na lareira? – Rachel falava irritada fechando a porta atrás de si. – E aí eu aproveito e jogo fogo nela. – A baixinha respirava fundo se sentando no sofá e cruzando seus braços.

Santana não disse nada, apenas respirou fundo tentando ignorar a chatice de Rachel. A garota reclamou o caminho inteiro até chegarem em casa e Santana já estava de saco cheio de ouvi-la falar.

– Vamos coloca-la lá embaixo. – A latina fazia seu caminho até as escadas onde dava acesso no andar debaixo da sua enorme casa. Puck a seguia e logo estavam em um corredor onde tinha apenas uma porta de ferro preto, com uma pequena abertura de grade na altura do rosto dos mesmos.

Santana abriu a porta, deixando que Puck passasse com Quinn. A latina apontou para onde ele deveria colocá-la e ao deitar a loira com cuidado no chão, Puck perceber o porquê de Santana querer que a mesma ficasse ali.

A latina se aproximou pegando a corrente grossa presa no mesmo lugar e algemou na canela direta de Quinn.

– Ótimo, agora vamos ter um animal de estimação? – Rachel falava encostada na porta. – Porque eu não me lembro de ter pedido um.

– Rachel! – Santana se virava com a voz alterada e irritada. – Por Deus, se você não calar a boca eu juro que te deixo presa aqui dentro amarrada com ela. – A latina apontou para Quinn.

– Você não faria isso. – Rachel falava com a voz baixa.

– Continue pra ver. – A latina usou o seu tom autoritário e a baixinha desviou seu olhar saindo de onde estava deixando Santana sozinha com Puck e Quinn.

– Ela vai acordar logo. – Puck se levantava do chão após examinar se Quinn tinha mais alguma ferida por seu corpo. – E você sabe o que acontece com crianças noturnas recém-criadas logo quando acordam.

– Eu sei. – Santana ficava em silêncio por alguns segundos. – Nós precisamos ter algo para alimentá-la.

– E o que você sugere? – Puck passava por Santana, saindo do quarto enquanto a latina trancava a porta atrás de si.

– Sangue, é claro. – Santana deu de ombros. – Se ela não tomar pelo menos um pouco quando acordar, ela morre e. – A latina respirou fundo desviando seu olhar de Puck. – É bom não a deixarmos morrer. – Santana subia as escadas de volta e Puck a olhava curioso tentando entender o porquê Santana se preocupava tanto com uma recém-criada dessa forma. Ela sempre os matou e nunca fez questão de manter nenhum deles com vida um minuto sequer.

– E onde eu vou arrumar isso? – Puck agora seguia a latina de volta para sala, onde Rachel estava sentada com sua cara emburrada.

– Você está mesmo me perguntando isso? – Santana se virava o olhando com os olhos semicerrados. – Existem bancos de sangue em Nova York, Puckerman. Algumas bolsas talvez não vão fazer tanto falta.

– Bolsa se sangue? – Rachel falava se levantando. – Você está pensando em roubar bolsas de sangue para alimentar essa garota? Você perder o juízo, Santana? – A baixinha agora gritava. – Essa garota não vale a pena. Por que você não a deixa morrer de uma vez?

– Porque não! – Santana agora rebatia no mesmo tom de voz de sua amiga. – Eu não estou te obrigando a ficar do meu lado, Rachel, sinta-se a vontade para ir embora e ignorar tudo o que estou fazendo.

– Você sabe que não é assim. – A voz de Rachel agora era calma. Pensar na possibilidade de ficar longe de Santana depois de tantos anos não a agradava. – E-eu só acho um absurdo você estar fazendo tudo isso por uma garota que não vale a pena. – Santana respirou fundo fechando seus olhos por alguns segundos. Ela não sabia o porquê, mas ela se preocupava com aquela garota, afinal, tudo isso aconteceu por sua culpa e ela sentia como se tivesse que fazer algo para ajudar a loira em seu porão.

– Puck. – Santana ignorava Rachel virando-se para o seu amigo. – Tente encontrar algumas bolsas de sangue e coloquem todas no freezer assim que você chegar. – A latina olhou para Rachel que aparentava querer explodir de tanta raiva. – Eu vou tomar banho enquanto isso, porque minha cabeça está doendo.

Puck apenas assentiu pegando seu casaco e saindo de casa antes que Rachel pudesse dizer mais alguma coisa. A baixinha observou enquanto Santana subia para o seu quarto e ela sentia seu peito arder de ódio por ver a latina sendo tão irresponsável. Se a clave descobre que Santana Lopez está mantendo uma vampira como animal de estimação, não só a latina, mas como ela e Puck também pagariam o preço por isso. Mas não era só isso que deixava Rachel com tanta raiva.

Depois de tudo o que aconteceu com sua família por culpa das crianças noturnas, Santana ainda queria manter uma delas dentro da sua própria casa. Aquela garota lá embaixo deveria ser morta assim como todos os outros vampiros de Nova York. Santana sabia tudo o que aconteceu com a família de Rachel e mesmo assim insiste em manter aquele monstro no porão.

Santana estava em seu quarto tirando sua roupa enquanto a banheira enchia de água. Sua cabeça estava girando a mil por hora, mas não só por ter Quinn, mas a latina também se preocupava com a clave. Ela não se preocupava com o que poderiam fazer com ela, mas se preocupava com o que eles fariam com a loira em seu porão. Santana foi à culpada por aquela mundana ter se tornado uma criança noturna, não foi escolha dela se tornar uma vampira, tudo aconteceu por acidente – ou um capricho? Por um descuido de Santana que se preocupou mais com sua diversão do que com o seu dever como uma caçadora de sombras, agora ela pagaria caro por isso.

Enquanto a latina tirava seu vestido, Rachel passava pelo quarto da mesma que estava com a porta aberta e logo seus olhos pararam em algo que lhe chamou atenção. Santana estava apenas de calcinha e sutiã se olhando no espelho prendendo seu cabelo antes de ir para o banho. Os olhos de Rachel desciam pelo corpo da latina enquanto mordia o canto do seu lábio inferior. Não era a primeira vez que Rachel se pegava observando Santana dessa maneira e ela começava sentir seu coração quase saltar pelo seu peito quando seus olhos deslizavam pela bunda da latina.

– Gostou? – A voz suave de Santana tirou Rachel de seu transe, fazendo a morena olhar para cima rapidamente encontrando o olhar da latina.

– Mmm, o que? – Rachel engolia em seco sem prestar atenção no que Santana tinha dito.

– Eu perguntei se você gostou. – Santana se virava novamente para o espelho se observando. – Se você gostou do que viu.

– Sim. – Rachel respondia sem pensar e logo balançou sua cabeça. – Não. Quer dizer, não, e-eu só estava observando a cicatriz nas suas costas. – A baixinha entrava no quarto se aproximando de Santana que sorria maliciosamente sem olhar para trás. – Ela continua aqui depois de tantos anos. – A cicatriz que Santana ganhou quando ambas tinham doze anos e foram atacadas por demônios enquanto brincavam fora de casa. Agora os dedos gelados de Rachel tocavam a pele caramelo de Santana, fazendo a mesma respirar fundo.

– Sim, ela continua aí e não creio que ela vá sair tão cedo. – Santana continuava olhando para o espelho, sentindo os dedos de Rachel deslizaram não só pela sua cicatriz, mas agora subia lentamente pelas suas costas fazendo a latina respirar fundo. – Eu preciso tomar banho. – Santana quebrava a tensão sexual que estava entre as duas fazendo Rachel rapidamente tirar a mão de onde estava. – Logo aquela recém-criada vai acordar e eu não quero que ela morra de sede. – Rachel não disse nada, apenas observou Santana se afastando para tomar banho. A baixinha sentia seu corpo quente, mas ela sabia que com Santana era uma luta que não teria vencedor. A latina nunca a veria de forma diferente do que uma simples melhor amiga ou uma irmã. As duas cresceram juntas e o melhor que Rachel tem a fazer e continuar em sua posição de melhor amiga para não arriscar perder Santana.

xxxx

– Pronto, já coloquei todas as bolsas de sangue no freezer que você pediu. – Puck comentava enquanto Santana descia as escadas após tomar seu banho.

A latina usava uma calça preta de couro, com uma blusinha de alça branca com as costas trançadas e um scarpin preto de salto. Obviamente ela usava também seu bracelete inseparável e o calor que ganhou de seus pais. Era difícil ver Santana usar outro estilo de roupa que não fosse esse. Era sempre preto e salto alto. Santana não era do tipo que usava roupas simples, ela gostava de mostrar que tinha ótimo gosto para roupa, especialmente quando isso incluía a básica cor preta.

– Ótimo, logo ela vai acordar e. – De repente um barulho vindo do porão interrompeu a latina que sorriu. – Ela acordou. – Puck começava a andar em direção as escadas, mas Santana o parou, segurando-o pelo braço. – Não, deixa que eu vou. – O rapaz apenas assentiu deixando que ela tomasse conta da recém-criada.

Antes de descer, Santana pegou duas bolsas de sangue de seu freezer e os levou consigo para entregar à loira. Enquanto ela descia seu salto batia contra a madeira e era possível ouvir as correntes do quarto chacoalhado rapidamente e ao abrir a porta, Santana encontrou a loira chorando com a mão em sua garganta.

Quinn estava desesperada. Ela não sabia onde estava ou o que estava acontecendo com ela, mas tudo o que ela sentia, era sede. Muita sede. Sua garganta estava seca e ela mal conseguia respirar. A corrente presa em sua perna era muito forte e ela não conseguia se soltar. Fabray estava desesperada, chorando não só por medo, mas preocupada em querer saber onde sua irmã estava.

Assim que a porta se abrir, Quinn olhou para cima encontrando os olhos escuros de Santana que a olhavam com frieza. A latina entrou fechando a porta atrás dela se sentando na cadeira do outro lado do quarto sem tirar os olhos de Quinn. Os olhos da loira percorreram sobre os braços expostos de Santana, onde algumas de suas runas estavam expostas.

– Onde eu estou? – Quinn começava a falar desesperada passando a mão em sua garganta, encolhida perto da parede. – Quem é você? Onde está minha irmã? O que aconteceu comigo?

– Hey princess, relaxa. – Santana finalmente começava a falar. – Tenta se acalmar, você está na minha casa.

– E quem é você? – Quinn tentava engolir sua saliva para matar sua sede, mas ela sequer parecia ter saliva para ajudar naquele momento. – Onde está minha irmã?

– Eu não faço ideia de onde está sua irmã. – O tom de voz de Santana era como se ela não estivesse se importando com a loira agoniando de sede a sua frente. – E meu nome é Santana. Toma. – A latina jogou uma bolsa de sangue na direção de Quinn que rapidamente pegou. – Bebe isso.

– O que é isso? – A loira perguntou franzindo seu cenho.

– O que você acha? – Santana rebatia impaciente.

– Sangue? E-eu não vou beber isso. – Quinn jogava a bolsa de volta para Santana que revirava os olhos.

– Olha, princess, você precisa beber isso ou então você morre. – Santana não tinha muita paciência com as pessoas e sempre era muito direta.

Quinn ficou em silêncio por alguns minutos olhando para Santana. Olhos escuros encontravam os castanhos e a latina percebeu o quão reluzente os olhos de Quinn estavam. Ela nunca tinha visto olhos tão brilhosos como aqueles e a latina se perdeu por alguns segundos ao encarar Quinn.

– Toma. – Santana jogou a bolsa de volta. – É melhor você beber. – Dessa vez Quinn segurou a bolsa de sangue fazendo careta, abrindo com os dentes e dando o primeiro gole experimentando e em segundos ela bebia o resto de sangue rapidamente apertando a bolsa com força com a ponta de seus dedos, fazendo Santana sorrir.

Quinn não entendia o porquê aquele sangue tinha um gosto tão bom, e muito menos o porquê desse sangue estar matando sua sede, mas ela terminou a primeira bolsa e logo Santana lhe jogou a segunda para que ela tomasse mais um pouco.

– É bom não é? – Santana perguntou e Quinn apenas a olhou com o canto dos olhos terminando de beber sua segunda bolsa.

– O que aconteceu comigo? – Quinn agora mais calma, perguntava para Santana.

– Mm, bom, você se lembra do que aconteceu antes de você apagar? – Santana perguntou e Quinn desviou seu olhar para a bolsa em sua mão se lembrando do momento em que ela e sua irmã estavam na boate, quando saíram e na hora que sentiu seu corpo ser jogado contra parede.

– Não muito. – A voz suave e rouca de Quinn ecoava no quarto. – Eu e minha irmã saíamos da boate e tudo o que senti foi um empurrão contra a parede e. – De repente Quinn parou colocando a mão em seu pescoço e com a ponta de seus dedos, sentiu as marcas dos dentes de Sam em sua pele. A loira entrou em choque olhando para Santana que assentia com um sorriso nos lábios.

Não, não pode ser.

Quinn pensava.

Isso não é verdade, é?

– Isso não é possível. – Quinn arregalava os olhos e Santana assentia mais uma vez.

– Sim, princess, o que aconteceu com você depois que saiu daquela boate, foi um ataque de uma das crianças noturnas. – Quinn franzia o cenho. – Vampiros. – Santana revirou olhos e novamente a loira arregalou os seus.

– N-não, isso não existe. Vampiros não existem. – Quinn praticamente gritou tentando se levantar, mas caiu novamente. – Isso não é possível.

– Olha, — Santana se aproximava cuidadosamente. Ela sabia que era um risco a correr, mas apesar da frieza, a latina queria mostrar que estava falando a verdade. – Vem. – Santana estendeu a mão para que Quinn segurasse e se levantasse. Os olhos de Quinn encontraram novamente aos da latina e a mesma aproximou seu corpo ao dela. – Respira fundo.

– O que? – Quinn tentou se afastar, mas Santana a segurava.

– Respira fundo. – Quinn hesitou por um momento, mas enquanto olhava para os olhos de Santana, ela começava a respirar fundo. – Se concentra. – Santana falava suavemente e Quinn continuava a respirar.

De repente um cheiro doce e muito gostoso chamou sua atenção. Não era um cheiro de perfume, esse aroma era algo que a fazia ter mais sede. Fabray morder o canto de seus lábios e Santana começava a sorrir de lado com sua sobrancelha arqueada.

– E então, o que você está sentindo? – Santana perguntou ainda encarando os olhos castanhos de Quinn.

– É um cheiro doce e gostoso. – Quinn falava baixo se aproximando ainda mais de Santana e fechando seus olhos. – E me da sede. – A voz de Fabray era suave e Santana continuava na mesma posição. Ela não tinha medo e sabia que qualquer movimento que Quinn fizesse na tentativa de lhe morder, a latina seria muito mais rápida.

– Sangue. – Santana sussurrou.

– Seu. – Quinn passava a língua pelos seus lábios enquanto sua garganta secava novamente. A loira estava pronta para abrir sua boca, quando Santana se afastou, fazendo-a abrir os olhos rapidamente começando a chorar desesperada. – Não, isso não pode estar acontecendo, eu não posso ter me tornado uma... – Quinn pausou. – Isso é ridículo, apenas existem em contos de fadas, em twilight. – Santana revirou os olhos.

– Olha princess, vampiros existem e não pense que todos são fofos e carinhosos como Edward Cullen, porque não são. Maldito twilight. – Santana ironizava. – Eles são muito piores. Eles matam sem dó e só não te mataram porque eu e meus amigos chegamos a tempo de te tirar de lá. – Quinn continuava chorando enquanto ouvia Santana falar.

– E minha irmã? O que fizeram com ela? – Quinn perguntou.

– Eu não sei. Enquanto tentávamos te ajudar, Sam fugiu levando sua irmã e eu não faço ideia para onde ele a levou. – Santana era sincera, mas Quinn chorava ainda mais e a latina estava odiando isso.

– Ela é tudo o que tenho. – Quinn falava baixo. – Desde quando eu tinha 16 anos, sempre fomos só nós duas. Ela é minha única família, eu preciso encontrá-la. – A loira tentou andar, mas quase caiu de cara no chão quando a corrente em sua perna a segurou. Por reflexo Santana a segurou em seus braços, sentando Quinn devagar no chão. – Eu preciso encontrá-la, e-eu não posso ficar sem minha irmã. – Ao ver o quanto Quinn chorava, Santana sentiu seu coração novamente apertar por aquela garota e antes que ela pudesse pensar direito, acabou falando a primeira coisa que passou por sua cabeça.

– Eu vou procurá-la. – Quinn a olhou. – Eu e meus amigos vamos encontrá-la, mas você precisa ficar aqui por enquanto.

– Por que?

– Porque você é uma recém-criada, não sabe se controlar e não quero correr o risco de ter que te matar. – Quinn franzia o cenho.

Quem era essa garota afinal?

– Me matar? Quem é você afinal? Uma caçadora de vampiros? Buffy? – A loira ironizava e Santana apenas a olhava. – E essas tatuagens estranhas? É um tipo de gangue? – A latina revirou os olhos se sentando na cadeira novamente e cruzando suas pernas.

– Eu sou muito melhor do que a Buffy, princess. – Santana olhava para seu bracelete. – Mas não, eu não sou uma caça vampiros. Sou uma caçadora de sombras e não estou afim de explicar isso pra você agora. Talvez outra hora.

– Não! – Quinn falava irritada. – Eu quero saber agora! Eu quero ir embora daqui. Me deixa ir embora. Eu não confio em você, não te conheço. Me tira daqui! – Ela gritava se levantando puxando a perna que estava acorrentada.

– Hey! – Santana se colocou de pé e já estava perdendo a paciência com a garota histérica a sua frente. – Eu estou te fazendo um favor em te ajudar deixando você ficar aqui, porque se eu te deixo solta por aí, você mataria vários mundanos inocentes e provavelmente seria morta por algum outro caçador ou por alguém da sua própria espécie. – Santana falava usando seu tom autoritário. – Ou até mesmo por lobisomens. – Quinn arregalou os olhos. – Ah sim, princess, lobisomens também existem e não, eles não são todos fofos como Jacob Black do filme twilight. Eles são muito piores e não perdoam recém-criados. Eles arrancariam sua cabeça sem dó. – A loira engolia em seco colocando a mão em seu pescoço delicadamente. – Então ou você me deixa te ajudar e se comporta, ou faremos isso de um jeito mais difícil. Eu também não gosto de ter você aqui porque se a clave descobre uma coisa dessas, é minha cabeça quem vai rolar. – A loira agora franzia o cenho.

Clave? Mas o que é isso?

– Então vamos cooperar e me deixar cuidar de você. Eu estou arriscando muito mantendo você aqui e eu não estou muito no clima de deixarem arrancarem sua cabeça por aí. – Santana ajeitava sua blusinha. – Eu vou procurar sua irmã, mas você precisa me deixar te ajudar, porque vamos conviver por muito tempo dentro dessa casa e não, você não vai sair desse quarto tão cedo. – A latina terminava de falar se recompondo enquanto Quinn continuava a encarando. – E tenta ficar calma, porque eu não vou te fazer nenhum mal. – Santana pausou, agora diminuindo seu tom de voz. – Eu prometo. – Assim que a caçadora de sombras terminou de falar, Quinn a olhava e Santana podia ver no olhar da mesma o quão triste e desesperada ela estava. – Não precisa ter medo, princess, ninguém vai te machucar aqui.

Quinn olhava nos olhos escuros de Santana e por alguns segundos, pensou em novamente questionar a garota, mas preferiu guardar para si mesmo. Talvez ela devesse confiar na latina, certo? Talvez Santana realmente estivesse fazendo isso para o seu bem, para que ninguém a matasse se ela estivesse sozinha na rua ou em sua casa – um lugar que obviamente não era seguro. Quinn não tinha mais ninguém além de Santana para confiar a achar sua irmã nesse momento. Frannie era o que mais lhe importava e talvez Quinn devesse dar uma chance. Talvez ela devesse aprender a conviver com essa garota irônica a sua frente, certo?

– Quinn. – Depois de alguns momentos pensando, a voz de Quinn soava baixo, fazendo Santana olhá-la. – Meu nome é Quinn Fabray.

– Está bem, Quinn. – Santana respirava fundo. – Achei que você estava gostando do meu apelido pra você. – A latina deu de ombros e por um momento, achou ter visto um sorriso nos lábios de Quinn que balançava a cabeça dizendo que não. – É uma pena, eu adorei.

– Você vai mesmo ajudar a procurar minha irmã? – Quinn passava a mão em seu rosto limpando suas lágrimas.

– Vou. Eu e meus amigos vamos procurá-la. – Santana era firme no que falava e Quinn podia sentir que a latina estava sendo sincera.

– O nome dela é Frannie Fabray. – A loira comentava. – Se isso ajudar em alguma coisa.

– Ajuda. – Santana agora andava em direção à porta.

– Espera! – Quinn falava entrando em pânico. – Você vai me deixar aqui sozinha?

– Eu não posso te levar lá pra cima, Fabray. Você ainda é um risco. Eu só posso te tirar daqui quando eu achar que você está pronta. – A latina olhava para a loira e via o desespero e o medo no olhar ainda inocente em seus olhos. – Me desculpe, mas você precisa ficar aqui. Eu vou trazer tudo o que você precisa, e. — Santana pausou. — Prometo que venho te ver amanhã. — Quinn sorria assentindo.

– Você pode me trazer uma cama? – Quinn perguntou olhando para o chão duro onde ela tinha acordado.

– Sim e trarei roupas limpas.

– E. – Quinn pausou olhando para as bolsas de sangue no chão.

– Eu sei. Sangue. – Santana abriu a porta saindo, deixando Quinn sozinha. O quarto não era escuro e era bem ventilado, a loira não sofreria ali dentro e Santana tentaria deixá-la confortável.

– E aí? – Puck perguntava assim que Santana aparecia na sala.

– Ela está completamente assustada.

– É claro que está. – Rachel falava irritada e Santana ignorou.

– Mas vai ficar bem. Eu preciso que você leve uma cama para que ela possa dormir confortável e mais bolsas de sangue. – Santana falava com Puck. – Depois que ela se acostumar com a sua alimentação natural, talvez ela possa comer algo diferente além disso.

– Eles comem vegetais. – Puck apoiava no braço do sofá. – Já ouvi um deles comentando no bar que são fãs de vegetais além de sangue. – Santana o olhou com a sobrancelha arqueada. – O que? É verdade. Joga lá uma cenoura pra ela e vê se ela não devora.

– Puckerman, eu ainda não sei o porquê te dou atenção. – Santana revirava os olhos. – Enfim, quando você descer com a cama pra ela, não esqueça a bolsa de sangue no freezer e ah, antes que eu me esqueça. – A latina sorria. – Nós vamos ajudá-la a procurar a irmã.

– O que? – Rachel e Puckerman falaram ao mesmo tempo, enquanto Santana saia da sala para o seu quarto.

Eles sabiam que isso seria arriscado. Santana já estava arriscando demais mantendo essa garota aqui e agora quer se arriscar ainda mais ajudando Quinn a procurar a irmã? Isso ainda daria muitos problemas para os três.

Notas finais
Review? =)