Seven Devils

3 Decisions, decisions.


Notas iniciais
Oieeeeeeeee povo lindo!! Fico tãoo feliz de ver que vocês estão gostando dessa minha fanfic também! Espero que continuem acompanhando, eu sei que no começo é meio fraco e parado (pelo menos eu to achando), mas logo logo vai ficar melhor, prometo, pinky promise. Anyway, novo capítulo pra vocês, espero que gostem!!! mwah.

Santana estava na cozinha fazendo um pouco de café, enquanto Puck separava um pouco de alimento para que Quinn pudesse finalmente comer. A loira já tinha tomado sangue o suficiente para que agora pudesse tentar comer.

Vampiros não eram tão diferentes dos mundanos, exceto pelo fato deles matarem por prazer, sugarem sangue por prazer. Serem mais fortes e mais ágeis que os mundanos. Eles não tem super poderes, mas são bem ágeis. Quinn ainda não sabe exatamente o que se tornou, mas breve ela iria conhecer a si mesma quando Santana achar que ela já está preparada para isso.

– Você acha que ela vai aguentar comer tudo isso? – Puck terminava de arrumar a bandeja que levaria para Quinn, enquanto Santana já tomava seu café.

– Eu não sei, Puckerman. – A latina respondia dando de ombros. – Ofereça e veja se ela quer.

– Mm, vou tentar. – Puck deu de ombros, colocando sangue em um copo grande. – Pra caso ela queira um suco pra acompanhamento. – Ele começava a rir, fazendo Santana revirar os olhos.

– Cadê a Rachel? – A latina perguntou percebendo que sua amiga não estava em casa desde a hora que acordaram.

– Não faço ideia, Tana. Ela saiu de manhã antes da gente acordar. – Puck agora olhava para Santana.

– Ela anda muito estranha.

– Você conhece. Ela guarda tudo pra ela e só fala quando acha que deve. – Puck comentava pegando a bandeja e o copo com sangue. – Relaxa. Eu vou alimentar a vampirinha. – Puck saiu da cozinha deixando Santana pensativa.

Santana sabia que algo estava incomodando Rachel e a latina também sabia que o motivo da morena ter saído logo cedo inclui esfriar a cabeça e ficar longe de casa, especialmente de Santana. Rachel quando fica incomodada demais prefere ficar longe ao invés de se abrir. Ela tem o tempo dela e Santana sempre soube esperar.

Enquanto tomava seu café tentou não se preocupar com Rachel e sim em como ela começaria sua buscar pela irmã de Quinn. Ela sabia que teria que começar por Sam, sabia o quão arrisco era ir até a “toca” das crianças noturnas, mas ela nunca teve medo de nada e arriscaria o quanto estivesse em seu alcance, mas não era só isso que passava pela cabeça da latina.

Santana também tentava entender o porquê ela se preocupava tanto com Quinn. O fato de ela se sentir culpada pela transformação da loira pesava em sua consciência, mas após olhar a inocência nos olhos castanho-esverdeados da loira, Santana sentiu algo mais. Algo forte como se ela precisasse não só cuidar de Quinn, mas também como protegê-la e aquilo estava perturbando a latina. Ela nunca se preocupou com alguém dessa forma, por que raios isso estava acontecendo com aquela garota desconhecida em seu porão? Acontecendo com uma vampira?

A latina continuava sem respostas para suas próprias perguntas e a cada minuto, sua cabeça martelava a procura de soluções que ela ainda não conseguia achar respostas. Santana precisava de algo que esfriasse sua cabeça para que ela pensasse por etapa. Ela precisava parar de se preocupar por alguns minutos e relaxar.

Ao andar até sua sala, Santana sabia o que lhe faria bem naquele momento, seu piano. A latina tinha um piano preto e grande no canto de sua sala. Ela adorava tocá-lo e sempre teve facilidade para usá-lo desde quando era pequena.

Santana se aproximou sentando-se no banco, levantando a tampa do seu piano e fechando seus olhos por alguns segundos, respirando fundo antes dos seus dedos levemente começarem a tocarem as primeiras notas. A casa estava silenciosa e a melodia suave do piano ecoava alto por todos os cômodos.

– Santana. – Puck que estava sentado na cadeira observando Quinn comer, começava a ouvir a música que vinha do andar de cima.

– Eu conheço essa música. – Quinn colocava a sua maçã de volta na bandeja, começando a comer algumas uvas, enquanto a música ecoava suavemente no quarto onde ela estava.

Puck e Quinn ficaram em silêncio enquanto ouvia Santana tocar, a música era calma e tranquila, fazendo-os relaxar.

Puck apoiou seus braços nas pernas, colocando seu corpo para frente prestando atenção na letra, enquanto Quinn encostava-se contra a parede, comendo suas frutas.

– Ela toca sempre? – Quinn perguntava suavemente.

– Depende, antigamente ela tocava, hoje em dia só quando precisa esfriar a cabeça. – Puck comentou sem deixar que Quinn tirasse sua concentração. Ele adorava ouvi-la tocar e sempre admirou sua habilidade com o piano.

There is a house in New Orleans

They call The Rising Sun

And it’s been the ruin of many other poor boys

And god, I know, I’m one.

Quinn começava a cantar com sua voz suave, seguindo o ritmo da música. Puck sem perceber começava a sorrir. Quinn cantava muito bem e ele não podia negar que sua voz combinava perfeitamente com a melodia que Santana tocava.

Oh mother, tell your children

Not to do what I have done

Spend your lives in sin and misery

In the house of the rising Sun.

Quando a música acabou, Puck continuava sorrindo, mas dessa vez seus olhos estavam em Quinn que voltava a comer sua uva.

– Wow. – Puck comentava. – Você canta muita bem. – Quinn olhou para cima, encontrando os olhos de Noah.

– Obrigada. – A loira sorriu. – Minha mãe costumava a cantar essa música para mim e para minha irmã quando éramos pequenas.

– Músicas antigas são os fortes de Santana. – Puck agora se levantava ajeitando seu cinto. – Bom, eu vou subir, se você precisar de alguma coisa é só chamar.

– Espera. – Quinn sorria. – Mm, você sabe se... – A loira abaixava seu olhar para a bandeja quase vazia a sua frente.

– O que? – Puck perguntava reparando o quão tímida Quinn estava.

– Mmm... – Quinn queria perguntar se Santana viria visitá-la hoje, mas ela não sabia se deveria perguntar ou se deveria esperar que a latina decidisse vir por conta própria, até porque, ela prometeu que iria ver Quinn todos os dias. – Nada, está tudo bem. Obrigada, Puck. – A loira sorriu e Puck apenas assentiu com a cabeça antes de sair.

Santana tocava suas últimas notas antes de terminar a música, ela sentia seu corpo relaxado e sua cabeça não martelava tanto como há minutos atrás. Agora ela sabia exatamente por onde começar e saberia o que fazer.

– Hey – Puck aparecia na sala, tirando Santana de seu transe.

– E então, ela comeu? – A latina perguntava se levantando de frente do piano e o fechando antes de se afastar.

– Comeu e parecia com fome. – Puck se sentava no sofá. – Eu acho que você deveria levar umas roupas limpas pra ela, deixar ela tomar um banho. A coitada está toda suja de sangue, San.

– Ela não me parece ser do tipo que usa roupas justas como as minhas. – Santana sorria. — Mas verei o que posso fazer. – A latina deu de ombros indo para o seu quarto antes de visitar Quinn.

Santana sabia que a loira não só precisava de roupas limpas como também de um banho. Mas como Santana traria Quinn para tomar banho?

A latina pegou um de seus únicos vestidos que não eram tão justos da cor cinza e também uma calça legging preta, com uma blusinha roxa escura de mangas cumpridas e uma bota. Ela não sabia o que agradaria Quinn, então resolver levar duas opções deixando que a mesma pudesse escolher a mais confortável.

Quando termino de escolher a roupa, olhou para o seu banheiro e fechou seus olhos por alguns segundos.

Talvez seja seguro eu trazê-la aqui pra cima, Afinal ela é uma recém-criada e não era forte o suficiente pra mim. Talvez isso dê certo.

A latina abriu seus olhos revirando os olhos e indo para o seu banheiro deixando que sua banheira enchesse com água quente.

Talvez Quinn precise disso... Mas por que raios eu estou me preocupando tanto com essa garota?

Santana se perguntava, mas no momento, ela não estava procurando por respostas. Tudo o que ela sentia era que devia cuidar de Quinn mesmo que seu estilo de vida diga a ela que isso não é o certo a se fazer.

Depois de alguns minutos a banheira já estava cheia, Santana jogou um pouco de seu sabonete liquido e sai do quarto para ir buscar Quinn. Se Rachel estivesse em casa, ela provavelmente surtaria em deixar que Quinn saísse de onde estava. Puck por outro lado não se importa, mas alegou que estaria com suas armas caso precisasse.

Quinn estava sentada na cama encarando a parede tentando imaginar o que tinha acontecido com sua irmã. Pensar que Frannie poderia estar morta fazia o coração de Quinn apertar e a sensação que ela sentia em seu corpo era tão forte que mal conseguiu conter o choro. A loira colocava as mãos em seu rosto deixando as lágrimas escorrerem sem parar. Ela sabia que não podia pensar dessa forma e que precisava confiar na estranha latina, mas Frannie era sua única família e ela não podia perder a irmã.

Enquanto Quinn tentava parar de chorar a porta do quarto se abrir, fazendo-a levantar a cabeça e ao ver Santana, a loira não podia conter o sorriso. Ela sorriu de lado passando seus dedos sobre suas bochechas secando suas lágrimas.

– Hey. – Santana fechava a porta atrás dela sem tirar os olhos de Quinn. A latina percebeu que a mesma chorava e ao ver aquilo, seu peito apertou. Ela não sabe o porque e odiou sentir isso, mas querendo ou não, Santana se viu preocupada com a loira por alguns segundos, mas ela logo decidiu ignorar.

– Hey. – Quinn sorria se ajeitando na cama. – Obrigada pelo café da manhã. Eu estava faminta. – A loira continuava sorrindo e Santana apenas a olhava.

– Eu imagino. – Santana falava friamente se colocando em pé em frente de Quinn passando a mão em seu bracelete. – Eu vim conversar com você. – A latina falava séria e Quinn assentiu. – Olha, eu sei que você deve estar louca para trocar essa roupa suja e principalmente para tomar banho. – A loira novamente assentiu e Santana respirava fundo antes de continuar. – Eu enchi minha banheira lá em cima e vou te levar para se trocar e etc, mas. – Santana pausou. – Se você tentar fugir ou tentar me atacar saiba que eu não vou ter tanta calma e tanta piedade da maneira como estou tendo agora. Eu te parto no meio se você tentar alguma coisa. – Quinn agora estava com os olhos arregalados. – Estamos entendidas? – A latina perguntou arqueando sua sobrancelha.

– S-sim. – Quinn assentia. – Eu não vou fugir, até porque você disse que procuraria minha irmã.

– Exato. – Santana respirava fundo ainda sem ter certeza se isso realmente era uma boa ideia. Procurar Frannie seria difícil, ela não sabia se estava fazendo o certo, mas ao mesmo tempo a culpa que pesava em sua cabeça era muito grande e ela não sabia como recompensar isso para Quinn. – Agora vamos, levante-se pra eu tirar sua corrente. – Quinn rapidamente ficou em pé e antes de Santana se aproximar, ela encontrou os olhos da loira, percebendo o quão assustar a mesma estava e por mais alguns segundos, a latina pensou em tentar ser um pouco mais gentil, talvez. – Não tente nada estúpido.

Santana segurava Quinn pelo braço enquanto a mesma observava as tatuagens expostas pelos braços da latina. Puck também tinha as mesmas tatuagens e ela se perguntava se isso não era um tipo de grupo prototico de cansa vampiros ou alguma gangue de matadores. Ela não sabia, mas sentia no fundo do seu peito que talvez, ela pudesse realmente confiar neles e não deveria fazer nada estúpido.

Quando chegaram ao quarto de Santana, os olhos de Quinn rapidamente passaram pelo lugar. Era um quarto muito bem planejado com objetos vintages e uma cama enorme de casal no centro do quarto, encostada na parede, onde em cima, tinha um quadro simples, mas lindo, onde tinha uma sombra preta de costas em um fundo escuro com asas de anjos brancas enormes e era difícil não se perder ao ver aquilo.

– Pronto, ali é o banheiro e separei algumas roupas para você se trocar. – Santana apontava para o banheiro e depois para sua cama. – Eu vou estar bem aqui a sua espera. – A latina sorriu ironicamente e Quinn assentiu indo para o banheiro.

Assim que Quinn entrou no banheiro, tirou seu vestido sujo, seguido de sua lingerie e ao perceber que tinha um espelho logo ao seu lado, ficou apreensiva em se olhar, mas não aguentou de curiosidade. Em twilight ela sabia que Bella se transformou em uma linda vampira e ela teve a curiosidade em saber se tinha acontecido a mesma coisa.

Sua pele estava um pouco mais branca que o normal e seus olhos se destacavam ainda mais, seu cabelo loiro estava macio, mas nada que lhe passasse muita diferente de antes. Quinn se sentia muito mais viva do que quando era apenas uma mundana como outros. Ela sabia que agora as coisas seriam diferentes e ela já se sentia diferente.

Quinn entrou na banheira relaxando no mesmo instante em que sentiu a água quente tocando sua pele. Ela fechou seus olhos encostando a cabeça na toalha da beira da banheira fechando seus olhos enquanto sentia o perfume de pêssego que subia da água quente.

Enquanto Quinn tomava banho, Santana estava sentada em sua cama pensando como acharia Samuel Evans e sua trupe de vampiros para encontrar Frannie. Ela sabia onde o clã vampiresco morava, mas seria arrisco demais irem só ela, Puck e Rachel até lá. Até porque seriam três contra duzentos ou até mais vampiros e nenhum deles... talvez não estivesse preparado para isso. Ela não poderia colocar a vida de seus melhores amigos em risco agora.

Quinn passava a mão pelas suas coxas sentindo a maciez que aquela espuma lhe transmitia. Era uma sensação tão relaxante que novamente a loira fechou seus olhos enquanto lavava o próprio corpo. Ela estava adorando aquela água e parecia que não tomava banho a meses de tão cansada que seu corpo não a deixava levantar.

Alguns minutos se passaram e Santana já sabia onde acharia Sam e sua trupe. Tudo o que ela precisava fazer era ir até o bar onde eles costumavam frequentar além do Pandemônio e ser direta. Santana odiava enrolações e sempre ia direto ao ponto.

Enquanto ela encostava sua cabeça na cabeceira da cama, a porta do banheiro se abriu e Quinn aparecia no meio do quarto enrolada em uma toalha branca com seus ombros expostos e molhados. Ao ver aquilo Santana sentiu seu estomago revirar, seus olhos foram diretos para a parte exposta de Quinn e ela não conseguia parar de encarar. A garota apesar de ter acabado de sair do banho, estava linda. Ela sempre foi linda desse jeito? A latina pensou fechando seus olhos.

– Mm, são essas roupas? – Quinn perguntou olhando para as roupas separadas em cima da cama.

– Mhm. – Santana murmurou ainda de olhos fechados.

– Obrigada. – Quinn pegou as roupas em cima da cama e em seguida, Santana ouviu a porta do banheiro batendo novamente. A latina abriu os olhos e ao ver que estava sozinha, soltou a respiração que ela não sabia que estava segurando.

Que porra foi essa?

Santana se perguntou respirando fundo. Ela não entendeu o que aconteceu naquele momento, mas ela sabia que ver Quinn apenas de toalha e molhada daquela forma fez seu corpo esquentar rapidamente, sem que ela pudesse se controlar.

Depois de alguns minutos, Quinn saiu do banheiro usando a calça, blusinha e a bota que Santana tinha separado para ela e assim que a loira se aproximou novamente de Santana, a latina precisou respirar fundo novamente.

O que há de errado comigo?

– Terminou? – Santana perguntou com indiferença e Quinn assentiu. – Ótimo, agora você precisa voltar para onde estava. – Assim que Santana avisou que Quinn voltaria para o porão, à loira paralisou.

– Santana. – A voz de Quinn era suave e Santana se levantou da cama se virando para Quinn. – Não me coloca de volta naquele lugar. – A latina arqueou sua sobrancelha. – E-eu sei que você disse que eu só sairia de lá quando eu estivesse pronta, mas aquele lugar é horrível, sombrio, solitário, frio, e-eu não quero ficar lá. – Os olhos de Quinn começavam a se encher de lágrimas e a loira sentia seu peito apertar. Ela passou uma noite lá e odiou. É tão solitário e sombrio que os pensamentos ruins sempre apareciam na cabeça de Quinn e ela mal conseguiu dormir. Era horrível ficar sozinha e Quinn sabia que ficando com os outros, sua cabeça ficaria cheia e ela não teria tempo para pensar em coisas ruins.

– Quinn, nós já falamos sobre isso, você precisa ficar lá ou. –

– Santana, por favor. – Quinn dava um passo se aproximando da latina e as duas se olhavam sem desviar um segundo sequer. – Quando eu fico naquele quarto sozinha os pensamentos ruins são muito intensos e. – Quinn pausou e Santana podia ver as lágrimas escorrendo na bochecha da mesma. – Eu tenho medo de ficar sozinha. – A voz de Fabray era baixa, mas foi o suficiente para Santana ouvir.

A latina ficou em silêncio observando o quanto Quinn estava realmente com medo de ficar sozinha. Santana sabia que todas as emoções e humores de Quinn ficariam mais fortes e ela sentiria tudo em dobro. Talvez seja por isso que a loira estava chorando por algo tão simples e talvez, seja por isso que Quinn esteja com medo de ficar sozinha.

– Medo de ficar sozinha? – Santana arqueou sua sobrancelha. – Quantos anos você tem? – Quinn ficou em silêncio desviando seu olhar da latina por alguns segundos e Santana se sentiu mal por ter soado tão irritante. – Você é uma recém-criada, Quinn, eu não sei do que você é capaz e se Rachel te ver por aqui ela vai querer te matar.

– Por favor, Santana – Quinn ignorou a última parte sobre Rachel, ela não estava nem aí, tudo o que ela queria era não ficar sozinha naquele lugar. – Por favor, eu não quero ficar naquele lugar, eu prometo me controlar seja lá com o que e. – A loira pausou encontrando novamente o olhar da latina falando sussurrando. – Você disse que não deixaria nada de ruim acontecer comigo.

– Você é tão... – Santana pausou olhando para os olhos de Quinn. – Ugh! Eu vou pensar está bem? – Era difícil para Santana dizer não, já que Quinn a olhava com aqueles olhos enormes, castanho-esverdeados usando o seu olhar de cachorrinho. – E você não está sozinha. – Quinn sorriu de lado. – Eu preciso resolver algumas coisas, mas logo que eu voltar eu desço até lá, está bem? – A loira ficou apreensiva por alguns segundos, mas enquanto olhava nos olhos de Santana ela automaticamente assentiu devagar. – Agora vamos. – Santana pegou no braço de Quinn novamente a levando de volta para o quarto do porão.

Xxxx

Rachel tinha acabado de chegar encontrando Santana e Puck preparando para sair. Quinn já estava de volta no porão trancada e esperava por Santana para poder sair de lá ainda hoje.

– Para onde vocês estão indo? – Rachel perguntava enquanto se aproximava de Puck e olhava dele para Santana.

– Nós vamos procurar o Sam. – A latina respondia fechando sua bota após guardar uma faca dourada dentro da mesma.

– O que? – Rachel a encarava. – Procurar o Sam? Mas... Santana, o que você. – Antes que Rachel pudesse terminar sua frase, sua mente deu um clique fazendo-a revirar os olhos. É óbvio que Santana estava indo atrás de Sam para ter informações sobre a irmã de Quinn. A latina parecia um tanto obcecada por essa garota e Rachel não estava gostando nada disso. – Você não acha que está exagerando, não? – A morena se aproximava de Santana. – Ela não vale isso tudo, Santana. Quer dizer, ela é uma vampira e nosso dever não é protegê-la e muito menos ajudá-la, pelo contrário, ela já deveria estar mor. –

– Rachel! – Santana a interrompeu. – Não me interessa se Quinn vale tudo isso ou não. Eu não estou fazendo isso por ela. – Talvez eu esteja. – Querendo ou não, nós não sabemos o que Sam fez com Frannie e até onde eu sei, não temos provas se ela também se tornou uma vampira. Se ela ainda for uma mundana, nós precisamos trazê-la de volta, se não, bom. – Santana pausou. – Deixamos ela onde está e talvez quem sabe levamos Quinn para o mesmo lugar. – Ela sabia que estava dizendo a última parte de boca pra fora, até porque ela se preocupava com Quinn por ser tão frágil e não tinha certeza ainda se deixá-la com os outros vampiros seria seguro. Uma criança da noite recém-criada, quando não se adapta aos seus novos costumes acabam sendo mortas por sua própria espécie para evitar qualquer outro tipo de problemas. Até porque eles costumam matar mundanos sem pensar na bagunça que fez deixando mais rastros e mais chances de caçadores de sombras os acharem e os matarem.

– E como você pretende encontrá-lo? – Rachel cruzava seus braços olhando irritada para a latina.

– Eu não sou idiota, Rachel, já procuramos vampiros antes e conhecendo o idiota do Sam, eu sei exatamente onde ele vai estar. – Santana colocava sua jaqueta preta. – E além disso, Mike nos ajudou e disse onde possivelmente poderíamos encontrá-lo essa noite.

– Mike? – Rachel agora falava ainda mais irritada. – Eu não acredito que você está envolvendo Mike nessa bagunça, Santana.

– Rachel, já chega. – Puck terminava de fazer a última runa em seu braço com sua estela, antes de guardá-la. – Você pode vir com a gente, ou continuar reclamando feito uma velha mal humorada. Escolhe. – Rachel imediatamente olhou para Santana e as duas trocaram olhares por alguns segundos.

– Eu vou ficar.

– Não! – Santana se aproximou dela assim que ouviu sua resposta. – Eu sei o que você está pensando e eu quero que você a deixei em paz. – A latina sabia que deixar Rachel sozinha com Quinn não seria uma boa ideia. A morena poderia matá-la sem dó alguma e Santana pela primeira vez em vintes anos de amizade com Rachel, ela não confiava na mesma para deixá-la sozinha. – Eu não quero você se aproximando daquele porão sem que eu lhe dê permissão pra isso. Se você encostar em um fio de cabelo dela, eu juro que eu não respondo por mim, Rachel, porque eu já estou cansada de você discordar comigo sobre esse assunto. Nós já conversamos e Quinn vai ficar aqui queira você ou não. Eu não estou fazendo isso tudo por ela – ou talvez esteja – estou fazendo isso pela irmã dela, porque se descobrirem que deixamos uma mundana na mão de vampiros você sabe que a clave vai cair matando em cima de nós três. – Santana pausou. – Você sempre foi minha melhor amiga Rachel e eu esperava que pudesse ficar do meu lado e que me entendesse. – Rachel revirou os olhos sentindo seu coração apertar. Algo dentro dela dizia que Santana estava sim fazendo isso pro Quinn, mas por outro lado, o que ela sentia pela latina era muito forte para deixá-la de lado na hora que ela mais precisa.

– Tanto faz, só não espere que eu a alimente e seja amiguinha dela como Puck está sendo, porque eu não vou ser. – Rachel se sentava no sofá cruzando seus braços. – Você sabe o que penso sobre crianças noturnas e o quanto os odeio. Me da nojo em saber que temos uma bem embaixo dos nossos pés. – A morena respirava fundo. – Eu não vou te prometer em ser paciente com essa situação, Santana, eu não consigo, mas não se preocupe, não vou tocar no seu bichinho de estimação, já que ela é tão importante pra você. – A pequena se levantou irritada subindo as escadas sem deixar que Santana a respondesse.

– Agrh! Tanto faz, Berry! – Santana gritou para que Rachel pudesse ouvir. — Vamos logo. – A latina ajeitou seu bracelete e sua estela na bota, saindo pela porta junto com Puck que carregava sua espada pendurada em suas costas. Ambos já tinham feitos as runas em seus braços e estavam prontos.

Xxxx

Santana e Puck se aproximavam de um beco escuro de uma das ruas desertas de Nova York, avistando uma simples porta com uma placa logo a cima e um letreiro apagado que mal dava para ler o nome do bar. Tudo o que podia ver era que o lugar se encontrava em uma parte deserta da cidade onde Santana sabia que somente vampiros, lobisomens, fadas e outras criaturas frequentavam aquele lugar.

Puck abriu a porta se deparando com um bar simples, assim que eles entraram algumas pessoas os olhavam com desgosto. Era fácil para uma criatura sobrenatural reconhecer um caçador de sombras e naquele momento, Puck e Santana estavam no território que não se encaixavam. Um lugar onde apenas aquelas criaturas frequentavam e onde nephilims — mais conhecidos como caçadores de sombras-, não eram bem-vindos.

Santana se aproximou do balcão sem se deixar ser intimidada, ela sabia que poderia acabar com todos ali dentro rapidamente se um deles tentasse fazer algo contra eles. Puck que estava logo atrás era como seu guarda-costas. Ele sempre se sentir no dever de proteger Santana e Rachel, mesmo sabendo que as duas sabiam se virar muito bem sozinhas.

– Hey. – Santana chamava o bartender moreno que tinham os olhos tão azuis que chegavam a serem assustadores.

– Nephilims? – O moreno falava ironicamente. – O que devo a honra de tê-los aqui?

– Nós estamos procurando por Sam. – Santana encarava o rapaz. – Samuel Evans, uma criança noturn. –

– Samuel Evans. – O bartender a interrompeu. – Ele está logo ali. – O moreno apontou para o canto do bar onde estava sentado um rapaz loiro acompanhado de uma garota morena e os dois pareciam estar em um... Encontro?

Santana e Puck se aproximaram sem pensar duas vezes. Puck segurou na gola da camisa de Sam, por trás dele enquanto Santana apoiava as mãos na mesa se virando para a garota.

– Espere que eu não esteja atrapalhando o encontro de vocês. – Santana sorriu ironicamente para a garota e Puck puxou Sam pela camisa, ganhando olhares de todos que estavam lá dentro.

– Me soltem, seus idiotas. – Sam se debatia e apesar de ser muito forte, Puck estava com sua estela encostada na lateral da barriga do loiro enquanto o levava para fora do bar. – Ora, ora, Santana Lopez, o que devo a honra? – O loiro falava ironicamente assim que Puck o jogou contra a parede.

– No dia em que nos encontramos pela última vez, – Santana se aproximava enquanto sentia seu bracelete se mover em seu pulso. – Infelizmente eu tive o desprazer em vê-lo com sua trupe de sanguessugas tentando matar duas garotas e. –

– E você conseguiu salvar uma, mas quer saber onde está a outra. – Samuel interrompeu a latina, continuou sua frase. – Aliás, Santana, o que você fez com que tentou salvar? Porque pelo o que sei, meu veneno com certeza deve ter feito algum feito sobre ela. – Sam começava a rir ironicamente deixando Santana e Puck irritados.

– Não é da sua conta. – Santana rebateu. – Eu quero saber onde está a outra. – A latina se aproximou empurrando Sam novamente contra a parede. O loiro poderia fazer alguma coisa para se livrar deles, mas ele queria se divertir com os dois.

– Não é da sua conta. – Samuel respondeu no mesmo tom de voz de Santana e nesse momento, o bracelete da latina estava em sua mão, transformado em seu chicote, arrastando o mesmo no chão. – O que? Acha que me partindo no meio você vai conseguir alguma informação? – O loiro ironizou, mas antes que Santana pudesse fazer alguma coisa, Puck tirou sua espada de suas costas, pressionando Sam na parede, com seu braço, enquanto sua espada estava contra seu pescoço.

– Já cansei dessa putaria, princess. – Puck se pronunciava. – Não me faça cortar sua cabeça, porque isso me daria muito trabalho. O melhor que você tem a fazer é nos dizer onde está a outra garota, porque minha paciência com você esgotou há muito tempo. – Noah o empurrava com tanta força que Sam sentia seus ossos se espremerem entre o braço de Puck e a parede. Ele sabia o quão Puckerman.

– Onde ela está? – Santana estava irritada com esse joguinho estúpido de Sam e sua voz estava alterada. – Você sabe que pudemos acabar com você em menos de um minuto, Samuel e acredite, será um prazer te matar e ver sua cabeça rolando.

Puck afundou a ponta de sua espada contra o pescoço de Sam e o loiro começava a gemer de dor. As armas dos nephilims também carregavam suas marcas de runas e eram poderosas a ponta de matar qualquer criatura em menos de um segundo ou fazê-los sentir dor.

– Onde ela está? – Santana repetiu a pergunta enquanto Puck afundava ainda mais sua espada.

– E-ela está...- Samuel soltou um gemido de dor. – E-ela já não está mais comigo.

– E onde ela está, Sam? – Puck perguntava ainda mais irritado.

– A Rainha V. A sua garota agora está sobre os cuidados dela. – Sam comentava com os olhos fechados. – A Rainha V, era supostamente a Abelha Rainha das crianças noturnas. Ela era a mais poderosa de todos os vampiros e praticamente se rotulava mãe de todos eles. Não se sabe onde a encontram, porque poucos sabem quem ela realmente é. Nem mesmo Santana, Puck e Rachel sabem quem ela é, mas sabem que poderiam achá-la – ou não. – Sem a ajuda da clave, os três caçadores de sombras não faziam ideia de onde começar a procurar a tal sanguessuga mãe, mas Santana não podia pedir ajuda para eles, ou descobririam sobre Quinn e a última coisa que ela quer nesse momento, é que aconteça algo com a garota.

– E onde a encontramos? – Puck perguntou e Santana o olho arqueando a sobrancelha. Mas que raios de pergunta é essa, Puckerman?

­- E-eu não sei. Eu não sei! – Sam gritava de dor enquanto a espada. – Ninguém sabe onde ela está é muito raro quando ela se comunica com um de nós.

– Então isso quer dizer que ela se comunica com alguém? – Santana perguntava e Sam assentiu. – Com quem?

– C-com a Camille. Ela se comunica com a Camille. É a única com quem ela conversa. – Sam falava começando a se contorcer. Camille era uma das vampiras que sempre esteve no controle de tudo. Ela quem decidia quem morreria e quem ficaria vivo entre eles. Era Camille quem dava ordens logo após a famosa Rainha V. – um nome que particularmente Santana achava ridículo e cafona. – Rainha V? Sério?

– Sua irmã? – Puck arqueava sua sobrancelha. Claro, Camille também era irmã mais velha de Samuel.

– Sim, minha irmã. – Ele respondeu e Puck olhou para Santana.

– Matamos ele ou o deixamos viver? – Noah perguntou fazendo Santana sorrir e seu bracelete subia novamente para o seu braço.

– Deixe ele vivo, ainda vamos precisar muito dele para chegarmos até Camille. – A latina respondeu sem tirar os olhos de Sam. – Não pense que você está livre, Samuel, não ouse em desaparecer, porque eu te acho. Nem que pra isso eu tenha que ir até o inferno te buscar. – Puck o soltou e Sam colocava a mão em sua garganta sentindo seu sangue escorrendo.

Santana e Puck o deixaram caído no chão enquanto voltava para o carro, para irem embora para casa novamente. Então ambos precisariam encontrar Camille. O único problema era que Camille raramente deixava sua casa, tudo o que ela precisava mandava um de seus vampiros para fazer por ela. Era difícil encontra-la fora daquela enorme mansão onde moravam ela e mais suas trupes de vampiros e seria arriscado demais para apenas três deles enfrentarem tanta gente, mas estamos falando de Santana Lopez, é óbvio que ela arrumaria um jeito de entrar naquele lugar e achar Camille.

Enquanto voltavam para casa, Santana começava a se preocupar com Rachel e Quinn sozinhas. A latina esperava que Rachel não tenha se aproximado de Quinn ou como ela mesma disse não responderia por si própria.

Assim que Puck estacionou o carro na garagem, Santana foi a primeira a sair indo direto para dentro de casa e encontrando Rachel sentada no sofá com a cara enfiada em um de seus livros. A latina respirou fundo fazendo seu caminho até as escadas onde dava acesso ao seu porão.

– Ela continua viva, se é isso o que você quer saber. – A voz de Rachel a parou. Santana não disse nada, ela não estava descendo até o porão para verificar se Quinn ainda estava viva – ok talvez ela estivesse -, mas ela queria também contar sobre o que descobriu e o que faria daqui pra frente.

Não tinha como negar o quanto Santana se preocupava com aquela garota frágil e sozinha no seu porão. Após se perder várias vezes nos olhos de Quinn, Santana começava a se sentir diferente em relação à loira. Ela sabia que não deveria ir por esse caminho, mas sua preocupação e o cuidado sempre falavam mais alto mesmo ela tentando demonstrar tamanha indiferença – ou talvez, ela seja mesmo indiferente -, mas isso era muito confuso para ela no momento e a caçadora de sombras não sabia se queria realmente entender o que estava se passando ali entre elas.

Santana tinha um sentimento indiferente, ela não conhecia Quinn o suficiente, mas uma parte dela sentia como se ela tivesse a obrigação de cuidar da loira. Até porque ela ainda se sentia culpada por tudo que aconteceu. Santana ainda se sentia culpada por Quinn ter se tornado uma criança noturna e se sentia mais culpada ainda após ouvir Quinn contar sua breve história sobre ela e Frannie. Foi por culpa dela que Quinn e Frannie estavam nessa situação. Se ela não tivesse sido tão egoísta naquela noite, nada disso teria acontecido.

Assim que Santana se aproximou da porta de Quinn, antes de entrar ela olhou pela pequena abertura de grades da porta e viu que a loira estava sentada na cama e lágrimas escorriam pela sua bochecha. A latina respirou fundo, ver aquilo apertava seu coração. Ela sabia que Quinn estava confusa com o que acontecia com seu corpo, com o que tinha se transformado e Santana sabia que provavelmente estava sendo muito difícil para a loira ficar longe de sua irmã e ainda conviver com pessoas estranhas. Talvez fosse a hora de Santana parar de agir com tanta indiferença e mostrar que tem coração. Talvez.

– Hey. – A latina finalmente abria a porta e logo que Quinn a viu, Santana percebeu o quanto os olhos da loira brilharam rapidamente.

– Hey. – Quinn passava as mãos por suas bochechas se ajeitando na cama.

– Mm, eu vim conversar com você. – Santana se sentava na cadeira e Quinn a olhava atentamente. – Eu e Puck fomos atrás de pistas que nos leve até sua irmã.

– D-da minha irmã? – Quinn perguntava surpresa.

– Sim. Nós fomos atrás das pessoas que fizeram isso com vocês. – Santana desviava seu olhar de Quinn por alguns segundos. – Eu não faço ideia se Frannie está em Nova York ou não, mas nós vamos procurá-la.

– Como assim se ela ainda está em Nova York? – Quinn perguntava se segurando para não voltar a chorar.

– Olha, é complicado está bem? – Santana passava a mão em seu cabelo. — Eu vou te explicar isso falando a sua língua pra você entender. – Existe uma mansão, hotel, pensão — chame do que quiser — , onde moram os vampiros que habitam em Nova York, eu sei que soa como conto de fadas, mas isso aqui não é um conto de fadas e muito menos uma história de twilight. – A latina respirava fundo. – Enfim, eles são como abelhas. Toda comeia de abelha tem sua abelha rainha. – Quinn assentiu mostrando que estava entendendo. – E os vampiros eles tem a famosa Rainha V. É completamente brega esse nome, mas nós não a conhecemos, a clave já deve tê-la visto, e com certeza sabe quem ela é, mas não posso pedir ajuda para eles ou. – Santana pausou encontrando o olhar de Quinn. – Ou eles te matariam, o que eu sei é que essa tal mulher com esse nome brega, se comunica com apenas uma das líderes daquela casa, que se chama Camille, ela é irmã do responsável por isso tudo. – Santana apontou para o pescoço de Quinn. – O único jeito de chegar até abelha rainha é chegando até Camille, mas ela nunca sai de dentro daquela casa horrível e para encontrarmos, teríamos que entrar até lá.

– Mas não é arriscado? Vocês são só o que? Três pessoas e obviamente deve ter mais... mmm... vampiros lá dentro. – Quinn sussurrava a palavra “vampiro”, porque ainda era muito difícil de acreditar que eles existem e que ela tinha se tornado uma.

– Sim, provavelmente mais de uns duzentos deles lá dentro. – Quinn arregalou os olhos. – Não se preocupe, eu não vou me suicidar entrando lá sozinha, mas eu vou dar um jeito e vou descobrir onde sua irmã está. Eu não tenho certeza se ela realmente está com eles, mas vou fazer o que posso para descobrir. – Quinn sentiu em seu estomago assim que ouviu Santana terminar de falar. A voz da latina era calma e suave fazendo Quinn acreditar que a mesma talvez estivesse se preocupando com ela.

– Então deixa ver se entendi. – Quinn semicerrava os olhos. – Tem mais de duzentos vampiros em Nova York, onde moram em um hotel ou sei lá. Todos eles têm um líder e a cima dessa líder a tal abelha rainha onde supostamente está ou sabe do paradeiro da minha irmã? – Quinn terminou de falar e Santana assentiu. – Você acha que minha irmã ainda pode estar viva? – Fabray olhava para Santana e a latina desviava o olhar. Era difícil encarar aqueles olhos tão lindos, mas que demonstravam estar tão tristes.

– E-eu não sei Quinn. – Santana era sincera. – Mas nós vamos descobrir. – Elas ficaram em silencio por alguns segundos antes de Santana se levantar. – Mm, você deve estar com fome. Eu vou pedir para o Puck lhe trazer algo pra comer. – Assim que Santana se levantou, Quinn fez a mesma coisa, conseguindo alcançar o braço da latina, fazendo-a olhar para ela.

– Me deixa subir com você. – A voz de Quinn era suave fazendo Santana respirar fundo. – E-eu não aguento ficar aqui, Santana, por favor, eu prometo que se eu fizer alguma coisa de errado, você pode me colocar aqui de volta, mas me deixa subir com você. Eu não vou fugir da sua casa e prometo me comportar, mas, por favor, não me deixa passar mais uma noite aqui sozinha. – As lágrimas de Quinn começavam a cair novamente sobre suas bochechas e Santana encontrava os olhos da mesma. Era difícil não ser perde naqueles olhos grandes e brilhosos. Santana sabia que Fabray estava tendo uma grande batalha dentro de si e cada dia ficar mais confusa, ainda mais ficando tanto tempo sozinha.

– Quinn, eu não sei se. –

– Por favor. – A voz de Quinn era um tanto desesperada, mas ao mesmo tempo soava tão calma e frágil que o coração da latina disparou em seu peito. Ela nunca sentiu pena de criaturas como Quinn e não sabia o porquê começava a se importar dessa forma.

Santana ficou olhando-a por alguns segundos antes de responder e sentir seu peito apertando. Ela não deveria se preocupar dessa forma. Droga Santana não deveria ao menos ter sido tão bom com Quinn dessa forma desde o começo, mas a culpa é tanta que ela mal consegue se controlar. A latina pensou em Rachel e Puck, os dois provavelmente não iriam gostar muito da ideia de Quinn solta pela casa, aliás, o maior problema seria Rachel. Ela ficaria uma fera e Santana teria que zelar pela sua amizade e também pela vida de Quinn. Isso lhe daria muito trabalho, mas naquele exato momento, aqueles olhos castanho-esverdeados a fazia se perder como se estivesse em outro mundo e a latina conseguia ver nitidamente o quanto Fabray estava sendo sincera em tudo o que disse.

Céus que eu não me arrependa.

– Está bem. – Santana sussurrou. – Mas você não pode sair de dentro de casa ou eu juro Fabray que. –

– Eu não vou. – Quinn sorria interrompendo a latina. – Eu prometo que eu não vou fazer nada estúpido que me faça voltar pra esse lugar. – Santana a olhava por mais alguns segundos. – E prometo não tentar morder ninguém. – A loira riu baixo e Santana revirou os olhos.

Santana se aproximou da corrente de Quinn, pegando a chave em seu bolso e tirando a algema do tornozelo da mesma.

– Não faça com que eu me arrependa, Quinn. – Santana a olhou novamente respirando fundo, antes de saírem do quarto.

Quinn seguiu logo atrás de Santana sentindo sua mão gelada de nervoso. Ela sabia que eles eram três, mas ela nunca tinha conhecido Rachel pessoalmente e não sabia como a garota reagiria. Quinn sabia que Puck a tratava muito bem, Santana agia um tanto indiferente, mas a loira sabia que a latina se preocupava, já Rachel, Quinn não fazia ideia de como a garota era e temia que a mesma pulasse em cima dela.

As duas subiram as escadas encontrando Rachel e Puck estavam rindo sentados no sofá assistindo um filme de comédia. Santana parou na porta encostando-se a pilastra e Quinn estava logo atrás, um pouco ao seu lado. Assim que Puck se virou, seus olhos arregalaram quando viu Quinn parada na sala e imediatamente ele olhou para Rachel. Puck não se importou em ver Quinn ali, o que mais lhe preocupou naquele exato momento, foi como Rachel reagiria.

– Wow. – Puck falou automaticamente e Rachel finalmente se virou encontrando as duas garotas paradas na porta da sala. Quinn olhava timidamente em direção aos dois no sofá enquanto Santana tinha seu olhar firme.

– Santana, o que ela está fazendo aqui? – Rachel rapidamente se colocou de pé alterando sua voz. Quinn se encolheu praticamente se colocando atrás de Santana. Se Rachel a atacasse, pelo menos ela sabia que a latina ia protegê-la.

– Não precisa gritar, Berry. – Santana passava a mão pelo cabelo. – Bom, eu só vim avisar que a partir de hoje, Quinn não vai ficar mais trancada naquele porão. – Rachel abriu a boca para protestar, mas Santana não deixou que ela falasse. – Ela vai ficar com o quarto ao lado do meu e amanhã vamos a casa dela buscar algumas roupas. – Quinn olhou para Santana. Essa notícia era nova pra ela. – Eu quero que você a respeite, Rachel, assim como ela também vai respeitar todos nós e se por acaso ela ultrapassar qualquer limite, Quinn sabe que vai voltar para o porão sem pensarmos duas vezes. – Santana se virou para olhar a loira atrás dela que assentiu. – Vamos conviver todos juntos e por mais que isso seja difícil pra você, Rachel, eu preciso de você. – A latina agora se aproximava da baixinha furiosa a sua frente. – Eu preciso de você ao meu lado, porque você sabe que somos um trio e argh, eu odeio admitir isso, mas você é uma parte importante da minha vida e sabe que não conseguiríamos nada disso sem você. – Rachel sentia seu corpo relaxar. – Eu te amo e você é minha melhor amiga, me desculpa por estar te fazendo passar por isso, eu sei o quanto você odeia crianças noturnas por tudo o que já aconteceu, mas eu realmente preciso de você do meu lado, Rach. Eu preciso da minha melhor amiga. – Santana terminou de falar sorrindo levemente.

Rachel olhou de Quinn para Santana e ela sabia que era impossível dizer não para a latina. Era impossível ir contra a pessoa que ela mais ama na sua vida e Rachel também sabia que se ela fosse contra, ela teria risco de ficar distante ou até mesmo perder Santana e isso ela não podia suportar. Ela amava muito a latina para ficar longe dela, mesmo que Santana não saiba disso.

– Está bem. – Rachel finalmente sussurrou e por sua surpresa, recebeu um beijo na bochecha de Santana que fez seu coração acelerar.

– Obrigada. – Santana piscou para Rachel e em seguida sorriu para Puck, se virando para Quinn que continuava parada no mesmo lugar. – Você pode jantar com a gente e depois eu te mostro o seu quarto. – Santana falava indiferente e Quinn assentiu.

Agora Quinn moraria com eles. Santana não sabia o eu estava se passando com ela, o porquê dela se preocupar tanto, mas a latina não podia negar que tendo Quinn ali, mais perto, a fazia se sentir melhor, até porque ela poderia vigiar a loira com mais frequência e acompanharia o desenvolvimento de Quinn. A loira não está acostumada com sua nova forma e Santana temia que as suas emoções a fizessem mal, até porque tudo estava muito elevado e Quinn tinha suas emoções ao dobro, era diferente dos mundanos e mesmo que a latina tentasse evitar, a preocupação sempre batia em seu peito. Ela agia indiferente na frente da loira, mas por dentro, a culpa a fazia querer cuidar de Quinn ainda mais.

Notas finais
A música que a Santana tocou no piano ( EU ACONSELHO TODOS AO OUVIREM PORQUE É ÓTIMA) é essa: The Animals -- The house of the rising sun -- Piano - http://www.youtube.com/watch?v=KBeTtawWClE