Seven Deadly Sins
4 4 - The tailor shop of Enbizaka
Notas iniciais
Música: The tailor shop of Enbizaka (Do original: Enbizaka no Shitateya)
Personagem: Yandere Megurine Luka (Aqui chamada Sudou Kayo)
Advertências: Hm, assassinato e um pouco de linguagem imprópria.
O som de um sino tocando. A porta se abrindo. Um homem de meia idade adentra no local e é recebido por uma jovem garota de cabelos rosados que caíam até a cintura. A garota sorri calorosamente.
– Bem vindo à alfaiataria de Enbizaka – disse de forma animada.
Ela era dona daquela alfaiataria. Sudou Kayo era chamada. Era sempre alegre e doce e contava com uma disposição admirável para fazer seu trabalho. Era algo que amava, afinal, e que herdara da mãe.
Depois de fazer o pedido, o homem de meia idade saiu pela porta, fazendo o sino tocar mais uma vez.
O sol já estava se pondo, aquele era o último cliente do dia. Portanto foi até a porta e abaixou a placa de fechado. Não teria muito trabalho naquela noite, então precisava de algo para se distrair. Sentou-se na borda da janela e observou a vizinhança dali. Tinha esperança que aquela noite seu amado voltaria para casa. Por isso continuou esperando. Algumas pessoas passavam pela rua e a cumprimentavam ao longe. Era bem popular por aquelas redondezas.
Mas então por que seu amado não voltava para casa? Ele tinha alguém como ela, então qual seria a razão para não voltar?
Esperou até que todas as pessoas houvessem sumido da rua e apenas o uivo do vento pudesse ser ouvido. Então final conformou-se de que ele não voltaria naquela noite. Resolveu que voltaria ao seu trabalho, então. Tomou a tesoura que sua mãe costumava usar e pôs-se a afiá-la. Quando mais a afiava, melhor ela cortava.
No dia seguinte, após terminar de atender, saiu de sua alfaiataria para fazer compras na rua principal. Assim que entregou o dinheiro das compras ao bancário, ouviu uma voz conhecida. Era a voz dele. Virou-se rapidamente, esperando vê-lo correndo em sua direção com um belo sorriso nos lábios e com os cabelos azuis voando ao vento. Mas não foi isso que viu.
Ele estava ao lado de uma bonita garota morena que trajava um quimono vermelho que lhe caía bem no corpo esbelto. Ele ria e conversa de forma amigável com aquela garota. Isso fez o coração de Kayo pesar. A garota era bonita, ainda mais com aquele quimono, e estava ao lado de seu amado. Não poderia aturar isso. Virou-se para sair daquele lugar o mais rápido que podia, mas algo a deteve. Algo começou a borbulhar em seu interior mais obscuro.
Ah, ela tinha algo a fazer.
Sorrateiramente e a uma distância segura, seguia as duas pessoas. A um certo ponto, pararam. Seu amado rumou para uma loja da rua, dizendo que voltaria em breve. A mulher o esperou do lado de fora.
Melhor hora não poderia ser encontrada.
Kayo se aproximou lentamente e parou a sua frente, sorrindo amigavelmente.
– Ah, com licença, mas sou Sudou Kayo...
– Dona de uma famosa alfaiataria da cidade, sim? – Kayo pareceu ter visto um certo brilho nos olhos castanhos da mulher.
– Isso mesmo! Estava pensando em escolher algumas pessoas para terem um desconto especial em minha loja, e você foi uma das escolhidas! Venha comigo...
– Ah, mas eu estou esperando...
Sem a deixar terminar, tomou-a pelo pulso e começou a puxá-la pela rua.
– Não se preocupe, estaremos de volta em pouco tempo.
Seguiram até a alfaiataria de Sudou Kayo. Não estava muito longe. Assim que a mulher entrou, Kayo trancou a porta atrás de si sem buscar chamar a atenção. Então abaixou a mão sorrateiramente até a mesinha ao seu lado que usava para depositar a tesoura e pegou-a, apertando-a com força na mão.
A mulher se virou e Kayo sorriu.
– E então, por onde começamos?
– Acredito que sei – ela se aproximou da outra, escondendo a tesoura atrás das costas. Assim que estava bem próxima, tirou-a do esconderijo e projetou-a para frente de modo que se fincasse na barriga da mulher. – Você poderia morrer, vadia.
Surpresa, ela cambaleou para trás com a tesoura presa na barriga. Seus olhos estavam cheios de pavor, os de Kayo, por sua vez, pareciam obscuros e diferentes do normal.
– O quê... – ela tentou começar, mas a garota de cabelos rosados lançou-se sobre seu corpo, retirando a tesoura e usando-a novamente para aplicar outro golpe.
Alguns golpes depois, a morena estava morta. Retirou a tesoura e depositou-a ao seu lado enquanto retirava o quimono do corpo sem vida. Assim que retirou, carregou o corpo até seu quintal e lá o enterrou. Então voltou para dentro e tomou a tesoura na mão.
Assim que abaixou os olhos, viu um tom diferente no material que sempre usava. Olhou ao redor até encontrar o quimono no chão. Tomou-o nas mãos e carregou-o até o local que usava para costurar. Enquanto lágrimas desciam por suas bochechas, ela se concentrava em fazer seu trabalho.
“Você vai voltar para mim”, era o que ela não cansava de dizer a si mesma.
O homem grisalho voltou no dia seguinte para pegar sua encomenda. Mas, antes de sair, voltou-se para Kayo.
– Fiquei sabendo que houve um crime ontem a noite, você ficou sabendo?
– Acredito que não. Onde foi isso?
– A polícia ainda está investigando melhor, mas esteja atenta, pelas informações parece que o assassino mora por essas redondezas.
Kayo abriu a boca em um “o”.
– Claro, tomarei cuidado.
Mais tarde no mesmo dia resolveu que sairia novamente. Não sabia para onde iria, talvez estivesse pensando apenas em andar pelas ruas da cidade e ouvir um pouco os boatos sobre o assassinato. Realmente deveria tomar cuidado com aquilo.
Ao longe avistou aqueles cabelos azuis familiares. Pensou em se aproximar, mas ao andar um pouco percebeu que já estava acompanhado. Estavam ambos na ponte, observando a água que passava por baixo. E aquela garota... Aquela garota estava o confortando... Ele realmente estava com semblante triste, chegava a dar dó.
Mas por que ele não procurara ela para o confortar? Por que buscara aquela garota de longos cabelos que se prendiam em duas marias-chiquinhas e, ainda por cima, usava uma cinta verde que ficava muito bonita nela?
Aquele era o tipo de garota que ele gostava?
Pois bem
Novamente Sudou Kayo cometeu um crime naquela noite. No mesmo processo. Porém foi mais difícil separar a garota de seu amado, ele parecia mais alarmado e procurando a proteger. Mas no fim não conseguiu.
Com os olhos inchados e vermelhos Kayo colocava-se a consertar a cinta.
Na manhã seguinte a vizinhança estava mais impaciente. Outro crime fora cometido. Sentada a frente de sua alfaiataria, Kayo observava as pessoas indo e vindo. Todos pareciam tão estranhos.
Mas novamente algo chamou sua atenção. Seu amado, novamente! E estava acompanhado por uma garota baixinha e loira. Mas o que estava fazendo? Não tinha vergonha para sair com uma garota tão nova?!
Avistou-os parando em uma loja de grampos a frente de sua alfaiataria. Ele a comprou um grampo. Com um sorriso de semblante triste, a garota colocou o grampo nos cabelos de mesma cor amarela.
Apertando os lábios e sentindo a raiva tomar conta de seu corpo, Kayo fez um sinal para a pequena se aproximar assim que seu amado se distraiu. Levou-a para dentro da alfaiataria, e assim cometeu o terceiro assassinato.
– Preciso continuar meu trabalho – disse para si mesma em voz alta enquanto tomava a tesoura na mão. Mas então assustou-se.
As lâminas de sua tesoura estavam pintadas de vermelho. “Minha tesoura sempre foi dessa cor?”, perguntava-se. Mas deixou isso de lado por um momento. Finalmente seu trabalho estava concluído.
Vestiu o quimono vermelho sobre o corpo, prendeu a cinta verde sobre a cintura e ajeitou o grampo amarelo sobre o cabelo. Dirigiu-se ao espelho e observou ali seu reflexo.
– Eu me tornei o tipo de mulher que você gosta? Estou bonita, não é? – pensou em voz alta com um risinho abafado.
Se ele não a visitaria, ela iria o visitar.
– Olá, você é Sudou Kayo, não é? É muito bom te conhecer.
– Conhecer... Do que está falando?
– Sinto muito por parecer tão cansado, mas minha família toda foi morta durante os últimos dias e não consegui dormir bem... Mas teremos um bom tempo para conversamos melhor e conhecer um ao outro. Me sinto bem por ter alguém para conversar nesse momento.
Kayo abaixou a cabeça, escondendo os olhos na franja.
– Você está agindo terrivelmente – sussurrou.
– O que disse?
– Você... está... agindo... terrivelmente.
Levantou o olhar e o homem fitou seus olhos obscuros por um momento. Não pôde deixar de tremes. Seria aquela a garota que estivera conversando nos últimos minutos? Parecia mais uma outra pessoa.
– Você merece uma punição igual à daquelas vadias – disse Kayo friamente, segurando a tesoura firmemente na mão.
Depois disso não houve notícias de Sudou Kayo. Ela abandonou sua alfaiataria. Provavelmente para ir trabalhar em outra cidade. Deixou para trás uma vizinhança caótica que conversava sem parar sobre os últimos crimes. Uma família inteira que havia sido morta. Um por um morreram. O cadáver do homem fora achado lançado em um beco qualquer com vários furos em seu corpo.
Suspeitando da viagem inusitada de Sudou Kayo, resolveram vasculhar sua casa. Depois de um tempo acharam os cadáveres da esposa e filhas enterradas no quintal, também com diversos furos grandes por todo o corpo.
Como Kayo estava com paradeiro desconhecido, resolveram não dar a notícia ao povo. Ninguém chegaria a saber que Sudou Kayo era uma assassina. Tudo para não gerar alvoroço.
Não buscaram a razão que levou Kayo a cometer tais crimes. O acontecimento foi esquecido depois de um certo tempo. E a alfaiate se concentrava em seu novo trabalho com a tesoura tingida de vermelho que cortava mais a medida que era afiada.
No final, ela apenas estava severamente doente de amor, e essa doença a fez cometer crimes dos quais não se lembrava. Nem nunca chegaria a lembrar.
Notas finais
O que eu mais queria explicar aqui é que a Luka estava realmente doente de amor. Tanto que ela passou a achar que um homem que nunca a vira na vida era amante dela. Por isso sentiu inveja das garotas que andavam com ele por causa das roupas que usavam e tals. Acho que isso não ficou muito evidente no capítulo, por isso deixei para explicar aqui.
Próximo capítulo ainda não sei de quem farei, mas prometou trazer mais caprichado. Dependendo de qual música eu escolher :3
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