Seven
6 Vaidade...
Notas iniciais
UAHSUAHSUAHSUAHSUA
Okay passou, passou vcs vão intender, então... penultimo né, triste, eu to muito triste, mas é isso ai
Deixa eu ver acho que não tenho nenhum aviso... É não nenhum.
Boa leitura.
Toques na porta despertaram o Conde de seus pensamentos, levou as mãos as têmporas as massageando, sabendo bem quem deveria ser, mas mesmo assim permitindo que o visitante adentrasse em seus aposentos.
Afinal era praticamente um vicio manter o servo perto de si.
O mordomo entrou observando a criança sentada em uma das confortáveis poltronas que decoravam ricamente o ambiente, pigarreou para atrair a atenção do jovem e conteve-se para camuflar sua expressão jocosa.
-Posso lhe trazer o jantar, ou iras descer? -perguntou o servo.
-Traga-o não desejo sair do quarto. -o pequeno respondeu, o olhar fixo na janela, ignorando a presença do criado.
-Posso lhe perguntar algo? -Sebastian falou.
Suspirando audivelmente Ciel balançou a mão pequena no ar, dando ao criado o aval para este que continua-se.
-Eras mesmo ciumes que lhe afligia Bocchan? -perguntou se segurando para não deixar os lábios desenharem o sorriso tão característico, cínico.
-Não diga asneiras. -o Conde falou entre os dentes. -Não há necessidade de existir esse sentimento em mim em relação a você. -cruzou as pernas girando o anel em seu dedo polegar.
Sebastian elevou as sobrancelhas, descrente de o quanto um ser tão pequeno poderia ser tão arrogante, convencido, Ciel gargalhou falsamente diante do silencio perturbado do criado. -Não há necessidade disto Sebastian, pois imagine o quão tolo eu seria por sentir ciumes de uma peça de tabuleiro, que nada pode fazer sem que eu a movimente.
Sebastian sorriu por fim, faria o jogo de seu mestre para que no final fosse ele a dar o xeque mate, afinal se o pequeno era a vaidade em pessoa a personificação do orgulho usaria isto a seu favor, faria deste pecado sua alavanca.
-Foi inveja então. -ponderou por alguns instantes travando em seu interior o quanto seria propenso avançar. -É isto então? -Ciel revirou os olhos, o mordomo usufruindo de sua leveza ao se movimentar, em instantes surpreendendo ao seu mestre, se encontrava ajoelhado a sua frente. -Mas porque Bocchan, porque sentirias inveja? -oh ele era tão malditamente bom em manipular, mas manter a pessoa acreditando que ela era quem detinha o controle.
Ciel virou o rosto, empinando o nariz altivo e orgulhoso.
-És meu, me pertence, não tem o porque eu sentir ciumes certo? -ditou o pequeno, se achando o dono da mais absurda verdade.
-Correto. -afirmou o criado, por dentro uma efervescente labareda o queimava, era tempo de se findar aquele jogo. -Sou completamente e inteiramente seu. -ditou admirando o rosto alvo da criança, Ciel estava tão perdido, somente mais um movimento e derrubaria o rei.
-Sei disso. -afirmou cheio de si, descruzou as pernas, o movimento acarretou em seu pequenino pé encostar na parte interna da coxa do servo, Sebastian olhou abismado para a ação. -Minha alma é a mais importante. -afirmou novamente o pequeno, Sebastian simplesmente não conseguia desviar o olhar do pequeno pé. -Toda a sua força e energia estão empregadas em consegui-lá. -desta vez o movimento realizado pelo pezinho fora intencional, o servo espremeu os proprios lábios e balançou a cabeça em concordância. -Por isso seria correto afirmar, que não tenho o porque sentir ciumes. -desta vez deslizou delicadamente o pé pelo meio das coxas do criado. -Tenho? -satisfeito consigo mesmo Ciel sorriu, um sorriso malditamente idêntico ao do servo.
-Bocchan... -o mordomo sibilou baixinho, fechando os olhos. -És tão vaidoso, tão cheio de si, tão orgulhoso. -disse e elevou o tronco, tocando com os dedos enluvados os fios desregulares do menor. -Ao certo sabes o quanto és belo. -o rosto do jovem amo adquiriu um tom róseo, virou o rosto para fugir do olhar vidrado do criado. -Não és só sua alma que és deliciosa. -aproximou os lábios do ouvido de seu mestre e sussurrou usando toda a sua malicia, adquirida em anos e mais anos de atos mundanos. -Seu corpo também és... -disse e já não temia nenhuma das reações negativas que poderiam ser tomadas pelo menor, Ciel ofegou o peito acelerou de uma forma que ele julgava inatural, levemente espalmou as mãos nos ombros do criado e o empurrou, levantando-se e indo até a mesa na qual fazia algumas de suas refeições, escorando as costas nesta.
O fiel servo no entanto não se deteve pela repudia do menor a passos felinos se dirigiu ao mestre, o prensando entre o tampo da mesa e seu próprio corpo, apoiando as mãos na base da mesa e fazendo assim com que um pequeno vaso de lírios choca-se contra o solo, pela forma abrupta com que se chocou ao corpo pequeno, curvou-se ficando a centímetros do rosto do jovem, este vermelho e visivelmente desorientado.
-Oque esta fazendo? -perguntou Ciel, colocando as mãos nos antebraços do servo em uma vã tentativa de afastar este de si.
-Estou cansado de joguinhos Bocchan. -respirou fundo aspirando o aroma doce da alma, quase, quase pura do Conde. -Mesmo um ser de infinita paciência, acostumado a intensos períodos de espera, acaba em certo momento por perder a calma. -disse e soltou o ar gélido das narinas no pescoço fino do nobre.
-Estas tomando liberdades indevidas. -o pequeno falou gaguejando parcamente e se amaldiçoando por isso.
-Seu ego Bocchan não se infla por saber que me tens de todas as formas e maneiras? -o servo perguntou uma das mãos tocando a coxa coberta da criança que tremia, tremia sim, mas ainda se mantinha como um pequeno amo, como era esperado de um nobre.
-Isto estas no contrato, não esta? -era para soar como uma afirmativa, mas soou como um questionamento. Ora era um jovem no inicio de sua puberdade, era normal reagir a toda aquela atenção.
-Lhe obedecer, lhe proteger, lhe vingar e nunca lhe mentir, estas são as clausulas do contrato. -o servo elevou o queixo do pequeno usando o dedo indicador.
Ciel tinha o rosto vermelho e uma interrogação em neon vermelho bem no meio de sua testa.
-Lhe desejar. -aproximou o rosto ao do pequeno, os lábios a míseros milímetros dos de seu mestre. -Isto não estas incluso no contrato. -roçou a boca úmida na da criança, Ciel apertou com força o tampo da mesa os dedos ficando esbranquiças com a força que empregava em tal ato.
Era seu primeiro beijo e seria dado por reles serviçal, era orgulho, vaidoso e tinha um ego que se sobrepunha a toda aquela excitação e tensão do momento, reuniu toda a sua força, empurrando o criado pelos ombros e lhe atingindo a face com um mais barulhento do que forte tapa.
-Não ouses. -ditou entre dentes, o servo com uma expressão confusa no rosto, estava tão perto, em instantes Ciel se recompunha se fastava e arrumava os fios bagunçados da cabeleira azul acinzentada.
-Retire-se. -mandou ainda incomodado com a situação. -Vá, traga-me o jantar.
Sebastian reverenciou como de costume antes de se retirar e antes de fechar atrás de si a porta ouviu o pequeno sibilando baixinho, ''criado insolente''.
Ele próprio tentou retomar o controle de suas ações e enquanto se dirigia para a cozinha para buscar o jantar de seu senhor murmurou não tão baixo assim.
-Pirralho orgulho. -sorrindo daquele modo medonho, bom pelo menos seu Bocchan não poderia vir a reclamar que não tinha sido avisado.
Era hora de o peão fazer um movimento inusitado dentro do jogo, moveria-se incorretamente e comeria a seu próprio Rei.
Notas finais
Bjinhos até
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