Notas iniciais
Hello pessoas o/
Cap porcamente betado pq to com preguiça e ou era agora ou só kami sabe quando postaria ahsuahsuhaushua.
Hummmm... Sei que inveja ficou parecido com ciumes e ficara ainda mais parecido depois da leitura deste capitulo, mas eu explicarei mais para frente a diferença entre esses dois, ou melhor Ciel explicara para o akuma lesado.
Na minha concepção ciumes voce sente daquilo que é seu e que alguem esta querendo para si, já inveja voce sente daquilo que outra pessoa possui.
Ciel ficou com inveja da atenção despreocupada, da fala facil e da falta de regras de contudo com que o criado tratou o outro lá (ñ citarei o nome U_Ú) e não com ciumes, mas fica parecido sim .
Hum acho que é isso.
Boa leitura.

O criado media a porção de ervas que colocaria na xícara pra preparar o chá pra seu Senhor, esperou a água de dentro da chaleira ferver e serviu o liquido quente dentro do recipiente de louça nobre, deixou a mistura descansar e apoio as mãos na bancada da pia suspirando audivelmente antes de chamar o antigo mordomo, para que este levasse a bandeja para o escritório do Conde, se recordou com pesar que havia mais de três dias que o Senhor da casa não lhe deixava exercer suas funções, era impedido até mesmo de adentrar o quarto do nobre para acordá-lo.

Chamou o velho criado, já que era impossível confiar em algum outro servo daquela mansão para servir o jovem mestre, observou do final do corredor quando Tanaka deixou o escritório do jovem andando calmamente, Sebastian se dirigiu até a porta de mogno escuro, quem tivesse o conhecimento da verdadeira natureza da existência do servo estranharia o fato de o mordomo estar temeroso.

Chocou os dedos finos e compridos contra a madeira e ouviu um ''entre'' emburrado e entendiado, com toda certeza não era o melhor momento, mas não aguentava mais aquela situação, não saber o porque de seu Mestre nos últimos dias estar preferindo ser servido pelo antigo mordomo do que por si, entrou com ambas as mãos atrás do tronco.

-Bocchan? -chamou, fechando a porta atrás de si, o Conde apenas lhe dirigiu um olhar frio como resposta. -Bocchan? -chamou novamente. -Posso lhe perguntar algo?

-Isso por um acaso já não seria uma pergunta. -falou Ciel irritado, largando com força desnecessária a xícara em cima do pires.

-Mas Bocchan. -começou o criado, Sebastian torcia nervosamente as mãos atrás das costas, estava nervoso, não por seu Mestre estar furioso consigo, não ele era um demônio nunca temeria a fúria descabida de uma criança, ainda mais uma criança com quem tinha um contrato, se alimentaria deste depois, jamais o temeria, oque na verdade lhe atormentava era o fato de estar as cegas naquela situação, não saber o porque de seu Mestre não lhe querer por perto era oque lhe deixava verdadeiramente nervoso, era normal a si ter total controle e aquilo estava saindo do controle, eram funções suas que estavam sendo exercidas por outros, era outras mãos lhe banhando, lhe vestindo, lhe servindo o chá e isto era inadmissível afinal ele era um mordomo e tanto e não poderia permitir que outro lhe tirasse o posto.

-Pergunte logo e saia da minha frente. -Ciel falou imediatamente perdendo o apetite e deixando os biscoitos ainda quentes no prato, intocados.

-Bocchan porque estas a me manter longe? -perguntou o criado, se aproximando da mesa a pequenos passos.

O pequeno Conde revirou os olhos, mas Sebastian só podia estar de brincadeira consigo, soltou um risinho de escarnio e fuzilou o mordomo com o olho visível.

Sebastian elevou as sobrancelhas e por alguns instantes pensou em ter descoberto o motivo de toda a fúria contida no corpo pequeno a sua frente.

-Bocchan se esta assim pelo fato de eu ter deixado que se ferisse... -foi interrompido.

-Cale-se. -Ciel praticamente gritou, o rosto sempre pálido adquirindo um tom escarlate. -Cale-se Sebastian. -se elevou com pressa da poltrona e apontou o dedo em direção da porta. -Cale-se e saia daqui, sai daqui agora! -dizia com a voz alta, algo anormal se pararmos para pensar que como um pequeno Conde Ciel fazia de tudo pra sempre se manter controlado, perder o controle nunca é visto com bons olhos, ainda mais pelos olhos da burguesia.

Sebastian até pensou em obedecer afinal era uma ordem direta e como criado obediente que era deveria lhe acatar, mas se não resolve-se aquele problema naquele momento aquela situação só se tornaria ainda mais desconfortável.

-Perdão Bocchan, mas devo desta vez lhe desacatar, perdão mas devo. -respirou fundo aspirando falsamente ar para seus pulmões. -Devo lhe perguntar novamente. -se aproximou da mesa avaliando a uma distancia segura o rosto furioso de sua criança.Os cabelos desalinhados a pele avermelhada e uma veia extremamente visível saltando do pescoço fino, era acostumado com a ira, ainda mais quando dirigida a si, mas o fato de não saber o porque do olhar magoado e da distancia que o menor tinha imposto entre eles o amargurava.

-Me digas jovem amo foi porque me descuidei de sua segurança, foi porque deixei que sua pele fosse maculada. -falou seriamente e momentaneamente não havia em seu rosto o sorriso tipico. Ciel acariciou o pequeno e já praticamente imperceptível arranhão em sua coxa por cima do tecido da bermuda azul, não definitivamente não era aquele motivo de querer que o servo fosse se possível decapitado, suspirou derrotado, tentando controlar a raiva dentro de si, as imagens daquele dia voltando diante de seus olhos, rangeu os dentes e espremeu os olhos fechando em punho as mãos.

-Você me esqueceu, não foi só o fato de que eu tenha me ferido, você ficou lá destinando sua atenção a outro quando deveria estar completamente focado em mim. -disse abrindo os olhos.

Sebastian sustentava uma expressão engraçada dividido entre gargalhar e se chocar com a revelação do pequeno.

-Ah...Entendo, o jovem amo ficou com ciumes. -falou e finalmente o sorriso cínico havia voltado as lábios finos.

Ciel arregalou os olhos e segurou com força a xícara entre os dedos.

-Seu...-Nem ao menos se deu ao trabalho de terminar a frase, arremessou com toda a força que o corpo pequeno possuía a xícara ainda com o liquido fumegante contra o servo, Sebastian obviamente se projetou para o lado fugindo assim da agressão que era dirigida a si. -Pare de falar asneiras. -voltou a gritar com fúria. -Sai daqui, me deixe em paz. -pegou um punhado de biscoitos nas mãos jogando contra o criado, Sebastian mantinha a expressão divertida em seu rosto. -Suma da minha frente. -jogou o pires e novamente errou, o mordomo ia para trás em direção a porta, e quando o pequeno pegou a bandeja de prata este saiu do campo de visão de seu Mestre.

Rindo com as mãos nos lábios, então era isto, não podeira estar mais de acordo com suas vontades.

Seu Bocchan estava furioso consigo, por ter estado com ciumes de si.

Era algo deliciosamente revelador.

Notas finais
E então como ficou, comentem sim.
E pessoas que favoritam a fic e não comentam estou de olho em vcs viu.
É isso comentem.
Bjinhos até