Seven
5 Avareza...
Notas iniciais
As partes em italico são os pensamentos do Conde
Enfim boa leitura.
Leiam as notas finais.
Depois que o mordomo se retirou Ciel percebeu que não tinha mais condições de continuar com seus deveres para com a coroa Britânica, bufando e com o rosto vermelho saiu do escritório caminhando rápido pelo corredor que o levava a seu quarto.
Maldito ser enviado das profundezas escuras da existência.
Ciel suspirou o peito subindo e descendo rapidamente, a respiração descompassada, mas firmemente esperou estrar em seus aposentos e fechar a porta atrás de si, para colocar a mão sobre o coração em uma tentativa lúdica de acalmar seus batimentos.
Mais uma vez suspirou, pensando no quanto estava interiormente bagunçado, a raiva que sentira momentos antes se dissipando e dando lugar a um sentimento não tão novo assim para pequeno, Ciel a tudo queria e para tudo aquilo que possuía exercia a mais dominante forma de tratamento, desejava ter para si aquilo que já considerava por direito seu, era bem verdade que sentiu inveja do garoto ruivo, o mordomo estava errado não era ciumes, não havia necessidade de sentir ciumes, era do garoto despreocupado que sentira inveja, daquilo que obviamente ele deveria possuir, família, amigos e pessoas que o amavam, e mesmo tendo aquilo tudo que para o jovem nobre não passava de uma ideia ilusória, ainda tentara mesmo que por poucos segundos roubar oque para si era algo primordial.
O pequeno nobre não negava aquilo que sentia, camuflava seus sentimentos com bastante exímio, mas não os negava, sentira sim inveja do garoto por possuir a tudo que ele um dia pensou que teria e que o destino se encarregou de lhe tirar, mas não era somente isto que lhe deixava com os nervos aflorados, sabia bem oque lhe atormentava, era o fato de que o seu mordomo, seu criado, seu mais fiel servo, seu demônio, sua principal peça de tabuleiro ter destinado atenção a um simples mortal.
A alma daquele sardento não deve nem ser saborosa.
Apertou as mãos em punho indo até a janela, abrindo uma pequena brecha ao arredar a pesada cortina a estação quente havia acabado há alguns dias e sendo assim o anoitecer chegava mais cedo lá fora algumas tímidas estrelas começavam à aparecer, bruscamente o Conde largou a cortina bufando de raiva. Porque? porque simplesmente não conseguia parar de pensar naquilo, porque não agira como normalmente agiria diante de alguma falha do mordomo, jogando na cara do servo que ele falhara, porque simplesmente por um único segundo não podia parar de pensar que mesmo ele, alguém a quem tudo possuía, não poderia ter oque mais desejava.
Caminhou a passos pesados sentando-se em uma poltrona de estofado escuro, existia tanto pensamentos estranhos em sua mente naquele momento que não conseguia se focar, era obvio sabia bem que estava entrando em uma idade delicada, seu corpo mudava com a proximidade da adolescência, seus sentimentos também mudavam, menos os quais o fizera por firmar um contrato com um ser infernal, este ainda eram os mesmos, mas com a proximidade do fim da infância se sentia muito menos dormente para aquilo que o rodeava e a figura que mais lhe orbitava era o mordomo, seria normal que este fosse seu principal alvo, só não entendia o porque que agora tinha necessidades diferentes ligadas ao mordomo, se antes ele apenas servia como uma espada na qual o pequeno Conde podia confiar sua proteção e seu desejo por vingança, agora Ciel sentia uma necessidade arrebatadora de fazer o servo prestar atenção em si, em fazer o servo lhe dedicar todas as fagulhas de suas preocupações, não havia sido realmente um plano mas sorriu confiante e cheio de si ao perceber que os dias em que tinha imposto certa distancia entre si e o servo havia perturbado igualmente o criado.
Era apenas uma criança confusa e extremamente mimada, era egoísta pois a tudo desejava era avarento pois aquilo que lhe pertencia não deveria nunca ser de outro e era uma ideia bem concretizada em sua concepção infantil e sombria que aquele mordomo enviado do inferno lhe pertencia. Sebastian era seu, unicamente seu.
Existe um abismo de tempo e espaço entre nós, mas ainda assim minha alma lhe pertence e algo mais... Algo que não sei definir oque haveria de ser.
Era agora consciente de que não só o serviçal demoníaco era de sua total propriedade, como também algo em seu interior pertencia ao mordomo, era ainda jovem demais para perceber que cometia sem grandes dificuldades o pecado da avareza, talvez um dos piores pecados, aquele que representa o medo de se perder aquilo que possui, o nome ele conhecia e tão pouco poderia se dizer que aquela era a primeira vez que o cometia, talvez dentre os sete citados este deva ser aquele com que o menor mais esteja familiarizado.
Na poltrona ainda sentado Ciel ouvia os burburinhos criados pela criadagem desastrada, revirava os olhos, era impossível ter momentos de paz para reflexão naquele lugar.
Em outra parte da grandiosa mansão, um servo preparava o jantar com um sorriso deveras medonho pregado ao rosto, após ter servido como alvo para biscoitos, cubos de açúcar e peças de um requintado jogo de chá francês do século dezessete, Sebastian repassava suas lembranças dos últimos dias, o acontecimento com cavalo puro sangue, a forma como o Conde agira fazendo com que suas funções fossem exercidas por outros, a forma descontrolada com que fora atacado a momentos atrás, era certo que o jovem estava perdendo o controle.
Assim também como era certo que o servo estava a esperar por esse momento, pois Sebastian já havia perdido o controle de seus desejos há tempos.
Notas finais
Como ficou, quero comentarios mesmo aqueles que forem pra me dizer que ficou uma bosta eu aceito.
Bem como eu havia dito eu estava escrevendo um one sobre o Yuya e o Yukito, esta pronta já esta postada mas somente se pode ler lá no Fanfiction Br, aqui o link pra quem quiser http://www.fanfictionbr.com/livro.aspx?livro=879&liberacao=ok e para deixar um pouquinho de curiosidade no ar eu lhes digo somente uma coisa. (Um certo chibi estara se mordendo de ciumes de um certo garoto que esta com o papel que era seu.)
Bjinhos até
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