Notas iniciais
Bem, esse é o começo, admito que ficou um pouco depressivo, mais melhora...eu acho.
Boa leitura.

Já estava muito tarde, a lua já havia passado de seu pico no céu estrelado de Paris, mostrando que já havia passado da meia noite a muito tempo, mesmo assim o jovem ruivo continuava acordado, folheando um caderno de desenho que possuía as obras que o jovem havia feito a algum tempo atrás, mais para si, parecia que os havia feito a uma eternidade.

O jovem repassava calmamente os acontecimentos, ele dentre tantos os possuídos pelo Akuma, apenas ele se lembrava do que havia acontecido, e para piorar, ele lembrava-se de absolutamente tudo, nos mínimos detalhes.

Fazia algumas semanas que se lembrara dos acontecimentos, assim como os sentimentos que sentiu no momento, principalmente raiva, a raiva por ter sido traído por aquela que amava. No começo o jovem ficou com muito ódio, com ódio principalmente de Marinette, porem com o passar do tempo, o ódio tornou-se apenas dor, uma dor tão forte que começou a torna-se insuportável.

Nathaniel virou mais uma pagina, vendo o desenho aonde Marinette o abraçava, agradecendo ao jovem por ter salvo sua vida, ver aquele desenho trazia a tona as diversas feridas que ele tentava desesperadamente curar. Em uma forma desesperada de fazer a dor crescente em seu peio diminuir, o ruivo colocou a mão sob o peito, segurando um grito em sua garganta.

As lembranças da noite romântica com Marinette passavam em sua mente, assim como o momento em que a jovem retirou a caneta de sua mão e correu para longe de si, enquanto Chat Noir aparecia para destruir o item, enquanto a jovem o olhava.

Ele de fato não havia machucado ninguém, mesmo que tenha atacado Chloe com um secador de cabelos gigante, tudo que ele queria era bagunçar as madeixas loiras do qual a jovem se orgulhava tanto, nunca havia pensando seriamente em machucar alguém, mais aquilo não pareceu importar para Marinette quando a mesma o traiu.

Novamente a dor em seu peito aumentou e em um surto o jovem rasgou o caderno, transformando aquele desenho em pedaços picados irregularmente, ele então caiu de joelhos, apoiando o rosto nas mãos esperando as lagrimas virem, porem elas não vieram, talvez ele já não tivesse mais lagrimas para chorar.

Muitos diriam que ele estava exagerando, que aquilo não era nada, porem para alguém tão jovem que nunca havia sofrido uma perda, aquilo era muito, era mais doloroso do que ele podia suportar e o fato de ver o motivo de sua dor todos os dias não o estava ajudando, na verdade estava tornando tudo ainda mais doloroso.

Ele de fato amara Marinette, de uma maneira que nunca havia sentido em toda a sua curta vida, de fato ele já havia se apaixonado por outras garotas, mais somente por Marinette ele sentiu uma paixão avassaladora, de modo que esconder o sentimento era quase impossível, e por isso ele desenhava diversos encontros, no qual fazia a jovem cair de amores por si.

E talvez por isso tudo estivesse sendo tão doloroso, afinal, o jovem alimentou as chamas da paixão que queimavam em seu peito por muito tempo, não por alguns meses, mais sim por anos, dois anos para ser mais exato, e tal amor foi simplesmente arrancado de si, sem preparação, sem anestesia.

Cansado de tudo, o jovem levantou-se e saiu, trancando a porta de sua casa e levando apenas a chave consigo, ele sabia bem que não deveria sair somente com a roupa leve e fresca que usava, afinal estava no começo de dezembro, e no inicio do inverno que cobriria Paris de branco.

Porem Nathaniel ignorou isso e saiu, sem nem ao menos pegar seu celular, tudo que ele queria naquele momento era esquecer de Marinette e tudo o que ela lhe fazia lembrar, e assim ele saiu, andando sem rumo pelas ruas de Paris.

De fato não era seguro, ou se quer normal andar durante a madrugada, porem ele não se importava com aquilo, queria espairecer sua mente, e quem sabe encontrar alguém ou algo que pudesse aliviar sua dor.

Nathaniel andou sem perceber para onde estava indo até ver a grande construção de metal a sua frente iluminada por diversas luzes coloridas e ali ele parou, sentindo seu corpo começar a esfriar e finalmente sentido o frio que fazia a sua volta, porem ele apenas ficou ali parado observando a torre.

E enquanto ele olhava, o céu antes estrelado agora estava coberto por nuvens negras, mostrando que logo iria começar a chover, e assim aconteceu. Em poucos minutos uma forte chuva se fazia presente.

A agua extremamente fria molhou seus cabelos e roupas, o jovem olhou para as próprias mãos, vendo as veias roxas aparecerem sob a pele branca, mostrando que o sangue em seu corpo estava tornando-se cada vez mais denso devido ao frio que sentia, o jovem sentia seus dentes chocando-se uns contra os outros e sabia que seus lábios deveriam estar com uma coloração arroxeada.

Nathaniel percebeu então que se continua-se ali poderia morrer de hipotermia, ele sabia que deveria ir se abrigar da chuva e procurar um local quente aonde pudesse se esquentar, como por exemplo uma loja de conveniências 24 horas, uma coisa que ele sabia que havia pelos arredores dali.

Porem ele não mexeu nem um musculo se quer, na verdade a ideia de morrer pareceu-lhe estranhamente agradável, afinal, se morresse tudo acabaria ali, toda dor, ódio e tristeza que vinha sentindo nos últimos dias, não precisaria olhar mais para Marinette ou ver em algum local a noticia de que Chat Noir e Ladybug havia salvado a cidade novamente.

E com esse pensamento ele ficou ali parado na chuva, com os braços caídos ao lado de seu corpo, e seu rosto levemente erguido para poder visualizar melhor o monumento a sua frente. O ruivo sentia o frio penetrando seu corpo cada vez mais, logo começou a sentir dor nos músculos que começaram a encolher e em um forte espasmo seu corpo veio de encontro ao chão.

Somente quando caiu, batendo a cabeça contra a calçada de concreto, é que ele percebeu as singelas lagrimas que escorriam de seu rosto e que se misturavam com a chuva no chão, porem isso já não tinha mais importância, na verdade, nada importava mais.

Ali ele ficou deitado, sem nunca abaixar o olhar ou muda-lo de direção, ele apenas ficou ali, encarando a grande torre de metal que piscava cheia de luzes. Pouco a pouco seus olhos começaram a fechar, enquanto seu corpo tentava manter o pouco de calor que restava aprisionado sob sua pele.

Quando estava quase desmaiando, Nathaniel ouviu uma voz chama-lo ao longe, e uma silhueta preta parar na sua frente, chamando seu nome, mais ele estava com tanto sono e tão cansado que não sabia dizer quem era, mais a pessoa a sua frente pareceu não se importar com isso e se aproximou mais. A ultima coisa que Nathaniel viu foram os grandes olhos verdes gatunos de Chat noir.

Notas finais
Bem é isso pessoal, espero que tenham gostado.
Eu admito que fiquei na duvida sobre o nome, mais preferi usar "Nathaniel", pois gosto mais da pronuncia assim.
A principio os capitulo serão semanais, mais posso estender um pouco o prazo.
Qualquer erro me avisem.

Até a próxima.