Seulement Vous
7 Capitulo 7
Notas iniciais
—Adrien, eu ainda acho que você deveria ir a policia – falou Nino, com um olhar preocupado.
O loiro, após muita insistência por parte dos amigos, havia contado o que estava acontecendo, obviamente escondendo o fato de que era Chat Noir e que visitava o quarto e Nathaniel à noite.
Nino havia tido quase um ataque, Alya também havia falado para o loiro para ir a policia, mais Adrien sabia melhor que ninguém que seria como caçar um fantasma, pois seja quem for que estivesse retirando as fotos, sabia não apenas se esconder mais se posicionar bem, e não apenas isso, a qualidade das fotos denunciava que quem quer que estivesse retirando as fotos possuía um bom equipamento.
Naquele momento, os quatro estavam na escola, Adrien esperando seu motorista para poder ir para casa, não que este de fato fosse ficar na mansão, pois seu pai parecia ter prazer em manter sua agenda cheia.
—Bem, você sabe o que faz – começou Nino, pouco contente com a situação – Mais ainda acho que deveria ir a policia, talvez eles descubram o numero de quem lhe enviou isto.
—Eu concordo – falou Alya, com Marinette ao seu lado, concordando com a cabeça.
—Pessoal, serio, esta tudo bem – falou o loiro, vendo o motorista estacionar o carro para que o loiro pudesse entrar – E de qualquer forma, eu sei lutar, posso me defender. E se as coisas piorarem, eu prometo ir a policia.
Nino deu um sorriso leve com a promessa do loiro para então se despedir. Adrien entrou no carro e colocou o sinto de segurança, logo o motorista deu partida, porem seu pensamento não estava na aula de esgrima que teria naquele dia, muito menos na sessão de fotos que possivelmente duraria até a noite, mais sim na sua mais nova Stalker.
***
Nathaniel estava no ônibus, olhando fixamente para a tela do celular perguntando-se se deveria ou não perguntar a Adrien o que estava acontecendo. De fato o ruivo viu quando o loiro levantou-se da cadeira bruscamente e ficou olhando pela janela, como se procura-se algo, porem após alguns minutos procurando o loiro desistiu e jogou-se na cadeira, com cara de poucos amigos.
Nathaniel tinha alguma ideia do que havia acontecido, porem não teve coragem de perguntar a Adrien cara a cara o que estava acontecendo, e por isso agora olhava fixamente para o celular, criando coragem para mandar uma mensagem para o loiro.
Com receio, porem decidido, Nathaniel começou a escrever a mensagem, mandando-a em seguida, antes que perdesse a coragem.
“Percebi que aconteceu algo na sala. Esta tudo bem?”
Demorou alguns minutos para que o loiro respondesse, mais a resposta atiçou ainda mais a sua curiosidade e sua preocupação.
“Vou te contar hoje a noite, mais hoje feche a janela e a cortina, vou entrar por outro lugar”
Nathaniel chegou em casa no horário de sempre, porem para a sua surpresa, sua mãe estava em casa e parecia muito entretida guardando algumas comprar no armário.
—Nathaniel? – falou ela, de joelhos guardando alguns itens em um armário.
—Sim? – respondeu o ruivo, atrás de si, fazendo a mesma soltar um grito curto, o que fez o ruivo rir.
—Bem... – começou ela, ficando em pé e batendo as mãos na calça – Eu comprei algo que quero que você e seu amigo noturno experimentem hoje.
Nathaniel arregalou os olhos, enquanto sua mãe deu um sorriso maroto.
—Achou mesmo que não sabíamos? – falou ela, enquanto procurava algo nas sacolas.
—Eu... – começou o ruivo, sem saber o que dizer.
—Não precisa explicar – falou ela, aproximando-se do filho e acariciando seus cabelos – Você estava tão mal, e nos não conseguíamos te ajudar – sua expressão era de tristeza, porem a tristeza logo tornou-se uma expressão mais leve, mais contente – Mais parece que sua visita noturna conseguiu, então somos gratos a ele.
—Mãe... – falou o ruivo, sorrindo.
—Mas! – falou ela, colocando o dedo sobre os lábios do ruivo, antes que o mesmo continua-se a falar – Eu tenho uma condição para que essas visitas continuem.
Nathaniel olhou um pouco chocado, sem saber o que dizer.
—Diga a ele para aparecer algum dia, de preferencia durante o dia – falou ela rindo levemente – Quero conhece-lo, e seu pai também.
O ruivo sorriu, um sorriso leve e divertido.
—Vou falar pra ele, mas não prometo nada – falou o jovem rindo, porem notou na bancada atrás de sua mãe uma grande garrafa de chá – O que é isso?
Nathaniel apontava para a garrafa, fazendo sua mãe virar o corpo para ver o que era.
—A isso? – falou ela, pegando a garrafa e entregando ao ruivo – É o que quero que experimentem. A nossa vizinha comprou e disse que é uma delicia.
Nathaniel pegou a garrafa e olhou melhor, era chá gelado de abacaxi com hortelã, algo que nunca havia visto na vida, porem resolveu dar uma chance a bebida, talvez fosse gostosa.
—Agora vai tomar um banho e trocar de roupa, vou começar o jantar e você vai me ajudar! – falou ela, sorrindo enquanto prendia os cabelos.
Nathaniel abriu a geladeira e colocou a garrafa ali, para então subir as escadas. Ao entrar no quarto, a primeira coisa que fez foi fechar as janelas, porem percebeu que a tranca de uma delas estava com defeito e não fechava corretamente, porem o ruivo não deu muita importância, pois não estava ventando o suficiente para que a janela abrisse e com esse pensamento ele fechou as rotinas e foi tomar um banho.
Após um relaxante banho, o ruivo desceu as escadas e foi ajudar sua mãe com o jantar. Apesar de não parecer, Nathaniel era realmente muito habilidoso na cozinha, e cozinhava divinamente bem.
Após algumas horas o jantar estava pronto, os três comeram animadamente e conversaram sobre muitas coisas, finalmente tudo parecia estar voltando ao normal. Após comerem, Nathaniel foi até a cozinha, aonde lavou a louça e limpou tudo, para então preparar alguns sanduiches para que ele e o loiro pudesse comer durante a madrugada.
Após preparar os sanduiches, Nathaniel subiu as escadas levando os sanduiches e o chá com sigo. O ruivo entrou no quarto e colocou os sanduiches e a garrafa de chá com alguns copos sobre sua escrivaninha e dentou-se na cama, cobrindo-se com uma coberta.
O ruivo colocou seu celular para despertar as três da madrugada e se preparou para tirar um cochilo.
***
Adrien treinou esgrima até as seis da tarde, e assim que saiu da aula de esgrima o loiro foi ate um parque aonde tinha uma sessão de fotos marcada. Durante esse tempo, Adrien ficou sempre atento a qualquer movimento suspeito, porem nada fora do normal aconteceu, o que fez o loiro sentir-se frustrado.
A sessão de foto acabou as nove, a lua já estava no céu e o frio estava cortante, porem não nevava, algo que Adrien agradeceu mentalmente. O loiro chegou em casa vendo uma mesa com comida somente para si.
Adrien comeu com voracidade, pois estava morrendo de fome, depois de comer o loiro subiu para seu quarto e tomou um banho e jogou-se na cama, colocando seu celular para despertar as duas da madrugada, pois tinha que conversar com o ruivo.
Duas horas o celular de Adrien despertou, fazendo o loiro soltar um gemido baixo, porem mesmo que não quisesse tinha que levantar e assim o fez. O jovem levantou-se e transformou-se em Chat Noir, saindo com cuidado do quarto e da casa, evitando as câmeras de segurança.
Chat Noir pulava os telhados fazendo um novo caminho até a casa do ruivo, dessa vez sua intenção era entrar pela janela da sala que o loiro havia percebido que ficava aberta. O loiro chegou rapidamente aonde queria, vendo que a janela estava entreaberta, para que o ar da casa fosse trocado.
O loiro abriu a janela procurando fazer o máximo de silencio que conseguiu e entrou, fechando a mesma, em seguida subiu as escadas indo em direção ao quarto do ruivo. Adrien entrou no quarto de Nathaniel já desfazendo sua transformação, percebeu satisfeito que o ruivo havia feito o que havia pedido e fechado a janela.
Adrien então olhou para a cama, vendo Nathaniel deitado ali dormindo, o loiro então retirou seu celular, vendo que eram duas e quarenta da madrugada, o loiro então se sentou no puff vermelho, iria esperar o ruivo acordar.
Três da madrugada o celular de Nathaniel despertou, e o ruivo abriu os olhos verdes vendo Adrien ali sentando o observando dormir, o ruivo então sentiu as bochechas corarem levemente ao saber que o loiro o ficou encarando em vez de acorda-lo.
—Boa noite – falou Adrien sorrindo.
—Por que não me acordou? – falou Nathaniel, corado. Adrien apenas sorriu.
—Achei melhor deixar você dormir – respondeu o loiro, um pouco corado, pois na verdade não havia acordado Nathaniel porque gostava de ver o ruivo dormir.
—Com fome? – perguntou Nathaniel, porem Adrien balançou a cabeça negativamente.
—Quero falar com você antes – falou o loiro, seriamente.
Adrien contou a Nathaniel o que havia acontecido na sala, contou também sua teoria sobre a pessoa que os observava e que estava retirando fotos, Nathaniel disse que achava que não era o alvo, mais sim o loiro, quando Adrien o questionou, tudo que Nathaniel disse foi para que ele se olha-se no espelho, algo que gerou algumas risadas de ambos.
—Não sei o que fazer – falou Adrien, suspirando – Sinto como se estivesse caçando um fantasma.
Nathaniel nada disse, primeiramente por não saber o que responder, então o ruivo apenas se levantou e pegou um dos sanduíches e serviu dois copos de chá, oferecendo um deles ao loiro.
—Não adianta quebrar a cabeça com isso agora – falou Nathaniel, sentando-se na cama – Vamos esperar um pouco, em algum momento essa pessoa deve cometer um deslize.
Adrien concordou com a cabeça, para então erguer o copo com chá, convidando o ruivo a brindar consigo. Nathaniel sorriu e levou seu copo contra o do loiro, fazendo o clássico tin tin.
—Saúde – falou ambos, enquanto viraram os copos.
Adrien percebeu uma leve ardência em sua língua ao beber o chá, porem bastou um olhar para a garrafa para que percebe-se que havia hortelã, e associou a ardência de sua língua a isso. Nathaniel sentiu a mesma coisa, porem ignorou e continuou a sorver o liquido, enquanto comia o sanduíche.
Adrien serviu-se de outro copo de chá e pegou o sanduíche, comendo junto com o ruivo enquanto conversavam, evitando o assunto sobre as fotos, e após terminarem o segundo copo, ambos já estavam mais alegres.
Somente quando estavam no quarto e sexto copo de chá, e completamente alegres e risonhos que Adrien resolveu ler o rotulo do chá, o loiro levantou-se um pouco tonto e pegou a garrafa, virando o rotulo somente para ver que a garrafa de chá não era um chá normal, mais sim um chá batizado.
—Nathaniel – falou o loiro, rindo levemente – Quem te deu isso?
—Minha mãe – falou o ruivo, virando o copo até acabar – Ela disse que sabe sobre você vir aqui a noite, e pediu para que você se apresente a eles.
Nathaniel já havia bebido seis copos, enquanto Adrien quatro. O loiro então olhou para o ruivo, e disse um pouco seriamente.
—Tem álcool nisso – falou o loiro, colocando a garrafa sobre a escrivaninha, ignorando completamente o fato dos pais do ruivo saberem sobre ele, em parte por que já imaginava isso e por que o álcool já estava agindo em suas decisões.
—Serio? – falou Nathaniel, rindo e mostrando o copo para Adrien, para que o loiro o enchesse com o chá alcoólico.
—Acho que chega disso aqui por hoje – falou Adrien, pegando o copo da mão de Nathaniel e colocando sobre a escrivaninha, vendo que a garrafa já estava no fim.
—Só mais um pouco – falou Nathaniel, fazendo um bico leve, como o de uma criança fazendo birra, Adrien riu.
—Não – falou Adrien rindo levemente. O loiro então abriu um pouco da cortinas, vendo que estava começando a ventar, o loiro então pegou seu celular, vendo que já eram quatro e meia da manha, estava na hora de ir.
— Você vai embora? – perguntou Nathaniel, com uma expressão triste.
—Sim, já esta tarde – falou Adrien, movimentando-se com cuidado e percebendo satisfeito que a tontura já havia passado.
—Não vai... – falou Nathaniel baixo e com a voz um pouco chorosa.
O ruivo não sabia o que necessariamente o fez agir assim, a verdade era que desde que havia recebido as imagens, o ruivo estava incrivelmente alerta, e qualquer pessoa poderia ser aquele que lhe enviou a imageme isso o fazia sentir medo, porem quando estava com Adrien o jovem não sentia medo, na verdade sentia-se incrivelmente seguro.
O álcool o deixou ciente sobre essas sensações, ele sentia o medo de ficar sozinho com alguém o observando, e por isso queria ficar com ele, o ruivo de fato não queria ficar sozinho.
Adrien virou-se para o ruivo, vendo o mesmo com a cabeça um pouco baixa, e em seus olhos verdes haviam pequenas lagrimas, e o pior era que aquilo mexia consigo, de uma maneia que ele não sabia explicar.
Movido por seu próprio desejo, o loiro aproximou-se de Nathaniel e passou o dedo delicadamente em seus olhos, o jovem então ergueu a cabeça olhando o loiro nos olhos e ali Adrien viu o medo de Nathaniel ficar sozinho.
—Nathaniel... – falou Adrien, movendo-se para frente e deitando o ruivo na cama, ficando sobre si.
Se lhe pergunta-se o motivo de estar fazendo aquilo, o jovem simplesmente colocaria a culpa no álcool, afinal o álcool muda o comportamento das pessoas, fazendo as mesmas fazerem coisas que não teriam coragem.
E sem pensar muito sobre o motivo de estar fazendo aquilo, o loiro apenas agiu, deixando seus desejos tomarem conta de suas ações, e colocando a culpa no álcool que havia bebido.
Adrien pegou o rosto de Nathaniel com cuidado e o virou para si, beijou os olhos verdes com cuidado, provando as lagrimas do ruivo, para então descer e beijar os lábios do ruivo com cuidados.
O beijo durou pouco e foi breve e leve, o loiro afastou-se e observou o rosto corado de Nathaniel, porem ele não queria parar, ele queria mais.
O loiro aproximou-se e beijou os lábios rosados novamente, dessa vez por mais tempo, e então novamente, dessa vez mais profundamente , provando o sabor da boca do ruivo com cuidado de forma lenta e prazerosa.
Ele nunca havia beijado alguém, mais parecia que seu corpo sabia o que fazer, ele então colocou com cuidado sua linga contra a do ruivo, sentindo cada vez mais Nathaniel, que parecia aprovar cada vez mais as ações de Adrien.
Beijaram-se por alguns minutos, e quando se afastaram para pegar um pouco de ar, um gemido escapou dos lábios de Nathaniel, aquilo soou como musica nos ouvidos de Adrien, uma musica que ele realmente adorou.
Seguindo seus instintos, Adrien beijou o queixo de Nathaniel e foi descendo os beijos pelo pescoço, porem ele não beijava fortemente, somente provando a pele, para evitar deixar marcas muito fortes.
Nathaniel sentindo os beijos de Adrien em seu pescoço arrepiou-se totalmente, tornando-se consciente do quanto o seu pescoço era sensível, pois nunca ninguém havia o tocado ali, pelo menos não daquela maneira.
Mais um gemido escapou de seus lábios, fazendo-o corar fortemente, enquanto sentia seu corpo inteiro esquentar. Inconsciente de suas ações, Nathaniel colocou sua cabeça para o lado, deixando mais espaço para que Adrien pudesse trabalhar, para que ele pudesse toca-lo mais.
Adrien então colocou sua mão por baixo da camisa do ruivo, sentia seu corpo quente e o desejo que sentia por Nathaniel a flor de sua pele, ele queria mais, ele queria provar mais do sabor do ruivo, mais de seus lábios e sua pele, ele queria ouvir mais da musica que Nathaniel era capaz de produzir com a sua voz.
—Adrien... – chamou Nathaniel, gemendo baixo conforme a mão do loiro subia por sua barriga, tocando a pele branca com poucos músculos.
Adrien abaixou-se, beijando a barriga pálida do ruivo, vendo este arrepiar-se completamente, aquilo era perigoso, mais incrivelmente viciante.
Adrien voltou sua atenção para o rosto do ruivo, vendo o tom vermelho de seu rosto e aproximou-se novamente, beijando os lábios e o pescoço, perdendo-se nas sensações que estava proporcionando.
E em meio a essas sensações, ambos os garotos não perceberam que a janela do quarto havia aberto com o vento, e que a cortina esvoaçava, permitindo que as pessoas de fora pudessem ver o que estava acontecendo dentro do quarto.
Somente quando a neve que caía do lado de fora tocou a pele de Adrien que o loiro voltou a si, vendo o que havia feito com o ruivo abaixo de si, que respirava ofegante completamente entregue.
Aproveitando-se do momento de sanidade que o possuiu, o loiro afastou-se e saiu, controlando-se para não voltar, pois ele sabia que se volta-se, não conseguiria parar, mais a verdade era que ele não queria parar.
E com esse pensamento ele saiu pela janela, transformando-se em Chat Noir na varanda e correu para longe, sem olhar para trás.
Fale com o autor