Seulement Vous
8 Capitulo 8
Notas iniciais
Após a saída silenciosa de Adrien, Nathaniel ficou ali parado ofegante, porem seu corpo não estava satisfeito, na verdade ele não estava satisfeito, ele não queria parar.
O calor estava insuportável, e sem pensar muito o jovem levou as mãos para o cós da calça que usava, abrindo o botão e abaixando levemente, levando então a mão ao seu membro que estava desperto.
Nathaniel sentia ainda em sua pele os toques de Adrien, cada um deles queimava, deixando sua pele mais quente e com isso em mente, com as lembranças dos toques libidinoso de Adrien em si, Nathaniel começou o movimento de vai e vem, sentido o calor aumentar cada vez mais.
Logo alguns gemidos saiam de seus lábios sem sua permissão, assim como ofegos pesados, sua respiração transformada em uma fumaça branca, em contraste com o frio que fazia em seu quarto.
—Adrien... – o sussurro saiu baixo, seguido de um gemido, enquanto o jovem aumentava a velocidade.
De fato não era a primeira vez que fazia aquilo, na verdade o jovem só fazia isto quando queria se livrar do stress que sentia, nunca por uma necessidade incontrolável como a que sentia naquele momento. Mais um gemido, mais ofegos, o jovem sentia seu ápice cada vez mais perto, e inconscientemente aumentou o volume de sua voz, percebendo que estava alto de mais, o jovem mordeu os lábios, tentando controlar-se para não acordar seus pais.
O ruivo jogou o rosto para o lado, e com a outra mão tocou os locais aonde Adrien havia tocado em seu corpo, sentido as lembranças dos toques queimar ainda mais sua pele e sua mente, e enquanto sentia essas sensações seu ápice chegou, fazendo o ruivo ofegar o nome do loiro enquanto derramava-se em sua mão.
O jovem ficou ali ofegando por alguns minutos, porem seu corpo começou a esfriar, e o frio que entrava pela janela começou a incomoda-lo, sem escolha o jovem se levantou e foi ao banheiro, tropeçando um pouco pelo caminho devido à tontura que sentia.
Ao voltar, fechou a janela e colocou um livro grosso como contrapeso e jogou-se na cama, cobrindo-se e dormido em seguida.
Nathaniel acordou um pouco mais cedo que o normal devido a uma forte sede e o gosto amargo em sua boca, um pouco desnorteado o jovem se levantou, vendo tudo rodar a sua volta e uma forte dor de cabeça atingi-lo.
O jovem ficou parado sentando em sua cama por algum tempo, até que as lembranças da noite anterior voltaram a sua mente, fazendo Nathaniel corar dos pés a cabeça enquanto tocava os lábios levemente com as mãos.
O jovem então levantou-se com cuidado e pegou a garrafa de chá que sua mãe havia lhe dado, com um pouco de pressa o jovem virou a garra e viu, um pouco chocado, o teor alcoólico da bebida.
Do lado esquerdo, um pouco apagado pela quantidade de desenhos no rotulo, havia o aviso de que era uma bebida alcoólica, e a porcentagem de álcool para a sua surpresa era de 15%, uma quantidade muito alta.
—Argh... – falou o ruivo, colocando a mão na cabeça, amaldiçoando a falta de atenção de sua mãe.
O ruivo então abriu uma das muitas gavetas que havia em sua escrivaninha e pegou uma cartela de adesivos coloridos em forma de setas e círculos, o jovem então colocou um circulo vermelho em volta do aviso e varias setas apontando para o mesmo.
Nathaniel então olhou para o relógio que havia no canto de sua escrivaninha, vendo que eram seis e meia da manha, ou seja, faltava meia hora para que os seus pais levantassem. Cambaleante, o jovem desceu as escadas e colocou a garrafa no centro da mesa de jantar, em seguida foi até a cozinha, aonde tomou três copos de agua.
O jovem então voltou para seu quarto e deitou-se na cama, sentindo um grande mau estar tomar conta do seu corpo, e com isso em mente o jovem desligou o despertador de seu celular, pois não tinha condições de ir para a aula naquele estado, mas a verdade era que não iria para a aula por que sabia melhor do que ninguém que não conseguiria encarar Adrien cara a cara, pelo menos não depois do que aconteceu.
Após alguns minutos, o jovem ouviu seu pai abrir a porta do quarto e sair para a sala, ao ver a garrafa, o homem perguntou a sua mãe o que era aquilo, um pouco encabulada a mulher saiu do quarto e ao ver a garrava com menos de um terço do liquido sobre a mesa, ficou sem saber o que dizer.
Seu pai então pegou a garrafa e virou, vendo os adesivos colocados apontando para o aviso que dizia que a bebida possuía 15% de teor alcoólico. O jovem ouviu sua mãe soltar um grito e os passos rápidos de seus pés subindo a escadas, indo em direção ao quarto do filho.
—Nathaniel! – gritou ela, abrindo a porta do quarto com violência, porem tudo que Nathaniel fez foi gemer com o barulho alto que aumentou sua dor de cabeça – Ai meu deus...o que foi que eu fiz...
O ruivo ouviu seu pai falando algo e os dois saíram do quarto, porem o ruivo podia ouvir claramente os dois discutindo no andar de baixo.
—Você deu bebida alcoólica para o nosso filho?! – falou seu pai, exaltado.
—Me desculpa...Me desculpa... – falou sua mãe, que pelos barulhos parecia andar de um lado para o outro na sala.
—Vai dar um remédio para dor e tontura pra ele – falou seu pai, após um longo suspiro.
Sua mãe apareceu alguns minutos depois com um copo de agua e três comprimidos que entregou ao ruivo, que os bebeu com prazer. Sua mãe desculpou-se diversas vezes com o jovem, enquanto seu pai apenas olhava para ela, com uma expressão de poucos amigos.
—Vamos trabalhar agora – falou ele, aproximando-se da cama – Durma um pouco e beba bastante agua, até o almoço você vai estar melhor.
—Não precisa ir pra aula – falou sua mãe preocupada com a palidez de Nathaniel – Fica deitado até se sentir melhor.
O ruivo concordou levemente e assim que seus pais saíram o jovem voltou a dormir.
***
Adrien chegou a sua casa alheio a qualquer coisa, por sorte seu corpo já acostumado com o caminho fez tudo no modo automático, principalmente desviar das câmeras de segurança de sua casa.
O loiro entrou em seu quarto e desfez a transformação em Chat Noir, para então jogar-se na cama e abraçar o travesseiro enquanto lembrava do calor da pele, dos sons e da sensação de ter Nathaniel completamente entregue a si, aos seus toques.
Adrien soltou um longo suspiro, perguntando-se mentalmente como teve força de vontade suficiente para parar , pois já havia desistido de tentar entender como havia conseguido começar tudo aquilo.
—O que vai fazer amanha? – perguntou Plagg enquanto comia um grande pedaço de queijo. Adrien gemeu cansado.
—Eu descubro amanha – falou o loiro, enrolando-se na coberta e dormindo.
Porem nem mesmo dormindo era permitido ao loiro esquecer as ações da noite anterior. Em seus sonhos, o jovem não havia parado, mais sim ido até o fim com o ruivo, tocado e beijado cada parte do corpo magro e pálido, e perdendo-se nas sensações que aquele corpo provocava no seu. Adrien acordou ofegante com o sonho realístico e nem precisou baixar o olhar para ver o volume a mais ali.
—Adrien levante, esta na hora da escola – falou Natalie do outro lado da porta.
—Já vou – falou o loiro, pegando seu celular e vendo que o mesmo estava sem bateria.
Adrien levantou-se e colocou uma roupa qualquer e desceu para tomar café enquanto uma dor chata de cabeça o deixava levemente mal humorado. O loiro pegou seu celular e o carregador portátil e colocou em sua mochila, e saiu após tomar somente uma xicara de café bem forte e amargo, algo pouco usual e que não passou despercebido pelo olhar clinico de Natalie.
O loiro foi para a escola pensando no quanto seria estranho encarar Nathaniel no rosto depois do que fez com o ruivo, porem nem teve tempo de pensar na maneira que agiria já que em poucos minutos o carro já estava parado na frente dos portões.
O jovem então desceu e foi até a sala, entrou e sentou em seu lugar normal com Nino ao seu lado.
—Ei, que cara péssima – falou Nino, rindo de Adrien e sua ressaca.
—Ha ha ha – falou o loiro com cara de poucos amigos, porem sorriu levemente – Acho que peguei uma gripe – falou o loiro, mentindo obviamente.
—Você tem que cuidar melhor do seu corpo – falou Alya que havia acabado de chegar – Né Marinette?
A morena embolou-se com as palavras, porem nem teve tempo de tentar explicar a cena patética que realizou, pois a professora chegou naquele momento.
—Bom dia classe! – falou ela, sorrindo – Hoje é nosso ultimo dia de aula.
Comemorações por parte de classe, fazendo a professora rir.
—E por isso, hoje vou somente passar as tarefas de férias e vocês terão o resto do dia para fazerem cartões, entregar presentes e quem sabe, não aconteça uma declaração ou outra? – falou a professora, soltando uma piscadela para a turma.
—Professora, o Nathaniel não veio – falou Juleka, chamando a atenção para si – A senhora sabe o que aconteceu com ele?
A professora torceu o nariz com o senhora proferido pela menina, mais sorriu em seguida.
—Os pais de Nathaniel me ligaram dizendo que ele não estava muito bem e que não viria hoje – falou a professora, porem logo o assunto foi trocado quando a professora começou a passar as tarefas.
Adrien sabia bem o motivo, afinal o ruivo havia ficado completamente bêbado na noite anterior, então possivelmente o ruivo estava com uma ressaca três vezes pior que a sua.
—Ei, o que acham de irmos visitar Nathaniel depois da escola? – falou Alya, chamando a atenção de todos.
—Sim, é uma boa ideia – falou Nino – Apesar de que não somos tão chegados dele.
—Mas acho que deveríamos ir – falou Marinette, com Alya concordando ao seu lado – Vamos falar com a Juleka, ela vai querer ir junto.
—Ahm...pessoal – falou Adrien, tentando chamar a atenção de todos, porem foi completamente ignorado.
Após a aula, todos estavam esperando na frente do portão da escola, Adrien derrotado por Nino e Alya e seus inúmeros argumentos, ligou para Natalie para avisar que faltaria a aula de basquete quando esta lhe disse que o professor havia ligado cancelando a aula da semana toda. Adrien não sabia se pulava de alegria ou xingava seu professor até a terceira geração, mais resolveu ignorar isso, pois estava preocupado com o ruivo.
Logo o seu motorista parou na frente da escola com um carro maior para sete pessoas, pedido extra de Adrien para Natalie.
—Realmente, ser rico tem suas vantagens – falou Nino, tirano sarro com a cara de Adrien que apenas sorriu de canto para o amigo.
Todos entraram no carro e seguiram em silencio até a casa de Nathaniel.
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