Notas iniciais
Alguma cenas um pouquinho fortes no capitulo. Se for menor de 18 anos não leia...ou leia, eu sou só uma nota inicial do capitulo, não vou te bater se você ler ou algo assim. Boa leitura.

Após a saída silenciosa de Adrien, Nathaniel ficou ali parado ofegante, porem seu corpo não estava satisfeito, na verdade ele não estava satisfeito, ele não queria parar.

O calor estava insuportável, e sem pensar muito o jovem levou as mãos para o cós da calça que usava, abrindo o botão e abaixando levemente, levando então a mão ao seu membro que estava desperto.

Nathaniel sentia ainda em sua pele os toques de Adrien, cada um deles queimava, deixando sua pele mais quente e com isso em mente, com as lembranças dos toques libidinoso de Adrien em si, Nathaniel começou o movimento de vai e vem, sentido o calor aumentar cada vez mais.

Logo alguns gemidos saiam de seus lábios sem sua permissão, assim como ofegos pesados, sua respiração transformada em uma fumaça branca, em contraste com o frio que fazia em seu quarto.

—Adrien... – o sussurro saiu baixo, seguido de um gemido, enquanto o jovem aumentava a velocidade.

De fato não era a primeira vez que fazia aquilo, na verdade o jovem só fazia isto quando queria se livrar do stress que sentia, nunca por uma necessidade incontrolável como a que sentia naquele momento. Mais um gemido, mais ofegos, o jovem sentia seu ápice cada vez mais perto, e inconscientemente aumentou o volume de sua voz, percebendo que estava alto de mais, o jovem mordeu os lábios, tentando controlar-se para não acordar seus pais.

O ruivo jogou o rosto para o lado, e com a outra mão tocou os locais aonde Adrien havia tocado em seu corpo, sentido as lembranças dos toques queimar ainda mais sua pele e sua mente, e enquanto sentia essas sensações seu ápice chegou, fazendo o ruivo ofegar o nome do loiro enquanto derramava-se em sua mão.

O jovem ficou ali ofegando por alguns minutos, porem seu corpo começou a esfriar, e o frio que entrava pela janela começou a incomoda-lo, sem escolha o jovem se levantou e foi ao banheiro, tropeçando um pouco pelo caminho devido à tontura que sentia.

Ao voltar, fechou a janela e colocou um livro grosso como contrapeso e jogou-se na cama, cobrindo-se e dormido em seguida.

Nathaniel acordou um pouco mais cedo que o normal devido a uma forte sede e o gosto amargo em sua boca, um pouco desnorteado o jovem se levantou, vendo tudo rodar a sua volta e uma forte dor de cabeça atingi-lo.

O jovem ficou parado sentando em sua cama por algum tempo, até que as lembranças da noite anterior voltaram a sua mente, fazendo Nathaniel corar dos pés a cabeça enquanto tocava os lábios levemente com as mãos.

O jovem então levantou-se com cuidado e pegou a garrafa de chá que sua mãe havia lhe dado, com um pouco de pressa o jovem virou a garra e viu, um pouco chocado, o teor alcoólico da bebida.

Do lado esquerdo, um pouco apagado pela quantidade de desenhos no rotulo, havia o aviso de que era uma bebida alcoólica, e a porcentagem de álcool para a sua surpresa era de 15%, uma quantidade muito alta.

—Argh... – falou o ruivo, colocando a mão na cabeça, amaldiçoando a falta de atenção de sua mãe.

O ruivo então abriu uma das muitas gavetas que havia em sua escrivaninha e pegou uma cartela de adesivos coloridos em forma de setas e círculos, o jovem então colocou um circulo vermelho em volta do aviso e varias setas apontando para o mesmo.

Nathaniel então olhou para o relógio que havia no canto de sua escrivaninha, vendo que eram seis e meia da manha, ou seja, faltava meia hora para que os seus pais levantassem. Cambaleante, o jovem desceu as escadas e colocou a garrafa no centro da mesa de jantar, em seguida foi até a cozinha, aonde tomou três copos de agua.

O jovem então voltou para seu quarto e deitou-se na cama, sentindo um grande mau estar tomar conta do seu corpo, e com isso em mente o jovem desligou o despertador de seu celular, pois não tinha condições de ir para a aula naquele estado, mas a verdade era que não iria para a aula por que sabia melhor do que ninguém que não conseguiria encarar Adrien cara a cara, pelo menos não depois do que aconteceu.

Após alguns minutos, o jovem ouviu seu pai abrir a porta do quarto e sair para a sala, ao ver a garrafa, o homem perguntou a sua mãe o que era aquilo, um pouco encabulada a mulher saiu do quarto e ao ver a garrava com menos de um terço do liquido sobre a mesa, ficou sem saber o que dizer.

Seu pai então pegou a garrafa e virou, vendo os adesivos colocados apontando para o aviso que dizia que a bebida possuía 15% de teor alcoólico. O jovem ouviu sua mãe soltar um grito e os passos rápidos de seus pés subindo a escadas, indo em direção ao quarto do filho.

—Nathaniel! – gritou ela, abrindo a porta do quarto com violência, porem tudo que Nathaniel fez foi gemer com o barulho alto que aumentou sua dor de cabeça – Ai meu deus...o que foi que eu fiz...

O ruivo ouviu seu pai falando algo e os dois saíram do quarto, porem o ruivo podia ouvir claramente os dois discutindo no andar de baixo.

—Você deu bebida alcoólica para o nosso filho?! – falou seu pai, exaltado.

—Me desculpa...Me desculpa... – falou sua mãe, que pelos barulhos parecia andar de um lado para o outro na sala.

—Vai dar um remédio para dor e tontura pra ele – falou seu pai, após um longo suspiro.

Sua mãe apareceu alguns minutos depois com um copo de agua e três comprimidos que entregou ao ruivo, que os bebeu com prazer. Sua mãe desculpou-se diversas vezes com o jovem, enquanto seu pai apenas olhava para ela, com uma expressão de poucos amigos.

—Vamos trabalhar agora – falou ele, aproximando-se da cama – Durma um pouco e beba bastante agua, até o almoço você vai estar melhor.

—Não precisa ir pra aula – falou sua mãe preocupada com a palidez de Nathaniel – Fica deitado até se sentir melhor.

O ruivo concordou levemente e assim que seus pais saíram o jovem voltou a dormir.

***

Adrien chegou a sua casa alheio a qualquer coisa, por sorte seu corpo já acostumado com o caminho fez tudo no modo automático, principalmente desviar das câmeras de segurança de sua casa.

O loiro entrou em seu quarto e desfez a transformação em Chat Noir, para então jogar-se na cama e abraçar o travesseiro enquanto lembrava do calor da pele, dos sons e da sensação de ter Nathaniel completamente entregue a si, aos seus toques.

Adrien soltou um longo suspiro, perguntando-se mentalmente como teve força de vontade suficiente para parar , pois já havia desistido de tentar entender como havia conseguido começar tudo aquilo.

—O que vai fazer amanha? – perguntou Plagg enquanto comia um grande pedaço de queijo. Adrien gemeu cansado.

—Eu descubro amanha – falou o loiro, enrolando-se na coberta e dormindo.

Porem nem mesmo dormindo era permitido ao loiro esquecer as ações da noite anterior. Em seus sonhos, o jovem não havia parado, mais sim ido até o fim com o ruivo, tocado e beijado cada parte do corpo magro e pálido, e perdendo-se nas sensações que aquele corpo provocava no seu. Adrien acordou ofegante com o sonho realístico e nem precisou baixar o olhar para ver o volume a mais ali.

—Adrien levante, esta na hora da escola – falou Natalie do outro lado da porta.

—Já vou – falou o loiro, pegando seu celular e vendo que o mesmo estava sem bateria.

Adrien levantou-se e colocou uma roupa qualquer e desceu para tomar café enquanto uma dor chata de cabeça o deixava levemente mal humorado. O loiro pegou seu celular e o carregador portátil e colocou em sua mochila, e saiu após tomar somente uma xicara de café bem forte e amargo, algo pouco usual e que não passou despercebido pelo olhar clinico de Natalie.

O loiro foi para a escola pensando no quanto seria estranho encarar Nathaniel no rosto depois do que fez com o ruivo, porem nem teve tempo de pensar na maneira que agiria já que em poucos minutos o carro já estava parado na frente dos portões.

O jovem então desceu e foi até a sala, entrou e sentou em seu lugar normal com Nino ao seu lado.

—Ei, que cara péssima – falou Nino, rindo de Adrien e sua ressaca.

—Ha ha ha – falou o loiro com cara de poucos amigos, porem sorriu levemente – Acho que peguei uma gripe – falou o loiro, mentindo obviamente.

—Você tem que cuidar melhor do seu corpo – falou Alya que havia acabado de chegar – Né Marinette?

A morena embolou-se com as palavras, porem nem teve tempo de tentar explicar a cena patética que realizou, pois a professora chegou naquele momento.

—Bom dia classe! – falou ela, sorrindo – Hoje é nosso ultimo dia de aula.

Comemorações por parte de classe, fazendo a professora rir.

—E por isso, hoje vou somente passar as tarefas de férias e vocês terão o resto do dia para fazerem cartões, entregar presentes e quem sabe, não aconteça uma declaração ou outra? – falou a professora, soltando uma piscadela para a turma.

—Professora, o Nathaniel não veio – falou Juleka, chamando a atenção para si – A senhora sabe o que aconteceu com ele?

A professora torceu o nariz com o senhora proferido pela menina, mais sorriu em seguida.

—Os pais de Nathaniel me ligaram dizendo que ele não estava muito bem e que não viria hoje – falou a professora, porem logo o assunto foi trocado quando a professora começou a passar as tarefas.

Adrien sabia bem o motivo, afinal o ruivo havia ficado completamente bêbado na noite anterior, então possivelmente o ruivo estava com uma ressaca três vezes pior que a sua.

—Ei, o que acham de irmos visitar Nathaniel depois da escola? – falou Alya, chamando a atenção de todos.

—Sim, é uma boa ideia – falou Nino – Apesar de que não somos tão chegados dele.

—Mas acho que deveríamos ir – falou Marinette, com Alya concordando ao seu lado – Vamos falar com a Juleka, ela vai querer ir junto.

—Ahm...pessoal – falou Adrien, tentando chamar a atenção de todos, porem foi completamente ignorado.

Após a aula, todos estavam esperando na frente do portão da escola, Adrien derrotado por Nino e Alya e seus inúmeros argumentos, ligou para Natalie para avisar que faltaria a aula de basquete quando esta lhe disse que o professor havia ligado cancelando a aula da semana toda. Adrien não sabia se pulava de alegria ou xingava seu professor até a terceira geração, mais resolveu ignorar isso, pois estava preocupado com o ruivo.

Logo o seu motorista parou na frente da escola com um carro maior para sete pessoas, pedido extra de Adrien para Natalie.

—Realmente, ser rico tem suas vantagens – falou Nino, tirano sarro com a cara de Adrien que apenas sorriu de canto para o amigo.

Todos entraram no carro e seguiram em silencio até a casa de Nathaniel.

Notas finais
É isso pessoal! Até o próximo! Não esqueçam os comentários!