Notas iniciais
Eu sei que demorei, me desculpem. Eu tenho uma pergunta para vocês leitoras: como vocês vem o Gabriel, pai do Adrien? Eu o vejo como um preconceituoso, mas eu gostaria de saber o que vocês acham, para que eu possa dar continuidade a estoria. Então digam o que acham nos comentários! Enfim! Boa leitura!

Nathaniel acordou com uma forte dor de cabeça, o jovem então levantou-se gemendo em seguida, um pouco desnorteado, o ruivo então olhou para baixo, vendo o completo vazio abaixo de si, assustado ele jogou-se para trás, vendo que estava sobre uma espécie de plataforma transparente, ou foi isso o que ele deduziu com a pouca visão que tinha.

O ruivo então reparou nas argolas metálicas em suas mãos e pescoço, assustado o ruivo tentou retira-las, porem elas não saiam, se quer se mexiam.

—É inútil – falou alguém a sua frente, porem estava muito escuro para que pudesse identificar quem havia falado.

—Quem esta ai? – falou Nathaniel, olhando freneticamente em volta, porem sem se mexer muito, já que não sabia o limite do local a onde estava.

Ouviu-se uma risada feminina, em seguida uma luz foi acessa ao seu lado. O ruivo quase gritou de susto enquanto a luz machucava seus olhos. O ruivo então pode enxergar melhor o local aonde estava, percebendo surpreso que encontrava-se dentro de uma caixa transparente.

—Bom dia erva daninha— falou a garota, sorrindo para si.

—Quem é você? – falou o ruivo, ignorando o fato de ter sido chamado de erva daninha.

—Não interessa saber quem eu sou ou deixo de ser – falou a garota afastando-se dali – Afinal, você vai morrer logo de qualquer forma.

E com essa frase a garota se afastou, deixando um confuso Nathaniel para trás.

***

Adrien demorou alguns minutos para achar o prédio, ao encontra-lo o loiro percebeu que quase todas as janelas estavam fechadas com madeiras, exceto por duas no ultimo andar. Um pouco receoso o loiro foi até a janela mais próxima, e percebeu que não havia absolutamente nada no local, ou pelo menos nada que pudesse ver daquele ângulo.

Sem escolha, Adrien seguiu para a outra janela entrando no prédio pela mesma. O loiro podia enxergar perfeitamente bem no escuro, porem não esperava por aquilo. Uma forte Luz foi jogada sobre si, e um grande manto preto caiu, fazendo barulho.

Porem antes que pudesse tomar alguma ação, uma caixa transparente fechou-se envolta de si, selando qualquer chance de fuga. O loiro então percebeu Nathaniel preso na caixa transparente no alto, bem próximo ao teto.

Adrien não pode deixar de sentir um alivio imenso ao notar que o ruivo estava acordado e que parecia não possuir nenhum ferimento. Adrien pode ver um pequeno sorriso nos lábios do ruivo, enquanto este vinha mais para frente e apoiava ambas as mãos contra o vidro.

—Adrien! – falou uma voz feminina, chamando sua atenção. A garota estava em uma espécie de andaime, que ficava na mesma altura da prisão de Nathaniel – Você veio!

—Alice! – falou o loiro, com irritação na voz. A garota ficou vermelha e tremeu levemente o corpo, adorando o fato de Adrien tela chamado pelo nome.

—Você lembra... – falou ela, com pequenas lagrimas nos olhos – Finalmente você se lembra de mim....– falou a garota, sonhadora.

—Alice... – falou Adrien, seriamente – Solte Nathaniel...ele não tem nada a ver com isso.

A expressão sonhadora tornou-se sombria, dando espaço a um sorriso psicótico.

—Não tem nada a ver com isso? – falou ela, com ironia, rindo no final – Não vê? Ele esta afastando você de mim! Essa...Essa...maldita erva daninha! – a garota começou a andar de um lado para o outro – Não percebe? A sua perfeição esta sendo imaculada por esse ser imundo!

A garota esbravejou, gritando de raiva.

—Nós éramos tão unidos! Até pouco tempo estávamos juntos! Sempre juntos! – falou a garota, começando então um discurso sobre os encontros que Adrien e ela haviam tido, porem nada daquilo havia acontecido, Alice estava confundindo a realidade com o seu mundo de conto de fadas.

—Alice...isso nunca aconteceu – falou Adrien, seriamente – Fazem três anos que eu não vejo você...

A garota arregalou os olhos, para então começar a rir loucamente. Então a garota simplesmente retirou um controle de seu vestido roxo e apertou um botão.

Nathaniel observava tudo de olhos arregalados, o jovem percebeu quando a garota retirou um controle de seu vestido e apertou o botão, porem não imaginou que algo como aquilo fosse acontecer.

Uma forte descarga elétrica, foi isso que Nathaniel sentiu quando a garota apertou o botão. Os choques vinham das pulseiras e da coleira de metal que usava, fazendo o jovem se contorcer e gritar dentro da caixa.

—Nathaniel! – gritou Adrien, em desespero.

—Ele te hipnotizou...mais eu vou te salvar – falou a garota, pressionando o botão novamente, e novamente Nathaniel gritou, contorcendo-se no chão – E assim você vai se lembrar de mim...de nos...

Adrien em desespero jogou-se contra a caixa que estava preso, e percebeu surpreso a caixa aonde Nathaniel estava ir um pouco para o lado. A garota sorriu levemente para então gargalhar.

—Eu não faria isso se fosse você – falou ela, parando de apertar o botão e apontando para cima. Adrien percebeu então uma grande estrutura montada, que ligava a sua gaiola com a do ruivo – Se quebrar ou movimentar a gaiola... – falou ela, apontando para o lado, aonde Adrien percebeu com um horror crescente que havia um buraco – Digamos que ele sofrera uma queda e tanto...

Adrien afastou-se da parede olhando seriamente para a garota que sorria. Ela então usou um uma especial de balanço que a colocou no chão, a jovem então andou até Adrien e abriu uma pequena abertura que havia na gaiola aonde ela jogou um controle pequeno.

—Pega – falou ela, seriamente.

—Não – respondeu Adrien, pois já sabia o que era aquilo.

Irritada, ela pegou o seu controle, e Adrien percebeu que havia uma espécie de medidor de potencia, a garota aumentou a potencia dos choques e apertou o botão, e novamente Nathaniel gritou, contorcendo-se.

—Pega! – falou a garota, mais alto. Sem escolha, Adrien pegou o controle – Aperta.

—Não – falou ele, a garota aumentou novamente a potencia e apertou o botão.

—Eu disse aperta! – ela falou, completamente irritada.

—Não... – falou Adrien, não por teimosia, mais por que não conseguiria machucar o ruivo.

A garota fechou a cara, suas mãos e ombros tremiam de raiva, ela então aumentou a potencia, colocando próximo do máximo e olhou para o loiro.

—Aperta... – falou ela, com a voz baixa.

—Não consigo... – falou Adrien.

Ela então apertou o botão enquanto encarava o loiro com ódio no olhar. Adrien viu Nathaniel se contorcer, e percebeu com horror crescente que o ruivo começou a babar, Nathaniel estava entrando em choque com a voltagem muito alta sendo jogada em seu corpo.

—Pare... Pare!! – gritou Adrien – Por favor...para...não o machuque...não mais...

O loiro caiu de joelhos na gaiola sem saber o que fazer. A garota a sua frente gritou e esperneou de frustração.

—Por que...por que se recusa? – falou ela, olhando para o loiro – Ele esta te controlando, esta fazendo você esquecer de mim... de nos... – falou ela, com lagrimas nos olhos – Como pode querer protege-lo...

A garota então virou-se de costas para Adrien, para então rir levemente.

—Se ele morrer...você vai voltar pra mim... – falou ela, sorrindo, como se tivesse acabado de achar a solução para todos os seus problemas – É isso...basta mata-lo...e tudo voltara como era antes.

—Alice! – falou Adrien – Não faça isso!

A garota o ignorou e seguiu em direção ao balanço que a levantou, colocando-a na plataforma novamente, ela então andou em direção a um painel, aonde haviam algumas alavancas. A jovem então abaixou duas alavancas, que começaram a movimentar a gaiola do ruivo, ali Adrien percebeu que o sistema estava ligado para funcionar se o loiro se movimenta-se e não em seu peso.

A garota moveu a gaiola até o buraco, porem diferente do que Adrien pensou, ela não pretendia jogar o garoto de lá de cima, aquilo era apenas uma precaução, para caso o loiro tentasse algo.

A jovem então foi até uma caixa que estava no chão e de lá retirou uma pistola. Adrien arregalou os olhos ao perceber o que a garota faria, ela iria atirar no ruivo para então joga-lo no vazio.

Desesperado, Adrien tentou dialogar com a garota, porem esta o ignorou e continuou seu caminho até o ruivo que estava estirado no chão, respirando com dificuldade.

—Se eu matar você...ele...ele vai me amar...não é? – falou ela, sorrindo para o ruivo. Esta então engatilhou a pistola e apertou o gatilho, fazendo o sangue vermelho espalhar-se, manchando o chão e as paredes da caixa.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Não esqueça de escrever a resposta sobre a pergunta que fiz no começo ein! Até a próxima =D