Seulement Vous
14 Capitulo 14
Notas iniciais
Adrien estava desesperado, não sabia o que fazer, mas o pior era saber que se não fizesse nada o ruivo morreria. Seu desespero aumentou ainda mais ao ver a garota mirar a arma em Nathaniel, e foi nesse momento que algo incrível aconteceu.
Em meio ao seu desespero veio uma calmaria, de repente era como se tudo a sua volta estivesse em câmera lenta, sua mente parecia funcionar cinco vezes mais rápido, bolando planos e buscando a melhor solução.
De repente foi como se Adrien soubesse o que fazer, e assim ele fez. O loiro pegou seu bastão de metal e o colocou pela abertura a caixa fazendo o mesmo se expandir, acertando um determinado botão de parada de emergência, que fazia o sistema parar completamente.
Em seguida o jovem ativou o seu poder e destruiu a caixa, para então fazer seu bastão expandir levando-o até a onde o ruivo estava.
Bang!
A dor foi maior do que Adrien pensou que seria, ela parecia se alastrar desde seu ombro até a ponta de seus dedos do pés, porem o loiro não caiu mantendo-se firme e usando o vidro como apoio, porem este rachou-se com o impacto da bala e quebrou, jogando Adrien de cara no chão, dentro da gaiola de Nathaniel.
O ruivo olhou tudo com os olhos arregalados, e ao ver Adrien cair próximo a si tentou levantar, porem seus músculos estavam dormentes devido a potencia alta do choque que havia levado. Com muito esforço o ruivo conseguiu se levantar, ficando de joelhos com a cabeça do garoto em suas pernas.
—Adlien... – chamou Nathaniel, amaldiçoando o fato de sua língua estar dormente.
Algumas gotas quentes caíram no rosto de Adrien, que ao abrir os olhos viu o rosto choroso de Nathaniel sobre si, percebendo que o ruivo tremia. Porem nem tiveram tempo de pensar, um grito ecoou pelo local, fazendo Adrien içar seu corpo, sentindo uma dor tremenda no ombro atingido.
O loiro então observou a garota que havia soltado o revolver e agora gritava em fúria. Ela então correu até o painel chorando, para virar-se para os dois jovens dentro da caixa de vidro.
—Já que é assim – falou ela, com fúria em seu olhar – Morram juntos! Já que é o que querem!
Alice então abaixou uma alavanca que faria a caixa se soltar e virou de costas, correndo para sair do local. Porem diferente do planejado a caixa não se soltou, na verdade somente um lado soltou-se, fazendo a caixa ficar pendurada.
Bastou um olhar para que Adrien percebesse que o vidro não aguentaria o peso, tinham que sair dali. O loiro então pegou seu bastão e ao fez se expandir até bater no andaime, sua ideia era criar um apoio que sustentasse tanto a caixa como os garotos, porem o andaime não era tão forte e começou a desmontar.
Desesperado, Adrien olhou em volta, vendo uma janela aberta ao seu lado, sem pensar muito o loiro ergueu o bastão e golpeou o vidro com sua força acima do normal, fazendo-o se espatifar, sem pensar muito o garoto abraço Nathaniel e jogou-se, mirando a janela.
Adrien conseguiu jogar os dois para fora do prédio no ultimo segundo, em seguida o loiro esticou seu bastão, fincando-o no concreto do prédio e segurou o braço do ruivo evitando a queda de ambos.
—Argh! – gemeu Adrien, pois segurava o ruivo com o braço baleado.
Nathaniel olhou para cima, vendo Adrien com uma careta de dor, o ruivo então percebeu o sangue de Adrien escorrer pelo braço, fazendo algumas gotas caírem em seu rosto. O ruivo então olhou para baixo, percebendo que seria uma queda de aproximadamente sete metros.
A respiração de Adrien condensava-se devido ao frio, e para ajudar estava nevando, o loiro fazia uma força descomunal para manter tanto a si mesmo como Nathaniel suspensos, porem sabia que seu corpo não aguentaria muito tempo, mais Adrien havia decidido aguentar até alguma ajuda chegar, afinal alguém teria que ter ouvido o barulho alto que a caixa de vidro fez ao se espatifar no chão.
—Adrien... – chamou Nathaniel, fazendo o loiro olhar para si – Me solta... – pediu o jovem, Adrien negou com a cabeça – Me solta...se não soltar...vamos cair nós dois...
—Eu não vou soltar você! – falou o loiro, gemente de dor.
Nathaniel ao perceber que Adrien não o soltaria sorriu e soltou a mão do loiro, rapidamente seu corpo começou a escorregar, Adrien aumentou a força do aperto em desespero.
—Obrigado Adrien, por me salvar, por estar lá quando eu mais precisava... – falou o ruivo, o sangue de Adrien misturado com a agua da neve tornou a pele de Nathaniel extremamente escorregadia, o ruivo então soltou um gemido, pois estava com medo – Eu te amo...
Adrien arregalou os olhos enquanto a mão do ruivo escapava da sua, o loiro percebeu que Nathaniel chorava, e percebeu que ele mesmo chorava.
—Não!! – gritou o garoto, vendo o ruivo fechar os olhos enquanto caia.
Nathaniel fechou os olhos, e aconteceu como as pessoas diziam, em poucos segundos o ruivo viu a sua vida toda passar diante dos seus olhos como flashes rápidos, ele sentiu o medo da morte, porem tal medo foi substituído por uma sensação alegre, ele estava feliz, afinal não iria morrer por nada.
Adrien desceu o mais rápido que podia do prédio, o loiro ouviu os bips de seu anel, sinalizando que sua transformação estava no fim, porem ignorou, tudo que importava naquele momento era o ruivo.
Adrien caiu de uma altura de dois metros, percebendo com m pouco de alegria a camada fofa de neve que havia ali, ainda há uma chance, pensou o loiro, enquanto corria até o corpo do ruivo, mais bastou se aproximar um pouco para ver a neve sendo manchada de sangue envolta do corpo de Nathaniel.
—Não... – falou o loiro, correndo aos trôpegos até o ruivo, ao se aproximar o jovem abraçou o corpo de Nathaniel que estava muito frio, de seus lábios escorria um pouco de sangue – Não...Nathaniel... – o loiro aproximou seu rosto, como se tentasse aquecer o ruivo – Eu te amo...por favor...não morra...
Suas lagrimas caiam sem parar, o jovem gritou tentando diminuir sua agonia e sofrimento, logo sua transformação se foi e em poucos segundos aparecerem pelo menos cinco viaturas no local, junto com duas ambulâncias.
Os socorristas se aproximaram na intenção de socorrer o ruivo que definitivamente estava em um estado mais grave, se já não estivesse morto. Dois homens se aproximaram na intenção de tirar Adrien de perto para que pudessem trabalhar, porem o loiro se recusou, vendo que não conseguiriam afastar o garoto, começaram a socorrer o ruivo, torcendo para que o mesmo estivesse vivo.
Um homem jovem se aproximou e encostou o ouvido no peito de Nathaniel, logo seus olhos se arregalaram e este afastou-se com um sorriso leve.
—Ele tem pulso! – gritou ele, começando a dar as ordens e pedindo diversos medicamentos os quais ele injetava diretamente na veia do ruivo.
Adrien recusou qualquer tratamento assim como se recusou a deixar o ruivo, os socorristas então cederam novamente, mais dessa vez insistiram para que o loiro pelo menos estancasse o sangramento, dando-lhe uma toalha branca para que Adrien pressionasse contra o ferimento.
As ambulâncias corriam contra o tempo, pois o pulso de Nathaniel estava muito fraco e o medico descobriu no meio do caminho que na queda o ruivo havia fraturado duas costelas, sendo que uma delas havia perfurado seu pulmão, Nathaniel basicamente estava se afogando no próprio sangue.
Assim que chegaram no hospital, os médicos levaram o ruivo para a sala de cirurgia para poderem tratar do pulmão perfurado e imobilizar as costelas quebradas. Somente quando Nathaniel adentrou o centro cirúrgico que Adrien aceitou que tratassem de seu ferimento.
O loiro foi colocado em uma maca com uma bolsa de sangue e outra de soro, pois os socorristas calcularam que o loiro havia perdido pelo menos um litro de sangue, e que só não estava tonto devido à descarga de adrenalina.
Após verificarem que a bala havia passado direto, os médicos fizeram Adrien realizar alguns Raios-x para verificarem se o tiro não havia quebrado ou trincado algum osso, e descobriram felizes que não, isso tornou o tratamento bem mais fácil para os médicos.
Deram ao loiro uma anestesia local para então fechar o ferimento com alguns pontos, vinte e dois pontos para ser mais exato. Já Adrien ficou perguntando sobre Nathaniel durante todo o tratamento, porem tudo que lhe diziam era que o ruivo ainda estava em cirurgia, e que o mesmo tinha muita sorte de ainda estar vivo.
Após os pontos, os médicos colocaram no loiro uma tipoia, e proibiram o garoto de fazer qualquer esforço físico por pelo menos dez dias, mais para Adrien seu estado de saúde pouco importava, apenas Nathaniel estava em sua cabeça.
Foram dose horas de cirurgia até que os médicos finalmente conseguiram cauterizar o rasgo no pulmão do ruivo e imobilizar as costelas quebradas e estancar a hemorragia interna que se deu pela queda, após isso colocaram o jovem em uma UTI e trataram as queimaduras que as argolas de metal causaram na pele de Nathaniel.
Durante esse tempo, alguns policiais vieram perguntar a Adrien o que havia acontecido, o loiro disse a verdade, exceto o fato de que era Chat Noir, o loiro falou sobre o sequestro e as torturas, falou também sobre o tiro, mais evitou entrar em detalhes mais profundos.
Quando os policiais estavam saindo, Adrien chamou um deles e perguntou quem havia chamado a policia, os policiais sorriam ao responderem.
—Foi a Ladybug – falou o homem sorrindo – Ela também capturou a senhoria Alice Voulies.
—Vocês realmente tiveram muita sorte – completou o outro policial, para então saírem do quarto do loiro. O garoto de certo modo não absorveu completamente o signifcado daquelas palavras, pois sua mente estava somente em Nathaniel.
Adrien andava pelos corredores do hospital, assim que soube que Nathaniel havia saído da cirurgia com vida e que estava na UTI o loiro basicamente correu até lá, queria ver o estado do ruivo a qualquer custo.
Porem assim que chegou lá arrependeu-se de ter ido, sentados ao lado da cama de Nathaniel estavam os pais do ruivo, a mulher sempre tão alegre agora chorava enquanto segurava a mão do filho, já o pai acariciava os ombros dela, porem bastava um olhar para saber que o mesmo já havia chorado.
Mais o pior era ver o ruivo completamente entubado com diversos aparelhos ligados em si, os pulsos e pescoço com faixas grosas e brancas, e ao ver o ruivo daquela maneira o jovem sentiu apenas um sentimento, culpa.
Era sua culpa o ruivo quase ter morrido, se ele nunca tivesse encontrado o loiro, talvez então ele não tivesse que sofrer daquela forma, e ao pensar nisso Adrien sentiu suas lagrimas escorrerem por seu rosto enquanto virava as costas e voltava para seu próprio quarto.
Adrien entrou no quarto perfeitamente branco e sentou-se na cama, olhando para as próprias pernas completamente perdido em seus pensamentos quando de repente algumas batidas na porta chamaram a sua atenção.
—Entre – falou o loiro sem emoção na voz, porem assim que viu de quem se tratava a visita o loiro se arrependeu de ter dito que a pessoa podia entrar. Ali estavam os pais do ruivo.
—Oi – falou a mulher, sorrindo e entrando no quarto, porem Adrien não conseguiu erguer o rosto para encarar os dois – Como você esta?
—Bem... – respondeu o loiro, enquanto um silencio tenso se instalou no local – Me desculpe...
A mulher arregalou os olhos, e então aproximou-se da cama, abaixando-se próximo a Adrien, que mantinha a cabeça baixa.
—Pelo que? – falou ela, calmamente – Pelo que eu deveria te desculpar?
Ouvir aquilo fez Adrien explodir pela primeira vez em muito tempo. O loiro chorou e enquanto chorava despejou toda a culpa que sentia, dizendo que se Nathaniel nunca tivesse o conhecido agora não estaria naquela maldita cama de hospital, nunca teria se ferido ou sido torturado, que o jovem nunca teria sido alvo de uma maluca psicótica e que possivelmente naquele momento ele estaria em casa vendo algum filme natalino com os pais.
A mulher então ergueu o rosto do loiro, forçando este a encara-los, ela sorria enquanto grossas lagrimas escorriam por seu rosto.
—Se Nathaniel nunca tivesse lhe conhecido – começou ela – Ele possivelmente já estaria morto – ela secou as lagrimas de Adrien, para então abraça-lo – Obrigado... Obrigado por salva-lo.
Novas lagrimas se formaram, e em muito tempo Adrien permitiu-se chorar, sem se importar se havia alguém vendo, o loiro apenas abraçou a mulher a sua frente e chorou.
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