Notas iniciais
Oiiii! u.u carai, isso aqui tá dificil de escrever que eu vou te dizer. Mas estou tentando, e aos poucos tá saindo tudo. aushaush meio precipitada, talvez, mas eu já tenho um final para a fic asuhasuhsuashs. É, pois é, porém, se vai realmente nele que chegarei fica a dúvida para mim. '-' AAH! O capitulo saiu pequeno, mas cheio de informações. ol. Achei que se eu colocasse mais coisas nele sairia um pouco do foco, e ficaria confuso. Então, deixei como ficou. ol A partir dos próximos, farei o possível para que ele cresca, para mantes a quantidades de palavras que eu fazia na outra fic. :3 Lembrando sempre que as partes em italico são flash back :3 Mas, boa leitura. :3

Alois Trancy. Alois Trancy. Alois Trancy.

O nome que mais martelava em minha mente desde que Sebastian havia me dito que eu morri e não completei a minha vingança contra ele. Que história foi aquela? Logo ele, que sempre me protegeu e fez de tudo para que nada acontecesse comigo. E ele é apenas uma criança da mesma idade humana que a minha! Como isso pode?!

–- Ele é uma criança como eu, Sebastian! Como pode isso? -- meus olhos estavam arregalados, assim como eu sentia uma enorme euforia por todo o meu corpo.

–- Tecnicamente, não como você, pelo menos não mais. -- sorriu. -- O pai do Alois mantinha um contrato, ao qual foi passado para a próxima geração de sua família, segue-se o Alois.

–- Miserável! -- estalei a língua falando entre os dentes. -- E o que eu busquei? Não descobri que era ele? O que eu fiz? Nada?! -- os nervos estavam à flor da pele, descobrir aquilo me chocou mais do que eu esperava.

–- Acalme-se Bocchan. -- ele franziu a testa, notando o meu estado. -- Estávamos perto de descobrir quem era o culpado. Mas quando tudo aconteceu, nossas pistas foram perdidas para sempre em meio às cinzas. E enquanto o senhor estava a se adaptar ao seu novo corpo, eu mesmo fui procurar por evidências que pudessem ser relevantes. Chegando a essa conclusão.

–- Irei matá-lo, com minhas próprias mãos, se estiver mentindo para mim, Sebastian. -- seus olhos se avermelharam, e tenho quase certeza que seu gesto foi apenas recíproco ao meu.

–- Ciel Phantomhive, eu já disse, porém não custa repetir, se eu mentisse, seus instintos o avisariam. -- seus braços se apertaram à minha cintura, nossos rostos estavam deveras próximos. -- E, qual a necessidade que eu tenho para fazer tal coisa? -- seu hálito roçava minhas narinas. -- Diga-me.

–- Como posso saber? Não faço ideia do que se passa dentro de sua cabeça.

Seu beijo ao fim de minha frase foi doce. Calmo. As suas mãos adornavam o meu corpo com um carinho que eu só vi na nossa noite em Paris. Lembro-me de todas as outras, todas as que passamos juntos, a única parte turva da minha memória é sobre o que aconteceu quando chegamos a Paris, e quando voltamos para Londres... Disso eu não tenho nenhuma lembrança sequer... Isso é o que me dá motivos para desconfiar dele, mesmo sendo tão passivo às suas investidas.

Toquei meus lábios por mero impulso ao pensamento que me assolava. Bati com força as mãos na madeira, sentindo-a gemer pela força surpreendente que fora imposta. A minha humanidade ainda residia, apesar de meu corpo já estar plenamente acostumado a ter formas demoníacas, a minha mente, minha consciência ainda não se adaptou ao fato de que não sou mais um ser humano. Eu simplesmente esqueço-me desse fatídico caso. Dobrei meus dedos como se apertasse a carne do outro, sentindo as unhas de esmalte negro permanente e minha pele roçarem contra a madeira. Uma singela dor me correu pela espinha. Respirei fundo, passando os dedos sobre a testa, sentando desleixado sobre a cadeira fofa.

Por mais que eu fizesse força, tentasse recordar, nada vinha à mente. Nem mesmo um vislumbre.

–- Droga! Eu tenho realmente que depender de tudo que um demônio diz?! -- mordi a dobra do meu dedo. -- Eu preciso ir ver o Trancy. Preciso.

A Lizzy já sabia da minha volta, e fez questão de comparecer assim que soube da notícia. Ela só foi dada uma semana após eu saber de ‘tudo’.

–- Ciel! -- agarrou-me o corpo, suas lágrimas molhavam meu pescoço, seus soluços empurrando meu peito.

Meu escritório fora invadido, literalmente, pela garota. Sebastian apareceu logo atrás, sendo seguido por Paula.

–- Lizzy...? -- o processamento da cena fora um pouco demorado, mas logo correspondi ao seu abraço. -- Está tudo bem... -- acariciei seus cabelos.

–- Ciel, e-eu achei que não lhe veria nunca mais.

–- “Era para isso ter acontecido, mas aparentemente as coisas não saíram como planejadas.” Não, foi apenas um pesadelo. “Que droga eu estou falando?” -- mordi meu lábio, Sebastian segurava o riso no canto da amplitude.

–- Diga-me, o que disse na carta... -- descolou o rosto do meu peito. -- Era verdade?

O sorriso do mordomo sumiu, enquanto eu encarava-o, porém deveria prestar atenção aos olhos verdes, enormes e lacrimejantes da jovem dama a minha frente.

–- Sente-se, Lizzy, por favor. -- estendi a palma em direção à cadeira do outro lado da mesa.

Recostei-me sobre a borda da madeira, encarando-a diretamente.

–- Sebastian vá ajudar na cozinha. -- suspirei. -- Paula poderia me dar licença?

–- Pois não. -- fez uma curta reverência, sendo acompanhado pela outra.

–- Lizzy... Aquilo-.

–- Então era verdade... -- ela apertou o babado rosa do vestido nas mãos cobertas pela luva de renda branca. Entreguei-a uma caixa pequena de lenços, seu agradecimento foi baixo. -- O que falta em mim, Ciel?

–- Não é o que falta em você, Lizzy, mas em mim. Não sou quem pensa, ou acha que sou. Tenho a certeza de que encontrará alguém com que você possa compartilhar tanto amor.

–- Mas eu quero que seja você! -- levantou-se bruscamente. Retesando ambas as mãos ao lado do corpo, assustei-me, desencostando de onde estava. -- Desculpe... -- baixou a cabeça. -- E-Eu te amo, Ciel Phantomhive.

–- Sinto não poder dizer o mesmo.

Vi suas lágrimas voltarem a cair, um pequeno broto de sorriso nos lábios trêmulos.

–- Há alguém que você ama? -- olhou-me.

–- Bem... Há. -- as palavras apenas saíram.

–- Eu imaginava... -- respirou fundo, não parecia tão surpresa quanto eu achei que ficaria, talvez surpreendesse mais se ela soubesse que se trata de meu mordomo. -- Seja feliz, Ciel... Seja quem for ela. -- segurou as anáguas do vestido. -- Com sua licença. -- fez uma curvatura com a perna direita para trás e seguiu à porta de cabeça erguida.

Suspirei fundo. Um empecilho foi embora. Realmente... Talvez o fato de eu ter ‘sumido’ provavelmente auxiliou nessa compreensão de que nem tudo é contos de fadas para ela.

Voltei a sentar em minha cadeira. Passando a ponta dos dedos sobre minha testa, a porta foi novamente aberta e meus olhos se mantiveram fechados.

–- O que quer Sebastian? -- não o via, apenas ouvia seus passos se aproximando cada vez mais da mesa.

–- A Senhorita Lizzy parecia triste, mas conformada.

–- Não tiro a sua conclusão. Está certo. Ela perguntou se eu amava alguém. -- olhei em seus olhos.

–- E a resposta do Bocchan?

–- É mais do que óbvia, e se você não sabe, da minha boca não irá ouvir.

–- O senhor tem todo o direito. Afinal, sou apenas um mordomo.

Apenas um mordomo”?! Tsc, não me faça rir Sebastian; um curto sorriso transpassou por meus lábios. Meu mordomo. Meu demônio. Meu amante. Quantas denominações eu tenho para ele no momento? Ah... Quem diria que as coisas, tudo isso, chegaria ao ponto que chegou, evoluiriam para o estado atual... Um noivado desfeito, um Conde demoníaco que mantém relações com outro de mesma espécie, uma criança e seu protetor de contrato ser meus alvos... Tudo virou de ponta a cabeça. Apoiei os cotovelos sobre a mesa, minha péssima postura no momento curvada para frente, ambas as mãos sobre a cabeça, me fazendo um cafuné.

–- São tantas coisas... -- um pesado e cansado suspiro se dissipou no ar. -- Por que fez isso? Tudo estaria acabado se não fosse a sua idiotice de me transformar por capricho de não ter me protegido. Eu... Eu não sei se devo acreditar! -- apertei meus fios nos dedos. -- AAH! Que droga, SEBASTIAN! Acalme-se, Phantomhive, você não pode deixar isso te abalar. Permita-se entrar no jogo dele. Jogue e, vença!

Notas finais
Cabou! Bom, como a faculdade está me achando com cara de escrava, pode ser que eu sempre demore por volta de um mês para postar, mas sempre farei o possível que não leve esse tempo todo. Sério. Até o proximo. E leitores fantasmas, por favor, eu quero conhecer vocês. Sério! ;-; amo conhecer e falar com meus leitores ;-; um oi! pode ser?! '3' Kissus gatozos.