Seu Mordomo, Amor Secreto II
7 Seu mordomo, Come e Festeja
Notas iniciais
“Eu olhava curioso para Sebastian, já que antes de se deitar ele havia pego a parte de cima de seu fraque e retirado de lá um envelope cor de creme. Não havia selo, nem remetente, nem destinatário. E nem ao menos estava lacrado, sua aba estava comumente dobrada, a verdade era que aquilo parecia vazio.
–- O que é isso?
–- Abra. -- sorria levemente, daquele modo que faz quando sabe que algo está para acontecer.
Franzi o cenho diante de sua atitude, e não demorando muito, abri, retirando seu conteúdo. Meus olhos arregalaram-se, o coração disparou em sentimentos diversos, o olhei assustado. O que aquilo fazia na mansão do Trancy?!”
Em minhas mãos trêmulas estava uma foto de minha mãe, pai e um pequeno Ciel, eu não tinha mais que cinco anos na foto. A cabeça da mulher estava circulada com hidrocor vermelho e um xis o completava, escondendo seu rosto, o mesmo acontecia com o do homem, somente o meu havia apenas o circulo, e uma seta apontada. A cabeça dava voltas e voltas tentando compreender o que acontecia.
–- O quê. -- puxei ar, mas ainda sim a raiva subia a cabeça. -- O QUE ISSO FAZ NA CASA DELE? -- saltei da cama, jogando a fotografia sobre o local onde eu estava deitado antes, minhas pernas tremeram levemente pelo efeito do orgasmo de pouco atrás junto à fúria crescente.
–- Acalme-se, Bocchan. -- Sebastian sentou.
–- Não mande eu me acalmar! Vamos, diga o que isso fazia lá!
–- Estava em meio às coisas do pai do Alois. Dentro de uma caixa, na cômoda do garoto.
–- Então isso o pertence?!
–- Agora sim.
–- Por quê?!
–- Vou preparar um banho para que possa descansar, falaremos disso enquanto isso. -- seguiu para o banheiro.
Permaneci de pé diante da cama, encarando o pequeno cartão com minha imagem. Sentia o coração bater fortemente contra o peito; minhas mãos estavam cerradas ao lado de meu corpo, e mesmo que eu não pudesse me ver diante de um espelho no momento, sabia que o olhar estampado no meu rosto era de pura crueldade e ódio.
A lâmpada acesa sobre o criado mudo quase vazio estourou, e em um sobre-salto voltei à realidade. O mordomo correu até mim, encarei-o ainda pouco atordoado. Sentia a respiração falhar, e voltar a funcionar normalmente, mesmo que ainda a entrada de ar nos pulmões fosse quase forçada. Afastei suas mãos de meus braços, e me dirigi à porta do banheiro.
–- Você disse que ia me dar um banho e explicar as coisas, o que faz aí parado? -- não o encarei, apenas segui cômodo adentro.
O moreno trajava uma calça que vestiu quando disse que me prepararia uma banheira. Eu ainda estava nu.
–- Comece. Estou esperando uma explicação. -- deitei minha cabeça na parte erguida da banheira, estava fria.
–- Podemos considerar que Alois Trancy seja alguém que terminará o que o pai começou, e não pôde terminar.
–- Matar a minha família.
–- Sim, isso mesmo. Vocês não se conheceram formalmente como acontece com outros Condes, ou nobreza. Fora convidado à sua casa, sem que o Bocchan nem soubesse de sua existência.
–- E ainda descobri que ele também trabalha para a Rainha.
–- Não vejo motivos para o pai do garoto querer arruinar a Família Phantomhive. -- seus dedos ainda deslizavam suaves por meu corpo.
–- Eu vejo, não fomos os primeiros a servi-la, a Rainha. Quero que você verifique se os Trancy faziam esse tipo de trabalho antes de nós. Se sim, posso imaginar que ele queria o posto principal de volta, se não procuraremos qualquer outro indicio. -- levei a mão molhada à testa, esfregando-a com preocupação. -- O que aconteceu com a lâmpada?
–- Você a explodiu. -- mesmo com os olhos fechados pude sentir seu sorriso satisfeito. -- Mesmo que tenha sido um uso indevido e inconsciente de seus poderes, fora você, Bocchan.
–- Que ótimo, agora estouro lâmpadas. -- debochei.
–- Estive pensando, e, talvez precisemos melhorar a sua convivência social dentro e fora da mansão.
–- O que quer dizer com isso?
–- Conversaremos sobre isso amanhã, está tarde e você precisa dormir. Irei trocar seus lençóis e colocar uma nova lâmpada no abajur. Com licença.
Não foram muitos os minutos que se passaram, e logo eu estava levantando da banheira, e tendo minhas costas cobertas por uma grossa toalha branca. Voltei ao quarto e tudo já estava pronto para a minha recepção em cama.
–- Espere que eu pegue no sono para sair.
–- Como desejar. -- manteve as velas de seu castiçal acesas.
Mesmo sentindo seu olhar em mim, caí em sonhos mais rápido do que esperei.
(...)
Fui acordado, fiz a minha higiene e aqui estou no escritório.
–- O que quis dizer com melhorar a convivência social? -- o encarei, jogávamos uma partida de xadrez que há muito não fazíamos.
–- Bocchan, o senhor anda confinado em seu escritório ou biblioteca. Não desce mais à sala de jantar, e isso está deixando os outros ‘aflitos’. Além de que nenhuma aula mais é dada.
–- Para que eu desceria? Não posso comer. E quanto às aulas, estou pouco me importando com elas. -- movi a peça da rainha.
–- Deveria, não é porque mudou a sua essência que deve mudar os seus hábitos, não quando está querendo esconder isso de todos. Se o Trancy fosse mais atencioso teria notado que não tomou nem um gole do chá de sua visita.
Bufei; -- O que sugere?
–- Que coma. E que beba. E que continue praticando suas aulas normalmente como sempre fez, assim como convidar a senhorita Lizzy para sair de vez enquando.
–- Não farei nada com a Elizabeth, terminamos nosso noivado quando voltei.
–- Sim, vocês terminaram, mas isso não significa que deixará de ser cortês.
–- Ah...! -- suspirei. -- Continue, sabe que não posso beber nem comer, por que está sugerindo que continue fazendo? É horrível.
–- Eu sei, mas -- olhou para mim. -- temos que ter técnicas, não acha? -- sorria vitorioso. -- Ou o Bocchan pensa que não há demônios entre pessoas de alto calão que sempre dá jantares e bailes espetaculares? E eles estão sempre lá, bebendo e comendo com seus convidados.
–- O que quer que eu faça? -- agora ignorávamos completamente o tabuleiro entre nós.
–- Trarei algo para que possa comer. Com licença.
Apenas o deixei ir, voltando a encarar o tabuleiro e percebendo o porquê do sorriso vitorioso; perdi para ele. Mais uma vez.
Afastei o jogo de peças para o lado, baixando a cabeça sobre meus antebraços cruzados na mesa. Suspirei fundo, tragando e soltando o ar com força. A porta se abriu e ergui o rosto, apoiando o queixo onde antes descansava minha testa.
Sebastian trazia o carrinho, duas bandejas cobertas estavam no centro. Ao lado um bule, e duas xícaras simples emborcados sobre pires.
–- Então, qual é o truque?
Retirou a tapa da bandeja e me serviu de um prato de torta, com uma xícara de chá.
–- Coma. -- olhava-me firmemente.
–- Não vou comer isso. -- ditei firme.
O moreno se serviu do outro prato, e também uma xícara de chá. Sentando na cadeira que ocupará para jogar começou a comer. O encarei surpreso, por mais que não quisesse admitir.
–- Como voc-. -- me interrompi ao ver seu sorriso enquanto passeava um guardanapo nos lábios.
–- É disso que estou falando. O gosto do chá, champanhe, vinho, ou seja, lá o que tomar, não irá mudar, será sempre péssimo, mas terá que aprender a reprimir suas caretas.
–- E enquanto ao bolo? Essa coisa é repugnante, Sebastian!
–- Eu sei.
–- E como consegue comer algo assim? -- bati na mesa levantando da cadeira, era impossível que algo assim estivesse acontecendo. Não comemos.
–- Não coma. Apenas coloque na boca e engula, mastigue o nada como se estivesse com o alimento. -- sorria descaradamente ‘feliz’.
–- Por que isso agora?! -- joguei-me na cadeira atrás de mim.
–- Isso chegou para o Bocchan. -- estendeu na mão uma carta enfeitada com lacre vermelho e papel alvo.
–- Um convite, do Visconde?! Há quanto tempo não recebo nada dele?
–- Desde o incidente dos desaparecimentos.
–- Obrigado por meu lembrar, mas foi uma pergunta retórica. -- uma nota de irritação era notada em minha voz.
Ouvi o mordomo segurar o riso, mas ignorei.
–- Já verifiquei a lista de convidados, o Alois e a senhorita Lizzy estão nela.
–- Iremos também. -- devolvi o papel, voltei a encarar a torta intocada no prato, senti a saliva passar com dificuldades na garganta. Isso não pode ser tão difícil, pode?!
Segurei o garfo entre os dedos, partindo um minúsculo pedaço do doce. Claro, se fosse uma fatia grande demais, ficaria preso em meu canal ou algo assim. Respirei fundo. Levando a massa com glacê aos lábios. O gosto amargo quando tocou as minhas pupilas gustativas foi inevitável, uma ânsia de vômito, como da primeira vez que comi e não sabia que não me era possível, retornou com força. Suprimi as lágrimas que se formam ao redor dos olhos sempre acontece, e engoli.
–- O que faço depois de comer? -- levei a mão na boca.
–- Apenas não deixe digerir, líquido não há problemas. -- sorriu, retirando os pratos de cima da mesa, para só então começar a guardar as peças do xadrez. Não precisava de mais palavras sobre não deixar digerir. -- Ainda precisamos treinar isso, Bocchan, assim como o seu fator explodir lâmpadas.
–- Que seja, -- suspirei. -- por que nunca fez isso?
–- Sou apenas um mordomo e tanto. Não como na mesa. E não sou autorizado a tal. -- fechou os olhos sorrindo. Maldito seja!
–- Deixe o chá, por mais horripilante que seja seu gosto, irei tomá-lo.
–- Entendido. -- se retirou após um pedido de licença.
Assim, eu voltei às minhas aulas, almoços e coisas tais que deixei de fazer depois do que fora feito a minha alma por Sebastian. Com isso senti diferença no ar da mansão, os empregados voltaram a tagarelar pela casa, ou queimar o jardim, a louça quebrada não era mais raridade. Fora inevitável não me aquecer por dentro com aquele ambiente familiar de volta.
As minhas “habilidades” em comer estavam melhorando com o tempo em que eu passava no escritório degustando iguarias a meu contra gosto. Porém, com esses tempos em que passei bebendo chá seu sabor já não era mais tão horroroso como de inicio. Era aceitável tomar, sem fazer cara feia ou algo do tipo.
–- O que o Bocchan pretende fazer hoje no baile?! -- alçava as fivelas da meia pouco abaixo de meu joelho direito.
–- Eu preciso de um pouco de diversão Sebastian. -- o olhei de cima. -- Tenho feito muitas coisas ao mesmo tempo esses dias. Vamos lá apenas para observar. -- bastou um olhar em mim para entender do que se tratava, um sorriso de canto se estampou em seu rosto.
–- Como quiser. -- ergueu-se, pegando sobre o criado mudo meu tapa olho. -- Então, vamos nos divertir, sim? -- sorriu sem dentes.
–- Sim. -- tive o cordão amarrado em minha cabeça. -- Divertir.
Na porta da mansão do Visconde várias carruagens paravam de frente a escadaria para seus convidados adentrarem a casa. O mesmo aconteceu comigo e Sebastian, o automóvel fora conduzido por uns dos empregados da casa para outra área. Seguimos pelos degraus; o salão estava cheio, rostos que nunca vi ou que apenas vislumbrei em festas como essa. Não avistei Lizzy de primeira, mas quando sim, esta estava conversando com Alois. Encarei-os fixamente, somente seu mordomo percebeu meu olhar.
–- Irá se aproximar? -- Sebastian se inclinou em meu ouvido.
–- Não. Vamos falar com o Visconde.
Com uma ultima olhada para ambos, me dirigi para onde o loiro cumprimentava seus convidados. Seu jeito extrovertido de sempre me fez ter lembranças de quando foi necessária uma ‘breve’ transformação de mim para a investigação. Asqueroso. Foi à primeira palavra que surgiu em minha mente sobre tal fato.
–- Conde Phantomhive!! -- se voltou a mim quando avistou-me, porém não era o que eu esperava.
–- Visconde. -- tentei manter um tom de voz que não demonstrasse meus pensamentos. Pigarreei logo em seguida. -- Obrigado pelo convite.
–- Seja mais que bem vindo, querido. -- serviu-se de uma taça de champanhe que passou por perto. -- Fiz questão de convidar a sua noiva para juntar o belo casal. -- sorria.
–- A Elizabeth não -.
–- Elizabeth. -- já cantarolava chamando a outra.
Desde o acontecido, ao qual eu a ‘dispensei’, não nos vemos. E olha só a situação a qual nos vamos nos encontrar agora...! Tenha dó.
–- O Ciel está ansioso para vê-la. -- trazia a garota ao redor de seu abraço de lado, ela parecia embaraçada, ou incomodada, certamente.
–- Ciel... -- sussurrou. Sebastian me olhava de cima. -- Como vai?! -- curvou-se levemente, fiz o mesmo.
–- Eu quem deveria perguntar-lhe primeiramente. -- estendi uma mão que foi agarrada com certa hesitação, mas o Visconde não percebeu.
Entreguei minha bengala a Sebastian, e tomando a cintura da jovem dama, nos juntamos aos casais que dançavam com coreografias típicas da alta sociedade, o que foi para nós uma coisa não difícil de acompanhar seus passos.
–- Perdoe-me por fazer com que passe por esse constrangimento. -- sussurrava.
–- Está tudo bem, não é constrangimento algum. -- notei sua tentativa de sorriso. -- Sorria, combina com você. -- o fiz ao final da frase, mesmo que não fosse de meu gosto essa iniciativa.
–- Você parece diferente. -- suas bochechas estavam coradas, mas seus olhos já buscavam aquele brilho antigo novamente. -- Pelo que vejo, seu relacionamento atual tem feito algo bom. -- sorria.
–- “Eu não chamaria isso de relacionamento.” Sim, é o que parece. -- acompanhei seu raciocínio enganoso. -- Está de amizade com o Trancy?!
–- Por que pergunta?!
–- Vi vocês conversando quando cheguei, apenas curiosidade, não sabia que se conheciam.
–- E não nos conhecemos. -- fizemos um giro em meio aos outros. -- Ele fora cavalheiro me pedindo a dança, e logo após conversamos.
–- Entendo. Ele sabe que sou seu noivo. -- pigarreei. -- Ex-noivo.
–- Não a parte do ex, mas sim. -- sorria.
–- Ótimo, não precisa contar se não for o caso. -- era uma brecha a mais para ser usada, o fator de que Lizzy já tivera um relacionamento comigo, que para ele ainda se mantém, poderá ser algo para se usar a meu favor.
–- Ciel?! -- vi uma pequena chama em seus olhos, o que me fez hesitar com relação a minha última frase, não quero que ela entenda mal a situação.
Terminamos a nossa dança, e a deixei ir para conversar novamente com o Alois. Encontrei com Sebastian num canto pouco mais afastado de todos. Aquela agitação de pessoas conversando, dançando e empolgando-se a cada segundo que passava estava me dando nos nervos. Talvez pelo motivo de que eu seria, provavelmente, o único no ambiente que não estava com tal intuito.
Após saber que eu já estava presente Alois correu até mim, literalmente. Quase se jogando sobre meu pescoço quando chegou junto. Claude maneou a cabeça tanto para Sebastian quanto para mim, o olhar de reprovação era evidente, assim a mania de arrumar a armação já arrumada não fora perdida.
Alois servia-se de um pequeno quitute, o qual foi em parcialidade obrigado a pegar e mostrar que estava degustando do que era servido. Com os dias em que venho ensaiando tal coisa, lagrimas não vieram aos olhos e nem aquela ondulação constrangedora para vomitar. Sebastian sorriu sem dentes e de orbes escondidas para mim ao certificar-se do progresso feito. O mordomo do Trancy trincou os dentes em extrema ânsia de intrometer-se no que acontece entre Sebastian e eu.
–- Bocchan, se me der licença. -- curvou-se de leve, indo para um canto reservado mais o outro demônio. Claude fez a mesma reverência, Alois abanou a mão.
–- Alois, poderíamos conversar reservadamente?! -- sugeri.
–- Eu adoraria. -- terminou de comer o que havia se servido.
Caminhamos pela escada onde mais pessoas subiam e mais carruagem paravam. Viramos a esquerda onde havia árvores e um belo jardim bem cuidado. Seguimos adiante, poucas pessoas se aglomeravam naquele espaço, isso era perfeito para uma conversa particular.
Não sei o que aconteceu. Talvez os meus instintos ‘recém’ adquiridos, mas quando Alois olhou ao seu redor como quem não quer nada, e virou-se novamente para mim com um sorriso, suas mãos subiram ao alto, e minha reação foi segurar um de seus pulsos, puxá-lo para mim, girando-o e encostando sua bochecha na parede lateral da mansão.
–- O que pensa que está fazendo, Ciel?!
–- Hum! -- sorri de lado. -- Pensa que não notei as suas intenções?!
–- Ah! -- mais pareceu um gemido de satisfação que qualquer outra coisa que não fosse. Seu quadril se rebolou contra o meu, suas redondas nadegas roçaram de leve em minha coxa.
–- EI! Não seja idiota, TRANCY! -- gritei, dando dois passos para trás, o libertando.
–- Uma coisa muito fácil, não?! Se insinuar para uma pessoa que sabe que pertence a outra, rapidamente ela vai... Recuar. -- esfregava o pulso onde eu havia apertado, sua pele clara estava com marcas vermelhas dos meus dedos. Sinceramente, eu não havia percebido que usara tanta força. Seu sorriso era peculiar, deuses, não sei o que se passa dentro da cabeça dele. Mas tenho as minhas ideias.
–- Não foi para esse tipo de coisa que chamei você aqui. Quero que me conte porque fez o contrato com o Claude. -- fui direto.
–- Para que você quer saber sobre isso? Não acredito que seja do seu interesse.
–- Vamos, Alois. Não se faça de difícil. Você provavelmente sabe o porquê fiz. Não há nada de estranho em querer saber por que outra pessoa vendeu sua alma ao demônio em troca de um favor.
–- Há Há Há. Por favor, Phantomhive. -- passou a mão nos cabelos dourados. -- Está bem, -- olhou-me firmemente, mantive a compostura para não deixar as íris cor rosa de demoníaco. -- contarei a você.
Um arrepio me correu na coluna. Depois dessa frase eu poderia levantar uma especulação sobre o porquê de aquela coisa estar na mansão dele. Eu esperava que esse fato fosse confirmado, se não, todas as minhas expectativas sobre o Alois ser ou não realmente o motivo da minha vingança estaria sendo jogado no chão e pisoteada.
Só me resta ouvir... E se possível ter uma confirmação de toda aquela ‘verdade’ que o Sebastian havia me dito.
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