Seu Mordomo, Amor Secreto II

1 Seu Mordomo, Meu Pela Eternidade


Notas iniciais
Oiii!Saudades de vocês! Mas cá estou eu de volta!Bom, eu havia dito que a fic daria trabalho e sim ela dará. Eu fiz uma modificação adaptando a segunda temporada do anime à fic, a partir do final dela, porém com Ciel demônio. Minha explicação é linda, e não sei se dá para vcs entenderem... Até com esse capítulo aqui mesmo já dá para entender o que eu quero dizer!Nee, obrigada a todas as pessoas que me suportaram na outra fic, espero que tenham a mesma paciência com essa aushaushauhsauhsuahsua.Cap ficou pequeno, por quê? Pelo motivo de que é apenas um preliminar u.u nada de euforia, pequeno gafanhotos, vamos começar com calma, até para mim.Boa leitura, lindjos! :3

*Demônio; Gênio do mal ou Espírito sobrenatural que procura incitar o pecado nos homens.

*Contrato; acordo de vontades, capaz de criar, modificar ou extinguir direitos.

*Eternidade; tempo infinito.

Ao folhear as páginas brancas encharcadas de letras negras de um dicionário pouco velho, os olhos não se limitaram a frisar essas palavras. Me lembrando algo que por mais que eu tente esquecer... Torna-se impossível. Está em mim.

Ainda lembro de suas palavras. O tom arrogante. Tentando confundir minha mente mais do que a mesma já estava no momento.

Eu deveria estar morto. Foi à única coisa que pude pensar, gritar. E era a verdade. Em um momento estou sendo guiado à morte. No outro acordo em minha mansão e cama como se nada do dia anterior estivesse acontecido. Seria apenas um sonho ruim...! Tornei a pensar, tentando aliviar os sentimentos que me invadiam. Mas não. Não foi apenas um sonho ruim. Lembro de tudo... Tudo como se fosse ontem.

–- Bom dia, Bocchan. -- um sussurro, seu costumeiro sussurro.

Meus olhos se abriram, pesados. Encarei com a visão ainda turva o teto do quarto amplo. A cortina fez seu rotineiro barulho quando foi arreganhada.

–- O-Onde?

–- Algum problema? -- o sorriso em seus lábios me assustou brevemente.

Saltei da cama, correndo em direção ao banheiro, arreganhei a porta, olhando-me no espelho. A marca do contrato ainda estava ali, mas o tom avermelhado que meu olhar antes azul era assustou-me completamente. Toquei meu rosto, notando então o esmalte de coloração negra em minhas unhas.

–- SEBASTIAN! -- meu grito foi desesperado.

–- Pois não?

–- E-Eu deveria estar morto! -- o tom foi alto novamente. -- Morto!

–- E está. -- sua voz era natural, calma como o mar em dias mansos. Aproximou-se lentamente de mim. -- Vê?! – me ergueu um espelho pequeno, dando-me o cabo dourado para que eu segurasse defronte ao meu rosto. – Seu rosto é delicado, sua pele macia e seu sorriso angelical. – andava ao meu redor. – Mas... Você por dentro é tão sujo quanto o núcleo do próprio inferno. Os pecados agora correm em sua veia, Ciel. – sussurrou em meu ouvido. – Você agora é um demônio, aceite a sua atual natureza.

Eu poderia simplesmente surtar, mas apenas levei uma mão à cabeça que abaixou, uma risada estridente começou a deixar meus lábios, quase psicótica, devo admitir.

–- E eu achando que você não seria idiota o suficiente para fazer uma besteira dessas. -- olhei para o mordomo que aparentava surpresa. -- O que eu faço com você? -- um sorriso de canto ainda dançava em mim. -- O contrato ainda está aqui, o que sou seu, agora?

–- Meu Mestre.

–- Por onde?

–- Pela eternidade. -- as palavras saíram com gosto de sua garganta.

–- Só não se arrependa. -- meu olhar o advertiu.

O senti acompanhar meu corpo até a porta do banheiro.

–- Vai ficar aí parado? Você tem trabalho a fazer.

Por um breve momento eu me deixei abater por aquilo. Um breve, muito breve momento. Eu não pedi por isso, apenas foi abençoado com uma segunda chance, e por que não agarrá-la?

Pouco mais de um mês se passou depois disso. E por mais incrível que pareça ser, eu não me lembro muito bem do que aconteceu quando eu supostamente morri, nem o motivo, só sei que meu corpo não deveria estar de pé, com a minha consciência tomando conta dele... E nisso ainda tenho as minhas dúvidas se consegui ou não completar aquilo que eu almejava. Quando perguntei a Sebastian o porquê dele ter me transformado, sua resposta fui curta e objetiva; “No tempo certo você saberá”. Seguida de um sorriso, um mais maléfico do que seu habitual sorriso.

–- Sebastian. -- o jogo a nossa frente estava acirrado, cada peça movimentada era uma nova armadilha, qualquer descuido seria o fim.

–- Pois não?

–- Quando será esse tempo certo, ao qual você se referiu? -- o olhei, mas seus olhos permaneciam sobre o tabuleiro.

–- Acha que já é hora?

–-Diga-me você. -- franzi a testa.

–- Ora, ora, vamos do começo. -- suspirou profundo.

–- Do começo...?

–- Fui convocado para que pudesse auxiliar o seu alcance às pessoas ou à pessoa que destruiu a sua família. Porém, com tudo o que acabamos vivenciamos em Londres, você acabou morrendo, por um descuido meu. Por i-. -- o interrompi.

–- Descuido?! SEBASTIAN! A única coisa que me lembro é que eu deveria estar morto! E nada mais! É como se parte da minha memória tivesse sido apagada! Você, demônio desgraçado, fez isso comigo! O que esconde de mim? -- levantei da cadeira, a calma estampada em meu rosto, assim como no dele. -- O que está acobertado? -- meus braços caíram sobre seus ombros, cruzando-se em seu peito quando fiquei às suas costas. -- Sou seu Mestre, não deverias esconder nada, absolutamente nada de mim. -- minha voz era nada mais que um sussurro em seu ouvido. -- E então? O que me diz?

–- O que digo? Do que se lembra? Qual a sua última lembrança antes de tudo parecer perdido?

–- De Paris, uma noite nossa. -- minha língua deslizou sobre sua bochecha. -- Uma ótima noite. Estava com gosto de última.

–- Hum. -- ele riu fundo na garganta. -- O que aflora no Bocchan é a devassidão?

–- Talvez. Agora, o que fazíamos em Paris? Por que fomos para lá? -- minhas mãos lhe acariciavam o peitoral, os dedos roçavam os botões da roupa em uma insinuação de abri-los.

–- A pedido da Rainha, tínhamos trabalho a fazer aqui.

–- Era de suma importância a ponto de ela precisar da minha pessoal presença?

–- Nos encontramos na Torre Eifell, a Rainha junto a seu mordomo, Ash. Recebemos nosso trabalho e voltamos a Londres, isso é tudo, Bocchan.

–- E quanto ao trabalho?

–- Nada pôde ser feito, Londres queimou, antes que pudéssemos fazer algo. E nesse trágico acidente, você morreu.

–- Não está me escondendo nada? -- segurei seu queixo, virando seu rosto para mim.

–- Como eu poderia? És o mesmo que eu agora, saberia qualquer mentira minha. -- sua língua deslizou sobre seus lábios.

–- Oh... E a minha alma? Não a terá mais. Nunca.

–- Conviverei com isso, pela eternidade, é a minha punição por não ter sido o guarda que deveria.

Suas palavras são sempre assim, de uma enorme capacidade para confundir tanto homens quanto seres que não pertencem a esse mundo, e eu sou capaz de perceber nitidamente isso agora.

–- O que farei com você se estiver me enganando? -- meus olhos se estreitaram.

–- Há um leque de coisas. -- ele conseguiu sorrir.

Talvez, por todo esse tempo que ainda estou a me adaptar com todas as mudanças que meu corpo acabou por sofrer em prol dessa sua súbita decisão de me fazer um dos seus, definitivamente ainda não abandonei totalmente a minha humanidade, o que é um completo erro.

–- Afinal de contas, eu cumpri com a minha vingança?

–- Bocchan... Não percebeu que essa sua segunda chance é para que possa cumprir com aquilo que deveria?

–- Ora vejam só, demônios sabem dar uma segunda chance. -- meu polegar trilhou seus lábios.

–- Quando necessário. -- sua mão segurou firme meu braço, puxando-me para seu colo.

Eternidade é um tempo infinito. Tempo demais, verei pessoas que convivem comigo morrer. Verei pessoas nascerem e morrerem. E ele se manterá firme ao meu lado, até que eu pereça, se caso algum dia isso acontecer.

–- E qual o meu objetivo, nesse novo mundo? -- acariciei sua bochecha, passando os dedos da outra mão por seus fios.

–- Trancy, Alois Trancy. -- seu sorriso novamente era malévolo.

Notas finais
AAAH EEHH!Deu para entender o que eu quis dizer com usar a segunda temporada? auhsuahsauhsuahsa Sei lá. Se não eu explico no proximo.Kissus, amores. :3