Seu Mordomo, Amor Secreto II

4 Seu Mordomo, Mansão Trancy


Notas iniciais
Yoo ~|~ GENTE DO CEU! O que foi isso? Nyah!! Não faça mais isso comigo!! Porém até que me foi bom, aproveitei para escrever fics que estavam meio que com uma pequena falta de inspiração da minha parte. LOL, cara, foi legal escrever com o Trancy '-' nem acredito que algo assim tá saindo de minha boca, mas sério foi legal. '-' mds. Por causa disso eu queria fazer mais de um cp com ele, mas aushaush não tive inspiração o suficiente para mantê-lo para o proximo --' que decepçaõ, Fuyuka! AH! Gostei do capitulo aushuas foi até divertido escrever ele em certas partes. Boa leitura. ~

“Como da outra vez o mordomo dele abriu a porta sem que batêssemos ou tocássemos a campainha. E ele não estava só. O anfitrião da casa o acompanhava.

–- Ah! -- levantou as mãos ao ar, rodopiando as uniu ao lado da bochecha direita. -- Que surpresa agradável, Conde Ciel Phantomhive e seu mordomo, Sebastian Michaelis. -- sorria.”

–- Olá, Alois. -- lhe dei um cumprimento de cabeça, o mesmo partiu do moreno ao meu lado.

–- Entrem, entrem! Claude vá preparar algo para nós, e leve o Sebastian com você.

Passando pelo mordomo do loiro, o olhei de soslaio, ele apenas franziu a testa, para logo depois abrir um ‘o’ com sua boca após notar o brilho avermelhado de minhas íris. Palavras iriam sair de sua garganta, mas o Sebastian o interrompeu.

–- Ouvi o senhor Trancy pedir para preparar algo. -- colocou a mão em sua frente, o impedindo de continuar, o outro apenas lhe olhou incrédulo. -- Bocchan, com licença. -- curvou-se em respeito, após pegar de mim a bengala, cartola e manto.

Segui o garoto alvoroçado mansão adentro, sentindo uma leve tontura enquanto o fazia, mas não deixei que o mimado a minha frente percebesse. Parei para analisar suas roupas, só agora percebendo que ele não deixou de usar tais vestes beirando a vulgaridade. O short roxo extremamente curto apertava e deixava em evidência o formato de sua bunda, a blusa verde que parecia parte de um paletó ao menos cobria toda a sua barriga, e continha uma pequena manga. A maior parte de suas pernas estava coberta por meias caneladas que iam até seus joelhos, e em seus pés botas creme de cadarços negros com saltos em seus calcanhares. Assim como eu em seu pescoço havia algo, este era um lenço de mesma cor de seu short. Seus cabelos continuavam em um claro tom de loiro, assim como seus olhos deixavam o azul do céu com inveja.

Suas ações estavam exageradas como sempre, em seus diálogos deixava aparecer à marca de seu contrato, pouco se importando se está a público ou não. Mas claro que não, é do Trancy que falamos. Puxei o ar fortemente nos pulmões. Há um tempo estamos sozinhos dentro da sala de jogos do outro, e nesse tempo praticamente só ele falou. Eu apenas o analiso.

–- Ei, ei! Você está tão silencioso. -- me encarou. Para depois se calar. -- Por que o Claude fez aquela cara. -- a segunda parte foi obviamente retórica, o que fez se manter em silêncio por poucos minutos, tempo esse dos mordomo voltarem.

Sebastian tinha um leve sorriso nos lábios. Claude tentava disfarçar, mas eu sentia seu espanto. Tomei a xícara de chá nas mãos e a levei na boca. Sentindo um gosto amargo descer pela garganta. Repugnante, era a palavra correta. Eu havia esquecido este detalhe, nada de comida. Deixei novamente a porcelana encima da mesinha e a esqueci ali.

–- Vamos, podem sair. -- abanou a mão na direção da saída para os dois.

–- Olha lá como fala com o Sebastian. Só o Claude lhe pertence.

–- Oh, perdoe-me. -- fingiu. Após a saída deles voltou a falar. -- E então, Ciel, vamos trocá-los mais uma vez?

–- Não.

–- Mas por quê? O Sebastian não me quis... -- fez bico, para logo depois parar e me encarar com olhos brilhantes. -- Vocês... Dormem juntos?

–- Isso não lhe interessa.

–- É a única razão pela qual eu posso aceitar que ele não quis se alimentar. Alguém já o estava fazendo. Que maravilha. -- estampou um largo sorriso. Seus pés se projetaram para cima do assento, seu corpo de lado com a cabeça sobre a palma da mão esquerda. Em todo o tempo que estive fora, vejo que ainda lhe faltam os mesmos modos. Soltei um pequeno suspiro, ao complemento de um mínimo sorriso de canto. -- Ah. Ciel. É maravilhoso, não? Alimentar um demônio. Deixá-lo sobre a palma de sua mão pelo motivo de que seria difícil arranjar tal alimento maravilhoso por aí.

–- Eu não sei do que você está falando. -- tentei manter a indiferença sobre o assunto.

–- Não se finja de bobo! -- levantou, caminhando até mim, não desviando da mesa e sim pisando sobre ela para chegar ao meu assento. -- Seu corpinho... -- tocou meu queixo, deslizando o dedo polegar em meu lábio inferior. -- Pertence ao Sebastian, prato principal de toda a noite -.

–- Pare com isso. -- estapeei sua mão, franzindo a testa com cara feia.

–- Qual a vergonha? -- apoiou a mão sobre o encosto, aproximando nossos rostos. -- Tudo o que você faz não é diferente do que eu faço.

–- Ah, existem diferenças gritantes. Acredite. Por isso, não me compare a você.

–- Argh, você não colabora em nada. -- revirou os olhos.

–- Não há necessidade, e nem vontade de minha parte em colaborar com suas imaginarias alucinatórias.

–- Não me chame de louco, Phantomhive. Isso é apenas satisfatório. -- passou a mão nos cabelos. -- Não só para mim.

–- Sua definição de satisfação e a do seu mordomo, provavelmente é bem diferente das que eu preso.

–- Que isso, não nos trate como quaisquer outros tipos de seres. São apenas demônios Ciel. Demônios famintos. Humanos alimentos. E você deveria sentir-se honrado.

–- Honrado? Há! Você não sabe o que diz.

Seu hálito ainda roçava meu rosto, aqueles intensos azuis me encarando, analisando minha alma, ou a atual falta dela. Quem sabe o que tenho na cabeça. A porta se destrancou e encarei a entrada de quem seguia. Sebastian piscou algumas vezes, Claude limitou-se a arrumar a armação dos óculos sobre o nariz ao constatar a cena.

–- Venha, vamos para o jardim. Claude mande a Hannah ir arrumar a mesa. Canterbury, Thompson e Timber que arrumem a sujeira do chá.

Descubra algo! Qualquer coisa!” foi o que eu havia dito ao meu mordomo pouco antes de partimos a casa do Trancy. Odeio ter que depender dele, afinal minha mente está fundida junto às dúvidas. Passando por ele olhei em seus olhos, tendo um leve sorriso em resposta.

E diante do jardim de rosas brancas, a mulher de olho direito enfaixado, vestido que quase não permitia a vista de seus sapatos negros que cobriam seus pés e seio farto terminava de pôr a mesa. Vi Alois brigar com ela pela demora de terminar seu serviço, apenas ignorei seu chilique, analisando ao meu redor, vendo as teias de aranha em vários lugares da mansão. A brisa fraca fez se fazer o som dos arbustos e suas folhas incrivelmente verdes. O ar estava agradável, fresco e leve.

–- Alois. Onde estava você e Claude quando. -- por algum motivo eu mesmo me limitei. -- Está tudo bem, apenas esqueça. -- o loiro franziu o cenho.

Que sentimento é esse? Apertei minhas unhas em minha palma. Definitivamente... Há algo de errado em tudo isso que me ronda e que me fora dito.

Disfarcei e enrolei de modo que não mais o que eu pretendia dizer viesse à mente do outro para forçar-me a uma resposta. O frio na espinha que me abrangeu, e a estranha emoção de que a pergunta não deveria ser feita, me fez ter... Medo (?!). Eu poderia dizer que fora esse o sentimento que me possuiu no momento. Talvez algo que eu não quisesse, mas devesse escutar sairia dos lábios rosados. Porém, a fraqueza de meu lado humano que ainda insiste em querer tentar ao menos me dar um mínimo de gentileza foi o que me barrou a continuar na investigação. Mãos atadas. Dependente de todas as iniciativas e determinantes do mordomo. Assim que me vejo, mesmo lutando para tentar manter e segurar as rédeas da situação. Ainda estou boiando a deriva, sem saber direito o que realmente me aconteceu, sem saber o porquê, sem saber o que deveria ter acontecido. Não, o que deveria ter acontecido era a minha morte. E aqui estou. Em carne, osso, e desejos aflorando a cada segundo que se passa.

Alois fala, apenas vejo seus lábios movendo-se, o que entra em meus ouvidos é o sussurro do vento, e a pura ignorância para com o que vem de sua voz.

–- Bocchan, está ficando tarde. -- o crepúsculo aponta no horizonte.

–- Sim, está. -- fora sua voz aquela que me puxou de volta à realidade.

–- Obrigado pela visita, Ciel. -- Trancy fazia suas reverências já na porta de sua mansão. -- Volte mais vezes, e o traga com você.

–- Seus caprichos não serão atendidos, o trago por necessidade, não há agrado seu. Obrigado pela hospitalidade. Até uma próxima vez. -- a porta da carruagem me foi aberta.

Olhei uma última vez para o mordomo do outro, notando em seu paletó uma rosa de tom tão negro quanto sua roupa. Encarei-há um pouco mais, antes de voltar os olhos para o dele, e sorrir com escárnio. O estalar do chicote se propagou, e vi a arquitetura se afastar... Sua silhueta diminuindo, e seus habitantes junto a ela. Talvez eu devesse fazer o mesmo com minhas desconfianças... Apenas diminuí-las. Anulá-las. Torná-las... Nada.

Apenas se entregue, sabe que não pode vencer alguém que nasceu com tais características infernais! Não tente se fazer de forte, não lute, não erga seu nariz além do que o pescoço aguenta. Você agora está amarrado a ele, sabe disso, e ainda assim fere seus pulsos na vã tentativa de desfazer o fecho das algemas. Cale-se e escute, acate às suas investidas... Mesmo que isso signifique continuar a seu usado, e mantido no interior de suas asas.”

Em minha mente há uma clara contradição quanto a meus atos. Penso em me revoltar, mas não tenho nada que possa me servir de base para que eu mantenha algo como isso em prova. Penso em sucumbir, como antes vivíamos, mas não vejo mais isso como algo que me faria pensar diferente, o sentimento de enganação assobia para mim; puxei o ar fortemente oxigenando o cérebro para tentar manter os pensamentos mais claros. Por enquanto, seja como sempre foi, aja como sempre agiu. E no momento certo, faça o que deve ser feito. Com isso eu pude sorrir. Meus meios poderiam ser complicados, mas a certeza de um resultado, viria.

Notas finais
Quem lembra da rosa e o porque dela no anime levanta a mão!! ol ~~eu Talvez eu a use com o mesmo proposito, ao para algo levemente distorcido à minha disposição, porem como aquele influencia que todos já sabemos :3 E a partir de agora vamos começar a dar corda no pequeno Phantomhive e seus novos instintos. Aêê! Eu não via a hora de fazer isso. *---* o pq não sei. aushuahsu Vish, brigadão aí, para quem veio da outra fic para cá, ou quem apenas tá lendo só essa mesmo. In love com vcs ausahsu '3' Kissus e até o próximo.