Seu Mordomo, Amor Secreto

18 Seu mordomo, e o Escritor Anônimo


Notas iniciais
Yooo Nossa ;-; eu estava com saudades de postar Kuroshitsuji, de verdade. Mas esse capitulo me pegou de jeito, talvez seja pq eu tenha uma pequena/enorme dificuldade em escrever finais de capitulos e finais de fics. Para mim nunca esta bom e sempre falta alguma coisa...! Aí eu nao sei se isso eh bom ou ruim, mas de eu consigo conviver com isso u_u Esse feliz ou infelizmente ainda nao eh o ultimo capitulo o/, mas eh bem provavel de que o proximo seja, e se for será com direito a um pequeno previu da proxima temporada, ou seja, spoiler aushaushua o/ Depois que peguei o ritmo para escrever esse cap, ah vah, que delicia que foi, vou te dizer, eu nao queria parar mais de escrever, mas eu parei, e parei cedo, nos 2,000. Ah é, esqueci de dizer, eh bem provavel que o proximo e talvez ultimo seja bem grandao, para comportar tudo que eu tenho em mente o/ E por isso boa leitura o/

A barriga está fria, os ossos tremem. Finalmente estou a bordo da Cidade Luz, Paris, prestes a enfrentar aquele a quem até então eu nunca havia julgado como inimigo. A sombra que me acompanha, e carrega minhas malas permanece calado. Não sinto seus olhos sobre mim, como é de meu costume. Estará pensando em seu futuro e talvez próximo banquete que a minha alma fornecerá?! Creio que sim, isso sempre fora o seu alvo de cobiça, desde que nos prendemos a esse contrato.

Eu tento me manter firme em pensamentos que não me façam hesitar em coisa alguma. Mas, ainda assim, sinto o medo pairando em minha mente. Por mais que eu disfarce para a população alheia, só eu sei o que sinto no momento. E não duvido que o corvo que segue meus passos saiba também; o sorriso que ele carrega entranhado nos lábios mostra a sua despreocupação para as coisas que estão acontecendo. Logicamente eu não tiro a sua razão. Ele está ali apenas para proteger-me e me ajudar em minha vingança, nada mais que isso. Eu que me vire com as coisas que são de minha responsabilidade, com isso ele não mete o nariz fino, apenas se for convocado. Ora, mas eu tenho e quero a minha individualidade quando se trata de trabalho. Somente disso, já que não sei nem ao menos fazer um laço em meu cadarço da bota. “Vergonhoso”, suprimo o pensamento que vai contra mim. É a verdade que eu estou a par, não precisa nenhum subconsciente desdenhoso estar chicoteando contra o que penso.

De frente para o hotel que irei me hospedar, entramos, Sebastian faz as devidas checagens com o meu nome e quarto. Tudo em ordem, nós subimos. Degrau ante degrau e estamos de frente para a porta do nosso quarto. Janela com vista para a grande e escultural Torre Eiffel que em breve será devidamente apresentada ao mundo. Apoio-me sobre a soleira que salta pela base da janela, observando os franceses de cabelos amarelos caminhando tranquilos pela calçada, a brisa que entra pela grande abertura é fria, apesar da hora do dia, bagunçando meus cabelos, acariciando de leve as minhas bochechas. O dia está estranhamente calmo demais. Extremamente tedioso para alguém que logo mais enfrentará o destino que sempre desejou. Suspiro, olhando por diversão para as pessoas que continuam andando, despreocupadas com o futuro que lhes aguarda. “Ah, claro, eu tenho quase a certeza de que nenhuma delas em breve perderá a alma para um ser infernal.”, meu subconsciente chia novamente, e eu ralho para ele com um olhar mortal.

O silêncio ainda toma conta do ambiente, nenhum dos lados ainda se atreveu a abrir a boca e dissertar sobre algum assunto, mas que seja assim. Estou confortável sobre o rumo que as coisas aparentemente estão tomando.

Quebrando finalmente o receptáculo do silêncio que esse lugar estava se tornando até então, me pronunciei.

–- Sebastian. – nem ao menos desviei meus olhos dos transeuntes lá embaixo.

–- Bocchan...? – sua voz soara baixa como a minha.

–- Consiga uma reunião com o mordomo da Rainha. E não volte aqui até que tenha conseguido.

–- Como queira. – sua voz sumiu ao vento, vento que se misturou ao meu em um suspiro profundo que dei.

Eu estava sozinho. Os pensamentos sobre a minha noiva começam a assolar. Eu nem ao menos deixei recado para que ela soubesse da minha partida à cidade. Posso ter sido um pouco cruel quanto a isso, mas em breve ele não mais me terá por perto, que ela aprenda a sobreviver sem a minha presença.

O que devo dizer a todos quando eu partir? Não posso simplesmente abrir a porta da frente, com a minha carruagem sendo manipulada por um demônio e sumir do mapa, alguma explicação tem que ser dada. E eu simplesmente ainda não havia pensado sobre esse tipo de coisa. Qual a desculpa que arranjarei para a minha noiva? Talvez eu não devesse ter começado a pensar sobre isso. É algo tão complicado. E no momento eu tenho coisas demais para pensar. E essas coisas podem ser que definam o futuro da Europa. Quiçá do mundo. Eu consigo dar um mínimo sorriso perante a isso. Morrerei em prol do bem para todos, e ninguém nem ao menos se lembrará de mim daqui a cinquenta anos. Bom, bom.

E como eu me dirigirei para o mordomo da Rainha, Ash. Irei direto ao assunto sem rodeios, perguntando-lhe quais os motivos de suas acusações contra a pessoa mais importante do país. Eu suspiro. Isso é realmente complicado, mais do que a mente de uma criança possa suportar. Graças eu aprendi como lidar com essas situações.

Alois. Alois Trancy. Ah, o que fará? Continuará sendo aquele que age por baixo dos panos assim como eu? Ou esses trabalhos simplesmente deixarão de existir? São tantas perguntas para o pouco de respostas e conhecimentos plausíveis que temos sobre tudo isso. Sim, isso frustra. Mas creio que o loiro mimado e seu mordomo ainda mais inexpressivo que o meu seja o menor dos meus atuais problemas. Isso, eu tenho certeza. Eu poderia levar uma vida normal, se não fosse por tudo isso que me rodeia. Se não fosse pela morte de minha família. Somente por isso. Somente?! Como se essa palavras realmente subjugasse tudo o que senti na época.

Caminho para a cama perfeitamente forrada com um lençol de seda branca. Sento, arrastando as palmas das mãos sobre o pano e sentindo sua textura. Recosto minha coluna no colchão, encarando o texto bem pintado. Faz me lembrar à mansão, com esse pensamento me vem um suspiro. Um cansado, de quem há muito almeja descansar, e isso não deixa de ser verdade. Caço quem destruiu minha família anos a fio, eu mereço um descanso, e a vida me presenteia com um eterno. Maravilha, ela sabe agradar quando quer.

–- Bocchan. – a voz do moreno ecoa no quarto.

–- Por que demorou tanto? – nem ao menos desviei meu olhar para ele.

–- Ora, ele é o mordomo da Rainha, também tem seus afazeres.

–- E o que conseguiu?

–- Uma reunião para hoje à noite.

Sentei na cama em um pulo. Encarando o que me encarava.

–- Ótimo. – sorri de canto

–- Acho melhor dormir, Bocchan. Porque hoje pode ser que a noite seja longa.

E ao som de alguns carros pelo lado de fora da janela eu adormeci.

Quando acordei não eram mais os raios de som que deslumbravam a cidade. A lua clara e imensa já cobria seu trono acima de nós. Com os olhos ainda turvos vi Sebastian separando algo de minha mala, e logo percebi que eram as roupas que eu usaria em meu encontro com o mordomo.

–- Bocchan poderia ter esperado eu lhe acordar. – se aproximou de mim.

–- Não fiz por querer. – sentei na cama, cobrindo com a boca em um bocejo.

–- Um banho antes de partir em sua jornada?! – sorria enquanto se aproximava da cama.

Seguimos para o banheiro do quarto que estamos hospedados, não era tão grande quanto o da mansão, mas era aconchegante. A banheira já cheia com água que saia um pouco de vapor, porém não estava tão quente como aparentava. Achei que meu corpo estaria mais tenso. Mas não, depois do pequeno cochilo dei simplesmente acordei bem disposto a enfrentar essa pequena muralha a minha frente. Que seja ele o que oponente vai me dar à sentença de morte, eu não me importo. Perecerei de uma forma ou de outra.

Submergindo na água clara, com pouca espuma, meu corpo começa a ser banhado. Os dedos finos e compridos de Sebastian deslizam em minha pele, com uma sútil massagem, e caricia disfarçada. Os espasmos e os pequenos arrepios em minha pele, mostram que mesmo que eu não queira demonstrar, meu corpo gosta do seu toque. Pena, ou não, que isso breve irá acabar.

Minha roupa sendo posta em meu corpo, o pensamento viajando até a mansão, e percebo que apesar de tudo eu não tive a coragem necessária para romper com a Lizzy. Mas uma coisa a me preocupar em pôr fim quando tudo isso tiver um ponto final.

Não sei onde foi o ponto de encontro que Sebastian marcou com o outro mordomo, por isso estou me deixando ser guiado pela cidade com uma carruagem alugada. A lua já brilha ainda mais intensa acima de nós, o vento gélido toca meu rosto quando entra pela janela aberta. Estamos andando há um tempo, e simplesmente esse lugar nunca chega e a minha impaciência aumenta. Conferi em meus bolsos centenas de vezes para saber se a carta ainda está aqui, é uma preciosidade a qual eu não posso perder.

A carruagem brecou, e finalmente chegamos. Uma pousada, de visual de fora da época que estamos, mas de boa aparência. Minha porta foi aberta, Sebastian me deu passagem para que eu descesse, após fechar a porta seguiu em frente para abrir a porta dupla da pousada. Lá dentro estava vazio, e somente Ash nos esperava. Minhas entranhas se apertaram, à hora era aquela. Tudo finalmente iria se esclarecer.

–- Boa noite, Conde Ciel Phantomhive, Sebastian Michaelis. – o mordomo de branco fez uma pequena reverência.

–- Boa noite, Ash Landers. – fitei seus olhos cor púrpura.

Sebastian, porém, não se pronunciou, apenas o olhou de cima abaixo como se não gostasse dele. Seus olhos se cruzaram e quase vi as chamas saírem de ambos. Como o Sebastian conseguiu uma pequena reunião com ele?

–- Por favor, acompanhem-me. – virou sobre os calcanhares e seguiu para uma área além da recepção.

A caminho do local somente nossos calçados ecoavam no silêncio que nos acompanhava. A aura amedrontadora do local somente piorava as coisas, aquilo parecia mal assombrado, ou talvez fosse somente à presença do meu mordomo que estivesse me fazendo sentir assim. Se bem que eu tenho a quase certeza de que não é nada disso que se trata.

Uma sala, com ambiente similar ao de um escritório, foi onde o mordomo de branco nos levou para sentar e conversar. A janela de uma banda aberta deixava a lua a par de nossa conversa e o vento nos refrescar o corpo tenso. Minha boca estava seca e o coração palpitava, as entranhas se apertavam conforme o acomodamento ia se tornando mais real. A minha respiração quase pode ser escutada.

–- Então, do que se trata a nossa pequena reunião? O que é tão importante que faz com que eu tenha que deixar a presença da Rainha para me encontrar com um Conde? – sua voz em certas palavras era puramente sarcástica. Tive a impressão de ouvir Sebastian se mover, mas ele mesmo se conteve a atos impensados.

–- Vou direto ao assunto, Landers. – puxei do bolso o papel. – Quero saber o motivo de essa carta ter sido escrita! – a pus sobre o balcão, olhando para diretamente para os olhos arregalados do albino a minha frente.

Talvez o meu ato tenha sido um pouco precipitado, mas não tenho cartas nas mangas, tenho que mostrar logo o meu jogo, e o pequeno sorriso que ele abriu no canto dos lábios finos, mostrando parte dos dentes brancos, demonstrou que a minha acusação foi certeira. Ash Landers havia escrito a carta contra a Rainha da Inglaterra.

–- Ora, ora, parece que em tão pouco tempo o seu demônio fez um belo trabalho, já que me descobriu assim tão rápido. – sorria ainda presunçoso. – Admito, eu não achei que seria descoberto assim, tão facilmente. – olhava para mim, os olhos púrpuros brilhando em um intenso brilho malévolo.

–- Então foi você mesmo. – fechei os olhos, absorvendo aquela informação por um momento, apoiei meu antebraço sobre a madeira da mesa larga e vazia a minha frente, com meu corpo frágil e pequeno pouco inclinado para frente, o olhei o mais frio e fundo que pude, estava tentando intimidar mais do que eu realmente conseguia para uma criança da minha idade.

–- O que quer, Phantomhive? – com os dedos entrelaçados sobre a mesa, me olhava com a mesma intensidade.

–- Que comece a contar os motivos de acusar o símbolo do nosso país. – minha voz foi firme, a frase saiu rápida, e com isso eu iria começar a descobrir os motivos do albino a minha frente fazer tudo isso.

Notas finais
~~ Ui/ Shierú tentando encurrar os outros, olha lah em Ciel, o Sebby tem cara de quem curte caras q se fazem de selvagem. Até o proximo o/