Seu Mordomo, Amor Secreto
5 Seu mordomo, Sem arrependimentos
Notas iniciais
okay... Admito, me rendo, confesso que nesse capitulo eu mudei um pouco a personalidade do Ciel e do Sebastian no inicio ateh quase o final, como quando eu percebi jah tinha quase acabado entaum eu deixei como está. Mas naum se preocupem. A ultima frase do Ciel nesse capitulo e o dialogo entre eles lah bem pertinho do fim deixa bem claro que eles irao voltar ao normal :3
Por isso naum me comam viva por eu ter mudado nesse '---' eh sério '-'
o/ Boa leitura!
Tatiei a cama sem abrir meus olhos, não encontrei o corpo Dele naquela ampla cama. Foi ai que meus olhos se abriram para constatar que realmente Ele não estava lá.
Olhei para os lados, procurando algo que eu mesmo não sabia o que era. Me mexi um pouco na cama e uma dor fina e cruel desapontou lá trás. Apertei os olhos com força. Dei um jeito de sentar-me na cama de modo que não incomodasse tanto, parecia impossível.
–- "Depois do que fizemos como posso olhar em seus olhos novamente?!" -- suspirei. -- "Nenhuma declaração... Mas pera o que você esperava com essa ordem, Ciel Phantomhive? Que ele se declarasse para você? Que ele dissesse com aquela sedutora voz: "Eu te amo, Bocchan", era isso que você esperava...?! Talvez sim..."
Mas já passou, não obtive o que eu acho que queria, mas está tudo bem. Quem sabe na próxima...
Próxima?!
Apesar da dor quase insuportável que eu sinto agora, admito que foi bom... Muito bom... No final eu acabei sucumbindo a seus desejos e meus também. Deixei me levar pelo calor que estávamos sentindo... Por sorte... Eu não disse...
Eu te amo, Sebastian...
–- Sebastian! -- chamei.
–- Bom dia, Bocchan. -- entrou.
–- Traga-me algo para beber.
–- Sim. Com licença. -- deu um pequeno sorriso antes de transpassar a porta e a fechá-la.
Apertei os lençóis em minhas mãos.
–- Seu chá. -- entrou.
–- Por que não ficou comigo na cama até eu acordar?
–- Porque o senhor só disse que era para eu dormir com o senhor, não que quando eu acordasse ainda permanecesse. -- respondeu enquanto abria a cortina da janela.
–- Idiota.
–- Não está dolorido?
–- Lógico que estou!
–- Não se preocupe logo, logo o Bocchan acostuma. -- sussurrou.
–- Ei! "Ele pretende repetir?!" -- inclinei minha cabeça para o lado a afastando dos seus lábios. -- Por que acha que eu vou querer repetir?
–- Porque eu não acho. -- sorriu. -- Tenho certeza.
–- O QUÊ?
–- Ora Bocchan não se faça de difícil numa hora dessas da manhã, tá. Seus gritos ontem à noite chamando meu nom-
–- CALA A BOCA, Sebastian. -- tremi a mão.
–- Me desculpe, mas já que não vai acontecer... Não espere ouvir de meus lábios o que você tanto quer. -- pegou a xícara de minha mão. -- Eu volto para vesti-lo.
–- "Não espere ouvir de meus lábios o que você tanto quer?! Isso seria um modo de admitir que me ama ou de me chantagear a transar com ele novamente?! E mais uma vez eu não sei ou não entendo o que ele pensa, fala ou faz... Ontem à noite ele foi tão bipolar. Hora agressivo, hora totalmente calmo e cuidadoso... Com tudo isso fica um pouco complicado saber o que ele realmente pensa sobre mim. Melhor, quais são seus verdadeiros sentimentos sobre mim. Já que sou uma alma tão importante."
Mas, demônios não amam... Não é?!
–- Com licença... -- entrou. Seguiu para o banheiro e depois de alguns minutos voltou e pegou-me no colo.
–- Sebastian... -- me colocou dentro da banheira com água morna.
–- Sim?!
–- Demônios... Amam? -- olhei para a água enquanto falava, vendo meu reflexo e o do mordomo sobre a sua superfície.
Seu sorriso foi notório sobre a água.
–- Olhe para mim, Bocchan. -- virei um pouco minha cabeça e o observei. -- Só amei uma vez em minha longa vida.
Essa única vez poderia ser... Eu...
–- Então isso é um sim?
–- Talvez. Não é sempre que temos esse tipo de sentimento, afinal não podemos sentir pena na hora de comer suas almas. É quase impossível para nós realmente amar. Essa pessoa tem que ser realmente incrível, incrivelmente incrível para amolecer nosso coração de "pedra" e nos fazer amá-la.
Sua boca se movendo enquanto fala é de uma órbita hipnótica incrível. Sem nem perceber nós estávamos quase nos beijando e ele sorria ao ver meus lábios tão próximos.
–- Chegue um pouco só mais perto, Bocchan. -- sussurrou.
–- Eu não vou fazer isso... -- sussurrei sem nem mover um centímetro.
–- Tenho permissão?
–- "Claro!" -- apenas me mantive calado.
Aproximei-me um pouco mais. Dava para sentir um pouco da textura de seu lábio próximo ao meu. Levantei meus olhos que miravam seus lábios para seus olhos. Eu estava em um duelo contra eu mesmo. Não queria ceder e rebaixar ainda mais o meu orgulho, mas também queria sentir mais uma vez aquela boca dançando sobre a minha. Sebastian, com uma visível provocação, passou sua língua sobre os lábios os umedecendo, inevitavelmente sua língua roçou sobre os meus. Realmente a distância que nos desunia era muito, muito curta.
–- Para mim já che- -- não me deixou completar, levou a mão a minha nuca projetando minha cabeça somente um pouco pra frente finalmente nos unindo.
Sua ávida língua violava minha boca com ternura, se roçando e acariciando a minha de forma leve. Eu não esperava essa doçura toda de um demônio selvagem como o Sebastian.
–- Até para mim, um demônio, certas tentações são difíceis de resistir... -- sussurrou.
Permaneci mais uma vez em silêncio e com os olhos fechados.
–- Apenas termine o meu banho.
Sebastian obedeceu em silêncio.
Já em meu escritório, meus olhos corriam sobre as letras impressas na folha de jornal em minhas mãos, mas não eram entendidas por mim nenhuma palavra sequer, e o silêncio dentro daquele ambiente chegava a incomodar. Coloquei o jornal sobre a mesa, apoiei os braços uns sobre os outros e debrucei meu corpo sobre a mesa deixando minha cabeça apoiar, pela testa, em meus braços.
–- "Eu poderia tê-lo empurrado e ter-lhe repreendido logo em seguida, mas não... Eu me entreguei. O que esse 'homem' fez comigo?! Eu trai a minha noiva com meu mordomo. Mas quer saber a única que leva a sério esse noivado é a Elizabeth. Para mim esse futuro casamento não passa de uma junção de fortunas."
–- Bocchan... -- deu leves batidas na porta e entrou.
–- Sim?! -- levantei a cabeça e o encarei. Sebastian ficou em silêncio, de pé, de frente a mesa. -- Então? O que você quer?
–- Se sente arrependido?
–- Nem um pouco.
–- Faria tudo do mesmo jeito?!
–- Sim. Foi uma ordem! Por que acha que eu voltaria atrás dela? -- recostei-me na cadeira e apoiei as mãos sobre minhas coxas, apertando de leve o pano do meu short.
–- Espero que continue sempre firme desse jeito. -- apertou um pouco os olhos na hora de falar.
–- Não a razão nenhuma para que eu mude. -- apoiei o cotovelo sobre o braço de madeira da cadeira e descansei minha bochecha sobre o dorso de meus dedos. -- É só isso? Traga-me um chá.
–- Como quiser, com licença. -- saiu.
–- Humpf... "Eu, Ciel Phantomhive, não posso deixar que uma coisa como à que aconteceu ontem a noite me mude! Não posso permitir isso!" -- franzi o cenho e mantive a expressão séria.
Notas finais
NAUM ME COMAM VIVA!
No proximo capitulo temos de volta o Arrogante Ciel Phantomhive e o "frio" Sebastian Michaelis :3
Ateh o proximo o/
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