Seu Mordomo, Amor Secreto
6 Seu mordomo, A passeio
Notas iniciais
Caramba o.o
Tah eu naum sei por q o caramba... Mas certo :3
Esse capitulo naum se passa quase em momento nenhum dentro da mansão. Pois eh o Phantomhive e o Michaelis resolveram dar umas voltinhas... E o mais importante, ou naum, *-* tem a pequena e ilustre participaçao da minha diva/divo GRELL *-* aquele lindo que eu amuh ♥
Boa leitura o/
Não demorou muito para que Sebastian voltasse com o meu chá.
–- Faz um tempo que não vou à cidade e está acontecendo uma pequena feira, arrume a carruagem para daqui a pouco partirmos. -- levei a xícara aos lábios.
–- Como queira. -- fez uma pequena referência e saiu.
No momento em que a porta foi fechada eu fiquei a pensar no que Sebastian falou enquanto me dava banho.
–- "Quem será a pessoa a qual Sebastian já amou?! Ou será que ele ainda a ama? Disse aquilo só para disfarçar um provável amor por mim?!" -- sorri sozinho. -- "Que engraçado, Ciel. Você devaneando sobre um possível amor de Sebastian em cima de você"
*Toc — Toc — Toc*
–- Entre.
–- A carruagem está pronta, partiremos quando o senhor quiser.
–- Sim. Você vai comigo dentro da carruagem. Fale para o Tanaka que ele iria conduzi-la. -- pousei a xícara sobre a mesa.
O olhar de Sebastian era de quem indagava o motivo do meu "pedido".
–- O que foi? -- perguntei o encarando.
–- Não é nada. -- sorriu. -- Vou comunicar ao Tanaka. Com licença. -- me deu uma última olhada e saiu.
–- "Humpf. Eu sabia que ele iria achar estranho eu pedir tal coisa."
Levantei de minha cadeira e segui para o quarto. Defronte para o espelho do banheiro retirei meu tapa olho. Fazer isso já estava virando quase um vício. Olhar para a minha pálida e esguia forma no espelho e lembrar-me que perdi meu corpo e alma para um demônio. Isso não deveria ser algo que uma criança da minha idade e deu patamar social faria. Entregar-me daquela forma para um demônio. Talvez se meus pais não tivessem sido mortos meu presente seria totalmente diferente. Talvez.
Virei-me para o lado e encarei a banheira. Foi inevitável não lembrar do que aconteceu mais cedo e instintivamente eu levei os dedos a meus lábios.
–- Preocupado com algo, Bocchan?! -- Sebastian falou da porta.
–- Não, com nada. -- voltei meu olhar para o espelho.
–- Seu olhar parecia distante. -- aproximou-se de mim, agachou e pegou o tapa olho.
Encarei o espelho enquanto o que não deveria ter saído de meu rosto era posto novamente. Seus dedos roçaram delicadamente sobre minha bochecha e meus cabelos.
–- Está pronto agora. -- sorriu para o espelho. Levantei um pouco meu olhar para mirar seu rosto.
–- Vamos, Sebastian. -- virei em direção à porta e segui para fora do quarto.
Já do lado de fora da mansão, Sebastian dava as últimas instruções para os outros empregados. De dentro da carruagem eu somente o observava e esperava a hora em que ele finalmente iria subir para partirmos.
Durante um pequeno trajeto fomos calados, o caminho percorrido fora tão pequeno que ainda de longe se via a silhueta da mansão. Sebastian que estava sentado a minha frente de vez enquanto desviava o olhar para mim. Não nego que eu o olhava de canto de olho.
Sua postura perfeita de costas bem reta, o olhar levemente escarlate parecia um pouco distante na paisagem que passava em uma velocidade considerável pela janela da carruagem — sabemos que não é verdade, um demônio não se perderia na beleza da natureza...?! Mas se perde nas pantufas macias de um gato, esse é Sebastian — E a incrível sincronia que meus olhos têm com os dele ao se revirarem para frente quando ele olha para mim, só para não ser notado. Sem sucesso, por que sempre noto seu sínico sorriso de canto quando isso acontece. Por que raios eu ainda faço?!
–- Ainda não entendo o motivo que o Bocchan me quer aqui dentro. -- me olha indagando a minha futura resposta.
–- Preciso ter reais motivos para pedir ao MEU -- enfatizei a palavra -- Mordomo que venha me fazendo companhia?!
–- Não. Mas isso não é de seu costume.
–- Pois vá se acostumando. -- virei de volta para a janela.
–- Bocchan...
–- Sim?! -- não o olhei.
–- Aquela ordem de ontem também não teve reais motivos?! -- perguntou como se fosse à coisa mais lógica a se perguntar no momento.
–- Se quer saber, foi por mera curiosidade sobre o que você faria se não tivesse regras. -- o frisei.
–- Não seria mais fácil perguntar?
–- Tsc. -- mordi a parte de dentro do meu lábio inferior. -- Eu faço as regras e as ordens, então eu as redijo do modo que eu quiser.
–- Entendido. -- voltou os olhos para a janela, não deixando morrer seu sorriso.
O trepidar da carruagem no terreno acidentado de certo modo incomodava um pouco minha parte traseira. Mais alguns longos minutos de dor não tão incomodas e um certo clima não tão ruim e não tão bom finalmente chegamos.
Tanaka abriu a porta e Sebastian foi o primeiro a sair, me estendendo a mão para eu descer.
O local estava bem movimentado. A voz aguda e gritante dos comerciantes era bem ativa e dos seus compradores também não ficava para trás. Não era tão incomoda, mas também não era de total agrado a meus ouvidos. As tendas não vendiam coisas de meu agrado, e algumas ainda tinha a imprudência de copiar de forma descarada brinquedos da Companhia Phantomhive. Copias admito de longe bem feitas, mas ao serem olhadas de perto e por olhos críticos viam suas deformações e falta de qualidade. E o pior de tudo é ver que aquilo estava sendo vendido aos montes.
Eu não havia reparado nesse tempo que o Sebastian vive ao meu lado que ele chama bastante atenção feminina ao longo do caminho que passamos. E de certo modo aquilo me estava incomodando! Mesmo vestindo preto da cabeça aos pés, sem dar bola a ninguém que passava e sem pronunciar uma palavra sequer ele conseguia aquela façanha. Um alvoroçamento começou ao longe de onde estávamos, gritos e correria começaram a se aproximar de nós me tirando-me de meus devaneios de ciúmes.
–- Vamos, Bocchan. -- Sebastian me carregou e nos levou para um pouco longe do local.
Ao longe uma voz feminina, mas um tanto masculinizada ecoou.
–- SE-BAS-CHAN! -- uma forte cor vermelha reluziu no meio da multidão.
Não demorou a aquele shinigami vermelho se aproximar de nós.
–- O que faz aqui, Sr. Grell Stucliff?! -- pergunta Sebastian.
–- Estou fazendo meu trabalho. Uma mulher irá morrer daqui a pouco em meio ao tiroteio desse assalto. -- abriu e fechou as lâminas das tesouras em suas mãos, com seu sorriso de dentes pontiagudos a mostra.
–- Tiroteio?
–- Sim. Mas isso não irá acontecer agora, se você quiser nós ainda temos um tempinho para aproveitarmos. -- roçou seu corpo contra o braço de Sebastian.
–- Vamos sair daqui Bocchan, pode ser que esse local fique perigoso. -- nada falei apenas retribui o seu olhar. Agarrando-me ao seu pescoço.
Fomos para uma praça não movimentada.
–- Sr. Grell posso saber por que nos seguiu? A sua alma está para aquele lado.
–- Ora Sebas-chan eu disse que ainda tínhamos uns minutinhos para aproveitarmos... -- piscou rapidamente os olhos amarelos e verdes.
–- Isso foi há minutos atrás, esse tempo já deve ter se esgotado. -- me pôs sentado na curva de seu braço e tirou de dentro do bolso um relógio -- E, além disso, eu não tenho tempo para brincar com shinigamis. Vamos Bocchan, se não perderemos o horário de nosso chá. Até mais, Sr. Grell.
–- Até mais, Sebas-chan... -- choramingou acenando para nós que partíamos.
–- Já pode me pôr no chão, estamos longe da confusão. -- Sebastian me olhou e acatou o meu pedido.
Não faltava muito para chegarmos onde estava a nossa carruagem. O som de tiros ecoou ao longe.
–- Parece que o shinigami conseguiu sua alma. -- olhou para mim de canto de olho.
–- "Uma indireta?!" Não se preocupe você também receberá a sua.
Um sorriso como um "quê" de vitória brotou em seus lábios.
Avistei a carruagem, Sebastian se adiantou um pouco e abriu a porta para a minha entrada, entrando e sentando logo depois.
–- Terminamos o nosso passeio e o Bocchan não comprou nada.
–- Não havia nada que me interessasse de fato naquele lugar, pior que isso foi ver copias baratas dos nossos brinquedos sendo vendidos aos montes.
–- O senhor estava lá. Poderia ter feito alguma coisa.
–- Que adiantaria resolver agora? Já sabemos que daqui a um ou dois dias eles voltariam a praticar o mesmo ato. Não tenho tempo para brincar com essas pessoas.
Mesmo sem eu querer e nem mesmo perceber lembrar do fato de Sebastian atrair tantos olhares para sim estava me incomodando. E também me incomodava o fato de eu estar incomodado com Sebastian e seus olhares. Resumindo... Estou com ciúmes... Mas jamais admitirei isso para qualquer outro que não seja eu! Já não queria admitir nem para mim mesmo!
Encarei o ser a minha frente. Fiquei a tentar imaginar o que me levou a amá-lo. É amá-lo, infelizmente já não posso classificar esse sentimento como mera atração física. Mas como eu já disse não irei admitir isso para mais ninguém!
O trepidar da carruagem parou foi aí que me dei conta de que já estávamos de volta a mansão.
Tanaka abriu a porta, Sebastian desceu primeiro, me estendendo a mão para que eu descesse.
–- Bem vindo de volta, Bocchan. -- falou em coro o trio de empregados.
Segui para dentro da mansão em silêncio, seguindo diretamente para meu quarto.
–-Bocchan, o senhor parece estar estressado. Aconteceu alguma coisa hoje? -- falou retirando o meu sobretudo, minha cartola e segurando minha bengala.
–- Não. -- falei já me jogando, literalmente, na cama afundando meu rosto no colchão. -- Prepare o meu banho. -- levantei a mão direita a movendo no ar com o intuito de apontar para o banheiro. Provavelmente meu pequeno objetivo não foi um sucesso.
–- Se continuar assim por muito tempo irá acabar sufocando. -- escutei seu pequeno riso ao fim da frase.
–- Calado... -- falei abafado.
Alguns segundos se passaram e eu me virei de frente. Mirando o teto. E pela, provavelmente, primeira vez no dia eu não pensei em nada ao olhá-lo. Somente admirava a sua cor alva. Levantei novamente minha mão direita e olhei para o brilhante anel de joia azulada em meu dedo indicador.
–- Bocchan, o banho está pronto. -- chamou-me da porta do banheiro.
Levantei e segui para o cômodo onde ele estava. Começando a me despir assim que fiquei de frente para a banheira, seus dedos coberto pela luva branca enquanto tirava minhas roupas roçavam de maneira suave contra minha pele, criando umas ondas leves de arrepios que logo se desmachavam. Quando sentei dentro daquele recipiente e olhei para Sebastian foi como se um flash back tomasse conta do lugar. Mas não iria acontecer o mesmo que aconteceu mais cedo! Pelo menos não hoje e não agora!
Após o termino do meu banho, a hora do chá e da janta, finalmente era hora de dormir.
–- Boa noite, Bocchan. -- cobriu meu corpo, pegou o castiçal em cima do criado mudo e seguiu para fora do quarto.
–- Boa noite, Sebastian. -- sussurrei para mim, já fechando meus olhos.
(....)
A claridade do sol roçou em meu rosto. O cubro com o lençol para evitar que aqueles raios solares viessem diretamente a meus olhos.
–- Bom dia, Bocchan.
Saí de debaixo das cobertas, esfreguei o dorso das mãos em meus olhos e finalmente os abri, tendo como primeira visão do dia: Sebastian.
–- Dormiu bem?
–- Sim. -- dou um pequeno bocejo.
Depois de toda a rotineira higiene matinal sigo para meu escritório. Distraído em minha leitura não noto a presença de Sebastian, que me surpreende com sua voz grave e aveludada.
–- Bocchan.
Dei um mínimo salto na cadeira.
–- Não me assuste desse jeito.
–- Desculpe. Isso chegou para o senhor. -- estendeu-me uma bandeja de prata com uma carta sobre ela. -- É do Conde Trancy.
–- Trancy?! "O que ele quer?!" -- encarei o símbolo da aranha gravado no selo que lacra a carta. Abri a carta e li atentamente o que dizia nela. -- Sebastian prepare a carruagem. Nós iremos fazer uma visitinha ao Conde Trancy!
–- Yes, My Lord!
Notas finais
o.o Conde Trancy na area '-'
Oq serah que ele vai aprontar?! Para saber soh no proximo capitulo! o/
*3* Kissus!
e ateh lah! o/
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