Seu Mordomo, Amor Secreto
2 Seu mordomo, Professor de dança
Notas iniciais
~le eu de volta com mais um capitulo o/
Boa leitura... o/
–- Hora de acordar, Bocchan.
A claridade do sol invadiu o quarto vindo diretamente aos meus olhos, que mesmo fechados sentiram o incomodo, quando a enorme janela fora aberta.
–- "Ter que ouvir essa voz logo pela manhã..." -- sentei-me na cama, cocei de leve os olhos e os abri lentamente, mirando ainda nublado o meu mordomo.
–- O que deseja para o café da manhã torta de chocolate com morangos ou cookies de chocolate?
–- Torta.
–- O Bocchan anda estranho ultimamente. Aconteceu alguma coisa?
–- Não aconteceu nada! Apenas sirva-me o café da manhã.
–- Não vai se vestir e comer na mesa?
–- Não. Irei comer aqui mesmo.
–- Entendido. Irei trazer. Com licença. -- saiu.
Fiquei sozinho — mais uma vez — naquele amplo espaço. Deixei minha coluna arquear para frente e fiquei a encarar o lençol que cobria parte do meu corpo. Um lençol de cor branca. Meu passado já teve essa cor. Hoje nem de longe lembra o que já foi.
Minutos se passaram até que o mordomo bateu na porta e adentrou o quarto. Pondo a bandeja sobre meu colo ficou a minha frente. Os raios de sol acariciavam sua pele reluzindo seus negros cabelos e cintilando seus olhos. Seus lábios sorriam um sorriso falso — talvez -.
–- Quais as minhas atividades de hoje? -- cortei o clima de silêncio e falsidade"?!".
–- Terá novas aulas de dança. Começando pelo tango.
–- Já disse que não quero e que não sei dançar.
–- Para uma pessoa da sua classe não saber dançar seria motivo de vergonha.
–- E por que o tango?
–- Não te agrada começar por este gênero?
–- Poderíamos começar com algo menos intimo e sensual. Acho mais conveniente. -- degustei mais uma garfada do doce trazido por ele.
–- E o que sugere?
–- Uma valsa?!
–- Isso já lhe foi ensinada. Se não se recorda o Bocchan dançou com a Lady Elizabeth.
Inclinando-se sobre mim tirou do bolso do paletó um pequeno lenço branco passando de leve sobre os cantos da minha boca.
–- Estava sujo. -- seu hálito roçou em minhas narinas. Doce, agradável de sentir.
–- É impossível eu ter aulas de dança com alguém tão grande como você, sabe disso!
–- Não sei por que pôe tanta dificuldade. -- pôs a mão na testa e balançou a cabeça em reprovação.
–- Se você não fosse desse tamanho, seria mais fácil.
–- Eu também não tenho culpa se o Bocchan tem dois pés esquerdos.
–- Não lhe pagarei com minha alma para insultar minhas nulas habilidades em dança.
–- Minhas sinceras desculpas pela rudeza.
–- Que seja! -- retirou a bandeja de meu colo.
Indo até meu guarda roupas pegou uma das minhas vestimentas e a colocou em meu corpo. Calçando com cuidado meia por meia, fazendo um laço perfeito em minhas botas e em meu tapa olho.
Sai do quarto encontrando no caminho até o escritório Meirin.
–- Bom dia Bocchan. -- sua voz rouca ultrapassou meus tímpanos.
–- Bom dia. -- segui meu caminho. -- "Dançar tango com o Sebastian?!" Tsc. -- dei um mini sorriso de canto quando encontrei a porta de meu destino.
Sentei em minha cadeira. Girei-a para a janela que me dava vista privilegiada do meu imenso jardim.
–- "O que Sebastian faria se um dia eu lhe ordenasse que pudesse fazer o que quisesse comigo? Com toda a certeza pegaria logo a minha alma?! Ou teria algo diferente em mente?!"
–- Bocchan? -- deu batidas na porta e entrou. -- Precisamos começar agora para não atrapalhar seus outros afazeres.
–- Que seja. Só quero acabar logo com isso.
Me levantei e o acompanhei até uma sala que mais parece um salão, usamos ele para as aulas de violino e esgrima.
Ficando de pé no centro do salão me entregou umas roupas.
–- Pra que é isso?
–- Acha que vai dançar vestido desse jeito? Não esta usando peças apropriadas. Por favor, vá se trocar.
Segui para o banheiro que havia no lugar e comecei a pôr as novas roupas em mim. Peças de cor escura, tão escuras quanto à aura que exala do corpo do demônio que é meu mordomo.
–- Satisfeito?
–- Sim, ficou perfeito. A não sei por uma pequena falha do Bocchan ao amarrar a gola. -- se aproximou e fez do modo certo.
–- Tsc. -- resmunguei, afinal não é de meu costume fazer muitas coisas, como me vestir, sozinho.
–- Esta pronto para explorar seus dotes de dançarino?!
–- "Dotes de dançarino?!" Não tenho outra escolha. -- suspirei fundo e soltei o ar preso nos pulmões de vez.
Meu pequeno e frágil corpo foi puxando com um pouco de violência para colar no corpo do maior.
–- Sebastian! -- me assustei com a atitude.
–- Por favor, mantenha seus olhos nos meus enquanto dança.
–- Ma- -- o encarei. Nunca havia realmente parado para prestar atenção em seus olhos quando em sua forma humana. -- "São lindos... Quando não estão da cor do sangue..." -- um castanho mel, com um leve avermelhado ao fundo, que só pode ser visto por quem o encara, como faço agora. Um olhar doce para quem não conhece a sua verdadeira identidade.
–- Algum problema?
–- Nenhum. -- dei de ombro a pergunta e me deixei levar pelos passos dele. Admito que em metade da coreografia eu não sabia o que estava fazendo, eu apenas estava sendo guiado.
Depois de muito trocar as pernas, errar nos passos, receber muita bronca, finalmente aquilo acabou.
–- Achei que eu iria ficar aqui para sempre. -- sentei na cadeira ofegando.
–- Para a primeira aula até que não fora tão ruim. Poderia ter sido pior.
Sorri de canto.
–- O que tenho que fazer pela tarde? -- cortei o silêncio.
–- Irá receber a visita do Visconde de Druitt, o senhor Aleister Chamber.
–- Tenho lembranças repugnantes sobre ele. -- um arrepio subiu pela minha espinha.
Ele sorriu.
Não sei se tenho raiva ou amor por esse sorriso. Nunca consigo distinguir o que realmente há por trás dele. E isso me frustra! Chega a ferir o meu orgulho!
–- Mas antes iremos tomar um banho, não quer receber seu convidado dessa forma, estou certo?
–- Sim.
Enquanto caminhávamos de volta para o meu quarto a sensação de ainda estar nos braços do mordomo incomodava um pouco, minhas costas mais precisamente a base de minha coluna formigava, lá foi onde ele havia repousado sua mão durante quase toda a dança. Umas descargas elétricas vindas de minha mão direita que fora segurada por um tempo também incomodava.
–- Sebastian, o que faria se um dia eu te ordenasse a fazer o que quisesse comigo? -- a pergunta que rondou a minha cabeça mais cedo escapou de meus lábios sem que eu percebesse.
–- Hum, o Bocchan pensa em dar essa ordem?
–- Primeiro responda a pergunta!
–- Quem sabe... Existem muitas coisas a serem feitas se eu não tivesse regras a seguir. -- me olhou pelo canto do olho e notei o final de seu sorriso no canto dos lábios.
–- "Isso não tira a minha dúvida... Pelo contrário só me deixou mais instigado a saber o que ele faria!"
Notas finais
'-' o que serah que o Sebastian faria?! '-' talvez no proximo capitulo tudo seja revelado :3
Kissus e ateh o proximo o/
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