Seu Mordomo, Amor Secreto

12 Seu mordomo, "Policial"


Notas iniciais
Yooo o/
Nem sei quanto tempo que eu levei para atualizar, mas creio que foram quase 15 dias certo? Entao estou na meta u3u
Esse capitulo foi facil de se escrever ateh certo ponto, ateh a parte que Ciel volta para mansão ~spoiler~ Depois disso a minha mente começou a me trollar e nao queria me deixar continuar a escrever ~filha da putagem~
Mas eu felizmente eu consegui terminar, depois de tanto implorar para ela que me deixasse escrever ~vai entender~
Boa leitura o/

Fim de tarde, a luz da lua já quer dominar o céu de tom laranja escuro com seus raios claros. Eu estou em meu quarto, me preparando para mais uma “Caça aos ladrões”. Isso soa tão idiota. É como aqueles filmes de tira, onde o policial fica com a mocinha que acabou de salvar dos malfeitores da cidade. Eu sou a mocinha e o Sebastian o policial? Meus pensamentos me fizeram corar de leve, e isso arrancou um pequeno sorriso do mordomo a minha frente. Merda, ele percebeu. Quer dizer, estranho seria se ele não tivesse percebido essa minha involuntariedade.

O caminho até esses “malfeitores” é um pouco longo, por isso sairemos antes do completo pôr do sol; o “policial” ainda está a me vestir, e eu já estou um pouco impaciente com isso... Quanto tempo exatamente se leva para vestir alguém?

-- Quanto tempo ainda levará para terminar de me vestir? – minha voz saiu num tom de completa impaciência, nada mais, nada menos do que o humor que eu realmente estou agora.

-- Estou quase acabando.

Pôs-me sentado sobre a ponta da cama, começando a calça em meus pés e ao longo de minhas pernas finas meias brancas. As botas logo as cobriram, deixando somente a parte de sua borda de fora; finalmente estava tudo pronto.

-- A carruagem já está pronta?

-- Sim.

Fiquei de pé, olhando para cima a fim de encará-lo. Precisava ser tão grande? Seu olhar era impassível, sem demonstrar nenhuma emoção. Seguimos para fora do meu cômodo de descanso. Indo para o salão de entrada e finalmente para a saída. Os empregados não notaram a nossa partida. A carruagem era dirigida de forma leve, mas seu gracioso deslizar pelo asfalto era interrompido por buracos nada convenientes, fazendo a carruagem sacudir um pouco, e em consequência meu bumbum se chocar contra o assento.

Não posso nem reclamar com o mordomo, ele não tem nada a ver com a falta de cuidados com a estrada.

A lua finalmente já tomava posse do seu trono no céu. Um vento frio já assobiava por toda a Londres. As ruas as quais nós estávamos andando estavam vazias, somente se ouviam meus passos e os passos da sombra negra que me acompanha no vazio da noite, os postes poucos distantes um dos outros iluminavam as vias dos passeios.

Finalmente chegamos ao nosso destino. Sebastian foi o primeiro a passar para um beco, ouvi ao longe um baixo urro de dor vindo do que vigiava a porta de saída. Caminhei até me pôr ao lado do mordomo, ficaríamos ali esperando até que eles saíssem e fossem pegos no flagra.

A temperatura estava um pouco baixa e a minha respiração podia ser vista se dispersando no ar em uma pequena nuvem branca. Sebastian estava calado, assim como eu também não me pronunciava. A espera estava ficando cansativa e eu estava vendo a hora de dar ordem para que o mordomo invadisse o local e acabasse logo com tudo. Mas vamos esperar mais um pouco.

Os sons de dentro do que parece um depósito aumentaram, me afastei da parede a qual eu estava recostado e saquei a Colt 45 em minha cintura, apontei para a porta esperando-a abrir. Minha respiração estava mais tensa, eu estava ansioso para ver quem sairia dali. Sebastian continuava estático. Somente, também, a espera dos indivíduos que sairiam pela porta.

A porta finalmente foi aberta. Quatro pessoas com sacolas sobre os ombros saíram de lá. Conversavam entre si e não haviam, ainda, percebido a nossa presença.

-- Parados! – disparei com a voz.

-- Phantomhive? – as pessoas de idade medianas, entre 23 a 28 anos soltaram as sacolas e levantaram as mãos.

-- Ora, ora, então você me conhece?!

-- E quem não conhece o senhor, pequeno Mestre. – um sorriso de sarcasmo brotou no rosto de um deles, o que parecia ser o chefe. – Onde está a pessoa que deixei aqui para vigiar a porta?

-- É aquele ali? – joguei minha cabeça em direção ao corpo desacordado estendido sobre o chão. – Posso saber o que tem dentro dessas sacolas?

-- Apenas entulho de dentro da loja. – abaixou a mão e já ia sair caminhando.

-- Parado, não mandei se mover. – puxei o gatilho da arma.

-- Não teria coragem de disparar, teria pequeno Conde?

-- Não duvide do que eu sou capaz. – sorri de canto.

-- Não tiraria uma vida...?!

-- Duas se fosse preciso.

Um passo foi dado pelo homem, e meu dedo se apertou em um disparo próximo a seu pé. Ele recuou, seu olhar de “Ele faria” me fez rir.

-- Sebastian, eu não quero perder mais tempo aqui. Pode acabar com as coisas.

O mordomo saiu das sombras para a meia luz do poste. Seu olhar tenebroso para cima dos jovens fez com que eles recuassem até se encurralarem na parede. O moreno estralava os dedos das mãos, enquanto caminhava a passos lentos até os que tremiam.

Dei-lhes as costas, como quem deixa o local, mas apenas me recostei sobre a parte da frente da loja, de braços cruzados e sola de um dos pés apoiada na parede. Os sons de ossos quebrando, acho, e gemidos de dor não eram abafados.

-- Bocchan, está tudo acabado. – sorria enquanto espanava o próprio ombro, demonstrando desdém àqueles que estavam sobre o chão. – O que faremos agora?

-- Chame o Abberline, ele saberá como dar conta deles.

-- Com licença. – com uma pequena reverência sumiu na escuridão do fim da rua.

Soltei um pesado suspiro. Não demorou a eu senti novamente o mordomo próximo a mim. E poucos minutos depois, o Coronel seguido de outros policiais. Sebastian mostrou-lhes o local do acontecido e tudo fora confiscado. Recebi meus agradecimentos e já estava voltando para casa, bocejando e coçando os olhos de cansaço. Mais um trabalho devidamente cumprido.

-- Está cansado, Bocchan? – Sebastian abria a porta da carruagem e me dava passagem.

-- Sim... Não tarde a levar-me embora. – bocejei sentando sobre o banco.

-- Com desejar.

(...)

Seus hábeis dedos percorriam com maestria meu corpo submerso. Apesar do sono que consome minha mente, nada impedi que eu aprecie seus leves e delicados toques.

-- Desta vez a Rainha não pediu ajuda a Aranha... – murmurei baixo.

-- E deveria?

-- De maneira alguma, -- me exaltei – Eles nem ao menos deveriam fazer parte dessa varredura de Londres. Isso é trabalho dos Phantomhive.

-- Mas mesmo com a intromissão do Trancy, seu posto não lhe foi tirado.

-- Mas me intriga o fato dela querer dois trabalhando por debaixo dos panos... Londres está tão suja assim?!

Saí de dentro da banheira, meu corpo foi recepcionado pela felpuda toalha branca, embrulhando meu corpo de modo que absorvesse a água morna e o vento não me deixasse com frio, nem resfriado. Seguimos para o quarto, minha grande janela era fechada. Minhas roupas rapidamente foram vestidas e logo eu estava deitado, somente a espera do sono. Sebastian ao meu lado, encarava meus olhos que aos poucos iam se fechando. Mas teimosos queriam se manter aberto e encarar um pouco mais a figura pálida a minha frente. Ele sorria para mim, mesmo que de leve, com as bochechas pouco erguidas.

-- Boa noite, Bocchan.

-- Boa noite, Sebastian... – finalmente me deixei ser pego completamente pelo sono. Mas bem que eu poderia ter resistido um pouco mais, para admirar mais um pouco o seu rosto...

(...)

-- Bom dia, Bocchan.

Sentei sobre a cama, cocei os olhos, bocejei.

-- Bom dia, -- e finalmente lhe respondi.

As janelas agora foram abertas, o sol me deu bom dia com uma caricia sobre a minha retina. Apertei um pouco os olhos pelo clarão, que todos os dias me incomoda.

-- Voltarei com seu café da manhã, com sua licença.

Assenti com a cabeça e voltei meus olhos para o dia além de minha janela. A poucas nuvens no céu, o sol está brilhando intensamente, uma bela manhã de sábado. A porta foi aberta me tirando da vista lá de fora, voltei meus olhos para a pessoa tão bela quanto à paisagem que eu hora observei; meu mordomo.

Além da bandeja com meu café, uma bandeja com uma carta solitária e de selo real foi me servida.

-- Os pertences que foram roubados já foram devolvidos, e a Rainha e os empresários agradecem a nossa ajuda. – lhe devolvi a carta.

O café da manhã passou como qualquer outro, silencioso. A tarde estava passando em absurdos passos de tartaruga, senão mais devagar. O jornal em minhas mãos distrai meus pensamentos, bom pelo menos parte deles. As notícias impressas não me interessam em nada.

-- Bocchan, -- entrou – O Sr. Abberline esta aqui.

-- Mande-o entrar. – fechei o jornal em minha frente e endireitei meu corpo sobre a cadeira.

O moreno deu passagem para que ele entrasse, ficando de pé a minha frente, levantei-me para cumprimentá-lo.

-- Conde Phantomhive.

-- Coronel Abberline. Sente-se. – fiz um gesto para que ele sentasse sobre a cadeira ao seu lado. Após acomodados e a sós começamos. -- O que deseja?

-- Apenas agradecer pelo seu trabalho ontem à noite. Foi de grande ajuda, estávamos atrás dele há muito tempo.

-- De nada, não faço nada alem do meu trabalho. – dei um sorriso de canto. – Gostaria de um chá?

-- Por favor. – pareceu um pouco envergonhado ao aceitar.

-- Sebastian!

-- Bocchan? – não demorou nada para o mordomo estar dentro do escritório, qualquer outra pessoa acharia que ele estava escutando atrás da porta. Sabemos que não se trata disso.

-- Traga, por favor, um chá pra o Coronel e eu.

-- Como desejar, -- disse nos deixando a sós, novamente.

-- E a sua noiva?

-- Bem, obrigado por perguntar.

Sebastian não demorou a voltar com o carrinho composto por chás de cheiro doce. O cheiro logo se instalou no local, o gosto adocicado e suave se dispersou em meus lábios e língua ao primeiro gole da bebida de cor rosada.

-- Está delicioso, Sebastian. – Abberline se pronunciou após levar a xícara aos lábios.

-- Obrigado. – Sebastian salientou suas bochechas em um sorriso singelo. – Irei deixar vocês a sós. – dobrou de leve seu pescoço em uma reverencia e seguiu para fora do escritório levando consigo o carrinho.

O tempo passou rápido, e logo o Abberline já estava se despendido a frente da mansão.

-- Até mais, Conde Phantomhive, obrigado pela tarde maravilhosa e obrigado pelo chá.

-- Não a o que agradecer, volte quando quiser.

Esperei a carruagem sumir ao horizonte. Sebastian me seguiu para dentro de casa, para a biblioteca.

-- Bom homem? O senhor Abberline?

-- Sim, mas sentimental demais.

Sebastian sorriu.

-- Sentimental?

-- Sim, ele deixa as emoções comondar às atitudes dele.

-- Isso seria errado?

-- Isso é tolo. Fará besteiras ao ser deixado levar desse jeito. Mas tudo bem, ele sabe como vive a vida dele. – mordi a cartilagem de meu dedo indicador. – O que está olhando?

Notei o olhar vivido do mordomo sobre mim, devorava a minha alma com os olhos carmesins. Oh olhos sedutores. Ele nada respondera, apenas permanecia com aquele contato visual que parecia impossível de se perder. Fiz a linha de seus olhos para seus lábios e ele sorriu com meu movimento. A mínima ponta dos seus dentes brancos e perfeitos eram mostrados através do sorriso que aparentemente debochava de mim. Eu nunca sei o que eles significam... Por Zeus pare de sorrir assim!

Mordi internamente o meu lábio inferior, demonstrando para mim mesmo a tentação de avançar sobre o corpo grande a minha frente. Isso é tão pecaminoso. Eu deveria ordena-lo a sair e acabar com essa grande luxuria que em mim cresce, mas me falta voz. Eu poderia simplesmente agarra-lo, ele não vai relutar, é meu subordinado, mas meu orgulho cria um muro imaginário de adamantium entre nós.

Minhas ações são totalmente contrarias aos meus pensamentos, e o beijo que acabei por ceder em lhe dar demonstra isso com total facilidade. Acabei por jogar-me em suas asas... Pelo bem de minha alma, fui bem acolhido.


Notas finais
:3 Ciel, Ciel, Ciel~~
:3 Sebby, Sebby, Sebby~~
Pois bem, Ateh o proximo o/
'3' Kissus