Seu Mordomo, Amor Secreto
13 Seu mordomo, Incubus
Notas iniciais
Acho que todos sabem o que eh Incubus, certo? :3
Mas para quem não sabe; Incubus eh uma palavra latina que se refere a demônios que se alimentam durante a relação... sexual '-'
Okay deu para entender :3
ºuº Linecchin-chan ♥ sua linda, obrigada pela recomendação! ♥ obrigada mesmo! >#
Agora, boa leitura o/
A biblioteca ficou em continuo silencio depois do estalo de separação de nossos lábios. Minhas mãos emolduram seu rosto, sua mão me prende contra seu corpo. O olho com desejo, eu o quero. Como no dia em que ele voltou à mansão.
Ciel! Vamos recomponha-se, está a se comportar como uma vadia!
Se querer quem ama é comportar-se como uma vadia, então sim, eu sou uma. – olhei feio para o mim mesmo em consciência.
Meus olhos se deslocam na curta distancia entre seu olhar e lábios, eu mordo o meu em excitação a imagem. Eita pecado.
-- Bocchan, acho melhor irmos para a cama. – sussurrou.
-- Eu não quero dormir! – lhe repreendi.
-- Em momento algum eu citei a palavra dormir em minha frase... – meu corpo tremeu em resposta.
Seus olhos escarlates, sua boca desenhando um perfeito sorriso malicioso. Afrodite, como pode tanta beleza caber em um ser?
Desci minhas mãos em uma caricia, passando uma mecha teimosa de seu cabelo por trás de sua orelha, parei em seu pescoço, acariciando sua nuca com uma das mãos. Meu queixo era tomado por uma das suas, enquanto meus lábios repousavam aos dele. Um baixo gemido escapou de minha garganta quando meu corpo fora pressionado mais para frente, senti o sorriso dele em minha boca.
-- Não irei advertir novamente sobre irmos para o quarto... – sussurrou contra meu ouvido.
Não lhe respondi, mas movi a cabeça em um tímido sim. Fui carregado. Minhas bochechas coraram quando estávamos nos dirigindo à porta e ela foi aberta por Meirin. O alivio do meu corpo por isso ter acontecido agora e não a menos de dez segundos foi quase visível para a ruiva.
-- Sebastian, precisamos de sua ajuda na cozinha. – a voz rouca da jovem era de desespero.
-- Agora não posso, tenho assuntos importantes a tratar com o Bocchan, certo? – olhava para mim com um sorriso simples. – Segurem o problema até que eu tenha acabado.
-- S-Sim.
E a ruiva saiu em direção a grande escadaria enquanto Sebastian e eu nos dirigíamos a meu quarto. Meu coração novamente bombardeava fortemente meu sangue. Eu o podia escutar em meu ouvido, soando como o mar. Sebastian tinha um singelo sorriso sapeca.
Seu pescoço me chamava sem chamar, ergui um pouco meu corpo depositando um simples beijo sobre a pele clara.
-- Bocchan, ainda estamos no corredor. – seu sussurro e olhar por canto de olho diziam que se eu continuasse o tapete no corredor seria nosso palco.
Olhei seu rosto por completo quando ele me olhou e frisei sua falsa expressão de seriedade. A porta de meu quarto estava a nossa frente, foi aberta. Sebastian caminhou para frente da cama, pondo-me sentado sobre ela. Voltou para porta e a trancou.
A lua clara ilumina meu quarto, observa-me com olhos, talvez, de desaprovação. Poupe-me da sua proteção desnecessária. Sinto como se ela balançasse em negação a minha resposta, mas seus olhos não desgrudam da cena de grande pecado.
O mordomo alcançou meu corpo, me deitando devagar sobre a cama enquanto seu corpo acompanha, pondo pouco do seu peso sobre mim. Seus lábios massageiam os meus. Deslizando rente a minha pele segue para meu pescoço.
-- Quando foi que ficou tão depravado, Bocchan?
Seus singelos beijos estão inflamando a minha pele, não tem como responder, mesmo eu não tendo uma resposta. Seus lábios procuram os meus novamente. Minhas mãos se movem em busca de tirar suas roupas de cima, ele me ajuda, mas de modo que nossos lábios não se soltem.
-- N-Não seja idiota, estou apenas te alimentando. – olhei em seus olhos, tentei parecer firme em minha palavra, tenho minhas duvidas sobre êxito na tentativa.
-- Alimentando minha aura e o seu desejo... – sorria de modo irônico.
Seus dedos desfizeram o laço em minha roupa, logo depois a desabotoando, e jogando para o lado. Ajoelhando-se do lado de fora da cama, tomou minhas botas em mãos, abrindo o zíper retirou junto à meia, a ponta de suas luvas roçava contra minha pele. E antes que ele pudesse partir para a próxima bota o interrompi, segurei seu pulso, ele me olhou incerto sobre minha ação.
-- Tire as luvas.
Seu olhar aparentemente se aliviou ao ouvir minha sentença, e ele as tirou de seu habitual modo sensual. Mordendo a ponta e a esticando. Seus olhos não deixavam os meus em seus movimentos. Até seus dedos virem a minha bota e a retirar, em minha meia seus dedos tocaram minha pele, um leve atrito entre a dele levemente fria e a minha superaquecida. Suas mãos correram fixas em minhas pernas, subiram para meu short e essa peça também se foi.
Seu corpo estava sobre o meu, sua respiração espalhava em meu rosto. Seus dedos desfilavam em meu peito que sobe e desce ritmicamente, e os dedos descem em direção a minha cueca, apertando minhas coxas, arrastando as unhas contra elas, me causando espasmos e arrepios.
Seus lábios marcavam meu pescoço, “Propriedade de Sebastian Michaelis”.
Seus beijos trilharam por meu peito, meus mamilos são adornados por ele, seus dentes o apertam e puxam. Sua língua escorre por minha barriga, suas mãos puxam para fora de meu corpo à cueca. Seu olhar é aquecido por um prazer libidinoso e carnal. Minhas pernas foram abertas e sua cabeça se pôs entre elas. Sua língua correu a primeira vez sobre mim. Seu olhar era escarlate e me prendia a cena. Seu movimento foi seguido mais vezes, até eu estar completamente dentro de sua boca, sendo sugado de forma grossa.
Inalei profundamente, respirando de maneira errada, sem saber direito como puxar e liberar o ar. O lençol de cetim é amassado entre meus dedos, que já doem pela força desnecessária, minhas cortas arqueia levemente, enquanto eu mordo um dedo para evitar o barulho em demasia. Sebastian trabalha com um sorriso nos lábios ocupados, por mais que eu me esforce para não demonstrar tanto o prazer que sinto ele sabe o que faz. E é nesse vai e vem de seus lábios que sua mão serpentou por meu corpo e faz com que seus dedos substituam o meu. A saliva escorre pelo canto de minha boca, seus dedos estão tão molhados quanto a minha própria língua.
Sabendo disso, seus dedos se posicionam, meu corpo automaticamente relaxa e sinto um deles me adentrar. Minha respiração se prende enquanto um vai e vem lento começa. Meu quadril rebola involuntário e ele põe mais um. Aperto meus olhos e ele voltam a mover.
Seus dedos não demoram a me abandonar, assim como seus lábios. Meu corpo foi virado de vez e meus joelhos sustentam meu quadril empinado. O mordomo beija a base da minha coluna, subindo por ela, até meu pescoço, sua mão acaricia minha cintura apertando de leve. Uma pausa é feita para ele terminar de tirar sua roupa. Sua gentileza se foi junto com as peças que ele acabou de tirar e o sinto entrar de vez.
Meu travesseiro recebe uma mordida, a fronha se marca, as lágrimas brotam, mas não caem.
-- S-Sebastian! – o repreendo.
Seu peito se alinha em minhas costas, sua boca está em minha orelha e sua respiração empurra alguns fios de meus cabelos.
-- Achei que estivesse me alimentando. Se for isso, é do meu jeito.
Minha cintura é firmemente segurada, seu corpo se eleva para trás e volta para mim. Seu quadril choca contra o meu com cada vez mais violência e velocidade. Meus joelhos fraquejam, mas tento me manter no lugar, apesar de meu corpo ser jogado a todo o momento para frente.
-- Não ouço você... – seu sussurro arrepiou todos os meus fios.
Apoiei meu rosto de lado sobre o colchão, meu quadril ainda se mantinha no lugar. Meus gemidos são baixos e tímidos. Eu mais ofego do que falo qualquer coisa. Não vejo o rosto de Sebastian, mas ouço seus baixos suspiros. Segurando minha perna fui virado de frente, seus lábios tomaram os meus quando eu o estava encarando. Segurando minhas mãos para cima, imobilizando meus braços. Seus lábios desceram por minha orelha, pescoço. Uma mordida me fez gemer em seu ouvido.
Suas estocadas ficaram mais ferozes, não pude com isso mais controlar minha voz. Vitória de Sebastian.
Voltando a sua posição ereta, me olhava, um sorriso vitorioso e o olhar queimando meu interior. Sua mão em meu membro estimulava mais ainda meus sons. Seu sorriso provavelmente debochava da minha falsa tentativa de parecer forte em relação aos estímulos.
Seus sussurros de coisas pervertidas, as idas lentas e voltas violentas, meu corpo formiga. Nessas idas e vindas, e em todas as sensações eu me desfaço em sua mão. Sentindo meu interior apertar no mesmo momento ele também me acompanha.
Seu corpo tomba para o lado, enquanto eu tento, meio sem êxito, reordenar a minha respiração. Sebastian desliza seu dedo sobre os fios presos em minha testa, o tapa olho caiu que nós nem percebemos, mas quem liga?
Mantenho meus olhos fixos aos dele, analisando toda a sua pele, expressão, detalhes. Ele me sorri. Não vejo seus dentes, e nem seus olhos. Solto uma longa baforada de ar, e sorri também.
-- Vamos tomar banho, -- levantou-se – ainda preciso ver o que os outros fizeram na cozinha.
Fui posto em seus braços e fomos para o banheiro. A água morna cobriu meu corpo, suspirei diante de mais dos singelos toques do mordomo.
-- Amanhã eu ficarei dolorido... – sussurrei de olhos fechados.
-- Isso é mais que certo. – ouvi seu riso abafado.
-- Se sabia disso, por que fez daquele jeito? – o encarei.
-- Bocchan, o senhor disse que estava me alimentando. Não posso comer do mesmo jeito que estou disposto a dar prazer.
-- Poderia mesclar os dois, é melhor para ambos. Você se alimenta, e não me dói tanto. – fiz uma careta.
-- Tentarei seguir seu conselho na próxima vez.
-- Convicto como sempre de que haverá próxima vez. – sorri em deboche.
-- Porque eu sei que sempre haverá.
-- Certo, certo. Não tarde a terminar meu banho, a água ficará fria e você ainda precisa cuidar da bagunça dos outros. Quero você em minha cama, quando acabar com suas tarefas.
-- Sim. – um sorriso de lado se mantinha em sua face, enquanto ele terminava de me banhar.
Estou de pé, esperando pacientemente que ele termine de trocar os lençóis e fronhas de minha cama.
-- Traga-me um chá. Não gosto de esperar sem nada para fazer. – recostei-me na cabeceira.
Com uma reverência o mordomo saiu, relaxei meu corpo sobre o colchão e o primeiro sinal de dor se desapontou. Cerrei os dentes com forma para reprimir o resmungo que veio. Meus dedos se apertaram sobre meu short.
Essa bipolaridade de meu demônio...
O meu chá foi trazido, e o moreno logo se foi novamente. O silêncio está instalado sobre o quarto. A brisa serena invade o ambiente, balançando de leve as cobertas e espalhando meu cabelo. Está tudo quieto. A lua olha para mim e parece não mais se importar com o meu ato de impura.
-- “Alimentar um demônio...” – sorri para mim mesmo.
O tempo passou, eu somente ouvia as badaladas do relógio avisando que já eram horas a mais. Meus olhos querem se fechar, mas eu resito a sua tentação. A maçaneta foi aberta e o mordomo surgiu por entre as portas.
-- Perdoe-me a demora. – fechou a porta atrás de si.
-- Pensei que não mais viesse.
-- E desobedecer a uma ordem depois de ser alimentado? – sorria.
Eu sorri em retribuição. Caminhando pela frente da cama, fechou a janela e puxou as cortinas. Virando-se de volta para mim, retirou suas mais pesadas roupas, as dobrou perfeitamente e coloco-as sobre uma cadeira, próxima a cama. Deitando-se ao meu lado, tomou meu corpo em seus braços. Minhas costas em seu peito.
-- Boa noite, Bocchan.
-- Boa noite, Sebastian...
Notas finais
Ainda fico com vergonha de postar shotas >3
Line-chan, obrigada, mais uma vez.
Ateh o proximo o/
'3' Kissus
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