Seu Mordomo, Amor Secreto
14 Seu mordomo, Em um piquenique
Notas iniciais
Depois de não sei quantos seculos, estou de volta :3
Acabei esse capituloa inda a pouco, e o note ainda me trollou, acabou desligando antes que eu salvasse, soh que o lindo do word seduzente com aquele salvamento automatico salvou tudo (/T^T)/ que emoção quando eu abri e vi o salvamento automatico lá... Prontinho com tudo que eu jah tinha escrito.
Por Zeus me perdoem pelo titulo sem criatividade, sei lah eh que eu tento colocar baseado no capitulo :s entao teve que ser isso aí '-'
Ah eh eu descobri que tenho mais de 70 leitores, e acho que menos de 10 aparecem ,_, poxa povo, deixa um review ai, não mata T^T soh para eu saber que vc existe, pode ser?
Pois bem, boa leitura o/
Abri meus olhos lentamente, notei a escuridão no quarto, causada pela cortina de cor azul escuro cobrindo a janela fechada. Alguns raios de sol escapam de seu pano pelos lados ou pelo meio onde se encontram as bandas, iluminando pouco do chão, mas não tem força o suficiente para me alcançar.
Tateei a cama em busca do mordomo, suspirei frustrado quando a minha quase certeza de não acha-lo se concretizou. Me acomodei recostado a minha cabeceira, estava preparando minha voz para chama-lo quando a porta se abriu. Nos encaramos por poucos segundos.
–- Bom dia, Bocchan... – sorriu de leve.
–- Bom dia... – falei baixo, soltando um bocejo encoberto por minha mão.
–- Acordou fora de horário...
–- Eu deveria dizer que senti sua falta na cama? Se for isso está enganado. Eu apenas despertei.
O moreno caminhou gracioso ao redor da cama, enquanto mantinha um sorriso de graça. Indo as cortinas as arreganhou. O típico raio de sol que acaricia a minha retina não veio até mim. O dia está pouco nublado, o sol se esconde, não por completo, atrás de algumas poucas e pequenas nuvens escuras. A janela foi aberta e uma brisa frienta bateu contra mim. Soltei o ar inalado e voltei meus olhos para o mordomo.
–- Eu estava pensando em ir à cidade, mas vejo que com o tempo que faz... Não será possível. – suspirei.
–- Ainda é cedo, quem sabe pela tarde o céu não se estabilize?
–- Quem sabe... – olhei para o tempo, pouco escuro, pouco claro, com um ventinho frio correndo em meu rosto.
–- Sente-se bem?
–- Sim, não dói muito... Achei que seria pior.
–- Então vejo que prefere algo selvagem?! – tinha um sorriso de total libido sobre os lábios.
–- Ora, Sebastian, não seja idiota. – apertei o lençol branco em meus dedos, sinto minhas bochechas queimando, e não posso encará-lo apenas olho para meus dedos espremendo o pano.
–- Irei trazer seu café da manhã, com sua licença.
Suspirei pesando quando ele fechou a porta e eu me vi sozinho. Me remexi na cama, fazendo um atrito entre o meu short e o lençol da cama, sentindo aquela mínima dor conhecida desapontar, mas não tão forte como já fora.
Como ele ousa usar aquelas palavras? Mas se bem que pode não é de tudo uma mentira, se eu realmente não fiquei dolorido em extremo como quase fico, imagino que o meu corpo não queira uma gentileza sempre, ou é apenas minhas partes se acostumando. Ainda acho que a segunda teoria é a que mais convém à situação.
O mordomo readentrou o quarto cortando minha linha de pensamento quase completamente, suspiro em frustração para mim por não conseguir manter em ordem algum tipo de pensamento quando estou perto dele. Não consigo organizar de forma precisa os pensamentos que se dizem em respeito a ele, quando o próprio está por perto. Então fico a deriva, apenas imerso no nada dentro de meu cérebro.
Meu café da manhã posto sobre meu colo, silencio dentro do quarto, sem nenhum mínimo barulho. Será capaz de nós ouvirmos até a cabeça do alfinete bater ao chão com o silencio que se instala. Sebastian não está perto de mim, se “esconde” no banheiro para preparar meu banho. Observo o dia pouco claro por minha janela escancarada. Parece-me um belo dia para um piquenique. Devo chamar Lizzy? Ou não? Pretendo acabar com a farsa de nosso noivado, não acho que deveria chamá-la, mas se bem que até que esse dia chegue eu deveria manter as aparências de noivo bem atencioso. Ou talvez isso possa fazer com que ela ache que realmente temos um relacionamento. Quando isso só parte dela. O que fazer?
–- Bocchan se demorar muito para comer irá fazer com que seu banho esfrie.
–- Estou cheio.
Aproximou lentamente, tirando a bandeja de meu colo e me levando em seus braços até o banheiro.
–- Estou pensando em um piquenique para agora à tarde, devo convidar a Lizzy? – assim que fui submergido perguntei.
–- Se assim prefere. Por mais que o seu noivado seja uma farsa, acho que deve manter um pouco das aparências.
–- Mas assim não fará com que ela ache que o sinto é real e nosso relacionamento também?
–- Bocchan, não acho que eu deveria me meter em seus problemas sentimentais. – olhou em meus olhos. – Sou apenas seu mordomo e amante, assim como o senhor, sou o errado na história, por aceitar que o senhor traia sua noiva com meu corpo. Não creio que posso dar palpites sobre seu futuro matrimonio.
–- Eu apenas pedi um conselho, não lição de moral. – baixei meus olhos para a água, mas mantive tom de desgosto em minha fala.
–- Devo contatar Lady Elizabeth?
–- Faça isso.
O banho se encerrou em silencio e eu não o encarava.
Em meu escritório ele me avisou que já havia avisado a Lizzy sobre o piquenique, e que em breve ela estaria na mansão. Sinto como se não devesse ter feito isso, mas é tarde demais para voltar atrás com o que foi mandado.
Estou na importuna espera pela loira, somente aguardando que ela der seu ar da graça em minha mansão, quer dizer, ela nem mora tão longe assim e leva esse tempo todo para se apresentar a mim, só falta que ela apareça, para finalmente podermos partir.
–- CIEL!! – minha porta do escritório foi arrombada pelos gritos e corridas da loira, que voou sobre mim quando passou por minha mesa de trabalho.
Com o meu raciocínio um pouco lento demorei segundos para compreender o que realmente tinha acabado de acontecer. Separei meu corpo do da garota.
–- Lizzy, poderia ter sido um pouco mais sutil. – espanei meu tronco com as mãos.
–- Desculpe, Ciel, mas eu fiquei tão feliz quando o Sebastian me disse que você tinha me convidado para um piquenique. – se agarrou a meu braço e esfregava a cabeça em meu ombro. – Vamos Ciel, eu deveria escolher algo fofo para você vestir? – puxava meu corpo em direção à porta.
–- Lizzy me solte!
–- Ciel? – seus enormes olhos verdes brilhavam marejados.
–- Não seja tola e não chore, eu posso me vestir sem sua ajuda.
–- Mas não vai ficar fofo. – cruzou os braços e fez um bico.
–- Quem se importa com isso Lizzy?! – passei pela loira indo em direção a meu quarto. – Sebastian!
Em meu quarto o mordomo escolhia-me uma roupa.
–- Poderia tê-la impedido de entrar em meu escritório daquele jeito.
–- Perdoe-me, mas ela escapou dos meus olhos.
–- Não deveria.
A roupa estava sendo posta em meu corpo, enquanto eu só pensava se tinha feito o certo em convidar a Lizzy para esse passeio. Suspirando eu percebi, mais uma vez, que já era tarde demais para pensar nessas coisas, não da para voltar atrás mais mesmo, então vamos manter como está.
Os outros empregados estão na parte da frente da carruagem, junto a Sebastian que a dirige, Lizzy está dentro da cabine comigo, Paula não está. A garota tagarela, não parou de falar desde que entramos aqui. Eu malmente a ouço, e igualmente a respondo. Não faço ideia de que assunto ela está tratando agora, só sei que sua voz é irritante e que estou perdendo a paciência que já não me é muito grande. Respondo-lhe mais uma vez com um “Hum” de desinteresse enquanto massageio minhas têmporas em prol de manter na maior calma para não estourar em desavenças em cima da loira.
A carruagem balança suave, o tempo parece mais favorável do que mais cedo estava. Não há tantas nuvens assim no céu, e o vento parece menos úmido. De qualquer maneira nos prevenimos com capas e guarda-chuvas.
Chegando ao tão esperado local escolhido pela Lady, nos armamos para o lanche, a beira de um rio.
–- Lizzy você na cansa de falar? – a olhei.
Creio que o tom de minha voz fora baixo demais, pois ela não retruncou e nem ao menos calou a boca. Sebastian ri disfarçado, eu o fuzilo com o olhar por causa da sua afronta. Se bem que é comum dele fazer graça de mim quando estou em situações desconfortáveis.
Agradeço em pensamento por ela ter se calado para comer. Meus ouvidos gritam em felicidade extrema pelo ocorrido.
(...)
–- Bocchan, por que não leva a Senhorita Elizabeth para um passeio enquanto os outros e eu arrumamos as coisas? – sua cara era sínica, enquanto a minha uma carranca para ele.
–- Gostaria de um passeio Lizzy? – levantei e lhe estendi uma mão.
–- Claro. – sorria abertamente. Estendendo sua mão a minha a agarrei com firmeza e ajudei-a levantar.
Meu braço direito levemente arcado para dentro de meu corpo e a dobra dele segurado pela mão da garota, partimos pela margem do rio. Caminhando lentamente em direção a uns montes. O sol não estava tão forte e as nuvens já voltavam a aparecer no céu o tingindo de um tom de quase cinza escuro.
–- Ciel, isso parece um encontro... – sussurrou.
–- Isso é só um passeio. – tratei de corta-lhe o pensamento agudo.
–- Ciel... O que pensa sobre o que temos?
–- O que penso?
–- É... Iremos casar e ter filhos, certo?
–- Elizabeth, eu já disse que é muito cedo para pensarmos sobre isso. – abaixei minha cabeça mirando meus passos. – Não se precipite.
Pela minha pouca visão periférica pude ver que a loira tinha certo espanto em seus olhos. Talvez tivesse sido melhor se eu desconversasse o assunto. E com isso eu percebo que terminar a nossa farsa será mais difícil do que eu imaginava.
Vejo uma gota molhando a grama verde, seguida de outras. Olho para o céu e alguns pingos umedece meu rosto. Chuva.
–- Vamos Lizzy. – tirou meu casaco e ponho sobre a cabeça da minha acompanhante. Seguro sua mão firmemente e a puxo de volta para onde estávamos.
Não tinha notado que nos afastamos tanto.
A loira na consegue acompanhar direito meus passos e com isso nos molhamos mais a cada minuto que passa. Me xingo mentalmente e fico a pensar onde está Sebastian que ainda não nos achou. Mas meus maus pensamentos sobre ele logo são cortados quando vejo sua sombra negra correndo em nossa direção.
Entrega-me um guarda-chuva de tamanho que abranja a Lizzy e eu. Ele usa uma capa transparente que não vai até seus pés. Seguro o cabo do guarda-chuva e assim vamos de volta para a carruagem, que já nos aguarda a postos para voltar à mansão.
Os outros empregados estão equipados com capas iguais a do mordomo, mas a eles ela alcança os pés, e devo dizer que o tamanho é grande demais para o Tanaka. Mesmo embaixo de chuva, ou chuvisco, os três a frente da carruagem cantam alegremente como em dia de sol forte. Lizzy está envolta em meu casaco, treme um pouco de frio pela pouca chuva que tomou. E desta vez está calada. Foi algo que eu disse enquanto caminhávamos? Por um ou por outro agradeço por não ter que novamente ficar ouvindo a sua voz pelo não tão longo caminho.
–- Quer que eu peça a Sebastian para já lhe deixar em sua mansão?
–- Se assim for melhor.
–- Lizzy está tudo bem? Você se calou depois de nossa conversa.
–- Está tudo bem, estou apenas um pouco cansada. – sorriu. – Obrigada pelo piquenique Ciel.
–- De nada. – lhe retribui um fraco sorriu de alegria. – Sebastian, passaremos na mansão da Lizzy para deixá-la antes de irmos para casa.
Ao longo do caminho percebi que nossa rota foi mudada, indo em direção à mansão de Elizabeth. Seu rosto contém feições melhores do que quando começou a chover, e melhor do que quando terminamos o nosso papo sobre casamento e filhos, quer dizer não terminamos dignamente falando, nós fomos interrompidos pela chuva, interrompidos para ela, eu fui salvo. Estava a ponto de dizer-lhe que tudo não passa de uma fantasia criada pela mente infantil e sonhadora dela, fico a imaginar sua reação... Se jogaria no rio logo a seu lado? Suicidar-se-ia quando chegasse a sua mansão? Aceitar de bom grado eu sei que não iria. Pediria mil e uma explicações sobre o suposto rompimento. Quem sabe eu iria contar-lhe o verdadeiro motivo, eu a traiu com o meu mordomo. Um singelo sorriso de canto brotou em meus lábios enquanto admiro a paisagem verde sendo molhada.
A carruagem parou com sua trepidação, foi quando notei que já havíamos chegado. Minha porta foi aberta. Desci e caminhei até a porta de Lizzy, abrindo-a e estendo minha mão para que ela pudesse descer, um sorriso simples estava nos lábios da garota, a chuva havia cessado; felizmente. Paula estava a recepcionar Sebastian enquanto eu caminhava ao lado de Lizzy para entrega-la a sua acompanhante.
–- Obrigada, Ciel.
–- De nada, Lizzy, e não se importe com meu casaco.
A garota sorriu mais abertamente, se encolhendo mais por dentro do casaco de cor verde escuro. Me despedi, e voltei para a carruagem, vendo Lizzy acenar até que não pudéssemos mais nos ver. Tanaka estava a conduzir a carruagem, Sebastian me acompanhava dentro da cabine.
–- Muito gentil o seu ato de proteger Lady Elizabeth da chuva. – sorria de leve.
–- Eu apenas fiz o que qualquer cavalheiro deveria fazer numa situação daquela. Não interprete mal.
–- Mas não queremos que o senhor pegue um resfriado. Deveria ter levado com você um guarda-chuva.
–- Fui pego de surpresa pela sua sugestão, não tive tempo de pensar em objetos que poderiam me servir mais tarde.
–- Não seja por isso, eu lembro ao senhor da próxima vez.
–- Humpf. Não seja tão convencido quanto a isso. Só a uma coisa a qual temos certeza de que sempre haverá próxima vez. – sei que minhas bochechas estão em tons rosados a carmesins.
–- Então o senhor admite?
–- Eu nunca discordei. – suspirei. – A chuva chegou à boa hora, ela estava falando de filhos e casamento.
O mordomo segurou seu riso, fiz-lhe uma cara feia. Ele se recompôs com um pigarreio. E seguimos para a mansão em silencio. De vez enquando eu me pegava a encara-lo, desviando o olhar quando eu olhava de volta e sentindo minhas bochechas arderem, sempre vendo aquele sorriso adornando de leve seus lábios.
De volta à mansão, um banho quente para logo tirar as roupas pouco úmidas. Pensamentos sobre casamento, rompimento com Lizzy e Sebastian dominavam a minha mente enquanto a água me acariciava o corpo, não acho que eu deveria pensar em tantas coisa complicadas de uma vez, mas é algo inevitável e já automático. Casamento, coisa que nunca pensei em toda a minha vida. Também nunca pensei que trairia a minha “noiva”, ainda mais com o meu mordomo; um demônio. As coisas não parecem estar saindo como eu planejava; contrato, vingança e pagamento; eu não havia planejado amá-lo...
Notas finais
Nota não tão importante, melhor dizendo sem nenhuma importancia: não gosto da Lizzy, por mim se o Ciel terminar com ela, ela se mata U3U ~mas logico eu não disse se isso vai acontecer ou nao~~ sem spoiler~~
Ateh o proximo o/
~|~
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