Notas iniciais
Yooo o/
:x nyah demorei nao foi? :x aushaushua desculpe :x mas to viva e apareci U3U
caramba, aproveitei uns comentarios que tive no capitulo passado e usei para fazer esse, apesar de que eu jah pretendia fazer algo parecido do que me sugeriram :3
Pois bem, a parte em italico eh um Flash Back, e posso dizer tbm que esse capitulo me deu carie durante a escrita, quando digo carie me referi a puta melação durante ele '-' ah vah, eu acho que não tinha feito um capitulo desse jeito ainda, nao nessa fic.
"Ah vah, a Fuyuka leva um ano para postar e ainda fica querendo conversar nas notas? Desse jeito nao da ne?!"
Certo, certo, pode ir ler :3
'3' Boa leitura o/

Faz uma semana desde o piquenique com a Lizzy e um dia desde a sua ultima visita. E foi por causa dessa visita da loira fez com que o meu mordomo agisse diferente de seu costume comigo, não diferente, mas diferente. Apoio minha cabeça em meus antebraços, sobre a mesa de madeira a minha frente, respiro fundo inúmeras vezes e percebo que pela primeira vez eu não sei bem como agir nessa situação.

–- “É, Phantomhive, parece que para tudo se tem uma primeira vez”. – repreendo-me fazendo cara feia.

Manhã, as cortinas se abrem, o sol vem a meu rosto, aperto meus olhos tentando conter a forte luminosidade de invadir minhas pálpebras. Suspiro, a abrindo lentamente, encaro Sebastian que sorri sem dentes e me encara acordar.

–- Bom dia, Bocchan. – seu tom é baixo e doce.

–- Bom dia, Sebastian. – bocejo pondo a mão em frente a minha boca.

–- Ah Senhorita Elizabeth mandou uma carta avisando que virá visitar o senhor está tarde.

–- Pelo menos ela teve a decência de mandar um aviso. – sentei na cama, mirando pouco nublado o lençol branco que cobre minhas pernas. – Ela disse o que vem fazer aqui?

–- Não, é apenas uma carta formal de visita.

–- Não sei o que aquela garota quer, -- apoio minha testa em minha mão – Devo fazer o possível para que ela entenda que não quero nada, sem que a ofenda ou a magoe.

–- Não magoa-la é uma tarefa bem difícil.

–- Tenho plena consciência sobre isso, não preciso de mais pessoas me lembrando.

–- Como queira. Irei trazer seu café da manhã. – reverenciou e saiu.

O dia até então estava normal, café da manhã bem preparado com sempre fora, um banho para tirar antecipadamente as tensões do dia, nada que já não tenha ocorrido nos dias passados. E até as horas já passadas nada de Elizabeth.

A garota loira a minha frente se debate em tentar entender as mais simples regras do xadrez, já me perdi em minha contagem para manter a calma, quero explodir e esfregar no cérebro dela essas malditas e simples regras. Suspiro, massageando minhas têmporas e correndo os dedos por minha testa, realmente estou perdendo a paciência.

–- Não, Lizzy, esta jogada é invalida. – repreendi de forma calma, eu espero.

–- Mas por quê?! – a loira fala choramingando, e fazendo bico.

–- Porque você está deixando seu rei em mate, vamos, mova qualquer outra peça... – espero paciente que minha voz não tenha saído tão alterada quanto deve.

Sebastian adentra a biblioteca e sem precisar de palavras nota a minha cara de desgosto de frente para a garota, solta um riso sarcástico e zombeteiro para mim enquanto nos serve um chá de cheiro forte.

–- Por que vocês não fazem outra coisa? Xadrez não me parece uma boa coisa para o momento. – sorri fraco falando para Lizzy.

–- Oh então o que sugere Sebastian? – seus olhos brilham, quando foi que ela resolveu ficar tão animada? Ela mesma sugeriu que eu a ensinasse xadrez, se não queria mais bastava me dizer, eu teria aceitado mudar de jogo na mesma hora, já estou farto.

Não sei o que eles decidiram, somente os ouvi pedindo licença e saindo do cômodo, pude dar um belo e até então preso suspiro de puro alivio. Agradeço internamente por ter um mordomo como ele, sorriu para mim provando mais uma vez do gostoso chá na xícara decorada.

O céu está meio laranja, Elizabeth e eu observamos o por do sol no jardim do fundo da mansão, a jovem Lady está quieta, calada e apenas observa o sol desaparecer no horizonte de seu crepúsculo. Tem um meio sorriso nos lábios e olhos atentos e brilhantes, parece simplesmente encantada com tudo que vê.

–- Ciel, isso é tão bonito, tudo está tão maravilhosamente bonito com você me acompanhando nesse momento. – me olha de olhos arregalados e bochechas coradas.

–- Isso é apenas uma gentileza, por favor, não me entenda mal.

–- Por que você é sempre tão malvado quando se trata de coisas românticas? – tinha as bochechas infladas e a testa franzida. Eu a chateei?

-- Ora porque você sabe que eu não sou esse tipo de pessoa. Está ficando tarde, eu acho melhor você ir, posso pedir ao Tanaka para leva-la se a Paula não vier.

–- Sim, por favor.

–- Vamos, -- lhe estendi a mão, a garota a agarrou, tendo a sombra de um sorriso tímido no rosto. – levarei você até a porta.

De frente para a carruagem, ela parecia meio hesitante em querer ir embora; ah, por Zeus, vai ficar fazendo charme até que eu a convide para dormir aqui? Sinto muito, Lizzy, mas isso realmente não vai acontecer. Pelo meu bem ao lado do mordomo.

–- Ciel, obrigada pelo dia de hoje.

Eu estava me preparando para responder-lhe quando somente fui calado por seus lábios finos e rosado, em um primeiro impulso empurrei a garota que deu passos para trás. Me olhava assustada, não tanto quando eu estava por sua ação. Olhei para Sebastian ao meu lado, tinha os olhos semicerrados e um olhar matador.

–- O que você fez? – eu perguntei incontrolado.

–- E-Eu apenas lhe beijei, é meu noivo. – seus olhos marejavam.

–- Não deveria ter feito isso Elizabeth! – minha respiração está forte, sinto meu coração bater forte, e também me sinto com culpa, não que eu tenha um relacionamento assumido com o Sebastian, mas não acho que isso foi uma coisa boa a qual ele aceite, eu já o deixei ciente de que não sinto nada por minha ‘noiva’.

–- E-Eu, eu apenas achei que você iria gostar.

–- Não tire conclusões precipitadas com base em ‘achismo’. Nunca mais faça isso, você me ouviu? Nunca Mais. – falei as duas ultimas palavras com mais ênfase que pude, me virei e a deixei só. – Vamos Sebastian!

Sinto que o mordomo está bravo, mais do que eu acho que ele deveria estar, sua aura parece queimar tanto que chega até mim. Tenho meus punhos cerrados à mente tentando se desacanhar e falar algo para saber o que ele pensa sobre o que acabou de acontecer. O que fazer? O que fazer? O que fazer?”.

Lembrar disso me deixa com dor de cabeça. Ainda não toquei nesse assunto, e por isso ainda sou tratado com certa indiferença. Mas também eu não sei o que falar, não sei nem como ele mesmo ira reagir. Ainda falta pouco para o chá da tarde. É um tempo precioso que eu tenho que usar para pensar no que falar; o tempo passa, eu penso, fico mais confuso e apenas imagino deixar isso para lá. Pode ser melhor, porém uma pequena parte do meu subconsciente inferniza minha mente para que eu me dirija à palavra a ele sobre o assunto. E ele adentra o meu escritório após singelas batidas na porta de madeira. Seu rosto impassível para suas emoções, apenas suspiro, sem ainda ter formulado as palavras certas para lhe dizer.

–- Sebastian. – praticamente sussurro quando ele já está mais próximo.

–- Sim? – serve o chá.

–- Prepare o tabuleiro de xadrez e jogue comigo.

–- Ainda tenho algumas coisas para fazer não creio que posso fazer isso agora.

–- Não estou pedindo, estou mandando. – levei a xícara aos lábios. – “Você não vai mais me evitar.”.

–- Como queira, -- reverencio enquanto pegava o carrinho. – com licença.

Pouso a xícara sobre o pires decorado, formulo milhões e milhões de frase em minha mente, vendo a que melhor se encaixaria na nossa situação; o tabuleiro pronto sobre a minha mesa de trabalho para zombar de minha cara e de minha falta de ‘experiência’ em talvez... Pedir desculpas?!

–- Eu... – comecei.

–- Se é sobre a senhorita Elizabeth não a nada para falar.

–- Como não? Me evita desde que aquilo ocorreu! – levantei de vez batendo com força as palmas sobre a mesa, as peças no tabuleiro se balançaram, algumas se moveram de lugar, tornando o jogo agora impossível de se continuar. -- Sabe que eu não gosto dela! Sabe quê... Que por mim aquilo não aconteceria.

–- Sim, eu sei.

–- Então por quê? Por que está me tratando desse jeito?

–- Bocchan, você é Minha alma, não mais só alma agora, é meu! De corpo e alma. Que demônio em sua perfeita consciência se manteria imune vendo seu pequeno banquete sendo ‘devorado’ pelas bordas por outra pessoa, mesmo que está seja humana?! – sua voz era calma, mas seus olhos estavam em vermelho vivo e vibrante.

–- Sua indiferença era ciúmes? – acalmei-me sentando.

–- Estou apenas preservando o que é meu.

–- Hum, se eu soubesse que era apenas isso eu não teria me preocupado tanto. – apoiei o rosto sobre o dorso de minha mão sobre o braço de madeira da cadeira.

–- Não gosto de minhas almas sendo tocadas por outros.

–- Eu já entendi. Isso não tornara a acontecer.

–- Assim espero. – seus olhos se aliviaram, levantando-se começou a guardar as peças sobre a mesa.

Apenas fiquei a observar os movimentos do moreno, sua cara permanecia fechada, seus olhos fixos no trabalho. Sorri para mim mesmo, não mostrando meus dentes. – Com licença.

–- Espere. – levantei e circulei a mesa, Sebastian mantinha uma cara de quem não entendia o que eu pretendia fazer, e de fato era isso que eu queria.

Aproximei-me dele, vendo a nossa diferença de altura; – Abaixe-se para que eu possa fazer. – virei o rosto e cruzei os braços na frente do peito.

Abaixando-se sobre um dos joelhos encarou frente a frente meus olhos, segurei seu rosto nas mãos e o trouxe seus lábios de encontro aos meus. Acaricio seus fios negros, meu corpo é puxado contra ele, me deixando inclinado e sobre o apoio de seu antebraço. Abraço seu pescoço, e aí percebo que isso pode acabar indo longe de mais, e não é isso que eu quero nesse momento, não aqui e não agora. Separo nossos lábios, ainda com os meus entreabertos e olhando os vibrantes olhos vermelho-castanhos do ser sedutor a minha frente, meu coração pulsa louco enquanto me perco mais uma vez na doçura do mel amargo de sua boca.

–- Agora vá. Você ainda tem trabalho a fazer.

–- Sim, -- levantou-se – com sua licença. – fez uma reverencia com um meio sorriso vitorioso e saiu.

O acompanhei com os olhos, enquanto a porta fechava e eu me encontrava sozinho e aliviado; ciúmes... Quem diria. Queria saber somente o que a Lizzy nesse exato momento pensa sobre ontem. Pelo o que eu sempre converso com ela, daria pra se deduzir que eu não quero esse tipo de contato. É tão difícil assim de enxergar? Creio que se você quiser, não. Mas fazer o quê? Ela está apaixonada, como diz Sebastian. Talvez haja coisas as quais ela enxergue, mas finja que não somente para manter o coração no lugar. E com isso eu penso que devo acabar com esse ‘noivado’ o quanto antes.

Deslizo a língua vagarosamente sobre meus lábios, açucarados pelo sabor do outro, acabo deixando escapar um sorriso bobo de gente apaixonada, percebendo meu deslize fecho novamente a cara para mim mesmo. Aliso meus cabelos, pondo a franja que cobre meu tapa olho para trás, teimosa volta para o lugar; observo o calmo jardim da mansão, a brisa possivelmente fresca balança suavemente todas as flores e folhas de arvores, varrendo as caídas e levando-as para longe.

Por um breve momento penso que eu poderia realmente me apaixonar pela Lizzy, isso se meus pais estivessem vivos. Não teria Sebastian, assim sucedendo nada que atrapalhasse o meu relacionamento futuramente promissor com ela. Ainda acho que hoje em dia eu devo agradecer pelo fato de meu contrato. Viver com ela provavelmente seria irritantemente estressante. Ela ainda a de encontrar alguém que a faça feliz, eu só tenho que beber da taça da coragem para enfrenta-la, por um fim nesse cenário de filme e dizer-lhe que ela está e sempre esteve livre para quem ela quiser, e esse a quem ela quer não pode ser eu. Sem mais explicações, sobre o porquê ou o que me fez tomar essa decisão. Ninguém precisa saber de nada. De nada o que eu faço por debaixo dos panos com ele. Ao pensar nisso um sorrisinho de malicia se instala em minha face, sinto-me corando e meu estomago apertando em um retraimento gostoso e até tempos atrás desconhecido por mim.

Livro-me de meus pensamentos pouco castos e saio de meu escritório, caminhando de forma calma em direção ao meu quarto. A mansão está silenciosa e me pergunto com isso o que os empregados estão fazendo, isso não é de costume acontecer. Vou para meu quarto e encontro Sebastian trocando meus lençóis de cama. Acabo me surpreendendo um pouco quando abro a porta e encontro àquela figura negra, mas logo passa e eu tento não parece ‘assustado’. Pigarreio em prol de fazer o meu pequeno susto passar despercebido entre nós. Apenas me recosto contra minha porta de madeira, observando os hábeis movimentos do mordomo, tenho meu lábio contra meu dente, e mesmo sem que eu perceba estou captando até mesmo o mínimo barulho que ele faz ao piscar de seus olhos, uma verdadeira seção de hipnotismo; mesmo em minha atenção dobrada para cima do ser eu não percebo quando ele se aproxima, ou percebo e ignoro involuntariamente, prensando meu corpo contra a porta atrás de mim e toma meus lábios com carinho.

–- Ainda tenho muito trabalho a fazer, por isso peço a sua licença. – sussurra, seu hálito roçando em minha pele.

–- Tem toda... – dei um passo para o lado, liberando sua passagem, e saindo da prisão de seus braços.

Ele sorri, reverenciando de leve abre e fecha a porta. Sinto minhas bochechas arderem. Jogo-me sobre o lençol com cheiro fraco e adocicado, apenas na intenção de esconder de mim mesmo a minha vergonha, respiro pensante, analisando com calma tudo o que vem acontecendo desde os tempos em que tirei as regras do mordomo, talvez desde aquela época eu sinta-se melhor do que nunca. Uma razão para não encontrar agora aquele que matou meus pais...? Uma razão para fazer durar um pouco mais o meu contrato, e assim a minha estadia a seu lado...? Repirando fundo e espalhando esses pensamentos eu acabo em sono.

Notas finais
uashauhsua nem vou prometer nao demorar postar o proximo x3, mas vou fazer o possivel para nao levar um seculo :3
'3' Kissus e ateh o proximo o/
Obs: Leitores fantasmas >#< tratem de aparecer para me 'assustar'.