Seu Mordomo, Amor Secreto

16 Seu mordomo, Carta Anônima


Notas iniciais
Oiii ~|~
Aí cara, há seculos eu não escrevo, mas eh que meu pc resolveu praticar rapel do beliche abaixo... mas jah sabemos que nao deu certo, primeiro pq ele nao tinha equipamentos adequados. '-'
brincadeira a parte. Fiquei um mes sem pc por causa da assistencia :c Por isso não postei.
Mas Fuyuka fazem dois meses... Eu sei, eu pretendia postar quando aconteceu o acidente... Perdi o capitulo por causa que meu HD foi pro beleleu... :c Tive que reescrever. Mas chega de tristeza!
Quinn-chan sua linda do meu ♥. Como que vc faz isso comigo? ser comparada a tia Yana?! Tah de brincadeira comigo?! ;-; eu quase tive um infarto logo de manha cedo O_O brinca assim nao que nao pode u3u
Mas de qualquer forma: obrigada de verdade pelo carinho na recomendação, realmente me deixou extremamente feliz lê-la.
Nota: não consigo responder às suas MP's fico puta da vida com isso! ò-ò
Mas tudo bem, obrigada novamente ♥.♥
I'm crying... ;-;
Boa leitura ♥

Sinto um vento quente e adocicado em meu rosto. Penso que seja Sebastian, abro meus olhos; dentes pontiagudos, óculos de armação vermelha e cabelos escarlates.

Grell?!

Assusto-me quando finalmente encaro seus olhos verdes e amarelos. Somente tenho a reação de gritar pelo nome do mordomo; -- Sebastian!

Analiso brevemente o painel escuro no céu, pelo visto eu não dormi muito. Notando também que ainda estou de roupas do dia. As portas de madeira são abertas com força desnecessária. Os olhos, agora brilhantes, do shinigami se deslocam para a porta e devoram o moreno que acabou de entrar.

-- Sebas-chan. – seus olhos brilhavam, segurando suas mãos de dedos enlaçados ao lado de sua cabeça, remexendo seu corpo de um lado para o outro.

-- Sutcliff? – seus olhos se desviaram do vermelho para mim. – Bocchan? Está tudo bem?

-- Sim, -- respondi com certa impaciência, como que ele não o viu entrando? – onde estava que não viu está coisa entrar? – franzi a testa.

-- Não me ofenda desse jeito, Jovem Conde. – Grell parecia ofendido.

-- Perdoe-me, não senti a presença dele. – acompanhou-me franzindo a testa e estreitando os olhos. – O que faz aqui, Sr Grell?!

-- Estou em missão com o Will, mas se quiser Sebas-chan, temos um tempo até que ele me ache aqui na mansão do pequeno Ciel. – rodeava Sebastian como um caçador ronda sua presa.

Eu apenas assistia, o moreno que se divertia com as minhas feições de “Não estou gostando como ele está se insinuando para você, vamos, faça algo!”. Mas ele simplesmente parecia querer ver até onde que eu aguentaria vê-lo sendo assediado dessa maneira. Me fazendo provar de meu próprio veneno? Maldito ser vingativo. Já não expliquei e expus que aquilo não foi de minha vontade?

-- “Vamos, faça alguma coisa, Sebastian!” – eu simplesmente gritava em minha mente. – “Chute esse ser de perto de você! Mostre a quem você realmente pertence.” – serrei meus dedos sobre o lençol abaixo de mim. – Caham. – pigarreei para o ‘casal’. – Não deveria estar em seu trabalho, Grell?!

-- Pequeno Conde, não seja egoísta, divida o Sebastian comigo. – me olhava com olhos brilhantes e luxuriosos. O mordomo, objeto de cobiça dos dois a sua frente, somente tinha seu ego sendo inflado, enquanto segurava o seu riso.

-- Se o quer tanto, leve-o! – falei por impulso. Os olhos do moreno se arregalaram, assim como quando eu tomei conta das minhas palavras.

-- Sério? – estava de pé a minha frente, seu rosto quase colado ao meu.

-- Logicamente que não! E-Eu apenas falei por impulso às suas investidas.

-- Ah, Phantomhive, não seja malvado!

Sebastian me olhava sério, como se não acreditasse nas minhas palavras, não que eu estivesse falando a verdade. Foi apenas algo que saiu, não foi totalmente culpa minha. Ele começou com essa coisa de estar com ciúmes. O que quer que eu faça ao vê-lo sendo praticamente consumido como suco de caixinha a minha frente?

-- Sr Grell, acho conveniente que o Sr vá embora, está ficando tarde e o Bocchan precisa dormir. – se aproximava de mim. – Estou certo, Bocchan? – apertou os olhos para mim. O que ele pensa que está fazendo? – O William está a sua espera, certo? Não deveria deixá-lo esperando.

O Shinigami fez birra com motivos para não partir. Porém toda a sua birra fora cortada com a chegada de seu superior; – Sutcliff? – o Shinigami de cabelos escuros, bem escovados e paletó preto surgiu da escuridão da noite à minha janela.

-- Will?! – o carmesim parecia assustado ao vê-lo. Acho que ele esperava não ser encontrado assim tão rápido.

-- O que faz aqui, Sutcliff? Não foi esse o local de nosso ponto de encontro. – ajeitou os olhos no rosto.

-- Bem... Eu... – escondia-se atrás do meu mordomo, olhando para o rapaz de pé na janela por cima de seu ombro. – Sebastian, proteja-me. – ouvi o seu sussurro.

-- Vamos, temos trabalho a fazer. – desceu graciosamente, e assim caminhou ao encontro do ruivo. – Sebastian, há quanto tempo...! – olhava friamente para o mordomo. Segurando Grell pela gola da camisa, começou a arrastá-lo em direção a janela. – Desculpe o incomodo. – lançou um olhar de soslaio para Sebastian.

-- Cuide melhor dos seus subordinados. – sorriu de canto, creio que isso tenha sido uma alfinetada contra o moreno de óculos.

-- Isso não voltará a acontecer.

-- Assim espero.

-- Tenham uma boa noite. Michaelis, Phantomhive. – em um salto quase sumiu pelo grande espelho da lua.

-- Sebas-chan!! – ainda pude ouvir o berro do Shinigami para o mordomo.

Sebastian caminhou lento em direção a janela, fechando-a e encostando as bandas das cortinas. Refazendo quase o mesmo caminho foi para o banheiro. Joguei-me para trás, minhas costas tombaram no colchão macio, respirei fundo, vendo as cortinas serem cuspidas para frente, pelo vento que entra por frestas na porta. Observo o teto, o silêncio no quarto permite que eu ouça o som da água caindo para dentro da banheira. Eu não faço ideia de que horas são, quem vê acha que me importo com isso. Sorriu para mim.

-- Bocchan, seu banho. – vejo a silhueta do mordomo de pé na porta do banheiro.

Ergo meu corpo com certa preguiça, do jeito que meu corpo reage aos meus estímulos, vejo que a hora de “Phantomhive estar na cama” já passou. O moreno me dá passagem, seguindo atrás de mim quando posso pela soleira que dá inicio ao cômodo.

Parado de frente a banheira, espero que ele tome a iniciativa de começar a me despir, lentamente, como sempre faz; -- Estou cansado, não seja tão vagaroso.

Apesar de aparentemente ser a seu contra gosto, o mordomo acelerou seus movimentos, retirando por ultimo minha botas e as colocando em frente ao pequeno banco de madeira que comportava minhas roupas perfeitamente dobradas.

A água morna relaxa meus músculos. Ofego de leve sentindo a pouca tensão indo embora com cada passada lenta de mão do mordomo sobre meu corpo. Movimentos gentis e singelos de quem esculpi um vaso grego, ou apenas toca em uma obra de arte milenar e delicada. Apoio minha cabeça sobre a borda da banheira, me deixando levar pelo momento.

Sebastian nada diz, e nada disse, sobre o que aconteceu a momentos atrás, quando eu disse sobre Grell poder levá-lo. Como se eu realmente quisesse que ele falasse algo. Não tenho resposta para caso ele pergunte, aquilo foi apenas... Apenas palavras soltas ao vento. Querendo ou não é o que eu tenho como ‘desculpa’, e ele terá que engolir.

-- E então pretendia me deixar levar pelo Sutcliff... – falou baixo.

-- Aquilo foi apenas coisa de momento, Sebastian, eu não permitiria isso.

-- Coisa de momento...? – repetiu, parecia querer ver como a frase soava em seus lábios.

-- Sim, eu estava irritado pelo fato de que você estava se deixando ser tocado daquele jeito por ele. – apesar dos meus olhos cerrados eu sei que ele sorriu.

-- Então estava com ciúmes? – sinto o deboche em cada letra e acento.

-- Se é isso que você quer ouvir, sim, eu estava. – deixei as palavras saírem, era a verdade. Que mal faria, se até ele, um demônio, admitiu estar com ciúmes da sua “refeição”. – Pagar na mesma moeda, isso é bem à cara de um demônio. – sorri para mim.

-- Há tantas coisas sobre demônios as quais você nem imaginaria, Bocchan. – suas mãos me abandonaram para pegar a toalha. – Está tarde, não podemos demorar, ou pegará um resfriado. Não queremos isso, certo?

Nada lhe respondi, claramente foi uma pergunta retórica. Ergui meu corpo submerso, sendo embrulhado pela branca e felpuda toalha.

Caminhei lento de volta ao meu quarto, sentando sobre a ponta da cama, a espera do mordomo providenciar as minhas roupas. Já devidamente vestido, esperando paciente que o moreno conclua um laço na fina fita de cetim azul na borda da gola da camiseta branca.

-- Devo dizer que sua noite de sono será merecida, o dia foi cheio. – segurou meu queixo entre o polegar e o indicador. Frisei bem seus olhos castanhos avermelhados. Sua mão deslizou delicada por meu rosto, indo por meus fios e desfazendo o pequeno laço de meu tapa olho.

Escorreguei para o centro da cama e para debaixo das cobertas; -- Não me deixe mais ficar cochilando por aí, já é a segunda vez que acontece. – murmurei quando já acomodado.

-- Perdão, um momento de descuido.

-- Espero que não aconteça mais. – um bocejo foi solto por mim.

O castiçal sobre o criado mudo foi erguido, a pouca iluminação que as velas proporcionavam deixava o ar do quarto pouco sombrio. Assim como o rosto do mordomo iluminado de baixo para cima o fantasmagorizava.

-- Boa noite, Bocchan.

-- Boa noite, Sebastian.

Ouvi seus passos se distanciando de onde ele estava antes, os ferrolhos da porta fizeram o mínimo de rangido quando a porta foi aberta e fechada de leve, diferente de como ocorrera mais cedo. As pálpebras pesando e finalmente o cérebro se pôs a descansar sem culpa de estar fora do horário.

(...)

A noite passou mais rápido do que era esperado. Talvez pelo fato de que eu estava cansado e peguei rapidamente no sono. Não que a noite correr seja um problema. Chamei o mordomo com o tom de voz um pouco mais baixo. Já era esperado que ele escutasse de qualquer forma. E assim, ele estava lá poucos segundos após o meu chamado.

-- Bom dia, Bocchan. – arreganhou as cortinas de vez.

-- Bom dia, está querendo me cegar logo cedo? – resmunguei ainda com o antebraço cobrindo os olhos.

-- Perdoe-me. – sorria próximo a cama. – Dormiu bem?

-- Sim, dormi. – me endireitei recostado à cabeceira. – Que horas são?

-- São quase onze da manhã.

-- Por que me deixou dormir até esse horário?! – resmunguei pouco alto.

-- Teve um dia conturbado ontem, achei que deveria descansar mais a mente.

-- Ah, tomando atitudes por si só, humpf. – fiz bico. – Era de se esperar. – sorri um pouco.

-- Deveria sempre cultivar esse sorriso em seus lábios. – segurou minhas bochechas para cima, fazendo-me mostrar os dentes a minha contra vontade.

-- Ora, pare com isso, Sebastian. – repreendi-o, não podendo conter o tom de diversão em minha voz. – O que tenho para fazer hoje?! – pigarreei para me recompor.

-- Algumas aulas, nada do que já não tenha feito, e algumas cartas para responder ler e responder.

-- Pois então se apresse, já que me deixou dormir até tarde. – cruzei meus braços, tentando demonstrar indignação.

Ele apenas sorriu, começando com seus habituais trabalhos comigo. Nada de muita enrolação, eu já havia perdido tempo enquanto dormia.

Em meu escritório, já depois de tomar o café da manhã, depois de muito tempo na sala de jantar, estava esperando pelas minhas cartas do dia anterior e do atual. Uns toques suaves na porta e o moreno entrou segurando uma bandeja de prata com algumas cartas dentro. Suspirei fundo, vendo que hoje eu realmente teria trabalho de sobra com isso.

-- Bocchan, quer um chá? – reapareceu depois de um tempo.

-- Seria ótimo. – eu mal encarei o mordomo.

No meio daquele monte de cartas a que mais me chamou a atenção foi a quem não tinha remetente, apenas destinatário. Um envelope branco, com letras bem decoradas na hora de escrever o meu nome e endereço, lacrado com o selo de vela cor de musgo. A caligrafia era perfeita.

“Caro Cão de Guarda da Rainha,

O submundo pode ser dominado por você, e a você quem domina?!

O que está no trono, é realmente aquilo que aparenta ser?

Seu domínio, e a malícia nas suas ordens. Londres em suas mãos. Limpa, ou pelo menos, menos incrustada.

Não seja ingênuo, Phantomhive. Desmascare aquele a quem você procura.

Acabe logo com toda essa farsa.

Será um favor, não só para você, mas como também para todos.

x.x.x”

-- SEBASTIAN! – estapeei a mesa de madeira. – SEBASTIAN! – apertei meus dentes contra eles mesmos, amassando o papel branco em minha mão.

-- Bocchan! Aconteceu alguma coisa?!

-- Me diga! Me diga que brincadeira de mau gosto é essa?! – arremessei o papel em sua direção.

A cara do moreno era de interrogação. Lógico, estou muito bem por um instante, e de repente estou gritando feito louco por ele. Qualquer um acharia isso no mínimo estranho.

Recolhendo o papel ainda antes que ele caísse ao chão, correu os olhos por suas linhas, encarando-me após terminar a sua leitura.

-- Vamos diga algo!! – praticamente berrei, batendo novamente as mãos sobre a mesa.

-- Deveria se acalmar. – colocava o papel de volta sobre a mesa.

-- Quem é esse ou essa que sabe da minha vingança?! – eu estava furioso, isso não é assunto para qualquer um saber. Qualquer um não, somente o Sebastian sabe disso.

-- E- -- tentou se pronunciar.

-- Não pode ser o Trancy, ele pode ser como é, mas não faria isso. Sebastian, vasculhe tudo, procure em todo o país se necessário, mas ache com quem se encaixa essa caligrafia, papel, qualquer coisa a qual nós podemos usar para ligar a alguém! E seja rápido!

-- Yes, My Lord. – curvou-se, não deixando de mostrar a sua bela e vivida orbe vermelha para mim.

Notas finais
E essa está sendo a deixa para mostrar que a fic tah caminhando para seu fic :c OOH nao chorem meus amores, eu vou fazer 2ª temporada :3
;-; Não, eu não pretendo demorar mais.
Pelo menos eu creio que o meu pc desistiu de praticar esportes radicais.
'3' Kissus e ateh o/