Seu Mordomo, Amor Secreto

17 Seu mordomo, Indo Até o Inimigo


Notas iniciais
Yooo ~|~
Demorei? Nem tenho uma noção. :p
Mas to aqui. o/
Ah, amores, provavelmente este é o penultimo capitulo... Ou o proximo será, ainda não to certa, mas eh bem provavel que o proximo seja o ultimo... Mas vejamos, eu soh irei postar o proximo quando tiver com o primeiro capitulo da proxima temporada pronto, porque senao eu vou relaxar para escrever... Vou procurar nao demorar, jah que sei como terminar e como começar tbm o/
Vish, eu tava com um mega problema para escrever esse capitulo. --' Aff, nao tava conseguindo de jeito nenhum concluir ele '-' pois eh, de vez enquanto acontece isso comigo, e acho que ces até jah sabem, pq eu reclamo para caramba disso nas notas. u_u
AAh, eu queria agradecer muuito a Dark Uchiha pela recomedaçao seduzente dela, obrigada linda ♥.
Ah, e quero mandar tbm um abraço e um beijo mega especial para a gatoza da Quinn-chan que faz niver hoje o/ Parabens sua linda o/ o/ e o capítulo como eu prometi :p
Boa leitura o/

–- “Maldito ser humano que quer me deixar com a mente atormentada!” – era o que eu gritava intensamente em minha cabeça.

Não fazia nem dez minutos que o mordomo havia saído para tentar saber quem era o responsável por aquela carta. Quem em todo esse país está sabendo de tudo que eu pretendo fazer, e do que eu faço?! Isso não é possível, eu não admito que seja.

Estou mais impaciente e nervoso do que jamais imaginei que ficaria.

–- Droga! – resmunguei batendo na mesa. Fazendo com que algumas coisas rolassem ao longo dela e fizessem um baixo som ao cair no chão.

Eu tinha que manter a calma, ficar exaltado do jeito que eu estava com toda a certeza não levaria ao melhor caminho possível. Tentei relaxar, recostando meu corpo por completo na poltrona, massageando lentamente minhas têmporas enquanto tentava levar minhas mentes para qualquer outro lugar que não fosse aquelas letras bem desenhadas na carta.

–- “Vamos, Ciel, não deixe se levar por toda essa euforia, logo saberemos quem fez e os motivos de tudo isso...”

A confusão toma quase que 100% de toda a minha mente. São tantos pensamentos de uma vez, são tantas coisas as quais eu supostamente penso que poderiam ser. Mas nenhuma a qual eu tenha uma pequena parcela de certeza, isso frustra.

Uns toques na porta e ela é aberta, meus olhos se arregalam, pois eu espero que seja meu mordomo. Porém a frustração de que a pessoa que adentrou não é a que eu esperava toma por total a minha face.

–- O que deseja, Meirin? – eu pergunto com a impaciência beirando a minha voz.

–- Bocchan, o Sebastian-san, quando saiu, pediu para que cuidássemos do senhor. – sua voz era trêmula e ela se aproximava para catar as coisas que haviam caído ao chão minutos atrás. – O senhor deseja alguma coisa? – ergueu-se novamente, arrumando os óculos redondos por cima do nariz.

–- Não, pode retirar-se. – abanei a mão para indicar-lhe o local de retirada.

–- Com sua licença. – juntou as mãos na frente da saia e curvou-se lentamente.

A moça saiu, deixando-me sozinho novamente nessa confusão que minha mente no momento habita.

Eu não achei que algum ser humano um dia fosse capaz de fazer algo desse calibre com a minha cabeça, que sempre anda em perfeita ordem quando o assunto não é Sebastian. Ou talvez, não seja humano. Arregalo meus olhos ao notar o que pode ser o ponto chave de tudo isso. Não ser um humano. Mordo de leve meu lábio inferior.

–- Claude? – pergunto para mim. – Se for ele, O que quer fazendo uma coisa dessas? Não, não é possível... Voltamos à estaca zero, Ciel...

São esses longos segundos, que estão sendo transformados em séculos para mim, que fazem a minha paciência para a espera pelo mordomo se tornar cada vez menor. Tamborilo na mesa, balanço meus pés no ar. Fecho os olhos e tento imaginar o branco. Ah, isso é enlouquecedor.

Pego novamente aquele papel levemente amassado, o encaro antes de abrir e olhar para aquelas letras.

–- “Se refere à Rainha?!” – cocei meu queixo, mantendo mais da calma para poder analisar mais atentamente. – “Se sim, por quê?! Quais benefícios serão lhe dados caso ela for desmascarada?!” – suspiro. – “Sebastian, cadê você com minhas respostas?!"

Debruço meu corpo sobre a mesa, deitando sobre meu antebraço por cima de alguns documentos e jornal.

(...)

–- Bocchan... – seu sussurro é longe. – Bocchan, acorde.

–- O quê? S-Sebastian...? É você?! – levanto minha cabeça, coçando meus olhos e bocejando de leve. – E então? O que achou? Diga-me! – levantou de vez, empurrando com as costas dos joelhos a cadeira atrás de mim.

–- Acalme-se. Com tudo o que eu achei devo dizer que os resultados foram significativos. Os únicos aos quais se encaixam nos perfis dessa letra cursiva perfeita são o Visconde de Druitt, e o Ash Landers, o mordomo pessoal da Rainha.

–- O Visconde? Não acho que ele tenha capacidade intelectual suficiente para isso. – sentei novamente. – Só conseguiu isso?

–- De informações relevantes, sim. Acha suficiente para ter alguma ideia, mesmo que vaga sobre os motivos?

–- Lamento, mas não. Todos, os dois, não parecem ter motivos suficientes para querer que a Rainha saía de seu trono. Pode tratar-se de uma brincadeira.

–- Sebastian... – respirei fundo, para não gritar. -- Quem brincaria com isso? Essa coisa, -- apontei com desdém para o papel – pode ser o que decidirá o futuro de Londres. Não pode ser apenas uma brincadeira. – corri o indicador em minha testa, por baixo dos cabelos. – O que faremos? – levantei meus olhos para ele.

–- A Rainha não encontrasse no país, está em conferência, em Paris, para a inauguração da Torre Eiffel, está na primeira capa do seu jornal, creio que nem ao menos o olhou. Seu mordomo foi junto, não temos como investigarmos ele de perto, porém o Visconde continua aqui.

–- Poderíamos dar uma pequena visitinha a ele? – suspirei. Pegando o jornal e analisando a noticia.

–- Se o senhor quiser, posso mandar agora mesmo uma carta, avisando-o.

–- Não, não o faça. Temos que conseguir mais coisas antes de agir assim. Faça-me um chá. Pensaremos juntos sobre isso.

Era de se esperar que não demorasse. E rapidamente o meu chá estava impregnando o quarto com seu cheiro forte e gosto doce. Estava bom o suficiente para aquietar os meus ânimos e fazer-me somente degustar o seu sabor.

O papo foi longo, até decidirmos ir à busca daquela que é alvo de acusação na carta. Iríamos somente a dois ou levaríamos a todos?

–- Vamos, Bocchan, decida-se. – ele repetira.

–- Acalme-se, ok? Não é assim. Com quem a mansão irá ficar no tempo em que estamos fora? É melhor mantermos os outros aqui, mesmo que sua eficiência em relação a tarefas domésticas sejam praticamente nulas, creio que cuidar da mansão será algo que eles possam fazer muito bem.

–- Então está bem, quando pretende partir?

–- O mais breve possível, se estamos na pista correta para resolver tudo, para que perder mais tempo? – olhei em seus olhos.

–- Irei providenciar as passagens e nossas malas. – levantou-se. – Com licença.

Poderia considerar-me de viagem marcada. Eu precisava alinhar os ponteiros, e tirar a prova real de tudo isso. Com primeiramente o porquê de tudo isso.

Se realmente fosse o mordomo da Rainha, por que se dirigir a mim? Ele mesmo poderia fazer todo o trabalho sujo. Está sempre próximo o suficiente do seu alvo para interceptá-lo quando quiser. É o Sebastian quem usa luvas brancas e não ele. Com medo de sujar seu terno de carmesim? Era de se esperar de alguém que convive quase, ou senão, 24h ao lado da realeza. Dei um pequeno sorrisinho para mim mesmo.

Mas felizmente, ou não, quando tudo fosse esclarecido talvez fosse o momento de meu pagamento. Ah sim, o tão esperado momento em que eu iria entregar completamente a minha alma ao demônio que cuidou de mim. Seria um pagamento justo... Mas e eu? Estou disposto a já deixá-lo? Assim tão depressa? Não depressa, mas logo quando as coisas começavam a ficar boas para nós terei que me despedir?

–- “Uma hora esse dia chegaria, não, Phantomhive?!” – aquela maldita voz lá no fundo da consciência. Suspirei.

Eu sei que chegaria. Só não queria que fosse agora. E ele... O que pensa sobre isso? Estará ansioso para o encontro com aquele que decidirá o nosso futuro? Se eu irei ou não já entregar-lhe a alma. Com certeza sua base treme só de imaginar o maravilhoso jantar que terá as minhas custas. Seu trabalho foi árduo, nada melhor do que uma recompensa a altura. Novamente um pequeno sorriso brotou em meus lábios.

E cá em meu quarto, observo os astutos movimentos do moreno arrumando a minha mala. Cadê peça de roupa dobrada em perfeição, e arrumada de modo que quase todo o meu guarda roupa possa caber em uma minúscula mala. Não que ele vá fazer isso, mas faria se fosse necessário ou de sua vontade.

Não que eu esteja triste, mas também não estou totalmente feliz com a ideia de que talvez em uns dois ou três dias tudo na verdade esteja acabado. Assim, puf! Acabou Phantomhive, você agora habitará dentro do corpo de seu mordomo como apenas mais uma alma que ele devorou sem dó. E esse é o meu provável medo, ser apenas mais uma alma... Que ele cuidou, ajudou e no final tudo que ele queria era unicamente devorá-la, saborear todos os gostos que ela lhe proporcionaria... Somente isso...

Suspiro, balançando os pés na beira da cama.

–- Algum problema? – sua voz é um pouco distante, noto que ele está no banheiro quando olho a minha volta e ele não está.

–- Não, nenhum. – minha voz é baixa.

–- Achei que estaria feliz por provavelmente estar indo encarar o assassino de seus pais. – ressurge.

–- Eu ESTOU feliz, Sebastian. – trato de corrigir.

–- Então por que sustenta essa feição de pouco grado?! – segura meu queixo, forçando-me a olhá-lo nos olhos.

–- Não tenho feições de pouco grado. – estapeio de leve sua mão.

–- Bocchan, até quando achará que pode me enganar? – tinha um sorriso sínico entranhado nos lábios.

–- Acabou seus afazeres para estar tagarelando comigo? – franzi o cenho.

–- Sim, podemos partir quando o senhor quiser.

–- Vamos avisar aos outros. – desci da cama.

Passei pelo mordomo, mantendo o rosto para cima e olhar de desdém para o meu redor.

Ter um demônio como seu mordomo talvez seja uma coisa boa... É bom, até o ponto em que ele somente te projete e cuida de você. Não quando ele começa a bagunçar os seus sentimentos, ou quando o mesmo começa a saber o que você está sentindo só de olhar fundo em seus olhos, ou até mesmo a seduzir você intencionalmente ou não. Cerrei meus punhos, ouvindo o meu caminhar pesado ecoar pelo corredor silencioso e vazio da mansão. A sombra de Sebastian estava atrás de mim, andava cauteloso, carregando minhas malas.

Chegando até a sala, toquei um pequeno sino e não demorou a todos da casa aparecerem. Suspirei, o moreno havia saído, estava arrumando a carruagem, e deixou para que todo o recado fosse redigido por mim, nada mais justo, já que sou o anfitrião da casa.

–- Estou chamando vocês aqui para avisar que, estou viajando mais o Sebastian. E a mansão até que nós voltemos ficará com vocês. Não destruam nada.

–- Bocchan, -- Meirin se pronunciou. – Até quando?

–- Eu não sei, mas creio que logo estaremos de volta.

–- Procurem não queimar a mansão. – Sebastian estava atrás de mim, seu sorriso demoníaco e ameaçador estava também. – Senhor Tanaka, por favor, precisamos que nos leve até o Porto.

Foram breves “despedidas”, nós voltaríamos, e provavelmente eu partiria novamente com o Sebastian, mas dessa vez para não voltar, nunca mais eu devo presumir.

Dentro da carruagem que trepida um pouco, eu apenas observo a passagem correndo do lado de fora da janela. Está tudo em silêncio, apenas a minha funda respiração de tédio de vez em quando é escutada mais nitidamente.

Tento imaginar como será perder a alma. Algo que ninguém pode ver, mas todos sabem que existe. É tão estranho saber que existem seres capazes de se alimentar e sobreviver praticamente à base disso. Dói? Sentirei alguma sensação estranha? Eu irei saber que a perdi ou apenas desabarei sem vida? Sinto meu coração um pouco mais apreensivo. Não deveria. Eu sempre soube que o meu fim seria esse, então devo apenas aceitar o que eu me impus.

–- Sebastian...

–- Pois não?

–- Acha que pode ser o fim de tudo?

–- Não tome conclusões precipitadas. – sorriu. – Acalme-se.

–- Estou calmo. – tentei parecer o mais firme possível, ele apenas franziu o cenho e balançou a cabeça negando a minha afirmação. – Estou apenas ansioso para resolver logo isso, você deve estar querendo logo o seu pagamento. – cruzei os braços.

–- Se é assim que você pensa. – seus olhos brevemente se avermelharam.

Finalmente chegamos ao Porto.

A porta da carruagem foi aberta por Tanaka, Sebastian foi o primeiro a descer para abrir o meu lado, dando-me passagem para que eu entrasse. Estava razoavelmente e aglomerado. Mas nada que atrapalhasse que nós passássemos livremente entre um grupo de pessoas e outros.

Era hora de partir. E na proa do navio víamos as pessoas acenando para as que iriam viajar, lenços e chapéus sendo balançados no ar. Sebastian estava ao meu lado, eu olhava para o horizonte para onde estávamos nos dirigindo. Iríamos enfrentar o possível inimigo...

–- Talvez o fim de Ciel Phantomhive esteja próximo... – sussurrei para mim, cerrando os meus dedos.

–- Não estou certo disso, Bocchan. – foi um sussurro próximo ao meu ouvido. – Talvez, Ciel Phantomhive seja um nome eterno.

Notas finais
~~ Nyah, cabou :3
Será que da para vcs terem uma ideia como será a proxima temporada?! Acho que sim, ou acho que não, nem eu sei... :3
Sei lá.
o/
Bom até o proximo, que provavelmente será o ultimo o/
'3' Kissus