Seu Mordomo, Amor Secreto

11 Seu mordomo, Jogo de Sedução


Notas iniciais
Yooo ~|~
carai foram mais de 15 dias sem postar O_O poxa....
,_, quando a imaginação desfalece eh um problema serio, de verdade. Mas a culpa em parte nao eh minha... -q? Escrever Kuroshitsuji, ao meu ver, eh complicado, entao eu tenho que pensar muito antes de colocar qualquer palavra no texto. Para depois na sair merda '-'. - acho que da certo -.
Mas tudo bem, desculpa por demorar. Eu sempre faço o possível para postar o mais rápido que posso, ateh escrevo na sala de aula '-' -exemplo de aluna-.
--' Pois bem, chega de desculpas sobre o motivo de eu nao postar antes :p
Boa leitura o/

Sebastian Michaelis; sedutor, misterioso, atraente, sexy, estupidamente inteligente, educado, dominador.

Esses foram os primeiros adjetivos que eu encontrei para definir aquela pessoa.

E com uma pequena base nisso eu me dei conta do por que as pessoas se doam tão facilmente para esses... Demônios. Sua aparência e personalidade recrutam tudo aquilo que nós moldamos para chamar a pessoa de perfeita.Mas as almas que se deixam levar são as mais fracas, certo? Eu me deixei levar. Está certo que já estou debaixo de suas asas de penas negras, mas ainda me mantenho prepotente diante das coisas que me são impostas. Então isso não faz de mim uma alma fraca...?!

Pensar em como ele seduz as vítimas só me deixa com mais e mais interrogações sobre a cabeça. Que frustrante. Talvez perguntar diretamente seja o jeito mais fácil de obter respostas, a ficar batendo a cabeça contra a parede tentando deduzir as coisas com base nas minhas, poucas, experiências.

–- Sebastian.

–- Pois não?

–- Como vocês, demônios, seduzem suas vítimas?

–- Devagar. Sem que estas percebam que estão caminhando em direção a uma armadilha. E logo depois que elas caiam sobre ela e são presas nós damos o bote. -- falava com naturalidade enquanto me servia o chá. -- Posso perguntar qual o motivo da sua pergunta?

–- Apenas curiosidade. -- degustei o primeiro gole da bebida levemente amarga. -- "Fui seduzido lentamente, e hoje estou preso em sua armadilha." -- sorri internamente. -- Qual o seu jogo de sedução, Sebastian?

Por um momento o mordomo ficou calado. Somente se ouvia o assobiar do vento ao pé de nossos ouvidos. Estamos nos fundos da mansão, somente aproveitando o findar da tarde e seu crepúsculo.

–- Meu jogo? Minhas regras e estilo de jogo são compostos de acordo com cada jogador. Bocchan está tentando descobrir qual o tipo de jogo eu usei contra o senhor?

–- N-Não é isso. -- tossi de leve por acabar me engasgando com o chá. Me recompus após um leve pigarrear.

–- Então está bem, se me der licença.

Soltei um longo suspiro.

Eu só queria saber como ele faz isso, deduzir meus pensamentos tão rapidamente. Chega a ser assustador. Ou talvez minhas caras e bocas sejam fáceis demais de se ler.

–- "Jogos e regras baseado em sua próxima presa, me parece ser belo tipo de estratégia."

(...)

Outro dia, outra manhã, mas a mesma pessoa me acordando, o mesmo barulho das cortinas se abrindo e o mesmo sol sentindo uma atração impossível de se medir por minhas pupilas cerradas.

Apertei meus olhos antes de abri-los e encarar Sebastian.

–- Bom dia.

–- Bom dia. -- sentei-me e cocei os olhos.

Minhas manhãs são tão incrivelmente roteirizadas; Sebastian abre as cortinas, o sol me acaricia a pele. O mordomo me deseja bom dia e eu brandamente o respondo. Ele me serve o café da manhã... Tudo tão rotineiro, que chega a ser nostálgico lembrar que eu faço isso já a um certo tempo.

–- Tenho algo de importante a fazer hoje?

–- Aula de violino. -- me serviu a bandeja sobre o colo.

O silêncio por um breve momento se instalou pelo amplo quarto, mas logo fora expulso por minha voz.

–- Sebastian... Você seduz a todas as suas presas? Sem exceção?

–- Algumas delas caminham por sim próprias até o penhasco, outras precisam de um pequeno empurrãozinho.

–- Você é um Íncubo? – as palavras saíram quase sem o meu consentimento.

–- Todos somos. -- um sorriso pervertido adornou seus lábios.

Talvez eu deva sorrir ao saber que ele se alimenta de mim enquanto fazemos sexo. Sexo, Sebastian não faz amor. Mas... Sorrir, Phantomhive?!

Terminei meu café em silêncio. Na hora do banho Sebastian não deixou que minhas solas do pé tocassem o chão frio e me levou nos braços até a banheira.

–- Está silencioso... -- sua mão me banhava lenta e cuidadosamente.

–- Não tenho vontade de falar... Por quê? Isso te incomoda?

Ele manteve-se em silêncio, somente o barulho da água que corria da torneira e enchia pouco a pouco a banheira se ouvia, leves suspiros meus também acompanhavam o baixo som.

Estava um dia calmo. Brando demais, como nenhum outro dessa semana foi.

–- Bocchan... -- deu leves batidas na porta e adentrou meu escritório.

–- Sim...?! -- levantei meus olhos por cima das folhas do jornal e o encarei.

–- Sua aula de violino.

–- Sim, já estou indo.

Dobrei as folhas de qualquer jeito e apoiei-as sobre a mesa de madeira. Sebastian me deu passagem pela porta e seguimos para o salão.

–- O que vou tocar hoje?

–- Clair de Lune.

Nos aproximamos das partituras no centro da grande sala vazia. Posicionei o violino em meu ombro esquerdo, com o arco em minha mão direita comecei a desliza-lo sobre as cordas. O som clássico saia, enchendo aos poucos a sala com notas suaves. Sebastian apenas admirava, creio eu. Por que apesar dos meus olhos estarem fechados tenho comigo aquela velha sensação de estar sendo observado. Ao terminar o soneto e ao abrir meus olhos minha, quase, certeza fora confirmada. Lá estava ele com seus vivos olhos em mim, por cima dos óculos, que lhe cai tão bem, observando todas as minhas voluntárias e involuntárias ações.

–- Muito bem. -- ergueu meu rosto pelo queixo com sua batuta, para fazer com que eu olhasse diretamente em seus olhos. -- Esta cada dia melhor, Bocchan.

Malditos olhos que me prendem a atenção.

Corei minhas bochechas, desviei meus olhos para o piso alvo, e agradeci em quase um sussurro. Mas logo voltei a mim. Pigarreei para tirar a voz do peito, retirei com cautela sua batuta de meu queixo, passei o indicador pela gola de minha blusa e agradeci com boa entonação.

–- Vamos tocar mais uma vez.

A hora passou, lógico que tudo não foi flores e corações. Recebi broncas por ter minha atenção desviada, mas em consequência elogios por fazer melhor que antes.

–- Vamos fazer uma pausa para um chá.

Concordei sem palavras. Guardei o instrumento e me dirigi à mesa com uma cadeira no canto do salão, próxima a uma grande janela com vista para quase todo o jardim. Sebastian saiu e eu fiquei sozinho.

Soltei um curto, mas profundo suspiro. Já estamos a um certo tempo nisso, não é de todo chato. Tem o seu prazer tocar um instrumento tão fino como o violino.

O mordomo readentrou o salão, com seu charme natural me serviu uma rasa xícara de chá quase incolor, mas de forte sabor. O aroma suave do chá logo inundou meu nariz quando levei a xícara decorada aos lábios.

–- Bocchan, isso chegou para o senhor. -- entregou para mim uma carta.

–- Da Rainha... – reconheci de imediato o selo que lacra o envelope.

Não abri o envelope, apenas a coloquei ao lado do meu pires.

–- Está tocando muito bem, se continuar assim poderá até duelar com a morte a troco de sua alma.

–- Está me desafiando a um duelo de violino na hora de minha morte? -- levei a xícara aos lábios mais uma vez.

Quando pousei a xícara de volta na louça, notei o sorriso sem dentes que Sebastian carregava em seus lábios. Um texto enorme poderia ser escrito baseado em minhas "achanças" sobre seu sorriso, mas o que realmente ele quer dizer com ele está escrito nas entrelinhas, coisa que eu não consigo ler. Merda.

–- Não vai ver o que diz a carta? -- cortou meu pensamento.

–- Prefiro deixar para mais tarde, e me concentrar somente em uma coisa.

–- Como quiser.

Pegou a carta de volta, retirou a xícara e pires de minha frente e se retirou.

Virei um pouco meu corpo para fora da mesa, olhando para fora da minha janela. As flores, folhas, balançavam com a brisa que as acariciavam. Fechei meus olhos como quem aproveita o sussurro e o toque carinhoso do vento. Ao abrir de meus olhos a figura vestindo negro estava lá.

–- Pronto para voltar a tocar?

–- Sim. -- com uma rápida e última olhada para o jardim me levantei e segui de volta para a frente da partitura.

(...)

Eu lia atentamente cada pequena palavra escrita na carta que fora enviada pela Rainha. Não era nada mais e nada menos que um pedido de trabalho.

–- Não é nada de mais, é apenas um bando de vândalos que andam roubando as mercadorias de algumas lojas do centro. Ela quer que acabemos com isso o mais rápido possível, pois os proprietários das lojas estão tendo muito desfalque em suas mercadorias e caixas registradoras. Amanhã nós sairemos para investigar. -- apoiei meus cotovelos sobre a mesa de madeira de meu escritório, apoiando meu queixo sobre as falanges enlaçadas dos dedos.

Sebastian concordou em silêncio, apenas movendo seu pescoço um pouco para frente.

–- Deseja alguma coisa?

–- Não, pode se retirar.

–- Com sua licença. – fez uma pequena reverência e saiu.

–- Mais um trabalho com delinquentes... – sussurrei para mim enquanto massageava minha tempora.

(...)

–- Bocchan...

Ouvi ao longe um leve sussurrar.

–- Vamos, Bocchan, acorde. O escritório não é um lugar apropriado para se dormir.

Escritório? Dormir?

Abri os olhos lentamente. Eu nem sabia que eles estavam fechados. Meus turvos olhos encararam o rosto próximo e sereno do mordomo.

–- Se estava cansado avisava-me para te preparar a cama. – sorriu de leve.

Olhei para trás, o céu da cidade já estava totalmente tingido de negro. Quanto tempo eu dormi?

–- Vamos. Te preparei um banho quente.

Cocei meu olho esfregando o punho sobre ele, bocejei e segui para a porta, que o mordomo abria para que eu passasse.

A mansão estava quieta, nenhum sinal dos outros empregados, era total silêncio. Um silêncio até macabro eu diria, principalmente por passar em corredores quase sem iluminação acompanhado de um demônio.

Ergui um pouco a cabeça e o olhei de canto de olho, estava ao meu lado. Segurava um castiçal, a pequena claridade das velas iluminava parte de seu rosto, dando um ar sombrio a sua face sem expressão. Seus olhos se guiaram aos meus. Cerrei os punhos da mão a qual ele não via e desviei meu olhar, mas querendo o manter no dele. Mas seus olhos me devoram, é tão constrangedor...

A porta de meu quarto foi aberta e seguimos para o banheiro.

Perto da banheira, Sebastian puxou com a ponta dos dedos a fina fita de cetim azul em meu pescoço. A deixando sobre um pequeno banco de madeira seguiu para retirar o resto de minhas roupas. Ao retirar minha fina blusa branca seus dedos cobertos por luvas roçaram sobre minha pele alva, arrepiando involuntariamente todo o meu corpo. Desviei meus olhos para o chão e senti minhas bochechas ruborizarem. Ao fim de todas as peças de roupa retiradas adentrei rapidamente a banheira. Não estava a fim de expor a minha nudez para ele. Por mais que ele já tenha decorado onde fica e como são todas as pequenas partes de meu corpo.

A cama está mais confortável do que de costume, ou será que o meu cansaço faz com que eu aprecie mais a maciez de seu colchão?!

–- Por que não foi me chamar em meu escritório? Assim poderia ter evitado que eu adormecesse sobre minha mesa de trabalho.

–- O senhor me disse que não precisava de nada quando perguntei, achei que estivesse trabalhando e seria um incomodo a minha presença. – fechou a janela e puxou suas cortinas vermelhas para afastar o brilho da lua.

–- Poderia ter batido... Não teria... Problema algum.

–- Da próxima vez farei isso. – virou-se para mim e sorriu.

Me acomodei direito sobre a cama. O lençol foi puxado da minha cintura para a altura de meu peito. Sebastian pegou seu castiçal sobre o criado mudo.

–- Boa noite, Bocchan.

–- Não vai ficar comigo até que eu pegue no sono?

–- Assim deseja?

Apenas assenti com a cabeça. O mordomo deu um leve sorriso. Apoiando novamente o castiçal sobre a pequena banquinha, sentou-se sobre a cama, ao meu lado. Seus lábios vieram a minha testa, cerrei meus olhos para apreciar o pequeno toque que fez um curto som estalado ao se encerrar. Mantive meus olhos fechados, não poderia encará-lo agora, e o sono também colaborou para deixar minhas pálpebras pesadas e impedir-me de abri-las, nem se eu quisesse.

–- Boa noite, Sebastian...

Notas finais
:3 cabou.
~|~
'3' Kissus, e ateh o proximo. Provavelmente daqui a quinze dias, mas sem certeza, tah?!
o/ bye.