Seu Amor É Uma Mentira!
13 Capítulo 12
Notas iniciais
A Hyuuga passara uma tarde muito agradável com Kiba, mas agora chegara ao seu prédio se despedindo do mesmo com um aceno, viu o moreno ir embora e subiu com Akamaru. Colocou comida em suas vasilhas e sentou no sofá, até agora não recebera uma só chamada de Tsunade. Hinata já tinha certeza que hoje não teria trabalho, mas parece que seu pensamento atraiu, pois quase imediatamente seu celular tocou.
– Olá minha menina. – a morena sorriu.
– Oi Tsunade, pensei que fosse ficar sem trabalho hoje. –ela resmungou.
– Sabe que domingo nunca falta trabalho. – Hinata se sentiu meio idiota ao assentir, sua chefe não estava vendo-a. – Tem dois clientes marcados, um no Noami as 21h00m outro no Palace ás 23h00m. – instintivamente ela olhou para o relógio eram 19h42m, tinha 15 minutos para começar a se arrumar. – Não se atrase.
– Hai. – ela disse sorrindo e a loira desligou, como sempre fazia. Levantou do sofá, deixando os sapatos no chão e arrancando a blusa jogando-a pelo meio do caminho.
Quando chegou ao banheiro já não tinha mais nenhuma peça de roupa em seu corpo, fora só entrar embaixo da água do chuveiro, que levava consigo para o ralo todo o suor e sujeira de um dia passado na rua. Respirava fundo e seus pensamentos a levavam até Naruto, não conseguia evitar se perguntar o que ele estaria fazendo, no fundo só desejava que ele quisesse mesmo lhe entender, nos seus sonhos montava um conto de fadas onde era possível que tudo fosse esquecido e eles ficassem juntos. Mas ele não queria a conhecer de verdade, não era? Ele não se importava! Suspirou chorosa e desligou o chuveiro, era bom se arrumar de uma vez, não iria trabalhar com cara de choro.
Enrolada na toalha olhava para o armário, procurava uma roupa para usar, algo fácil de vestir, já que teria que se arrumar para ir ao segundo encontro. Escolheu um vestido preto, um palmo acima dos joelhos, corte reto, com duas pregas em casa lado do quadril. O completou com um sinto fino bege, na cintura e sapatos, também, beges com ponta arredonda e salto mediano. O cabelo solto – seria mais fácil para ajeitar depois. – um batom cor de pele, com leve brilho nos lábios, lápis e um pouco de blush iluminador, nunca gostara da pele tão pálida. Preparara uma pequena bolsa com a maquiagem que usara e um pente, ficaria no carro para retocar-se.
Saiu do quarto olhando no relógio, já passavam das 20h e podia sair, despediu-se de Akamaru com um leve carinho no pelo macio, trancou a porta guardando a chave também na pequena bolsa. Entrou no carro e saiu do estacionamento, conhecia o caminho, então dirigia relaxadamente. O que a Hyuuga não sabia é que junto ao seu carro estava um Palio Fire preto que a seguia.
Temari não a tinha visto chegar, mas com uma pergunta ao porteiro descobrira que ela estava em casa, e que costumava sair esse horário, então esperou pacientemente até que ela saísse, ela não conhecia o carro, mas pode reconhecer o rosto pálido e os cabelos azulados da morena, por sorte ela saira com a janela aberta. Pelo que tinha conversado com Sakura a morena trabalhava a noite, mas ela não sabia com o que e parecia que descobriria agora. Ao vê-la parar em frente a um famoso hotel da cidade a loira a fotografou saindo do carro, fazia parte do relatório, apesar de que isso não era só um serviço, era mais para satisfazer a própria curiosidade.
Parou o carro na rua, um pouco distante da entrada, e foi até a recepção, confessava se sentir um tanto deslocada, as pessoas ali além de estrangeiras estavam todas bem vestidas, e ela usava uma calça jeans qualquer, roupa de trabalho. Mas sabia que era conhecida o suficiente para que ninguém abrisse a boca para falar alguma coisa. Viu Hinata pegar a chave e entrar no elevador, era sua deixa.
– Licença, pode me dizer pra qual quarto aquela moça foi? – perguntou ao atendente que olhava um tanto abobado para seu decote. Homens, tão manipuláveis.
– É um quarto reservado o 319. – ele disse. – Mas sempre vem homens e mulheres diferentes. – a loira assentiu.
– Obrigada. – Saiu do hotel, esperarei a Hyuuga sair, então sempre o mesmo quarto, 319, um quarto reservado, mas freqüentado por homens e mulheres diferentes, com toda certeza ligaria para Shikamaru, ele devia saber algo sobre isso. Entrou no carro e acionou a discagem rápida. – Shikamaru, o que sabe sobre o quarto 319?
– É o quarto reservado para os clientes das meninas da Tsunade. – disse o moreno. – É um grupo reservado e chique de acompanhantes. – Temari arregalou os olhos. Como assim acompanhantes? – Algumas vezes o trabalho acabava nesse quarto, sabe, homens infiéis.
– H-h-hai. – ela desligou. Isso queria dizer que, Hinata era... Hinata era uma dessas acompanhantes?
...
Hinata entrara no quarto e se deparara com Yahiko. Ele sorria com um copo de Whisky na mão,e ela sorriu para ele.
– Boa noite Lua. – ele disse.
– Boa noite Yahiko. – ela pegou a taça de vinho que a esperava em cima da mesa, bebeu todo o liquido de uma vez só. Virou-se para ele, tirou o cinto o deixando cair sobre o chão do quarto, e abriu o fecho lateral do vestido lhe mostrando os seios descobertos, por estar sem sutiã e a calcinha de renda preta, o viu morder os lábios e levantar-se para tocá-la, sabia que ele gostava que ela mostrasse o corpo para ela, conhecia alguns clientes e suas preferências.
– Gostosa. – ele disse e afundou os lábios na pele de seu pescoço, enquanto as mãos brincavam nos seios fartos da morena.
...
Uma hora depois Temari pode ver a Hyuuga sair do hotel, detalhista como ela era pode ver que estava sem a maquiagem que chegara, percebera que tinha bem mais coisas por trás de seu trabalho. Perguntava-se se Naruto sabia, se talvez não era um cliente? E como a amiga tão dócil conseguia trabalhar com aquilo? Eram muitas perguntas, e ela teria o prazer em responder todas.
Hinata entrou no carro, pegou a bolsa e ajeitou a maquiagem e o cabelo no retrovisor antes de seguir para o segundo cliente da noite. A distancia entre um e o outro era consideravelmente grande, dirigia impaciente, até que chegou. Passou pela recepção, pegou a segunda chave, seu cliente já havia chegado. Abriu a porta e deparou-se com Itachi, sorriu.
– Boa noite Itachi, eu não esperava que pedisse meus serviços tão cedo. – ela sorria enquanto caminhava até ele.
– Eu não resisti, e como estou hospedado aqui porque é próximo do aeroporto e amanha irei viajar precisava me distrair... – ele deixou a frase morrer e riu. – Sinceramente, não sei como chamá-la, Lua, Hinata.
– Me chame de Lua. – ela respondeu, enquanto Itachi retirava seu vestido, segurando seus cabelos dando-lhe leves puxadas. Quando o vestido caiu, um gemido rouco fora ouvido dele, que a virou para si, tomando seus lábios.
Ela passou a mão por suas costas, arranhando-o forte e lentamente, ouvindo-o gemer em sua boca e descer os beijos para seu pescoço. Ela adorava que tocassem em seu pescoço e confessava que gostava de sentir aquele corpo másculo no dela, obviamente não era como estar com Naruto, nem perto, mas era aproveitável. Sentiu mãos fortes em sua bunda, puxando-a para cima, ela prendeu as pernas ao redor da cintura máscula e os lábios dele tomaram para si seus mamilos, tornando os gemidos mais altos e desejosos.
...
O sol amanhecia e Temari esfregava os olhos no carro tomando seu quinto copo de café. A Hyuuga não saira dali a noite e ela ficara como um pateta esperando, já eram 6h da manhã quando a morena apareceu para pegar as chaves de seu carro com o guardador, não sabia ao certo tudo que Naruto queria saber, então pagara ao recepcionista uma bolada para descobrir que Hinata estava com Uchiha Itachi, irmão mais velho de seu amigo, Sasuke.
Percebera que era isso que as meninas de Tsunade faziam, elas serviam aos ricos, se perguntava quem mais de seu meio de convívio contratava os serviços de Hinata, suspeito de Itachi quando descobriu, afinal ela estava com ele na festa. Sentia uma enorme vontade de resumir as coisas e falar direto com a Hyuuga, e sabia que uma hora acabaria mesmo fazendo isso, mas esperaria.
Seguiu o carro da Hyuuga que foi para casa, ao chegar na entrada do prédio conhecido, achou justo ir para casa, anotar as informações talvez, ela riu. Quem estava tentando enganar, ela dormiria, e muito.
...
Naruto chegou ao trabalho na segunda de manhã, não podia agüentar de angustia para saber se Shikamaru ou Temari tinham algo para dizer de Hinata, ele não parava de pensar nela, nem por um segundo, esperava que ela não tivesse trabalhando, não podia imaginar alguém tocando em sua morena. Entrou no escritório cumprimentando Anko, que sorria sedutora para ele, mas, pela primeira vez, não foi correspondida, a cabeça do Uzumaki estava cheia com só uma mulher para que ele prestasse atenção em outra, Shion havia ligado umas 30 vezes desde o jantar, e ele nem sequer atendera.
Sentou em sua mesa e olhando para o relógio a cada 5 minutos até que não estivesse cedo demais para ligar, finalmente, decidiu que toda a cidade já estaria acordada então com o celular em mãos discou para Shikamaru.
– Fale Naruto. – atendeu o moreno sonolento, acordara a pouco e preparava seu café da manhã.
– Tem informações sobre Hinata? – ele foi direto ao ponto, precisava saber tudo sobre ela, o quanto antes, senão acabaria batendo em sua porta para tentar uma conversa de novo.
– Temari está cuidando disso, eu não sei nada a respeito... – antes que pudesse completar Naruto desligou o telefone, ligaria para Temari, não tinha tempo a perder com alguém que não sabia de nada.
– Temari? – perguntou o loiro assim que atenderam, mas se mantiveram em silencio.
– Sim. – a voz era sonolenta, mas não de alguém que acordara a pouco, mas de alguém que ainda dormira. A loira chegara em casa a pouco e tentava dormir o sono que perdeu a noite quando o telefone tocou. – Quem fala?
– Sou eu Naruto. – ele disse um tanto esbaforido. – O que tem a me dizer sobre Hinata?
– Bom, algo que acredito que já saiba é que ela é acompanhante. – ela disse.
– Sim, eu sabia.
– Ontem ela teve dois clientes, o ultimo fora Itachi Uchiha. – o Uzumaki grunhiu. – Foi para casa hoje de manhã, e logo estarei lá novamente para ver o que ela fará, mas agora eu preciso dormir, fiquei a noite acordada vigiando Hinata. – ela falava as coisas e nem sequer tinha noção, só falava, estava mais dormindo do que acordada.
– Não precisa mais acompanhá-la a noite, quero saber o que ela faz durante o dia, qual a vida dela, fora do trabalho. – ele disse e ouviu um som que julgou ser positivo e então desligaram. Bufou irritado pela amiga que desligara em sua cara, mas poderia servir de vingança já que ele fizera o mesmo com Shikamaru. Não tinha necessidade da loira segui-la durante a noite, porque não haveriam mais clientes, Itachi que tirasse o cavalo da chuva, pois nunca mais colocaria as mãos nela. Ele sentia o sangue ferver só de imaginar, mas sabia muito bem o que fazer. – Tsunade? – perguntou no telefone.
– Sim, sou eu Sr. Uzumaki. – ela disse.
– Eu gostaria de reservar a noite toda, todas as noites de Lua por um mês no mesmo hotel de sempre. – ele disse e ouviu a risada da loira.
– Não trabalhamos dessa forma Sr. Uzumaki. – por um momento seus planos foram frustrados, mas imaginava como resolver.
– Eu pago o que for necessário pela exclusividade.
– Bom, se for assim. – ela disse. – Mas saiba que pagara bem caro.
– Não importa.
– Mandarei uma mensagem com o valor e novamente o numero da conta bancaria imediatamente, se voltar atrás é só não pagar. – ela desligou.
Ele esperou pela mensagem e quando respondeu jurava que achava que seria mais, a quantidade de zero era grande, mas não tanto. Acessou seu banco pelo computador e fez a transferência, agora sabia que logo receberia a ligação de confirmação. Ele agora seria o único cliente de Hinata. Alguns minutos depois seu telefone vibrou e ele atendeu de imediato.
– Está tudo certo Sr. Uzumaki, você conseguiu sua exclusividade. – ele sorriu vitorioso.
...
Ainda com o pijama estava sentada a mesa, almoçava junto de Kurenai. Hoje acordara cedo, abriria sua conta bancaria, faria as doações para os lugares que ajudava e iria visitar as crianças do abrigo, já tinha adiado demais.
Conversava assuntos leves com Kurenai, enquanto essa levava a louça para a pia. O toque irritante soara pela sala.
– Licença Kurenai-chan. – ela pegou o celular e foi para o quarto, era Tsunade. – Oi chefa.
– Tenho novidades. – a loira disse deixando a morena confusa, não sabia se surpresa na sua profissão era uma coisa boa. – Um cliente reservou todas as noites durante um mês a noite inteira com você. – Hinata arregalou os olhos, quem pagaria por isso?
– Quem? – ela perguntou.
– Já é um cliente, começa hoje. – disse a loira. – no The Presidential, ás 21h. – desligou. Hinata tremeu ao ouvir o nome do hotel, normalmente atendia Naruto lá, esperava estar errada. Por favor, que não fosse ele.
Arrancou o pijama, vestido um short leve branco e uma blusa florida, o céu estava azul lá fora, e iria logo visitar as crianças, senão perderia todo seu dia pensando na idiotice que Naruto poderia ou não ter feito. Prendeu o cabelo, calçou as sapatilhas, despediu-se de Kurenai e saiu.
Temari já estava a todos motores no portão da Hyuuga, a viu entrar em um taxi e a seguiu, afinal seu trabalho era saber o que ela fazia durante o dia. Pouco tempo depois o carro parou em um orfanato, e ela a loira sorriu. Sim, esse lugar era a cara da Hinata que conhecia, ela já tinha comentado daquele lugar, ela fazia uma doação por mês e comentara que sentia falta de visitar aquelas crianças. Que um lhe lembrava um ex namorado na infância e que adoraria tê-lo como filho, via a Hyuuga entrar com sacos nas mãos, os brinquedos da loja que ela parara antes de chegar até ali e sorria ainda mais. Hinata era mesmo aquela pessoa doce que parecia, mas agora a dúvida estava a lhe consumir, como ela fora parar naquela profissão?
Continua...
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